Quem investiu em construções irregulares na linha férrea poderá dançar na “chapa-quente”….

Não sem sentido, repercutiu bastante nas redes sócias,  no nosso torrão,  o problema envolvendo à demolição, pela justiça federal,  de um prédio na cidade de Timbaúba –  Mata Norte – que foi construído no espaço que um dia circulou o trem.

Antes, sinônimo de progresso e modernidade, o sistema de transporte ferroviário foi meticulosamente estudado pelos governantes de plantão, a partir de um determinado período,  para não funcionar mais no Brasil. O País não poderia dar certo e ser viável, sem antes desenvolver a industria automobilística americana e europeia.

Pois bem, logo após a nossa então Vila de Santo Antão virar a próspera cidade da Vitória, em 06 de maio de 1843 –  Vitória passaria a ser “de Santo Antão” só a partir de 1943 – à chegada da “estrada de ferro”, em 1886, transformaria nosso torrão numa das circunscrição territorial mais estratégica para então Província de Pernambuco.

Nesse período, por assim dizer, nossa cidade “respirou doces ventos”. Conjugou, verdadeiramente, aquilo que hoje os especialistas chamam de “desenvolvimento econômico”, bem diferente do tão buscado crescimento econômico. Passado um século da sua chegada – por volta das décadas de 80/90 – as forças do atraso cuidaram de “sucatear” esse modal de transporte em nosso estado .

Assim sendo, a partir de agora, tem muito antonense sem dormir direito! Investiram suas economias em construções irregulares ou na compra de prédios sem a devida documentação, construídas sob o espaço das chamadas  “estradas de ferro”. Nessa parada não tem inocentes…….Todos sabiam o que estavam fazendo. Os políticos das gestões passadas – Governo Que Faz e Governo de Todos – se beneficiaram com os votos, os “corretores/vereadores”, idem!! E quem poderá dançar na “chapa-quente” são os comerciantes que apostaram e investiram dinheiro na “coisa fácil”……..

Esta entrada foi publicada em A Lupa. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *