Arquivo da categoria: Fala, Vitória!

Coluna do Escritor vitoriense Sosigenes Bittencourt

A IMAGINAÇÃO VIAJA MORCEGANDO PARA-CHOQUE DE CAMINHÃO

O camarada arrumou uma mulher de vida fácil, colocou na boleia do caminhão e danou-se a desfilar pela cidade. A mãe ficou indignada. Quanto mais ela reclamava, menos o camarada ouvia, apaixonado pela sujeita. Um dia, em total respeito a … Continue lendo

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A CAR(ne) de NA(da) VAL(e) – por Sosígenes Bittencourt.

Historicamente, o Tríduo Momesmo ou Entrudo anda relacionado às orgias de Baco ou Dionísio, podendo ser chamado de Lupercais – festim em honra de Pã – Saturnais ou Bacanais. No Egito, na Grécia ou em Roma, homenageavam a deusa Ísis … Continue lendo

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Carnaval de Orquestra, Carnaval de Trio.

Todo ano, surge essa discussão. Obviamente que, se a invenção de Dodô e Osmar não houvesse se espalhado por outras regiões, não haveria essa celeuma entre os ritmos regionais. Mas, marketing é marketing. A mídia apoiou e a praga se disseminou. O … Continue lendo

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CAPIBA NO CÉU – por Sosígenes Bittencourt.

Lourenço da Fonseca Barbosa * Surubim: 1904 + Recife: 1997 Capiba chega ao céu. Sorridente e de braços abertos, penetra sem kit no bloco de Nelson Ferreira, Irmãos Valença e Felinho. Ao som de Vassourinhas, de Matias da Rocha e … Continue lendo

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Retrospectiva – Carnaval 2011 – Senhor Lama – por Sosígenes Bittencourt

Este é o insuportavelmente emporcalhado Senhor Lama. É pouco investimento e muita criatividade. De aspecto sebosíssimo, dependendo da origem da lama, deve feder pra caramba. A resistência da pele é de desmoralizar as teses e avaliações dermatológicas mais profundas. Feito o alcoólatra que é condenado pela … Continue lendo

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Decálogo das proibições de Carnaval – por Sosígenes Bittencourt.

Chamar pela mãe do próximo, quer precise, quer não precise. Beber fiado no Sábado de Zé Pereira e assinar vale nas cinzas. Pular o frevo com os pés à altura do rosto do adversário. Arengar com a Polícia. Jogar fezes e urina nos … Continue lendo

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Um dia, o meu menino – por Sosígenes Bittencourt

Um dia, o meu menino, como me considerasse velho, deduziu: – Painho, eu penso que, quando o senhor era menino, o mundo era PRETO e BRANCO. Eu: – Acabaste de realizar o teu primeiro poema. Sosígenes Bittencourt

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O frevo nosso de cada dia – por Sosígenes Bittencourt

Frevo é uma música que nasceu entre Olinda e Recife e que não sofreu influência de nenhum lugar do mundo. Ele é o único ritmo genuinamente nacional. É muita cocada prum baiano só. Sosígenes Bittencourt

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Treinamento para o Ano Novo

Se você quiser abrir uma poupança a partir do dia 1 de janeiro, é provável que nada aconteça. Você tem que começar agora. Entre numa loja, com tudo que você deseja, e tente controlar os seus desejos. Se obtiver êxito, … Continue lendo

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OS RISCOS DA BELEZA – por Sosígenes Bittencourt.

Gatinhos mimosos também largam pelos e podem provocar alergia. As flores mais aromáticas podem abrigar minúsculos insetos entre suas pétalas. Lúcifer era tão vaidoso que preferiu ser Rei no Inferno do que servo no Céu.Segundo a lógica, Lúcifer é deslumbrantemente … Continue lendo

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Efeitos do Frevo – por Sosígenes Bittencourt

O frevo me arrepia as cerdas do coração. Lembra-me o tempo de eu menino. Abstraído, vou andando pela calçada, com medo de me perder na multidão. Fui passista de rua; hoje, sou passista do ar. Sosígenes Bittencourt

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SOBRE A BREVIDADE DA VIDA – por Sosígenes Bittencourt

O ser humano é um animal sem solução. Ele tem sempre a impressão de que há algo de errado consigo mesmo. Sobretudo quando submetido à angústia de que a morte é o horizonte da vida. Todo ser humano tem um livro escrito … Continue lendo

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Trio e Frevo – por Sosígenes Bittencourt.

Bom salientar, pessoal, que a história do TRIO ELÉTRICO começa em Salvador, em 1951, quando DODÓ e OSMAR contratam outro músico, formando um trio, e saem em cima de uma FUBICA tocando FREVO PERNAMBUCANO. Era uma homenagem ao que aconteceu no ano … Continue lendo

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Minha fantasia – por Sosígenes Bittencourt

Minha fantasia é barata, porque é natural. Não precisa de patrocínio ou investimento, a natureza já se encarregou de me fantasiar. Embora, sem neto ainda, sou o avô das meninas, sobretudo das solteironas casadoiras e separadas esperançosas. A música que canto nos ambientes por onde passo é … Continue lendo

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ONDE ESTÁ A POESIA? – por Sosígenes Bittencourt

O poema é a poesia contada. O poema é a linguagem da poesia. A música é a poesia tocada. A música é o som da poesia. A pintura é a poesia pintada. A pintura é a cor da poesia. O … Continue lendo

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No tempo de eu menino – por Sosígenes Bittencourt.

A castanha é um mimo da natureza que mais se acumplicia com a nossa infância, o seu sumo, o seu aroma, o seu formato, o seu sabor, sua fumaça quando explode no fogaréu. O caju também. Caju vermelhinho, amarelinho, rechonchudo e de delicada protuberância, … Continue lendo

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Efeitos do Frevo – por Sosígenes Bittencourt.

O frevo me arrepia as cerdas do coração. Lembra-me o tempo de eu menino. Abstraído, vou andando pela calçada, com medo de me perder na multidão. Fui passista de rua; hoje, sou passista do ar. Sosígenes Bittencourt

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Saudade Gostosa – por Sosígenes Bittencourt

Uma amiga do peito (ab imo pectore) postou no facebook que estava sentindo uma “saudade gostosa” no primeiro domingo do ano. Pois bem… Saudade gostosa é poesia, é uma embriaguez natural, promovida por “droga” cerebral. O nosso sistema límbico é responsável … Continue lendo

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Brother é Brother – por Sosígenes Bittencourt.

Se você se juntar com uma mulher e se deitar na calçada, debaixo de um lençol, e confeccionar uma cópula, pode contar com a presença da Polícia. Você será recambiado, a bordo de camburão, até a Delegacia, para responder por … Continue lendo

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CARNAVAL E CONFUSÃO – por Sosígenes Bittencourt.

Cuidado para você não pensar que está brincando Carnaval e estar mergulhado numa Confusão. Há quem brinque Carnaval para se DISTRAIR, e há quem brinque Carnaval para se DESTRUIR. Essa semana, desfilou um bloco que não parecia estar brincando Carnaval, … Continue lendo

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Carnaval no tempo de eu menino.

  O frevo me arrepia as cerdas do coração. Lembra-me o tempo de eu menino. Abstraído, vou andando pela calçada, com medo de me perder na multidão. Ontem, fui passista de rua; hoje, sou passista do ar. Sosígenes Bittencourt

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Santo Antão do Deserto – por Sosígenes Bittencourt.

Santo Antão (251-356) foi um santo cristão do Egito, considerado santo em carne viva, pelos milagres que operou. Foi um anacoreta que seguiu à risca o Evangelho, doando todos os bens que possuía e recolhendo-se no deserto. Por isso, é considerado … Continue lendo

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Carnaval no tempo de eu menino – por Sosígenes Bittencourt.

Quando eu era menino, as orquestras do Clube Abanadores O Leão e do Clube Vassouras O Camelo mediam força na Praça Duque de Caxias. O estandarte do Camelo havia sido confeccionado por PEDRO RAMALHO, e o estandarte do Leão por HONÓRIO TUNGÃO. Aí, a … Continue lendo

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CARNAVAL SEM MALDADE – por Sosígenes Bittencourt.

Carnaval é bom quando deixa saudade. Carnaval é bom sem maldade. Carnaval foi feito para distração. Carnaval não foi feito para destruição. Por isso, é preciso brincar com a alma desarmada. Amor sem maldade é a melhor brincadeira do mundo. … Continue lendo

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Minha fantasia – por Sosigenes Bittencourt.

A minha fantasia é original e não me custa um tostão. Estou fantasiado de coroa, e o alfaiate é o tempo. Embora, sem neto, posso ser o avô das meninas, sobretudo das solteironas casadoiras e das separadas esperançosas. A música … Continue lendo

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Carnaval em Vitória de Santo Antão – por Sosígenes Bittencourt.

Tenho lido muitas críticas ao Carnaval de Vitória e queria dar um pitaco. De início, Vitória de Santo Antão precisa implantar uma safena administrativa no coração da cidade. A Praça da Bandeira é uma artéria infartada de barracas de alvenaria, loteada pelos prefeitos, num … Continue lendo

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Trio e Frevo – por Sosígenes Bittencourt.

Bom salientar, pessoal, que a história do TRIO ELÉTRICO começa em Salvador, em 1951, quando DODÓ e OSMAR contratam outro músico, formando um trio, e saem em cima de uma FUBICA tocando FREVO PERNAMBUCANO. Era uma homenagem ao que aconteceu no ano … Continue lendo

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CARNAVAL E CARNAVALIZAÇÃO – por Sosígenes Bittencourt.

Você pode brincar Carnaval, não pode carnavalizar a vida. Carnaval é uma festa, não é uma lei, é escolha, não é obrigação. Brincar Carnaval não significa impor seu ritmo, sua vontade à vontade dos outros, submeter os demais aos seus caprichos. O … Continue lendo

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AMOR E VÍCIO – por Sosígenes Bittencourt.

Amor sincero de mulher já resgatou muito marmanjo do vício. O amor embriagador de uma mulher já resgatou muito marmanjo do alcoolismo. Não se combate vício humilhando o viciado, mas pregando-lhe a verdade com respeito. É a única forma de … Continue lendo

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CAPIBA NO CÉU – por Sosígenes Bittencourt.

Lourenço da Fonseca Barbosa * Surubim: 1904 + Recife: 1997 Capiba chega ao céu. Sorridente e de braços abertos, penetra sem kit no bloco de Nelson Ferreira, Irmãos Valença e Felinho. Ao som de Vassourinhas, de Matias da Rocha e … Continue lendo

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