LITERATURA ABERTA – MIA COUTO: UM MOÇAMBICANO NA VITÓRIA – Escreveu- Ronaldo SOTERO

Para o escritor vitoriense OSMAN LINS, (1924-1978), no livro “Problemas Inculturais Brasileiros”, “Só existem, no Brasil, duas coisas verdadeiramente democráticas: a praia e a literatura. Estão sempre abertas a quem chega e ninguém paga pela entrada”.

Nessa perspectiva, o escritor moçambicano António Leite Couto, conhecido como Mia Couto, 63 anos, nascido em Beira, Moçambique, realiza palestra dia 17/04, às19h no Instituto Histórico da Vitória de Santo Antao, com o tema :”Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?- O Continente Africano numa perspectiva literária “, em evento com apoio da UFPE, Unicap e Facol.

Além de biólogo, o escritor é natural de Beira, cidade muito atingida recentemente, durante a passagem do ciclone Idai. Sobre seu pseudônimo Mia, foi adotado porque o escritor tinha grande admiração por gatos e seu irmão não sabia pronunciar o nome dele.
Autor prolifico, de extensa obra literária, assim como o internacional Osman Lins, escreveu poesia, conto, romance, crônicas, sendo considerado como um dos mais importantes escritores de seu país. Suas obras foram traduzidas para o alemão,francês, castelhano, inglês, italiano, e publicadas em 22 nações .Mais traduzido escritor moçambicano. Seu primeiro romance “Terra Sonâmbula ” , de 1992, é considerado um dos melhores livros da literatura africana no século XX.

Ex- colônia portuguesa, independente em 1975, Moçambique é o 35 país mais desigual do mundo, segundo o Banco Mundial. O Brasil ocupa o 15 lugar. Embora dotado de grandes recursos naturais, a ONU considera esse país como um dos menos desenvolvidos no mundo.

Sua capital é Maputo. População é de cerca de 28 milhões. É banhado pelo Oceano Indico.
Para falar de tema de tamanha abrangência, que pode não ser de compreensão de boa parte dos presentes, pelas singularidades que a literatura exige, Mia Couto deveria pautar sua exposição tendo como pano de fundo a magistral África, continente de contrastes agudos, mistérios, guerras coloniais; conflitos étnicos, história, santuário ecológicos e diversidade, em um mundo fragmentado, mas de esperança viva.

Ronaldo Sotero

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