Corrida Com História – 179 anos da “Cidade da Vitória”.

Nesses quase 400 anos de história (1626/2026) nosso lugar já passou por várias categorias, por assim dizer: Aldeia de Braga, Povoado de Santo Antão da Mata, Freguesia de Santo Antão, Vila de Santo Antão, Cidade da Vitória e Vitória de Santo Antão.  Hoje, 06 de  maio de 2022, estamos celebrando os 179 anos na categoria de cidade.  Foi só a partir de 06 de maio de 1843 que alcançamos esse patamar, através da Lei 113 assinada pelo presidente da Província – o Barão da Boa Vista.

No quadro “Corrida Com História” de hoje, além de realçarmos o aniversário propriamente dito (179 anos), relembramos um dos maiores eventos cívicos já consignado  em nossas terras. O mesmo ocorreu  no inicio de maio  de  1943 (do dia 1º ao dia 06),  justamente para festejar o  primeiro centenário da  nossa elevação à categoria de cidade.

Governava a cidade, na qualidade de prefeito,  o professor  José Aragão. Profundo conhecedor da nossa história, o Mestre Aragão, como também era conhecido, de maneira antecipada, criou uma “comissão” para promover um conjunto de atividades para marcar o auspicioso acontecimento.

Além das inaugurações administrativas, de palestras e eventos cívicos e também  da construção de um monumento, em ato continuo,  realizou-se uma grande exposição no Pátio da Matriz, no sentido de agregar as “industrias nativas” e os seus respectivos  produtos. Lembremos que a energia elétrica havia “chegado” ao nosso lugar a pouco mais de duas décadas. Para concluir, poderíamos dizer que Vitória  – no dia 06 maio de 1943 – vivenciou o seu mais pujante e festivo aniversário de todos os tempos……..

Veja o vídeo…

https://youtube.com/shorts/L2hViGdJ35Q?feature=share

 

Corrida Com História: os 115 anos da chegada do carrossel ao “Largo da Estação”.

Desde a inicio da efetiva operação da “estrada de ferro”, em 1886, que o local,  que hoje exibe a Praça Leão Coroado (1917), ficou conhecido como “Largo da Estação”. Em função do trem, por motivos óbvios,  esse espaço ganhou fama e valor comercial, inclusive chegando abrigar vários hotéis simultaneamente.

Em 1907, num mês de abril, com entusiasmo, a imprensa escrita anunciava a grande novidade: um carrossel seria armado na cidade – no Largo da Estação – e estaria disponível para ser experimentado pelas famílias, diga-se: pai, mãe e filhos. Em ato contínuo, mais adiante, os parque de diversão, como ficou popularmente conhecido, tornaram-se a grande atração da parte profana das festas religiosas, nas terras antonenses.

Apesar de todas as tecnologias disponíveis, hoje, ainda observamos que os referidos “brinquedos” ainda se configuram em objeto de desejo da criançada. Assim sendo, no dia hoje, no nosso Projeto “Corrida Com História” realçamos os 115 anos da chegada do primeiro Parque de Diversão na nossa cidade, trazido por empreendedor e ator de outro município que se chama “Senhor Lira”. Veja o vídeo aqui.

https://youtube.com/shorts/by-f-nQweQ8?feature=share

Corrida Com História – 73 anos da oficialização do nosso aeroclube.

Outrora uma localidade  “distante” do centro da cidade, os bairros do Cajá e  Água Branca foram os escolhidos para sediar, por assim dizer, um dos sonhos mais ousados dos antonenses, isto é: no inicio da década de 1940 – quando o automóvel ainda era uma realidade para  pouquíssimos  moradores – efetivar um aeroclube na cidade.

Em livro produzido pelo eminente presidente do nosso Instituto Histórico  – que em breve será lançado -, professor Pedro Ferrer, o leitor, através de fotografias e um roteiro bem planejado,  cronologicamente falando, terá a oportunidade de entender um dos momentos mais ricos da nossa história, sob o ponto de vista da chegada do progresso em nossa cidade. Entusiasmos e união das classes produtivas e políticas, vale salientar.

Pois bem, foi a partir do jornalista José Miranda, através das páginas de um dos mais consagrados jornais do interior do Nordeste – O Lidador – que, em 1941,  jogou a semente em “terreno fértil”.  Logo, o aeroclube passou a ser sonhado por todos.

Depois de tantas ações e conquistas –  algumas com tragédias, inclusive –  finalmente, em 18 de abril de 1949, o Ministério da Aeronáutica autorizava, de maneira regular, o funcionamento do Aeroclube da Vitória de Santo Antão – Doutor Theodomiro Valois Côrreia. Hoje, 18 de abril de 2022, há exatos 73 anos, o fato foi  destaque do  nosso projeto  cultural/esportivo Corrida Com História.Veja o vídeo. 

https://youtube.com/shorts/mJtPxa8CHw4?feature=share

 

Corrida Com História – Casa dos Pobres – 87 anos.

Por incentivo do então Pároco da Matriz de Santo Antão, Padre Pita, em 1932,  foi criada uma sociedade com o nome de “União de Moços Católicos”. Coordenada pelo seu auxiliar, Padre João Rodrigues de Carvalho, a mesma teve na sua presidência o jovem advogado Mário de Farias Castro.

Talentoso e imbuído dos melhores sentimentos da caridade cristão, o doutor Mário Castro,  sonhou em construir um espaço para abrigar as pessoas  idosas sem recursos financeiros e também socorrer os indigentes e famintos. Foi desse empreendimento social que surgiu a “Casa dos Pobres”, há exatos 87 anos – 17 de fevereiro de 1935.

Após mobilizar a sociedade  antonense, no sentido de angariar recursos financeiros para adquirir o “Sítio das Pitombeiras” e construir o atual prédio da Casa dos Pobre, o doutor percebeu que para a obrar ter lastro financeiro, ou seja, não ser totalmente dependente de doações e recursos governamentais, normalmente incertos, concentrou esforços em novas campanhas financeiras, junto a comunidade, principalmente no âmbito dos católicos,  para construir casas nos restante do terreno para ser alugadas com renda dedicada à entidade.

O tempo passou e hoje, 87 anos depois, a “Casa dos Pobres” se materializa numa das obras sociais mais efetivas e vitoriosas da historia da nossa cidade. A mesma vem cumprindo o seu papel social se adaptando e renovando dento do seu propósito. Corrida Com História!

 

Corrida Com História – a história que fez surgir o “Leão” e o “Camelo” em nosso carnaval.

Muito antes do termo “frevo” ser registrado pela primeira vez – isso ocorreu na primeira década do século XX – os folguedos de momo na então “Cidade da Vitória” já se configuravam  como uma festa consolidada. Os jornais locais, lá por volta de 1880, já falavam de algumas agremiações com algum tipo de  organização.

Mais adiante três tipos de agremiações ganharam forma: fado, critica e manobra. Os de manobras, se bem observado, ganharam nomes de utensílios domésticos: chaleira, espanadores, vassouras,  abanadores e etc.  Apelidado como o “papa-clube”, por conseguir angariar a simpatia dos componentes das  outras agremiações, o “Abanadores” tornou-se o “mais forte”. Para rivalizar com ele, 1921, surgiu, com muita força,  o “Vassouras”.

Mas foi em 1925, após um ensaio de rua que o poeta Teopompo Moreira, simpatizante do “Abanadores” que, empolgado, disse que o seu clube iria “engolir todos”, ou seja: era um verdadeiro “Leão”. De maneira rápida, Como resposta, os integrantes do “Vassouras”, disseram representar a “resistência”. Como símbolo desse sentimento, elegeram o “Camelo”.

Eis aí, portanto, no dia que se comemora mais uma edição do “Dia do Frevo”09 de fevereiro –  a história que norteou  a nossa festa maior durante boa parte do século XX. Corrida Com História.

Corrida Com História – 117 anos do Anjo da Vitória – 1905/2022.

Corria o ano de 1902 quando, por iniciativa do Bispo Diocesano Dom Luis Raimundo da Silva Brito, em ambiente festivo, conclamou a comunidade antonense a marcar com um monumento à batalha vencida contra os holandeses no nosso Monte das Tabocas.

Ideia aceita, comissão formada para efetivar a empreitada cívica,  logo surgiu a primeira divergência. O Bispo queria erguer o tal  monumento no sítio histórico (Monte das Tabocas), já o povo gostaria que o mesmo fosse edificado na cidade. Venceu o desejo dos nativos.

Assim sendo, depois de dois anos e meio de lenga-lenga, em 21 de dezembro 1904 a  pedra fundamental foi  posta e, com pouco mais de trinta dias, justamente em 27 de janeiro de 1905, com a presença do Bispo Luis de Brito,  todos se reuniram para festejar a inauguração do mesmo.

Não sem sentido, o dia 27 de janeiro foi o escolhido. Essa data realça, justamente,  o ponto alto da chamada “Restauração Pernambucana” fato que culminou com à expulsão dos holandeses do nosso território, em 1654. Evento esse (restauração)  que teve como ponto de partida a épica batalha travada e vencida, em 1645, no nosso Monte das Tabocas. Por ocasião das comemorações do centenário do referido monumento, ocorrido em 2005, juntamente com o meu pai, Zito Mariano, estive presente. 

Entre tantas outras histórias, envolvendo esse monumento, uma versão popular que ganhou força nas primeiras décadas do século XX dava conta de que “no dia em que aquele anjo tocasse sua trombeta, o mundo se acabaria”.  Para as crianças da época, essa possibilidade se configurava em verdade insofismável. Comemoremos, então, hoje, 27 de janeiro de 2022 o aniversário de 117 anos desse importante monumento da nossa cidade, antes que ele possa tocar sua trombeta.  Corrida Com História.

 

Corrida Com História – Ajuste Histórico – data da fundação do nosso lugar.

Com base na historiografia local as autoridades da época, em  26 de agosto de 2002, através da Lei 2.942, decidiu  oficializar o ano de fundação do nosso lugar em 1626. Já o dia 17 de janeiro, como dia oficial,  deu-se por  “um acordo”, já que não existe fontes  documentais lastreando tal decisão.

Pois bem, a mais nova postagem do  nosso Projeto Corrida Com História alerta  à necessidade de, enquanto cidade, promovermos um “ajuste” no contexto do registro histórico nas festividades do nosso Padroeiro (Santo Antão),  algo relativamente comum nesse tipo de literatura cientifica/acadêmica.

Nossa cidade, no ano de 2026, chegará aos seus 400 anos de história formal,  algo  muito relevante se considerarmos que o nosso Brasil foi “descoberto” em 1500, ou seja: possui apenas 512 anos.

Pois bem. Se nesse ano de 2022 a Festa do Glorioso Santo Antão chegou para edição de  número 397ª, na sequência, em 2025, chegará para edição de de número 400 antes mesmo da fundação do nosso lugar, algo, convenhamos,  que não encontra  amparo num contexto histórico  seguramente consistente.

Em breve,  por necessidade, as autoridades eclesiásticas, políticas e culturais da nossa cidade serão obrigadas a se debruçarem  sobre essa questão, no sentido da melhor solução para esse descompasso históricoCorrida Com História.

“Corrida Com História” – Estação Ferroviária – 136 anos.

A inauguração do trecho da “estrada de ferro” (como assim foi chamada) que conectou nossa cidade ao Recife, ainda na segunda metade do século XIX (1886), indiscutivelmente, configurou-se em um dos eventos mais transformadores dos quase 4 séculos de história do nosso lugar.  O trem, naquele recorte temporal, era uma espécie de simbologia do próprio  progresso.

Mais que as festividades do evento inaugural o referido empreendimento público produziu na sociedade antonense e para toda região,  de então, e  também às gerações vindoura do século XX, um conjunto de mudanças  e avanços nunca antes visto. No comércio, por exemplo, com a facilitação do deslocamento de pessoas e mercadorias, em poucas décadas,  nosso lugar experimentou um surto crescimento  e desenvolvimento econômico  vertiginoso.

Ao longo dos anos “o trem” na nossa cidade cumpriu o seu imprescindível papel. Mas devido à política nacional equivocada de priorização do sistema de transporte rodoviário em detrimento ao eficiente e barato transporte ferroviário o mesmo  caiu em decadência e desgraça. Para piorar nossa situação, político locais, em comum acordo, em duas décadas,  cuidaram  de destruir a malha ferroviária que cruzava a cidade, dificultando assim qualquer possibilidade de reabilitação da mesma.

No seu centenário, em 1986, segundo o amigo Antonio Freitas, diretor da Agremiação Carnavalesca “ O Coelho”, a referida troça, em seu carro alegórico,  produziu uma bonita homenagem a esse importante e transformador equipamento publico. Assim sendo, nesse contexto, no nosso projeto cultural e esportivo que se chama “CORRIDA COM HISTÓRIA”, registramos  a passagem dos 136 anos da sua inauguração, ocorrida  exatamente em 09 de janeiro de 1886.

 

Corrida Com História – há 78 anos fomos “rebatizada” com o nome do santo.

Aproveitamos os primeiros raios solares do Ano Novo (2022)  para produzir mais um quando do  nosso projeto “Corrida Com História”. Não só pela simbologia universal o dia primeiro de janeiro para nós, antonenses, também carrega tem um forte significado local.  Foi justamente nesse dia, no ano de 1944, que fomos, na qualidade de cidade, “rebatizados” por “Vitória de Santo Antão”.

Nosso lugar, após  já haver sido  catalogado como povoado, freguesia e vila, no dia 06 de maio de 1843 recebeu o título honorifico de cidade. Para exaltar a batalha vencida contra os holandeses, em 03 de agosto de 1645 no Monte das Tabocas, as autoridades da época resolveram assim nos nominarmos:   “Cidade da Victoria”.

Pois bem, cem anos depois,  por força de uma Lei nacional em que  regulamentava  no País as chamadas cidades com nome em “duplicatas”, ou seja, com nomes iguais,  a população da nossa cidade foi chamada a decidir por outro nome. Nesse contexto, a capital do estado do Espírito Santo, Vitória, por preencher os requisitos, permaneceu com  o seu nome original.

Após muito debate e várias possibilidades,  dois nomes foram sugeridos ao crivo popular: “Vitrice” e Vitória de Santo Antão. Ganhando o segundo. Governava a cidade, na qualidade de prefeito, o professor José Aragão. Assim sendo, ostentamos o nome atual – Vitória de Santo Antão -,  por incrível que possa parecer,  apenas há 78 anos, ou seja: oficialmente desde primeiro de janeiro de 1944. CORRIDA COM HISTÓRIA.

Corrida Com História – homenagens ao Senhor Jesus Cristo.

Na esteira das comemorações natalinas reservamos a manhã do domingo, dia 26 de dezembro, para lembrar duas homenagens  ao senhor Jesus Cristo, ocorridas na nossa cidade. A primeira nos remete ao dia 28 de julho de 1901, ocasião em que a comunidade católica da nossa cidade celebrou o ato inaugural do Monumento conhecido como “Pirâmide da Matriz”, evento que marcou a passagem do século 19 para o século 20.

 A segunda, por assim dizer, diz repeito ao meu nascimento. Por haver chegado ao mundo no contexto natalino, meus pais – Anita e Zito – resolveram homenagear o Natal, dando-me o simpático nome de Natalício. Ainda na maternidade, mãe e filho, receberam a visita do escritor, jornalista e poeta Célio Meira – meu avô materno.

Ao indagar o nome da criança e a justificativa pelo qual o  mesmo foi escolhido, resolver fazer um sugestão dizendo: “ minha filha, ao invés de homenagear o Natal, porque vocês num homenageia o verdadeiro símbolo do Natal que é Cristo, botando o nome dele de Cristiano?”

A sugestão foi prontamente aceita por meu pai, Zito Mariano, e, a partir de então, eu “virei” Cristiano numa homenagem direta ao Senhor Jesus Cristo. Eis aí, portanto, mais uma revelação do quadro Corrida Com História.

Ainda no contexto da passagem do meu aniversário, os amigos diretores do nosso Instituto Histórico – instituição que faço parte – resolveram, de maneira bem humorada, prestar-me uma homenagem gravando um vídeo dentro do padrão por nós usado no aludido projeto: Corrida Com História.

Assim sendo, aproveito para agradecer aos amigos  Pedro e  Fernando,  estendendo a todos aqueles que me cumprimentaram pela passagem de mais um aniversário natalício. Show!! Obrigado a Todos!

Corrida Com História – 5 anos do Grupo de Corrida “Vapor da Vitória” e o centenário da primeira prova da modalidade.

Foi justamente aos pés do “Anjo da Vitória”, exatamente no dia 08 de dezembro de 2016, ou seja há 5 anos, que se materializava o grupo de corrida “Vapor da Vitória”. Seu nome surgiu em função do sonho de todo corredor  –  iniciante, amador e profissional – que é manter-se no “vapor” durante todo percurso, algo quase sempre impossível.

O primeiro registro de uma  corrida em nossa cidade nos remete ao longínquo ano de 1921: 100 anos. Foi o time de futebol local  –  Guarany Sport Club –  que promoveu uma disputa até o então distrito de Pombos. O vencedor, com o tempo de 1:15h, foi o atleta de nome de Raul. Nos estatutos da referida agremiação,   entre outras coisas, constava que a mesma destinava-se “ a promover todos esportes terrestres que desenvolvam fisicamente os indivíduos”.

O tempo passou e a modalidade – Corrida de Rua – ganhou o mundo. Na Vitória de Santo Antão do século XXI cada dia temos mais atletas nas ruas. Nesse contexto, vários grupos de corrida surgiram, dentre eles destacamos o Grupo Vapor da Vitória que hoje, 08 de dezembro de 2021, comemora os seus primeiros 5 anos de plena atividade. Assim sendo, segue os parabéns a todos integrantes do grupo, sobretudo aos  fundadores:  Wilian Barros e Walmir Cordeiro de Farias (Júnior). 

 

Corrida Com História – os 100 anos de Nestor de Holanda.

Se vida física tivesse, hoje, primeiro de dezembro de 2021, estaria o antonense Nestor de Holanda Cavalcanti Neto comemorando seu centenário. Falecido prematuramente de infarto, aos 49 anos, em 14 de novembro de 1970, Nestor de Holanda, como se tornou internacionalmente conhecido,  foi um dos  “sopros de vida” que ganhou mais projeção da nossa terra.

Órfão de pai ainda criancinha,  após as primeira vivências em sua terra natal, seguiu com a família para morar em Recife, exatamente na Rua do Sossego. Na qualidade de jovem, estudou e ingressou no “mundo do jornalismo”. Ainda na Capital pernambucana, conviveu com pessoas influentes e artistas renomados, como Valdemar de Oliveira.

Aos 20 aos, em 1941, em busca de novos horizontes profissionais, seguiu para o Rio de Janeiro e de lá ganhou o mundo,  através da sua mente privilegiada. Da ponta da sua caneta, impulsionada pela sua brilhante criatividade,  Nestor tornou-se um cidadão universal.

Curiosamente, muitas das suas histórias e crônicas, dizem os mais próximos, foram coletadas no meio da feira da nossa Vitória de Santo Antão quando, no auge da fama, vinha passear e gozar de férias em Pernambuco. Para conhecer mais sobre esse “imorrível” conterrâneo, aconselho uma visita à internet,  para viajar  um pouco mais nas ondas da sua genialidade. Viva os 100 ano de Nestor de Holanda!!! Corrida Com História….

“Corrida Com História” – bastou uma topada e a data ficou errada…..

Na cabeça, na noite de ontem (25), antes de dormir, estava tudo pronto. Como de costume, às 4:40h, após o toque sempre incômodo do despertador,  abri os olhos e já coloquei os pés nos chão. Aliás, acordar ainda no escuro da noite e logo colocar os pés no chão se configura numa técnica infalível àqueles  que se comprometem consigo mesmo em praticar atividade física matinal regular.

De maneira automática, logo lembrei: hoje tem mais uma edição do  quadro “Corrida Com História”. Ingestão pré-treino e, em ato contínuo,  aquecimento para o coração “jogar sangue” na musculatura com força. As primeiras centenas de metros, até o primeiro KM,  sempre são “amarradinhos”. Dizem os especialistas  na área esportiva que a disciplina é mais importante do que a motivação.

Além de todas as outras motivações, que são importantíssimas,  hoje, 26 de novembro de 2021, havia um fato, a meu juízo, interessante para ser realçado e lembrando no salutar e enriquecedor  quadro  “Corrida Com História”.  Com o percurso de 6k concluído, calculado  antecipadamente  para terminar no ponto exato que  deveria servir de palco para filmagem, acionei  o celular para fazer a autofilmagem. Algumas tentativas e duas delas me pareceram boas mensagens, tanto no sentido visual quanto no conteúdo exposto.

Para não perder o “suor” que escorria pelo corpo todo,  acionei  novamente o “motor”,  no sentido do retorno à moradia,  para fazer mais 2,5km extras. Após o refrescante e relaxante banho chegou a  hora da postagem e do devido compartilhamento das informações,  que aliás, diga-se de passagem: já caíram no gosto popular dos antonenses. 

Nesse momento, numa espécie de revisão final,  observei  que  na minha fala havia um erro na data  de hoje. Ou seja:  ao invés de dizer “sexta-feira, dia 26 de novembro”  falei  “sexta-feira 21 de novembro”. Erro imperdoável para um registro dentro do contexto do quadro “Corrida Com História”. Voltar para refazer? Seria a única solução, mas depois do banho,  sinceramente,  o “clima” já outro……

Resumo da ópera: NÃO POSTEI. Mas, curiosamente, no meu celular, ficou “salvo”  a primeira tentativa de gravação, na qual foi interrompida por conta de uma topada. Para as pessoas  supersticiosas já seria um “aviso” de que algo iria sair errado. Com relação ao fato do dia “26 de novembro”  o mesmo  será oportunamente  realçado em 2022 ou 2023……Vamosimbora….. Segue o vídeo da topada!!!

Corrida Com História – Instituto Histórico e Geográfico – 71 anos de história.

Hoje, sexta-feira, 19 de novembro, nossa “parada”, dentro do peculiar quadro   “Corrida Com História” ocorreu defronte ao prédio que abriga, desde de 1950, o nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, ou seja: O MAIOR PROJETO CULTURAL DA VITÓRIA DE TODOS OS TEMPOS.

Nesses 71 anos ininterruptos de atuação reconheçamos que este sodalício construiu-se de maneira coletiva, mas devemos sempre sublinhar a figura do emblemático Padre Pita, pároco da nossa Matriz de Santo Antão que muito antes do instituto ser materializado já havia “jogado” a semente da preservação histórica no nosso solo fértil da então bucólica cidade de Vitória.

Assim sendo, devemos sempre louvar as melhores ideias e suas respectivas ações, no sentido da materialização edificante. Concluo, dizendo: o nosso Instituto Histórico é uma casa que preserva o passado e  registra o presente porque está conectada ao futuro.

“Corrida Com História” – “o difícil é ser fácil”.

Com muito ou pouco conhecimento dos seus respectivos benefícios, de maneira geral, os adultos sabem da importância e os impactos da atividade física regular,  no sentido da construção de uma vida saudável, sobretudo às pessoas que já dobraram a esquina das quatro décadas de primaveras. Em ato contínuo também é de conhecimento amplo que manter-se ativo fisicamente não é uma tarefa das mais fáceis.

Na qualidade de “coroa” que já envergou mais de meio século de vida, busco as mais diversas motivações para continuar praticando a corrida de rua. Dentre o rosário de motivações, destaco o projeto original por nós idealizado, produzido  e protagonizado que carrega uma salutar e curiosa mistura, ou seja: cultura/corrida/sentimento/pertencimento/ação cidadã e etc.

O “Corrida Com História”, iniciado há mais de um ano, vem cumprindo o seu papel. Ao circular na cidade, mesmo em tempos de restrições sociais, por conta da pandemia, muitas são as abordagens efusivas de pessoas conhecidas e até de outras não as conheço,   sob os vários aspectos já citados.

Já no “mundo digital”, principal plataforma de divulgação do trabalho,  na medida do possível, procuro responder a todas as mensagens. “Tá, essa eu não sabia” – “Nunca ouvi falar nisso” – “ Estou conhecendo minha cidade” – essas estão  entre as manifestações mais frequentes.

Recentemente, numa manhã ensolarada, ao circular pela Rua Senador João Cleofas de Oliveira e passando bem em frente à Loja Cattan (antigo prédio da emblemática Pitú-Lanches), o profissional da pintura, conhecido como “Daniel Artes”, ao cruzar comigo, de maneira entusiasmada, disse: “ foi aqui que  funcionou o primeiro cinema de Vitória, segundo meu amigo Pilako”. Na mesma hora, parei e pedi-lhe para registrar o momento.

Eis aí, portanto, um dos exemplos da  materialização do nosso peculiar projeto que atende pelo nome de  “Corrida Com História”. Ou seja: transformar informações históricas, muitas vezes densa e rebuscada,   pertencente apenas ao empoeirado mundo dos livros e jornais antigos em linguagem simples, objetiva e dinâmica  tornando-a  acessível às pessoas  de todas as camadas sociais. Esse, contudo,  configura-se no grande desafio dos que passaram pelas academias e faculdades. Para concluir, quero  lembrar  o professor, poeta e  pensador antonense, Sosígenes Bittencourt, dizendo: “o difícil é ser fácil”.

Corrida Com História – Açougue da Vitória – 156 anos.

Dentro do Projeto Cultural/Esportivo/Histórico, no qual, entre outras coisas,  através da atividade física procuramos realçar o rico acervo a céu aberto da nossa “Aldeia” – Vitória de Santo Antão, hoje, 11 de novembro de 2021, realçamos os 156 anos da inauguração do Açougue da Vitória.

Obra edificada com “dinheiro provincial” e tocada pela Câmara de Vereadores da Vitória, a mesma, inicialmente, foi orçada em quatro mil e quinhentos réis. Na sua planta original, suas dimensões se socorrem de uma unidade de medida disponível para época, ou seja: era contado em palmos….

Por conta da maior tragédia dos nossos quase 400 anos de história, o surto da cólera, que ceifou um terço da população de então, sua construção durou mais de uma década, devido à paralização. Hoje, esse prédio é a mais antiga edificação pública de pé que temos na cidade.

Em 1965, no seu centenário, o então prefeito Ivo Queiroz promoveu uma grande restauração nas suas instalações,  sem prejuízo para o projeto arquitetônico original. No contexto histórico, sem sobre de dúvida, esse empreendimento foi um marco para o nosso lugar e, definitivamente, colocou-o na rota do tão sonhado desenvolvimento. Corrida Com História.

Corrida Com História: 85 anos da escola de Pacas – Instituto 5 de Julho.

Há exatos 85 anos – 24 de outubro de 1936 – Vitória, ao inaugurar o primeiro centro regular de educação profissionalizante do estado de Pernambuco, exibia o estandarte do pioneirismo e protagonismo político. Na qualidade de secretário estadual de Agricultura, anos antes, o ex-prefeito da nossa cidade, João Cleofas, desapropriou o Engenho Pacas. Na referida porção de terra duas obras importantes foram construídas: a barragem de Pacas e a  já citada escola agrícola, que recebeu o nome de “ Instituto 5 de Julho”, uma referência direta aos movimentos da revolução 1930.

Num clima de festa e euforia, juntamente com população e demais autoridades locais, às 9h, num dia de sábado,  o então prefeito, José Alexandre, recebeu, na Estação Ferroviária,  a comitiva liderada pelo  governador Carlos de Lima Cavalvanti que seguiram de carro até a zona rural para solenidade inaugural.

Passados mais de oito décadas desse importante acontecimento político/administrativo, a referido empreendimento educacional/social mudou de nome várias vezes e, atualmente, cumpre função na chamada medidas  ressocialização com o nome de FUNASE. Essas, portanto, são algumas das informações importantes que catalogamos no nosso projeto esportivo/cultural que tem, entre outro objetivos, estimula à pratica esportiva  aliada ao sentimento de  pertencimento ao nosso torrão natal e que enverga o simpático título de: CORRIDA COM HISTÓRIA!

 

CORRIDA COM HISTÓRIA – 76 anos do Colégio 3 de Agosto.

Hoje, 13 de outubro de 2021, o Colégio 3 de Agosto completa 76 anos de relevantes serviços prestados ao nosso povo, em especial à educação antonense. Foi o então prefeito Coronel José Joaquim da Silva que em 1945 efetivou o ensino secundário na nossa cidade criando o então “Ginásio 3 de Agosto”.

Por dever de justiça, devemos lembrar que ainda na década de 1930, dois grandes baluartes da educação antonense, com ousadia e empreendedorismo, Padre Felix Barreto e Mestre Aragão, desbravaram no ensino secundário na nossa cidade, criando o “Ginásio da Vitória”, nesse mesmo prédio, que antes já havia funcionado um hotel – Hotel dos Viajantes.

Já na década de 1960 o então prefeito José Augusto Ferrer de Moraes lhe equipa com o curso do “cientifico”, passando a se chamar “Colégio Municipal 3 de Agosto”. Em fevereiro de 1971, com ampliação, as dependências do referido educandário serve de embrião para a primeira faculdade da Vitória, hoje – FAINTVISA.

Efetivamente, após os chamados testes de admissão,  a unidade de ensino começou operar em março de 1946, logo sendo motivo de muito desejo das famílias locais. Ao longo das décadas, diretores professores e sem números de alunos emolduraram com o maior brilhantismo o nosso mais importante núcleo educacional. Essa é mais uma contribuição à memória local, do nosso projeto que atende pelo simpático nome de: CORRIDA COM HISTÓRIA. 

 

Corrida Com História – 91 anos do clássico que marcou a inauguração do “Campo do Sport”.

Dentro do Projeto “Corrida Com História”, hoje, 05 de outubro de 2021,  registramos a passagem dos 91 anos do clássico futebolístico interiorano: Sport Club de Vitória X Colombo, da cidade de Limoeiro. Essa partida marcou a inauguração do “Campo do Sport”, antes conhecido por “Dique”, por ser próximo ao antigo reservatório, local onde as famílias menos abastarda da cidade se abasteciam  de água para os afazeres da vida comum.

O Sport Club Vitória, fundado em 21 de fevereiro de 1929, merece destaque na nossa história por haver atuado em diversas frentes. Além do esportivo – com destaque para o futebol – promoveu importantes eventos sociais, festivos e até literário. Ao longo do tempo, como tantas outras instituições, experimentou períodos de muita e pouca efervescência. Dentre alguns dos seus presidentes, citamos: Renato Uchoa Campelo  (1937), Severino Dionísio das Neves Junior (1942), Severino Cabral (1943), Severino Francisco da Silva (1956), João de Albuquerque Álvares (1957) e José Paulino (1958).

Na qualidade de figura emblemática do famoso Sport Club de Vitória, rubro-negro da nossa terra, o grande destaque foi José Manoel da Costa – mais conhecido por José da Costa. Não a toa, o não menos importante desportista local,  Ovídio Verçosa, em 1959, propôs o seu nome para emoldurar o maior palco do futebol amador local – Estádio José da Costa.

Aos mais atentos com os fatos históricos, esse empreendimento social/esportivo,  ao seu tempo,  por assim dizer, teve uma importância na nossa formatação como lugar  autônomo que vai muito além de um time de futebol – Corrida Com História.

Corrida Com História – Sobradinho da Imperial.

Não por maldade, mas circula a informação na nossa cidade que o Imperador Dom Pedro II e sua comitiva, por ocasião da sua visita na então “Cidade da Vitória”,  em 1859, pernoitaram no prédio que é conhecido pelo carinhoso e simpático nome de “Sobradinho da Imperial”. Vale informar que, hoje, o mesmo pertence ao patrimônio do nosso Instituto Histórico e abriga a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. A informação correta, sobre o espaço que serviu como “Paço Imperial”,   é que o Imperador hospedou-se no imóvel da Rua Imperial 187, que à época pertencia ao Doutor Santos e que desde de 1950 foi instalado o nosso Instituto Histórico- também conhecida como ” Casa do Imperador”. 

Voltando ao “Sobradinho da Imperial”, sobre esse imóvel, de valor histórico incalculável,  podemos afirmar que é  o único prédio da nossa cidade que  ainda guarda as características originais, remanescente  da então Vila de Santo Antão (1812 a 1843).

A partir da sua arquitetura,  por exemplo, poderemos inferir um conjunto de informações importantes e relevantes da história internacional,  de ocupações e guerras.  Já sobre à forma de vida dos nossos antepassados outras tantas  “portas” para o conhecimento  se abrem.

Essa é a nossa Vitória de Santo Antão. Cheia de encantos, mistérios   e belezas. Noutra ocasião, através  desse projeto que mistura saúde, lazer, esporte , cultura, história e pertencimento,  que o intitulamos por  Corrida Com História, mais informações serão catalogadas. Forte Abraço!!