INSCRIÇÕES TUMULARES – Sosígenes Bittencourt.


Bebarrão de whisky: Envelhecido em caixão de carvalho.
Médico: Eu sabia que a morte era um caso sem remédio.
Espírita: Volto já!
Ecologista: Entrei em extinção.
Funcionário público: É no túmulo ao lado.
Garanhão: Rígido, como sempre.
Drogado: Enfim, pó.
Hipocondríaco: Eu não disse que estava doente?!
Humorista: Isso não tem a menor graça.
Jangadeiro diabético: Foi doce morrer no mar.
Arqueólogo: Enfim, fóssil.
Judeu: Quem ficou na loja?
Brother: Fui!
Delegado: Circulando! Circulando!
Pessimista: Aposto que está fazendo o maior frio.
Alcoólatra: Enfim, sóbrio.
Internauta: www.aquijaz.com.br
Funerário abraço!

Sosígenes Bittencourt

A MULHER DE DUZENTOS ORGASMOS – por Sosígenes Bittencourt.

Se sua mulher é fria, desanimada pra sexo, aguada, que tal tomar conhecimento da existência da britânica Sarah Karmen?
Aos 24 aninhos, Sarah experimenta, em média, 200 orgasmos por dia.
E não é gozação. Ela pode experimentar uma frescurite genital com o zumbido de um secador de cabelo, o rosto abolachado de um morto ou uma tapa no focinho.
Poder-se-ia dizer que tem o “privilégio” de sofrer da Síndrome da Excitação Sexual Persistente.
Somente durante os 40 minutos de uma entrevista ao jornal News of The World, ela teve 5 orgasmos. E é porque ninguém lhe tocou com um dedo, e o microfone estava apontando para sua boca.
Ela conta que, às vezes, mantém muitas relações sexuais, na tentativa de se acalmar. Como não tem um animal que consiga acompanhar tamanha garanhagem, deve referir-se a um boneco inflável.

Ninfomaníaco abraço!

Sosígenes Bittencourt

ESTUDANDO GRAMÁTICA – por Sosígenes Bittencourt.

Este esclarecimento serve, sobretudo, para os que lidam com a locução e a redação. Locutores, advogados, redatores, professores.
É referente a Maués, que o vitoriense diz DO Maués. Questão Sintática de Regência Verbal.
Ninguém vem DO Maués, nem mora NO Maués. Todavia, vem DE Maués e mora EM Maués.
A palavra caboclinha não admite o artigo O, ela é nua.

(De, ou do Maués?)
Gramatical abraço!

Sosígenes Bittencourt

UM CERTO DOMINGO – por Sosígenes Bittencourt.

Um certo domingo, corria o ano de 2010, eu assistia a uma reprise do Conexão Internacional, quando apareceu o jornalista e escritor carioca Carlos Heitor Cony, sendo entrevistado por Roberto D’Ávila.

Engraçado, disse simpatizar os cínicos, desde Sócrates a Machado de Assis e Jean-Paul Sartre. Disse que há uma diferença entre o escritor e o cronista. O escritor vive no fundo do mar, e o cronista, no aquário. O escritor tem de traçar seu caminho para ser notado, o cronista vive na vitrine. E acabou citando uma frase de Rabelais: “Não tenho nada, devo muito, o resto dou pros pobres.”

Ainda vi, neste programa, o físico Marcelo Gleiser dizer que “A terra pode ficar perfeitamente feliz sem a gente, mas a gente não vive sem a terra.”
Dominical abraço!

Sosígenes Bittencourt

SOBRE A BREVIDADE DA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.


O ser humano é um animal sem solução. Ele tem sempre a impressão de que há algo de errado consigo mesmo. Sobretudo quando submetido à angústia de que a morte é o horizonte da vida.
Todo ser humano tem um livro escrito na memória que vai folheando, folheando… Às vezes, desprende um aroma. É o passado intrometendo-se na vida da gente, o passado sempre presente. O passado que se alonga, e o futuro que vai se tornando cada vez mais curto.
A brevidade da vida relembra o poeta romano Horácio (65 – 8 a.C.), agoniado com a fugacidade do tempo: Eheu! fugaces labuntur anni!: Ai de nós! os anos correm céleres.
Tudo que nos mantém vivos, nos mata. Sem o oxigênio, morreríamos; por causa do oxigênio, morreremos. Sem colesterol, morreríamos; por causa do colesterol, morreremos. Se não comêssemos, morreríamos; porque comemos, morreremos. Tudo que nos faz viver corrói a vida. Tudo que auxilia na vida, auxilia na morte.
O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) referiu-se ao tempo de vida: Um minuto de vida é idade suficiente para morrer.
Efêmero abraço!

Sosígenes Bittencourt

Augusto do Galeto – por Sosígenes Bittencourt.

Submetido a cirurgia do coração, não resistiu à intervenção. Oriundo de Feira Nova, Augusto do Galeto, veio negociar em Vitória de Santo Antão, sendo muito bem abraçado pela população da terra da heroína Mariana Amália e o escritor Osman Lins.
A vida é feita de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. Ademais, morreremos.
Agora, Augusto, és detentor de um segredo só a ti revelado. Um dia, foste como nós somos; um dia, seremos como tu és.
Requiescat in Pace!
Sosígenes Bittencourt

MEMÓRIA DE VITÓRIA – por Sosígenes Bittencourt.


Diz que é de Vitória de Santo Antão, mas não se lembra de três funcionários da Vitória Link – Primeiro Provedor de Internet de Vitória de Santo Antão, fundado pelo Dr. Geraldo Guerra: Marketeira Wannessa Lima, professor e escritor Sosígenes Bittencourt e Eduardo Franco, diretor da Revista do Interior, em descontraído momento de Confraternização, em Dezembro de 2001.
Embora não apareça na fotografia, Daniel, da DTEL, que também era funcionário, encontrava-se no evento.
Inter(n)eternizado abraço!

Sosígenes Bittencourt

PENSANDO NA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.


1) Organize-se, não agonize.
2) Remédio para ansiedade é atitude.
Remédio para timidez é caridade.
3) Depressão passa, saia pra vida.
4) Olhe com bons olhos para iluminar o seu corpo.
5) Aprenda com o sofrimento o que é felicidade.
6) Difícil é lidar com dinheiro fácil.
7) Nada melhor do que sobreviver ao morrer de amor, porque morrer de amor é uma forma de sobreviver.
8) O tribunal da consciência é a solidão da culpa.
9) Estude. Tudo, sem estudo, é nada.
10) Acreditar em Deus e na Salvação da Alma não faz mal a ninguém.

Sosígenes Bittencourt