Vitória e os seus messias: NOVO RECORDE DE ARRECADAÇÃO!!!

De certa forma temos um pouquinho de sangue português correndo nas nossas  veias. Não fosse pela composição genética, os costumes, as mazelas, a língua e as crenças da terra do atual melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, face à colonização, iniciada há meio século, tudo isso já chancelaria nossas ligações.

O sebastianismo, crença mística segunda a qual o jovem Rei de Portugal, falecido em combate, reapareceria para salvar o seu País da miséria assim como resgatar o seu povo do fundo do poço, também ganhou forma e corpo no nosso Pernambuco, precisamente na cidade de São José do Belmonte (1838)

Pois bem, pouco ou muito, por formação, o povo brasileiro, sobretudo o nordestino,  ainda acredita no “messias”, ou seja: aquele que no momento mais difícil aparecerá  para nos salvar. Os nossos políticos, de maneira geral, mesmo sem saber da origem desse atmosfera,  conhecem muito bem esses traços do eleitorado tupiniquim.

Não à toa, na nossa Vitória de Santo Antão, terra com forte tradição religiosa, conservadora por essência,  os políticos se acostumaram a trabalhar da mesma forma. Ou seja: PARA MELHORAR,  SE FAZ NECESSÁRIO PIORAR. ENTRA EM CENA, ENTÃO, O SALVADOR DA PÁTRIA!!

Segundo informações técnicas do consultor financeiro vitoriense, Elias Martins, o nosso município bateu novo recorde em arrecadação financeira. Oficialmente não há contestação aos números anunciados por ele. O que nos levar a crer que tudo é real. Tudo é verdade.

Nesse contexto, observamos que tanto na gestão anterior quanto na atual o discurso padrão  continua o mesmo: “CRISE FINANCEIRA E DÉBITOS DEIXADOS PELA GESTÃO ANTERIOR”.

Curiosamente, tanto na gestão passado quanto na atual, as coisas só irão engrenar no momento oportuno, ou seja, próximo das eleições. O bom dessa “rotina” administrativa local – cíclica,  continua e perene –  é que os eleitores  já começaram a entender essa manobra. Resta-nos saber, portanto,  se a velha crença no messias irá prevalecer mais uma vez, pois acreditar que alguém poderá nos salvar, convenhamos,  não deixar de ser, indiscutivelmente,  um alento, um  conforto para o povão!!

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