
No prestigiado programa global “Bom Dia Pernambuco” de hoje, segunda-feira (15), a conceituada jornalista e apresentadora do referido matinal, Clarissa Góes, saudou-nos com uma verdadeira aula de história. Aliás, na qualidade de nativo da Terra desbravada por Diogo de Braga, só hoje, fiquei sabendo que o seu irmão mais velho, Diego, nasceu em nosso torrão. Ou seja: também é uma espécie de guerreiro das Tabocas…
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Bem assessorada e atualizada a eminente comunicadora verbalizou corretamente o termo que, há vários anos, pesquiso, compartilho e alardeio (antonense), no sentido do necessário ajuste histórico, atinente ao nosso gentílico “oficial”, ou seja: vitoriense para antonense ou à adoção dos dois, de maneira oficial.
E explico mais uma vez:
Desde a nossa fundação, de 1626 a 1843 (217 anos), na qualidade de lugar, nunca fomos referenciados por “Vitória”.
Pela ordem, fomos: “Cidade de Braga”, Povoado de Santo Antão da Mata, Freguesia de Santo Antão e Vila de Santo Antão. Isto é: antonenses na essência, no nascedouro e no DNA.
Só a partir de 1843 (06 de maio), viramos “Cidade da Vitória” – título honorífico. E mais adiante, definitivamente, em 1º de janeiro de 1944, passamos a ser Vitória de Santo Antão. Destaquemos que dos 400 anos como “lugar”, apenas por 100 anos não ostentamos no nome o “de Santo Antão”.
Foi no bojo dessa mudança (Cidade da Vitória) que recebemos o gentílico de “vitoriense”- uma alusão direta à Vitória alcançada na épica Batalha do Monte das Tabocas, ocorrida em 3 de agosto de 1645.
Aliás, vale destacar que, de maneira geral, gentílico é uma expressão usada para identificar nativos, de maneira exclusiva, que nascem em um determinado lugar ou região.
Salientemos, também, que o “vitoriense” original – por assim dizer – é justamente atribuído aos que nascem na cidade de Vitória, capital do estado do Espirito Santo.
Portanto, fico feliz em testemunhar que nossa peleja pelo gentílico “antonense”, vem ganhando espaço institucional – livros, jornais, internet, rádio e televisão. A nota desafinada continua sendo praticada pelas as autoridades locais, responsáveis por pontuais ajustes histórico, que continuam ignorando, desconhecendo e não se preocupando como deveria com as causas coletivas da municipalidade. Sigamos em frente……


































