De Floripa, o professor Pedro Ferrer manda notícias….

Circulando pela Ilha de Florianópolis, o professor Pedro Ferrer não esquece seu torrão. Me enviou mensagem fazendo comparações e especulando situações:

“Na Quinta Feira fui à catedral de Florianópolis participar da cerimônia do Lava Pés.  Cheguei mais cedo e tive um dedo de prosa com o arcebispo local, dom Wilson Tadeu Jonck. Falamos inclusive sobre dom Fernando Saburido. Deu-me o direito de uma foto ao seu lado. Os antonenses têm motivo de orgulho. Nossa IGREJA MATRIZ é esplendorosa em área, beleza e etc. Pelas fotos internas tu poderás comprovar.

A Matriz de  Santo Antão tem três naves. Nossas naves laterais, vários altares o que a torna mais bela. A linha de construção do nosso templo – Santo  Antão –  assemelha-se às grandes catedrais europeias. Falta nos ser transformado em Bispado. Padre Mauricio está na lista. Quem sabe?”

Pedro Ferrer

 

Fernando Nascimento – o Marinheiro talentoso…….

Na última quinta (18), na nossa Coluna “O Tempo Voa”, postei uma fotografia que realça o recorte temporal de 1946. No registro, “Seu” Zito Mariano, então com 18 anos, “socado” num paletó – magro de fazer pena – montado num cavalo,  fazendo pose no Pátio da Matriz. Mal conservada,  a foto, hoje com 73 anos, falta um pedaço  – absolutamente em nada compromete o seu valor……..

Pois bem, eis que por generosidade e talento descomunal do amigo Fernando Nascimento, no sábado (20), ele me enviou-me a foto totalmente restaurada. Ele, artista plástico experiente e sensível ao mundo das artes é mais um antonense que retorna ao seu nascedouro. Depois de residir na cidade maravilhosa por décadas e circular o mundo abordo da frota da marinha brasileira volta às suas origens. Como diz a canção do Rei Roberto Carlos, “eu voltei. Agora pra ficar”.

QUANDO A MEMÓRIA FALA – Uma viagem no tempo. Escreveu: *Ronaldo Sotero

 

No dia 9.3.1500, Pedro Álvares Cabral, ao meio dia, deixava o porto de Restelo, Portugal. A frota era composta de 10 naus, 2 caravelas e uma embarcação de mantimentos. A viagem durou 44 dias. No dia 22 de abril daquele ano, Cabral ancorou em frente ao Monte Pascoal. A média da viagem era de 13 km por hora. Era descoberto o Brasil.

Ronaldo Sotero

HOUVE UM TEMPO, LEMBRO BEM DELE…. – por Lucivanio Jatobá.


Em que a Semana Santa era um período de extrema tristeza, pois trazia à tona o sofrimento e o assassinato de Jesus Cristo.
A partir da Quarta-feira Santa, e sobretudo entre a Quinta e a Sexta-feiras santas, as rádios de Pernambuco, sem exceção, só tocavam musica clássica até a meia noite do Sábado de Aleluia.


As igrejas católicas ficavam sombrias, com os santos e santas envolvidos por um tecido roxo. Havia ainda pelas ruas das cidades a Procissão do Senhor Morto, uma procissão muito triste, que era iniciada por um som ritmado de uma matraca. Os sinos das igrejas ficavam tocando incessantemente, emitindo um som fúnebre.

Agora, vive-se um tempo de absoluta indiferença ao sofrimento e ao absurdo assassinato de Jesus Cristo. Um feriado prolongado permanece. E é usado para se tomar cachaça, ouvir “bregas” imorais e etc e tal…
Sinceramente, deveria ser abolido o feriadão da Semana Santa. Os verdadeiros cristãos fariam as suas orações em igrejas ou praças públicas. Lembrariam da Paixão de Cristo. Feriado agora para quê, mesmo? Para alimentar o quê, mesmo? A fé? Que fé?

Lucivanio Jatobá

 

Professora Odorina Gonçalves de Moura: breve relato do doutor Fernando Moura…

Recentemente fui procurado pelo professor e amigo Leandro, no sentido de  colher informações sobre o histórico da pessoa que empresta o seu nome à escola em que ele leciona, uma vez, que,   segundo ele, por lá, as informações são elementares.

Não obstante ser conhecedor de algumas informações sobre a professora Odorina Gonçalves de Moura, até porque a sua família era próxima da família do meu pai, para contemplar a carência e à necessidade do amigo Leandro,  fui obrigado a recorrer ao doutor Fernando Moura –  sobrinho da referida professora.

 De pronto e com toda boa vontade do mundo o doutor enviou-me informações que certamente irá suprir as necessidades. Segue:

Tia Dorita, a mais nova das irmãs Moura, foi professora atuante em nosso município por quase 30 anos, contribuindo para a formação educacional de várias gerações  de vitorienses. Formou-se em pedagogia em uma das primeiras turmas do Colégio Nossa Senhora da Graça  (Damas) e logo em seguida passou a lecionar. Inicialmente, durante 08 anos, na zona rural, na Fazenda “Miringabas”, pertencente ao Sr. Figueiredo (sogro de Sr. Joel de Cândido e avô de Sr. Elmo). Posteriormente, ainda na mesma propriedade, mas na parte pertencente ao ex-vereador, Elias Gomes de Freitas (“Elias de Miringaba”).

E seguida, foi transferida para a área urbana, onde exerceu, por vários anos,  o seu mister em uma escola localizada no Borges. Finalmente, concluiu as suas atividades de magistério na escola mínima “São João Batista”, localizada na “Capelinha São João Batista”, por ela construída com recursos próprios  (seu pai (Zito Mariano) fez a doação de uma bela imagem de Nossa Senhora para a Capelinha, inaugurada em 1960), onde exercia também a função  de Diretora. Dentre alguns dos seus alunos,  na Capelinha, no momento, lembro de alguns:  Carlos Peres, Etiene, Alemão…….Faleceu em setembro de 1994, aos 65 anos de idade.

Em razão dos relevantes serviços por ela,  efetivamente prestados à educação do nosso município,  após o seu falecimento, o Prefeito do Município  (na época,  Sr. Elias Lira), por indicação da sua Secretária de Educação,  Profa. Lourdinha Álvares,  resolveu homenageá-la com a aposição do seu nome em um Grupo Rural, localizado no Lagoa Queimada, próximo ao  Distrito de Pirituba. Espero ter contribuído para os esclarecimentos do histórico pretendido. Abraços!”

Jose Fernando Moura – advogado e sobrinho da professora Odorina Gonçalves de Moura.

Mia Couto palestrou no Instituto Histórico da Vitória.

Na noite de ontem (17) o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória abriu as portas do Teatro Silogeu José Aragão para a palestra do premiado e conceituado escritor internacional, Mia Couto. Natural da cidade de Beira – Moçambique – é o mais importante e mais traduzido escritor da sua terra.

Com a casa lotada, Mia Couto explanou por quase duas horas questões envolvendo temas étnico-raciais e de pertencimento. Na ocasião, também interagiu com a plateia respondendo, entre outras coisas, temas relacionados ao conteúdo dos seus livros. O artista e sócio do nosso Instituto Histórico, Fernando Nascimento, presenteou o palestrante com um quadro por ele produzido.

Mais um evento lamentável………….

Outro dia, por ocasião de um evento promovido pelo STF cujo objetivo foi a auto-promoção, postei aqui no blog a seguinte mensagem: A Suprema Corte não precisa de desagravo. Precisa sim!  Entender que o mundo mudou e que as novas ferramentas de comunicação são, indiscutivelmente,  o mais poderoso instrumento do cidadão. Ou seja: saber sem maquiagem para falar com responsabilidade!!

No evento aludido, apenas para lembrar,  um conjunto de entidade se derramaram em elogios ao supremo. Numa democracia entende-se e se faz necessário que todos se respeitem. Todos!!! Cada qual cumpre o seu papel com a devida observância e limites  constitucional e ponto.

Imagino que os últimos acontecimentos, envolvendo suas excelências, os fragilizaram diante do chamado “tecido social”. Tem  um velho ditado que diz: “quem não deve, na teme”.

Mais um fato lamentável. O Brasil continua em estado de convulsão……Parece-nos que a chamada  corrupção sistêmica representa uma espécie de esquizofrenia nacional que os poderosos –  nem tão cedo – estão dispostos de abrir mão dessa patologia…….

Professor Pedro Ferrer: “Acorda antonenses!!!”

Na devida proporção o nosso MUSEU (Instituto Histórico)  deveria estar para nós assim como NOTRE-DAME e o LOUVRE estão para os franceses. Em Paris esses monumentos são seculares. O nosso completará 70 anos. A França  e a Europa como um todo valorizam a arte e a história. Aqui, na Vitória de Santo Antão, nossos políticos torcem o nariz quando falamos de arte. Não só os nossos políticos, mas também a população – em sua maioria.

Consta de nossos planos ampliar nossa área de exposição para expormos peças e documentos do nosso acervo,  que tratam da historia da nossa educação,  da cultura afro-brasileira, da nossa imprensa e etc.. Uma expansão orçada em 120 mil reais. Uma importância, digamos,  irrisória para os cofres municipais,  especialmente se considerarmos  o incalculável patrimônio e  ganho para a nossa cidade. Acorda antonenses!!!

Professor Pedro Ferrer – Presidente do Instituto Histórico.

“Balas” para a guerra de mentirinha……

Recentemente, ao caminhar pela calçada do prédio que um dia já deu morada à piscina da AABB, encontrei essas preciosidades. Com raridade, também as encontro na Praça  3 de Agosto, no bairro do Livramento. Automaticamente – as mesmas – transportam-me ao tempo pretérito, vividos, na qualidade de maloqueiro, no Pátio da Matriz. Por lá, existam aos montes.

Coletava-as para fazer estoque e assim usa-las na vantagem, como “bala” de “badoque de liga de dinheiro. A armação do mesmo era de arame de “biliro de cabelo”. ficava tudo perfeito. Era tiro para todos os lados.  Qualquer dia,  irei testar minhas habilidades do passado, na construção desse instrumento de “guerra/brincadeira”.

Articulação: “Lixo Zero do Elo Social”…..

Na qualidade de articuladoras e divulgadoras de um projeto inovador nas questões sociais, recentemente, recebi na nossa redação as amigas Isabel e Jaidenise. Elas, que militam na área social, buscam novas parcerias para efetivação do arrojado projeto que já funciona em outras regiões do país. Abaixo, segue algumas informações.

O projeto, que é nacional, prevê em Pernambuco,  em sistema de consórcios, para atender as necessidades de todo o Estado. O projeto cooperativas de trabalho e ofertas de cursos de capacitação para população necessitada.

 O que é

O programa “Lixo Zero do Elo Social” que promete revolucionar todo sistema de coleta de lixo, tratamento e destinação de resíduos sólidos do país.

RESULTADOS: Cooperativas e cursos Nas regiões com cem mil habitantes está prevista a constituição de uma cooperativa de trabalho, franqueada pela CTF e pelo CTT do local. Serão oferecidos cursos de tapeceiro, decorador e restaurador, a ser ministrado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Decoração e Tapeçaria, SINDETAP – para 180 participantes que, preferencialmente, terão que ser indicados pelos assistentes sociais dos municípios do consórcio empresarial das usinas. Com 45 dias de aulas teóricas, os participantes que estudam apenas dois meios períodos por semana, passarão a ter as aulas práticas, e assim ficarão capacitados para atuar no reaproveitamento das mobílias jogadas nas ruas e recolhidas pelas prefeituras. E isto já passa a gerar renda a todos os participantes do curso que irão trabalhar em forma de cooperativa.

 Após a conclusão do curso que levará dez meses é feita uma assembleia geral, na qual, os 180 participantes votarão entre si, e os 40 mais bem votados permanecerão na diretoria da cooperativa, e os demais se tornarão empregados da própria cooperativa ou integrarão o mercado de trabalho. Dada à parceria que mantemos com o SEBRAE, os formandos terão acesso a uma linha de crédito como pequenos empreendedores, o que possibilitará a construção da cooperativa ou a montagem de uma empresa de tapeçaria própria. Como o Programa Lixo Zero Social 10 prevê que os CTTs irão doar equipamentos necessários ao funcionamento dessas cooperativas, como o fornecimento de maquinários, uma prensa, um trator e um triturador, a futura cooperativa não terá custo para os cooperados com a aquisição de equipamentos.

Informações com assessoria.

O eleitorado da Vitória também continua mau humorado!!!

 

Por mais que haja inúmeros interesses em jogo, sobretudo para os que teem capacidade de raciocinar “fora da caixa”, à notícia de que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, nesses primeiros três meses de gestão, tenha sofrido uma retração, de tudo, não é apenas fruto das chamadas “conspirações”.

Eleito basicamente na esteira do mau humor do eleitorado  contra o desgoverno e robalheira do PT, a maioria dos brasileiros que hipotecaram voto no  “Capitão”, necessariamente, não eram e nunca foram seus “fãs de carteirinhas”. Votaram nele  não pelas suas qualidades, mas sim pelo conjunto de defeitos do seu oponente.

Como os principais  vetores  desse mau humor do eleitorado continuam ativos – economia estagnada e desemprego nas alturas – o votante mantem-se  abusado com a classe política, seja ela na esfera federal, estadual ou municipal. Ao que parece esse “clima azedo” do eleitor  chegará  em 2020 – ano das eleições municipais – em ebulição.

Em nossa Vitória de Santo Antão –  que não é uma ilha –  não poderia ser diferente. Se bem avaliado, tomando como base a eleição municipal de 2016, um terço do eleitorado da cidade já decidiu que os tradicionais grupos políticos locais – vermelho e amarelo -, antagônicos entre si, mais siameses nas práticas, não servem mais para governar a cidade. Basta imaginar, contudo,  que o prefeito Aglailson Junior foi eleito,  em 2016,  contra a vontade de dois terços do eleitorado antonense. Ao seu favor, hoje, o mesmo dispõe de algum tempo para  governar, até do próximo  pleito,  e uma “caneta com tinta” para mudar a situação.

Com as novas regras eleitorais em vigor,  a partir do ano vem, no que se refere à eleição proporcional (vereadores), um novo jogo estar para ser jogado. Sem a permissão dos partidos se coligarem “em baixo” (legislativo), os atuais vereadores, inevitavelmente, perderão autonomia para negociarem “seus votos”. Para “cantar de galo”, como alguns faziam,  se faz necessário montar um partido para si, o que convenhamos, não é uma tarefa das mais fáceis. Assim sendo, para os vereadores (de mandatos) garantir-se na disputa serão obrigados a se “engalfinharem” no mesmo partido.

Nesse contexto, porém, candidatos com bom potencial de votos – os chamados “quase vereador” – deverão se alinhar em partidos que não tenham vereador de mandato disputando. Se assim o fizerem – deixando de ser calda –,  terão muito mais chance de lograr êxito na disputa. Já para os candidatos que desejam entrar na corrida  majoritária (prefeito) – se realmente quiserem participar do jogo eleitoral pra valer –  deverão os mesmos se alinhar em uma candidatura única,  e com  apenas uma  chapa de candidatos à Câmara.

Dispersos e fraturados serão meros “candidatos olímpicos”. Essas são as minhas impressões, no cenário de hoje………

ABLOGPE: comunicação em debate…..

Durante todo o dia do sábado (13) um grupo de blogueiros que compõe a diretoria executiva da ABLOGPE – Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco – discutiu, analisou e deliberou questões atinentes à instituição assim como o contexto das novas ferramentas na comunicação de massa.

Na chamada sociedade “líquida” – detalhada pelo sociólogo Zygmunt Bauman (recém-falecido, aos 91 anos) – tudo muda com rapidez. Assim sendo, entender esse deslocamento de conceitos que, na prática,  se revelam no comportamento das pessoas nos mais variados grupos sociais é um dos grandes desafios para aqueles que desejam se comunicar bem. Já dizia o velho guerreiro, Chacrinha: “ quem não se comunica, se trumbica”.

Vitória de Santo Antão no centro dos debates da chamada “Guerra Fria”!!

Por cordialidade do amigo Jurandir Soares, sabedor do meu interesse pela boa leitura, recentemente, fui presenteado com o livro “Pernambuco em Chamas”, do jornalista e historiador Vandeck Santiago. Basicamente o seu conteúdo coloca luz na relação dos EUA com a Região Nordeste do Brasil, no contexto da chamada guerra fria e pré-golpe militar de 1964. Passa também por uma boa explicação na vocação esquerdista da capital pernambucana – Recife.

Ao mundo, por assim dizer, à miséria e o estado de calamidade pública vivenciadas na zona rural do Nordeste Brasileiro foram reveladas por importantes veículos de comunicação internacional, então,  “barril de pólvora” para um levante das classes camponesas no sentido de uma revolução contra o sistema posto, tal qual o ocorrido na Ilha de Cuba, pela liderança do Fidel Castro.

Nesse contexto, porém, nossa Vitória de Santo Antão recebeu atenção especial. Os movimentos dos camponeses no Engenho Galileia, a partir de 1955, no sentido da organização da classe, são observados com bastante atenção e, em alguns casos, repressão.

Não à toa, um dos irmãos do presidente dos Estados Unidos, John Kenndy,  o Edward, juntamente com então presidente da SUDENE, Celso Furtado, estiveram nas terras do Engenho Galileia para conferir “IN LOCO” as informações que chegavam à mesa de um dos homens mais poderoso do mundo e referência do século XX (John Kenndy),  via relatórios dos emissários.

Entre outras reivindicações dos “galileus” – no que se referia à falta de energia elétrica na localidade –  o irmão do presidente dos EUA, Edward, prometera, assim que chegasse no seu país de origem enviaria um gerador à localidade. Promessa feita, promessa cumprida!! Mesmo sem nunca haver entrado em funcionamento, o referido Gerador permanece nas terras do engenho, por mim constatado em visita recente.

Em outro capitulo,  que trata das eleições pernambucanas  de 1962, em que o vitoriense João Cleofas disputou o cargo de governador com Miguel Arraes, o autor narra o interesse e até da interferência no processo eleitoral dos americanos. Assim sendo, para os que desejam saber um pouco mais sobre a história de Pernambuco e da  Vitória de Santo Antão aconselho mergulhar de cabeça no referido opúsculo.

FAMAM – matrículas abertas!!!

Conforme já foi noticiado pelos mais diversos órgãos da imprensa local, a FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim – é a mais nova instituição de ensino superior da nossa cidade, oferecendo maiores oportunidades àqueles que desejam ter sucesso profissional e progredir na vida qualificando-se para assumir os melhores postos do mercado de trabalho.

Dentro desse contexto, a FAMAM montou uma estrutura moderna e que atende todas as necessidades para o real aprendizado dos alunos. É oportuno registrar que a FAMAM continua com matriculas abertas para os cursos de graduação em Ciências Contábeis e Gestão de Recursos Humanos.

Jornal da Vitória.

 

Apenas para refletir: são muitas transformações……

Revirando meus arquivos, encontrei mais uma pérola da nossa Vitória de Santo Antão. Imaginar, então, que na atualidade – pouco mais de um século depois da aplicação do nosso Código de Postura Municipal –  as coisas sejam tão diferentes. Não por falta de leis que regulamentem às questões, mas sim pela mudança nos costumes. Se o rádio, no inicio do século XX e a televisão na sua segunda metade transformou radicalmente a sociedade, na forma de pensar e no seu jeito de agir,  imagine daqui para frente, nesse alvorecer do século XXI, no qual a internet é mundo sem fronteiras? 

 

Curiosidades Vitorienses: Código de Posturas (1897)

Dando continuidade a coluna de curiosidades vitorienses, publicaremos trechos do CÓDIGO DE POSTURAS do município da Vitória, datado de 1897. Os trechos foram retirados do volume 07 da revista do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, editada em 1977. São muitas curiosidades, que valem a pena serem disponibilizadas em nosso blog.

ESSE PAÍS ORGULHA SEU POVO – Escreveu Ronaldo Sotero

A reeleição do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu para o quinto mandato pelo partido do Likud, confirma a confiança do seu povo em líder tão carismático. Nascido em 21/10/1949 em Tel-Aviv, viveu parte da infância nos Estados Unidos. Estudou no MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma ilha de excelência.Outro dado que dimensiona sua capacidade que muitos desconhecem. Durante cinco anos, serviu ,simplesmente, numa unidade das forças especiais israelenses. Em uma operação de resgate de um avião desviado por palestinos em 1972, chegou a ser ferido. Participou da Guerra do Yom Kippur. Seu irmão mais velho é um herói nacional. O Coronel Yoni Netanyahu membro de um comando de elite de Israel, foi morto na operação de resgate de reféns de um avião da Air France levado por terroristas para Uganda, na África. Na arriscada operação, os terroristas foram eliminados e os reféns salvos.
Um país de patriotas assim orgulha todos. Bem diferente de outro, sem identidade, que adora ditaduras e bajula traidores. Israel é um exemplo de coragem e competência ao mundo. É o parecer.

Ronaldo Sotero

Latas da Pitú estampam ilustração do Abril pro Rock 2019 A 27ª edição do festival terá um dia exclusivo para shows de artistas mulheres

Em meio à efervescência do Manguebeat no Brasil, mais precisamente no Recife, capital pernambucana, surgia a necessidade de um espaço que reunisse todas as produções musicais e expressões de arte que estavam eclodindo junto com o Movimento, que mais tarde virou referência nacional e quiçá internacional. Foi quando o produtor cultural Paulo André Moraes realizou, em um domingo do mês de abril de 1993, a primeira edição do hoje já consagrado festival Abril pro Rock, reunindo 1,5 mil pessoas ou melhor, “mangue boys” e “mangue girls”, para assistirem aos shows das 12 bandas locais convidadas e do Maracatu Nação Pernambuco no extinto espaço de eventos Circo Maluco Beleza. Até hoje, o festival continua existindo e resistindo, apresentando produções da cena independente do Brasil inteiro e também do exterior, além de continuar revelando artistas e dando espaço para as produções locais.

Entendendo a importância do Abril pro Rock para a histórica da cena musical do País e para a formação cultural de jovens, a Engarrafamento Pitú é patrocinadora oficial do festival desde 2011, ano em que iniciou a produção de latas com embalagens temáticas para o público do Abril pro Rock e colecionadores. Especialmente para esta 27ª edição do festival, que acontecerá nos dias 12, 19 e 20 de abril no Baile Perfumado, no Recife, a Pitú irá lançar três milhões de unidades das latas personalizadas de 350 ml de cachaça em todos os seus pontos de vendas do Brasil. As latinhas também estarão disponíveis no evento.

A programação do Abril pro Rock este ano traz um dia exclusivo para a produção musical de artistas mulheres. A sexta-feira, 19 de abril, terá shows expressivos, a exemplo das ativistas russas do Pussy Riot, da cantora Letrux, das paraibanas do Sinta a Liga Crew, das pernambucanas do Arrete e do 808 Crew. E acompanhando a temática do evento, que destaca o poder e a força da mulher na música e em todos os espaços que ela queira ocupar, a embalagem especial da Pitú estampa a ilustração oficial do Abril pro Rock. Na arte, que contempla toda a identidade visual do festival, uma mulher segura uma guitarra nas costas e levanta o braço mostrando o punho.

O presidente da Pitú, Alexandre Ferrer, explica que a embalagem temática já é aguardada pelo público “rockeiro” e também por colecionadores de todo o País, sendo um elemento que estreita as relações afetivas entre a Pitú, o festival e o consumidor de cachaça. “As latas do Abril pro Rock procuram seguir sempre a mesma linha de comunicação adotada pelo festival e sempre são desenvolvidas em conjunto com a organização do evento, assim procuramos fazer uma melhor identificação entre a Pitú e o Abril Pro Rock e, dessa forma, conquistar o público”, detalha Alexandre Ferrer. A adaptação da tradicional embalagem da Pitú com a ilustração do Abril pro Rock tem assinatura da agência pernambucana Ampla Comunicação.

Latas temáticas – De 1998 até agora, a Pitú já lançou mais de 60 latas com layout comemorativo. Todo ano os colecionadores podem adquirir o produto personalizado em datas especiais, como o Carnaval, Abril Pro Rock, São João e Réveillon, além de aniversários da empresa e outros acontecimentos significativos, a exemplo da Copa do Mundo.

Sobre a Pitú – A Engarrafamento Pitú, fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes, é referência nacional quando o assunto é cachaça e neste ano de 2019 chegou aos 81 anos. Sendo uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil, a Pitú engarrafa e comercializa, em média, 98 milhões de litros por ano, dos quais 2% representam as vendas no exterior. Genuinamente pernambucana, a fábrica da Pitú está localizada no município de Vitória de Santo Antão (PE), na Avenida Áurea Ferrer de Moraes S/N, onde é possível também conhecer um pouco da trajetória da empresa por meio do acervo do seu Centro de Visitação, que reúne histórias e relíquias da marca pernambucana.

No Brasil, a Pitú é líder nos mercados Norte e Nordeste e a segunda cachaça mais consumida em todo o País. Já no mercado externo é líder absoluta há quase três décadas, sendo a maior exportadora de cachaça do Brasil. Por ser uma cachaça para todos os gostos, a Pitú se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a Pitú comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são Áustria, Suíça, Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda e França. Nos demais continentes a Pitú também está presente e se mostra líder em alguns países, como nos Estados Unidos. A bebida marca presença relevante na Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Índia, México, Angola, Tailândia, África do Sul e Emirados Árabes. O volume médio de exportação anual da Pitú é de 2 milhões de litros.

Assessoria de Imprensa.

Quem investiu em construções irregulares na linha férrea poderá dançar na “chapa-quente”….

Não sem sentido, repercutiu bastante nas redes sócias,  no nosso torrão,  o problema envolvendo à demolição, pela justiça federal,  de um prédio na cidade de Timbaúba –  Mata Norte – que foi construído no espaço que um dia circulou o trem.

Antes, sinônimo de progresso e modernidade, o sistema de transporte ferroviário foi meticulosamente estudado pelos governantes de plantão, a partir de um determinado período,  para não funcionar mais no Brasil. O País não poderia dar certo e ser viável, sem antes desenvolver a industria automobilística americana e europeia.

Pois bem, logo após a nossa então Vila de Santo Antão virar a próspera cidade da Vitória, em 06 de maio de 1843 –  Vitória passaria a ser “de Santo Antão” só a partir de 1943 – à chegada da “estrada de ferro”, em 1886, transformaria nosso torrão numa das circunscrição territorial mais estratégica para então Província de Pernambuco.

Nesse período, por assim dizer, nossa cidade “respirou doces ventos”. Conjugou, verdadeiramente, aquilo que hoje os especialistas chamam de “desenvolvimento econômico”, bem diferente do tão buscado crescimento econômico. Passado um século da sua chegada – por volta das décadas de 80/90 – as forças do atraso cuidaram de “sucatear” esse modal de transporte em nosso estado .

Assim sendo, a partir de agora, tem muito antonense sem dormir direito! Investiram suas economias em construções irregulares ou na compra de prédios sem a devida documentação, construídas sob o espaço das chamadas  “estradas de ferro”. Nessa parada não tem inocentes…….Todos sabiam o que estavam fazendo. Os políticos das gestões passadas – Governo Que Faz e Governo de Todos – se beneficiaram com os votos, os “corretores/vereadores”, idem!! E quem poderá dançar na “chapa-quente” são os comerciantes que apostaram e investiram dinheiro na “coisa fácil”……..

LITERATURA ABERTA – MIA COUTO: UM MOÇAMBICANO NA VITÓRIA – Escreveu- Ronaldo SOTERO

Para o escritor vitoriense OSMAN LINS, (1924-1978), no livro “Problemas Inculturais Brasileiros”, “Só existem, no Brasil, duas coisas verdadeiramente democráticas: a praia e a literatura. Estão sempre abertas a quem chega e ninguém paga pela entrada”.

Nessa perspectiva, o escritor moçambicano António Leite Couto, conhecido como Mia Couto, 63 anos, nascido em Beira, Moçambique, realiza palestra dia 17/04, às19h no Instituto Histórico da Vitória de Santo Antao, com o tema :”Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?- O Continente Africano numa perspectiva literária “, em evento com apoio da UFPE, Unicap e Facol.

Além de biólogo, o escritor é natural de Beira, cidade muito atingida recentemente, durante a passagem do ciclone Idai. Sobre seu pseudônimo Mia, foi adotado porque o escritor tinha grande admiração por gatos e seu irmão não sabia pronunciar o nome dele.
Autor prolifico, de extensa obra literária, assim como o internacional Osman Lins, escreveu poesia, conto, romance, crônicas, sendo considerado como um dos mais importantes escritores de seu país. Suas obras foram traduzidas para o alemão,francês, castelhano, inglês, italiano, e publicadas em 22 nações .Mais traduzido escritor moçambicano. Seu primeiro romance “Terra Sonâmbula ” , de 1992, é considerado um dos melhores livros da literatura africana no século XX.

Ex- colônia portuguesa, independente em 1975, Moçambique é o 35 país mais desigual do mundo, segundo o Banco Mundial. O Brasil ocupa o 15 lugar. Embora dotado de grandes recursos naturais, a ONU considera esse país como um dos menos desenvolvidos no mundo.

Sua capital é Maputo. População é de cerca de 28 milhões. É banhado pelo Oceano Indico.
Para falar de tema de tamanha abrangência, que pode não ser de compreensão de boa parte dos presentes, pelas singularidades que a literatura exige, Mia Couto deveria pautar sua exposição tendo como pano de fundo a magistral África, continente de contrastes agudos, mistérios, guerras coloniais; conflitos étnicos, história, santuário ecológicos e diversidade, em um mundo fragmentado, mas de esperança viva.

Ronaldo Sotero