Eleições 2024: movimentações curiosas……

Em recente pronunciamento  na tribuna da casa, o   atual presidente da ALEPE, deputado Álvaro Porto, cobrou, de maneira firme, igualdade no tratamento pelo Palácio do Campo das Princesas, no que se refere à liberação dos recursos vinculados às chamadas emendas parlamentares.

Ainda no  contexto do pronunciamento, Porto realçou que 18 deputados – todos da oposição – haviam sido “esquecidos”…

Sobre este mesmo assunto, um determinado órgão da imprensa da capital relacionou uma lista com os nomes dos  deputados contemplados e seus respectivos valores.

Em valores financeiros, na segunda posição da lista,  o  deputado Aglailson Victor aparece bem na fita. Isto é: foi prestigiado pela governadora com o valor de R$ 2.100.000,00 (dois milhões e cem mil reais).

Atual representante dos “Querálvares” no parlamento pernambucano, Victor, que já se lançou pré-candidato a prefeito da Vitória e carrega no seu DNA político uma relação histórica com os lideres do PSB estadual, ao que me consta,  não seria propriamente um deputado aliado do Palácio, mas nesse episódio foi tratado, digamos assim, como uma pessoa especial.

Sabemos, também,  que na política não existe espaço vazio,  muito menos tem nos seus elencos “atores” abestalhados…..

Será que a governadora Raquel Lyra, magoada com o atual prefeito da Vitória, Paulo Roberto, por haver, ele, “pulado fora do seu barco” já começou abrir sua caixa de ferramenta de vingança?

Aliás, é bom que se diga: o prefeito Paulo Roberto continua devendo uma explicação pública pela sua mudança de posicionamento politico  no cenário estadual.

O processo para eleições municipais segue se afunilando…….

“Faz de conta” – por @historia_em_retalhos.

O ano era 1947 e o pequenino Chico Buarque tinha apenas três anos de idade.

Naquele ano, o grande Sivuca compôs no Recife a melodia do que viria a ser “João e Maria”, mas só entregou a música para Chico colocar uma letra 30 anos depois no Rio de Janeiro.

Começava a ganhar forma uma das mais belas valsinhas brasileiras de todos os tempos.

Pois bem.

Motivado pelo fato de que, em 1947, tinha apenas três anos, Chico resolveu fazer uma letra baseada em uma conversa de crianças.

Reparem que é uma obra que evoca a nostalgia e a simplicidade da infância, contrastando-a com a complexidade da vida adulta.

O herói, o “faz de conta”, a noiva do cowboy, o rei, o bedel, o juiz…

Misturando os tempos verbais, como faria uma criança, a letra decreta que a única lei era que todos fossem obrigatoriamente felizes.

Linda demais, não é?

Agora, um detalhe que poucos sabem: quando entregou a fita cassete a Chico, Sivuca escondeu que havia enviado a mesma melodia para um letrista famoso no Recife, Rui de Moraes e Silva.

Foi assim que Rui compôs “Amanhecendo”, gravada na voz de Nadja Maria, com a mesma melodia que Chico “letraria” 30 anos depois.

É também uma bela canção!

“João e Maria” e “Amanhecendo”: os dois frutos que a melodia de Sivuca colheu!

Boa quinta-feira pra todo mundo, gente!
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Vida Passada… – Euclides da Cunha – por Célio Meira

Na fazenda da saudade, encravada em Santa Rita do Rio Negro, povoado do município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, nasceu, a 20 de janeiro de 1868, Euclides Pimentel da Cunha. Era órfão de mãe, aos três anos, essa criança, que trazia, nas mãos, se é verdade a quiromancia, as linhas da glória e da tragédia. Partiu, a esse tempo, para Teresópolis, e aos 6 anos, corria, feliz, às margens do Paraíba do Sul, em São Fidélis, onde aprendeu a ler, “sob a direção, escreve Lacerda Filho, brilhante escritor sergipano, de um vago professor caldeira”.

Em 1879, mais ou menos, era, Euclides, aluno interno no Colégio Vieira Menêses, donde passou o Vitório da Costa, e depois para o Anglo-Brasileiro, terminando o curso no colégio Aquino, onde ouviu a palavra guiadora, e arrebatada, de Benjamin Cosntant. E antes dos 20 anos vestiu, na Escola Militar, a túnica de soldado. Era um rapaz tímido, nervoso e taciturno.

Agitava a alma do país, em 88, a questão militar. Dizia-se que o governo mudaria a Escola, da Praia Vermelha, para Angra dos Reis. Conspiraram os estudantes. Pregou-se a indisciplina. E anunciada a visita de Tomás José Coêlho de Almeida, ministro da guerra, do gabinete de João Alfredo, formaram as companhias dos cadetes. Fugiram os rebeldes ao compromisso.  Um dos estudantes, porém, conta Afranio Peixoto, deu “alguns passos à frente”, e tentando quebrar o sabre, amolgou a lamina inteira”, e o atirou ao chão, exclamando:

– Infames! A mocidade livre cortejando um ministro da monarquia!

Desligado da Escola, Euclides partiu, a 15 de novembro de 1889, “a pé, de São Cristovão” e foi reunir-se aos antigos companheiros, envergando uma farda emprestada , na epopeia da Republica. Reingressou no Exército. Floriano Peixoto o promoveu, em 92, a 1º tenente. E, em 93, na revolta armada, num ambiente de terror e de incertezas, defendeu, Euclides, a bandeira da legalidade. Reformou-se em 96.

Acompanhou, no ano seguinte, o marechal Bitencourt, na campanha de Canudos. Forâ, a convite de Júlio Mesquita, o correspondente do Estado de São Paulo. E regressando dos sertões da Baia, foi reconstruir uma ponte, em São José do Rio Pardo. Escreveu Os Sertões, numa barraca, na sua oficina de trabalho.

Alcançou, Euclides da Cunha, em 1909, num concurso notável, no Colégio Pedro II, a cadeira de lógica. Farias de Brito foi classificado em 1º lugar e Euclides, ao segundo.  E nesse ano, dando, apenas, dez aulas, um sobrinho que lhe roubou a honra conjugal, lhe tirou a vida. Morreu o autor do Perú versus Bolívia e do Contrastes e Confrontos, aos 41 anos de idade. Euclides da Cunha, no julgamento de Artur Mota, “era um bom, um justo, um honesto e corajoso, isto é um homem de caráter íntegro e indomável, e , um dia , ele , o poeta do Ondas, o “caboclo, jagunço manso”, retratou-se neste verso:

– “Misto de celta, de tapuia e grego.”

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Os políticos da Vitória conversam com Deus?

Nossa espécie já evolui bastante. Desde os tempos da caverna até os dias atuais, sob o ponto de vista da vida em sociedade, estamos em contínuo melhoramento. Mas acredito que ainda não alcançamos um determinado estágio que nos permita  desvendar alguns mistérios: a vida e a morte são duas grandes incógnitas que, pelo menos aos meus olhos, fornece-nos  um claro atestado de pequenez coletiva….

Evidente que há outras correntes de pensamentos. Existem  até os que operam, hoje, à vista ou em suaves parcelas,  “espaços”  lá no firmamento e, diga-se de passagem,  com clientela  bastante satisfeita (100% de aprovação), até porque  não houve, até hoje, nenhum  comprador  aparecendo  para reclamar do negócio realizado.

Pois bem, enquanto os “negócios para o céu” andam bem, no nosso “mundo político” o que não falta é eleitor dizendo que foi engando pelos políticos que prometeram entregas no curto prazo (4 anos), mas chegam  ao final do prazo contratado  (gestão) e nada muda.

Na cidade pernambucana do Sertão do Moxotó, Arcoverde, o prefeito de lá, recentemente, jogou a toalha. Diz à imprensa que o mesmo, ao longo do seu mandato (2021/2024), angariou uma rejeição de 80% na cidade. Resumo da ópera: semana passada anunciou que não disputará a reeleição no ano em curso.

Já na “Terra da Sulanca”, Santa Cruz do Capibaribe, o atual prefeito, também segundo informações da imprensa,  com boa avaliação e com todas as condições de renovar o seu mandato, anunciou haver recebido uma mensagem divina lhe orientando não disputar o próximo pleito. E atenderá ao chamamento celestial. 

Não disputar um pleito por não reunir condições favoráveis é algo relativamente comum, não chegar a ser uma novidade na política. Mas estando o gestor “com mão na taça” e desistir por uma orientação divina, convenhamos,  é algo bastante inusitado na política brasileira.

Para  concluir essas despretensiosas linhas, quero jogar um pouco de luz no cenário antonense. Por aqui, temos muitos atores políticos que se apresentam como pessoas sintonizadas com o Criador Supremo. Aliás políticos “amiguinhos” de todas as crenças. Ou seja: eles carregam o andor da Igreja Católica, se ajoelham nos Templos Protestantes, dançam nos Terreiros e até são simpáticos e cortês com os  Espiritas, mas dos nossos políticos – com uma disputa ganha na mão -, sinceramente,  qual atenderia uma mensagem divina de não disputar? 

Essa ficou difícil de responder………..?

Aborto legal – por @historia_em_retalhos.

Manifestantes ligados a religiões protestaram do lado de fora da unidade de saúde.
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O ato, organizado por um grupo contrário ao aborto, teve início a partir de uma publicação da extremista de direita Sara Giromini, que divulgou o nome da criança e o hospital em que ela estava internada, contrariando frontalmente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Ao chegar na unidade, o médico responsável, dr. Olímpio Moraes Filho, foi recebido aos gritos de “assassino”, “aborteiro”, “demônio”, e frases como “por que o senhor não mata seus filhos?”.
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Em 17 de agosto de 2020, o procedimento foi realizado.
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É oportuno deixar claro: o aborto em caso de estupro está previsto no Código Penal Brasileiro desde 1940, ou seja, há 84 anos.
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Algumas observações:
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– Quase três anos depois de realizar este procedimento, o médico Olímpio de Moraes Filho venceu na Justiça uma ação por danos morais contra o padre Lodi da Cruz. O religioso foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização por publicar textos em que acusou o obstetra de “assassinato”.
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– A cada hora, quatro meninas brasileiras de até 13 anos são estupradas, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
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– Em 2018, foram mais de 66.000 estupros no Brasil, 53,8% de meninas com menos de 13 anos.
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– No Brasil, o aborto é previsto em lei (artigo 128 do Decreto-Lei n.º 2.848 de 07 de Dezembro de 1940) quando a gestação é resultado de estupro, quando a gravidez é de risco para a vida da gestante e quando o feto é anencéfalo (não possui cérebro).
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Lançamento da 2ª Antologia Internacional ‘Além-Mares”…

Sob a coordenação e liderança do amigo acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência -, Jones Pinheiro, na noite da sexta-feira (14), aconteceu o lançamento da 2º Antologia Poética Internacional “Além-Mares”.

O evento cultural ocorreu no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão, dentro Programa “Chá da Vida” e contou com a presença de artistas local e de outras cidades e também, através da internet, com depoimentos de envolvidos, com a referida ação, de outros países.

Unidos pelo sentimento poético, pela arte e pelo desejo de uma vida mais leve e construtiva, inciativas como esta merecem destaques. Viva o “Chá da Vida Brasil”.

Ninguém sabe, ninguém viu – por @historia_em_retalhos.

Cadê a moça que estava aqui?

Ninguém sabe, ninguém viu.

Acreditem se quiserem, mas a bela obra de arte talhada na parede do Edf. São Jorge, no Cais de Santa Rita, foi simplesmente apagada por uma tinta branca.

Fiquei perplexo ontem quando passei pela Av. Martins de Barros (cruzamento com a Av. Nossa Sra. do Carmo).

A obra é de autoria do artista plástico Vhils.

Se alguém souber a motivação, por favor, diga aqui.

Não custa lembrar: arte urbana também é patrimônio cultural.

Uma boa quarta-feira a todos.
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Eleições 2024: quem poderá nos salvar? Aglailson Victor, Socorrinho da Apami, André Carvalho, Joaquim Lira…….Quem, quem….? 

Acompanhado de amigos, recentemente, estive na vizinha cidade de Gravatá. Fomos, exatamente, “saborear” o efervescente e representativo Mercado Público, uma espécie de cartão postal da vida do povo nordestino.

Já perdi a conta de quantas vezes estive por lá, mas confesso que, invariavelmente, ao recolocar meus pés ali,  por um determinado tempo, meus pensamentos transportam-me de volta para o nosso Mercado Público, outrora,  um gigante – imponente e locomotiva econômica local -,  hoje, ignorado e sem serventia alguma……

Apenas para sintonizar o leitor no contexto histórico do seu surgimento,  foi no inicio do século XX (1913) que o mesmo foi inaugurado, pelo então prefeito Eurico do Nascimento Valois. Naquele local, antes, se levantou o primeiro prédio público da cidade, ou seja: a cadeia pública ( térreo) + sala de júri (1ª andar). O Mercado de Gravatá (1919) e  tantos outros, espalhados  pelo interior de Pernambuco,  foram surgindo ao longo das primeiras décadas do século passado e até hoje,  bem ou mal – alguns  reconfigurados -, continuam cumprindo sua função.

Fixando no exemplo do Mercado de Gravatá, em relação ao triste destino do nosso, imposto pelos senhores  prefeitos antonenses, é   como se comparássemos  a vida atual  dos que moram na Suécia com os que estão vivendo na Faixa de Gaza.

O “coração” do Mercado Público de Gravatá bate feliz, ritmado pelo bom destino lhe atribuído. O “coração” do Mercado Público da Vitória, tal qual em Gaza, apenas soluça e agoniza. Desidratado e humilhado o mesmo  segue em depressão profunda…

Em ano com eleições municipais (2024), quem poderá nos salvar desse conflito? Aglailson Victor, Socorrinho da Apami, André Carvalho, Joaquim Lira…….Quem, quem….? 

Vale lembrar que o atual gestor, Paulo Roberto, desde sempre, “plantou e irrigou” a esperança no coração dos eleitores de que se um dia chegasse a ser prefeito, com ele,  o referido equipamento público teria melhor destino….

Calma! Ainda faltam 6 meses para o fim da gestão do atual prefeito e o mesmo ainda poderá dizer que,  em relação ao Mercado da Farinha, com ele foi diferente dos demais………..

 

O santo casamenteiro – por @historia_em_retalhos.

Fato inédito no Brasil e no mundo: um santo vereador!

Pois é, acredite se quiser: o santo casamenteiro do dia de hoje é representante perpétuo do parlamento municipal de Igarassu/PE, na região metropolitana do Recife.

Parece brincadeira, mas não é.

O título é real: textos de resoluções da Câmara Municipal referem-se ao santo como “vereador perpétuo”.

Mas, gente, convenhamos: como pagar salário a um santo?

Todo mês uma freira vai à casa legislativa receber em mãos o salário de Santo Antônio, aplicando o dinheiro na manutenção de uma escola e de um orfanato.

E quanto ganha o santo-vereador?

A quantia é de um salário mínimo.

Alguns defendem que Santo Antônio deveria receber o mesmo salário dos demais vereadores!

Justo, né?

Reajuste pra Santo Antônio já!

Pérolas de Igarassu/PE.
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Figueiredo e a Bandeirantes – por @historia_em_retalhos.

O ano era 1984.

Em janeiro daquele ano, acontecera um evento muito importante da campanha pela redemocratização do país: o megacomício da Praça da Sé, em São Paulo.

Naquele momento, a campanha nacional das “Diretas Já” estava tomando os seus contornos e, no que diz respeito aos veículos de comunicação, ainda havia uma certa divisão: de um lado, os reticentes; de outro, os mais entusiastas.

A Rede Globo, por exemplo, pela primeira vez, difundira as imagens de um comício, porém nas manchetes do Jornal Nacional informou apenas que o acontecimento tinha sido um evento musical por ocasião do aniversário da cidade de São Paulo, não mencionando a natureza política do ato no telejornal de maior audiência do país.

Já a Bandeirantes, por decisão de João Saad, dono da emissora, foi muito mais além: transmitiu ao vivo, a partir das dezenove horas, as imagens do comício no jornal de sua maior audiência em âmbito nacional.

Pois bem.

De acordo com o relato de José Augusto Ribeiro, chefe de redação, “seu João”, como era chamado, reuniu a cúpula do jornalismo e disse:

“Olha, nós temos que pôr essas imagens no ar (…) sejam quais forem as consequências”.

E as consequências, infelizmente, não tardaram.

Na época, Saad tinha obtido todos os pareceres favoráveis para a Bandeirantes ter uma emissora em Brasília e estava aguardando apenas a assinatura do presidente João Figueiredo.

O general, no entanto, chamou Saad em seu gabinete e, fiel ao seu estilo, disse o seguinte:

“Olhe, João, isso aqui é o decreto da tua televisão em Brasília. Olhe o que eu vou fazer com ela”.

E simplesmente rasgou o documento na frente de João Saad.

Nas ditaduras, a primeira vítima sempre é a imprensa.

Pra jamais esquecer.

#ditaduranuncamais
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Mais uma “missão cultural” ao Mercado Público de Gravatá….

Aproveitando o início da festividade popular mais importante do Brasil, o São João do Nordeste, o grupo intitulado “Corriola da Matriz” promoveu uma “missão cultural’ à vizinha cidade de Gravatá, mais precisamente ao Mercado Público. Por lá, muita movimentação. Aquilo que podemos chamar de um espaço nordestino.

André Felippe Falbo Ferreira, o “Pampa” – por @historia_em_retalhos.

Campeão olímpico de vôlei, pernambucano Pampa morre de câncer aos 59 anos.

André Felippe Falbo Ferreira, o “Pampa”, foi medalhista de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, e, até hoje, detém o recorde mundial da cortada mais veloz já registrada, com 197km/h, na Liga Mundial de 1995.

Não sem razão, Pampa foi apelidado com o nome de uma raça de cavalo, logo no início da sua carreira, devido à força com que cortava as suas bolas.

Poucos lembram, mas Pampa também esteve na Olimpíada de Seul/1988, na qual a seleção brasileira ficou perto do pódio, com o quarto lugar.

Naquela ocasião, ele foi eleito o melhor atacante brasileiro da competição.

Pampa lutava contra um câncer no sistema linfático e a sua jornada chegou ao fim nesta sexta-feira, 7 de junho.

Penso que esse grande atleta merecia ser mais reconhecido em sua terra natal.

Descanse em paz, campeão.
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Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips – por @historia_em_retalhos.

Em 5 de junho de 2022, eram assassinados em Atalaia do Norte/AM (Vale do Javari) o indigenista pernambucano Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips.

Bruno era considerado um dos maiores especialistas em indígenas isolados do país, já Phillips estava produzindo um livro sobre a atuação de grupos criminosos na região.

Além de indigenista, pessoa que reconhecidamente apoia a causa indígena, Bruno era servidor licenciado da Funai.

Também dava suporte à União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, sendo alvo frequente de ameaças de pescadores e garimpeiros que atuam ilegalmente na região.

Coordenou um projeto para equipar indígenas visando à defesa de seus territórios, por meio de drones, computadores e treinamento.

Afirmava que os invasores sentiam-se mais à vontade em decorrência da permissividade do poder público.

E ele tinha razão.

Segundo o laudo da PF, as vítimas foram baleadas com munição de caça.

Dom faleceu por traumatismo na região abdominal, enquanto Bruno foi baleado na cabeça e no tronco.

O MPF denunciou os três suspeitos por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Mas ainda havia algo mais inacreditável: o momento que o país vivia no que diz respeito à política ambiental.

O governo federal da época minimizou o desaparecimento e, inacreditavelmente, culpou as vítimas, tachando-as de “imprudentes” e as suas profissões de uma “aventura”.

Paralelamente, sem nenhum tipo de compaixão com a dor das famílias, o crime também foi pauta de notícias falsas disseminadas por grupos extremistas.

Dentre as desinformações, destacou-se que ambos entraram no Vale do Javari sem autorização, informação que, pasmem, foi postada pela Funai em nota oficial.

Naquele ano, a Funai foi severamente criticada por dar as costas para a causa fundamental de sua criação, vale dizer, a proteção dos povos originários.

Todas as notícias falsas foram retiradas do ar por ordem judicial.

Bruno nasceu no Recife.

Era filho de paraibanos que vieram morar na capital pernambucana, estudando no antigo colégio Contato.

Aos pais de Bruno, à viúva Beatriz Matos e ao seu filho Pedro, eu dedico este retalho de hoje.
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Eleições 2024 – recomendação….

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por intermédio da Promotoria de Justiça Eleitoral da 18ª Zona Eleitoral de Vitória de Santo Antão, recomendou aos prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, vereadores e demais agentes públicos do Município, não realizarem qualquer tipo de promoção pessoal, mediante exposição de nomes, imagens ou voz de quaisquer pessoas, através de faixas, cartazes, fotografias, vídeos, gravações, redes sociais, sites (particulares ou oficiais) ou quaisquer meios de divulgação que venham a ferir o Princípio da Impessoalidade. A orientação vale, também, para os diretórios municipais dos partidos políticos de Vitória de Santo Antão.

As Recomendações 01/2024 e 02/2024, publicadas na edição do Diário Oficial Eletrônico do MPPE do dia 16 de maio de 2024, também orientam os agentes públicos a não realizarem discursos, falas de agradecimentos ou exposições pessoais do prefeito, vice-prefeito, vereadores, dirigentes de partidos políticos ou de pré-candidatos durante a realização dos eventos festivos municipais. Inclui-se, ainda, a proibição da confecção e distribuição de brindes, camisetas, bonés e abadás que contenham pedido explícito ou implícito de votos, números ou símbolos de pré-candidato ou partidos políticos.

A Promotora de Justiça Eleitoral da 18ª Zona Eleitoral, Kivia Roberta de Souza Ribeiro, ressalta que a propaganda eleitoral para o pleito de 2024 só será permitida após o dia 16 de agosto, conforme a Resolução TSE nº 23.738/2024. De acordo com o artigo 73, inciso IV, da Lei nº 9.504/97, é proibido “fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo poder público”. Os partidos políticos também deverão atentar para o conteúdo das normas dispostas nas Resoluções nº 23.671/2021/TSE e nº 23.610/2019/TSE, ambas com as alterações da Resolução nº 23.732/2024/TSE e arts. 36 a 47 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) que versam sobre propaganda eleitoral.

Ministério Público – Vitória de Santo Antão. 

Vida Passada… – Tenreiro Aranha – por Célio Meira

Nasceu o paraense João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, em 1790, na cidade de Belém. Aos 14 anos de idade, informa um biógrafo, era “ escrivão a bordo de uma escuna de guerra”, e porque morou no sítio “Memória”, nos arredores da cidade natal,  foi o “João da Memória”, na boca do povo. Espirito rebelde, inclinado às agitações partidárias, vestindo a farda de soldado, teve, Tenreiro Aranha, papel saliente, na marulhosa política do Pará. Obteve, nas revoluções paraenses, vitórias e derrotas.

Reconhecida, a 15 de agosto de 1823, no Pará, a Independência do Brasil, travou-se, pouco tempo depois, luta feroz,  e sangrenta, entre aqueles que apoiavam o jovem D. Pedro I e os que se batiam, impatrioticamente, pela restauração da velha tirania portuguesa. Batalhou, Tenreiro, ao lado dos nacionalistas do primeiro Império. O jornal “Opinião”, foi o reduto de suas convicções políticas. Perseguido, exilou-se nos Estados Unidos, e depois , no Rio de Janeiro, donde regressou ao torrão nativo, na época tormentosa da regência. Herdeiro de da veia poética do pai, o poeta Bento de Figueiredo, escreveu, na viagem triste para o exílio, conta um historiador,  o poema “Suspiro de três proscritos”.

Desencadearam-se, na terra paraense, de 1831 a 36, da abdicação de Pedro I à derrota fragorosa da Cabanagem, motins e rebeldias. Reinou, nesse quinquênio de sangue e de maldições, a anarquia política. Passaram, pela cadeira do poder, vários presidentes, que experimentaram triunfos e revezes, apoiados, ora, nas armas do exército, e ora nas armas do povo. E ao lado, às vezes, do governo, e às vezes, guiando as multidões, esteve, sempre, Tenreiro Aranha, ao lado da boa causa, defendendo as ideias da liberdade. Amigo dedicado do bravo Cônego Batista de Campos, chefe corajoso dos “filantrópicos”, o acompanhou, Tenreiro, nos combates vitoriosos e nas lutas desafortunadas.

Trazia, nos punhos da farda, os galões de capitão da cavalaria, em 1838, escreve um biografo, quando serviu, no Pará, ao presidente Andréa. Representou, em 48, o povo de sua terra, na Assembleia da Província, e em 1852, recebeu Tenreiro, a distinção de ser o 1º presidente, em 1852, da Província do Amazonas, instalada nesse ano.

Morreu o lutador paraense, no dia 19 de janeiro de 1861, aos 72 anos de idade. Na história gloriosa do Pará, ninguém esquecerá o nome de Tenreiro Aranha.  Figurará ao lado de Patroni, do cônego Campos, e de Eduardo Francisco Nogueira, o Angelim, o bravo cearense, que mereceu, da pena de Dilke de Barbosa Rodrigues, jovem e brilhante historiadora, palavras de afeto e elogio.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Os Querálvares “dobra” o time para 2024…

No espaço conhecido como “Ponto 40”, na noite do último sábado (01), aconteceu o evento que confirmou a união política/eleitoral dos grupos liderados pelo ex-deputado e ex-prefeito Aglailson Junior e pela ex-vice-prefeita e atual suplente de deputada federal, Socorrinho da APAMI.

Na composição, o atual deputado estadual Aglailson Victor foi anunciado como o  “cabeça de chapa” e Socorrinho na vice. Indiscutivelmente, duas forças já testadas nas urnas.

Independente de qualquer coisa a referida  movimentação deu significativa musculatura ao projeto do grupo vermelho em retornar ao comando do município. Antes,  no isolamento político, doravante de “braços” dados com um ativo importante do mundo político local.

Pois bem, nessa recomposição das forças políticas locais, visando o próximo pleito municipal, quem já saiu perdendo  – eleitoralmente –  foi o pré-candidato a prefeito André Carvalho, que já contava com Socorrinho no seu conjunto político. Mas poderá ser recompensado no “calor” da campanha, já que poderia reconfigurar o seu discurso, tornando-o mais atrativo aos que rejeitam, num só tempo, os políticos com algum tipo de degaste administrativo.

Nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp o que mais se comentou foi a tentativa do deputado Victor  em “esconder” a figura do pai (Aglailson Junior), certamente, temendo algum tipo de  desgaste. Essa tática, é bom lembrar, já foi usada na eleição anterior (2020),  aqui em Vitória, quando o então candidato Paulo Roberto mudou de partido, escondeu o “amarelo” e fez de conta que nem conhecia Elias Lira. Resumo da ópera: deu certo!

Para o atual prefeito, Paulo Roberto, como já falei anteriormente, quanto mais candidaturas no campo opositor, melhor para o seu projeto à reeleição, desde que não surja candidatura dentro do seu conjunto. Aliás, segundo comentários, a governadora ainda não “engoliu” sua travessia para o grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos.

Desse “mal-estar” com a governadora, por assim dizer,  o atual prefeito poderá ter que administrar algumas dificuldades no seu próprio grupo, isto é: e se Raquel “obrigar” o deputado Joaquim Lira ser candidato a prefeito? E se o atual vice-prefeito  for escalado pela governadora para dificultar a reeleição de Paulo? E se os dois (Joaquim/Edmo), por vingança da governadora,  formarem uma chapa competitiva?

Bom! Em campanha eleitoral tudo pode acontecer, sobretudo quando o ingrediente “vingança” aflorar nos atores envolvidos.

Estamos a pouco mais de um mês para o inicio das chamadas convenções partidárias, espaço em que o processo se afunila e se define concretamente. Ressaltemos, contudo,  que o recente movimento, entre Victor e Socorrinho, não deixa de ser algo importante, mas vala salientar, também,  que normalmente as “edificações eleitorais”  são construídas sob a areia movediça  da conveniência e,  aqui e acolá,  algumas delas poderão sofrer algum tipo de  alteração,  no sentido de novas acomodações. Esse é o quadro do inicio de junho, deste ano eleitoral……

O HUMOR DE BOM HUMOR – por Sosígenes Bittencour.

1) De analfabeta bem casada: – Casado é quem bem veve.
2) Em orla marítima ensolarada, há quem esteja com a vida por um fio dental.
3) O difícil em conquistar uma mulher bonita é que o coração atrapalha o raciocínio.
4) De solteirão inveterado: – Eu não me casei ainda por causa das outras.
5) O beijo entre os atores da TV Globo é real, falso é o emprego do pronome oblíquo.
6) Há quem cometa casamento por amor ao PIS.
7) Agiota até no amor, só dá um beijo por dois.
8) A questão do crescimento populacional é que a zona de prazer fica muito próxima da câmara de fecundação.

Sosígenes Bittencour

1ª Corrida e Caminhada das Fraldas – Show de Bola!

Com criatividade e muita disposição a amiga atleta,  Gislane Oliveira, conseguiu marcar sua gestação promovendo uma corrida de rua na nossa cidade. A 1ª Edição da Corrida e Caminhada das Fraldas materializou-se num evento curioso e agregador.

Com organização e animação o referido encontro esportivo, que também arrecadou fraldas para outras gestantes, no contexto, promoveu, no coreto do Pátio da Matriz,  o chamado “Chá Revelação”, aumentando ainda mais a dose de emoção nos presentes. Veja o vídeo:

A corrida de rua, ao longo do tempo, além de configurar-se  em modalidade esportiva, se transformou num espaço de convivência salutar e colaborativo. Diferentemente do que pensam muitas pessoas a disputa pelo pódio, nesse tipo de competição,  é algo muito restrito, se comparado ao número de participantes. Ou seja: manter-se ativo, regulamente, na referida atividade física é o grande desafio…..Parabéns a Gislane e toda equipe pela iniciativa e organização.