O Padre André Martins comandou a 109ª Festa de Nossa Senhora do Livramento.

Iniciada desde o dia 19 de novembro,  a 109ª Festa de Nossa Senhora do Livramento foi concluída na noite de ontem (28), após intensa programação, com a descida da bandeira. O tema desse ano foi: “ Mãe do Livramento, és a ponte que nos leva a Cristo”.

Por ocasião da passagem da Procissão pelo Pátio da Matriz, no inicio da noite do domingo, nossas lentes registraram, em vídeo,  algumas imagens:

 

 

Na qualidade de Pároco da Matriz do Livramento, padre André Martins, religioso filho da Vitória de Santo Antão, é sempre uma figura atenciosa e muito admirada e festejada pelos cristãos  da nossa cidade. Aliás, contrariando na sua plenitude o adágio popular que diz que “santo de casa não faz milagre”.

Eleição para presidente da Câmara de vereadores da Vitória será quinta-feira pela manhã – André Carvalho.

Caro Pilako, obrigado por abrir esse espaço para nosso esclarecimento, em relação à antecipação da eleição da Mesa Diretora da Casa Diogo de Braga. A matéria do seu blog foi uma provocação importante. Segue, portanto, minhas considerações sobre o tema.

Nos bastidores da Casa, desde o início dessa legislatura, o assunto “eleição da mesa” sempre foi uma constante. Os vereadores Mano Holanda, Novo da Banca e Josias de Militina eram nomes postos à sucessão, isso porque a Lei Orgânica do Município não permitia a reeleição do atual presidente.

No entanto, parte dos membros da Casa resolveram mudar a Lei Orgânica, de modo a permitir a reeleição do atual presidente: vereador André de Bau.

Mudada a Lei Orgânica, algumas candidaturas foram desencorajadas. O entendimento dos vereadores que fizeram a alteração na Lei é de que André de Bau seria reeleito. Em momento seguinte, parte dos Vereadores também requereram a antecipação da eleição para essa semana, de modo que a votação será na próxima quinta-feira, dia 02, pela manhã, como antecipou seu Blog.

De minha parte, adianto e aproveito para deixar claro ao público em geral que não concordei com o andamento dessa matéria. Votei contra a mudança na Lei Orgânica e também votei contra o requerimento da antecipação da eleição.

Entendo que essa eleição  só deveria ocorrer nos dois últimos meses do ano de mandato, ou seja: em novembro ou dezembro do próximo ano (2022). Os trabalhos na Casa não podem e nem devem se contagiados com questões de outra natureza. Aproveito para reafirmar que continuo sendo contra a reeleição da mesa diretora, acredito na alternância do poder como um dos pilares do processo democrático.

Sem opção, diante do quadro atual, informo que se for mantido a antecipação do pleito para a próxima quinta-feira, dia 02 de dezembro, por coerência , serei candidato a presidente, assim como o fiz no inicio dessa legislatura.

Espero ter contribuído, com informações seguras, através do seu blog, à população da minha Vitória de Santo Antão.

André Carvalho, vereador do PDT mais votado em Pernambuco.

Protesto: por menos violência e justiça por Rubinho!!!

Na manhã do sábado (27) uma manifestação popular pacifica ganhou o centro comercial da cidade. Partindo da Praça Leão Coroado, familiares e amigos do jovem José Rubens Nogueira Coutinho, carinhosamente conhecido por Rubinho, falecido de maneira trágica no  último 18 de outubro, bradaram por justiça.

Exibindo cartazes, faixa e camisas com a foto do rapaz assassinado, também acompanhados por um carro de som,  o grupo se revezou ao microfone para pedir  justiça e mais segurança na cidade: “por mais segurança na Zona Rural”, dizia um  cartaz, segurado por uma criança.

Noutros, números estatísticos  realçavam  uma  triste constatação, dizendo: “Vitória é a 2ª cidade mais violenta do Estado de Pernambuco”. Em relação ao País, estampava outro cartaz: “Vitória  10ª cidade Mais violenta do Brasil”.

AS MATINÊS DO CINEMA BRAGA – por Lucivânio Jatobá

Para muitos, que irão ler esta crônica, o Cinema Braga nada representa. Que cinema mesmo é esse? Em que lugar do mundo ele foi construído? Que importância possui?
O Cinema Braga situava-se no centro da cidade de Vitória de Santo Antão, numa estreita rua de pomposo nome: Rua Rui Barbosa. Era um prédio pequeno, meio quente, sem maiores atrativos estéticos. Em sua parede frontal eram expostos os cartazes de filmes que seriam vistos. O Cinema Braga era a fábrica de fantasias…de minhas tardes de domingo.
Ainda não existia a televisão. As pessoas ficavam nas janelas de suas casas. Outras sentavam-se nas calçadas, em cadeiras de palhinha indiana. As conversas sobre a vida alheia permeavam , quase sempre, aquelas rodas de gente na frente das casas.
Nós meninos vitorienses aguardávamos, com ansiedade, a chegada da tarde do domingo. A fila imensa logo se formava na Rui Barbosa. Enquanto esperávamos a abertura do cinema, podíamos ouvir os acordes magistrais do piano de Vandinho, jovem pianista de tradicional família da Cidade e que morava bem à frente, quase, do Braga.
O comércio estabelecia-se logo de início na rua. O comércio dos meninos, cuja moeda eram, normalmente, cédulas improvisadas de papel que envolvia os cigarros Astória, Minister e Hollywood. Trocava-se ou “vendia-se” tudo: bolinhas de gude, piões, figurinhas dos campeões da Copa do Mundo, gibis, chocolate peixe…Ninguém enganava ninguém. A honestidade de um menino para outro menino era impressionantemente linda.
Quando seu Inácio instalou a máquina de pipoca, na entrada do Braga, que transformou em algo obsoleto as pipocas ( bem mais gostosas, é verdade) de seu Manoel e inútil o “algodão doce” de um outro vendedor, ficávamos parados à frente da máquina com suas pipocas que pulavam sem parar. De repente, lá de um local por trás da tela , surgiam três ritmados e estranhos sonhos. Iria começar o sonho. Os meninos se apressavam para ocupar o melhor lugar na sala de exibição.
Havia , quase sempre, um “filme de índio”. Era filme sobre os “perversos” apaches. Ficávamos atentos à trama. Os soldados do Forte tal, sempre de uniforme azul, partiam para a batalha, ao som de uma corneta, que anunciaria o início do genocídio. Nós nem nos dávamos conta da mensagem subliminar de apoio ao extermínio de seres humanos que se deu nos EUA, na Marcha para Oeste. Quando um apache era morto, o grito de satisfação era geral na plateia.. De súbito, outro apache caia do cavalo , sangrando. Uma bala varara-lhe o peito. E depois outro e outro. A plateia delirava de satisfação! Apaches sendo dizimados, sob os aplausos e gritos da meninada….
O Cinema Braga foi o meu “Cinema Paradiso” Ali , naquele mágico ambiente, sonhei. Esqueci a realidade.. As tardes de domingo, agora, são ainda mais monótonas. Na TV, um homem meio forte de voz irritante, faz com que milhões de meninos e meninas e senhoras e senhores fiquem mudos diante de uma telinha. Os cinemas transformaram-se em templos de seitas que surgem do nada e pregam a salvação eterna.
Lá fora, na tela da vida, os corpos aparecem ensangüentados. Indiferentes a isso, crianças , nas grandes cidades, passam por cadáveres, diariamente, vítimas de queima de arquivo, de briga de traficantes ou de execução sumária por grupos de extermínios.
Enquanto isso, escuto os sons mágicos que emanam dos dedos de Vandinho, coloco-me na fila para comprar o ingresso e depois peço um pacote de pipoca. Acabei de ouvir os três toques lá dentro da sala.
O filme de hoje será….
Meu Deus, que filme vai ser exibido? De que estou falando mesmo? Onde está, agora, Roy Rogers? Cadê o Cinema Braga? Por que não vejo aberta a bilheteria? Onde está a fila enorme que se formava? E os apaches? E o Homem-Morcego? E as figurinhas de Didi, Pelé e Vavá? Preciso trocar as minhas figurinhas!!!!!!
Por favor, me digam: aonde foram todos? Daqui a pouco voltaremos, após os comerciais! Plim,plim!!!
Lucivânio Jatobá – professor. 

Câmara de Vereadores: “a conveniência é a menor de todas as leis, e a mais seguida”.

De maneira informal, recentemente, tomei conhecimento que na próxima quinta-feira (02 de dezembro) o presidente do Poder Legislativo Municipal, vereador André de Bau, irá comandar o processo eleitoral da casa, no sentido da escolha da Mesa Diretora do próximo biênio,  que oficialmente só irá começar a partir de janeiro de 2023. Lembremos que a atual mesa foi eleita e empossada há menos de um ano –  janeiro de 2021 –   para mandato até dezembro de 2022.

Em se confirmando o fato – eleição antecipada -, algo que já ocorreu na Casa Diogo de Braga em outras ocasiões, até porque não se configura como uma ilegalidade,  convenhamos que, no atual contexto,  foge ao mínimo de razoabilidade. Sendo a Câmara de Vereadores a “Casa do Povo”,  num seria nenhuma ofensa perguntar aos senhores vereadores se essa eleição é de interesse da população? Será mesmo que o povo, se perguntado, aprovaria uma antecipação de eleição para mesa diretora da Casa? Que benefício prático essa manobra  trará para ao povo da Vitória de Santo Antão?

Outra coisa: sobre esse assunto, porque os vereadores estão todos caladinhos? Em visita aos perfis dos edis “mais falantes pelas redes sociais”André Carvalho, Carlos Henrique, Felipe Cezar e  Gold do Pneu – não assisti ou ouvi nenhuma informação sobre o referido fato  (antecipação da eleição da mesa).

Será que o caso em tela é um daqueles lances clássicos das casas legislativas em que o “entendimento”  de oposição + situação é uma demonstração de “amadurecimento” da Casa?  Aliás, salvo engano, na própria Casa Diogo de Braga, em legislatura  passadas, recentes, alguns vereadores (antigos) se colocaram  até contra a reeleição da “Mesa”. Uma boa pergunta: por andam esses vereadores?

Vez por outra, pesquisas de opinião públicas são alardeadas  na grande imprensa,  realçando o desgaste do Poder Legislativo – nas três esferas –  em todo Brasil. É bem verdade que a esmagadora maioria dos nossos legisladores não se dão ao repeito e à efetiva  reprovação do povo, com toda certeza, é  um figurino que lhes cabe muito bem.

Para encerrar essas linhas, vale lembrar o Duque de La Rouchefoucauld,  que nasceu em Paris,  em 15 de setembro de 1613, dizendo: “ a conveniência é a menor de todas as leis, e a mais seguida”.

Obs: até o dia da eleição, fica aberto o espaço do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako,  para quaisquer dos 19 vereadores se pronunciarem  sobre o tema tratado, ou seja: eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores da Vitória. 

“Corrida Com História” – bastou uma topada e a data ficou errada…..

Na cabeça, na noite de ontem (25), antes de dormir, estava tudo pronto. Como de costume, às 4:40h, após o toque sempre incômodo do despertador,  abri os olhos e já coloquei os pés nos chão. Aliás, acordar ainda no escuro da noite e logo colocar os pés no chão se configura numa técnica infalível àqueles  que se comprometem consigo mesmo em praticar atividade física matinal regular.

De maneira automática, logo lembrei: hoje tem mais uma edição do  quadro “Corrida Com História”. Ingestão pré-treino e, em ato contínuo,  aquecimento para o coração “jogar sangue” na musculatura com força. As primeiras centenas de metros, até o primeiro KM,  sempre são “amarradinhos”. Dizem os especialistas  na área esportiva que a disciplina é mais importante do que a motivação.

Além de todas as outras motivações, que são importantíssimas,  hoje, 26 de novembro de 2021, havia um fato, a meu juízo, interessante para ser realçado e lembrando no salutar e enriquecedor  quadro  “Corrida Com História”.  Com o percurso de 6k concluído, calculado  antecipadamente  para terminar no ponto exato que  deveria servir de palco para filmagem, acionei  o celular para fazer a autofilmagem. Algumas tentativas e duas delas me pareceram boas mensagens, tanto no sentido visual quanto no conteúdo exposto.

Para não perder o “suor” que escorria pelo corpo todo,  acionei  novamente o “motor”,  no sentido do retorno à moradia,  para fazer mais 2,5km extras. Após o refrescante e relaxante banho chegou a  hora da postagem e do devido compartilhamento das informações,  que aliás, diga-se de passagem: já caíram no gosto popular dos antonenses. 

Nesse momento, numa espécie de revisão final,  observei  que  na minha fala havia um erro na data  de hoje. Ou seja:  ao invés de dizer “sexta-feira, dia 26 de novembro”  falei  “sexta-feira 21 de novembro”. Erro imperdoável para um registro dentro do contexto do quadro “Corrida Com História”. Voltar para refazer? Seria a única solução, mas depois do banho,  sinceramente,  o “clima” já outro……

Resumo da ópera: NÃO POSTEI. Mas, curiosamente, no meu celular, ficou “salvo”  a primeira tentativa de gravação, na qual foi interrompida por conta de uma topada. Para as pessoas  supersticiosas já seria um “aviso” de que algo iria sair errado. Com relação ao fato do dia “26 de novembro”  o mesmo  será oportunamente  realçado em 2022 ou 2023……Vamosimbora….. Segue o vídeo da topada!!!

1817: UMA HISTÓRIA EM OBJETOS…

Com a organização dos historiadores Dirceu Marroquim, George Félix Cabral e Betânia Corrêa de Araujo,  na noite de ontem (24),  foi lançada mais uma importante obra, em formado de livro, no sentido da preservação histórica dos emblemáticos movimentos revolucionários ocorridos em Pernambuco no ano de  1817.

Nas eloquentes e objetivas palavras, na  rápida apresentação do livro,  o professor George Cabral contextualizou sobre a importância de salvaguardar as imagens que emolduraram a vida e os feitos dos vultos do passado.

Da Vitória de Santo Antão, para prestigiar o evento, partiu uma comitiva do Instituto Histórico  liderada pelo presidente da entidade, professor Pedro Ferrer  que, juntamente com outras figuras de destaque  teve a honrar do participar da mesa condutora dos trabalhos. O referido acontecimento ocorreu nas dependências do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), localizado no Recife.

Sob o ponto de vista conceitual, as demolições na praça foi a melhor obra da gestão do prefeito Paulo Roberto até agora.

Por uma feliz coincidência dos astros, ou mesmo por obra de Nossa Senhora do Livramento em parceria com o Glorioso Santo Antão, desenho essas linhas justamente nesse dia: 24 de novembro de 2021. É que há exatos 79 anos assumia, em definitivo, na qualidade de prefeito da nossa Vitória de Santo Antão, o professor José Aragão.

Com o título “Balanço de fim de ano”, publicado em 31 de dezembro de 1943, o mestre Aragão estampava num jornal da cidade uma espécie “prestação de contas” das ações do primeiro ano da administração.

Na melhor da sua arte, escrever para se comunicar e registrar, o mesmo, entre outras coisas, justificou algumas demolições no centro da cidade, dizendo: “…….a impressão de que a cidade era decadente e arcaica, incapaz de acompanhar o surto de progresso e renovação que se nota em quase todas as cidades pernambucanas. Resolvemos encarar decididamente  o problema e providenciamos a demolição do trecho condenado, o que já está feito……”.

O tempo passou – são quase 80 anos – e muitos prefeitos administraram a cidade. Alguns, inclusive, deram continuidade ao projeto do mestre Aragão, no sentido do melhoramento do aspecto urbanístico do centro da cidade. À construção da Avenida Mariana Amália, pelo então prefeito Coronel José Joaquim da Silva, só pode ser efetivada graças às demolições realizadas   pelo Mestre Aragão. Mais adiante, o então prefeito José Augusto Ferrer também  “derruba” construção irregular em praça.

Na vida presente e atual da nossa “Aldeia” – Vitória de Santo Antão – o prefeito Paulo Roberto,  dias atrás, anunciou uma reforma “vapt-vupt” na Praça Padre Felix Barreto, localizada no bairro do Livramento. Após polêmicas geradas pelas redes sociais, em função da destruição das árvores e também por falta de um projeto realçando o planejamento das intervenções, ao final do processo, acredito que a demolição das construções irregulares existentes no referido equipamento público, ocorridas ontem (23), tenha sido, do ponto de vista conceitual, a melhor ação do seu governo até o presente momento – 11 meses de gestão.

Não sei exatamente qual foi o prefeito que permitiu aquelas construções. Salvo engano,  foi na primeira gestão do então prefeito José Aglailson  que o mesmo, a título de melhoramento da praça, levantou um muro em parte dela “oficializando”, por assim dizer,  as respectivas  invasões. Todo prefeito gosta de ser bonzinho com o chapéu alheio….Isso é fato e em Vitória de Santo Antão se configurou  em moeda eleitoral para os nossos últimos gestores..

Não sei  a maneira e nem à forma como a ação  (demolição)  foi costurada e acertada  entre o  atual gestor  e os  respectivos proprietários dos “quiosques irregulares”. Quero crer, por falta de manifestações publicas dos  possíveis “prejudicados”,  que a mesma tenha sido “vantajosa” para todos. No local, aqueles populares que “sabem de tudo”, até me repassaram algumas informações “oficiosas”. Deixa quieto!!!

Em ato contínuo o que realmente está valendo é que o aspecto do lugar, com as demolições, deverá voltar a ter “cara de praça”. Não obstante a boa ação concreta da atual gestão, comandada pelo prefeito Paulo Roberto, fica-nos a sensação  de que o governo se comunica mal, pois mesmo promovendo uma boa ação não conseguiu, nesse caso pontual,  estabelecer  e  produzir  linguagem clara, objetiva e convincente na direção do  conjunto da população.

Espaço Parlamentar: Vitória de Santo Antão é contemplada com duas Emendas indicadas por Túlio Gadêlha e receberá R$450.000,00.

O Deputado Federal, Túlio Gadêlha (PDT), através das emedas participativas, dispôs ao público a escolha do destino da verba do seu mandato. É uma oportunidade das pessoas obterem conhecimento sobre o orçamento que os deputados dispõem e assim, emponderando-as, para gerir o dinheiro público.

“A gente achou democrático esse modelo de consulta pública para definição desses recursos e a gente tem adotado em 100% das emendas individuais. Não é um processo muito comum. Não há resistência, mas colegas relatam que são cobrados a adotar o mesmo processo de emendas participativas”, comenta Túlio Gadêlha. As redes sociais foram movimentadas para pleito de cada projeto, duas em particular, no Município da Vitória de Santo Antão, foram contempladas, a saber: o Projeto UFPE no Meu Quintal realizado pelo CAV/UFPE com 1.078 votos e o Projeto Mãos Solidárias Alto do Reservatório (UFPE) com 846 votos.

O Projeto UFPE no Meu Quintal receberá R$150.000,00, o objetivo é a transferência direta de conhecimento da Universidade para comunidades de pequenos municípios do interior pernambucano por meio de minicursos, palestras e capacitações, oferecidas por estudantes universitários nas áreas de Educação, Saúde, Justiça e Cidadania, Meio Ambiente, Cultura e Tecnologias Sociais.

O Projeto Mãos Solidárias Alto do Reservatório (UFPE) receberá R$300.000,00 para reforma e adequação da Unidade de extensão multiprofissional do Alto do Reservatório, que com sua reforma deverá contar com uma sala de música para a banda marcial da comunidade, uma biblioteca com contação de história, uma sala de dança e artes marciais, dois consultórios multiprofissionais, um palco com hall para plateia, uma sala para aulas e oficinas, uma cozinha experimental e uma horta, além de banheiros e sala de reunião.

“É promover o debate público e mobilizar a sociedade, mostrando que isso resulta em recursos e quebrar um pouco a lógica dos acordos feitos nos bastidores, empoderando as pessoas que desejam participar da política, dando as pessoas o poder de gerir o orçamento público”, avalia o parlamentar. Os projetos irão receber recursos de emendas parlamentares e será destinado para o Município da Vitória de Santo Antão o total de R$ 450.000,00.

Assessoria. 

Além dos mesmos, outros nomes locais deverão disputar os votos no nosso torrão…

Faltando menos de um ano para as eleições gerais de 2022 a “panela” política, a partir de Brasília, centro do poder, começa produzir alguns cenários na formatação  dos palanques estaduais. Com as novas regras que impedem as chamadas coligações proporcionais  as agremiações políticas, de olho nos próximos recursos oriundo do fundo partidário e seus derivados, querem e precisam  “engordar” suas respectivas representações no Congresso Federal. Em Pernambuco alguns “acertos políticos”  já começaram a ser “travados”.

Com efeito, nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão -, ao que tudo indica, terá algumas “novidades” para o próximo pleito,  até agora, estrategicamente,  em compasso de espera. Na qualidade de colégio eleitoral expressivo, dentro do mapa geopolítico pernambucano, os principais concorrentes ao Palácio das Princesas deverão “investir” em algumas candidaturas locais ao parlamento (estadual e federal) para lhes abrirem espaços palanques por aqui.

Além dos três “deputados da terra”, atual prefeito e ex-prefeitos  – Henrique Filho, Joaquim e Victor. Paulo, Elias Lira e Aglaílson Junior, respectivamente  –  que “obrigatoriamente” já estariam alinhados com o  candidato indicado pelo Governado Paulo Câmara, certamente o atual vice-prefeito, Edmo Neves, será “escalado” para a disputa,  no sentido de  abrir palanque para o projeto estadual da atual prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, até porque um dos “fiadores” da recente eleição de Paulo/Edmo  (2020) foi  o ex-senador Armando Monteiro. Possivelmente o anuncio dessa “jogada ensaiada” só será anunciada aos 43 minutos do segundo tempo.

Em recente Live do Blog do Pilako, Socorro Mariz (Dona Socorro da Apami), mais conhecida politicamente por “Socorrinho”,  anunciou que será candidata a deputada federal pelo partido que “empina” a candidatura ao governo do atual prefeito de Petrolina, Miguel Coelho – filho do atual senador Fernando Bezerra Coelho.

Ainda sem definição, por conta das arrumações partidárias, “correm por fora”  outras candidaturas de atores locais. Pelo PDT: André Carvalho,  Saulo Albuquerque e Hérika Araujo. Pelo PP:  Carlos Henrique e Felipe Cezar. Evidentemente que dentro desse novo “arranjo” eleitoral, em que os partidos precisam de “musculatura” para não caírem nas garras da chamada  “clausula de barreira”,  todas as candidaturas serão incentivadas pelas respectivas direções partidárias.

É nossa cidade, Vitória, em função do dinamismo do novo  sistema político eleitoral, abrindo, a fórceps,  as porteiras dos velhos currais eleitorais………..

LIVE 118 – ao vivo – “Memórias Antonenses” – com Socorrinho (APAMI).

Hoje (19) produzimos a live “Memórias Antonenses” com amiga Maria do Socorro Álvares Mariz – Socorrinho da Apami.     

Nascida na Avenida Mariana Amália – antes mesmo de ser construída -,  Socorrinho foi fruto da união de duas famílias que militavam na vida pública. Nas suas lembranças de crianças, assinalou a sua primeira comunhão como o fato mais alegre e a morte do seu avô, Coronel José Joaquim da Silva, como o mais triste.

Da sua candidatura a prefeita da Vitória, ainda na década de 70, angariou muita simpatia popular ajudando, na eleição seguinte, na qualidade de vice,  eleger o marido, Ivo Queiroz, prefeito pela segunda vez. Questionada sobre o contexto político atual, foi taxativa: “serei  candidata a deputada federal na próxima eleição”. 

ASSISTA A LIVE COMPLETA AQUI.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO COMPLETA 71 ANOS – por Pedro Ferrer.

O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão, idealizado pelo doutor Djalma Raposo, na ocasião, promotor público desta cidade, foi fundado no dia 19 de novembro de 1950, por uma plêiade de trinta antonenses. Tem o Instituto, como finalidade principal, “o estudo da História, da Geografia e ciências afins, no plano nacional, estadual e especialmente da Vitória de Santo Antão” (Art. 1°do estatuto).

Desde o início tem como sede o belo e espaçoso imóvel, localizado na rua Imperial, 187, construído no ano de 1851, pelo doutor Joaquim Jorge dos Santos, promotor público da nossa comarca, que o alugou, logo em seguida, à câmara dos vereadores que nele instalou o “paço municipal”.

Em dezembro de 1859, por ocasião da visita da Família Imperial à nossa cidade, foi desocupado pela câmara e transformado em “Paço Imperial”, para alojar o Imperador Dom Pedro II, a Imperatriz Teresa Cristina e sua comitiva. A partir dessa data passou a ser conhecido como “Casa do Imperador”.

No decorrer dos anos seguintes, ele serviu para diversos fins: residência de senhores de engenhos e de comerciantes, educandário, posto de saúde e de higiene, sede do Tiro de Guerra e do Sport Club da Vitória. Até que afinal, em 1950, o velho solar passou a alojar o nosso Instituto Histórico e Geográfico.

Este ano completa o Instituto 71 anos ininterruptos de funcionamento. No decorrer destes 71 anos teve seis presidentes: Djalma Raposo, Manoel de Holanda Cavalcanti, José Aragão Bezerra Cavalcanti, Luís Boaventura de Andrade, Eunice Vasconcelos Xavier e Pedro Humberto Ferrer de Morais que permanece à frente da entidade desde 2010. Seguindo o que determina seu “Estatuto”, o Instituto comemora efusivamente três datas: 6 de maio (Elevação da Vila de Santo Antão à categoria de cidade), 3 de agosto (Gloriosa Batalha do Monte das Tabocas) e 19 de novembro (seu aniversário de fundação).

Para atingir seu nobre objetivo, “o estudo da História, da Geografia e ciências afins”, nosso Sodalício mantém um museu, uma biblioteca e um rico acervo de documentos gráficos e manuscritos. Sua extensa coleção de periódicos constitui uma importante fonte de pesquisas. Nela o estudante ou pesquisador encontrará jornais que remontam ao século XIX. Esta documentação vem paulatinamente sendo digitalizada e colocada, via internet, à disposição dos pesquisadores ( ).

O museu, destaque maior do Instituto, está subdividido em sete setores:

– Linha do tempo

– Setor Sacro

– Setor da imprensa

– Setor da economia

– Setor antropológico

– Setor de carnaval

– Galeria de artes plásticas

– Setor da imagem e do som

Para realização de suas solenidades, conferências e reuniões dos sócios o Instituto dispõe de um Salão Nobre e um auditório climatizado com 250 poltronas. Em função das dificuldades impostas pela pandemia, apenas de maneira simbólica, hoje, pela manhã, cortamos o bolo. Viva o nosso Instituto!!!

Pedro Ferrer – presidente do IHGVSA. 

 

Live bate-papo – “Memórias Antonenses” – com Socorrinho (APAMI).

LIVE  bate-papo – “Memórias Antonenses” –   sexta-feira (19), às 17h com Maria do Socorro Álvares Mariz – Socorrinho da APAMI. 

O  quadro “memórias antonenses”, dentro da LIVE do Blog do PIlako,  será enriquecido com a participação da amiga Socorro Mariz. Nascida e criada a partir do “coração da cidade” – Avenida Mariana Amália -, oriunda de família política, na qualidade de mulher, ao seu tempo,  ela quebrou muitos tabus na nossa sociedade. Socorrinho, entre outras coisas,  foi a primeira mulher a disputar a prefeitura da Vitória. 

Live bate-papo – “Memórias Antonenses” – com Socorrinho da APAMI.  

Sexta-feira – 19 de novembro – às 17h.

Transmissão pelo Blog do Pilako.

 

Viva ao Mestre Fernandes Rodrigues!!!

Recentemente, em visita de cortesia ao seu Ateliê, localizado às BR 232, parte da diretoria do nosso Instituto Histórico festejou com o Mestre antonense, Fernandes Rodrigues,  sua produtiva participação no 14ª Salão de Artesanato de Brasília. Além das boas vendas, algumas das suas peças despachadas foram adquiridas por colecionadores e pessoas influentes no mundo das artes. Com certa quilometragem em eventos do gênero o “nosso” Mestre  Fernandes, sem sombra de dúvida, tornou-se uma das  referências das artes da “Terra dos Altos Coqueiros”. Viva ao Mestre!!

O contágio dos novos tempos na ABL há exatos 80 anos. Marcus Prado – Jornalista.

A Academia Brasileira de Letras/ABL, a mais ilustre instituição literária do País, tem por objetivo primordial cumprir plenamente a cláusula pétrea e inamovível estabelecida pelos fundadores, de defesa da língua e da literatura nacional. Eram todos jovens que acreditavam na força transformadora da palavra escrita e da criação literária conciliada com a audácia estética. Estavam todos enfeitiçados pela ideia de reunir o melhor da literatura brasileira.

Tem, ao longo dos seus mais de 100 anos, uma forte presença de pernambucanos na sua galeria de “imortais”, a começar por Joaquim Nabuco (1849-1910), figura humana insubstituível, que foi o grande vulto incentivador e colaborador presencial ao lado de Machado de Assis da ideia de congregar a excelência da literatura do nosso País. Falar de Nabuco na ABL é enaltecer aquele que assumiria a excessiva missão de fundamentar, ao lado de Machado, a sua identidade, a contribuição fecunda e rica da ABL na cultura literária do Brasil. Nabuco já se revelava o acadêmico perfeito, voltado para as praxes da instituição. Era, na verdade, pelo seu carisma, o braço direito daquela corajosa agremiação.O Nabuco do Engenho Massangana, que seria patrono anos depois da maior instituição nordestina de cultura, ligada ao MEC, a Fundação que traz o seu nome, hoje presidida pelo escritor e acadêmico Antônio Campos.

Sabia-se do rigoroso critério de seleção dos eleitos para a Academia, tão bem definido por Afrânio Peixoto, quando recebia Osvaldo Cruz na ABL Há um capítulo de sua história, um tanto ressurgente, que se desconfigura do modelo francês na escolha dos integrantes, mas isso não tem sido visto como uma fenda nos estatutos da instituição. O contágio de um novo tempo da ABL vem de longe. Talvez sob a inspiração da ABL simbolizar, também, a causa da liberdade, da diversidade, como diria professor e historiador Arno Wehling no seu discurso de posse. Começou com Getúlio Vargas, na época o político mais forte do Brasil, prestigiado em todas esferas do poder, eleito para a ABL há exatos 80 anos no mês de novembro.

Meu artigo nada tem de analogia da ABL dos nossos dias com a instituição de estilo eloquente e seletivo do passado, onde se afinava a nossa língua e nossos instrumentos de sentir. Não me apresento para julgar critérios de escolhas, sei que os valores da inteligência e da cultura são multiformes, a experiência humana do ser-no-mundo em diversos aspectos tem ciclos de continuidades e descontinuidades. Vai bem longe o tempo em que Platão escreveu no pórtico da sua Academia a condição de que só daria lugar a bem poucos: “Aqui não entra quem não for geômetra”. Pretendo somente lembrar um episódio de oito décadas que exteriormente repercutiu nos meios acadêmicos, fora da ABL e na melhor mídia.

Como se deu: Para a glória de usar o fardão mais disputado do Brasil entre o sim (e os não) da vida intelectual, o gaúcho presidente da República apresentou como cartão-de-visita os 11 volumes que reúnem a sua trajetória como político. (O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para ocupar a cadeira deixada pelo jornalista João de Scantimburgo (1915-2013), a Prefeitura do Rio de Janeiro desembolsou mais R$ 70 mil para custear o fardão). Ali estão seus discursos mais importantes, desde a campanha presidencial de 1929, fruto da propaganda do Estado Novo. Uma vasta gama de documentos oficiais em que se terá reunido o pensamento autoritário de Vargas, um discurso ultraconservador, eis o perfil intelectual do ocupante da cadeira que teve como patrono Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). Páginas e mais páginas de retórica do saneamento, do equilíbrio financeiro e das finanças sadias são temas da “obra” de Getúlio, ao contrário do que se daria com os relatórios de gestão do prefeito e depois grande escritor Graciliano Ramos (1892-1953).

Os relatórios enviados ao governador de Alagoas (1929, 1930), já na época, chamaram a atenção da mídia não somente pela qualidade literária (pois o Prefeito não se utilizou da formalidade que tais documentos normalmente carregam, e sim, de uma construção linguística própria dos grandes escritores), mas pela sua excelência na administração da cidade. Getúlio era baixinho no tamanho, mas vaidoso ao extremo. Junto dele estava sempre o Gregório Fortunato (1900-1962) o chefe da guarda pessoal, também conhecido como “Anjo Negro”, a lhe pentear os cabelos nas cerimônias públicas. (Ficou famosa uma foto dos dois na revista O Cruzeiro). Faltava-lhe o fardão, não a glória literária. A quem se deve a façanha de Vargas tornar-se candidato único e conquistar, sem pedir voto a ninguém, a cadeira 37 da Academia? Era presidente da ABL o seu amigo, homem forte, de prestígio e confiança na esfera do Governo Federal, o Levi Fernandes Carneiro (1882-1971), Consultor – Geral da República, nomeado por ele, Vargas. Nessa postura, o Levi não mediria esforços para dar prova de amizade e gratidão ao ilustre chefe.

No seu discurso de posse, Vargas faz de imediato uma confissão, deixou a sua primeira “carta-testamento” à posteridade: “Não sou e nunca pretendi ser um escritor de ofício, um cultor das belas-artes (…)”. Nada pôde dizer, no discurso, da sua experiência como escritor e do efeito que o seu livro produziu no público, sequer entre os seus seguidores políticos. Depois dessa confissão, dizem que Vargas jamais foi visto na cadeira 37, que já pertenceu ao poeta Ferreira Gullar (1930-2016).

Por falar em tradição de Pernambuco na ABL, porque foi daqui que ela se agigantou em qualidade no quadro de sócios, quero lembrar o nome de um dos seus benfeitores, o usineiro pernambucano de Vitória de Santo Antão, João Cleofas de Oliveira (1899-1987). Outro pernambucano de Caruaru, Austregésilo de Athayde (1898-1993), presidente da ABL, construiu um patrimônio de imóveis que garante a cada acadêmico um “salário” de R$ 11 mil. Reconheço que a tradição de Pernambuco na ABL poderia ser continuada com todo brilho e qualidade, com nomes, quem sabe, no futuro, como Vamireh Chacon, Cláudio Aguiar, Luzilá Gonsalves, Lourival Holanda, Raimundo Carrero, José Paulo Cavalcanti Filho, João Câmara, Antônio Campos, George Cabral, José Souto Maior Borges, Everardo Maciel, Vera Millet, Juliana Barreto.

Marcus Prado – Jornalista. 

“Corrida Com História” – “o difícil é ser fácil”.

Com muito ou pouco conhecimento dos seus respectivos benefícios, de maneira geral, os adultos sabem da importância e os impactos da atividade física regular,  no sentido da construção de uma vida saudável, sobretudo às pessoas que já dobraram a esquina das quatro décadas de primaveras. Em ato contínuo também é de conhecimento amplo que manter-se ativo fisicamente não é uma tarefa das mais fáceis.

Na qualidade de “coroa” que já envergou mais de meio século de vida, busco as mais diversas motivações para continuar praticando a corrida de rua. Dentre o rosário de motivações, destaco o projeto original por nós idealizado, produzido  e protagonizado que carrega uma salutar e curiosa mistura, ou seja: cultura/corrida/sentimento/pertencimento/ação cidadã e etc.

O “Corrida Com História”, iniciado há mais de um ano, vem cumprindo o seu papel. Ao circular na cidade, mesmo em tempos de restrições sociais, por conta da pandemia, muitas são as abordagens efusivas de pessoas conhecidas e até de outras não as conheço,   sob os vários aspectos já citados.

Já no “mundo digital”, principal plataforma de divulgação do trabalho,  na medida do possível, procuro responder a todas as mensagens. “Tá, essa eu não sabia” – “Nunca ouvi falar nisso” – “ Estou conhecendo minha cidade” – essas estão  entre as manifestações mais frequentes.

Recentemente, numa manhã ensolarada, ao circular pela Rua Senador João Cleofas de Oliveira e passando bem em frente à Loja Cattan (antigo prédio da emblemática Pitú-Lanches), o profissional da pintura, conhecido como “Daniel Artes”, ao cruzar comigo, de maneira entusiasmada, disse: “ foi aqui que  funcionou o primeiro cinema de Vitória, segundo meu amigo Pilako”. Na mesma hora, parei e pedi-lhe para registrar o momento.

Eis aí, portanto, um dos exemplos da  materialização do nosso peculiar projeto que atende pelo nome de  “Corrida Com História”. Ou seja: transformar informações históricas, muitas vezes densa e rebuscada,   pertencente apenas ao empoeirado mundo dos livros e jornais antigos em linguagem simples, objetiva e dinâmica  tornando-a  acessível às pessoas  de todas as camadas sociais. Esse, contudo,  configura-se no grande desafio dos que passaram pelas academias e faculdades. Para concluir, quero  lembrar  o professor, poeta e  pensador antonense, Sosígenes Bittencourt, dizendo: “o difícil é ser fácil”.

Novo Pároco da Matriz – Josivaldo – ” a expectativa é a melhor possível”.

Na qualidade de blogueiro sintonizado com a história da nossa Vitória de Santo Antão, na manhã de hoje (12), nas dependências da  Casa Paroquial, bati um agradável papo com o Monsenhor Josivaldo – Josivaldo José Bezerra – que, a partir do dia 31 de janeiro de 2022, será empossado na nossa Matriz de Santo Antão.

De maneira calma e serena, quando questionado sobre sua origem, ele falou da sua infância pobre,  vivenciada na Zona Rural da cidade de Gravatá, mais precisamente no Sítio Queimadinha. Filho de agricultores, confidenciou-nos  que seu primeiro projeto de vida era exercer a profissão de policial. Seu primeiro contato com as letras, por assim dizer,  se deu aos 9 anos, quando, junto com os familiares, foi morar no centro da cidade.

Só por volta dos 11 anos de idade o mesmo teve contato com a igreja e seus ensinamentos. Mais adiante, através da confiança e incentivo  do  Monsenhor Cremildo exerceu a função de coroinha e assim descobriu sua vocação sacerdotal. Nesse recorte temporal, labutou em uma banca de revista,  exerceu a função de cambista e também chegou a trabalhar na prefeitura,  até seguir para o seminário.

Hoje, aos 54 anos,  relembrou sua trajetória após o seminário. Aliás, foi contemporâneo do Monsenhor Maurício Diniz. Sua ordenação ocorreu em 20 de março de 1998.  De maneira não muito comum, a mesma ocorreu em  praça pública, na cidade de  Gravatá, numa celebração que nem existe mais: Na Missa do Romeiro.

Sua  primeira paróquia foi a de Santo Antonio, localizada na cidade do Cabo de Santo Agostinho. Primeiro na qualidade de diácono, depois  como pároco  permaneceu na sua missão evangelizadora por 18 anos. Lá,  também fundou o Vicariato do Cabo, inicialmente com 8 paróquias e , ao deixar a cidade, o mesmo já contava com o dobro, ou seja: 16.

Desde 2016, Monsenhor Josivaldo encontra-se na Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na cidade de Escada. De onde foi transferido  para assumir a nossa principal  Paróquia, ou seja:  Matriz do Glorioso  Santo Antão. Quando questionado sobre sua expectativa,  visivelmente alegre, disse:  “a expectativa é a melhor possível”.

Sobre possíveis  mudanças no roteiro administrativo,  até então desenhado  por Monsenhor Maurício, ele foi contundente: “temos que respeitar as tradições locais. Aprendi com Monsehor Cremildo que quando chegamos numa nova paróquia devemos escutar o povo, acolher as ideias e administrar com os conselhos pastorais, até porque ninguém faz nada sozinho”.

Sobre as transformações sociais e temas polêmicos da igreja,  ele, de maneira segura, afirmou que “ a doutrina da igreja é intocável. Mas a igreja tem se modernizado e, antes de tudo, devemos sempre respeitar as pessoas sem fugir da fé”.  Sobre o temas  políticos, o religioso foi categórico: “ tudo envolve política, mas não devemos se envolver em política partidária. Mas lembremos que denunciar as injustiças sociais é também missão da igreja”.

Antenado e atualizado, ele disse que as redes sociais é um ativo importante no novo contexto evangelizador, exemplificando o atual momento pandêmico:  “nessa pandemia, quando celebrei a primeira missa de portas fechadas, através das novas tecnologias, eu chorei”.

Ao final desse nosso primeiro encontro, tive do novo pároco da Matriz de Santo Antão as melhores impressões. Detentor de uma simpatia cativante e de um  bom humor singular,  ele disse que quando criança levou uma queda de cavalo e que até hoje carrega um cicatriz no braço, para justificar a  imprescindível presença do idealizador nas próximas edições da Missa do Vaqueiro, ou seja:  do Monsenhor Maurício Diniz.

Portanto, inicialmente, essas foram  as linhas gerais da nossa conversa, mas que já deixei o  convite formulado  para,  em momento  oportuno,  dialogarmos em uma  LIVE do Blog PIlako. Assim sendo, resta-nos desejar ao Monsenhor Josivaldo José Bezerra as melhores boas vindas…..

Instituto Histórico da Vitória prestigia fundação do Instituto Histórico do Moreno.

Diante  das mais diversas autoridades constituídas  do município do Moreno, de representações de entidade congêneres  e da sociedade de maneira geral, tomaram posse, na manhã de ontem (11),  11 sócios fundadores do recém criado Instituto Histórico e Geográfico do Moreno. O evento  ocorreu na Câmara de Vereadores da referida cidade.

Jurando compromisso cívico, os mesmos (11 sócios) se comprometeram publicamente, entre outras coisas,  ao resgate, preservação e divulgação na rica história do lugar. Na ocasião, os poderes Executivo e Legislativo municipal, através do prefeito e do presidente da Câmara, se comprometeram unir esforços no sentido da edificação da entidade.

Na qualidade de entidade parceira, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, representada nesse ato pelo presidente, vice e diretor patrimônio, Pedro Ferrer, Cristiano Pilako e Fernando Nascimento, respectivamente,  se fizerem presente para apoiar mais essa iniciativa de caráter eminentemente cultural.