Terceiro Encontro do Vinil – um brinde ao bom gosto!!

O 3º Encontro do Vinil, ocorrido na tarde do domingo (17), na Loja “Grão de Ouro”, é o tipo de movimento que deveria ocorrer com mais frequência. A nossa cidade, paradoxalmente,  tão rica e tão pobre, aparentemente, encontra dificuldade para reunir pessoas diferentes, mas unidas por gosto mais refinados.

Além da “Expo Beatles”, com peças do particular acervo do roqueiro Raphael Oliveira, vendas,  troca e sorteio de produtos a decoração do ambiente – Loja Grão de Ouro –,  que nos remete aos mais diferentes cenários do tempo pretérito, cria uma atmosfera favorável ao bom lazer.

No palco improvisado, a Banda antonense “Sexto Ato” envolveu e convidou os participantes numa viagem musical das mais saudáveis. Um brinde ao bom gosto!!!!

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SEM MUITA SORTE – por Marcus Prado

Não tenho sorte com os apelos femininos de pontualidade. Acabo de perder uma importante amizade virtual,  uma bela e inteligente mulher, residente na Italia, porque não tive como cumprir o prazo de 10 (dez!!!) minutos, dados por ela, para responder se eu aceitaria ou não rezar na igreja dela, os mesmos salmos, a mesma liturgia eucarística, as mesmas ladainhas, o mesmo badalo dos sinos. Eu  estava na aula matinal  de esgrima, concentrado, quando recebi essa sentença. Eu  não podia desviar a minha atenção para o pedido dessa mulher.

 Mais uma vez,  comprovei que minha sorte é limitada para os prazos femininos. Certo dia, por causa de uns breves minutos, perdi um encontro marcado, na Califórnia, com a neta por afinidade da mulher que muito amei: a pintora Geórgia O`Keeff.  (Quando a conheci, por retrato, ela tinha 80 anos). Tornei-me fascinado por sua arte. Francisco Brennand tornou-se igual a mim, nesse fascínio pessoal  por Geórgia.

 Por causa da minha impontualidade (não voluntária), perdi um encontro com outra mulher que sempre amei ( eu e talvez você, caro leitor): a fadista portuguesa Amália Rodrigues, na casa onde ela morava, na Rua lisboeta de São Bento. Já doente, sofrendo de incurável insônia, ela só podia dispor de breves minutos  para receber durante o dia.

Marcus Prado - jornalista

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CONVITE: aniversário do Instituto Histórico – próximo dia 23 – 19:30h

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Momento Cultural – BICHO TRELOSO – por Rosângela Martins.

O tesão, Ave Maria, não marca hora pra chegar! Não escolhe dia, nem lugar e dana a incomodar. Trazido pelo vento, por um pensamento ou não. Talvez animado e revivido por certa situação… Esse bicho não espera: ou ele murcha ou explode. Ficar parado? Não tolera. Cutuca, puxa, sacode…

Ele vai e vem, entra e sai, sem avisar. Não vê hora e nem a quem vai provocar. Oh, bicho treloso, atrevido, inconveniente! Que só sossega quando fisga a gente. Quando instiga, espeta, futuca, judia… Santo Deus, assim é muita covardia! Sem querer nem saber se o outro pode. E fica cochichando no juízo: fode, fode!

Vixe, que nem reza nem santo consegue acalmar! E só mesmo esse encanto a gente vem quebrar, Quando encontra outro na frente do mesmo mal atacado. E haja carinho pra acabar com tanto desejo acumulado!

Rosângela Martins – escritora. 
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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

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O Tempo Voa: embalo e farra..

Encontro de amigos nos bares da vida - "Adega do Gilvan" - final da década de 1970 - entre outros:  Quinho, Gilvan, Zé Maria, Célio e Geraldo. 

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Minha #NaçãoPituzeiraWesley Safadão já mandou o recado, viu? Manda aí pra teu parceiro que vai pegar essa responsa hoje.....

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No tempo de eu menino – Doce Japonês – por Sosígenes Bittencourt.

Uma vez minha mãe disse a minha irmã que comida de rua era porcaria. Quando o doce japonês passou na porta de casa, minha irmã pediu a minha mãe: – Mamãe, compra porcaria pra mim.

Comi muito as cocadas de dona Isabel, algodão de açúcar, pirulito, cavaco, chupei picolé de mangaba. Eu comia essas guloseimas populares, escondido, porque mamãe não queria que eu degustasse comida de rua. Foi quando aprendi que tudo que dá medo e é proibido excita o desejo.

Hoje, porcaria que eu conheço é comida industrializada e preservada na base do conservante. Tá ligado?

Sosígenes Bittencourt

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Arquivo do Brega.

Lulinha no seu “ARQUIVO DO BREGA 1″  – música de autoria de Odair José,  A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO. A noite mais linda do mundo – Arquivo do Brega Aldenisio Tavares
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Cícero Santos e o seu Livro “A VITÓRIA DO ROCK” – as três gerações – 1983/2017

Através de uma publicação pela internet (facebook), messes atrás,  tomei conhecimento da data ( 30 de novembro) do lançamento do livro “ A Vitória do Rock” – as gerações – 1983/2017 – por Cícero Santos. Sem conhecer o autor pessoalmente, até então, de imediato fiz contato para manifestar minha vontade em comprar o opúsculo. Curiosidades pontuais: interesse na história local de um tema (rock) pouco – ou quase nada –  explorado na historiografia antonense.

Assim sendo, dias atrás, o próprio autor – Cícero Santos – esteve na redação do blog para concluirmos a operação. Não me canso de repetir: lançar livro numa cidade em que não tem sequer uma livraria,  configura-se em tarefa hercúlea. Na ocasião, disse-lhe que  iria ler e, oportunamente, registraria  nas páginas do nosso jornal eletrônico uma pequena resenha.

Como todo roqueiro que se preza o escritor,  Cícero Santos, através das páginas do seu livro – A Vitória de Rock – transpira sentimento pela causa. Mesmo de maneira simples e objetiva, Cícero dialoga na linguagem universal do rock roll fazendo, em certos momentos, comparações curiosas entre os difíceis momentos vividos pelos grupos locais com cenas dos primeiros passos das bandas que viraram verdadeiras lendas mundiais, o que demonstra amplo conhecimento da matéria.

No que se refere à cronologia dos fatos e grupos antonenses que abraçaram a causa do rock  – surgimento, encerramento, participação de eventos e etc -  ele situa o leitor no tempo,  dividindo a narrativa em “três gerações” e, ao mesmo tempo, assumindo o papel de comentarista dos fatos que, de certa forma,  influenciaram tais movimentos.

Sintonizado com as mudanças tecnológicas planetárias o rock, na terra de Santo Antão, ao longo dessas quatro décadas de atuação, na visão do Cícero, é frontalmente impactado com as mudanças no acesso às informações, antes restritas. No que se refere à pesquisa propriamente dita dificilmente o autor teria êxito se não fosse um deles (roqueiro e artista da cena).

Portanto, para todos aqueles que se interessam pelo gênero musical sem fronteira (rock roll) recomendo o livro do amigo Cícero Santos, até porque, em muitos momentos do livro o leitor haverá de “se encontrar” em alguns momentos por ele cravado como importantes no surgimento  do Rock Roll na  Vitória de Santo Antão. Parabéns, mais uma vez,  ao Cícero Santos!!!!

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Rivaldo e Cornelio: no mesmo dia – iguais e diferentes!!!

Amigos “das antigas”,  Rivaldo e Cornelio, comemoram data natalícia no mesmo dia, isto é: 10 de novembro. Até o último domingo, eu não sabia. Nos dois encontramos pelo uma coisa igual e uma tremenda diferença: convergem na paixão pelo carnaval, mas quando o assunto é futebol pernambucano se colocam  diametralmente opostos. Um é torcedor do Tricolor do Arruda e o outro do Leão da Ilha!!

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3º Encontro do Vinil – 17 de novembro – 15h – Loja Grão de Ouro.

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Momento Cultural: Martha de Holanda.

Espasmo… Vertigem do sétimo sentido do sol, nos braços da terra… Espasmo… O silêncio desvirginizando o tempo no leito das horas… Espasmo… A orgia da vida, na bacanal da morte…

Meu amor! Espasmo… O meu beijo na tua boca… Meu amor! Espasmo… O teu beijo na minha boca…

Espasmo… A noite estava, com as estrelas, arrumando o céu, para receber o dia. O luar veraneava, longe, levando a sua bagagem de luz E as ventanias passavam, correndo, para assistir ao parto prematuro da primeira aurora. E eu me desfiz dentro de mim…

Espasmo… A natureza parecia enxugar o seu vestido cor de ouro debruado de azul, hemoptise do poente. As nuvens voltavam, cansadas do trabalho das trajectórias, a tomavam a rua das trevas. Os pássaros acabavam de dar o seu último concerto do dia na ribalta dos espaços, e recolhiam-se felizes nos bastidores das folhas. E eu me procurei em ti… Espasmo… As raízes entregavam-se à terra, para a eterna renovação dela mesma. Os elementos tocavam-se na confusão das origens, O éter, na elasticidade, dobrava-se volatizando-se por todo o universo. E, eu, te senti em mim.

Martha de Holanda
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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

Vestibular FAMAM 2020 Agendado Diariamente - Curso Recursos Humanos - Melhor Preço, Estrutura e Corpo Docente - Entre em contato conosco agora mesmo e agende sua prova - (81)3523-1559 - (81)9.8811-1559 (Também whatsApp) FAMAM - Sua Nova Faculdade em Vitória de Santo Antão.

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O Tempo Voa: Praça Duque de Caxias.

Praça Duque de Caxias - inauguração do monumento comemorativo pelo primeiro centenário de elevação à categoria de cidade - 1843/1943. 
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Meu povo, ainda é quarta mas Laercio Junior já tá pronto pra sextar. E vocês, já combinaram a resenha? Marca aqui teu amigo que vai levar a pituzinha. 

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Charles Darwin e sua Teoria – Sosígenes Bittencourt.

Na realidade, Charles Darwin não dizia que o homem veio de um macaco, mas dizia que o homem e o macaco vieram de um mesmo animal. Quer dizer, com o tempo o homem foi ficando homem, e o macaco foi ficando macaco.

Que tal imaginar Charles Darwin, se houvesse uma complicação na sua teoria?

Segundo Ariano Suassuna, se o macaco viver milhões de anos, jamais terá capacidade de fazer um pegador de roupas. Ariano já anda com um pegador de roupas na pasta, admiradíssimo com a geringonça inventada pelo homem.

Não dá para entender perfeitamente certas macaquices intelectuais.

Sosígenes Bittencourt

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Martins – O Apaixonado do Brega.

Hoje disponibilizamos a música “Minhas Qualidades”, de autoria de Martins. A música é integra o álbum “Martins – O Apaixonado do Brega”. Martins - Minhas Qualidades Aldenisio Tavares
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Fotografia: um momento congelado para a eternidade!!!

Próxima de completar duzentos anos – 1826 – a fotografia ainda continua impressionando!  Se antes permaneceu restrita - apenas disponível aos poucos grupos abastados financeiramente -,   hoje, graças às câmeras digitais,  o seu livre trânsito no “mundo virtual” tornou-se  tão popular quanto beber água em um copo de barro.

Como tudo que é impressionante, a fotografia continua suscitando debates. Alguns críticos não as consideram arte, outros, sim! Mas o mais interessante do registro fotográfico, na minha ótica, são as inferências que cada agente (contemplador) poderá fazer -  dependendo do seu nível de conhecimento da imagem refletida.  Para cada flash, um novo universo de possibilidades...

Assim sendo, fica por conta do livre arbítrio, aliado à capacidade inventiva de cada internauta, imaginar o que se passava na cabeça de cada um desses jovens que foram “congelados”, juntos, nesse rápido e casual instante, do último domingo (10), no Pátio da Matriz.

Detalhes: todos são estudantes do 2º ano do ensino médio, do Colégio Diogo de Braga. Outra dica:  haviam acabado de concluir a segunda prova do Enem,  que fizeram para acumular experiências......Da esquerda para direita, eis os nomes dos "congelados": Mighuel Montenegro, Leonardo José, Alyne Larissa, Luísa Sandrelly, Marcos Emanuel, Wagner Emanoel, Manuella Siqueira, Carolina Alves, Gabriel de Melo, Caio Tavares e Thiago José.

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“Corriola da Matriz” prestigiou o “Primeiro Festival de Forró de Pé Serra do Recife”!!

No sentido de prestigiar o “Primeiro Festival de Forró Pé de Serra do Recife”, realizado no Mercado Público da Encruzilhada, no último sábado (09), partiu da Vitória de Santo Antão uma “Missão Cultural” formada por integrantes do grupo intitulado “Corriola da Matriz”.

Por lá, como não poderia deixar de ser, encontramos pessoas de todas as tendências. Grupos musicais do gênero mais representativo do nosso Nordeste,  de várias cidades e até de outros estados, se revezaram no palco. Boa comida, bebida gelada, encontros e reencontros marcaram mais uma “Missão Cultural”.

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A VITÓRIA DO ROCK – livro – lançamento – 30 de novembro – Bariloche Bar.

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Momento Cultural: Meu pecado – Henrique de Holanda.

Eu não posso saber qual o pecado que, irrefletido, cometi; suponho seja, talvez, porque te fosse dado meu coração, – a essência do meu sonho..

Se amar é crime, eu vou ser condenado e toda culpa, em tuas mãos, eu ponho. – Quem já te pode ver sem ter amado?!… Quanto é lindo o pecado a que me exponho!

Se tens alma e tens sangue, como eu tenho; se acreditas em Deus, dizer-te venho, – Que pecas, tens amor, és sonhadora…

Deus deu a todos coração igual. Se eu amo, sofres desse mesmo mal. – O teu pecado é o meu, – és pecadora!

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 22).
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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

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O Tempo Voa: Festival do Vinho.

Festival do Vinho - promovido pelo Lions Clube - Clube Vassouras "O Camelo" - início da 1980. 

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Num é que a pituzinha e Sam Queiroz formam um belo casal, meu povo? O chamego foi tão forte que Wesley Safadão ficou com ciúmes e se enfiou no meio da foto. Bora achar ele!

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O AZAR DE SHOKO E O FIM DO MUNDO – por Sosígenes Bittencourt.

Desde que vim ao mundo que eu ouço dizer que o mundo vai se acabar, e eu me acabando.

Um dos profetas do fim do mundo chama-se Shoko Asahara, um cidadão condenado à Pena de Morte, no Japão, mais parecido com um truculento assassino do que um profeta divino. Azar de Shoko, que o mundo não acaba no mal desejado, e ele termina assassinado.

Shoko diz que o mundo irá se acabar numa Terceira Guerra Mundial. Ou seja, Asahara vive azarando o mundo. Esquece-se de que já estamos em guerra desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Porém, apressado para comprovar seu desejo, espalhou um gás tóxico num metrô, em Tóquio, em março de 1995, que matou 13 pessoas, deixando outras centenas marcadas para o resto dos dias.

Meio doido, Shoko chocou o mundo ao revelar-se a mistura de Jesus e Buda, simultaneamente, numa salada em que envolve um representante de uma religião teológica e um ícone de uma religião sapiencial.

No mundo, ninguém aceita a seita de Shoko, a Aum Shinrikyo, chamada Verdade Suprema, por causa de sua maldade extrema.

Apesar de pensarem que a seita de Shoko havia murchado no Japão, ela infla-se agora na Rússia e em Montenegro, aterrorizando novamente o mundo.

No mundo, há muitos “shokos” desejando o fim do mundo. Mas, só não acabam com o mundo porque o mundo não deixa.

Desde que vim ao mundo que eu ouço dizer que o mundo vai se acabar, e eu me acabando.

Escatológico abraço!

Sosígenes Bittencourt

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Nildo Ventura e Duda da Passira cantam “O Neném” de Cecéu.

Ouça a música “O neném”,  composta pelo grande Cecéu, na voz de Nildo Ventura, com participação de Duda da Passira. Aldenisio Tavares
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14º aniversário da AVLAC foi comemorado em grande estilo!!

Em grande estilo, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – realizou evento comemorativo pela passagem do 14ª aniversário de fundação. O encontro cultural ocorreu na noite do sábado, 09 de novembro, no Teatro Silogeu José Aragão. Representações de outras instituições congêneres, da Vitória de e de outros municípios,  marcaram presença para prestigiar o auspicioso acontecimento.

Na programação, além de homenagem e o lançamento da 3ª Antologia da AVLAC, três novos  acadêmicos tomaram posse: Maria do Carmo da Silva, Silvânia de Jesus Pina dos Santos e Ricardo Firmino Vieira.

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UM CASAL DE NAMORADOS VITORIENSES E A ARTE DE BEIJAR – por Marcus Prado

EM MÔNACO, cansado de subir uma ladeira perto do principado, fico por instantes sentado numa parte baixa da calçada. Perto de mim, vejo um jovem casal de namorados trocando loucos beijos, como aqueles descritos nos livros de Cassandra Rios, autora predileta na minha descoberta do amor epidérmico. Ao ver o descontraído amante, qual “manga-larga” em cio junto da fêmea, no auge das aquiescências, sem recusas nem pudor, penso que o amor precisa ser reinventado na contracorrente do mundo que o inviabiliza como amor sentimento, pois o espaço do olhar e do sentir tende a fechar-se. Tende a ser substituído pelo reino do princípio de prazer absoluto, pela busca de sensações epidérmicas imediatas.

Nas ladeiras de Mônaco lembro-me dos muitos casais de namorados meus conhecidos, amados amigos de infância, frequentadores das praças, e dos cinemas Braga e Iracema. Vejo-os, beijando-se, na mirante paisagem do tempo vitoriense , ao contrário dos jovens namorados de Mônaco, sem a banalização do beijo, amando-se de forma carinhosa e romântica, magnificados. Há porém um casal de namorados que ficou para sempre na minha lembrança, pela forma, que só havia nos filmes de Clark Gable com Carole Lombarde , de se beijarem. Refiro-me ao namoro, que durou quase uma década, de Ivanise Carneiro Leão com Antônio, o enfermeiro do médico José Evaristo da Cruz Gouvêa. Cada um guarda na lembrança o beijo inaugural, dado na primeira namorada. Eu guardo na memória visual os beijos da filha de dona Beatriz, minha professora de escola primária, no bairro do Livramento. Era um amor proibido pela família, que fazia lembrar o drama imortal “Romeu e Julieta” , de Willlian Shakespeare. Mas era desafiado, toda noite, pelos jovens amantes com abraços e beijos na calçada do clube O Camelo, quando era seu dirigente o senhor Serafim de Moura Ferraz, pai de Gilka, dono do melhor brinquedo de minha infância, a famosa “Montanha Russa”, que ele instalava nos dias de festas antonenses.

Menino ainda (a lembrança me diz que eu não tinha mais de dez anos) jamais havia visto um casal de namorados como aqueles, no conluio amoroso da paixão e dos beijos. Até hoje, fora das telas de cinema, nunca vi beijos iguais aos de Antônio e Ivanise. Fui “testemunha ocular” desses beijos, porque eles fizeram parte da minha descoberta do mundo e os mistérios do amor, muito antes de ler Carne, de Júlio Ribeiro. Logo cedo da noite, os vizinhos já haviam chegado do trabalho (Anísio Costa era um deles, ao lado de Pedro Ramalho e Brasiliano de Queiroz Monteiro) o jovem Antônio chegava de mansinho e ansioso, relógio de bolso na algibeira com pulseira exposta, indicando, por certo, as 19 horas. Tinha só uma hora de namoro, como era determinado naquele tempo, namoro semiescondido à luz morna gerada pela usina elétrica de Pirapama, quando não por inteiro as lâmpadas “apagadas por falhas técnicas” , como era habitual no dizer do cronista Ulisses Viana, crítico implacável, nas folhas dos jornais da cidade e da capital, da usina geradora de energia elétrica do Município. Momentos depois chegava a doce namorada.

Os dois se cumprimentavam docemente. Ela, preocupada com o vento nos cabelos soltos. Ele, olhando, desconfiado, para os lados, para o entorno do Pátio dos Currais, temendo com respeito as proibições da mãe atenta e vigilante da namorada. Breve silêncio entre os dois e um olhar cheio de ternura parecia iluminar a rua inteira. Um ligeiro toque do namorado no rosto da bela mulher como se estivesse diante dele uma deusa. O primeiro beijo na boca, ainda sem o gosto de mel. O segundo beijo parecia que o mundo inteiro desabava de emoção e doçura. Eu não precisava ficar oculto ou transparente na noite antonense para ver como se beijavam. Foram os primeiros beijos que eu vi na minha vida, muito diferentes do beijos dados pelo jovem casal de Mônaco. Nos namorados vitorienses havia algo como a alquimia do amor. No casal de Mônaco havia o amor incendiado pela fogueira do Apocalipse, a usina Pirapama em pânico, ou o Vesúvio em fúria. Parecia que o mundo todo ia acabar naquele instante, sem outra oportunidade de amar aquela única mulher.

Nestas anotações do viandante sem itinerários mapeados, máquina fotográfica à mão e uma filmadora na mochila cheia de filmes, a memória

se inclina para um elenco inalienável de pessoas que ficaram no retábulo das lembranças e contemplações mais amadas do passado vitoriense. Já se disse que a memória é um mecanismo de esquecimento programado: nem tudo ela registra e, do que registra, pouco ou quase nada aflora à nossa vida presente. Mas me esforço dentro do meu particular belvedere vitoriense, para que tudo volte à cena para louvar a terra e os filhos que nela nasceram. Tenho para mim, ao fazer essas anotações de viagem, que a memória é também uma força rejuvenescedora, talvez a única capaz de enfrentar o implacável envelhecimento.

Marcus Prado - jornalista 
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3º Encontro do Vinil – 17 de novembro – 15h – Loja Grão de Ouro.

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