NEYMAR E VAIDADE – por Sosígenes Bittencourt.

Neymar é um aquariano do segundo decanato, de 5 de fevereiro de 1992, que, em sua infância, chegou a morar num cômodo, na casa dos avós, com seu pai, sua mãe e sua irmã.

Ora bolas! Pinotar, tão jovem, para o ranking de melhor jogador do mundo, não poderia gerar menos que tamanha vaidade. Eu já conheci animal, sem ser atleta, que trocou de namorada, porque trocou de bicicleta. Será que Neymar sabe conjugar o verbo Amar no presente do Indicativo?

Vaidoso abraço!

Sosígenes Bittencourt

O DESEJO E A DOR – por Sosígenes Bittencourt.

Passamos a vida, submetidos a duas experiências básicas: o desejo, que busca a satisfação, e o afeto que busca evitar a dor. Mas, como evitar a dor, se desejo é vida, e a vida impõe limite aos desejos?

A dor física é uma ruptura, algo que rompe, dói. Uma faca que nos corta a pele, um órgão doente que precisa ser extirpado. Esta dor, nós sabemos teoricamente como resolver. A dor psíquica é uma dor de amor, ou seja, algo que nos desorganiza psiquicamente. É um rompimento com algo que tínhamos ou desejamos e nos falta. É uma dor interior, que nos encarcera, e o mundo desaparece.

Sosígenes Bittencourt

TRUMP x JIMPING PELA PAZ – por Sosígenes Bittencourt.


Os presidentes dos Estados Unidos (Donald Trump) e da China (Xi Jinping), de línguas desiguais, se encontram, para por um fim em desavenças globais. Dois presidentes armados até os dentes, conversando sobre a paz. Se se entenderam, ou se desentenderam, nem eles sabem mais. E o resto do mundo, jamais. Enfim, nem Trump nem Jimping querem dar fim a arengas internacionais.

Sosígenes Bittencourt

PROFESSORAS IMORTAIS – por Sosígenes Bittencourt


Há quem morra, cujo nome sobreviva. Sobretudo na memória dos que passaram pelo seu estudo. Porque o professor é o profissional das profissões. Não há profissional sem haver passado por um professor, quer catedrático, quer um prático.

Ei-las, vitorienses vitoriosas, professoras imortais por vocação, de Vitória de Santo Antão. Da esquerda para a direita: professoras Marina Prado e Neuza Veras. Da direita para a esquerda: professoras Lourdinha Cajueiro e mamãe Damariz.

Pedagógico abraço!

Sosígenes Bittencourt

DIA DAS MÃES – por Sosígenes Bittencourt.


Hoje é dia das mães.
Ontem foi dia das mães.
Amanhã será dia das mães.
Todo dia, todo tempo é dia das mães.
Enquanto houver uma pulsação de amor,
onde houver o ato da fecundação
será momento de se comemorar a vida.
Hoje é dia da vida, é dia do mundo.
Não foi em vão que já se chamou a natureza
de Mãe Natureza.
Hoje é dia do instinto,
do misterioso impulso para a multiplicação,
de toda forma de vida,
dos micro-organismos, de todos os animais, dos vegetais.
Hoje é dia das mães.
Hoje é dia da vida.
Hoje é dia de Deus.

Sosígenes Bittencourt

LOUCO DA BOA LOUCURA – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sempre tive a mania de colar frases célebres no centro da cidade para o povo refletir. Sou um LOUCO da boa LOUCURA. Há quem colecione galo de briga e se acredite sadio.

O meu Quadro de Frases na cidade já me rendeu muitas alegrias. Em um certo outubro, eu estava sentado na calçada de um restaurante, ao lado da Igreja da Matriz, quando um casal me convidou para conversar. Que grata surpresa! O rapaz tirou do bolso uma frase de minha autoria e explicou: – Esta frase me fez mudar de vida. Eu estava desempregado e sem ânimo para buscar uma saída, quando dei de cara com o seu Quadro de Frases. E lá estava escrito o seguinte: “O sol nasceu para todos, mas temos que sair da sombra.”

O rapaz já estava trabalhando e muito satisfeito por haver saído da sombra.

Sosígenes Bittencourt

 

HOJE É DOMINGO – por Sosígenes Bittencourt.


(Parlenda)
Hoje é domingo
Pede cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco

O buraco é fundo
Acabou-se o mundo

Obs: Nesta canção de roda do tempo de eu menino, pede cachimbo significa pede descanso.
Como somos, meio gente, meio barro, sem cachimbo, fuma cigarro. Eu, não, pelo pigarro.
Enfisematoso abraço!

Sosígenes Bittencourt

CANTADA DE AMOR DO SEU MANÉ OU CONVERSA MOLE PRA BOI DORMIR – por Sosígenes Bittencourt.


A lua vinha alumiando por detrás da serra. As tartarugas pulavam de galho em galho.
Um negro nu, com a mão no bolso, lia um jornal sem letra de cabeça para baixo.
Se eu pudesse amá-la-ia, mas, como não posso amar ela, meu coração por ti gela.
Nada mais do seu
Bom Né.
Enganoso abraço!

Sosígenes Bittencourt