Mãe Gilda – por @historia_em_retalhos,

Mãe Gilda, vida e morte de luta contra a intolerância religiosa.

Esta é a ialorixá Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda.

Símbolo da luta contra a intolerância religiosa, a ialorixá é fundadora do Ilê Axé Abassá de Ogum, Terreiro de Candomblé localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, em Salvador/BA.

Como todos aqueles que lutam pelo respeito à sua ancestralidade africana neste país, Mãe Gilda sofreu com ataques de preconceito, ódio, intolerância e violência.

No caso dela, custou a própria vida.

Em 1999, teve a sua imagem utilizada no jornal Folha Universal, vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), com a manchete “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”.

Na época, a reportagem dizia que estava crescendo um “mercado de enganação” no país.

E o pior, com um detalhe sórdido: a imagem de Mãe Gilda aparecia com uma tarja preta nos olhos.

A publicação dessa foto marcou o início de um doloroso, porém importante processo de luta por justiça da família e de todos os religiosos do Candomblé.

Infelizmente, dada a fragilidade do momento, adeptos de outras religiões hegemônicas sentiram-se no direito de atacar diretamente a casa de Mãe Gilda, agredindo-a, verbal e fisicamente, dentro das dependências do terreiro, até quebrando objetos sagrados lá existentes.

Diante desses fatos, com a saúde fragilizada, Mãe Gilda não suportou: o seu estado piorou, sofreu um infarto e ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000.

Custa-nos a acreditar, mas, periodicamente, o busto que foi erguido em sua homenagem dentro do Parque do Abaeté (foto), em Salvador, é alvo de atos de racismo religioso.

O autores desses atos costumam justificar a conduta dizendo que apedrejam “a mando de Deus”.

Racismo religioso é crime.

O primeiro passo para cultuar uma religião é aprender a respeitar as demais.

Desde 2007, celebra-se em 21 de janeiro o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”, em memória de Mãe Gilda.
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Manoel Bezerra de Mattos Neto – por @historia_em_retalhos.

A história de Manoel Bezerra de Mattos Neto: o advogado assassinado por defender direitos humanos.

Há exatos 14 anos, em 24 de janeiro de 2009, Manoel Mattos era morto a tiros de espingarda calibre 12, em uma casa de veraneio, em Pitimbu/PB.

O advogado, que também havia sido vereador em Itambé/PE e vice-presidente do Partido dos Trabalhadores, integrava a Comissão de Direitos Humanos da OAB-PE, ficando conhecido por denunciar grupos de extermínio com a participação de policiais militares e civis, na divisa entre Paraíba e Pernambuco, região que já foi chamada de “Fronteira do Medo”.

Mattos participou ativamente de duas CPI’s em âmbito estadual e uma em âmbito nacional, sempre denunciando as violações de direitos humanos e anunciando publicamente que corria risco de vida, pedindo proteção.

Além disso, era especialista na defesa de trabalhadores rurais.

Diante das ameaças de morte que se repetiam, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA chegou a conceder, em 2002, medidas cautelares que determinavam que o Brasil deveria garantir a sua proteção.

Infelizmente, não foi suficiente.

Morto covardemente, o jovem advogado perdeu a vida, aos 40 anos, e a sociedade perdeu um militante combativo dos direitos humanos.

Denunciados, dois dos cinco réus acusados de envolvimento no seu assassinato foram condenados.

O sargento Flávio Pereira foi condenado a 26 anos de prisão e José da Silva Martins a 25 anos, em regime fechado.

Um detalhe relevante: este processo traz consigo uma importância histórica.

Foi o primeiro caso no Brasil a ter a federalização concedida.

Em 2010, o STJ autorizou a instauração do Incidente de Deslocamento de Competência, mecanismo previsto na CF, desde 2004, para crimes que envolvam violação de direitos humanos, possibilitando o deslocamento da competência para a Justiça Federal.

Mais adiante, o processo também foi deslocado da JF da PB para a de PE.

Manoel Mattos foi assassinado por defender o uso da justiça em detrimento da violência, por estimular os mais fracos a buscarem os seus direitos e por denunciar grupos de extermínio.

À sua memória, a nossa homenagem no dia de hoje.
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Martin Heidegger – por Marcus Prado.

Foi com emoção que estive a primeira vez ( Janeiro de 1998) na cabana do mais influente filósofo alemão do seu tempo, Martin Heidegger (1889-1976),onde ele viveu em sua busca pelo sentido do ser.

A sua cabana ficou conhecida mundialmente na Floresta Negra (Alemanha).
Sua localização é uma aldeia chamada Todtnauberg, no município de Todtnau, região de Baden-Württemberg muito próximo a Friburgo onde Heidegger era professor.

Ali se estampa um Heidegger com hábitos de um camponês que entre outras coisas, preparava a lenha para uma fogueira, ao redor da qual tinha contato, toda noite, com lenhadores da floresta.

Hoje participo, com orgulho, de um núcleo de estudiosos e leitores de vários países ligados à obra do genial pensador., a Martin Heidegger PHILOSOPHICAL Society.

Marcus Prado – jornalista.

 

10ª Feijoada da ABTV – sucesso total!!!

Mantendo a tradição de abrir os festejos de Momo na República da Cachaça,  há 10 anos, a reunião festiva da ABTV – Associação de Blocos de Trio da Vitória -, intitulada de “Feijoada da ABTV” congregou, no Restaurante Gamela de Ouro, todas as tendências do secular carnaval antonense.

Prestigiada por autoridades, imprensa, artistas, diretores de agremiações e foliões de maneira geral o encontro carnavalesco também serviu para a apresentação do Rei, da Rainha e da Princesa 2023 do carnaval local, patrocinado pela Agremiação “Rei Momo”.

Celebrando os 10 anos da Feijoada e os 25 anos de atuação da ABTV no carnaval da Vitória de Santo Antão a direção sublinhou a passagem de todos os blocos que já foram afiliados – 22 no total –, inclusive,  lembrando os nomes dos diretores de outrora da instituição.  Na categoria homenagem póstuma, o nome do diretor da “GIRAFA” e grande carnavalesco Helder Neri foi uma unanimidade.

No palco, a banda do talentoso Ricardo Rico comandou a festa, recebendo vários artistas que já foram contratados pelos blocos para animar o carnaval. A Orquestra Ciclone, que tem o Maestro Givaldo como expoente, temperou o passo dos foliões mais animados.

A ABTV – Associação de Blocos de Trio da Vitória – é uma entidade sem fins lucrativo que se mantém há mais de 25 anos na nossa cidade e tem,  entre outros objetivos, o dever de fomentar e zelar pela festa maior da nossa cidade, ou seja: O CARNAVAL DA TERRA DE JOSÉ MARQUES DE SENNA. Além de patrocinar individualmente todos blocos da ABTV o Engarrafamento Pitú, desde a primeira edição do evento – Feijoada da ABTV – se configura em patrocinador oficial da nossa “reunião festiva. 

 

 

10ª Edição da Feijoada da ABTV acontece nesse sábado (21).

Mantendo a tradição da última década, acontece nesse sábado, 21 de janeiro, no Restaurante Gamela de Ouro a 10ª edição da reunião festiva promovida pela Associação de Blocos de Trio da Vitória. O evento terá inicio às 11h e contará, além dos foliões, com autoridades, diretores de agremiações, representantes dos mais variados veículos de comunicação e atrações musicais.

Na ocasião, os diretores da ABTV irão destacar os 25 anos de atuação da referida instituição no carnaval antonense e também celebrará uma homenagem póstuma ao carnavalesco Helder Neri. As pulseiras/convites encontram-se nas mãos dos diretores dos blocos afiliados a ABTV – Associação dos Blocos de Trios da Vitória.

Serviço:

Evento: 10ª Edição da Feijoada da ABTV.

Local: Restaurante Gamela de Ouro.

Dia e hora: Sábado (21/01), a partir das 11h. 

Xicão Xukuru – por @historia_em_retalhos.

Xicão Xukuru e a criminalização do direito ao território.

Este é Francisco de Assis Araújo, o Cacique Xicão, mais um mártir da luta da causa indigenista neste país.

Xicão nasceu no sítio Cana Brava, bem no centro do território Xukuru, nos municípios de Pesqueira e Poção, Pernambuco.

Ascendeu ao cacicado, conseguindo mobilizar, de 1989 até 1998, diversas forças em torno da luta do seu povo Xukuru do Ororubá, quando, então, foi assassinado em razão de sua atuação política.

A sua liderança passou a ganhar notoriedade ainda nos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte.

Devidamente organizadas, as lideranças indigenistas conseguiram derrubar o inciso V do art. 26, que repassaria aos estados e municípios as terras dos aldeamentos extintos, fragmentando a luta em um nível nacional.

Como principais vitórias, as conquistas hoje consagradas nos arts. 231 e 232 da CF, que são o escudo fundamental dos direitos indígenas.

O cacique tinha algo que despertava a ira de fazendeiros e posseiros: desenvolvia um trabalho de base, conhecia cada uma das 23 aldeias e fomentava a conscientização de seu povo.

Após séculos de apagamento, os Xucurus obtiveram conquistas territoriais importantes, como Pedra D’água, Caípe, Sítio do Meio e Tionante.

Essas conquistas, porém, tiveram, como consequências, ameaças, violência e mortes.

Como um prenúncio do mal que o aguardava, Xicão viu serem assassinados o indígena Everaldo Rodrigues e o procurador da Funai Geraldo Rolim (ambos crimes não resolvidos).

No dia 20 de maio de 1998, os seus inimigos alcançaram o objetivo maior.

Xicão foi morto com seis tiros a queima-roupa, na frente da casa de sua irmã.

O cacique tornou-se mártir e manteve acesa em seu povo a chama da luta pelo território.

Em 2004, a banda Mundo Livre S/A grava a canção “O Outro Mundo De Xicão Xucuru”:

“Numa faixa de terra de 28 mil hectares/ localizada no agreste pernambucano/ habitam cerca de 8 mil seres da espécie humana/ Eles não querem vingança/ eles só querem justiça/ querem punição para os covardes /assassinos de seu bravo Cacique Xicão”

A quem interessar, recomendo “Xukuru – Filhos da Mãe Natureza”. 📚
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Procissão do Glorioso Santo Antão.

A tradicionalíssima Procissão do Glorioso Santo Antão fechou com “chave de ouro” o ciclo de mais uma festividade dedicado ao nosso padroeiro. Comandada pelo Padre Josvilvado, Pároco da Matriz, a “Festa de Santo de Santo Antão” é um dos mais precisos patrimônio da nossa terra que foi  desbravada pelo português de Diogo de Braga em 1626.

No feriado da terça-feira (17) registramos, em vídeo, vários momentos do importante acontecimento religioso.

O inesquecível Zacarias – por @historia_em_retalhos.

Em 18 de janeiro de 1934, nascia, em Sete Lagoas/MG, Mauro Faccio Gonçalves, o inesquecível Zacarias, célebre integrante do grupo “Os Trapalhões”.

O personagem era um tímido e ingênuo mineirinho, que se vestia e comportava-se de modo infantil.

Em razão disso, caiu nas graças das crianças brasileiras que passaram a adorá-lo.

Mauro morreu em 1990, aos 56 anos, deixando uma legião de fãs.

Durante muitos anos, especulou-se que ele teria falecido, prematuramente, de AIDS.

Os seus familiares sempre negaram o boato.

Feliz de quem cresceu ao som daquela risada inconfundível.
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A Guerra do Paraguai – por Pedro Ferrer.

A Guerra do Paraguai era assunto dominante nas rodas políticas e sociais, na segunda metade do século XIX. Girava no país a campanha “Voluntários da Pátria” que visava arregimentar soldados para combater o inimigo. Vitória de Santo Antão não esteve ausente desta campanha. Vários jovens alistaram-se para partir para o campo de batalha com destaque para uma jovem, Mariana Amália do Rego Barreto. Segue a mensagem por ela proferida aos antonenses.

     -É esta a alocução a que ontem nos referimos na notícia que nos foi transmitida da Vitória; a qual alocução foi recitada pela Jovem Heroína Pernambucana D. Mariana Amália do Rego Barreto, no dia 16 de setembro ao povo daquela cidade:

    “Caros patrícios! briosa mocidade vitoriense !

     Aqui tendes a vossa frente a vossa patrícia, em cujo coração predominou tanto o amor da pátria ultrajada, que a obrigou a preferir aos gozos de uma vida tranquila, ao amor paterno, às carícias dos parentes, os rigores, os trabalhos e as fadigas da batalha, ou perseguindo o inimigo com as armas empunhadas, ou cuidando dos feridos nos hospitais de sangue.

            E vós, caros patrícios, a quem adornam as vestes do homem, deixareis de acompanhar, como voluntários da pátria, a vossa jovem patrícia que varonilmente vos vem convidar como voluntaria da pátria? Não certamente: não devo supor em vós tanto desânimo, tanta falta de patriotismo! Eia! vamos, vamos para o Paraguai: vamos unir-nos aos nossos compatriotas que ali nos esperam; vamos unir as nossas vozes, e com eles cantar os hinos em louvor da vitória, que acabam de alcançar contra estes selvagens, que tantos insultos e roubos tem praticado, que tanto tem injuriado a pátria comum!

    O nosso e excelso monarca o Sr. D. Pedro II, despregando-se das delícias da corte, seguindo para o campo da honra, não fez um apelo a todos os brasileiros?

    Certamente que sim.

    Ele Disse: eu cá vou ir vós deveis seguir-me.

     E o que fazemos, meus caros patrícios ?

     Reuni-vos, vinde alistar-vos; marchemos !

     O amor da pátria está acima de tudo: ela exige de nós esse dever.

     A nossa honra está empenhada, é preciso que a resgatemos!

     Mocidade briosa, herdeira de heróis pernambucanos, segui o exemplo desta jovem, vossa patrícia, que ora vos fala; não hesiteis um só momento. Segui-me, vamos acabar para sempre o poder do bárbaro déspota do Paraguai, Inimigo da religião, da honra, da humanidade ; vamos levar a civilização e a liberdade ao mísero povo que jaz mergulhado nas trevas do mais hediondo fanatismo !

      Cumprido, pois este dever, dever sagrado e reclamado, voltaremos triunfantes ao seio da pátria natal, onde cheios da gloria, abraçaremos a nosso pais, parentes e amigos.

       Vitorienses, avante, não vos demoreis; estou a vossa frente, marchemos!

Viva a religião católica romana! Viva o sr D. Pedro II!

Viva a Constituição do Império!,

Viva o Exmo. Presidente  da Província!

Vivam os voluntários da pátria”!

Diário de Pernambuco – ed. 217 – 22 de set. de 1865

Professor Pedro Ferrer – presidente do IHGVSA. 

Parabéns para o Régis do Amendoim!!!

Casualmente, na noite de ontem (15), encontrei-me com o amigo Régis do Amendoim no Pátio da Matriz. Bom de papo e sempre atencioso comigo tomamos assento no espaço organizado pelo pessoal da paróquia para um lanche e papear um pouco. Por feliz coincidência, hoje, segunda-feira, 16 de janeiro de 2023 o homem do amendoim mais famoso da nossa cidade está virando a página de mais primavera.  São 67 anos de muitas histórias. Desde a infância, quando mesmo começou a vender pipoca e amendoim pelas ruas da cidade até os dias atuais, na qualidade de chefe de família e pessoa querida e conhecida nos quatros cantos da Vitória. Parabéns Reginaldo!!!

3ª Corrida de Santo Antão: organização Davi Corredor.

Organizada pelo atleta “Davi Corredor”, na manhã do domingo (15), aconteceu a 3ª edição da Corrida de Rua de Santo Antão. Sintonizada com os festejos alusivos ao padroeiro da cidade – O Glorioso Santo Antão – o evento  iniciou  às 6h do domingo, com a tradicional concentração em frente à Igreja do Rosário, e teve a largada anunciada por volta das 7h.

Com um bom número de atletas inscritos, o evento contou com a participação de atletas de várias cidades do entorna da Vitória. Registramos os vencedores – masculino e feminino – na categoria geral.

Ao final, o amigo “Davi Corredor” demonstrou sua satisfação, no sentido da organização e também na perspectivas da próxima edição, dizendo: “para o ano tem mais…”

” O Cisne” promoveu seu primeiro ensaio de rua pós-pandemia.

Escrevendo mais um capitulo da história do nosso carnaval, no contexto pós-pandemia de COVID-19, o Clube dos Motoristas “O Cisne” promoveu o seu primeiro ensaio de rua,  visando o carnaval 2023.

“Puxado” pelo “calhambeque abre-alas” –  um dos símbolos da agremiação –  e animado pela Orquestra Ciclone, comandada pelo Maestro Givaldo,  o “Cisne”  seguiu pelas ruas centrais da cidade “juntando” foliões,  muitos dos quais ansiosos para o início das festividades momescas na nossa cidade, como bem demonstram as imagens, abaixo. Veja o vídeo.

O fenômeno ETSÃO – Corrida Com História”….

O Bloco ETSÃO, indiscutivelmente, se configura numa fantástica e bem sucedida agremiação carnavalesca,  que surgiu nesses mais de 140 anos de história da nossa festa maior (carnaval). Fruto de um  família carnavalesca, Elminho, para animar o “seu sábado de Zé Pereira” e de alguns parentes e amigos,  contratou uma orquestra de frevo para tocar defronte da Sapataria do Dezinho, local habitual de muitas farras. Depois e umas e outras, resolveram “desfilar” até o Bar Pitú-Lanches – ponto de encontro famoso dos carnavais de outrora. O ano foi 1982.

Logo após esse carnaval, ainda no mesmo ano,  a produção cinematográfica americana lançou o filme ET – o Extraterrestre. Com enorme sucesso no mundo e também no Brasil, Elminho, então resolveu batizar aquela folia com o nome do personagem inventado por Steven Spielberg.

Sem nenhuma pretensão de se tornar uma das mais populares agremiações carnavalescas da nossa terra O ETSÃO, inicialmente, era formado por amigos próximos e parentes do principal fundador. Os primeiros estandartes foram criados por “Dona” Rute de Deus e a brincadeira, que  durante um tempo chegou a desfila dois dias no carnaval – sábado e segunda-feira – foi ganhando forma, simpatia e fama. O crescimento do ETSÃO se deu de forma orgânica, ou seja: ano após ano, nas ruas.

Fruto de uma  “inspiração lunática” os compositores Sérgio Campelo e Gustavo Ferrer, mais adiante, conseguiram traduzir e condensar numa música toda relação de  sentimento e amor fraterno externado pelos seu fundadores.

Nesse contexto e ao longo dessas 4 décadas de história, através de cores e personagens  estampados nas inúmeras fantasias dos seus foliões,  o ETSÃO virou, por assim dizer, a melhor expressão do carnaval antonense inclusive,  tornando-se  oficialmente,  em 2020, PATRIMÔNIO CULTURAL E IMATERIAL da nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão.

Na qualidade de folião, expresso aqui o sentimento majoritário  de todos brincantes: OBRIGADO Elminho por gestar, operar e manter essa coluna do nosso secular carnaval!!!

Veja o vídeo aqui:

https://youtube.com/shorts/AInE8nCvO3E?feature=share

 

PITÚ é certificada como Marca de Alto Renome pelo INPI.

Cachaça pernambucana é uma das mais consumidas no Brasil e líder em exportação do produto

A Engarrafamento PITÚ, indústria pernambucana que há 85 anos fabrica uma das cachaças mais consumidas do Brasil, e que também é líder em exportação do produto, foi certificada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como uma “Marca de Alto Renome”. Para alcançar esse status, a PITÚ comprovou três critérios definidos pelo instituto, sendo eles o reconhecimento da marca por ampla parcela do público brasileiro; a qualidade, a reputação e o prestígio associado à marca e aos produtos; e o grau de distintividade e exclusividade da cachaça no mercado.

A empresa apresentou inúmeros documentos ao INPI contendo dados como: i) valores investidos em publicidade; ii) amplitude e alcance comercial da marca; iii) premiações recebidas ao longo dos anos atestando a qualidade de sua cachaça; iv) matérias e artigos demonstrando a notoriedade e prestígio associados à marca PITÚ; e v) ações costumeiramente tomadas contra a tentativa de registro como marca e o uso indevido do termo PITÚ por terceiros não relacionados com a empresa.

Para demonstrar o reconhecimento da marca por ampla parcela da população brasileira, assim como comprovar os atributos de notoriedade, qualidade, reputação e prestígio, a PITÚ apresentou pesquisas de mercado realizadas pelo Instituto DataFolha. Os dados mostram que a maioria dos entrevistados concorda com todos os atributos: tradição, solidez, boa reputação, prestígio, confiança e qualidade da marca. Também foram apresentadas diversas premiações recebidas ao longo dos anos em concursos nacionais e internacionais.

“O contínuo investimento nos processos para manter e aprimorar a qualidade de suas bebidas, somados ao constante e maciço trabalho de divulgação e distribuição da Pitú ao longo dos anos, certamente, contribuíram para que a marca atingisse esse elevado grau de reconhecimento pelos brasileiros, o que foi fundamental para a conquista do status de Marca de Alto Renome.”, comenta Maria Eduarda Ferrer, gerente de marketing da PITÚ.

Na prática, a proteção em todos os ramos de atividade conferida pelo Alto Renome visa impedir tentativas de apropriação da marca por terceiros, sendo uma importante ferramenta para proteger a unicidade da marca e, consequentemente, possibilitar o aumento do seu valor de mercado. Algumas das marcas consideradas mais valiosas do mundo, tais como COCA-COLA, TWITTER, GOOGLE, FACEBOOK, NIKE, ROLEX, VISA e BMW, possuem o Alto Renome reconhecido pelo INPI. Dentre as brasileiras, podemos citar como exemplo PETROBRAS, VIVO, ITAÚ e NATURA.

Com a decisão, a marca PITÚ passa a contar com a proteção especial assegurada pelo art. 125 da Lei de Propriedade Industrial. Isso significa que a proteção da marca se estende a todos os ramos de atividade e não apenas a bebidas alcoólicas. O certificado de Marca de Alto Renome da marca PITÚ é válido pelos próximos dez anos e poderá ser renovado mediante a apresentação de provas atualizadas.

Sobre a Engarrafamento PITÚ – A PITÚ está em sua quarta geração de gestores e mantém investimentos contínuos em inovação tecnológica, programas de sustentabilidade e ações de marketing que garantem a qualidade do produto e refletem no posicionamento da marca diante do segmento. A cachaça pernambucana se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo e é a líder absoluta em exportação do produto.

A PITÚ é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40%. O produto é comercializado em garrafas retornáveis de 600 ml, garrafas de 965 ml e latas de alumínio com 350 ml, 473 ml, 710 ml, além das envelhecidas Premium – Pitú Gold e Extra Premium – e a Vitoriosa. A Pitú tem, ainda, em seu portfólio, a bebida mista de cachaça com limão – Pitu Limão, a bebida alcoólica mista à base de noz de cola – Pitú Cola e a vodka Bolvana.

Frei Caneca – por @historia_em_retalhos.

Por que Frei Caneca ocupa um lugar secundário na história oficial do país, vivendo à sombra de Tiradentes, patrono cívico do Brasil?

Há várias explicações, muitas das quais injustas.

A mais imediata delas é de natureza geográfica.

Tiradentes era o herói de uma área que, a partir da metade do século 19, já podia ser considerada o centro econômico do país (MG, RJ e SP), ao passo que o Nordeste, no mesmo período, já era uma região em decadência financeira e política.

Outro argumento apresentado, com o qual discordamos, seria o de que a Confederação do Equador tinha um propósito separatista, o que retiraria do movimento o seu caráter nacional.

Convenhamos, o tal propósito separatista era muito mais um grito de liberdade face às injustas penalizações que a região sofria e, principalmente, sofreu, quando o movimento eclodiu e repercutiu no centro do país.

Para o historiador mineiro José Murilo de Carvalho, enquanto Tiradentes morreu cercado de misticismo e fervor religioso, tal qual um Cristo, Frei Caneca seguiu até o seu último momento como um mártir rebelde e desafiador.

Para ele, a posição de vítima, assumida por Tiradentes, em detrimento do líder cívico altivo, encampado por Frei Caneca, teria sido mais favorável ao primeiro.

Há, também, um outro detalhe importante: com a proclamação da República, passou-se a buscar personagens que identificassem o republicanismo, em detrimento da monarquia, e a figura de Tiradentes inflou ainda mais, sendo muito usada para ressignificar a identidade brasileira, ao tal ponto de transformarem o dia 21 de abril, data da sua execução, em feriado nacional.

Sem nenhum demérito ao mártir mineiro, por quem temos muito respeito, a nossa opinião é de que já passou da hora de dar-se ao revolucionário carmelita, líder de duas insurreições e que jamais curvou-se ao arbítrio, o lugar que lhe é devido na história.

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Após a pandemia ABTV retoma suas atividades presenciais.

Após dois anos consecutivos sem a realização da festa maior  (carnaval) da nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão -, na noite de ontem (10), aconteceu o retorno presencial da ABTV – Associação dos Blocos de Trios da Vitória. Nesse hiato momesco, por assim dizer,  além da alegria e da euforia própria dessa festividade,  uma cadeia econômica nas mais diversas áreas, sobretudo na classe artística e no segmento de serviços, foi fortemente impactada negativamente.

Na qualidade de cidade polo/referência no carnaval pernambucano, com tradição de mais de 140 anos no carnaval há,  por parte dos diretores das mais diversas agremiações, uma expectativa no sentido de uma “explosão” de foliões nas ruas.

Pois bem, contando com a presença de diretores de vários blocos associados e também do secretário municipal de Cultura, Turismo e Economia Criativa, Demétrius Lisboa, esse primeiro encontro foi bastante proveitoso.

Por parte da referida instituição – promotora do encontro -, ficou definido que a 10ª edição da Feijoada da ABTV ocorrerá no sábado, 21 de janeiro, no Restaurante Gamela de Ouro com inicio a partir das 11h. Na ocasião festiva serão evidenciados  os 10 anos da feijoada, os 25 (anos) carnavais da ABTV e uma homenagem póstuma ao grande carnavalesco Helder Néri.

Indagado sobre os preparativos para o carnaval 2023, o secretário Demétrius Lisboa assegurou que não haverá mudanças no percurso dos blocos, ou seja: os mesmos irão desfilar pela Praça Dom Luís de Brito (Matriz). No sentido dos recursos financeiros na direção das mais diversas agremiações, o mesmo confirmou que estão confirmados, inclusive com incremento importante nos valores, sobretudo com as que desfilam com carros alegóricos. Sobre a organização do carnaval de maneira geral novos polos de animação serão criados.

Ao final do encontro, que todos julgaram proveitoso, uma nova reunião com os diretores da ABTV já ficou agendada  para próxima sexta-feira, na sede da instituição para outras tratativas e os últimos ajustes para a 10º edição da Feijoada da ABTV que mais uma vez terá como patrocinador oficial o Engarrafamento Pitú. Portanto, para ABTV, o carnaval já começou!

“Bandido da Luz Vermelha” – por @historia_em_retalhos.

A história de João Acácio Pereira da Costa, o “Bandido da Luz Vermelha”.

João Acácio foi um dos criminosos mais conhecidos do Brasil.

O criminoso em série que, com uma máscara e uma lanterna, começou praticando arrombamentos e furtos, depois passou a roubar e a matar, aterrorizando São Paulo na década de 60, foi preso em agosto de 1967.

Condenado a 351 anos de prisão, por quatro homicídios, sete tentativas e 77 assaltos, foi morto em 05 de janeiro de 1998, em Joinville/SC, apenas cinco meses após ganhar a liberdade.

A sua alcunha mais famosa deve-se aos seus métodos assustadores: cortava a energia elétrica da residência, agia com o rosto coberto por um lenço e andava nas sombras com uma lanterna de bocal vermelho, que se sobressaía na escuridão.

Antes de ser chamado pela imprensa de “Bandido da Luz Vermelha”, foi tratado por “Homem-macaco”, porque usava um macaco hidráulico para afastar as grades das casas.

A vida de crimes de João Acácio começou ainda na adolescência, logo depois de ir morar com o tio, após ficar órfão dos pais, aos quatro anos de idade.

Quando preso, culpou o tio por maus-tratos, mas este negou a acusação.

Poucos sabem, mas o nome que deu fama ao brasileiro foi inspirado em outro criminoso, que intimidava as suas vítimas com uma lanterna: o norte-americano Caryl Whittier Chessman, o “Red Light Bandit”, que foi executado na câmara de gás, em 1960.

Por onda andava, João atraía curiosos.

Sempre vestido com roupas vermelhas, quando convidado a dar um autógrafo, simplesmente escrevia: “autógrafo”.

O “Bandido da Luz Vermelha” tornou-se tema de filmes, séries de jornais, músicas e programas de televisão.
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