Museu do Trem: faltou a nossa então “Cidade da Vitória”……

Fazendo parte da comitiva da “Corriola da Matriz”, na manhã do sábado (25), em mais uma “missão cultural” promovida pelo  grupo, circulamos pelo centro do Recife. No roteiro, previamente traçado, começamos pelo “Museu do Trem”. Seguimos pela “Casa da Cultura” para depois  almoçarmos  no “Hotel Central”. No que se refere ao recorte “profano” da “missão”, acabamos  bebericando  no “Mercado da Boa Vista”. Um ótimo passeio. Cada lugar com a sua história, encanto  e magia.

Pois bem, no “Museu do Trem”, nossa primeira parada,  de maneira curiosa, no sentido de encontrar “novas” informações sobre à chegada da famosa “estrada de ferro” em nosso torrão, acabei, confesso, um pouco desapontado.

Sublinhemos, contudo, que o “museu do trem” é um local que merece ser visitado, sobretudo pelas pessoas que,  de certa forma,  vivenciaram o vai e vem dessas locomotivas. Tudo muito organizado e convidativo.

Meu desapontamento, por assim dizer, se refere justamente ao painel que trata da expansão da “Linha Tronco Centro Pernambuco”. Nela, há uma espécie de linha do tempo para explicar  o “avanço do trem” na direção do interior.

Iniciado o processo em 1881, a partir do Recife, quatro anos depois (1885) é inaugurado o primeiro trecho até Jaboatão (17 km). Desse ponto,  segue  direto para 1894, contemplando  a cidade de Gravatá, pulando nossa então “Cidade da Vitória”, que fora  agraciada com a chegada do trem justamente em 1886, que aliás, esse ano (2026), está completando 140 anos de história.

Como bom antonense e estudioso da história local, de imediato, educadamente, procurei os responsáveis pelo “Museu do Trem” para questionar o fato de não existir a estação de Vitória naquele painel importante, no contexto histórico pernambucano.

Após ouvir meus questionamentos,  a responsável disse que iria procurar o curador do museu para repassar minha inquietação, no apontamento dessa falha. Em ato continuo, coloquei-me a disposição para “alimentar”, com  informações fidedignas, seguras e relevantes essa lacuna historiográfica, no sentido da justa informação emitida por esse  importante equipamento de conhecimento público.

Assim sendo, espero haver contribuído para o aperfeiçoamento do referido museu. Sempre usei os meus conhecimentos sobre a  história da Vitória como uma espécie de  ferramenta coletiva de conhecimento. Viva Nossa Vitória!!!

 

 

Festa da Saudade – Super OARA – 15 de agosto.

No vídeo, um pouco do astral de uma das edições da Festa Saudade, evento dançante que celebra o bom repertório musical e o encontro de gerações: 

Serviço:

Evento –  9ª Festa da Saudade 

Dia – 15 de agosto

Local – Clube Abanadores O Leão

Atrações musicais: Banda Pinga Fogo e Orquestra Super OARA

R450, mesa para 4 pessoas – $800, camarote para 10 pessoas 

Reservas de mesas e camarotes: 9.9188.3054

São João e São João – por Sosígenes Bittencourt.

Das três maiores festas anuais, o São João é a mais singela e tradicional. O Ano Novo nos trespassa de tristeza, porque sugere a contagem do tempo e amontoa os mortos. Abrimos álbum de retrato e botamos pra chorar. O Carnaval é uma festa perigosa, de extravasar frustrações. O pessoal só falta correr nu pela rua.

O São João é uma festa mais pacata, que relembra nossas tradições mais atávicas, nossas raízes culturais. Lembro-me do São João das ruas sem calçamento. O mundo parecia um terreiro só. As mulheres cruzavam as pernas, enfiavam as saias entre as coxas, para ralar o milho e o coco, enquanto os homens plantavam o machado nos toros de madeira para fazer as fogueiras. À tardinha, a panela virava uma lagoa de caldo amarelo onde fervia o maná das comezainas juninas. A meninada ensaiava o jeito de ser homem e mulher. De chapéu de palha, bigode a carvão e camisa quadriculada, era quando podíamos chegar mais perto das meninas sem levar carão nem experimentar a sensação de pecado. O coração se alegrava quando sonhávamos com a liberdade de adultos que teríamos um dia. Batia uma gostosíssima impressão de que estávamos bem próximos de fazer o que não podíamos fazer. Os ensaios de quadrilha relembravam a tristeza do último dia. Pois um ano durava uma eternidade, as horas eram calmas, podíamos acompanhar a réstia do sol e contar estrelas. Pamonha, canjica e pé-de-moleque eram tarefas de dona de casa prendada, de quem o marido se gabava. Tudo era simples e barato, ninguém enricava com a festa. A novidade era a radiola portátil, e os conjuntos eram pobres de tecnologia, mas os instrumentos ricos de som e harmonia, manuseados com habilidade e gosto, na execução do repertório da festa do milho. Quando São Pedro se ia, ficava um aroma de saudade na fumaça das derradeiras fogueiras e no espocar dos últimos fogos.

Sosígenes Bittencourt

9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.

E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.

Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺

📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto

Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.

A luva do tetra é minha……….

No contexto do aquecimento da torcida brasileira, o Jornal Nacional, desde a última segunda-feira (1º de junho), vem exibindo uma “série especial” realçando momentos épicos da nossa seleção,  em variadas participações na Copa da FIFA. Ontem, quinta-feira (04), por exemplo, sublinhou o quesito “união”.

Tal qual o momento atual, na Copa de 1994, amargávamos um jejum de 24 anos sem o cobiçado título de “Campeão do Mundo”. O último havia sido conquistado no México, em 1970.

Com a exibição de várias imagens, destacando um determinado jogo no Recife, acabei motivado em escrever essas  linhas…..

Pois bem, nas eliminatórias, em 1993, a seleção brasileira vivia o drama de não se classificar para a copa de 1994.   Vaiada em algumas partidas, em função do péssimo desempenho em campo, chegou a vez de jogar no Recife,  contra a Bolívia. Aliás, vale lembrar: o selecionado boliviano, antes, “em casa”, havia metido 2X0 no selecionado brasileiro.

Eis que do fundo poço, ainda no vestiário (segundo informações da época),  surge a ideia do time, numa demonstração inequívoca de união,  entrar com as “mãos dadas”. Resumo da ópera: o Brasil goleou a Bolívia. Aliás, dizem, os entendidos, que o inicio do título do tetra, alcançado nos EUA, começou no Recife, exatamente no jogo em tela.

Pois bem, na qualidade torcedor, juntamente com mais 70 mil pessoas,  estive nesse jogo , ocorrido no campo do Santa Cruz, ou seja: “Mundão do Arruda”.

Por motivo alheio a minha vontade, acabei, na arquibancada, ficando posicionado atrás de uma das barras. Como prêmio, por ordem e graça do destino – aquilo que a gente chama de sorte – acabei sento agraciado com a luva do então goleiro titular da seleção: Claudio Taffarel. De maneira aleatória, em momento de euforia, ele jogou para a torcida,  mesmo na  direção em que eu estava.

Assim sendo, até hoje, 33 anos depois, continuo guardando a referida peça. Uma joia rara, lembrança do jogo que mudou a história do futebol mundial. “O Brasil ganhou o tetra no Recife”:  estamparam os jornais pernambucanos daquela época…..“Vai que é tua Taffarel……………….”

Pitú leva tradição pernambucana, inovação e lançamentos para a APAS Show 2026.

Marca pernambucana participa do maior evento supermercadista das Américas reforçando expansão nacional com portfólio diversificado, linha saborizada e novas batidas prontas em embalagem tetra pak

A Pitú, uma das marcas mais tradicionais e consolidadas do setor de bebidas do Brasil, confirma presença na APAS Show 2026, reconhecida como o maior evento de alimentos e bebidas das Américas e o maior festival supermercadista do mundo. A feira será realizada até 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo líderes da indústria, varejistas, distribuidores, supermercadistas e especialistas nacionais e internacionais em uma ampla plataforma de negócios, networking e inovação.

Participando de mais uma edição do evento, a cachaçaria pernambucana aproveita a vitrine estratégica da APAS para reforçar sua expansão em mercados de todo o Brasil, apresentando novidades que traduzem o atual momento da empresa: tradição aliada à inovação.

No estande da marca, visitantes, parceiros comerciais e potenciais clientes terão acesso ao portfólio completo da Pitú, além de experiências de degustação e apresentação de lançamentos recentes. Entre os principais destaques estão a nova linha de batidas prontas e cremosas, lançada em 2026, disponível nos sabores coco, maracujá e morango — e a consolidada linha de produtos saborizados — Pitú Mel e Limão, Pitú Caju e Pitú Banana.

O novo produto representa um marco na trajetória da empresa por apostar em um formato inédito dentro do segmento: embalagens tetra pak, oferecendo ao consumidor praticidade, cremosidade e uma experiência diferenciada de consumo.

“Começamos 2026 trazendo um produto completamente diferente de tudo o que já havíamos feito até então. Nossa linha de batidas prontas e cremosas representa inovação tanto no sabor quanto na apresentação. Iniciamos a distribuição no Nordeste e agora ampliamos para todo o território nacional”, destaca Maria Eduarda Ferrer, gerente de marketing da Pitú.

Os lançamentos seguem mudanças importantes no comportamento do consumidor brasileiro, que busca bebidas mais leves, doces e com menor graduação alcoólica, ampliando ocasiões de consumo e alcançando novos públicos. “O nosso grande guia é o desejo do consumidor. Temos sabor e qualidade como prioridades em todos os lançamentos, sempre preservando o DNA da marca”, reforça a executiva.

Com 88 anos de história, a Pitú mantém posição de destaque como líder nas regiões Norte e Nordeste, vice-líder nacional no segmento e uma das 20 bebidas destiladas mais produzidas do mundo. Presente em mercados internacionais como Alemanha, Estados Unidos, Argentina, México e Japão, a empresa leva sua identidade pernambucana para diferentes continentes, fortalecendo suas raízes enquanto amplia fronteiras.

A participação na APAS Show 2026 também reforça o compromisso da empresa em se manter moderna, competitiva e alinhada às tendências globais de consumo, sem abrir mão da tradição construída desde sua fundação, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, em 1938.

“Temos orgulho da nossa capacidade de inovar sem perder de vista nossa base e nossas tradições. Seguiremos expandindo nossa presença nacional e diversificando nosso portfólio para atender diferentes perfis de consumidores”, destaca Elmo Neto, diretor presidente.

Mais do que apresentar produtos, a presença da Pitú na APAS simboliza o fortalecimento de uma marca genuinamente pernambucana em um dos ambientes de negócios mais relevantes do mundo, consolidando sua posição como referência em qualidade, inovação e tradição no mercado brasileiro de bebidas.

Sobre a Pitú
Fundada em 1938, em Vitória de Santo Antão (PE), a Pitú é uma das maiores indústrias de cachaça do Brasil. Líder nas regiões Norte e Nordeste e vice-líder nacional, a marca se destaca por sua tradição, qualidade, inovação e forte conexão com a cultura pernambucana. Atualmente, a empresa investe continuamente em expansão, tecnologia, sustentabilidade e modernização de portfólio.

UM MATUTO QUE FOI LONGE – por Ronaldo SOTERO.

Nascido em uma pequena cidade interiorana como Vitória de Santo Antão, Pernambuco, em 22.9.1899, João Cleofas de Oliveira jamais iria supor que chegaria a posição na vida pública que até hoje seus conterrâneos não chegaram.

De prefeito da cidade natal, década de 1921, foi deputado estadual, federal, senador, presidente do Senado, de 1970 a 1971.

Formado em Engenharia Civil, usineiro de açúcar em Campos, Rio de Janeiro. Ministro da Agricultura no governo do presidente Getúlio Vargas de 31.1.1951 a 8.6.1954, com relevante atuação na pasta.

Na obra biográfica,1954: UM TIRO NO CORAÇÃO, do excelente historiador Hélio Silva, texto primoroso, João Cleofas é mencionado em três registros como ministro da Agricultura.

Cleofas faleceu aos 87 anos no Rio de Janeiro.

LER PARA LEMBRAR.📖

Ronaldo SOTERO

Aluísio Xavier, Maria do Carmo, uma “Enciclopédia” – por Marcus Prado.

Uma leitura do livro “Enciclopédia como Modelo”, de Otto Neurath, leva-nos a uma reflexão sobre o conhecimento humano, aos meios da informação e o papel histórico das enciclopédias na formação da cultura ocidental. Conduz, igualmente, à importância desfrutada pela “Stanford Encyclopedia of Philosophy”, que reúne estudiosos de filosofia e disciplinas afins de todo o mundo para manter uma obra de referência atualizada — uma das indicações mais credenciadas sobre o tema. Isso sem falar da crescente reputação da Britannica como baluarte de erudição, agora em edição digital.

Tais lembranças evocam à memória, o interesse e o gosto do saudoso mestre da Faculdade de Direito do Recife, Aluísio de Melo Xavier. Magistrado de referência e prestígio entre seus pares, Aluísio tinha o hábito audacioso e paciente de colecionar dicionários raros e enciclopédias famosas. Buscava o que havia, em seu tempo e alcance, de mais confiável nesse meio de pesquisa sobre todas as coisas e épocas. Era como possuir as chaves de todo o saber humano dentro da própria casa, em uma era ainda distante das conquistas digitais. Não se tratava apenas de um simples hábito ou do prazer de colecionador; Aluísio era um apaixonado pela investigação literária e pelo saber. Sua biblioteca não era composta apenas por obras de bibliofilia ou de sua especialização jurídica. Os grandes clássicos da literatura, de variados gêneros e épocas — cerca de três mil títulos —, tomavam por completo o espaço de um anexo em sua casa, no bairro recifense do Curado.

Nas muitas conversas que tivemos (éramos conterrâneos de Vitória de Santo Antão), a filósofa Maria do Carmo Tavares de Miranda revelou o seu apreço por uma coleção especial: a “Biblioteca Internacional de Obras Célebres”. Seus 24 volumes são conhecidos pela riqueza gráfica, capas em relevo, dourações e ilustrações (gravuras e fotografias de autores). A coleção transformou o livro em um objeto de desejo, refletindo o gosto da Belle Époque. Tamanha a sua importância que até Carlos Drummond de Andrade dedicou um longo poema à obra. Maria do Carmo guardava em seu gabinete de estudo a coleção completa dessa enciclopédia, um projeto editorial até hoje não superado em nosso idioma. (Curioso notar que, embora publicada em português, a obra nunca foi editada em Portugal).

Fui seu leitor; conheci ali as primeiras traduções em nosso idioma de Tennyson, Wordsworth, Thomas Moore, John Whittier e James Lowell. Descobri também versões de outros mestres: os espanhóis Garcilaso de la Vega, Luís de Góngora e Francisco de Quevedo, além dos poetas de língua inglesa Coleridge, Shelley, Elizabeth Browning, Robert Browning e Rudyard Kipling. Compilada em 1899 na Inglaterra, a edição original da “Biblioteca” traz uma panorâmica da poesia em inglês do século XIX. Na versão lusófona, a coleção inclui textos de autores brasileiros, como Machado de Assis. Foi nela, inclusive, que o nome de Fernando Pessoa apareceu pela primeira vez como tradutor. Há pesquisa do professor Arnaldo Saraiva (Universidade do Porto), de tantos amigos no Recife, que revela a presença do poeta português também como autor, sem assinatura, de textos de apresentação. A Biblioteca não foi apenas uma coleção de livros; foi um marco cultural na virada do século XIX para o XX.

Marcus Prado – jornalista

PÃO COM MANTEIGA E CAFÉ – por Sosígenes Bittencourt.

Pão com manteiga e café.
Se o conjunto prestar,
é comida espetacular!

Sou do tempo da manteiga Turvo.
Quando comia,
me turvava de alegria.

Pão com manteiga e café.
Se o pão for bom;
do padeiro, é um dom.

Sou do tempo do café São Miguel.
Da chaminé, o cheiro
ia bater no Céu.

Pão com manteiga e café.
Se o conjunto é de primeira,
não engulo besteira.

Sosígenes Bittencourt

Equipe Superação promoveu a sua 1ª corrida de rua.

No domingo (12), aconteceu a Primeira edição da Corrida Superando Limites, promovida pela Equipe Superação, grupo de corrida, daqui da Vitória de Santo Antão. O evento começou por volta das 5:30h, e teve como como ponto de concentração, largada e chegada, o Pátio da Estação Ferroviária.

Com premiação para as três primeiras colocações, no masculino e feminino, o percurso seguiu até o Bairro de Água Branca. Ao final, os atletas foram agraciados com medalha de participação e brindados com frutas e outras iguarias.

FINAL DE SEMANA – por Sosígenes Bittencourt.

Chegou mais um final de semana. Alegremo-nos a nós mesmos. Afinal, a única pessoa que conviverá com você por toda sua vida é você mesmo. Portanto, relembremos a máxima do Rei Salomão: O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos.
A felicidade não tem hora marcada. Ninguém trabalha durante a semana para ser feliz no domingo. Portanto, não coloque a felicidade fora de si mesmo, a felicidade é agora!
Contudo, se tiveres alguma aflição, relembrai o que o apóstolo João disse que Jesus havia dito: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
Cordial abraço!

Sosígenes Bittencourt