AS BADALADAS DA VIDA – por Mons. Maurício Diniz

Estimados Vitorienses, nesta breve mensagem pascal, vos escrevo, não para relembrar “O Sino da Minha Aldeia” de Fernando Pessoa, nem muito menos para saber “Porque os Sinos Dobram” de Raul Seixas, mas sim, desejo cobrar das autoridades competentes do nosso município, a devolução dos sinos da Capela de Engenho Bento Velho, localizado às margens da BR 232. Exigimos justiça, porque já foram identificados os autores da tão badalada ação criminosa contra o patrimônio histórico da nossa cidade.

Por vezes, parece que estamos num carrilhão de manobras: um boletim de ocorrência que vai, uma investigação que vem. Na verdade, não se puxa a corda, os sinos não dobram e o badalo não se mexe. Sendo assim, entre o balanço das indecisões, nada mais resta do que fazer um exercício de humildade e de paciência, para que, entre os toques e repiques espirituais, progressivamente, vençamos os impulsos das nossas limitações humanas.

Portanto, das badaladas da vida que ressoam do campanário da história, proveniente do vazio do túmulo do Nosso Senhor Jesus Cristo (cf Jo 10,1-2), escutemos, com o ouvido do coração, o glorioso anúncio da Ressurreição do nosso Divino Salvador.

FELIZ PÁSCOA!

Mons. Maurício Diniz – A Voz Paroquial – abril 2019.

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Uma resposta a AS BADALADAS DA VIDA – por Mons. Maurício Diniz

  1. Socorro Beltrão disse:

    Muito bem monsenhor!
    Eu quero saber.
    O povo quer saber?
    Onde estão os sino?
    Por que não foram devolvidos?

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