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9ª Festa da Saudade – Orquestra Super OARA – faltam 5 dias!!!

“Seu” Zé Mariano no centro da celebração…..

Programado há meses, sábado (08), aconteceu uma celebração que teve como finalidade reunir a “netarada” de “Seu” Zé Mariano de Barros – meu avô paterno. O encontro aconteceu no Restaurante Carnes & Galetos, aqui em Vitória.
Na ocasião, vários participantes usaram da palavra para realçar a importância e a alegria daquele momento. Alguns primos não se encontravam há décadas. Ao final do almoço, todos externaram o desejo de uma nova oportunidade de reencontro festivo.

9ª Festa da Saudade: acontece no próximo dia 15 de agosto.

Fechando a curva da última semana para o evento festivo intitulado “Festa da Saudade”, que em 2026 escreve sua nona edição, podemos dizer que existe um aroma no ar de muita expectativa. O evento acontecerá no Clube Abanadores “O Leão”, do sábado, 15 de agosto, a partir das 21h.
No palco, duas atrações musicais: Banda Pinga Fogo, tocando os clássicos musicais que marcaram gerações. Na qual de atração principal, a Orquestra Super Oara, que dispensa apresentação, executa um repertório que não deixa ninguém parado.
Serviço:
9ª Festa da Saudade
Clube Abanadores O Leão
Dia 15 de agosto – às 21h
Reservas de mesa e camarote: 9.9188.3054.

Vida Passada… – Sabino Barroso – por Célio Meira.

No velho município mineiro de Sorro, onde nasceram os Ottoni e o presidente João Pinheiro, Sabino Barroso Filho viu a luz do dia, a 27 de abril de 1859. Estudou o curso de humanidades, a principio, num colégio de Diamantina, e depois, no “Caraça”, famoso educandário dos lazaristas, fundado por um fidalgo europeu, que se amortalhou, em vida, num hábito de frade, com o nome de Frei Lourenço. Diplomou-se em Direito, Sabino Barroso, aos 26 anos de idade, pela Faculdade de Direito da terra bandeirante. E, cedo, ingressou na política partidária, elegendo-se deputado à Assembleia de sua província.
Proclamado o regime político de 89, não ensarilhou, Sabino, suas armas. Afiou-as para novos combates, nas arenas políticas, e conquistou, de novo, ao tempo da Constituinte, na Assembleia mineira, conta o ilustra o ilustrado biógrafo do “Galeria Nacional”, a cadeira de deputado. Deu-lhe, também, o nobre povo de sua gleba, a poltrona de senador estadual. E decorridos alguns anos, as urnas livres de Minas o enviaram, com justiça, à Câmara Federal.
Governava, Campos Sales, a República, quando Epitácio Pessoa deixou a pasta da Justiça. Entregou-a , o presidente paulista, ao político mineiro do Serro, e , nesse posto, teve Sabino Barroso, posição destacada. Substituiu, nessa época, Joaquim Murtinho, interinamente, na pasta da Fazenda, onde se conservou por nove anos, alcançando triunfos, pela cultura jurídica e pela austeridade do caráter.
Assumindo, Venceslau Braz, o governo do país, em 1914, mereceu, Sabino, novamente, a honra de dirigir a pasta da Fazenda. Doente, porem, não pôde permanecer, por muito tempo, no cargo que lhe confiara o astuto político das terras de Itajubá. Foi João Pandiá Calógeras, um dos homens mais sábios do Brasil quem o substituiu naquele ministério. Dois anos mais tarde, voltou, Sabino, a sentar-se na bancada de seu Estado, na Câmara dos Deputados, cabendo-lhe, repetidas vezes, a presidência desta casa do poder legislativo.
Jornalista, informa um historiador, fundou o “Serro”, na terra natal, em Belo Horizonte, o “Diário de Minas”, em cujas colunas teve aplausos daqueles que o acompanharam nos prélios eleitorais, e nas jornadas políticas. Professor de direito, honrou a cátedra, pelo saber e pela bondade.
Morreu Sabino Barroso, em 1919, aos 60 anos de idade. À geração dos grandes e notáveis políticos notáveis da 1ª República pertenceu esse ilustrado mineiro, que elevou, sempre, nos postos da carreira pública, o nome da terra onde nasceu.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira

Um extraordinário espaço dançante…….

Na última sexta-feira (31), em Recife, aproveitei para dá um pulinho no Clube das Pás. Vale lembrar que a referida instituição já possui mais de um século de fundação e segue ativa, promovendo encontros sociais festivos, dançantes, serestas e bingos concorridos. É um espaço plural, mas, convenhamos, direcionado às pessoas com mais primaveras.
Já conhecia. Tempos atrás, participei de muitas noitadas por lá. Na atualidade, está ainda melhor. Mais organizado e com um serviço extraordinário. Mas pelo menos uma coisa mudou. E mudou muito. Ao chegar lá, fiquei sabendo que naquela noite, homem não pagava e mulher teria que desembolsar vinte reais, se quisesse adentra no templo da dança de salão recifense. Fiquei surpreso…..

46ª Corrida das Tabocas: 22km num “bate-volta”………


Dentro da programação das comemorações alusivas a passagem dos 381 ano da épica Batalha das Tabocas, ocorrida em 03 de agosto de 1645, mais uma vez, participei da Corrida das Tabocas que esse ano chegou à sua edição de numero 46.
Com concentração e largada no Pátio da Estação Ferroviária, a partir das 5h, partimos às 6h com destino ao Monte das Tabocas (pouco mais de 11km). Particularmente, esse ano (2026), realizei o chamado “bate-volta”, ou seja: fiz mais 11km indo e 11km voltando (total 22km).
Diferente de outros anos, nessa edição o sol teve presença constante. Mas vida de corredor é isso: com chuva ou com sol, o objetivo tem de ser cumprido….

Eleições 2026: um novo jogo na ordem do dia….

Previsto no calendário eleitoral, as convenções partidárias seguem até o dia 05 de agosto. Aqui em Pernambuco, os dois principais grupos realizarão, respectivamente, seus movimentos nesse final de semana, em Recife.
Na largada da pré-campanha, alardeavam as pesquisas de opinião pública, o ex-prefeito do Recife, João Campos, abriu vantagem numérica expressiva.
Desgastada, tanto no campo político quanto no administrativo, face suas primeiras medidas na gestão, a governadora Raquel Lyra, nos últimos meses, “acelerou” o passo operacional e também tomou uma espécie de “chá de simpatia”, no sentido de melhorar a sua “cara dura”. E deu certo.
Concluíram essa etapa (pré-campanha) em pé de igualdade, segundo as mais recentes pesquisas divulgadas. Seguem, portanto, empatados numericamente (dentro da margem de erro) para o novo ciclo do embate político/eleitoral.
Doravante, a disputa é puramente política. É campanha na veia. No meu modesto entendimento, a eleição está aberta. Raquel tem a máquina na mão e suas realizações administrativas para explorar, aliás: bem avaliada, segundo as pesquisas. Mas, convenhamos, terá que amolecer a “cintura” para jogar bem e diferente, no campo político/eleitoral.
João e o PSB tem histórico administrativo positivo para mostrar e negativos para serem mostrados pelos adversários. Os negativos, se bem pontuados pela equipe adversária, poderá quebrar o seu discurso de “super-tudo”.
Mas convenhamos: essa galera do PSB tem estrada em campanhas políticas e sabem transformar água em vinho. Já no campo político/eleitoral, mesmo na oposição, João vem mostrando que tem força local e nacional. Não é pato morto, como se diz na gíria.
Assim sendo, a nova fase está apenas começando. Segue a temporada do malabarismo, da ilusão e da esperança, até porque, ao final, o que vai valer mesmo é o combo: “mentira nova para o povo + estrutura de campanha para arrumar votos + acordos políticos na bolsa futuro”. Valendo lembrar: para serem descontados no velho tabuleiro da tão sofrida e espoliada máquina pública….

Vida Passada… – Major Capote – por Célio Meira.

Aracatisense, nasceu João Antônio Capote, no ano de 1828. Inteligente, vivo e moço, encaminhou seus passos para Fortaleza, onde ingressou na vida do comércio, exercendo a profissão humilde de caixeiro. Não lhe agradou, porém, o trabalho do balcão. Homem nascido perto do mar, amando os horizontes iluminados, desejando luta ao sol, preparou carros de boi, conta o barão de Studart, e começou a carregar mercadorias da Alfandega para as casas comerciais. Foi, João Capote, a esse tempo, no princípio do 2º Império, o precursor tranquilo dos serviços de transporte, na famosa terra das jandáias. E nessa batalha demorada, a passo de boi, conquistou vitória. Tornou-se rico. E estabeleceu-se com uma loja de fazendas.
Esteve em Pernambuco, anos depois, e no ano de 1857, aos 29 anos de idade, informa aquele historiador, montou, João Capote, no Rio de Janeiro, na companhia de um conterrâneo, oficina de ourives. E abençoado por Deus, prosperou, na Metrópole. Decorridos alguns anos, transformou-se o ourives em proprietário. Comprou uma fazenda. Batizou-a com nome de Santa Fé. Hospedou, certa vez, contam cronistas, com esplendor, S.M o Imperador Pedro II.
Longe da terra natal, acompanhava, interessado, os negócios políticos e administrativos do Ceará. E quando em 1872, o visconde do Rio Branco, chefe do gabinete 7 de março de 1871, nomeou, conta Studart, o cidadão Bernadino Pinheiro para o cargo de tesoureiro da Tesouraria da Fazenda, na gleba cearense, major Capote lançou, veemente, seu protesto, ferindo de frente, o poderoso estadista da Baía. Processado, e preso, por esse motivo, mereceu o indulto do monarca.
Relevantes serviços prestou, esse famoso nordestino aos seus irmãos distantes, perseguidos e famintos, em 1877 e 78, pelo flagelo da seca. Coração aberto à misericórdia e à generosidade, abriu sua bolsa aos moços pobres, que não podiam estudar nas escolas superiores, conseguindo diploma-los. E entre aqueles que mereceram essa graça, esse amparo cristão do major Capote, esteve o ilustrado Domingos José Nogueira, parlamentar e ministro, e que morreu agraciado com o título de visconde de Jaguaribe.
Finou-se, na Côrte, o major João Antônio Capote, no dia 26 de abril de 1879, aos 51 anos de idade. Não foi deputado nem senador. Não mereceu, do Império, título nobiliárquico, mas, foi fidalgo e nobre pelo coração e pelo trabalho.
A memória do major Capote viverá , sempre, na alma da gente do Aracatí e da gente amorosa do vale do Jaguaribe.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira

Sobre “A Odisseia”, o filme de Christopher Nolan por Marcus Prado.

O texto do jornalista André Guerra, “Retorno dos homens, fúria dos deuses” (“Diario de Pernambuco”, 16 de Julho/26), sobre o filme “A Odisseia”, do famoso diretor Christopher Nolan — inspirado no épico do poeta grego Homero (928 a.C.−998 a.C.), será visto como um bom roteiro de leitura para quem deseja assistir ao filme, que promete ser um dos gigantes de bilheteria na atual temporada. Faz lembrar, o texto de André, um tempo e tradição de profissionais ligados à Sétima Arte que passaram pela redação do DP. Isto sem falar da contribuição, como analistas de clássicos da cinematografia mundial no Suplemento Literário do DP, dos filósofos pernambucanos Lourival Vilanova, José Souto Maior e Evaldo Coutinho, professores de Filosofia da UFPE — tendo Evaldo ampliado suas pesquisas na obra monumental “A Imagem Autônoma”. Tamanho domínio e erudição tinham sobre o tema que, se não fosse a escolha pela cátedra, teriam sido autores de obras fundamentais sobre a hermenêutica da linguagem, a essência fílmica. Para eles o filme não era apenas um produto de entretenimento ou um simples registro da realidade, mas um produto complexo que exige um processo de interpretação — uma “leitura” ativa — para desvelar as camadas de sentido que residem além da superfície da imagem.
A Odisseia, adaptada para o cinema diversas vezes, tema pleno de desafios, inspirador do filme de Nolan (Custou na nossa moeda R$ 1, 3 bilhão), é um dos pilares da literatura ocidental atribuído a Homero e centra-se no Odisseu (conhecido pelos romanos como Ulisses). A obra descreve sua jornada de dez anos para retornar a casa após o fim da Guerra de Troia. O Odisseu de Homero não é um herói definido apenas pela força física, mas, acima de tudo, pela sua astúcia, inteligência e resiliência. Ele é o “homem de muitos recursos”, capaz de criar estratégias brilhantes — como o famoso Cavalo de Troia — para superar obstáculos que pareciam impossíveis (belo e inspirador, por sinal, o Cavalo de Troia de Francisco Brennand). Não sei dizer se Nolan, para produzir o seu filme, teria lido, entre as suas fontes de consulta, o que disse um dos mais eruditos filósofos brasileiros, Damião Berge (1895-1978), teólogo, historiador da filosofia e frade franciscano, tão admirador de Joaquim Nabuco. Ele destaca em seu monumental livro “O Logos Heraclítico” (Editora Vozes, páginas 154-158). — já comentado por mim — o que Heráclito de Éfeso disse a respeito de Homero. Para se ter uma ideia, o julgamento de Heráclito, no dizer de Berge, foi um dos confrontos intelectuais mais famosos de seu tempo. Vejamos: para Heráclito, o poeta épico “falhava” em compreender a realidade profunda e o Logos, a razão universal que rege o cosmos, focando apenas na superfície das coisas. “Houve ali uma incapacidade de transcender o imediato em direção ao Logos”, “o que descreve uma verdadeira condição de miopia ontológica”; “(…) imerso no fluxo incessante das aparências, é incapaz de decifrar a gramática invisível que estrutura a existência”. “Ao focar apenas na superfície, o sujeito habita o ‘plano do ruído’. Nesse estágio, “a realidade é percebida como uma sucessão caótica de eventos, objetos e sensações sem coesão”. Heráclito, muito temido no seu tempo, o Gregório de Matos da Jõnia, teve um famoso defensor: Werner Jaeger (1888=1961), na sua também monumental “Paideia”.
Marcus Prado – jornalista.

9ª Festa da Saudade – tá chegando……

Aos que desejam participar, entrar em contato pelo 9.9188.3054.
Serviço:
9º Festa da Saudade
Dia 15 de agosto – 21h
Clube Abanadores O Leão
Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DaxdVrwussC/?igsh=bjYwbDZkbGN6MDc4
Vida Passada… – Miranda Henriques – por Célio Meira.

Nas terras da província da Paraíba do Norte, talvez em Maranguape, pensamos nós, nasceu, informa o erudito historiador Liberato Bitencourt, nos fins do século XVIII, Manuel Lobo de Miranda Henriques. Muito jovem, cheio de idealismo, filiado às correntes da democracia, ingresso nas fileiras dos revolucionários da República de 1817, e derrotado, perseguido e preso, nos cárceres da Baia, pelo horroroso “crime” de pugnar pela democracia da terra brasileira. Anistiado, em 1821, regressou à província natal.
Duas vezes, na qualidade de vice-presidente, governou a Paraíba, dirigindo, de maio de 1831 a novembro de 32, narra Craveiro Costa, ilustrado historiógrafo, os destinos do povo alagoano, em substituição ao visconde da Praia Grande, vulto destacado entre os políticos do partido conservador e inelinado à restauração da tirania monárquica, que caira, na madrugada histórica da abdicação, estrepitosamente.
Governando a terra de Tavares Bastos, adquiriu, Miranda Henriques, afirma Craveiro Costa, uma tipografia, no Recife, por menos de um conto de réis, e a instalou, em Maceió. Foi a tipografia “Patriota”. E com os tipos dessa velha oficina, dirigida por um tipógrafo francês, imprimiu-se, diz esse homem de letras, o 2º número do “Iris Alagoense”, que tivera a primeira edição impressa na Baia.
Foi, Miranda Henriques, por esse motivo, o fundador da imprensa, no torrão das Alagoas.
Prestou serviços, na cidade do Recife, esse ilustre paraibano, na contadoria de Marinha, e , mais tarde, na tesouraria da Fazenda. Representou o seu povo, na Câmara Geral. Coube-lhe, ainda, a honra de sentar-se na cadeira da presidência da província do Rio Grande do Norte.
Faleceu Miranda Henriques, na cidade do Recife, no dia 25 de abril de 1856, beirando, mais ou menos, a casa dos 70 anos de idade.
Político hábil, de sagacidade admirável, fundador da imprensa numa província do nordeste, funcionário público, parlamentar, homem de administração, pertence, Manuel Lobo de Miranda Henriques, pai do preclaro republicano Aristides Lobo, que nasceu na terra paraibana de Mamanguape, ao número daqueles que serviram, e enobreceram, o nome do torrão nativo.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira

Humberto Costa e Luciano Bivar: arranjo eleitoral impalatável……
Com a recente largada das chamadas convenções partidárias, visando à confirmação dos nomes que irão representar as respectivas siglas no pleito de 2026, até aqui, é possível observar que a política em Pernambuco está ficando cada vez mais esquizofrênica, no que se refere ao quesito obrigatório da fidelidade partidária.
Cada vez mais os partidos políticos veem apequenando-se, naquilo que é a sua primeira função de existir. Ou seja: expressar e representar um pensamento popular.
No Brasil inteiro, e mais especificamente em Pernambuco, os arranjos eleitorais realizados – até aqui – realçam bem o viés de conveniência que os políticos de plantão seguem negociando, à revelia da legislação. Aliás, ao que parece, ninguém vai poder denunciar o adversário por infidelidade partidária.
Começa logo pela governadora Raquel Lyra (PSD). O seu partido terá candidato a presidente da república Ronaldo Caiado, mas ela quer que o eleitor pernambucano pense que o título de eleitor dela lhe garante dois votos, ou seja: um para Lula e o outro para Flávio Bolsonaro. Isso já deu certo numa situação especifica, numa disputa de 2º turno. Mas agora é bem diferente.

Do outro lado, o PT pernambucano, formalmente, seguirá com João Campos (PSB). No entanto, um time de petistas, dentre eles o ex-prefeito do Recife e atual deputado estadual João Paulo, deverá afrontar a legislação para se abraçar com a governadora, candidata à reeleição.
Na nossa Vitória de Santo Antão, o deputado estadual Joaquim Lira, em 2026, também jogará no time dos infiéis, isto é: o seu partido, o PV, formalmente apoia Lula e João Campos, mas ele deverá levantar a bandeira de Raquel Lyra. Aliás, segundo informação da imprensa, em evento partidário, ocorrido na última segunda-feira, em Recife, para não se encontrar com João Campos, alguns deputados se retiraram antes. Dentre eles o Joaquim Lira. Sobre esse fato, disse João: “não senti falta”.
Para fechar esses despretensiosos apontamentos, sobre o atual momento da política pernambucana, recentemente, ao ser anunciado como 1º suplente de senador do candidato a reeleição, Humberto Costa, Luciano Bivar foi bastante criticado pela imprensa.
No meu modesto entendimento, as criticas deveriam seguir na direção do petista Humberto Costa. Esse, sim, é quem tem “culpa no cartório”.

Luciano Bivar não mudou. Sempre foi um político, do ponto de vista popular, inexpressivo. Com faro de oportunidade, surfou na onda do “MITO” e agora tenta se encaixar numa candidatura alheia. Isso apenas prova o quanto Humberto está apavorado, sonhando todo dia com fantasma do insucesso eleitoral. Ele sabe que com Marília Arraes não tem jogo, o “corpo-mole” será reciproco.
Mas o que deverá dizer o senador Humberto Costa, quando questionado pelos eleitores petistas de boa fé?
Sobre essa questão (1ª suplência) perguntei a um amigo militante, ativista das causas populares e petista de carteirinha. Inconformado, resumiu o arranjo em um apalavra: IMPALATÁVEL.…..segue o jogo…

9ª Festa da Saudade – tá chegando……

Aos que desejam participar, entrar em contato pelo 9.9188.3054.
Serviço:
9º Festa da Saudade
Dia 15 de agosto – 21h
Clube Abanadores O Leão
Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DaxdVrwussC/?igsh=bjYwbDZkbGN6MDc4
Hoje, vamos voltar ao ano de 1989 – por história em retalhos

Naquele ano, o país vivia uma fase de transição política e, na pauta dos costumes, a emancipação feminina ainda era um tabu para a maioria das famílias brasileiras.
A jovem universitária Maristela era uma mulher dinâmica, que fazia planos para o futuro.
O seu marido, José Ramos, com quem se casara na década de 1980, tinha uma postura diferente, conservadora, e essa desarmonia de perspectivas gerou um choque de realidades entre o casal.
Aos 25 anos, Maristela decide separar-se, retornando com os dois filhos, Nathália (4 anos) e Zaldo (2 anos), para a casa de seus pais, em Jaboatão dos Guararapes/PE.
A decisão de Maristela provocou uma reação ainda muito comum no patriarcado brasileiro: a não aceitação por parte do ex-marido.
No dia 4 de abril, Ramos foi até a casa dos ex-sogros e pediu para reunir-se a portas fechadas com Maristela e os filhos.
O irmão de Maristela, Ulisses, desconfiou do ato e decidiu acompanhar a reunião.
Era o prenúncio da tragédia que se avizinhava.
Dentro do quarto, Ramos brincava com o filho, quando, inesperadamente, sacou uma arma e atirou na cabeça de Maristela, matando-a.
Ulisses interveio e também foi alvejado.
Nathália e Zaldo foram baleados, à queima-roupa, no ombro direito e na cabeça, ficando ambos com sequelas.
Depois de mais de 21 anos de espera, o caso foi a júri popular no ano de 2010.
O réu foi condenado a 79 anos de prisão, ficou foragido por 2 anos e 5 meses e, graças a uma denúncia anônima, foi capturado em 2012.
Em entrevista ao Fantástico, a filha Nathália disse aquela que é a grande verdade na vida dos filhos de um feminicídio:
“A minha sentença e a do meu irmão foi dada”.
“A gente vai viver sem a mãe da gente”.
Mas Nathália e Zaldo seguiram firmes.
Transformaram a dilacerante dor em luta.
Hoje, 37 anos depois, Zaldo lançará o livro “Além das cicatrizes”, às 19h, na Academia Pernambucana de Letras.
O menino que viu a mãe ser assassinada e que foi baleado pelo próprio pai decidiu ressignificar a ferida aberta, transformando-a em luta e conscientização contra o feminicídio.
Meus parabéns, Zaldo.
Essa luta
@hitória em retalhos
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Um domingo de vitórias e consolidações….


Inscrito nesse evento há mais de três meses, ontem, domingo (19), aconteceu a corrida do circuito nacional “Centauro Desbrava”, etapa Recife.
O local de concentração, largada e chegada, foi o Pátio do Shopping Center Recife. Todo processo muito bem organizado. Desde a entrega dos kits, realizado no sábado (18), na loja Centauro.
Por assim dizer, sou um corredor envolvido na causa. Sempre que tenho oportunidade “receito” atividade física regular como forma de melhoramento de vida, em todos os sentidos. Há mais de uma década correndo, não sou daqueles que sempre estão “brigando” com o relógio. Mas não podemos deixar de sublinhar que essa é uma “boa briga”.

Pois bem, para essa corrida específica (Centauro Desbrava), incentivado pelo meu filho (Gabriel), que também participou, decidi aumentar o ritmo para baixar o meu pace nos 10km, distância para qual estava inscrito.
Meu melhor tempo nos 10km estava “estacionado”, lá em 2022. Após largar bem empolgado, vi que também poderia ultrapassar o meu melhor tempo nos 5km. Esse (5km), estacionado no ano de 2024. Acelerei e coloquei a máquina (corpo e mente) para funcionar. Não foi fácil….
Ao final da prova, boas informações: não só que quebrei meu RP (recorde pessoal) nos 10km como também nos 5Km. Do conjunto dos participantes (não sei o número), conclui na posição 356º. Já na categoria por idade (55 a 59),mesmo sem almejar qualquer espaço, consegui, ainda, beliscar a 5ª colocação.

Corrida é isso: quem corre já venceu a si mesmo. Já ficou bem na frente dos permaneceram deitados no sofá. Com o desejo de melhorar, treino orientado e constância nas atividades físicas, naturalmente, todos acabarão melhorando sua performance de maneira geral. Tudo isso sem pressa, sem pressão e sem precisar provar nada para ninguém……..Vamos correr ?

9ª Festa da Saudade – falta um mês – tá chegando……

Faltando um mês para acontecer o melhor encontro dançante da nossa cidade, que chega para a sua 9ª edição, A Festa da Saudade se configura num evento diferenciado, planejado e pensado, para as pessoas mais maduras, por assim dizer.
Embalado pelo o melhor do repertório nacional e internacional, o evento contará com duas atrações musicais: Banda Pinga Fogo e Orquestra Super OARA.

Aos que desejam participar, entrar em contato pelo 9.9188.3054.
Serviço:
9º Festa da Saudade
Dia 15 de agosto – 21h
Clube Abanadores O Leão
Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DaxdVrwussC/?igsh=bjYwbDZkbGN6MDc4

Copa da FIFA 2026: agora chegou a hora da verdade….
Mesmo sem apresentar um futebol brilhante, nessa copa de 2026, o selecionado argentino avançou para ser finalista. Disputa que ocorrerá no próximo domingo (19), contra o selecionado espanhol, que na última partida contra o time francês apresentou uma aplicação tática quase perfeita.
Pois bem, não acompanho futebol no dia dia. Mas em se tratando de copa do mundo, que é algo muito maior do que apenas futebol, na medida do possível, procuro atualizar-me, nas estatísticas e curiosidades.
Evidentemente que torci pela Seleção Brasileira. Torcemos e vibramos, também, por Cabo Verde, em virtude das nossas relações ancestrais, aqui, anteriormente, já devidamente explicada e relacionada.
Com relação aos oito finalistas da Copa da FIFA 2016, soprei para os “deuses do futebol” contemplar, com o título de 1º lugar, aqueles que nunca haviam levantado a taça de campeão do mundo. Não funcionou. A lógica prevaleceu.

Dos quatro semifinalistas, por assim dizer, usei uma razão lógica “protecionista”, isto é: uma final entre a Espanha e a Inglaterra, pois, cada qual, possui apenas um título de campeão do mundo. Minha torcida não funcionou: entrou água pela metade….
Nessa altura do campeonato é impossível não reconhecer que a Argentina possui um plantel de jogadores torcedores, ou seja: vestem a camisa como se estivessem na arquibancada. E isso, mesmo sem apresentar um futebol de excelência, dentro de campo, vem fazendo a diferença.
Apenas a título de comparação, na última década, no que se refere às disputas da Taça Libertadores, os times brasileiros, frente aos argentinos, foram absolutos.
No entanto, no que se refere às competições envolvendo as respectivas seleções (Brasil X Argentina), os nossos irmãos sul-americanos nos suplantaram com facilidade.
Apenas focando no futebol regional (América do Sul), fica-nos, pelo menos, uma dúvida: por qual motivo, nos últimos tempos, os times brasileiros seguem avançando na mesma proporção que a seleção canarinha continua despencando?

Vida Passada… – Benvindo Amaral – por Célio Meira.

Benvindo Gurgel do Amaral, cearense, nasceu no dia 24 de abril 1835, no Aracatí, linda e velha cidade à margem direita do rio Jaguaribe. Muito moço, na terra natal, seguiu a vida do comercio, que era a do pai, transportando-se, mais tarde, para a cidade do Recife, onde os cenários eram mais largos para as suas lutas mercancia. E anos e anos se passaram. Benvindo, porém, nas horas vagas, e nas horas tranquilas de meditação. Via claro, que não era o comercio o seu destino, e que podia encontrar, noutras zonas de trabalho, triunfos e a glória.
Reparou, então, que andava já na casa dos vinte e oito anos de idade, podendo perfeitamente, moço e forte, dividir o tempo entre o balcão e o estudo. Matriculou-se, concluindo o curso de humanidade, na Faculdade de Direito do Recife. Atendia a freguesia durante o dia, e à noite, debruçava-se nos livros, aprendendo as ciências jurídicas e sociais. E cinco anos de decorridos, em 1867, naquele ano agitado da Vida acadêmica do Recife, quando Castro Alves dirigia os companheiros , nas praças públicas, em sinal de protesto, conta Clovis Bevilaqua, do estudante cearense Torres Portugal, declamando aqueles dois versos famosos:
“A lei sustenta o popular direito
Nós sustentamos o direito, em pé “.
Conquistou, Benvindo, a carta de bacharel. E teve, nessa época, na sua turma, a companhia de Generino dos Santos, Antônio Estevão de Oliveira, Gonsalves Ferreira, João Barbalho Uchôa Cavalcanti, Luiz Ferreira Maciel Pinheiro e de José Higino Duarte Pereira, vultos que, com o correr dos anos, se tornaram preeminentes nas ciências, nas terras, nas letras, na administração e na política.
Diplomado, fechou, Benvindo, as portas de sua casa comercial, e regressou à província onde nasceu. Dedicou-se ao jornalismo e ao funcionalismo público. Ao lado de Júlio César, conta o barão de Studart, eminente historiador brasileiro, escreveu no “Jornal de Aracatí”, e mais tarde, ombreando-se com Augusto Gurgel e José Avelino, colaborou no “ Jornal de Fortaleza”, alcançando aplausos.
Exerceu o cargo de procurador fiscal da Tesouraria do Ceará. E, um dia, cearense da gema, andarilho, sentiu o desejo de correr terras, e partiu no rumo da Amazônia, prestando serviços relevantes na secretaria de uma presidência, na província do Pará.
Honrou, Benvindo Gurgel do Amaral, o nome de sua terra, e os homens de Aracatí, habitantes felizes da zona jaguaribana, venera, ainda, sua memória.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.



