A terra de Santo Antão: 400 anos de fundação!!!

Celebremos, hoje (17/01/2026), a passagem dos 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão. Mas é importante lembrar que nem sempre a mesma (cidade)  teve a palavra “vitória” como principal identificação.

Terra desbravada pelo português Diogo de Braga, oriundo do Arquipélago do Cabo Verde,  em 1626, mais precisamente da Ilha de Santo Antão, recebeu, de partida, o simpático nome de  “Cidade de Braga”.

Fruto da devoção ao catolicismo, o santo virou o protagonista do lugar: Povoado de Santo Antão da Mata, Freguesia de Santo Antão, Vila de Santo Antão e só a partir de 06 de maio de 1843, virou “Cidade da Vitória”. Uma alusão direta à vitória alcançada na épica Batalha dos Montes Tabocas, ocorrida em 03 de agosto de 1645.

O curioso para o tempo presente  é que o nome atual – Vitória de Santo Antão – só  foi cravado, definitivamente, a partir de  1º de janeiro de 1944. Ou seja: apenas há 82 anos.

No transcorrer desses 400 anos de história o mundo se transformou. O Brasil deixou de ser apenas uma rica porção de terras nos trópicos para virar um País rico, soberano e próspero.  Na esteira dos acontecimentos nacionais, no alvorecer do século XIX (1812),  quando viramos vila autônoma – Vila de Santo Antão –,  os antonenses, por assim dizer,   começam a tomar conta do próprio nariz.

Constituíram  Câmara de Vereadores, passaram  a contar com ordenamento  jurídico próprio, determinam, também,   o seu código de postura e costumes e assim passam  a ter vida própria.

Nesse contexto, na qualidade de vida coletiva, o local ganhou  ares de metrópole. No comercio, vira uma espécie de locomotiva da região. Instrumento de cidadania e desenvolvimento, a imprensa escrita tornar-se-ia um caldeirão de alavancas. Um “campo santo” público (cemitério), atenderia os clamores da “vida” pós-morte. Mas é a chegada do trem (1886), símbolo do progresso nos quatro cantos do mundo, que a faz conjugar todos os índices de crescimento, ou seja: social, político, cultual e econômico.

Para pontuar dois momentos singulares,  nessa linha imaginária do tempo, nessa auspiciosa data comemorativa, sublinhemos  o pior e o melhor acontecimentos  já vivenciados: pelo lado trágico, o surto da Cólera, no qual parcela expressiva da população foi a óbito, em um curto espaço de tempo. Na outra ponta, respeitando o contexto histórico, exaltamos à visita do Imperador Pedro II, ocorrida em 18, 19 e 20 de dezembro de 1859, fazendo da então “Cidade da Vitória” a capital do Império.

Portanto,  para encerrar essas linhas, que mistura um pouco de tudo, comemoremos,  com “vivas”, à República da Cachaça, aqui, bem  representada pela gigante Pitú.

Redamos nossas homenagens à Vitória de Santo Antão, uma terra que se expressa de maneira plural. Ou seja: conservadora na vida política e  irreverente e criativa na sua festa maior – o Carnaval!!!

Vida Passada… – General João Severiano – por Célio Meira.

Dez filhos deu, à pátria, dona Rosa Maria Paulina Fonseca. Amélia e Emília, foram as filhas. Hermes e Ernesto, que combateu os praieiros, em Pernambuco, governando a Baia, foi marechal; Severino teve baronato de Alagoas; Deodoro proclamou a República; Pedro Paulino governou a província das Alagoas; Hipólito e Afonso Aurélio tombaram em Curupaití; Eduardo Emiliano morreu na batalha de Itororó, e João Severino, médico, professor e escritor, serviu ao Brasil, na paz e na guerra.

Nasceu João Severino na velha cidade das Alagoas, no dia 27 de março de 1836, conquistando, aos 24 anos de idade, mais ou menos, no Rio de Janeiro, a carta de doutor em medicina. Ingressou, em 1862, no corpo de saúde do exército nacional, e dois anos mais tarde, no posto de tenente, acompanhou as forças brasileiras, na campanha do Rio Prata. Marchou, depois, para os campos do Paraguai, e, exposto aos perigos, cumpriu, serenamente, os deveres de patriota e de médico, nas trincheiras,  e nos hospitais de sangue.

Em 1875, esteve na Bolívia, informa um historiador, numa comissão de limites, e regressando ao Brasil, exerceu o cargo de inspetor sanitário do exercito, galgando os postos hierarquia militar. Dedicou-se, também, ao magistério, e ensinou, a partir de 1887, ciências naturais, no Colégio Militar. O regime republicano veio encontra-lo nessa cadeira de mestre.

Era o ilustrado alagoano, a esse tempo, uma das figuras destacadas do Instituto Histórico Brasileiro, e amigo dedicado de D. Pedro II, o Grande Presidente dessa Instituição. Proclamada a República, e irmão de Deodoro, João Severiano, homem de atitudes firmes, e de caráter nobre, na primeira sessão do Instituto, a 29 de novembro de 1889, quando o ex-imperador para o exílio, pronunciou, conta o padre Galanti, estas palavras respeitáveis: “Eu levanto-me aqui, solenemente, para pedir ao Instituto que, no meio de seus arroubos pelos esplendores da mãe-pátria, não se esqueça da gratidão que deve àquele que foi um protetor e pai”.

Alcançou, em 1890, os postos de coronel-médico e de general de brigada, exercendo a chefia do corpo de saúde. Na Constituinte, representou, o Distrito Federal, no senado, ao lado de Eduardo Vandenkolk e de Joaquim Saldanha Marinho. Floriano, em 1982, o reformou. Era o castigo à rebeldia do filho de Dona Rosa, a “Mãe dos Sete Macabeus”. João Severiano assinara o famoso manifesto dos 13 generais. A justiça restituiu-lhe os galões. Voltou ao cargo antigo.

Escritor, geógrafo e historiador, publicou o “Viagem ao redor do Brasil, o índios de Guaporé, o Climatologia de Mato Grosso” e várias monografias de acentuado valor cientifico. Seu estilo era simples, e elevada sua linguagem.

Morreu aos 61 anos de idade. Honrou a Pátria. E a estirpe dos guerreiros das alagoas.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

1ª edição da Corrida Saúde Mental – homenagem a Greidison Nascimento.

Dentro do contexto das comemorações alusivas ao “Janeiro Branco”, movimento que busca alertar, debater e dialogar sobre a saúde mental, individual e coletiva, aconteceu na manhã do domingo (11), a primeira edição da “Corrida Saúde Mental”.

O evento teve como ponto de concentração, partida e chegada o Pátio da Antiga Estação Ferroviária e teve como percurso algumas  vias centrais da nossa cidade.

O ponto alto do evento, por assim dizer, ocorreu por ocasião das palavras do organizador, Cleiton Nascimento, que expressou, entre outras coisas, o sentimento de perda, vivenciado recente, pelo trágico falecimento do seu irmão, Greidison, também idealizador do evento e corredor consagrado, dentro e fora da nossa cidade.

Parabéns a toda equipe organizadora pelo evento.

Carnaval 2026 – Urso Branco realizou seu ensaio no sábado…

Dando sequência aos ensaios de rua, visando o Carnaval 2026, na noite do sábado (10), foi a vez da Agremiação Carnavalesca “Clube Urso Branco” realizar sua prévia.

Saindo do bairro da Mangueira, local que  encontra-se sua sede, o desfile percorreu as vias centrais da cidade. Animado por orquestra de frevo, nossas lentes registraram a passagem pelo Pátio da Matriz. Veja os vídeos:

Corrida Com História – 140 anos da chegada do trem…

Desde o seu surgimento, ocorrido na Inglaterra, no alvorecer do século XIX, o trem, foi sinônimo de desenvolvimento. No Brasil, não foi diferente. O apito da locomotiva, entre outras coisas,  simbolizava futuro, novas oportunidades e segurança.

Na então “Cidade da Vitória” sua operação deu-se inicio a partir do sábado, 09 de janeiro de 1886, há exatos 140 anos. Do Recife, além das autoridades, a imprensa, “homens de negócio” e outros convidados o trem chegou “carregado de expectativa”.

Na cidade, não se falava em outra coisa. Recebidos pelas autoridades locais, um almoço foi realizado no armazém da estação. Muitos fogos, músicas e “vivas” para celebrar aquele acontecimento histórico.

Impactada pelos efeitos da chegada do  trem, nosso lugar se transformou-se numa metrópole. Em todas as áreas – sociais, urbanísticas, econômicas e políticas – a sociedade antonense evoluiu e avançou.

No nosso quadro Corrida Com História de hoje, destacamos a passagem dos 140 anos da chegada da “Estrada de Ferro” em nosso lugar, momento que nos proporcionou a conjugação do verdadeiro sentido do chamado desenvolvimento econômico.

Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DTSTIs6DhrH/?igsh=a294ZW04eGRqemJ2

5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril….

🎉 Edição especial celebrando os 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão! 🎉

🏃‍♂️✨ 5ª Corrida da Vitória – 26 de abril de 2026 ✨🏃‍♀️
Corrida 7km – Caminhada 3km
Concentração às 5h – Largada às 6h

🏆 PREMIAÇÕES

Troféu do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.

Categorias:
* Geral
* Local
* Faixa Etária:
– Até 39 anos
– 40 a 49 anos
– 50 a 59 anos
– 60 a 69 anos
– 70+ anos

Maior equipe:
🏆 Troféu para grupo/assessoria local e visitante.

Sorteio de 2 relógios ⌚️ Garmin para os participantes do evento

⚠️ Não haverá premiação em dinheiro.

📝 INSCRIÇÕES

🌐 On-line: www.uptempo.com.br
📞 Grupos: 81 9 9198-0437
🏬 Presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia, 96 – Matriz – Vitória.

💸 1º LOTE

* Kit completo: R$ 95,00
* Kit sem camisa: R$ 80,00

Benedito Pereira Caetano – por @historia_em_retalhos.

Todo estudante de Direito já ouviu falar desse caso.

O país vivia a ditadura do Estado Novo (1937).

Em 29 de novembro de 1937, Benedito Pereira Caetano (foto) desapareceu após uma festa em Araguari/MG, carregando consigo 90 contos de réis.

Ele devia a familiares e ninguém o viu partir.

Os últimos a serem vistos com Benedito foram os seus primos Sebastião José Naves e Joaquim Rosa Naves, ambos lavradores, analfabetos, casados e pais de família, que moravam com a mãe viúva, dona Ana, de 66 anos.

O tenente Francisco Vieira dos Santos, conhecido como “Chico Vieira”, assumiu o caso e passou a sustentar que os irmãos Naves haviam matado Benedito para roubá-lo.

Faltava apenas uma confissão.

Presos, Sebastião e Joaquim foram levados a um matagal.

Amarrados nus em um pau de arara, tiveram os corpos untados com mel para atrair abelhas e formigas.

Foram espancados e privados de água e comida.

Sebastião teve dentes arrancados com alicate.

Nada foi suficiente para a desejada confissão.

Diante da resistência, o tenente prendeu a mãe dos irmãos.

Dona Ana foi despida, espancada e violentada sexualmente na presença dos filhos.

Mesmo sob tortura, ela suplicou:

“Não confessem o que não fizeram”.

Após dois meses de suplício, os irmãos cederam.

Joaquim “confessou” em 12 de janeiro e Sebastião em 3 de fevereiro de 1938.

Foram obrigados a encenar uma reconstituição do crime, cavando buracos onde teriam escondido o dinheiro.

Nada foi encontrado.

Não havia arma, corpo, nem dinheiro.

Apenas a falsa confissão.

O caso foi a júri popular e, por duas vezes, os jurados absolveram os dois irmãos.

No entanto, sob a égide da Constituição autoritária de 1937, não se reconhecia a soberania dos veredictos.
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Abusando do autoritarismo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou as absolvições e condenou os dois irmãos a 25 anos de prisão por latrocínio.
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Em 1946, após 8 anos e 3 meses de cárcere, Joaquim e Sebastião obtiveram livramento condicional.
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Joaquim, destruído pelas sequelas das torturas, foi para um asilo, morrendo dois anos depois, aos 41 anos, como indigente.
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Sebastião continuou lutando para provar a sua inocência.
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Recebeu um telegrama com uma pista e viajou até Nova Ponte/MG, acompanhado de um repórter e um policial, encontrando o “morto” dormindo tranquilamente na fazenda do pai.
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Benedito estava vivo.
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Havia fugido das dívidas e vivido 15 anos sob um nome falso.
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Em 1960, o STF reconheceu o direito à indenização por erro judiciário, garantindo reparação a Sebastião e aos herdeiros de Joaquim.
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Isso é o que ocorre quando a tortura vira método de investigação, marca própria das ditaduras.
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A quem interessar, recomendo o filme “O caso dos irmãos Naves”, de Luiz Sérgio Person.
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Fonte: @culturajuridica_oficial

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Vida Passada… – Araujo Torreão – por Célio Meira.

Na terra pernambucana, no dia 25 de março de 1945, nasceu Antônio Augusto de Araujo Torreão. E na cidade de São Luiz, no Maranhão, onde o pai, Basílio Quaresma, exerceu, a partir de 1855, o alto cargo de desembargador, fez o curso de preparatórios. Inclinado à carreira das armas, preferiu o mar à terra firme. Matriculou-se na antiga Academia de Marinha, vestindo a blusa de marinheiro, e mais tarde, aos 23 anos de idade, envergou a farda de gurda-marinha, conta um biógrafo, realizando a bordo da corveta Baiana, viagem de instrução.

Quando em 1864, as forças brasileiras, coadjuvadas por Venancio Flores, el colorado, invadiram o Uruguai, combatendo Aguirre, el blanco esteve, Araujo Torreão, na linha combatentes. E no ano seguinte, desencadeada a guerra do Paraguai, esse pernambucano, de apagada memória, e bravo como o gaúcho Marcílio Dias, pertenceu ao numero dos que bateram, heroicamente, pela honra da Pátria.

Na famosa batalha naval do Riachuelo, travada a 11 de junho de 1865, encontrava-se, Araujo Torreão, no quadro dos oficiais da corveta Mearim. Num dado momento, nessa luta memorável, viu, esse corajoso filho do Nordeste, narra o historiador do Galeria Nacional, um companheiro, defensor de uma peça, rolar no convés, ensanguentado. Rápido, conhecendo a tragédia do seu destino, Araujo Torreão o substituiu, combatendo, sem tréguas, o inimigo perigoso.

Não desmentiu, o filho, a bravura do pai, que quarenta e um anos antes, se batera, ao lado de Pais de Andrade e de Frei Caneca, pela vitória das armas da Confederação do Equador. Firme, inspirado pelo patriotismo, e iluminado pela fé, defendeu, nesse posto de morte, a peça abandonada. E decorrido pouco tempo, teve a mesma sorte do glorioso camarada. Caiu ferido. Tingiu-se vermelho a madeira da embarcação. Sobre essa  arma de guerra correu, espadanado, o sangue pernambucano. E junto desse troféu da Pátria, Araujo Torreão se amortalhou na glória.

Tinha o guarda-marinha de Pernambuco, nesse dia histórico, vinte anos de idade. Era, quase, uma criança.

Recordemos, aos aprendizes de marinheiro do Recife, e aos oficiais da armada brasileira, no dia de hoje, e no Dia do Marinheiro, o nome do guarda-marinha da corveta Mearim, na epopeia naval de Riachuelo.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Carnaval 2026 – Clube dos Motoristas e o “Em Cima da Cama” realizaram seus respectivos ensaios….

Já antecipando o clima carnavalesco, dois “ensaios de ruas” movimentaram a cena, no último final de semana. Na noite do sábado (03), o Clube dos Motoristas – O Cisne -, com uma potente orquestra de frevo, arrastou os brincantes do bairro do Cajá para circular pelas principais vias da cidade.

No domingo (04) à tarde, foi a vez da Agremiação Carnavalesca “Em Cima da Cama”,  juntar os foliões na Praça Dom Luiz de Brito para misturar os ritmos, com muita animação. Na ocasião, fizemos um breve registro, em vídeo, da orquestra de frevo. Veja o vídeo:

Em Vitória, o Carnaval já começou….

Na capital da Cachaça – Vitória de Santo Antão -, espaço que celebra o carnaval desde as últimas décadas do século XIX, apagou as luzes de 2025 e acendeu as de 2026 com muito frevo e folia.

Na tarde do  dia 31  de dezembro do finado  2025,  a Agremiação Carnavalesca  BOI DELA renuiu a turma, lá na Rua Melo Verçosa, para fechar o ano com muito frevo, ao som da Orquestra Ciclone, liderada pelo maestro Gilvaldo Barros.

Com os primeiros raios solares de 2026, no dia 1º de janeiro, a Agremiação Carnavalesca Acorda Corno, com sede no bairro do Cajá, colocou duas orquestras de frevo na rua e reuniu um sem números de foliões,  para produzir uma espécie de “domingo de carnaval”.

O Carnaval da Vitória, indiscutivelmente, é a festa mais tradicional da cidade. Através das suas agremiações congregam as pessoas amantes dessa folia cultural do nosso estado.

Lembrando que amanhã, sábado, 03 de janeiro, já teremos o “ensaio de rua” do Clube dos Motoristas. Em Vitória, já é carnaval!!!

 

Iara Gouveia: uma mulher guerreira……

Fragilizada fisicamente, há algum tempo,  faleceu, ontem (29), a conhecidíssima “Doutora Iara Gouveia”. Será sepultada na tarde de hoje (30), no Cemitério Morada da Paz, localizado no município de Paulista.

Figura ativa desde a juventude ela teve uma trajetória de vida marcada por dificuldades e sucessos. Iniciou sua caminhada no magistério aos 18 anos e gostava de ser tratada como tal (Professora), mesmo depois de conjugar outras profissões – dentista e advogada.

Com personalidade forte, também atuou no cenário político, iniciando seu ativismo nos bancos da faculdade. Dizia em alto e bom som: “não sou de meias palavras e de gestos comedidos”. Amante do contraditório,  encontrou na tribuna do parlamento local o espaço perfeito para exercer seus atributos, seu jeito de ser e pensar. Foi a segunda mulher a ocupar a vereança na cidade da Vitória de Santo Antão.

Arquivo Jornal da Vitória

Foi através do casamento com Sylvio Gouveia, com quem teve três filhas, que adotou Vitória como “Pátria Amada”. Reconhecida como provedora de frutos coletivos recebeu, da Câmara de Vereadores local,  cidadania antonense.

Também teve passagem marcante no nosso secular carnaval. O nome Iara Gouveia se traduzia,  em  se tratando de carro alegórico, bom gosto, luxo e beleza.

 

Doutora Iara Gouveia não foi uma pessoa que passou despercebida pela vida. No plano terreno, foi uma guerreira, uma ativista, uma mulher que inaugurou, por assim dizer, o sentido da palavra “empoderamento feminino”. Seu legado e seus exemplos serão exercidos por seus familiares e, sobretudo, por aqueles que gozaram da sua amizade e do seu afeto.

Vida Passada… – Teotônio Freire – por Célio Meira.

Ao sul do Estado do Rio Grande do Norte, Manuel Teotônio Freire Junior veiu ao mundo. Nasceu, em 1865, no Acari, na zona do Seridó. Na Matriz de Santana, conta Ezequiel Vanderlei, um padre, à pia batismal, o iniciou na família numerosa dos cristãos. E era muito jovem, ainda, quando se fixou no Recife, largo cenário de suas atividades intelectuais, e onde encontrou, à hora do triunfo, a lousa do sepulcro.

Diplomado pela Escola de Pernambuco, Teotônio Freire não exerceu o magistério. Jornalista, cronista fulgurante, poeta parnasiano, e romancista, fez, Teotônio, do jornal e do livro, as armas de seu brasão. Alistou-se entre os combatentes moços, conta um biógrafo, na redação da Folha do Norte, ao lado de Martins Junior, Artur Orlando, Alfredo Falcão e de Faelante da Câmara, que eram, em 1833, num renascimento literário e cientifico “os petroleiros da rua das laranjeiras.”

Deixando a redação da Folha, seguiu, em 87, na companhia de Martins, de Adelino Filho, e de Perdal Malet, narra Artur Muniz, para os arraiais da Revista do Norte, e doze anos decorridos, em junho 1889, no esplendor da propaganda da República, apareceu, Teotônio, nas colunas do Norte, redigindo a Lira Maligna. Era Teotônio, o Oscar, nessa coluna famosa, em que enfrentou, airosamente, o mestre Carneiro Vilela, na Província. Colaborou no Comércio de Pernambuco, no mesmo plano de Alcêdo Marrocos, de Pereira da Costa e de Celso Vieira.

Em 1894, aos 29 anos de idade, contando vitórias, dirigiu, na companhia de França Pereira e de Marcelino Cleto, informa Alfredo de Carvalho, a Revista Contemporanea, a melhor revista do gênero, em todo nordeste, nos fins do século XIX.

Contou, a Província, no rol dos seus colaboradores efetivos, o nome de Teotônio. Nessa trincheira liberal, fundada por José Mariano, escreveu, Teotônio Freire, as célebres Cartas de Castor, que lhe deram renome. O Jornal do Recife foi, também, uma das suas oficinas de trabalho. No velho jornal do coronel Farias, traçou, ele, aos domingos, magnificas crônicas literárias.

Romancista, escreveu o Passionário e o Regina. Contista, o Flâmulas. Crítico, o De Relance. Ritornelos Líricos e Lavas são livros de seus versos. Pobre, modesto, e humilde escriturário do Hospital Militar, foi, Teotônio, uma das figuras de maior relevo, nas letras literárias do nordeste. Pertenceu à Academia Pernambucana de Letras. Sentou-se, na Casa Carneiro Vilela, na Poltrona nº 19, patrocinada pelo alcandorado de Paulo Arruda.

Morreu, no dia 24 de março de 1917, aos 52 anos de idade. Finou-se, nesse dia, um romântico, de armas de ouro e de marfim.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Duas homenagens: o obelisco e eu – concreto e carne e osso……

Pensada e articulada pelas lideranças católicas da nossa cidade e financiada pelo sentimento de gratidão dos fiéis de então, o “Obelisco da Matriz” –  um monumento em forma de “Pirâmide”- eternizou a homenagem dedicada a Jesus Cristo, por ocasião da  passagem do século  XIX para o XX.

O papo é reto: ninguém pode amar,  preservar e cultuar aquilo que  desconhece. O sentimento  só chega depois do conhecimento.

Pois bem, munido de informações históricas e pessoais, hoje, sexta-feira, 26 de dezembro, pela manhã, ao final de mais um treino de corrida, fiz questão de realizar um registro, junto ao referido monumento histórico.

Explico:

No final de ano de 1967, exatamente no dia 26 de dezembro, nasceu o décimo-primeiro filho do casal  Zito e Anita. Dentro do clima natalino, resolveram, naquela ocasião,  que o  garoto deveria  se chamar Natalício.

Sem      qualquer inconveniência do avô materno, o intelectual Célio Meira,  por ocasião de uma visita, ainda na maternidade,  ao saber da decisão – o nome do garoto seria uma homenagem ao Natal – sugestionou outro nome, sem mudar o sentido  da homenagem, dizendo:

“Já que vocês querem fazer uma homenagem ao Natal, porque não homenagear o verdadeiro símbolo do Natal que é Jesus Cristo? Coloquem o nome Cristiano no garoto”.

58 anos se passaram. Hoje, temos, pelo menos, duas homenagens concretas e diretas ao filho Deus em nossa cidade:  uma de concreto (o “Obelisco”) e outra de carne e osso ( eu). .

 

 

Carnaval 2026 – A SAUDADE exaltará a passagem dos 140 anos da chegada do trem à Vitória.

Antes de ser chamado de “Largo da Estação” o espaço, hoje, conhecido como Praça Leão Coroado, foi o escolhido pelos nossos ancestrais para servir de embarque e desembarque, para os passageiros que se deslocavam ao Recife nas antigas carruagens.

Com a chegada do trem, a partir de 1886, nosso lugar ganhou semblante de cidade grande. Hotéis, restaurantes  e tantos outros empreendimentos ganharam vida, no entorno da Estação Ferroviária.

Agremiação carnavalesca vinculada à chamada “Educação Patrimonial”, A SAUDADE, que todos os anos vem realçando  datas e passagens marcantes do nosso lugar, em 2026, exaltará os 140 da chegada da “Estrada de Ferro”.

Vale lembrar, também, que foi através do trem que muitas orquestras de frevos, agremiações visitantes e turistas chegaram para construir e enriquecer a história do nosso grandioso carnaval.

Carnaval 2026: A SAUDADE TÁ NA RUA!!!

Na nossa Vitória de Santo Antão a festividade mais esperada é o Carnaval.  Animado, famoso e tradicional, a referida celebração popular também projeta a cidade para todo estado de Pernambuco.

No contexto dos desfiles das agremiações locais, “A SAUDADE” joga no time das mais esperadas. Como diz o trecho da música: “na segunda-feira o carnaval é de primeira. A Saudade tá na rua é festa a noite inteira”….

No mesmo estilo, com a animação de sempre e preservando os sentimentos  mais genuínos, através da música,  em 2026,  a Orquestra Super Oara comandará a festa.

 

Jogando brilho no desfile e embelezando a cidade,  o “Concurso de Adereço de Cabeça” da SAUDADE promete movimentar a cena, sobretudo no público feminino.

Assim sendo, não perca o passo:

Desfile da Saudade

Dia – segunda-feira de carnaval – dia 16/02

Hora – 21h

Atração:  Orquestra Super Oara e Trio Asas da America

Kit – $105 à vista ou em até 3X no cartão (3X$35).

Locais de vendas: Escritório do Blog do Pilako, vendedores autorizados e pelo DISK SAUDADE – 9.9188.3054.

Lindomar Castilho – por @historia_em_retalhos.

Morreu ontem, dia 20, aos 85 anos, o cantor Lindomar Castilho, conhecido como o “rei do bolero”.

O que poucos lembram, porém, é do terrível crime que marcou para sempre a sua vida: o assassinato de sua ex-mulher, Eliane de Grammont, no ano de 1981.

Castilho e Eliane conheceram-se no ano de 1979, nos corredores da gravadora RCA, em São Paulo.

Ele já era conhecido como o “rei do bolero”, enquanto ela ainda ensaiava os primeiros passos na carreira como cantora.

Iniciaram um relacionamento e, quando pensaram em casar, decidiram que Eliane abandonaria a carreira artística, para se dedicar exclusivamente ao lar.

O casamento não prosperou.

Devido às agressões e e às crises de ciúme, alimentados pelo alcoolismo de Lindomar, Eliane, aos 25 anos, pediu a separação, o que fora rechaçado pelo marido, que passou a persegui-la.

Na tentativa de retomar a carreira artística, Eliane começou a se apresentar com Carlos Randall, primo de Lindomar, despertando em seu ex-marido a desconfiança de que os dois tinham um relacionamento amoroso, situação que se agravou quando Randall também se separou da mulher.

Na madrugada de 30 de março de 1981, enquanto cantava a canção “João e Maria” (Chico Buarque), no Café Belle Époque, em São Paulo, Eliane foi alvejada por Castilho em pleno palco com cinco disparos fatais.

A cantora faleceu na hora, deixando a filha Lili de Grammont com apenas dois anos de idade.

Lindomar tentou fugir, mas foi contido.

Preso em flagrante, foi condenado a 12 anos e 2 meses de prisão em júri popular.

Depois de cumprir a pena, sendo seis anos em regime semiaberto, ganhou a liberdade em 1996.

A morte de Eliane causou forte comoção e reforçou debates sobre a violência contra a mulher, ainda incipientes naquele início dos anos 1980.

Até hoje, este feminicídio permanece como um dos episódios mais chocantes da história cultural brasileira, tanto pela violência, quanto pelo local onde aconteceu: um palco, durante uma apresentação.

Apesar do crime, Lindomar Castilho construiu uma carreira de sucesso, sendo a voz de “Você É Doida Demais”, tema de abertura da série Os Normais, e do clássico brega “Tapas e Beijos”.
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Termópilas e o Monte das Tabocas: a essência do épico – por Marcus Prado.

Um casal de médicos pernambucanos, meus caros amigos, Neyton e Patrícia Santana, em visita à Grécia há poucos dias, ambos interessados na milenar cultura grega, sabendo da minha estima e escritos em que faço analogia de textos clássicos da Grécia Antiga com autores dos nossos dias, trouxeram-me como lembrança uma pequena pedra do sítio sagrado de Termópilas. “O meu desejo, ao visitar a Grécia”, disse-me Patrícia, “foi conhecer menos a Grécia instagramável e mais a Grécia berço cultural ocidental. Mas elegemos como um dos locais a ser visitado Termópilas, pois lá se deu a história de um rei destemido que, ao lado de seus melhores soldados, deu sua vida para refrear um exército inimigo que vinha não para preservar, mas para destruir. Hoje o local é pouco valorizado. A estátua de Leônidas, o herói, que despertou o sentimento de Nação entre os gregos, está em meio a uma auto-estrada. Mas o seu grito corajoso ecoa.”

O ato de Termópilas, embora tenha sido uma derrota tática, foi uma vitória moral. A lição de atualidade que resultou da Batalha de Termópilas, ocorrida em 480 a.C., de que nos fala a médica pernambucana, é de uma grandeza incomensurável, exemplar e de grande atualidade. Reside na disposição de arriscar a vida e a liberdade para confrontar um poder profundamente enraizado, corrupto e brutal. Tornou-se um dos exemplos mais celebrados de heroísmo e sacrifício militar, segundo seus historiadores, a partir do maior de todos: Heródoto. (A sua obra ilumina o que foi essa Guerra que durou apenas três dias). Fez parte das Guerras Greco-Persas e ficou famosa pela atuação de um pequeno contingente de gregos que enfrentou o vasto exército persa. Eram 300 heróis contra mais de 7.000 invasores fortemente armados. A dra. Patrícia fala-me da atualidade simbólica dessa guerra. Termópilas transformou-se no símbolo mítico de resistência desesperada, remete à ideia de uma luta final e incansável contra um poder avassalador.

Na minha casa guardo com carinho uma pequena pedra trazida do Monte das Tabocas (Vitória de Santo Antão), cenário de uma batalha há exatos 380 anos, crucial confronto de 3 de agosto de 1645. Esse evento marcou o início da Insurreição Pernambucana, onde forças luso-brasileiras venceram os holandeses invasores, consolidando a resistência e o sentimento nativista que levaria à expulsão holandesa do Brasil. Abriu caminho para futuras vitórias, como as dos Guararapes, segundo o historiador José Aragão Bezerra Cavalcanti.

As forças luso-brasileiras, lideradas por combatentes como Antônio Dias Cardoso, usaram táticas de guerrilha e o terreno favorável para surpreender os holandeses, que, apesar de estarem mais armados, foram derrotados. Essa ação foi para eles inexplicável, segundo documentos históricos. “A vitória consolidou a resistência e inspirou a luta pela libertação do Brasil.” A bravura e o sacrifício dos “300” de Termópilas e dos heróis de Tabocas tornaram-se um símbolo de determinação em lutar pela liberdade. São epítomes de verdadeiro heroísmo — o sacrifício pessoal máximo pela causa da liberdade: a essência do épico. Os dois combates devem ser vistos no contemporâneo como um símbolo duradouro da coragem, honra e sacrifício inabalável em face de adversidades esmagadoras.

A pedra de Termópilas e a pedra do Monte das Tabocas são iguais, com uma diferença: na batalha do Monte das Tabocas, entre os nossos heróis, não houve traidores.

Marcus Prado – jornalista

64 anos do incêndio mais mortal da história do Brasil – por @historia_em_retalhos.

 Evento: 17 de dezembro de 1961.

64 anos do incêndio mais mortal da história do Brasil.

A assombrosa tragédia na Boate Kiss, em 2013, chocou o país quando 242 jovens morreram vítimas de um incêndio.

O que pouco se comenta, porém, é que, cinco décadas antes, um terrível incêndio criminoso causou a morte de 503 pessoas, entre elas, 300 crianças, mais do que o dobro de vítimas da Kiss.

O fato aconteceu em 17 de dezembro de 1961, na Praça do Expedicionário, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Naquele mês, o Gran Circus Norte-Americano chegava a Niterói, anunciando ser o maior e mais completo circo da América Latina.

A montagem do equipamento demandava bastante tempo e mão de obra, o que fez com que o dono, Danilo Stevanovich, contratasse cerca de 50 trabalhadores avulsos.

Entre eles, Adílson Marcelino Alves, o “Dequinha” (foto), que tinha antecedentes criminais e apresentava problemas de saúde mental.

Dequinha trabalhou apenas dois dias e foi demitido por Danilo, assim que foram descobertos os seus antecedentes criminais.

Inconformado, porém, passou a rondar as imediações do circo.

No dia da estreia, em 15 de dezembro de 1961, o circo estava lotado e Dequinha tentou entrar no espetáculo sem pagar o ingresso, sendo impedido pelo domador de elefantes Edmilson Juvêncio.

No dia seguinte, 16 de dezembro, Dequinha continuava a perambular pelas imediações e passou a provocar o arrumador Maciel Felizardo, que era apontado como o responsável por sua demissão.

Seguiu-se uma discussão e Felizardo agrediu Dequinha, que reagiu e jurou vingança.

Era a senha da tragédia.

No dia 17 de dezembro, Dequinha reuniu-se com José dos Santos, o “Pardal”, e Walter Rosa dos Santos, o “Bigode”, com o plano de atear fogo no circo.

Chegou a ser advertido, porém estava decidido: queria vingança e dizia que o dono do circo tinha uma dívida para com ele.

Com três mil pessoas na plateia, às 15h:45min, faltando apenas 20 minutos para o espetáculo terminar, começou o incêndio.

Em poucos minutos, o circo foi completamente devorado pelas chamas, porque a lona, que chegou a ser anunciada como sendo de náilon, era, na verdade, de tecido de algodão, revestido de parafina, um material altamente inflamável.
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Por uma infeliz coincidência, naquele dia, a classe médica do Rio de Janeiro estava em greve e o maior hospital de Niterói estava fechado.
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Desesperada, a população arrombou as portas do hospital e os médicos foram convocados por meio do rádio.
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O presidente João Goulart deslocou-se imediatamente para Niterói.
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Sem outra alternativa, o Estádio Caio Martins foi transformado em uma oficina provisória para a construção rápida de caixões, com carpinteiros da região trabalhando dia e noite, e, pasmen, sem mais terrenos disponíveis em Niterói, foi necessário solicitar-se uma área no município vizinho de São Gonçalo para enterrar os corpos.
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Dequinha foi preso cinco dias depois, assim como os seus cúmplices “Bigode” e “Pardal”, sendo condenado a 16 anos de prisão e 6 anos de internação em manicômio judiciário.
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Onze anos depois, em 1973, ele fugiu da penitenciária e foi encontrado morto com 13 tiros no alto do morro Boa Vista, também em Niterói.
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Niterói jamais esqueceu dessa tragédia.
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Algumas curiosidades:
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– a fuga da elefanta “Samba”, paradoxalmente, acabou salvando muita gente. Com a sua força, o animal rasgou um buraco na lona, abrindo um caminho para mais pessoas passarem. Outros, porém, com menos sorte, acabaram morrendo ou tendo ossos quebrados pelo animal.
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– o saudoso palhaço Carequinha ajudou no financiamento para a construção de um cemitério em São Gonçalo para enterrar as vítimas do incêndio.
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– o pregador “Profeta Gentileza”, nome pelo qual ficou conhecido José Datrino, motorista de caminhão, afirmou que, no dia da tragédia, recebeu um chamado à vida espiritual, que o mandava abandonar o mundo material e dedicar-se apenas ao plano espiritual, decidindo, a partir daquela data, residir no exato local onde acontecera o incêndio.
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– a quem interessar, recomendo o livro “O Espetáculo Mais Triste da Terra – O incêndio do Gran Circo Norte-Americano”, de Mauro Ventura.
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