Na manhã do domingo (18) estive “vistoriando” as obras de ampliação do nosso Instituto Histórico. Antes de tudo devemos dizer: o recurso financeiro para tal empreitada é fruto de uma emenda parlamentar, indicada pelo deputado Henrique Queiroz, no valor de cinquenta mil reais (R$ 50.000,00) cuja prestação de conta deverá ser feita à FUNDARPE – Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco.
Muito bem, realçar a dedicação, o respeito e o compromisso do professor Pedro com o nosso maior projeto cultual de todos os tempos – Instituto Histórico – é chover no molhado. Acredito haver, entre os dois (Pedro e Instituto) uma ligação, tal qual a lua com o sol, dos peixes com mar e etc..
O novo espaço, que será aberto ao público em breve, será dedicado a nossa festa maior: O CARNAVAL. Essa é uma aspiração antiga de todos que dirigiram o Instituto assim como de toda comunidade carnavalesca local e até pernambucana. O carnaval vitoriense é uma das referências do Estado de Pernambuco.
Na qualidade de sócio atuante do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, carnavalesco conhecedor da nossa história e folião por essência, comemoro tudo isso. Vale salientar também que nesse processo de ampliação física e até do próprio acervo, a equipe gestora do nosso museu está reaproveitando todo madeiramento retirado do forro do Salão Nobre, aplicando-lhe, integralmente, nas paredes do Teatro Silogeu, numa espécie de revestimento, produzindo assim, na prática, o melhor sentido da frase: “ fazer mais com menos”.
Pois bem, toda essa dinâmica não é fácil. Usar dinheiro público corretamente é algo que requer, também, empreender uma energia quase desumana na chamada prestação de contas que, aliás, tem algum sentido positivo. Na qualidade de instituição séria e respeitada o nosso instituto, para ser contemplado pelo projeto, teve que apresentar toda documentação necessária: certidões de Receita Federal, Ministério do Trabalho, INSS, FGTS, controle do Estado, negativas municipais e tudo mais.
Devido à burocracia inerente a projetos dessa natureza, na sua conclusão, na chamada prestação de contas final, faz-se necessário apresentar toda documentação novamente, pois algumas certidões, durante o processo de obras, expiram suas validades.
Nesse contexto, por incrível que nos possa parecer, testemunhei a mudança no semblante do presidente Pedro Ferrer, ao relatar, em reunião interna, seu calvário, seu descontentamento, sua tristeza na tentativa de renovar a certidão negativa municipal, ou seja: a emitida justamente pela prefeitura local.
Apesar de não ter procuração dele (Pedro) – para falar sobre o assunto – como sócio de uma das instituições mais sérias e respeitadas da nossa cidade, tomarei a liberdade de fazer alguns comentários, mesmo sem o seu consentimento prévio.
O professor Pedro nos relatou uma espécie de problema oculto: não obstante ter o apoio e a agilidade dos procedimentos na pessoa do secretário de governo, Lívio Amorim, como também haver conseguido parecer favorável na procuradoria do município, atribuindo IMUNIDADE TRIBUTÁRIA ao Instituto, assim como contar com o total apoio do secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Marco Rocha e até mesmo do empenho pessoal do prefeito, Aglailson Junior, pelo bom andamento e celeridade do processo aludido, a referida certidão negativa do Instituto encontra-se “travada” no departamento de tributos da prefeitura, sob o comando do seu chefe, o Doutor Jaime Lima.
Diante desse relato fiquei a pensar: o que danado tem o Doutor Jaime contra o nosso Instituto Histórico? Apesar de não gozar da sua amizade pessoal, ele, até então, parecia-me um sujeito “boa praça”. Não consigo entender o porquê dessa documentação ainda continuar retida nesse departamento. Não consigo compreender, contudo, o motivo pelo qual alguém possa querer promover algum embaraço ao nosso Instituto Histórico. Aliás, não custa nada lembrar: atrapalhar as atividades do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória é ir de encontro a toda uma lógica cultural, é trabalhar contra toda comunidade vitoriense.
Portanto, gostaria de fazer um apelo ao nobre Doutor Jaime Lima, chefe do departamento de tributos da prefeitura local: irmão!!! Venha conhecer o nosso museu e a nossa instituição, para você, assim como todos que lá adentram, se encantar e ficar maravilhado com o patrimônio material e imaterial, lá expostos, quem sabe, assim, o nobre Doutor, num consegue abrir o coração e tira o professor Pedro dessa “encruzilhada”, fazendo com que seus “olhinhos” voltem a brilhar, ainda mais, quando assunto for INAUGURAÇÃO DO MUSEU DO CARNAVAL DA VITÓRIA !!!!
























A mídia de massa, aos poucos e à serviço dos fabricantes de produtos direcionado para esse segmento, vem criando uma nova cultura na sociedade moderna e as pessoas ,sem maldade, estão aderindo a esse novo conceito. Temos Leis para proteger qualquer agressão a um “cão indefeso”, mas podemos criar um bode no quintal de casa para engorda-los e, no momento que acharmos oportuno, sangra-lo, arrancar suas tripas e leva-lo ao fogo, para come-lo e festejarmos. Ora! O que tem de tão diferente entre o cachorro e o bode,? Será que um nasceu para ser da “nossa família” e o outro para servi apenas para nos alimentar? Aos olhos da maioria das pessoas, tudo isso é NORMAL. Aliás, muita gente não consegue nem raciocinar na direção contrária, em virtude do alto grau de alienação, vítimas da cargar midiática praticada pelos meios de comunicação da massa.
































