Bolsonaro: bate o escanteio e corre para cabecear….

Por mais que se tente criar um cenário diferente o presidente Jair Bolsonaro é um sujeito traquejado na política. De vereador da “Cidade Maravilhosa” ao posto maior do País, com longa duração  no “caldeirão” legislativo  mais  efervescente que temos, ele aprendeu jogar  bem nesse difícil jogo.  Além de tudo isso fez da política o negócio principal da família. Portanto, não  devemos trata-lo  como  algum neófito no ramo.

Nessa linha de raciocino não podemos achar que sua língua seja maior que a sua estratégia. Num só tempo, o presidente ocupa-se de dois espaços antagônicos por natureza. É  “situação” e “oposição”. Ele mesmo agride e ele mesmo se defende – na linguagem futebolística: bate o escanteio e corre para cabecear.

Toda ação política extremista precisa de inimigos bem definidos. A guerra ideológica é o principal combustível de sua plataforma e caminhada. O que falaria o Bolsonaro se o mesmo  retirasse do seu discurso apenas esse tema (viés ideológico)? Na recente polêmica, disparada na direção do governador nordestino filiado ao PC do B, ele apenas cumpriu mais um ato da sua ópera,  já exaustivamente ensaiada.

Tratar os moradores da Região Nordeste como sub-brasileiros – “paraibas” – é também apenas mais um capitulo dessa novela. Aliás,  o “nós e eles” já fora uma ideia concebida e executada nas últimas gestões petistas. Bolsonaro apenas tomou o leme do barco governamental e mantém essa divisão ao seu modo e sabor, evidentemente que dentro do seu perfil e no limite do pragmático calculo eleitoral.  Desse jeito, convenhamos, sua gestão, que já passou dos 200 dias,  ainda não saiu da fase da campanha eleitoral (talvez não saia nunca), ou seja: é a mesma coisa que acender um cigarro e sentar-se para cochilar num barril de pólvora.

No meu modesto entendimento só consigo enxergar todas essas besteiras e polêmicas sem sentido algum  basicamente como forma de  ocupar todo espaço da imprensa,  para  aprofundar  as divergências  previamente  já delineadas,  ofuscando assim  os questionamentos naturais de ofício,   em função da liturgia do cargo. Governar é muito mais do que criar polêmicas todos os dias…….

No mais,  não se pode imaginar que o presidente Bolsonaro seja um sujeito tão despreparado quanto se apresenta.  A tática é arriscada, mas funciona, até porque  existe uma parcela expressiva da população brasileira que  tem natureza belicosa e  respira todos os dias polêmicas rasas, encontradas em abundância, por exemplo,  no mundo do futebol. Nelson Rodrigues já disse: “os idiotas vão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”.

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Guilherme e Paulinho: dois jovens sexagenários……..

Em recente encontro,  nossas lentes registraram dois antonenes bem conhecidos no nosso condado.  Já sexagenários,  eles, Guilherme e Paulinho, se conhecem desde os bancos escolares. Na ocasião do registro fotográfico  tomei conhecimento de alguns fatos curiosos envolvendo-os na tenra idade,  evidentemente que nem todos publicáveis.

Fiquei sabendo, por exemplo, que a professora Lenira Santos, que foi minha professora no Colégio Municipal 3 de Agosto, ministrou, na sua residência, aula particular e contou com essas duas peças como alunos. Para ser  castigado pelo erro, certa vez, o Guilherme foi obrigado a escrever 1000 (mil) vezes a seguinte frase:  “antes de P e B se escreve M”.

Disse o Paulinho que ao fazer reclamação pelo “mau” tratamento recebido, sua mãe foi reclamar à professora o conflito  do filho.  Depois de escuta-la,  a referida professor respondeu: “aqui é assim, se a senhora quiser pode tirar ele das aulas particulares”. Moral da história: ele continuou estudando lá....

Reencontros, bons papos, boas conversas afloraram  revelações que estavam guardadas numa  das pratilheiras da memória desses dois jovens sexagenários,  que teimam em viver como se o tempo não tivesse passado..........

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Instituto Histórico: convite – 02 de agosto – 20h – Salão Nobre.

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Momento Cultural: Pátria Amada – por João do Livramento.

Desde o grito do Ipiranga

Tua perfídia é absurda

Não ouvistes nosso brado

Oh pátria minha estais surda

O sol não brilha nesse instante

Absoluta é a escuridão

Povo heroico vive a margem

Desprezado da nação

Nosso hino brasileiro

É a mais bela poesia

Mas pra dizer que és mãe gentil

Tenho que usar de hipocrisia

A teus risonhos e impávidos

Corruptos e corruptores

Alimentas “no teu seio”

Com mais ternura

Com “mais amores”

Pois que este brado seja agora

Clava forte e retumbante

Um grito grave

E que de tua liberdade

Sem igualdade

Ó pátria amada

Nos salve! Salve!

  João do Livramento.
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Momento FANAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

Seu Futuro só depende de você. Comece a construí-lo AGORA! -  Vestibular FAMAM 2019.2 - Agendado Diariamente - Curso Recursos Humanos - Melhor Preço, Estrutura e Corpo Docente - Entre em contato conosco agora mesmo e agende sua prova. (81)3523-1559 📱(81)9.8811-1559 (Também whatsApp)

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O Tempo Voa: encontro na praça…

Ao fundo, a Igreja do Rosário - ano não registrado. 

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Todo mundo tem aquele amigo que se destaca na resenha. Marca aí nos comentários o parceiro que merece esse título de melhor pituzeiro do mundo.

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A HISTÓRIA DA ESQUERDA NACIONAL – por Sosígenes Bittencourt.

O Brasil assistiu a um Golpe Militar para impedir que se instalasse uma DITADURA, ou seja, foi Ditadura contra Ditadura. Decididamente, o Brasil não tem vocação para Direita. De um lado, os Políticos, que se aproveitam do poder para enricar, e do outro lado, os Capitalistas, que se aproveitam do poder para multiplicar suas riquezas, duas posturas de Esquerda. Esquerda é sempre conchavo de interesses e promiscuidade político-econômica. Direita é quando os Capitalistas fiscalizam a destinação dos impostos e cobram dos Políticos a eliminação da miséria, para a preservação da qualidade de vida de todos. Rico com medo de pobre não é rico, é pobre também.

A Esquerda prioriza a riqueza de poucos à custa da submissão de muitos. Ela é sempre Capitalista, o que confunde Economia com Política e gera capitulação de liberdade e predominância de medo, é sempre pobre. Não há riqueza sem paz, quando predomina o temor e consequente degradação de qualidade de vida. Talvez, por isso, Lima Barreto, jornalista e político carioca, tenha dito que “O Brasil não tem povo, tem público.” Quer dizer, em nenhuma fase da História do Brasil, o povo teve voz e vez.

Sosígenes Bittencourt

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POR CAUSA DE VOCÊ – por Almir Brito.

ALMIR BRITO - CD instrumental - TODOS OS TONS, no violão,  POR CAUSA DE VOCÊ -  composição de Dolores Duran e Tom Jobim. [powerpress url=../mp3/almir_brito_2.mp3] Gostou da música? – Baixe a MP3 Aldenisio Tavares
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4ª Festa da Saudade: contagem regressiva – faltam 05 (cinco) sábados!!!

Conforme prometido, vamos manter a contagem regressiva para a chegada da 4ª Festa da Saudade. A partir de hoje (19), faltam 05  (cinco) SÁBADOS PARA O MELHOR ENCONTRO DANÇANTE DA CIDADE (20 – 27 – 03 – 10  e 17).  Os contatos continuam,  para as devidas reservas de mesa e camarotes.

O evento acontecerá no Clube Abanadores “ O Leão”,  no dia 24 de agosto,  e terá como atrações musicas a Banda Made In Recife e a Orquestra Super Oara. Os interessados devem entrar em contato pelo zap 9.8333.5890.

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE - Local: O LEÃO - Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS - Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA - Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 -  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

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Instituto Histórico: convite – 02 de agosto – 20h – Salão Nobre.

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Mais uma obra do artista Luis Ferrer “encontrada” pelo professor Ferrer.

Bem agasalhado por conta do frio, o professor Pedro Ferrer – meu repórter itinerante – mandou o seu  último roteiro – tá andado mais do que má notícia.   Amigo Pilako. De São Borja -  seu repórter mais bem remunerado. Visitei o Museu Getulio Vargas. Pequeno,  porém organizado e com rico acervo. Emoção: encontrei exposto um busto confeccionado por meu tio, Luis Ferrer. Não há placa identificando a autoria. Fiz a sugestão já que outras peças carregam a identificação. Atravessando a ponte da INTEGRAÇÃO, dei um pulinho até a Argentina. Breve estarei regressando. Abraço!! Pedro Ferrer
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Trilha do Gurgel – 21 de julho – 10h – Espaço de Ouro.

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Já circulando a mais nova edição do Jornal da Vitória.

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Momento Cultural: SAUDADE APAIXONANTE – por Heitor Luiz Carneiro Acioli.

Que tempo bom foi o que passou quando estava sempre ao seu lado você ao meu. Quando éramos unidos até o fim da nossa chama de amor, a qual nem após nossa morte se apagaria. Mas, isso só até aquele 15 de março, quando discutimos e terminamos. Entretanto, minha querida, nunca me esqueci de você nem dos maravilhosos momentos que passamos juntos e é por isso que quanto mais saudade eu sinto mais a quero e para você, este texto escrevi devido a saudade apaixonante.

(Meu Jeito – em Versos e Prosas – Heitor Luiz Carneiro Acioli – pág. 01)

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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

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O Tempo Voa: Praça da Matriz.

Praça Dom Luiz de Brito - "Praça da Matriz" - ano não registrado. 
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Pituzeiro que é pituzeiro sabe do que o WS tá falando, né não?
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CRISTO E MALUF – por Sosígenes Bittencourt.

História engraçada conta o jornalista pernambucano Aldo Paes Barreto, em seu livro Causos & Casos, que acontecera em Nova Jerusalém.

Durante um espetáculo, em plena Campanha pela Presidência, Paulo Maluf está na plateia. No palco, braços abertos, Pilatos indaga a multidão diante do Palácio do representante romano:

– Povo de Jerusalém, não quero ser culpado pelo sangue de um inocente. Vós julgueis. O poder romano permite que eu solte um dos acusados. Solto Cristo ou Barrabás? No meio da plateia, uma voz soou mais alto:

– Solta os dois e prende Maluf.

Sosígenes Bittencourt

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Menina Linda por Freire e Michele.

Ouça a música “Menina Linda“, com Freire e Michele. Menina Linda - Freire e Michele Aldenisio Tavares
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Eleições 2020: o candidato do grupo amarelo será o deputado Joaquim Lira.

Por ocasião de uma agenda em comum, ocorrida no último domingo (14), acabei “esbarrando” com o ex-prefeito Elias Lira e o deputado Joaquim Lira. Após os cordiais cumprimentos, mais adiante, acabamos dialogando sobre política. Uma espécie de 360 graus – Assembleia, Paulo Câmara e, evidentemente, o cenário local e eleitoral para 2020.

Diante da inevitável pergunta  – quem será dos dois o  candidato a prefeito ? – Elias fez de conta que não escutou e saiu de “fininho”. Já o deputado Joaquim arrematou: “é para publicar ou não?” Respondi: você é quem sabe, mas, independente da sua resposta, eu já tenho uma avaliação própria e lhe digo agora: O CANDIDATO SERÁ VOCÊ!!

A resposta dele sobre à possível candidatura não irei reproduzir,  por não achar clara e objetiva, no entanto, abaixo, irei reproduzir alguns dos  meus argumentos que apontam na direção da sua candidatura a prefeito da Vitória em 2020. Aliás, tudo isso e muito mais eu disse a ele -  de viva voz -  nessa oportunidade.

Primeiro: Elias já passou dos 80 anos (descendo ladeira ) e o  Joaquim, na flor da idade, algo em torno dos  trinta e poucos anos. Ou seja: ladeira à cima.  Em uma avaliação simples e pragmática, todo  investimento eleitoral  em Elias Lias é de altíssimo risco.

Segundo: Joaquim está no meio do mandato de deputado estadual. Se não vencer a disputa (2020), continua exercendo a mesma função até 2022,  sem nenhum problema. isto é:  prejuízo zero, até porque, na atual conjuntura eleitoral, o dinheiro para se fazer campanha vem do chamado "fundão" que, diga-se de passagem, para o próximo pleito o Congresso articula dobrar o valor anterior - calcula-se algo na casa dos três bilhões de reais.

Terceiro: para dar seguimento ao capital político do pai, Joaquim precisa, daqui pra frente,  rivalizar com o grupo oponente em todas as situações possíveis, assim como fez o Elias Lira desde quando sentou-se na cadeira de deputado,  pela primeira vez, lá em 1999. Isto é: Elias disputou todas as eleições possíveis – 2000, 2002, 2004, 2006, 2008 e 2012 – justamente para não abrir espaço para quem quer que seja no seu grupo. Se em 2016 Elias não disputou e nem apoiou o Joaquim,  na ocasião, foi pelo simples fato de haver um impedimento legal. Alguém tem alguma dúvida nesse sentido?

Pois bem, levando-se em conta o  atual cenário e se não houver  um fato novo (relevante)  até lá (2020), não consigo imaginar, por essas e outras questões,  que o grupo amarelo tenha um candidato que não seja o deputado Joaquim Lira.

Acho até que para o atual prefeito, Aglailson Junior (candidatíssimo à reeleição), o Joaquim Lira seria o melhor dos  oponentes, uma vez que seria deflagrada na cidade - tal qual nas edições anteriores -  uma disputa sem conteúdo e não programática, isto é: uma disputa apenas de estrutura e de promessas vazias!!! Algo que, infelizmente, o eleitorado antonense já se acostumou - até quando?

Ao final da nossa conversa e depois de todos os meus argumentos,  entramos em outros assuntos. Ele nem disse que eu estava certo nem que estava errado. Lembremos então que para os atores políticos locais,  2020 já está na ordem do dia,  no que diz respeito às montagens das chapas  partidárias  e nos primeiros  contatos  e acenos aos eleitores.

Vale salientar também, que além dos tradicionais grupos políticos da cidade – vermelho, amarelo e verde – outras lideranças estão se articulando para tentar quebrar esse clima de flá-flú na nossa província. Quem viver verá......

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Trilha do Gurgel – 21 de julho – 10h – Espaço de Ouro.

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Momento Cultural: A ILUSÃO – por José Miranda.

Para vivermos nós contentes pela vida sem essa mágoa que tortura tanto a gente da culpa de Eva no Édem, um dia nascia. O Senhor deu-nos a ilusão constantemente.

Quanto seria: a alma por tudo entristecida e o coração ensimesmado e até doente se a ilusão fosse deste pélago banida se não houvesse, não o sonho doce e ingente!

De assalto sem se esperar conta do destino a ilusão toma para nos dar prazer na dor para nos fazer o espiamento pequenino.

Da nau de crença a vela enfuna com vigor e fortifica quando sofre, o coração: toda beleza está da vida na ilusão.

José Tiago de Miranda, vitoriense, nascido a 9 de junho de 1891 e faleceu a 29 de maio de 1960. Foi professor primário na Vitória, em Moreno e em Limoeiro, exercendo, em todas as cidades, o jornalismo. Foi proprietário e diretor de O LIDADOR a partir de 1932 até sua morte. Cronista, poeta e jornalista de alto valor. Seus filhos (Ceres, Péricles e Lígia) reúnem em volume muitas de suas crônicas e poesias, em livro “Antologia em Prosa e Verso”, comemorando o centenário de seu nascimento, aos 9 de junho de 1991. Do casamento, com D. Herundina Cavalcanti de Miranda, houve ainda um filho, Homero, falecido logo após a morte do Prof. Miranda.

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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

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O tempo Voa: disputa na TV – prefeito Barreto.

Disputa na TV - Vitória contra São Lourenço - prefeito Barreto - década de 1970. 

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Pense na vontade que bateu de uma Gold dessas agora, meu povo! Conta aí nos comentários o acompanhamento perfeito pra essa dupla.

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NO BAR DA COCHEIRA – por Sosígenes Bittencourt.

O Bar da Cocheira fica como quem vai para o Matadouro. É uma casa de família. O barzinho é um fundo de quintal, de dona Léo de Zé Pedreiro. Quando bate a tardinha, sobe aquele aroma adocicado de chiqueiro de porco, relembrando a década de sessenta. Zé Pedreiro não diz nadinha, pai das meninas, de mulheres diferentes, todas contentes. A mais velha deve ser Maria de Nazaré, loirinha, meio sofrida por uma paixão que se acabou. Na televisão, toca até Zezo dos Teclados, com aquela gemedeira romântica que faz a mulherada querer beijar na boca. Tem dobradinha, quiabada, sarapatel, tripinha de “pôico”, tudo no estrinque. Chega dá vontade de tomar uma lapada de cachaça e passar a boca na manga da camisa. Todo ser humano tem um maloqueiro dentro do peito. Sobretudo se nasceu no interior, no tempo que fazer sexo era pecado e urinar na rua era falta de educação. Deus me defenda! No tempo que mulher da vida chamava-se rapariga e tinha mais vergonha na cara do que a geração de Malhação. Morreram quase todas. Outro dia, eu vi Maria Guarda-Roupa.

O Bar de dona Léo fica lá na esquina, como quem vai para o Matadouro. As meninas descem da Faculdade e vão beber cerveja. Tem até estudante de Pedagogia. Umas meninas sabidas, falantes, de batom, cabelo na escova e sandália de dedinho. Se não fosse isso, a vida seria muito chata.

Sosígenes Bittencourt

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João Caverna & Edilma.

JOÃO CAVERNA E EDILMA - ao vivo no cd e dvd  - ALÉM DO LIMITE, canta ROBERTO CARLOS. João Caverna e Edilma - Além do Limite Aldenisio Tavares
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Apelidos Vitorienses: Zito dos Fogos.

Com quase setenta e cinco anos de idade o senhor José Raimundo da Silva Filho – que tem o mesmo nome do seu genitor  – recebeu como apelido um diminutivo da alcunha do pai,  que era conhecido  pelo  “Josezito”.

Foi na escola, entre os sete e oito anos, que o garoto José Raimundo da Silva Filho foi “rebatizado” pela professora Ângela de Souza. Disse ela: “já que você é filho de "Josezito", vou ficar lhe chamando apenas por Zito”.

Já o  “sobrenome” do apelido – “dos Fogos” diz repeito à sua atividade comercial. Contou-nos “Seu” Zito que no início da década de 90 (1990), quando ele agregou ao seu negócio o serviço de Show Pirotécnico,  usou como nome fantasia da empresa a forma com que as pessoas já lhe conhecia, ou seja: Zito dos Fogos.

Disse ele também que poucas pessoas lhe conhece pelo nome de batismo. Só em alguma repartição pública ou em situações formais é que lhe tratam pelo nome verdadeiro. Assim sendo o amigo José Raimundo da Silva Filho é mais vitoriense catalogado pelo nosso projeto – Apelidos Vitorienses – que tem por objetivo revelar à origem do apelido das pessoas que são mais pela alcunha do que pelo próprio nome.

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