ESSE PAÍS ORGULHA SEU POVO – Escreveu Ronaldo Sotero

A reeleição do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu para o quinto mandato pelo partido do Likud, confirma a confiança do seu povo em líder tão carismático. Nascido em 21/10/1949 em Tel-Aviv, viveu parte da infância nos Estados Unidos. Estudou no MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma ilha de excelência.Outro dado que dimensiona sua capacidade que muitos desconhecem. Durante cinco anos, serviu ,simplesmente, numa unidade das forças especiais israelenses. Em uma operação de resgate de um avião desviado por palestinos em 1972, chegou a ser ferido. Participou da Guerra do Yom Kippur. Seu irmão mais velho é um herói nacional. O Coronel Yoni Netanyahu membro de um comando de elite de Israel, foi morto na operação de resgate de reféns de um avião da Air France levado por terroristas para Uganda, na África. Na arriscada operação, os terroristas foram eliminados e os reféns salvos.
Um país de patriotas assim orgulha todos. Bem diferente de outro, sem identidade, que adora ditaduras e bajula traidores. Israel é um exemplo de coragem e competência ao mundo. É o parecer.

Ronaldo Sotero

Latas da Pitú estampam ilustração do Abril pro Rock 2019 A 27ª edição do festival terá um dia exclusivo para shows de artistas mulheres

Em meio à efervescência do Manguebeat no Brasil, mais precisamente no Recife, capital pernambucana, surgia a necessidade de um espaço que reunisse todas as produções musicais e expressões de arte que estavam eclodindo junto com o Movimento, que mais tarde virou referência nacional e quiçá internacional. Foi quando o produtor cultural Paulo André Moraes realizou, em um domingo do mês de abril de 1993, a primeira edição do hoje já consagrado festival Abril pro Rock, reunindo 1,5 mil pessoas ou melhor, “mangue boys” e “mangue girls”, para assistirem aos shows das 12 bandas locais convidadas e do Maracatu Nação Pernambuco no extinto espaço de eventos Circo Maluco Beleza. Até hoje, o festival continua existindo e resistindo, apresentando produções da cena independente do Brasil inteiro e também do exterior, além de continuar revelando artistas e dando espaço para as produções locais.

Entendendo a importância do Abril pro Rock para a histórica da cena musical do País e para a formação cultural de jovens, a Engarrafamento Pitú é patrocinadora oficial do festival desde 2011, ano em que iniciou a produção de latas com embalagens temáticas para o público do Abril pro Rock e colecionadores. Especialmente para esta 27ª edição do festival, que acontecerá nos dias 12, 19 e 20 de abril no Baile Perfumado, no Recife, a Pitú irá lançar três milhões de unidades das latas personalizadas de 350 ml de cachaça em todos os seus pontos de vendas do Brasil. As latinhas também estarão disponíveis no evento.

A programação do Abril pro Rock este ano traz um dia exclusivo para a produção musical de artistas mulheres. A sexta-feira, 19 de abril, terá shows expressivos, a exemplo das ativistas russas do Pussy Riot, da cantora Letrux, das paraibanas do Sinta a Liga Crew, das pernambucanas do Arrete e do 808 Crew. E acompanhando a temática do evento, que destaca o poder e a força da mulher na música e em todos os espaços que ela queira ocupar, a embalagem especial da Pitú estampa a ilustração oficial do Abril pro Rock. Na arte, que contempla toda a identidade visual do festival, uma mulher segura uma guitarra nas costas e levanta o braço mostrando o punho.

O presidente da Pitú, Alexandre Ferrer, explica que a embalagem temática já é aguardada pelo público “rockeiro” e também por colecionadores de todo o País, sendo um elemento que estreita as relações afetivas entre a Pitú, o festival e o consumidor de cachaça. “As latas do Abril pro Rock procuram seguir sempre a mesma linha de comunicação adotada pelo festival e sempre são desenvolvidas em conjunto com a organização do evento, assim procuramos fazer uma melhor identificação entre a Pitú e o Abril Pro Rock e, dessa forma, conquistar o público”, detalha Alexandre Ferrer. A adaptação da tradicional embalagem da Pitú com a ilustração do Abril pro Rock tem assinatura da agência pernambucana Ampla Comunicação.

Latas temáticas – De 1998 até agora, a Pitú já lançou mais de 60 latas com layout comemorativo. Todo ano os colecionadores podem adquirir o produto personalizado em datas especiais, como o Carnaval, Abril Pro Rock, São João e Réveillon, além de aniversários da empresa e outros acontecimentos significativos, a exemplo da Copa do Mundo.

Sobre a Pitú – A Engarrafamento Pitú, fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes, é referência nacional quando o assunto é cachaça e neste ano de 2019 chegou aos 81 anos. Sendo uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil, a Pitú engarrafa e comercializa, em média, 98 milhões de litros por ano, dos quais 2% representam as vendas no exterior. Genuinamente pernambucana, a fábrica da Pitú está localizada no município de Vitória de Santo Antão (PE), na Avenida Áurea Ferrer de Moraes S/N, onde é possível também conhecer um pouco da trajetória da empresa por meio do acervo do seu Centro de Visitação, que reúne histórias e relíquias da marca pernambucana.

No Brasil, a Pitú é líder nos mercados Norte e Nordeste e a segunda cachaça mais consumida em todo o País. Já no mercado externo é líder absoluta há quase três décadas, sendo a maior exportadora de cachaça do Brasil. Por ser uma cachaça para todos os gostos, a Pitú se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a Pitú comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são Áustria, Suíça, Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda e França. Nos demais continentes a Pitú também está presente e se mostra líder em alguns países, como nos Estados Unidos. A bebida marca presença relevante na Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Índia, México, Angola, Tailândia, África do Sul e Emirados Árabes. O volume médio de exportação anual da Pitú é de 2 milhões de litros.

Assessoria de Imprensa.

Quem investiu em construções irregulares na linha férrea poderá dançar na “chapa-quente”….

Não sem sentido, repercutiu bastante nas redes sócias,  no nosso torrão,  o problema envolvendo à demolição, pela justiça federal,  de um prédio na cidade de Timbaúba –  Mata Norte – que foi construído no espaço que um dia circulou o trem.

Antes, sinônimo de progresso e modernidade, o sistema de transporte ferroviário foi meticulosamente estudado pelos governantes de plantão, a partir de um determinado período,  para não funcionar mais no Brasil. O País não poderia dar certo e ser viável, sem antes desenvolver a industria automobilística americana e europeia.

Pois bem, logo após a nossa então Vila de Santo Antão virar a próspera cidade da Vitória, em 06 de maio de 1843 –  Vitória passaria a ser “de Santo Antão” só a partir de 1943 – à chegada da “estrada de ferro”, em 1886, transformaria nosso torrão numa das circunscrição territorial mais estratégica para então Província de Pernambuco.

Nesse período, por assim dizer, nossa cidade “respirou doces ventos”. Conjugou, verdadeiramente, aquilo que hoje os especialistas chamam de “desenvolvimento econômico”, bem diferente do tão buscado crescimento econômico. Passado um século da sua chegada – por volta das décadas de 80/90 – as forças do atraso cuidaram de “sucatear” esse modal de transporte em nosso estado .

Assim sendo, a partir de agora, tem muito antonense sem dormir direito! Investiram suas economias em construções irregulares ou na compra de prédios sem a devida documentação, construídas sob o espaço das chamadas  “estradas de ferro”. Nessa parada não tem inocentes…….Todos sabiam o que estavam fazendo. Os políticos das gestões passadas – Governo Que Faz e Governo de Todos – se beneficiaram com os votos, os “corretores/vereadores”, idem!! E quem poderá dançar na “chapa-quente” são os comerciantes que apostaram e investiram dinheiro na “coisa fácil”……..

LITERATURA ABERTA – MIA COUTO: UM MOÇAMBICANO NA VITÓRIA – Escreveu- Ronaldo SOTERO

Para o escritor vitoriense OSMAN LINS, (1924-1978), no livro “Problemas Inculturais Brasileiros”, “Só existem, no Brasil, duas coisas verdadeiramente democráticas: a praia e a literatura. Estão sempre abertas a quem chega e ninguém paga pela entrada”.

Nessa perspectiva, o escritor moçambicano António Leite Couto, conhecido como Mia Couto, 63 anos, nascido em Beira, Moçambique, realiza palestra dia 17/04, às19h no Instituto Histórico da Vitória de Santo Antao, com o tema :”Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?- O Continente Africano numa perspectiva literária “, em evento com apoio da UFPE, Unicap e Facol.

Além de biólogo, o escritor é natural de Beira, cidade muito atingida recentemente, durante a passagem do ciclone Idai. Sobre seu pseudônimo Mia, foi adotado porque o escritor tinha grande admiração por gatos e seu irmão não sabia pronunciar o nome dele.
Autor prolifico, de extensa obra literária, assim como o internacional Osman Lins, escreveu poesia, conto, romance, crônicas, sendo considerado como um dos mais importantes escritores de seu país. Suas obras foram traduzidas para o alemão,francês, castelhano, inglês, italiano, e publicadas em 22 nações .Mais traduzido escritor moçambicano. Seu primeiro romance “Terra Sonâmbula ” , de 1992, é considerado um dos melhores livros da literatura africana no século XX.

Ex- colônia portuguesa, independente em 1975, Moçambique é o 35 país mais desigual do mundo, segundo o Banco Mundial. O Brasil ocupa o 15 lugar. Embora dotado de grandes recursos naturais, a ONU considera esse país como um dos menos desenvolvidos no mundo.

Sua capital é Maputo. População é de cerca de 28 milhões. É banhado pelo Oceano Indico.
Para falar de tema de tamanha abrangência, que pode não ser de compreensão de boa parte dos presentes, pelas singularidades que a literatura exige, Mia Couto deveria pautar sua exposição tendo como pano de fundo a magistral África, continente de contrastes agudos, mistérios, guerras coloniais; conflitos étnicos, história, santuário ecológicos e diversidade, em um mundo fragmentado, mas de esperança viva.

Ronaldo Sotero

Bolsonaro: “não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”…Disse tudo!!!!

Na melhor como o tempo para analisarmos fatos, situações e declarações. Há décadas que o discurso dos condutores da política nacional não produzindo os frutos desejados à população de maneira geral. Os problemas parecem crônicos…..

Para ficar só no contexto da corrupção, envolvendo suas excelências ex-presidente da república, Lula da Silva e Michel Temer –  o que não é pouca coisa -, começamos observar, não obstante ser políticos com origem, nível intelectual e  atuações distintas, além de tantas outras diferenças, é que as respostas, quando enquadrados no mundo do crime, contém similitudes familiares.

Já o atual presidente, Jair Bolsonaro, parece-nos ser mais “criativo” nas suas explicações quando tentou explicar o caso do seu filho, por ocasião da relação com os assessores quando pilotava o seu mandato de deputado na Assembleia Legislativa no Rio  de Janeiro – “garoto”  e “canelada”.

Hoje, 10 de abril, a gestão Jair Bolsonaro completa 100 dias. Pouco tempo para avaliações mais profundas. Precisamos deixar o tempo correr……Segundo pesquisas de opinião pública, a sua gordura na popularidade não lhes permite mais criar tantos fatos negativos para si. Aliás, o próprio presidente já cuidou de justificar-se: “não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”…Disse tudo!!!!

Livro Cristais Fissurados: Pedro Ferrer vai cair na boca do povo…..

No próximo dia 24 de maio o professor Pedro Ferrer lança mais um livro. O opúsculo, que tem conteúdo diferente de todos os outros por ele já lançado, no meu modesto entendimento revelará um Pedro Ferrer que muita gente não conhece.

Biólogo de formação e quase padre, Pedoca, nesse livro, por assim dizer, juntou tudo que viveu – as metamorfoses da biologia e às castrações religiosas – para contar uma história verídica,  ocorrida na nossa cidade que envolveu duas famílias da então nobreza dos engenhos de cana de açúcar – muita safadeza e covardia…..

Por sua generosidade, imagino, escolheu-me para fazer a devida apresentação da obra, por ocasião do seu lançamento. Cristais Fissurados é o nome do título. Mas também poderia possuir uma chamada mais “picante”, sintonizado com os atos primitivos da espécie animal, no que concerne ao sexo propriamente dito.

Com todo respeito aos livros já lançados pelo amigo Pedoca, inclusive um deles premiado pela APL – Academia Pernambucana de Letras – esse, certamente, irá despertar mais  interesse por parte dos seus fies  leitores, sobretudo para saber o que anda “poluindo” sua mente nas noites e  madrugadas silenciosas…. Esse livro vai dá o que fala!!

HISTÓRIA ABERTA – TIRANOS & TIRANETES – Escreveu: RONALDO SOTERO.

Autor : Carlos Fico
Quem quiser conhecer excelente livro que permite entender a atuação de alguns governos ditatoriais da América Latina, eis a indicação. O caso do Chile, que não faz fronteira com o Brasil, é emblemático. A eleição de Salvador Allende em 15.9.70, marxista , mudou os destinos do país. Empossado em 3.11.70, tinha como meta a desapropriação de terras, nacionalização das empresas estrangeiras, reforma agrária, socialização dos meios de produção, que levou a queda na oferta de alimentos. A inflação chegou a 300%. Desemprego alto, caos econômico.

Em três anos de governo a sonhada primeira experiência de um governo socialista no continente estava com os dias contados. Na madrugada de 11.9.73 , os militares deixaram os quartéis e tomaram o governo. No Palácio La Moneda, bombardeado pela força aérea, o presidente Allende comete suicídio disparando um tiro de fuzil contra o queixo. O general Augusto Pinochet assumiu o poder e imprimiu dura repressão para reorganizar o país. Foi implacável com os opositores. Durante 17 anos o Chile conseguiu desenvolvimento e ordem. Uma releitura, sem emocionalismo, nas páginas desse delicado momento da história desse país andino, permite entender ,com lucidez , sua história recente.

Ronaldo Sotero. 

Recordar é Viver: No tempo de eu menino – por Sosígenes Bittencourt.

Dentre as figuras lendárias e bizarras das quais tive notícias e algumas conheci, em Vitória de Santo Antão, espero que alguém relembre MANÉ CAPÃO, MÃO DE ONÇA, CAFINFIM, PAPA-RAMA, DIDI DA BICICLETA, BIU LAXIXA E O CORCUNDA ANÍBAL.

MANÉ CAPÃO tinha os trejeitos de um primata. Haja vista que andava de pernas arqueadas, pendendo para os lados, erguendo a cabeça e fazendo bico com a beiçola. Às vaias e insultos que recebia, respondia na pedrada. Não é preciso dizer que lascou cabeça de gente, estilhaçou vidraças e botou muito sujeito pra correr. Recordemo-lo. Penso que quem o insultava era pior que ele.

MÃO DE ONÇA nunca deu um soco num atrevido para não vê-lo estatelado no chão. PAPA-RAMA brigava com 4, na braçada. Parecia um viking. DIDI DA BICICLETA tinha o corpo fechado, porque a caixa dos peitos era rendada de tiros sem ter baixado à sepultura.CAFINFIM dava óleo queimado para os presos beberem, e BIU LAXIXA era tão doido que, quando corria na frente, ninguém corria atrás. E ainda tinha FERRO, um negão que dava beliscão em menino.

Não sei quem se lembra, mas eu conheci a figura cinematográfica do CORCUNDA ANÍBAL. Andava pelas ruas resmungando e exalando um nauseante aroma de pão e banana, como se fosse um personagem de filme de terror. Aníbal tinha o hábito de apalpar  o seio das mulheres, o que o tornava mais apavorante. Não sei do que morreu nem exatamente quando, o que lhe empresta uma feição misteriosa e hugoana, à la O Corcunda de Notre Dame.

Sosígenes Bittencourt

AVLAC promoveu a primeira reunião itinerante – Engenho Galileia.

Na manhã de ontem (07), sob o comando do professor Serafim Lemos, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – promoveu a primeira Reunião Itinerante. O local escolhido foram às terras do emblemático Engenho Galileia. O amigo Zito, atuou como anfitrião do grupo.

Como não poderia deixar de ser, após os procedimentos regimentais, o debate teve como tema central os fatos e o legado dos movimentos ocorridos nas terras do referido engenho,  deflagrados no início da segunda metade do século próximo passado (XX).

Expurgando o  viés ideológico, de parte à parte, eis mais um “pedaço de solo” antonense que gerou expectativas e ações que foram monitoradas e acompanhadas por atores importantes da história recente do planeta, tal qual o presidente americano John Kennedy – considerado uma das grandes personalidades do século XX -,   assassinado a tiros em plena via pública na cidade de Dallas -Texas, em 1963.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, é rica!! Pobre, na verdade, muita vezes, é a visão que a esmagadora maioria da população tem dela,  sobretudo as nossas autoridades, possivelmente por falta do chamado conhecimento geral. Uma pena!!

AS BADALADAS DA VIDA – por Mons. Maurício Diniz

Estimados Vitorienses, nesta breve mensagem pascal, vos escrevo, não para relembrar “O Sino da Minha Aldeia” de Fernando Pessoa, nem muito menos para saber “Porque os Sinos Dobram” de Raul Seixas, mas sim, desejo cobrar das autoridades competentes do nosso município, a devolução dos sinos da Capela de Engenho Bento Velho, localizado às margens da BR 232. Exigimos justiça, porque já foram identificados os autores da tão badalada ação criminosa contra o patrimônio histórico da nossa cidade.

Por vezes, parece que estamos num carrilhão de manobras: um boletim de ocorrência que vai, uma investigação que vem. Na verdade, não se puxa a corda, os sinos não dobram e o badalo não se mexe. Sendo assim, entre o balanço das indecisões, nada mais resta do que fazer um exercício de humildade e de paciência, para que, entre os toques e repiques espirituais, progressivamente, vençamos os impulsos das nossas limitações humanas.

Portanto, das badaladas da vida que ressoam do campanário da história, proveniente do vazio do túmulo do Nosso Senhor Jesus Cristo (cf Jo 10,1-2), escutemos, com o ouvido do coração, o glorioso anúncio da Ressurreição do nosso Divino Salvador.

FELIZ PÁSCOA!

Mons. Maurício Diniz – A Voz Paroquial – abril 2019.

O Anjo da Vitória – por Josebias Bandeira


Esta Magnifica estátua de ferro que representa o Anjo Gabriel segurando a trombeta, possui 2.20 metros de altura e foi encontrada próxima ao Recife , após um naufrágio de um navio de bandeira americana, em 1878. A peça foi leiloada e comprada pelo então tenente-coronel da Guarda Nacional Belmiro da Silveira Lins ,o Barão de Escada, que a repassou para o primeiro Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Luis Raimundo da Silva Brito. Durante uma visita à Paroquia de Santo Antão,em 1902, o arcebispo resolveu doar o monumento do anjo para homenagear a vitória na Batalha das Tabocas.
Em 27 de Janeiro de 1905 , o monumento foi erguido em homenagem à vitória dos Lusos-Brasileiros sobre os Holandeses, na Batalha das Tabocas em 03 de Agosto de 1645.

Existe uma lenda que entrou para o folclore local, que Quando o anjo tocar a trombeta o mundo irá acabar.
Esta imagem foi captada pela lente da minha Câmara fotográfica durante um passeio sentimental pela minha querida terra mãe Vitória de Santo Antão.

Acervo do cartofilista Vitoriense Josebias Bandeira de Oliveira. 

DNA JÁ – NÃO POSSO ESPERAR – Maria Barbosa – UM EXEMPLO PARA O MUNDO!

Nem tudo tá perdido!!! Hoje pela manhã, ao assistir programa global “Bom dia Pernambuco” tomei conhecimento  de uma história que, entre outras coisas, nos revela que existem pessoas portadoras de uma  luz tão intensa que reflete significativamente na transformação da vida de quem precisa e que,   muitas vezes, por não saber diagnosticar com precisão suas angustias e revoltas,  torna-se um fardo pesado para a sociedade.A pessoa de quem falo  – que não conheço e que até hoje pela manhã nunca havia escutado o seu nome – chama-se Maria Barbosa.

Professora aposenta, pedagoga e advogada essa senhora, após efetivar projeto de cidadania,  modificou diretamente a vida de mais de 600 crianças, através do “Projeto DNA JÁ – NÃO POSSO ESPERAR.

“Órfã de mãe desde os quatro anos, e criada com zelo e amor por seu pai, LadislauMaria Barbosa sempre soube da importância da figura paterna na formação das crianças. Talvez por isso tenha se sensibilizado tanto quando se deparou com a situação de seus alunos, na época em que era professora de Educação Física numa escola do município de Escada (PE)”.

“Era o ano de 2001, e Maria presenciou uma briga entre dois adolescentes, após um esbarrão numa partida de futebol. Xingado de “filho da puta”, um dos meninos ficou tomado de ódio e retrucou que o colega só o chamou disso porque ele não tinha o nome do pai no registro.

A dor dele calou tão fundo dentro dela, que virou semente para o projeto  “DNA Já – não posso esperar“. Ao longo de 18 anos, o projeto beneficiou mais de 600 crianças e adolescentes da região, e acaba de virar um livro que conta a saga de Maria Barbosa, ao longo desse processo” O registro ficou por conta do jornalista e escritor Cleodon Coelho que também não o conheço, mas que deve ser um sujeito “sangue-bom”, pois se debruçar em histórias como essa, convenhamos,  vai muito mais além do “mecânico” ato de escrever. 

Assim sendo, concluo essas linhas sugestionado que o internauta –  assim como eu –  que ficou sensibilizado com essa  narrativa real, pesquise mais para poder reproduzir esse fato aos quatro cantos do mundo. Claro, se houver oportunidade, compre também o livro  – “Em nome dos filhos”.

ÚLTIMO ADEUS – Ao compositor, comunicador e carnavalesco vitoriense: Guilherme Pajé.

No dia 01/04/2019, segunda-feira a noite, calou-se a voz inconfundível do homem simples e compromissado com a causa cultural denominada: Frevo. Sempre focado aos temas carnavalescos da cidade da Vitória de Santo Antão – PE, realizou nos anos 80, o Programa de Frevo na Rádio Cultural da Vitória AM, recentemente na Tabocas FM, com Sua Excelência é o Frevo. Quando comecei estudar com o Maestro Aderaldo Avelino, na Euterpe Musical 03 de Agosto em 1987 aos 20 anos de idade, ouvia os frevos pelo rádio, pois não existia energia elétrica em minha casa, e, jantava com a vela acesa, e as partituras de frevo ao lado acompanhando. Quando foi em 1988/1989, o conheci pessoalmente através do músico e amigo Givaldo Barros (atualmente o Maestro da Orquestra Ciclone da Vitória– PE), e, em 1991, através do grande Guilherme Pajé, conheci uma figura muito simples chamada: Maestro Nunes da cidade do Recife/PE. Onde pude enriquecer meus conhecimentos musicais, ampliando de forma horizontal.

Seu corpo ficou no Clube O Leão, no bairro da Matriz da cidade da Vitória – PE, onde a Orquestra Ciclone do Maestro Givaldo Barros executou diversas marchas religiosas, onde após a saída do cortejo fúnebre as 16:00 horas, desfilou em direção ao Cemitério de São Sebastião da cidade da Vitória – PE, ao som de diversos frevos de rua em homenagem ao grande Guilherme Pajé, como também, ao entrar no cemitério. Houve também a participação marcante do Maestro Silvano da Orquestra Venenosa, com a sua famosa Requinta contribuindo melodicamente. Onde estiveram presentes, amigos da imprensa, músicos, compositores, participantes do Terço dos Homens, e todas as classes sociais, pois o Guilherme Pajé pertencia a sociedade vitoriense e, é um patrimônio cultural. Seu sepultamento foi realizado na tarde do dia 02/04/2019, terça-feira, na Terra das Tabocas e de Mariana Amália. Agradecemos desde já a todos que compareceram de modo geral. OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO! Caríssimo amigo Guilherme Pajé, foi você que me apresentou ao Maestro Nunes da cidade do Recife/PE. DESCANSA EM PAZ, CARÍSSIMO AMIGO. FICA COM DEUS. AMÉM!

Bosco do Carmo – Ex-trombonista da Euterpe Musical 03 de Agosto do Maestro Aderaldo Avelino da Silva (in memoriam), da cidade da Vitória – PE – Trombonista da Orquestra Ciclone do Maestro Givaldo Barros da cidade da Vitória – PE

COM A FEB NA ITÁLIA – por Ronaldo Sotero


Composta por 25.300 soldados que lutaram junto às forças aliadas, durante a Segunda Grande Guerra.O lema da tropa era :” a cobra está fumando”, resposta àqueles que diziam ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. A Força Expedicionária Brasileira -FEB desembarcou na Itália em julho de 1944 e iniciou os combates em setembro, no Vale do Rio Serchio, ao Norte da cidade de Pisa. Entre setembro daquele ano e maio de 1945, durante 239 dias durou a campanha italiana. Morreram 456 militares brasileiros e 2.722 feridos. Foram capturados 14.779 soldados inimigos. A FEB venceu oito batalhas.
No momento em que tantos se voltam contra os militares em gesto anti-patriótico, jamais deve ser esquecido o sentimento de bravura do soldado brasileiro, sempre atento em rechaçar as ameaças ao nosso solo, seja qual for o inimigo.

 Ronaldo Sotero: HISTÓRIA ABERTA – com Ronaldo SOTERO – exclusivo para o Blog do Pilako.

Suprema Corte: se o leão precisasse de louvação não seria ele o Rei das Selvas!!

Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” A frase que dá título a este post é atribuída a Nelson Rodrigues. Gosto das sacadas do referido pensador pernambucano.

Assim sendo, daqui do meu torrão, Vitória de Santo Antão, quero hipotecar minha solidariedade ao díssono pensamento do Ministro do STF, Marcos Aurélio, quando ele diz que “o Supremo não precisa de desagravo”.

 

Explico: é que entidades das mais diversas matrizes subscreveram um manifesto para “louvar” a Suprema Corte por a mesma estar sendo vítimas de ataques nas redes sociais. A cena,  seria mais ou menos, no sentido figurado,   assistir o leão – Rei das Selvas – sendo aplaudidos e ovacionado pelos outros  mamíferos de menor porte, pelos répteis, aves e etc. Ora!! Se precisasse dos outros para reafirmar que ele é o Rei das Selvas, não seria o leão, então,  o Rei das Selvas…..

É a mesma coisa do camarada que é católico fiel aos princípios cristãs, temente a Deus e devoto da mãe de cristo,  necessitar do padre da esquina, para fazer  uma avaliação e atesta a sua fé. Ou então, do sujeito que milita na doutrina protestante, admirador da coragem de Lutero, ser obrigado a pedir licença ao pastor e aos irmãos da igreja  para se comunicar com Deus….

Repeitar as instituições e as pessoas – com pensamentos iguais ou diferentes –  em todas as situações,  se configura num dos pilares de qualquer democracia. Setores da população – instrumentalizada ou não – que estão se manifestando contrárias, nesse momento,  acredito,  não ser exatamente  contra a Corte,  ou mesmo  conta a Justiça Brasileira. É,  sim, imagino,  impugnando a maioria dos atos de oficio de suas excelências, sejam eles monocraticamente ou colegiado….

Curiosamente, nesse mesmo lapso temporal, magistrados como Sérgio Mouro (no período que  atuou como juiz) e  Marcelo Bretas são alvos e receptores dos mais rasgados elogios  por parte da esmagadora maioria da população brasileira.

Para concluir, reafirmo minha sintonia com o quê expressou o Ministro Marcos Aurélio,  no que tange ao assunto em tela….A Suprema Corte não precisa de desagravo. Precisa sim!  Entender que o mundo mudou e que as novas ferramentas de comunicação são, indiscutivelmente,  o mais poderoso instrumento do cidadão. Ou seja: saber sem maquiagem e falar com responsabilidade!!

ATRASO CULTURAL – por Ronaldo Sotero.

A edição em inglês do livro do historiador britânico Anthony Beevor, 72 anos, D-Day (The Battle for Normandy), 592 págs. em janeiro de 2010( foto) estava disponível na Livraria Cultura por R $38,97. A edição brasileira foi lançada em março deste ano por R $ 129,90. (foto)
Passaram-se quase dez anos para esse imprescindível livro chegar à mesa do brasileiro que ainda lê. Em que pese os recursos virtuais, a muralha chinesa em termo de distância do conhecimento do Primeiro ao Terceiro mundo, aliado ao desinteresse pela leitura do brasileiro, é imensa.

HISTÓRIA ABERTA – com Ronaldo SOTERO – exclusivo para o Blog do Pilako.

Último adeus ao “Homem do Frevo” – Guilherme Pajé.

Na tarde de  ontem (02) aconteceu o sepultamento do carnavalesco, comunicador, religioso e   compositor Guilherme Pajé. Na qualidade de referência do genuíno ritmo musical pernambucano, o FREVO, Pajé levou com ele um conjunto de informações sistematizadas. Estudioso sobre o tema, ao ser consultado, ele estava sempre pronto para  ensinar.

Curiosamente, como bem afirmou o também carnavalesco, Léo dos Monges, que Guilherme “cobrava”,  aos mais próximos,  que durante o seu cortejo fúnebre uma orquestra de frevo se fizesse presente. E assim foi feito, ontem!

Tanto no Clube Abanadores “O Leão”, local em que o seu corpo foi velado, quando nas ruas, até o cemitério local,  a música serviu de consolo, aos parentes e amigos. Além do carro de som, estandartes e dava um tom carnavalesco ao cortejo.

Pajé foi um homem de fé. Grupos religiosos marcaram presença para conceder-lhes toda orações necessárias. Pajé foi uma pessoa do bem e deixou, entre outros, um valioso  legado ao frevo pernambucano e, sobretudo, ao carnaval antonense.

Com placa comemorativa o Instituto Histórico homenageou o ex-prefeito Manoel de Holanda.

No último domingo (31), o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, sob a presidência do professor Pedro Ferrer, com o apoio dos familiares do Tabelião e ex-prefeito Manoel de Holanda, inaugurou mais placa indicativa de rua. Por questão óbvia, sua aplicação na via que “carrega” o nome do pai da doutora Diva Holanda.

Na ocasião, o vereador Mano Holanda, neto do homenageado – Manoel de Holanda – usou da palavra para agradecer ao Instituto, dizendo: “fico muito feliz. Mesmo de depois mesmo depois de 41 anos de enterrado, continua sendo lembrado pelo Instituto Histórico, entidade que tinha orgulho de ter sido presidente”.

Literatura Aberta – Escreveu: Ronaldo Sotero – OSMAN LINS: O Vitoriense “Estrangeiro”

No momento em que auspiciosas notícias sopram da Vitória de Santo Antão a respeito de lançamento dia 24 de abril próximo, de livro “Imprevistos de Arribação: Publicações de Osman Lins nos Jornais Recifenses, organização de Ana Luiza Andrade, Rafael Dias e Cristiano Moreira, nada mais procedente que sugerir a criação do Dia Osman Lins, através da Câmara Municipal do município.
Esse vitoriense nascido na Rua do Rosário em 5/7/1924 e falecido em São Paulo em 8/ 7/1978 ,vencido por longa enfermidade, aos 54 anos, até hoje não foi superado em sua terra natal por qualquer outro nome na literatura, com sua extensa obra traduzida para vários idiomas.
Coube ao americano Gregory Rabassa, ex-professor da Faculdade do Queens e da Universidade de Nova York, falecido aos 94 anos, o grande “estouro” de autores latino-americanos no mercado internacional, incluindo Osman, de quem foi tradutor. Segundo Rabassa, tradutor também de Machado de Assis, Jorge Amado, Guimarães Rosa, além de mais de 40 títulos para o português e espanhol, incluindo o peruano Mario Vargas Llosa, Osman Lins é considerado um dos três maiores nomes do romance latino-americano, ao lado do Prêmio Nobel, o colombiano Gabriel Garcia Márquez, autor de” Cem Anos de Solidão”, e do argentino Júlio Cortázar, “O Jogo da Amarelinha”.

O romance Avalovara, de 1973, traduzido para o inglês, foi do professor Gregory Rabassa, que chegou morar durante dois anos, no Rio de Janeiro nos anos 60, depois de receber uma bolsa de estudos culturais da Universidade de Columbia. Ele foi ainda oficial de inteligência e criptógrafo durante a Segunda Guerra Mundial.
Osman cultivou praticamente os principais gêneros literários, passando pelo romance, conto, narrativa, teatro, a exemplo de “Lisbela e o Prisioneiro”, de 1961, levado ao cinema. A peça também foi adotada no vestibular da Unicamp, na prova de literatura do Vestibular.
A Universidade de Brasília criou o Grupo de Estudos Osmanianos, com destaque ao livro ”O Nó dos Laços”, de 2013, reunião de ensaios sobre o vitoriense, com vários professores daquela instituição”.
De origem humilde como Machado, Lima Barreto, Osman Lins superou seus limites na construção de uma obra universal, a partir de um refinado emprego da palavra, da ideia, do sentimento, no inesgotável mundo da ficção.
Devo externar a gratidão a esse prolífico autor, por despertar meu interesse aos estudos literários e pela continuidade em acompanhar seus livros, dos conservo todos, inclusive as obras em língua estrangeira.
Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de São Paulo, no caderno “Aliás, Literatura”, dedicou página inteira sobre o relançamento pela Editora UFPE, de “Problemas Inculturais Brasileiros”, em dois livros, organização Fábio Andrade, que impressionam pela atualização dos temas, apesar de escrito entre 1977 e 1979.
Para o jornal paulista, cinco livros são essenciais na obra de Osman Lins: O Fiel e a Pedra (1955); Avalovara (1973), Lima Barreto e o Espaço Romanesco (1976); A Rainha dos Cárceres da Grécia (1976) Do Ideal e da Glória (1977).
A máxima de que “santo de casa não faz milagres”, em Osman Lins não prosperou. Ele fez milagres em sua terra natal e alhures, mediante a habilidade na construção da palavra no mundo da literatura.

 

Ronaldo Sotero

Guilherme Pajé: uma referência para os apaixonados pelo frevo!!

Nesse novo mundo mágico e plural das redes sócias, recebei com alivio à possibilidade da notícia do falecimento do amigo e contemporâneo, Guilherme Pajé, entre tantas, ser mais uma “pegadinha”,  relacionada à popular data em que se “comemora” o dia da mentira que aliás, foi objeto de postagem nossa, na pauta de ontem (01). Infelizmente, foi verdade verdadeira!!!

Conheço Pajé desde os tempos da banca escolar do Colégio Municipal 3 de Agosto. Estudamos vários anos juntos. Desde sempre ele foi um sujeito formal. Em sala de aula, não gostava de brincadeiras. Comportava-se  como um sujeito adulto. Aliás, praticamente da mesma maneira que, até a noite de ontem (01), dia do seu fulminante falecimento, se mantinha.

Em entrevista ao nosso blog, por várias vezes, revelou o amigo Guilherme que a sua paixão e, posteriormente, identificação  e amor pelo  frevo – ritmo genuíno do nosso Estado – teve como origem na admiração que nutria pelo Maestro Nunes. Em alguma medida, por assim dizer, Pajé “renunciou” muita coisa na vida para se dedicar ao seu propósito – elevar e preservar um dos maiores  patrimônios  pernambucano – O FREVO.

Na qualidade de compositor, juntos com tantos outros anotonenses, tornou-se imortal. Grafou nas páginas do livro da Vitória de Santo Antão suas digitais musicais. Não posso afirmar, mas acho que a música que ele compôs para festejar o Centenário do Clube Abanadores “O Leão”, em 2002, seja uma das suas obras mais significativas.

Nos últimos anos, andou me confidenciando e até revelou em entrevista – gravada em 2017 – que já não mais acalentava à esperança no ressurgimento e posterior fortalecimento do nossos carros alegóricos, não obstante manter-se entusiasmado com o grande número de pessoas jovens que estavam participando da diretoria de vários novos clubes que continuavam desfilando ao som das  orquestras de frevo.

Em duas ocasiões distintas, mas em momentos parecidos já que se tratava de funerais de pessoas ligadas ao nosso carnaval –  José Marques de Senna e Maestro Aderaldo –  gravai vídeos  com o Guilherme Pajé. Em todas duas, ele reconheceu à importância do trabalho dos dois para o fortalecimento da nossa festa maior – Carnaval – se colocando, também, como uma pessoa que tinha obrigação de manter o legado dos referidos mestres.

Um fato curioso sobre a vida do amigo Pajé diz repeito ao seu nome. Sendo ele um “homem do frevo”, o mesmo nasceu no dia 24 de junho, dia do nosso tradicional São João. Seus pais, pessoas ligadas às tradições católicas, para não batiza-lo pelo nome do santo do dia (João) resolveram dar-lhe o nome do santo do dia seguinte (25),  isto é: SÃO GUILHERME.

Por fim, resta-nos, agora,  apenas lamentar. Sua dedicação e seu trabalho não foram sem sentido. Pelo seu empenho e devoção à sua causa – o frevo – se dez vida tivesse, dez vida daria pra fazer tudo novamente. Em vida, Guilherme recebeu inúmeras homenagens carnavalescas. Foi o carnavalescos vitoriense que mais recebeu homenagem.

Hoje tem festa no céu,  em ritmo de frevo. Ele deverá juntar-se aos carnavalescos do passado, como o próprio relembrava no seu programa – “Sua Excelência O Frevo” – e certamente, daqui pra frente,  estará aposto para receber os carnavalescos do presente que, em um futuro incerto, também sucumbirão às cinzas, tal qual o reinado de momo chega à sua hora  derradeira,  na odiada e sempre temida quarta-feira ingrata. Ao som dos saudosos e  melancólicos frevos de bloco, descanse em paz, amigo Pajé!!