Mais um prêmio para o consagrado artista vitoriense Fernandes Rodrigues!

Nem só de aplausos vivem os artistas. Pois bem, o consagrado mestre  vitoriense, Fernandes Rodrigues, acaba de ser agraciado com o reconhecimento e um “bônus”  no valor de R$ 10,000,00 (dez mil reais),  pela 5ª edição do Prêmio Culturas, realizado pelo Ministério da Cultura.

Fernandes é sujeito que merece todo nosso respeito e admiração. É um artista “militante”, por assim dizer. Pelo seu reconhecido talento, sua entrega à causa e sua disposição para trabalhar não fica difícil imaginar que muitos outros prêmios estão pó vir. Parabéns Fernandes!!!

Vitória de Santo Antão: o cruel sistema vigente!

Passados os primeiros onze meses da nova gestão municipal, comandada pelo prefeito Aglailson Junior, nota-se que não houve novidades substancias no ritmo administrativo. Passado o ápice do velho “mantra” da crise financeira e do desmonte administrativo, imputado à gestão anterior, a maioria das pessoas não consegue enxergar algo novo, algum “sinal de fumaça”,  que as coisas possam verdadeiramente ganhar outro contorno. Como diz a frase: “tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

Apenas para ficar na questão da rotina da limpeza nas galerias pluviais do nosso centro comercial constatamos, na tarde de ontem (28), na Praça Leão Coroado, que as mesmas permanecem totalmente entupidas.

É impossível imaginar que,  até o presente momento,  o prefeito, juntamente com todo seu secretariado, ainda estejam “arrumando a casa”. Varrer ruas, trocar lâmpadas, podar árvores, limpar galerias e coletores pluviais, por exemplo, devem estar catalogados em “rotina administrativas”, algo elementar, na chamada governança……simples assim!

Nesse primeiro ano de gestão o prefeito Aglailson Junior, aos olhos da maioria,  mais decepcionou que surpreendeu. Aliás, as pesquisas para consumo interno devem lhe dizer exatamente isso. Mas, como na cabeça dos políticos o ano de 2017 foi apenas “uma travessia”,  o leme administrativo já deve está sintonizado com as eleições de 2018, quando, através dos seus candidatos,  deverão ser novamente avaliados pelos eleitores. Mesmo não sendo nada racional, a população já se acostumou com isso e, mais uma vez, deverá chancelar o modelo,  indo às urnas para hipotecar sua solidariedade ao cruel sistema vigente.

Acidente de Trânsito: a segunda maior causa morte não natural do nosso País!!

O noticiário de hoje, segunda-feira (27), deu amplo destaque ao acidente ocorrido na Zona Norte do Recife, que teve vários feridos e duas vítimas fatais. A colisão, envolvendo dois veículos, foi grave e vem alimentar, de maneira emblemática, essa  verdadeira “calamidade publica” que não para de crescer.

Segundo informações, um motorista jovem, embriagado e com histórico de multas (mal condutor) avançou o sinal e colidiu noutro veiculo que trafegava com uma família inteira. Devemos lembrar também que por trás do jovem também tem uma família atingida com menos gravidade e que também é vitima desse trânsito que já é a segunda maior causa morte não natural do nosso País.

Mais ou menos nesse mesmo horário que ocorreu esse grave acidente no Recife, eu estava trafegando, pela Rodovia Luiz Gonzaga com destino à Vitória, depois de uma visita com a família ao Shopping Rio Mar. Nesse deslocamento, ao passar por Bonança fui obrigado a redobrar minha atenção aos constatar  duas motocicletas – cada qual com dois ocupantes  sem o devido capacete – circulando “toda pagada” e ainda por cima em alta velocidade. Em certo momento cruzaram, pela passagem dos pedestres, de um lado para o outro da citada rodovia, na altura do semáforo que indica redução de velocidade.

Para quem é curioso como eu, nas questões relacionadas ao trânsito, logo associei a referida cena de abuso, irresponsabilidade e porque não dizer criminosa, à mais uma triste constatação das pesquisas nacionais: a maioria dos motociclistas indenizados (DPVAT) sofreu acidente no horário noturno, com predominância entre ás 17h e 20h.

O trânsito no Brasil é um dos que mais mata no Mundo. Para tal não existe uma única causa, existe sim um conjunto de fatores, sobretudo ausências de responsabilidades de toda ordem. Tanto dos motoristas como dos governantes,  por não cumprirem suas obrigações no que se refere à aplicação correta e proativa dos recursos que são destinados à sinalização e  às campanhas educativas.

Diz a Lei que 5% do que se arrecada deverá ser destinado ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset). Em regra geral, somos um povo com baixa escolaridade e regidos por histórico de impunidade no trânsito. Essa “equação”, convenhamos, É MORTAL.

Portanto, eis aí, um problema (PRAGA) que ninguém está imune. Tanto faz se o seu carro é novo ou velho. Caro ou barato. Se sua moto é “novinha” ou uma “baranga”. Se você é rico ou pobre ou até se trafega no banco da frente do carro ou na garupa de um mototaxis. O acidente de trânsito não é seletivo. Ele mata a todos, sem distinção!! Se tem uma coisa que nos torna iguais, nessa sociedade moderna, é o risco de MORRER,  VÍTIMA DE UM ACIDENTE DE TRÂNSITO!!!!

E tome BLACK FRIDAY no “juízo do povo”…

Em função da badalada e propagada BLACK FRIDAY o nosso Centro Comercial, hoje (24), amanheceu agitado. Nas mais diversas ruas centrais os consumidores caminharam em busca dos prometidos descontos e das tão sonhadas promoções. Durante todo dia, as lojas permaneceram com um movimento acima do normal.

Não obstante o referido evento comercial ser uma coisa nova para a “cultura brasileira” – a primeira edição no País só ocorreu no dia 28 de novembro de 2010 – não seria nenhum absurdo dizer que, em função da grande exposição midiática, a BLACK FRIDAY já marca, definitivamente, o calendário comercial nacional, configurando-se no inicio da temporada das “compras do final de ano”.

Criada nos EUA, precisamente no estado da Filadélfia, no início dos anos 90 a ação promocional teve como objetivo estimular o consumo varejista. O evento ocorre na primeira sexta-feira do mês de novembro em função do feriado nacional norte americano do “Dia de Ação de Graça”, instituído pelo então presidente Abraham Lincoln, em 1863, acontecendo sempre na 4ª  quinta-feira de mês de novembro.

Em função da sua liderança regional, sobretudo no contexto comercial, nossa cidade, Vitória de Santo Antão, ganha com esse evento que, a partir da liderança econômica dos EUA já influencia no mercado interno de outros países,  além do nosso, claro.  Neste momento,  de acentuada desaceleração na atividade comercial varejista brasileira,  a BLACK FRIDAY cumpre a função de injetar ânimo nas “veias do consumidor”, na direção das caixas registradoras dos mais variados segmentos comerciais.

Apesar de tudo a “Cidade Maravilhosa” continua linda!!

Sob todos os pontos de vista o estado do Rio de Janeiro  – principalmente a “Cidade Maravilhosa” – é a referência maior da cultura brasileira. Desde a chegada da família real, em 1808, que o Rio de Janeiro irradiou moda e exemplos ao resto do País. Praticamente tudo que aconteceu de moderno no Brasil,  a partir do século XIX, teve como epicentro a “Terra do Samba, do sol e da Mulata”.

Não é injusto, por assim dizer, que o “novo Brasil” que surge, sendo parido a fórceps pela Operação Lava Jato, tenha como ponto de partida asséptica o mesmo lugar que inventou o Jeitinho brasileiro, a vida malandra e tudo mais que torna a corrupção algo tolerável, sinônimo de “esperteza” e até, em boa medida, normal.

O que estamos vivenciamos no Rio de Janeiro hoje, há vinte anos, seria algo nunca antes pensado. Três ex-governadores presos. Deputados federais que representam o povo do Rio igualmente presos. Presidente e ex-presidentes da Assembleia Legislativa na cadeia, ex-secretários e empresários milionários enrolados até o pescoço, assim como toda a cúpula do Tribunal de Contas do Estado, órgão que deveria auditar todas as despesas governamentais, submerso no mar de lama da corrupção.

Imagino que a prática delituosa instituída no estado do Rio de Janeiro durante todo esse tempo, em maior ou em menor medida, seja a ordem do dia em praticamente  todos  os estados da federação brasileira. A diferença, contudo, é que lá as ações já começaram surtir o devido efeito punitivo.

Talvez por desejo,  ou até ingenuidade,  começo a acreditar, com base nos últimos acontecimentos, que o Brasil entrou numa rota sem volta. Como diz a canção do eterno roqueiro Lulu Santos: “nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia ….. Tudo passa, tudo sempre passará…..” AVANTE LAVA JATO!!

As múltiplas obras dos compositores vitorienses Gustavo Ferrer e Aldenisio Tavares.

O pensador contemporâneo Mário Sérgio Cortella, em um dos sues trabalhos,  pergunta: Qual é a Tua Obra? Independentemente da orientação religiosa ou atividade laboral que exerçamosmos somos todos protagonistas do nosso próprio destino. No palco da vida, aliás, sem direito a ensaio, somos todos diretores de nós mesmos. Se há uma coisa que ninguém pode fazer por nós é atuar no nosso lugar. Na cena da vida real, nunca  coube nem caberá dublê.

Pois bem, em recente evento sócio/cultural registrei o encontro de duas figuras emblemáticas da nossa polis. Gustavo Ferrer e Aldenisio Tavares, ambos compositores,  são profissionais respeitados nas suas respectivas áreas de atuação. Além de gozarem do respeito devido dos seus familiares, são os “filhos” que toda terra se orgulharia  apresentar.

Dentro do cenário  musical antonense Gustavo e Aldenisio são dois patrimônio vivos da terra de Nestor de Holanda e Amadeu de Senna. O hino oficial das Agremiações Carnavalescas da “Girafa”, do “Etesão” e do “Coelho”, entre outras, é uma das “obras eternas” que  o veterinário Gustavo Ferrer deixará para a cidade que ostenta o  carnaval de todos os bichos – Vitória de Santo Antão.

Já o funcionário público Aldenisio Tavares, com estilo mais eclético, se configura,  hoje,  no compositor mais gravado da história da Vitória de Santo Antão. Sua obra musical  dialoga desde os hinos carnavalescos (entre outros Monges e Saudade) ao forró de raiz, do religioso ao profano, da música mais tradicional aos jingles voláteis. Seu trabalho, assim como a do Gustavo Ferrer, perpassará, com absoluta certeza, muito além das suas existências no plano da vida terrestre.

Eis aí, portanto, dois antoneses que tomariam muito do tempo do pensador Mario Sérgio,  ao tentar responder sua pergunta: Qual é a tua Obra?

Banda do Colégio 3 de Agosto: UM PATRIMÔNIO DE TODOS OS VITORIENSES!

Foto: Nossa Vitória

Na noite de ontem (21), excepcionalmente, estava na redação do blog, localizado aqui, na Praça Leão Coroado. Pois bem, quebrando o costumeiro  silêncio noturno  do nosso centro comercial eis que surge um ensaio da nossa magnífica Banda do Colégio 3 de Agosto. Naturalmente que, convidado pelo ritmo harmonioso e ao mesmo tempo frenético que fui à varanda para acompanhar.

Coincidência ou não, hoje, 22 de novembro, comemora-se o dia da Música e dos Músicos. A data é uma alusão direta a Santa Cecília – Padroeira da Música e dos Músicos – que segundo nos conta a tradição ela (Santa Cecília) cantava com tanta doçura que um anjo desceu do céu para ouvi-la.

Aliás, aqui na nossa Vitória de Santo Antão, contam os livros que em 11 de dezembro de 1926 foi fundado pelo musicista competente, José Francisco de Mendonça, o “Orfeão Santa Cecília” com o objetivo de cultivar a boa musica.

O grupo musical reunia “cerca de 20 senhorinhas da melhor sociedade vitoriense e alguns rapazes”. O “Orfeão” contava com pianistas, violonistas, bandolinistas e flautistas que ensaiavam em sua sede à Praça Dom Luiz de Brito.

A histórica musical clássica na nossa terra, Vitória de Santo Antão, é rica e nos remete ao inicio do século XIX, quando ainda éramos a Vila de Santo Antão. Hoje, a Banda do Colégio 3 de Agosto, sob a batuta do competente  Maestro Pacheco,  apoiado pelo o ex integrante da mesma, atualmente na qualidade de gestor  do educandário, Max Bley, tem honrado a nossa tradição musical muito além dos nossos territórios.

Apenas para ter uma ideia da força da nossa Banda 3 de Agosto, em 2017, foi campeã em todos os concursos que participou e está “escalada” para representar Pernambuco num certame nacional.

Abaixo, portanto, segue alguns vídeos gravados do ensaio da banda que virou um PATRIMÔNIO DE TODOS OS VITORIENSES!

Banco do Brasil: atendimento precário!!

Segue, abaixo, o questionamento relacionado ao atendimento da agência do Banco do Brasil da nossa cidade, enviado pelo internauta Alexandre Rogério do Nascimento, presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Vitória de Santo Antão.

“Amigo Pilako, por falar em acessibilidade nos bancos, hoje estive no Banco do Brasil ás 8:30 hrs, e a porta de acessibilidade (a porta de vidro onde quem é usuário de cadeira de rodas utiliza, já que a porta utilizada por todos tem menos de 80 cm) estava fechada de chave, indaguei porque a mesma estava trancada, já que ela deveria ficar aberta das 7:00 às 22:00 horas, porque só ela nos da acesso aos caixas eletrônicos, e eu exijo esse direito já que eu sou cliente do banco, e me informaram que era ordem o gerente geral. Fui falar com o mesmo, ele não se encontrava, a funcionaria ligou para o mesmo informando da minha presença, ele ficou de chegar, esperei até as dez horas e o mesmo não chegou.
Tentei dialogar, não obtive exito, agora estou enviando um oficio pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Vitória de Santo Antão – COMUD-Vitória, exigindo que a referida porta esteja aberta no horário do funcionamento dos caixas eletrônicos e que providencie o mais rápido possível a instalação do elevador para que possamos chegar ao primeiro andar do prédio e torna o mesmo acessível, sem precisar esperar o funcionário descer e nos atender, queremos chegar até eles, é o que nos garante a legislação vigente.
Só pedimos respeito em garantir os nossos direitos de cidadão e pagadores de impostos.

Um Abraço”

Alexandre R. do Nascimento
Presidente do COMUD-VITÓRIA

OS deputados André de Paula, Felipe Carreras e Augusto Coutinho receberam os votos do povo da Vitória, se elegeram, e deram uma “banana” para a cidade!

Segundo matéria estampada no Diário de Pernambuco do domingo (19), no caderno Política (pag 2.4), cada um dos três senadores e dos vinte e cinco deputados federais pernambucanos tem direito a destinar R$ 14.000.000,00 (quatorze milhões) em emendas parlamentares para suas bases eleitorais. A lógica dessa distribuição, entendemos, que deveria seguir o mapa eleitoral de cada parlamentar  ou mesmo o vinculo que cada um mantém com seu município de origem (votação em cada cidade).

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, sob o ponto de vista de “Colégio Eleitoral”, configura-se entre as cinco maiores cidades do interior do estado. Mesmo após o recadastramento biométrico possuímos 90 mil eleitores (89.714). Levando-se  em conta que Pernambuco possui mais de 180 municípios somos, indiscutivelmente, uma “praça” muita cobiçada, sobretudo por sermos limítrofes da Região Metropolitana. Tudo isso é levado em conta quando o mapa geopolítico- eleitoral encontra-se em cima da  mesa na hora do “vamos-ver”, ou seja: quando se começa botar o “pé na estrada” para angariar os votos na campanha eleitoral.

Pois bem,  mesmo nossa cidade sendo detentora dos atrativos que mais interessa ao mundo político (voto), o referido relatório, publicado pelo Diário de Pernambuco, em nenhum momento realça à chegada de recursos federais, enviados, através de emendas,  pelos deputados federais, principalmente pelos que aqui foram votados na eleição de 2014.

Levando em consideração apenas os candidatos a deputado federal que foram apresentados e apoiados pelos três principais grupos políticos na nossa cidade  (Elias, Aglailson e Henrique) constatamos que os senhores  André de Paula, Felipe Carrearas e Augusto Coutinho trataram Vitória de Santo Antão como algo desprezível, insignificante isto é:  sem a menor importância.

Certamente por haver sido “ludibriado” pelo experiente deputado estadual Henrique Queiroz, no que se refere ao volume da votação prospectada na nossa cidade, o deputado federal Augusto Coutinho (SD) não destinou nenhum recurso  à nossa cidade. Dos 67.918 votos que conseguiu na eleição de 2014,  apenas 1.496 foram “pescados” por aqui. Investiu muito e teve pouco retorno. Certamente para o pleito do ano que vem não repetirá a dobradinha com o mesmo parceiro. Por aqui, deverá, contudo,  se “aconselhar” com o seu companheiro de partido, o atual vice-prefeito Doutor Saulo Albuquerque.

Sem nenhum vinculo com a nossa cidade o deputado federal Felipe Carreras (PSB) “pescou” um bom volume de sufrágios por aqui e também não destinou nenhum um centavo das suas emendas para ser investida na Terra de Mariana Amália. Dos 187.348 votos que obteve em todo estado, 8.179 conseguiu daqui. Graças ao apoio do grupo político do prefeito Aglailson Junior.

Curiosamente o deputado federal Felipe Carreras destinou R$ 1.200,000,00 para a cidade de Riacho das Almas,  aonde conseguiu pouco mais da metade dos votos que “arrancou” daqui. Outra curiosidade na destinação das verbas do Carreras é que,  não obstante haver conseguido ganhar a confiança de apenas 14 eleitores do município de Brejão,  o mesmo  enviou para lá a quantia de R$ 250.000,00.

Já o deputado federal André de Paula (PSD), velho conhecido dos eleitores vitorienses, tem na cidade da Vitória de Santo Antão a sua melhor “praça”. Nem no Recife, sua terra, onde existe mais de hum milhão de eleitores, ele conseguiu tantos votos quanto aqui. Lá (1.065.450 eleitores)  ele obteve 9.481, enquanto que aqui (89.714) foi agraciado com a confiança de 11.176 vitorienses e, mesmo assim, segundo a relação do Diário de Pernambuco, não destinou um centavo para Vitória de Santo Antão.

Ainda segundo o relatório do jornal, o deputado André de Paula  destinou  duas emendas no valor de R$ 150.000,00 para as cidades de Abreu e Lima e Camaragibe, comarca que conseguiu angariar na eleição passada  apenas 135 e 453 votos, respectivamente. Convenhamos, votação inexpressiva se comparada aos votos que conseguiu por aqui.

Esses, porém, são alguns “lances eleitorais” que o povo da nossa cidade, Vitória de Santo Antão, deve saber e ficar atento. Ano que vem (2018) teremos novas eleições. Fica a pergunta: será que vale a pena acreditar, investir e votar nesses  deputados federais que apenas nos concedem aperto de mão e “tapinhas” nas cotas?

Na medida do possível, no transcorrer da semana, voltarei a tratar desse mesmo assunto assinalando minhas impressões sobre esse tratamento dispensado ao povo da nossa Vitória de Santo Antão por esses políticos do tipo “Copa do Mundo”, ou seja: QUE SÓ APARACEM DE QUATRO EM QUATRO ANOS!

Preconceito Racial: INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO!!!

Hoje, 20 de novembro, foi o dia instituído por lei para “chamar” toda sociedade a refletir sobre o preconceito e à segregação racial no nosso País. A data – 20/11 – é uma referência direta ao dia atribuído à morte do líder da grande resistência, Zumbi do Palmares, ocorrida em 1695.

Em regra geral discriminação existe em todo e qualquer tipo de ajuntamento humano. Seja de maneira explicita ou velada. Imagino que desde que o “bicho humano”, motivado pelo sentimento da perda, sepultou o primeiro semelhante, deflagrando assim o entendimento de que não éramos iguais, sob o ponto de vista da existência, aos outros bichos (insepultos), nossas vidas passaram a ter “prazo de validade”.

Cônscio da sua finitude, até porque nesse momento ainda não se apregoava o conceito da “vida eterna”, muito menos dos “espaços” que fomos estimulados a materializa-los mentalmente, que os chamamos até hoje de céu e inferno, suponho que o ser humano passou a despertar para aquilo que atualmente entendemos por egoísmos. Suponho, ainda,  que tenha brotado desse sentimento (egoísmos) todos os tipos de preconceito que conhecemos hoje. Apenas suponho!!

O preconceito racial não é só uma questão de sentimento é também algo cultural, ensinado, instituído e até incentivado, muita das vezes silenciosamente em todos os quatro cantos da nossa aldeia global. Combatê-lo não é uma tarefa fácil e simples, muito pelo contrário é extremamente complexo. A “porta de saída”, certamente, estará sempre aberta na direção do conhecimento, sobretudo no histórico, antropológico e sociológico.

Ao olharmos pelo retrovisor para a construção do nosso Brasil logo entenderemos o motivo ou os motivos pelos quais, mesmo sem querer,  somos todos, pouco ou muito, consciente ou inconsciente, preconceituosos em potencial. No passado os negros que aqui chegaram, já na qualidade de prisioneiros dos seus irmãos negros do continente africano e vendidos como “bichos” aos donos dos  navios negreiros,  nem alma possuíam, segundo o entendimento dos europeus da época.

Com o passar dos séculos, em 13 de maio de 1888, por uma conjunção de fatores, sobretudo o econômicos, os sobreviventes de um dos  maiores crimes contra a humanidade (tráfico negreiros) de toda história, são alforriados por força da lei. Se pesquisarmos o grande debate travado nesse contexto, à época,  se deu por conta da insegurança jurídica, afinal o último suspiro da monarquia, com a Lei Áurea, desapropriou um patrimônio privado sem a devida contrapartida financeira.

Libertos em massa a comunidade negra que morava nas senzalas, providos das mínimas condições pelos seus “senhores”, sem instrução e totalmente estigmatizados socialmente foram obrigados a criar, sem a menor organização,  aquilo que hoje conhecemos como FAVELA. É bem verdade que cento e trinta anos depois muita coisa mudou. Mas os números sociais disponíveis não mentem –  lhe são adversos.

No momento atual, se bem estudado e analisado através das pesquisas e índices sociais, logo veremos o quanto nosso País ainda é devedor a toda essa comunidade  que verdadeiramente,  com a força do seu trabalho, construiu nossa nação.

Todos os tipos de combate ao preconceito racial são importantes e válidos. Mas não devemos ser caudatários de falácias e de novas segregações  no intuito  de  se combater o velho, danoso e perene preconceito racial.

De resto, sentencio: todo tipo de preconceito se combate e se vence com informação e educação. Viva o dia da Consciência Negra no Brasil!!

Em Sessão Solene o nosso Instituto Histórico comemorou mais um aniversário.


Sob o comando do vice-presidente da casa, professor Hiram Gomes, o nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória promoveu reunião solene para comemorar o seu 67º aniversário de fundação. O evento teve como conferencista o historiador Reinado Carneiro Leão, abordando o seguinte tema: formação dos primeiros engenhos na Vitória de Santo Antão.

Além da tomada de posse de três novos sócios a programação também contou a aposição de foto de três figuras vinculadas a instituição: Elmo Cândido Carneiro, Joca Neri e Padre Renato. Seus respectivos familiares usaram da palavra para agradecer. Veja os vídeos:

Também foram condecorados com o título de “Cidadão Vitoriense” dois diretores do Instituto Histórico: a escritora Luciene Freitas e o empresário Carlos Freire.


Ao final do evento, marcada pela ausência do presidente da instituição, professor Pedro Ferrer, que se recupera de uma intervenção cirúrgica nos olhos, na capital pernambucana, todos os presentes foram convidados ao coquetel,  para o corte  do bolo e cantar o tradicional “parabéns pra você”. Veja o vídeo:

A “buraqueira” continua intacta…

Para o condutor de veiculo que trafega pela Antiga BR 232 a “buraqueira” exposta,  próximo ao prédio da TV Vitória,  já virou paisagem, ou seja: já incorporou-se como algo “normal” e “comum”…

Pelo fato de não circular  por esse lado da via constantemente, mesmo “puxando” pela memória, não consigo lembrar-me desse trecho sem esses buracos. Infelizmente, parece que as coisas na nossa cidade são programadas para não funcionar.

Fica prefeito, sair prefeito, entra prefeito e o modus operandi permanece intacto, tal qual a referida “buraqueira”.

Varanda do Tadeu: com seu fechamento a cena musical vitoriense fica empobrecida!

Dentre as inúmeras frases musicais existentes escolhi a do Moacyr Franco para sintetizar o momento, com relação ao fechamento do espaço festivo/gastronômico, intitulado “Varanda do Tadeu”: “o que era doce e o que não era se acabou”.

Por iniciativa particular do seu proprietário o “Restaurante Varanda do Tadeu” encerrou suas atividades no último sábado (11), ao comemorar seu décimo primeiro aniversário de fundação. Indiscutivelmente nossa cidade, Vitória de Santo Antão, fica empobrecida musicalmente.

Preservado sob o bom gosto musical, a promoção dos novos talentos locais e até dos anônimos “cantores de chuveiro”,  o Restaurante  “Varanda do Tadeu”, ao longo da sua existência,  manteve o ritmo do pulsar do coração, guiou-se  pela métrica da emoção sem nunca haver  perdido a dose certa da embriaguez que a boa musica estabelece com as pessoas, sobretudo com aquelas que aprenderam degustar com os ouvidos e e digerir com a cérebro.

Na qualidade de cantor “consagrado” e principal atração da casa, ao longo de todos esse tempo, o amigo Tadeu Souza, no último sábado, ao  entrar em cena e interpretar  uma das músicas do Rei Roberto Carlos, resumiu tudo: “ se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Veja o vídeo:

Fechar ciclos, concluir projetos, mudar de rumo e seguir com altivez é tarefas para os fortes, mesmo quando o coração aponta noutra direção. Independente de qualquer coisa a vida continua para os “amantes da boa música” que se acostumaram  a ouvir, na tarde dos sábados, no Varanda, o melhor do que existe na música popular brasileira, afinal, não é em qualquer lugar do Brasil que se escuta, ao vivo, Nelson Gonzaga, Ataulfo Alves, Dalva de Oliveira, Benito de Paula, Luis Américo, Agepê, Martinho da Vila, Alcione, Reginaldo Rossi e etc e etc…

Concluo essa postagem parabenizando a família “Souza” pela contribuição musical ao município da Vitória de Santo Antão, sob todos os pontos de vista. Ao amigo Tadeu e a sua esposa Cleide, assim como toda equipe que fizeram o Restaurante ‘Varanda do Tadeu”, até o último sábado, 11 de novembro de 2017, resta-nos,  nesse momento, apenas dizer, com saudade, OBRIGADO, OBRIGADO e OBRIGADO!!!!

A polêmica continua: qual o melhor carnaval? O de ontem ou de hoje?

Hoje, 10 de novembro, é o dia que marca a distância de três meses para, oficialmente, começar o carnaval. Previsto para o Sábado de Zé Pereira “cair” no dia 10 de Fevereiro, que para nós, antonenses,  esse dia passou a ser grafado como  o “Sábado do ETSÂO”, aqui e acolá, já tem gente colocado, através das redes sociais,  seu “bloco” na rua.

O folião local mais saudosista estufa o peito para dizer que o carnaval bom era o do seu tempo!! Já os mais jovens realçam que esse (agora) é o tempo, até porque ninguém pode sentir saudade daquilo  que não vivenciou. Polêmicas à parte, gostaria de dizer que essa discussão não é nova,  na terra de José Marques de Sena.

Outro dia, revirando meus arquivos deparei-me com uma nota,  escrita pelo eterno José Aragão, há exato meio século (1967),  cujo título era: “Carnavais de Outrora”. Nela a polêmica e o assunto central…..

“É bem certo que tudo passa sobre a terra. Que a evolução é condição essencial da contingência humana.

Por isso não se há de estranhar tenha o nosso Carnaval, aqui, como em toda parte, sofrido radical transformação.

Para Melhor? Para Pior? Isto depende do ângulo em que se coloca o observador.

Os que não conheceram os carnavais de outrora, nem o doce encanto da vida em outros tempos, estranham se diga que o carnaval de hoje é bem inferior aos de trinta, quarenta ou cinquenta anos atrás. Estranham e contestam.

Os remanescentes desses bons tempos pedem, apenas, se faça um cotejo entre as realizações de ontem e as de hoje, observada fielmente a lei das compensações, para concluir que, nos carnavais de outrora, havia mais alegria, comunicabilidade, exuberância, bom gosto e etc.”

Pois bem, mesmo cinquenta anos depois o artigo do Mestre Aragão continua ATUALIZADÍSSIMO!!!

 

Nota oficial: Governo do Estado de Pernambuco

Nota oficial

Com relação à operação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União, realizada hoje em prédios da Secretaria da Casa Militar do Estado, o Governo de Pernambuco reafirma a disposição de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre tem feito quando solicitado por órgãos de controle e fiscalização.

A Operação Reconstrução, ocorrida a partir de julho de 2010, envolveu recursos advindos do Estado de Pernambuco e da União, dirigidos ao atendimento emergencial às 120 mil pessoas da Zona da Mata Sul atingidas pela enchente, bem como o trabalho de reconstrução das cidades.

As prestações de contas respectivas foram apresentadas a tempo e modo às autoridades competentes, estaduais e federais.  Não foi descumprido nenhum prazo ou foi negada nenhuma informação por parte do Governo de Pernambuco.

Com relação à Operação Prontidão, realizada após a enchente deste ano de 2017, os prazos de prestação de conta ainda estão em curso.

A Operação Reconstrução construiu a Barragem de Serro Azul e cinco hospitais, o Hospital Regional de Palmares, os hospitais municipais de Água Preta, Cortês, Barreiros e de Jaqueira.  A Operação Reconstrução também entregou 12.131 mil casas; recuperou ou reconstruiu 71 pontes, recuperou 185 vias urbanas e 28 muros de arrimo em diversos municípios atingidos.

A Operação Reconstrução recuperou, ainda, 63,13 quilômetros de rodovias e 203 quilômetros de estradas vicinais; reconstruiu 29 escolas atingidas, revitalizou a orla de Palmares; recuperou e reconstruiu 123 bueiros e 11 passagens molhadas, promoveu a dragagem do Rio Una e criou a Rede de Monitoramento Hidrometeorológico.

É absolutamente lastimável o processo de espetacularização negativa das atividades de controle da atuação pública. O que assistimos hoje é exemplo da grave prática de buscar criminalizar toda a atuação dos agentes públicos e políticos. Os trabalhos da Operação Reconstrução envolveram grande número de servidores públicos, que realizaram um esforço extraordinário na missão de minimizar o sofrimento que as enchentes causaram à população pernambucana.

É lamentável a operação desproporcional realizada no Gabinete do chefe da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas. O acesso a todos os documentos e equipamentos ali localizados, assim como a qualquer outro documento público, poderia ter sido solicitado sem a necessidade de qualquer ordem judicial.

Logo que disponha de mais informações, o Governo de Pernambuco voltará a se pronunciar publicamente.

Governo do Estado de Pernambuco

“Bronca no Palácio”: quem vai pular primeiro? Elias ou Henrique?

Na manhã de hoje aconteceu um fato que certamente será bastante explorado nos guias eleitorais das  próximas eleições. O “baculejo” que a Polícia Federal – “Operação Torrentes” – está promovendo em várias localidades, inclusive no Palácio do Campo das Princesas, buscar colher elementos e provas sobre o possível desvio de dinheiro público, utilizados na reconstrução das cidades da Mata Sul, atingidas pelas enchentes em 2010 e 2017, segundo informou o portal de noticias G1.

Ainda segundo a mesma fonte (G1) os valores giram na casa de 400 milhões de reais: “os agentes federais estão cumprindo 71 mandados judiciais. São 36 de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 20 de condução coercitiva.”

A situação política do grupo do PSB pernambucano continua se deteriorando, tanto no campo administrativo quanto ético. Eventos dessa natureza, somados a tantos outros, poderá inviabilizar a reeleição do governador Paulo Câmara.

Outro dia, aqui pelo blog, aventei a possibilidade das três maiores correntes políticas da nossa Vitória, diferentemente da eleição estadual passada (2014), caminharem em palanques diferentes, ou seja: não mais subirem juntos no palanque da frente popular, liderado pelo candidato do PSB – Paulo Câmara.

Por força do partido, o único que não tem como “correr da parada” é grupo do prefeito Aglailson Junior. Obrigatoriamente terá que se abraçar com um possível “defunto”. Já com relação ao ex-prefeito Elias Lira e o deputado Henrique Queiroz, pelo andar da carruagem, deverão “pular do barco” e se agarrarem no novo grupo de oposição que está se construindo.

A regra na política é assim: o que vale a lei da sobrevivência. Mas, até as coisas ficaram mais claras, todos estarão em perfeita harmonia, isto é: esperando a hora certa para promover a traição e inventar qualquer desculpa…

Bichos nas ruas: CAVALO COMENDO LIXO!!!

Na noite de ontem (08) nossas lentes registraram, numa rua próxima a FAINTVISA, bairro do Cajá, um cavalo perambulando pelas vias públicas e promovendo a maior sujeira e imundice. Animais de grande porte, circulando livremente pelas ruas da cidade configura-se num grave problema de Saúde Pública.

Segue, portanto, mais uma vez, a cobrança para que o secretário de agricultura do município, Darlan, responsável pelos serviços de fiscalização e recolhimento desses animais intensifique os trabalhos. Até porque a bronca ainda continua…

Nota de Desagravo: Sindicatos que representam o funcionalismo público local.

Ao caminhar pelas ruas centrais da nossa Vitória de Santo Antão, hoje, pela manhã, presenciei um carro de som anunciando uma NOTA DE DESAGRAVO. O conteúdo alardeado, assinado pelos sindicatos dos funcionários municipais local, entre outras coisas, falava em perseguição, desrespeito, ausência de dialogo, ditadura, redemocratização e etc. Ainda segundo a nota estaria ocorrendo, por parte da atual gestão municipal, uma diminuição nas horas/aula de uma professora que é dirigente sindical por perseguição.

Muito bem, divergências entre  a categoria do funcionalismo  público com as gestões municipais locais não é nenhuma novidade. Faz parte daquilo que Karl Marx precificou, lá na metade do século XIX,  como a eterna luta de classes segundo a qual a sociedade passou a ser dividida – burguesia X proletariado – e que só acabaria com o sepultamento do sistema capitalista.

Deixando de lado um pouco a filosofia de Marx e partindo para uma leitura mais contemporânea dessa relação – prefeitura X sindicato –  logo entenderemos que sempre existiu excessos de parte à parte. Para o sindicato todos os gestores são opressores e para os gestores todos sindicalistas são radicais……. Esse é o jogo jogado há décadas… Não gostaria, aqui, de entrar no mérito da atual  questão, afinal, agora, não tenho informações suficientes para construir um juízo de valor sobre o que está ocorrendo.

Para concluir, contudo, afirmo ser conhecedor de que a relação histórica entre as partes mencionadas nunca foi transparentes aos olhos do contribuintes (o verdadeiro patrão das duas categorias). Na nossa cidade, por exemplo, tem profissionais da educação ganhando salário muito acima da realidade, o que é pior:  sem colocar os pés na sala de aula.

Do outro lado tem profissionais recebendo sem desempenhar a função, apenas por ser  “fies” cabos-eleitoral dos gestores de plantões. Dessa forma a conta nunca fechará. Todos sabem disso, mas fazem de conta que não sabem!!!

Apenas uma pergunta,  na direção dos dirigentes sindicais e dos atuais gestores públicos: VOCÊS TOPARIAM FAZER UMA AUDITORIA SÉRIA E INDEPENDENTE NA FOLHA DE PAGAMENTO DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO,  PARA  DEPOIS IMPLANTAR O PONTO ELETRÔNICO EM TODA REDE MUNICIPAL?

Com a palavra os gestores e os sindicalistas…

Essa minha parente, Luislinda Valois, envergonhou o Brasil e a França.

Confessor que mesmo acompanhado o noticiário político local, estadual, nacional e  até internacional não conhecia nada dessa Ministra dos Direitos Humano do governo do presidente Michel Temer. Muito menos que a eminente Luislinda Valois é desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia e que é filiada ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Nada disso eu sabia até a mesma aparecer na mídia nacional em função da sua atrapalhada, atinente aos seus pleitos salariais. Antes de tudo, gostaria de dizer que se “espremer” com força, essa senhora ainda chega a ser parente minha. Seu sobrenome – VALOIS – oriundo da França, é o mesmo da família da minha mãe. Aliás, aqui na Vitória tem muita  gente dessa mesma origem.

A senhora Luislinda Valois, a coitadinha, queria receber salário de R$ 61.400,00 por mês,  quando o teto máximo permitido é de R$ 33.700,00. Nesse caso em tela, pior do que o seu pedido no ordenado,  foram suas colocações para justificar o pedido. Entre outra coisas, disse ela:

Todo mundo sabe que quem trabalha sem receber é escravo.

Após a polêmica gerada ela ainda emendou:

“O Brasil está sendo justo comigo? Como é que eu vou comer? Como é que vou beber? Como é que vou calçar?”

E ainda completou:

“É cabelo, é maquiagem, é perfume, é roupa, é sapato, é alimentação. Se eu não me alimentar, eu vou adoecer e aí vou dar trabalho para o Estado.”.

Com todo respeito a senhora Luislinda Valois – “minha parente” – acredito que a mesma não tem “miolo” para ocupar um cargo de Ministro de Estado. O pior ainda é saber que essa senhora é magistrada aposenta. Saber que uma pessoa que usa de rasas  argumentações  para justificar um pedido “fora da lei”,  era uma pessoa  e que a união lhe reservava o direito de julgar os procedimentos alheios.

Portanto esse episódio é mais a jogar luz no nosso sistema político falido, cujos os cargos de maior relevo, aqui e acolá, são ocupados por pessoas despreparadas, sem a menor capacidade de entender a liturgia da função que exerce,  mesmo que lhe sobre diplomas, títulos e “notório saber”.

Concluo dizendo: se  isso aconteceu na Esplanada dos Ministérios, imagina nas administrações estaduais e nas mais de cinco mil prefeituras,  espalhadas pelo nosso Brasil continental?

Vitória e os seus messias: NOVO RECORDE DE ARRECADAÇÃO!!!

De certa forma temos um pouquinho de sangue português correndo nas nossas  veias. Não fosse pela composição genética, os costumes, as mazelas, a língua e as crenças da terra do atual melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, face à colonização, iniciada há meio século, tudo isso já chancelaria nossas ligações.

O sebastianismo, crença mística segunda a qual o jovem Rei de Portugal, falecido em combate, reapareceria para salvar o seu País da miséria assim como resgatar o seu povo do fundo do poço, também ganhou forma e corpo no nosso Pernambuco, precisamente na cidade de São José do Belmonte (1838)

Pois bem, pouco ou muito, por formação, o povo brasileiro, sobretudo o nordestino,  ainda acredita no “messias”, ou seja: aquele que no momento mais difícil aparecerá  para nos salvar. Os nossos políticos, de maneira geral, mesmo sem saber da origem desse atmosfera,  conhecem muito bem esses traços do eleitorado tupiniquim.

Não à toa, na nossa Vitória de Santo Antão, terra com forte tradição religiosa, conservadora por essência,  os políticos se acostumaram a trabalhar da mesma forma. Ou seja: PARA MELHORAR,  SE FAZ NECESSÁRIO PIORAR. ENTRA EM CENA, ENTÃO, O SALVADOR DA PÁTRIA!!

Segundo informações técnicas do consultor financeiro vitoriense, Elias Martins, o nosso município bateu novo recorde em arrecadação financeira. Oficialmente não há contestação aos números anunciados por ele. O que nos levar a crer que tudo é real. Tudo é verdade.

Nesse contexto, observamos que tanto na gestão anterior quanto na atual o discurso padrão  continua o mesmo: “CRISE FINANCEIRA E DÉBITOS DEIXADOS PELA GESTÃO ANTERIOR”.

Curiosamente, tanto na gestão passado quanto na atual, as coisas só irão engrenar no momento oportuno, ou seja, próximo das eleições. O bom dessa “rotina” administrativa local – cíclica,  continua e perene –  é que os eleitores  já começaram a entender essa manobra. Resta-nos saber, portanto,  se a velha crença no messias irá prevalecer mais uma vez, pois acreditar que alguém poderá nos salvar, convenhamos,  não deixar de ser, indiscutivelmente,  um alento, um  conforto para o povão!!