Festa da Saudade: o melhor do repertório musical….

Espaço pensado e programado para os que apreciam um bom repertório musical, a Festa da Saudade, que esse ano (2026) chega para sua 9ª edição, acontecerá na noite do sábado, 15 de agosto, no Clube Abanadores O Leão.

No palco, na qualidade de principal atração musical, a internacional Orquestra Super OARA. Para os que desejam viver uma noite dançante inesquecível, a Festa da Saudade é o espaço ideal.

Para mais informações: 9.9188.0437. 

vídeo de uma das edições: 

 

9ª Festa da Saudade: 15 de agosto – Super Oara.

No seu 9º ano, a Festa da Saudade, em 2026, acontecerá no dia 15 de agosto. O evento dançante, que contará com a apresentação de duas atrações musicais – Banda Pinga Fogo e Orquestra Super Oara – será realizado no Clube Abanadores ‘O Leão”. 

Para quem deseja desfrutar do melhor espaço dançante e romântico, contando com o  repertório musical, nacional e internacional, a Festa da Saudade é o roteiro certo. 

Para mais informações: 9.9188.3054. 

Vida Passada… – Tavares Bastos – por Célio Meira.

Há cem anos, no dia 20 de abril 1839, nasceu Aureliano Cândido Tavares Bastos, na cidade das Alagoas, a velha e sobranceira rainha das águas da Manguaba. Faz um século que se anunciou, na capital da província alagoana, o nascimento de uma criança, que trazia, na peregrinação apressada pela terra, o destino de um gênio.

Iniciou-se, Aureliano, no estudo das primeiras letras, ouvindo as lições do pai, José Tavares Bastos, e na cidade pernambucana de Olinda, terminou o curso dos preparatórios. Não fizera, ainda, quinze anos de idade, quando autorizado pelo governo, se matriculou, em 1854, na Faculdade de Direito do Recife, partindo, um ano depois, para a de São Paulo, onde, em 58, com uma vida acadêmica fascinante de vitórias, obteve a carta de bacharel. Defendeu tese, em 59, e conquistou o grau de doutor, aos 20 anos de idade.

Ingressou no funcionalismo público, na Secretaria da Marinha. Em 1862, pleiteou, na província natal, uma cadeira de deputado. Apoiado pelo partido dos “lisos”, a que pertencera o pai, e prestigiado, nobremente, pelo jovem Sinimbú, chefe liberal dos “cabeludos”, conseguiu o trinfo desejado. E logo nas primeiras refregas parlamentares, revelou-se Tavares Bastos, lidador corajoso. Enfrentou, a esse tempo, Joaquim José Inácio, ministro da Marinha, e, combatendo sua administração, mereceu, por esse “crime”, severo castigo. Demitiu-o da Secretária, aquele titular.

Voltou à bancada alagoana, em 64,  e nesse mesmo ano acompanhou Saraiva, no Rio da Prata, no alto posto de secretário. Fascinava-o extremo norte, e correu ao Amazonas, estudando os grandes problemas que se relacionam, ainda hoje, com o homem e a terra. Em 66, até os primeiros dias de Agosto, contam biógrafos, apoiou, ardorosamente, o gabinete do marquês de Olinda. Não conheceu o repouso, nesses 14 anos de luminosos combates espirituais, esse home de pequena estatura, e gigantesco pelas ideias, cuja “obra, no julgamento de Costa Rêgo, é como a dos pintores que toma valor intrínseco depois de iluminada pela passagem dos anos”.

Jornalista vigoroso, escritor erudito, traçou, no “Correio Mercantil”, as famosíssimas “Cartas do Solitário”, publicando, “ O Vale do Amazonas” e “ A Província”, livros admiráveis pela riqueza dos conceitos, que o colocaram na galeria reduzida, àquele tempo, dos pensadores brasileiros. E de sua passagem pelo mundo, diz bem alto, eloquente, e comovido, o historiador Carlos Pontes, abençoado espirito de beneditino, numa biografia impressionante.

Finou-se Tavares Bastos, longe da Pátria, aos 36 anos de idade. Morreu em Nice. E quando seu cadáver chegou ao Brasil, informa Carlos Pontes, o jornalista Ferreira de Menezes traçou, no “Jornal do Comércio”, entre outras, estas palavras:

“Os pensadores desaparecem, mas não morrem; a tribuna fica, muita vezes, vazia, mas os grandes oradores que a ocuparam, deixam-na assombrada com os seus vultos”.

Tavares Bastos é, no mundo da ciência das letras, o maior alagoano daqueles que foram arrebatados pela morte.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.

E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.

Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺

📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto

Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.

Pitú, um jeito pernambucano de ser

Fundada em 1938, a Pitú construiu uma relação afetiva que ultrapassa gerações, criando entre os pernambucanos um sentimento de identificação e orgulho pela sua história

Por Tarsila Castro, da Folha de Pernambuco

Referência quando o assunto é cachaça, a Pitú segue escrevendo sua história entrelaçada com a cultura e a identidade de Pernambuco. Fundada em 1938, a Engarrafamento Pitú soma hoje 88 anos de trajetória, consolidando-se não apenas como uma das maiores indústrias de cachaça do Brasil, mas como uma marca que representa o jeito de ser pernambucano.

Primeiro lugar na categoria Marca Que Representa o Estado de Pernambuco na premiação Marcas Que Eu Gosto, a empresa construiu uma relação afetiva que ultrapassa gerações. Os produtos fazem parte de histórias familiares, celebrações e de grandes eventos populares do Estado, como o Carnaval e o São João. A marca também venceu no segmento Aguardente, na categoria Bebidas.

“Existe entre os pernambucanos um sentimento de identificação e orgulho por compartilhar a mesma origem da Pitú — uma marca que, para muitos, é literalmente a cara de Pernambuco”, destaca a gerente de Marketing da Pitú, Maria Eduarda Ferrer (foto). 

Segundo a gerente, a empresa mantém uma escuta ativa e um relacionamento próximo com o público, entendendo o comportamento do consumidor e participando das experiências do dia a dia. “A proximidade vem da presença constante nos momentos de celebração e convivência, além de uma comunicação que valoriza o contato direto com o público”, afirma.

Com fábrica instalada em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, a empresa está inserida nas principais manifestações culturais do Estado, apoiando e participando de eventos populares. “A marca respeita e valoriza essas tradições, incorporando elementos da cultura local em suas ações e reforçando sua identidade regional”, reforça.

Comunicação 
A comunicação é um dos pontos fundamentais para fortalecer o sentimento de pertencimento local. Por isso, a Pitú preserva o sotaque, a linguagem e os símbolos de Pernambuco.

“Mesmo presente em outros mercados, a marca faz questão de destacar suas origens, o que fortalece o sentimento de pertencimento e orgulho entre os pernambucanos”, diz Maria Eduarda.

A marca equilibra tradição e inovação, investindo em novos produtos, acompanhando tendências de consumo e modernizando processos, mas sem abrir mão do DNA e da qualidade. Segundo Maria Eduarda Ferrer, a empresa vem ampliando o portfólio e fortalecendo a distribuição nacional.

“O lançamento recente das batidas prontas e das versões saborizadas, inicialmente no Nordeste, já está sendo expandido para todo o Brasil. Além disso, a Pitú segue investindo em logística, inovação e estratégias de marketing para consolidar sua presença em novos mercados”, destaca.

Produção 
Com produção anual de cerca de 100 milhões de litros, mantém posição de destaque: líder no Nordeste, vice-líder nacional e está entre as 20 bebidas destiladas mais produzidas do mundo. No exterior, tem forte presença na Europa, especialmente na Alemanha, além de mercados como Estados Unidos, Argentina, México e Japão.

A empresa, que está na quarta geração familiar, mantém como pilares a qualidade do produto, o investimento em tecnologia e sustentabilidade, além de estratégias de marketing que reforçam a conexão emocional com o público.

Para a gerente de Marketing, a Pitú segue como um dos maiores símbolos de Pernambuco, combinando tradição, inovação e um forte vínculo com suas origens. “Uma marca que não apenas nasceu no Estado, mas que ajudou a contar e a fazer parte da história de quem vive nele”, explica.

A Pitú é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40%. Este ano, lançou uma linha de batidas prontas e cremosas nos sabores coco, maracujá e morango, com distribuição nacional.

Diogo de Braga continua sorrindo……..

Ligado no Mundial da FIFA 2026, além do Brasil, sigo acompanhando e torcendo para o selecionado do Cabo Verde. Para minha surpresa, ontem (21),  o mesmo conseguiu sair de campo com mais um empate. Dessa vez, frente ao bicampeão mundial,  Uruguai.

Se bem estudado, todos nós, antonenses da terra da Vitória de Santo Antão, temos um pouco de sangue dos cabo-verdenses. Lembremos que, em 1626, juntos com familiares, Diogo de Braga, oriundo do Cabo Verde, levantou acampamento por aqui  e fundou o nosso lugar.

Na praça que carrega seu nome – Praça Diogo de Braga -, como já falei anteriormente, na face do seu busto um leve sorriso de alegria traduz o efusivo momento, vivenciado na sua terra natal. Mas tem que olhar bem direitinho para observar……(rs)

A hora da verdade se aproxima……

Em ano de eleições gerais a agenda política nacional ganha contornos mais realistas. Como diz o pensador: “o teatro é para todos, mas a verdade é para poucos”.

No plano nacional, o “caso Master” segue revelando que a corrupção não é exceção, é a regra. Comunga com o executivo, legislativo e o judiciário. Dos que alardeiam ideias conservadoras aos que levantam  bandeiras esquerdistas, passando, sem nenhum pudor,  pelos que deveriam pautar o regramento constitucional.

Com efeito, os atores políticos, de olho no voto,  sofrem  para manter-se equilibrados na sempre desafiadora  gangorra do poder.

Em Pernambuco, a hora da verdade da governadora Raquel Lyra chegou. Eleita em 2022 por um capricho dos deuses, em 2026,  não terá vida fácil, diante de um opositor – João Campos –  consistente e competitivo. A “caneta” da governadora continua sendo o seu maior cabo eleitoral, mas, mesmo assim,  ainda não  conseguiu calibrar o seu discurso político. Em algumas equações, a mesma vem adotando o caminho do silêncio, algo que funciona, quando o julgamento popular (urnas) não está na ordem do dia. Mesmo depois de 4 anos no poder, ainda não conseguiu ganhar corpo eleitoral próprio. Mas é  bom que se diga: já esteve em situação pior….

Na nossa Vitória de Santo Antão, o quadro político segue em marcha crescente de ebulição. Cada qual acelerando o motor,  nos seus respectivos ativos: quem tem discurso, fala. Quem tem estrutura,  arregimenta.

Com seis candidaturas consistentes à ALEPE, com domicilio eleitoral antonense, podemos dizer que nas rodas políticas locais  há um sentimento de expectativa. Dizem, com a faca nos dentes,  os que estão na folha de pagamento da prefeitura: “Túlio vai “engolir” os votos de Joaquim”. Já as “viúvas de Elias Lira”, rebatem: “o povo não tolera traidores”.

Já no o campo dos “Querálvares”,  a expectativa é que a “Pantera Cor de Rosa” (Socorrinho), como fala os mais antigos, suplante, na soma dos votos locais,  o sobrinho-neto, Aglailson Vitor.

Bem votado na cidade, no pleito de 2022, André Carvalho, é sempre uma aposta de futuro. Já na outra ponta, o deputado Henrique Filho, que deve renovar o mandato com certa facilidade, na Vitória, onde já foi vereador e vice-prefeito, dizem os entendidos, será o menos homenageado com os sufrágios antonenses.

Para finalizar, ainda segundo os “cientistas populares” da Vitória de Santo Antão, o palanque da governadora, em Vitória,  ficará pequeno para tantos apoios. Já para o palanque da Frente Popular, apenas o prefeito  Paulo Roberto se apresentou.  Fica a pergunta: qual candidato ao governo será mais votos na terra abençoada por  Santo Antão: João ou Raquel?

Vida Passada… – Figueira de Melo – por Célio Meira.

Na terra de Sobral, banhada pelo rio Acaraú, onde o romancista Domingos Olímpio e o arcebispo D. Jerônimo Tomé viram a luz do sol , nasceu, a 19 de abril de 1809, Jerônimo Martiniano Figueira de Melo, cearence preclaro, e de acentuada projeção no mundo político brasileiro.

Bacharelou-se em direito, no ano de 1832, pertencendo à primeira turma do Curso Jurídico de Olinda, figurando ao lado de Euzébio de Queiroz, de Nunes Machado, do sobralense José Antônio Pereira de Macedo, um dos vultos de relevo da política pernambucana, no 2º império bragantino.

Promotor público, na Côrte, aceitou, mais tarde, informa o barão de Studart, um juizado de direito, em Fortaleza. E depois, o cargo de secretário do barão da Bôa Vista, presidente da província de Pernambuco. Mereceu a honra de governar, aos 34 anos de idade, a província do Piauí.

Quando se desencadeou, em Pernambuco, no ano 48, a rebelião praieira, Figueira de Melo estava na chefia de polícia. Não se pode julgar, ainda, com serenidade, a ação dessa autoridade. Os jornais da época estão cheios de injúrias e de ódios recíprocos, e não podem conduzir o espirito a um julgamento imparcial. Louvando essa revolução política, escreveu Urbano Sabino Pessoa de Melo, liberal exaltado, e romântico, a “Apreciação da Revolta Praieira”, em cujas páginas fervilhava, o que é natural, a paixão partidária. Condenando-a, em nome da lei, publicou Figueira de Melo a “Cônica da Revolução Praieira”, em que defende, com ardor, sua intervenção nessa luta armada, e inglória. Os historiadores devem ocupar-se dêsse episódio sangrento da política de Pernambuco, afim de que se faça justiça àqueles que recorreram às  armas, na defesa de uma ideologia.

Três anos depois, em 1851, ingressou, Figueira de Melo, no Tribunal de Relação de Pernambuco. Exerceu, mais tarde, na Côrte, o cargo de chefe de polícia. Deputado à Câmara Geral por Pernambuco e pelo Ceará, obteve, em 1870, a cadeira de Senador do Império, pela província natal. E no ano seguinte dirigiu os destinos da terra gaúcha. Sentou-se, em 1873, na cadeira de ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Atingiu o mais alto posto, na sua agitada e honesta carreira de magistrado.

Jornalista vigoroso, e orador eloquente, defendeu os bispos D. Vital e D. Antônio da Costa, informa Studart, na famosa Questão Religiosa. Morreu, aos 69 anos de idade. Vinculado à vida politica, administrativa e jurídica de Pernambuco, bem merece as homenagens dos homens de pensamento.

Nunes Machado e Figueira de Melo, juntos, no dia da formatura, em 1832, tiveram, 16 anos decorridos, destinos opostos, na jornada áspera da vida. Este sustentou a lei, e aquele dirigiu a revolta. A história os julgará.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

Direitos Básicos: se a “moda” pega…..

Demorou, mas chegou! O processo teve inicio no ano de 2015. Um morador da comunidade de “Dois Leões”, vinculada à vizinha cidade de Pombos,  através dos seus advogados,  legalmente constituídos, ingressou na Justiça para cobrar o saneamento básico da comunidade em que reside. Resumo da ópera: sentença  indenizatória ao reclamante  e prazo de dois anos para a prefeitura reparar e resolver a situação do esgoto à céu aberto, objeto da ação.

Essa exitosa ação judicial (0000742-97.2015.8.17.150), que vai além de um roteiro meramente processual,  porque abre um clarão no sentido dos direitos básicos, quase sempre negados às camadas menos esclarecidas e mais sofridas da sociedade, chegou ao meu conhecimento pelo operador do direito Manoel Carlos do Nascimento.

No transcurso do processo, como é de costume, o ente público, no caso a Prefeitura de Pombos, segundo o Manoel, tentou “jogar a responsabilidade” para a COMPESA. Mas ao final, venceu a tese dos advogados que, de maneira firme e obstinada, jogaram luz nos princípios constitucionais.

Ainda sobre esse mesmo tipo de demanda, falou-me o Manoel, correm outras ações, inclusive aqui em Vitória de Santo Antão. Convenhamos: isso é uma ótima notícia. Tomara que essa “moda” pegue e as prefeituras do Brasil inteiro sejam obrigadas a efetivar o básico. Aliás, é bom que se diga: básico esse que muitas vezes são instrumentos e ferramentas poderosas de políticos,  em suas respectivas campanhas eleitorais. Bingo para a advocacia cidadã!

 

Seleção do Cabo Verde: também é um orgulho antonense!!!

Corria o ano de 2025 quando, empolgado com a classificação,  inédita,  da seleção do Cabo Verde para a Copa da FIFA, decidi que iria torcer por  duas “bandeiras”, ou seja: a brasileira e a cabo-verdense.

Ontem (15), o time do Cabo Verde pregou um susto no espanhol e se apresentou ao mundo de maneira empolgante. Um dos cotados  para levanta a taça de campeão,  o time da Espanha,  ficou sem entender nada.

Daqui, da nossa “aldeia antonense”, levantemos um sonoro “VIVA” ao feito. Se bem observado, hoje, até o Diogo de Braga, lá da Praça que carrega o seu nome, emite um leve sorriso de satisfação…….Será…?

Reunião da AVLC: apresentações e posse de novos sócios…

Em sua sede, localizada no bairro do Livramento, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –,  realizou, na manhã do domingo (14), mais uma reunião ordinária.

Na pauta, apresentações de trabalhos recém-concluídos pelos acadêmicos: Hérika Araújo, Aldenisio Tavares, Jones Pinheiro  e Débora Lima. Na sequência, novos sócios tomaram posse. Ao final, um lanche foi servido aos presentes.

Você sabia que Pernambuco tem a sua própria Guadalajara? – por @historia_em_retalhos.

Ela existe e é um distrito do município de Paudalho/PE!

Na euforia nacional durante a Copa de 1970, trabalhadores rurais do corte da cana-de-açúcar da então Vila da Sardinha em Paudalho/PE reuniam-se para assistir e vibrar com os jogos da seleção canarinha.

Era simplesmente um esquadrão: Pelé, Tostão, Rivelino, Gerson, Jairzinho, Clodoaldo, Carlos Alberto etc.

Isso impactou tão fortemente a comunidade local, que os próprios moradores da vila, sob a liderança de “Zé Galego”, fizeram um movimento para que fosse dado ao distrito o mesmo nome da cidade mexicana onde o Brasil mandou cinco das suas seis partidas no torneio.

Guadalajara no México foi a “casa” e o “QG” da seleção brasileira durante a vitoriosa campanha da Copa do Mundo de 1970!

Agora, pra você que não sabia, fique sabendo: nós temos uma Guadalajara pra chamar de nossa!

História em Retalhos na Copa!
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.Agradeço ao amigo @salustiano_bira e ao ex-prefeito de Paudalho Pereira pela troca valiosa de informações.

https://www.instagram.com/p/DZhUsvXHNfZ/?igsh=MXA5MzhiaW9seHl3bQ%3D%3D

.@historia_em_retalhos

Compositor Aldeniso Tavares: agora ataca de copa do mundo!!!

Compositor versátil e antenado nas transformações sociais, o compositor antonense,  Aldenisio Tavares, há mais de uma década, em música, precificava: “ O Nordeste Mudou”. Religioso, católico, já mergulhou, também, através das composições, no mundo  da musicalidade gospel.

No “planeta antonense” já imprimiu suas digitais compondo para as mais variadas agremiações carnavalescas: já gravou o hino dos “Monges em Folia” sem perder a inspiração para representar, também com música, os anseios da turma dos “Depravados”.

Para os festejos juninos, já fez par com um sem número de parceiros e parceiras, interpretes locais e regionais, para imprimir um selo próprio, ou seja: enquadrou-os no movimento MPV – Música Popular Vitoriense. 

Membro efetivo do Instituto Histórico da Vitória e acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência -,  “sentado” na cadeira do imortal Nestor de Holanda, o compositor Aldenisio Tavares, em clima de copa do mundo e sintonizado com o momento histórico do hexa campeonato da nossa seleção acaba de nos presentear com  mais um trabalho sonoro – a música da copa. Aliás, vale lembrar:  o mesmo  já ultrapassa  duzentas composições  gravadas.

Veja aqui a mais recente: 

https://www.youtube.com/shorts/c84Gmg2ih2M

Aldeniso Tavares é antonense da gema, hoje, aposentado do serviço público, continua ativo e enriquecendo o seu patrimônio musical,  que começou, com paixão e devoção às boas causas, nos tempos das ilusões juvenis.   Adenisio Tavares: um compositor  da Terra das Tabocas para todos os gostos e gêneros musicais…….

Hexa Brasil: esperanças renovadas!!!

Após muita expectativa, hoje, quinta-feira (11), começa mais uma copa do mundo. Única equipe a participar de todas as edições, o selecionado brasileiro é sempre festejado como candidato ao título. Aliás, não e para menos: na história das copas, é o único País que já levantou o cobiçado troféu 5 vezes.

Das bandas de lá, através das mais variadas plataformas, chegam notícias de toda ordem. Doravante, nas próximas semanas, o assunto – copa do mundo – ganhará escala.

Ao que parece, o chamado “fora de campo”, protagonizado por um dos três países sede, o  EUA, também ganhará os holofotes da notícia. Até o presente momento, atitudes catalogadas como extravagantes vem criando um ambiente pouco acolhedor e até, em alguns casos, hostil, aos olhos do mundo.

Mas independente das “trapalhadas” da maior potência mundial, copa do mundo, para os brasileiros, será sempre um espaço de convergência nacional. Nem sempre muito saudável, mas indiscutivelmente alegre. Partiu, HEXA DO BRASIL!!!

Vida Passada… – Padre Brito Guerra – por Célio Meira.

Na antiga vila de Campo Grande, que se transformou, com o tempo, no município de Augusto Severo, no oeste do Rio Grande do Norte, nasceu a 18 de abril de 1777, Francisco de Brito Guerra. Estudou a língua latina, na vila pernambucana de Goiana, ingressando, mais tarde, conta um biógrafo, no Seminário de Olinda, onde alcançou, aos 24 anos de idade, a batina de padre, abençoada por D. Azeredo Coutinho, o fluminense de Campos dos Goitacazes. E cantou, feliz, a primeira missa, na capelinha da vila natal, que o recebeu festiva, entregando-lhe, em seguida, os serviços do culto.

Deixou, em 1802, a capelinha de Campo Grande, e marchou, no rumo do sul de sua província, para dizer missa, batizar, casar, salvar ovelhas do pecado, e ensinar latim, na paróquia de Caicó. Nessa terra, perseguida pelas secas, serviu aos homens e a Deus, levando, em todas as direções, na Ribeira do Seridó, a palavra luminosa e consoladora, dos santos evangelhos.

Em 1832, ao tempo Regência Trina Permanente, fundou a imprensa norte-riograndense. Foi o “Natalense” do ilustrado padre Guerra o primeiro jornal naquela extensa e formosa zona do nordeste.

Deputado à primeira Assembleia de sua província natal, coube a esse eminente sacerdote a honra de presidi-la, em fevereiro de 1825, conquistando em 34, a cadeira de deputado geral, e dois anos decorridos, a poltrona de Senador do Império.

Parlamentar, professor de latim, durante trinta anos, caridoso e honesto, padre Brito Guerra, escreve o brilhante e erudito historiador patrício Câmara Cascudo, “era homem raciocinador, pausado e seguro, incapaz de um pulo em falso e de uma palavra injustificada”. Político de largo prestígio, e amado por seus paroquianos, trouxe, certa vez, da Corte, alguns charutos, e os ofereceu àqueles que pertenciam à roda pequenina dos amigos íntimos. Ouçamos, nessa passagem, a palavra de cascudo:

“Quando voltou da Câmara, trouxe charutos, que eram desconhecidos na terra. E houve quem os comesse, na certeza de que era sobremesa da Corte…..”

Morreu esse ministro de Cristo, em 1845, “quando tomava parte nos trabalhos da Alta Câmara”, aos 68 anos de idade.

A figura nobre do padre Brito Guerra, não pertence, somente, ao torrão norte-grandense. Pertence a todo Brasil, pelos serviços prestados à Igreja, ao jornalismo e à Pátria.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.

E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.

Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺

📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto

Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.

Corrida da Pipoca, Rumo ao Hexa aconteceu no domingo!!!

Conciliando dois temas que estão “na ordem do dia”, o grupo antonense de corrida de rua Pipoca Running, liderado pela atleta e empreendedora Magally Cavalcante, promoveu,  no domingo (07),   a “Corrida da Pipoca” – Rumo ao Hexa.

Além dos 6km  de percurso e das disputas pelos espaços no pódio, o encontro esportivo contou, também,  com premiação para atletas fantasiados. Ao final do percurso, a turma saboreou frutas, bolos e outras guloseimas juninas, tudo em clima de forró.

A concentração, largada e chegada ocorreram no Pátio da Antiga Estação Ferroviária.

Vida Passada… – Francisco Bernardino – por Célio Meira.

O rio Piranga, afluente do rio Doce, ao sul de Minas Gerais, deu seu nome a uma cidade. E nessa terra mineira, nasceu, em 1853, Francisco Bernardino Rodrigues Silva, que teria de ser, no cenário político brasileiro, por dilatados anos, figura singular e destacada. Diplomou-se, em Direito, pela Faculdade do rincão bandeirante.

Não se iniciou,  na vida pública, na terra natal, e abriu banca de advogado, na mesma zona do sul de sua província, na cidade de Juiz de Fora, onde alcançou largo prestígio na alma do povo, pela rija témpera do caráter, pelo saber, e pelas virtudes do coração.

Ingressou, na política, sob a bandeira do partido conservador, e os correligionários o elegeram deputado à Assembleia da Província. Não figurou, no parlamento, entre figuras inexpressivas: ao contrário, orador eloquente, imaginoso, de linguagem burilada, conta o erudito historiador do “Galeria Nacional”, obteve, sempre, a admiração de seus pares, e o aplauso popular, e quente, das galerias. Exerceu, ao tempo da monarquia, a presidência da província do Piauí, e nesse alto posto, informa um biógrafo, notáveis serviços prestou à causa pública.

Quando se proclamou a República, Francisco Bernardino não permaneceu sob os escombros do regime decaido. Aceitou, sem pruridos guerreiros de cristão novo, a revolução vitoriosa. E, como outrora, serviu, nobremente, à terra adotiva de Juiz de Fora, aceitando, a presidência da  Câmara Municipal. Foi vice-presidente de Minas, ao lado de Afonso Pena.

Pleiteou, mais tarde, o cargo de presidente do seu Estado, e não conseguiu eleger-se. Memorável foi essa refrega eleitoral. Bias Fortes foi o eleito. Derrotado, Francisco Bernardino, não ensarilhou as armas nobres de sua campanha, e continuou na estacada, amando a terra e o povo. Fez-lhe justiça, esse mesmo povo, enviando-o à Câmara Federal.

Jornalista, dirigiu o “Farol”, velha e brilhante tribuna da imprensa de Juiz de Fora, e nessa esfera de suas atividades intelectuais, foi sempre o mesmo homem, idealista, patriota, e de atitudes definidos no mundo cheio de perigos, da política partidária. Morreu, aos 67 anos de idade, a 17 de abril de 1920, na terra amada, que o acolheu  e o elevou, no conceito público. Piranga e Juiz de Fora, duas irmãs do sul mineiro, perderam, nesse dia, com o desaparecimento de Francisco Bernardino, uma das figuras famosas de sua vida e de sua história.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

“O Brasil será hexa de todo jeito”….

Faltando poucos dias para o início da maior competição futebolística do planeta – Copa da FIFA -, já é possível sentir um clima diferente no ar, sobretudo para os amantes do futebol.

De fato, se desprezarmos todos os interesses que giram na concepção do evento, a ideia de que a copa  do mundo “junta” os povos, as culturas e celebra o esporte, convenhamos, é algo animador, no sentido do crescimento civilizatório.

Antes da realização da 2ª copa no Brasil, ocorrida em 2014,  nutria um desejo de, um dia,  participar desse evento. Mas, após participação efetiva, de várias partidas,  em  solo pátrio, dei-me por satisfeito. Ou seja: contemplei minha curiosidade. Achei bastante interessante. Foi uma experiência gratificante.

Se estiver vivo, quando ocorrer a 3ª copa no Brasil, voltarei a participar. Mas não desejo mais, como antes, deslocar-me para outro país ou mesmo continente para vivenciar esse espetáculo. Talvez por não mais me considerar uma pessoa “ligada em futebol”.

Hoje, cotidianamente, sou uma espécie de “torcedor meia boca”. Aquele que apenas acompanha os resultados, sem quase nenhum envolvimento.

Mas independente de qualquer coisa, para o brasileiro de maneira geral, o futebol  será sempre  uma  “religião”  a ser incorporada. É cultural….

Curiosamente, ontem (1º), escutei uma expressão que chamou-me a atenção: “o Brasil será hexa de todo jeito”. Em seguida, veio a explicação: “serão seis títulos conquistados ou seis copas consecutivas sem vencer!!!”