Oliveira Lima, Ariano Suassuna e Osman Lins:a escolha de um lugar – por Marcus Prado.

O ambiente bucólico, cercado de verde, tranquilo e relaxante, de três engenhos de cana-de-açúcar e suas casas-grandes, que nunca perdi a oportunidade de revê-los, em Vitória de Santo Antão, cada um com escadarias, corredores, sótãos, porões, tudo isso. com uma marca além de dois séculos, têm um detalhe histórico em comum. Deles me tornei pesquisador interessado em documentar com a câmera fotográfica o seu patrimônio histórico edificado. É gratificante saber por que foram refúgio, alívio e aconchego de três vultos da maior grandeza da nossa inteligência criativa. Não se trata de uma reconciliação telúrica com o paraíso rural perdido. Havia a necessidade transformadora do silêncio para a construção daquilo que Rilke descreve como a esfera necessária à leitura, à criação da escrita, um lugar mágico para vivenciar o “silêncio resignado” e confortável. Aquilo que Epicuro qualifica como irradiação luminosa do silêncio, o cintilamento do silêncio, digo eu, necessário à criação literária.

Os engenhos: Pombal (com o dramaturgo e escritor Ariano Suassuna, o professor e poeta Padre Daniel Lima e o pintor Romero de Andrade Lima), Cachoeirinha (com dona Flora e Manoel de Oliveira Lima) e Tomé (com Osman Lins), este com seus domínios de terras fazendo divisa com o município de Glória do Goitá. Não teria sido por acaso a escolha desses lugares para escrever textos que teriam continuidades sem quebras. Não conheço outra cidade com a ocupação de um espaço rural tão atraente e acolhedor para escritores famosos, sem falar daqueles, não em evidência na arte de escrever, mas na arte de fazer política, como se deu com João Cleofas de Oliveira no engenho Pirapama. (Eu vi, recentemente, a sua casa-grande em ruínas e a capela virou estribaria).  Pirapama era o refugio amoroso de um dos políticos mais influentes da era Vargas, assim como Pombal foi para o saudoso governador Eduardo Campos, nas suas horas de recolhimento e busca de repouso.

Lembro-me dessas casas, com suas portas de madeira de lei, as janelas abertas para o sol e suas telhas de vidro, os alpendres cheios de jarros de flores, seus pontos de armação de redes por todos os lados. Parece que estou vendo a cozinha desses engenhos, de onde vinham aromas inebriantes, as suas enormes mesas-de-jantar em jacarandá, seus tamboretes e bancos para sentar, seus utensílios de cerâmica, a fôrma de fazer bolo e tachos de cobre para canjica e pamonha, seus objetos de estanho, prata, porcelana e vidro, as almanjarras da grande moenda feita de madeira com tração animal, para extração. Suas quartinhas de água fresca em cada quarto, os bules cheios de café quente. Seus tantos quartos de dormir e o dobro de camas e lençóis de linho bordados, seus oratórios barrocos, seus retratos nas paredes (cada um com seus penteados anos trinta), seus jardins cercados de pau-a-pique e seus pomares. De Pombal, lembro-me de Ariano Suassuna e o padre poeta poetíssimo Daniel Lima a contemplarem numa certa tarde de inverno, nas esquinas do crepúsculo que dava para o açude Chora-Menino, a fulva neblina que vinha do canavial caindo sobre as cortinas e vidraças da casa-grande. Tenho para mim que foi na casa pombalina dos ventos errantes, hoje preservada por um dos Andrade Lima da nova geração, o Serginho), onde Daniel Lima escreveria parte dos seus mais belos poemas, reunidos agora numa edição primorosa da Cepe.

Foi neste DIARIO DE PERNAMBUCO que saíram os poemas dessa fase de Pombal. Na mesma casa-grande das primeiras pinturas de Zélia e, no seu entorno, do parque de esculturas de Romero. O rilkeano Malte Laurids Brigge nos diz que para escrever uma única página do seu livro é preciso, antes de tudo passar um dia e uma noite numa velha casa rural. Exemplo máximo foi Martin Heidegger na escolha que fez de sua cabana na Floresta Negra, onde  escreveria páginas que se tornaram para sempre famosas no campo da Filosofia.

Marcus Prado –  Jornalista.

4ª Festa da Saudade: a partir de hoje, senhas começam ser entregues!!

Conforme planejado, a partir de hoje, primeiro de agosto, estaremos enviando aos amigos e amigas participantes do evento intitulado 4ª Festa da Saudade, as suas respectivas senhas de acesso. Lembramos que à ocupação das mesas serão de livre escolha obedecendo à ordem de chegada. Quanto aos camarotes, no ato da reserva, as escolhas já foram feitas.  Assim sendo, por uma questão de logística e programação financeira,  gostaria que todos os participantes efetuassem o seu devido pagamento até o próximo dia 15 de agosto. Portanto, aos que já fizeram suas reservas, em breve, estarão recebendo o “passaporte da alegria” para embarcar na  viagem com destino ao mundo musical pretérito,   tendo como partida o Clube Abanadores “O Leão”, com dia e hora marcada:  próximo dia 24 de agosto – 22h.

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

Morte nos presídios: ser civilizado também é se colocar no lugar dos outros……..

Em Vitória de Santo Antão assim como em Pernambuco, no Nordeste e também no Brasil a violência urbana segue em ritmo continuo e crescente. Isso é fato. No governo comandado pelo partido dos trabalhadores, na última década, as facções criminosas, milícias e etc ganharam status de “poder paralelo”, tanto dentro como fora dos presídios.

Nesse ambiente coletivo hostil e insalubre a população embarcou num projeto de endurecimento aos bandidos. Sete meses se passaram e até agora o novo governo não anunciou –  nem praticou –   nenhum endurecimento ou encaminhamento nessa questão.

Os últimos acontecimentos no presídio do Pará, no qual cerca de sessenta presos foram assassinados – queimados, estrangulados e decapitados – apenas escancara que o setor continua livre de  qualquer  tipo de controle. Todo mundo sabe que dentro dos presídios quem menos manda no pedaço são os agentes penitenciários.

Bom! Uma expressiva parte da população, os chamados “cidadão de bem” alguns, inclusive, com bom nível intelectual e frequentadores assíduos des templos religiosos, acreditam  que os presídios são espaços que NÃO devem receber qualquer tipo de atenção por parte dos governantes, afinal, só vão para lá pessoas que não prestam ou que na verdade nem merecem estar vivas.  Em tese, boa parte dos elementos que lá se encontram são incorrigíveis mesmo.

Ontem, após cinco anos tendo como endereço um presídio do Ceará, o camarada foi solto depois da constatação que ele estava lá injustamente, ou seja: por erro da própria justiça. Esse fato, por assim dizer, acende uma luz, isto é: qualquer um de nós, ou até nossos filhos e netos, mesmo sem dever nada, poderão ser jogados lá dentro, e assim passar a ser mais um sujeito “fedorento” daquele conjunto. Assim sendo, fica a pergunta: será mesmo que os presídios do Brasil devem ser abatedouros de seres humanos?

Ser civilizado também é se colocar no lugar dos outros……..

Manoel Carlos: bem na fita internacional!!

Caro amigo Pilako, 

participo para você convite efetuado pelo Padre Ortodoxo da Igreja Russa, Padre Francisco, para que me faça presente,  nos dias 13 e 14 de novembro,  no grupo que irá  recepcionar o presidente da Rússia,  Vladimir Putin.


Irei recepcionar o presidente Russo na qualidade de Coordenador Estadual da Liga Cristã Mundial, no Estado de Pernambuco, e, no ensejo, presentearei ao grande líder mundial com artesanatos de nossa região. Onde quer que Eu vá, a Pernambucanidade será enaltecida!! Aproveito para agradecer ao Líder Ortodoxo da Igreja Russa, Padre Francisco”. 

SILVA JARDIM E O VESÚVIO – Escreveu: Ronaldo Sotero

Em várias cidades brasileiras, o nome de Silva Jardim está presente sem que a maioria da população saiba seu papel na História e seu trágico fim. Nascido em Capivari, Rio de Janeiro, em 18.8.1860, de origem modesta, António Silva Jardim, conseguiu se formar em Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, aos 22 anos. Integrou-se as causas republicanas com proeminente atuação. Em viagem à Europa em novembro de 1890, após visitar vários países, resolveu conhecer Nápoles, para escalar o Vesúvio, conhecido pela erupção no ano 79 d.C, que destruiu as cidades romanas de Pompéia e Herculano. É o único vulcão na Europa continental a ter entrado em erupção nos últimos cem anos, embora adormecido atualmente. Na companhia de dois amigos, Silva Jardim resolveu olhar para o núcleo do vulcão e acabou caindo e desaparecendo. Era o dia 1/6/1891. Falecia aos 30 anos, o grande republicano que muito teria a contribuir ao seu país.


A cidade de Vitória de Santo Antão homenageia um dos líderes do movimento republicano com nome de rua, através da Lei no. 195, de 18.4.1916, conforme registra o 2o. volume da história desse município, pág 99, de autoria do emérito José Aragão Bezerra Cavalcanti.
Para uma visão mais aprofundada sobre Silva Jardim, a indicação é o auspicioso livro de autoria de Maria Auxiliadora Dias Guzzo, Ícone Editora.
TUDO É HISTÓRIA

Ronaldo Sotero 

Centro comercial da Vitória: uma verdeira guerra de auto-falantes!!!

Artigo lido em jornal de  grande circulação no nosso estado, desse final de semana, fiquei sabendo que, segundo pesquisa, há cerca de doze mil e quinhentas (12.500) lojas fechadas dentro dos shoppings,  espalhados pelos Brasil. Essa realidade, por assim dizer, é ta,bem corroborada pelos transeuntes mais atentos ao circular pelas ruas centrais do Recife. Para o comercio varejista a crise parece ainda maior.

Ainda segundo o artigo, o negociante que não tiver uma estratégia digital  para se conectar com o consumidor vai acabar por desaparecer. E ainda complementa: “o comercio tradicional está indo para o espaço. É uma questão diagnosticada já em demasia”. Todas essas questões e algumas mudanças, por assim dizer, já são sentidas também na nossa aldeia,  afinal Vitória de Santo Antão não é uma ilha.

Além da conjuntura macro e da tendência tecnológica, o comercio do centro da nossa cidade –  também tem algumas chagas peculiares. Para não me alongar no rosário de dificuldades dos consumidores que por aqui se aventuram,  já tão conhecidas de todos, sobretudo dos órgãos classistas – ACIAV e CDL –  os comerciantes, no afã de pescar o freguês mais distraído, estão promovendo uma verdadeira “guerra” dos auto-falantes, principalmente num das vias mais movimentada – Rua Senador João Cleofas de Oliveira.

Nos dias de sexta e sábado caminhar pelo centro da cidade – se já não bastasse o barulho dos automóveis e suas buzinas, carros de som,  escapamento das motocicletas  e etc – é uma verdadeira declaração de  guerra  aos ouvidos e um potente teste de paciência para o cidadão comum. Independente do seu potencial econômico, tenho a absoluta certeza  que cada dia que passa as pessoas estão evitando passar por esse “incômodo”.

Portanto quero crer que se a iniciativa –  para atenuar os efeitos do som “abusante” das lojas  –   não partir dos próprios comerciantes outras solução não serão das mais proveitosas proveitosa. Proibição, por parte da prefeitura ou mesmo do Ministério Público, não seria a solução mais “ecológica”. Os comerciantes estão precisando  pensar mais no bem estar dos clientes do que na mão pesada das multas, pelo  não cumprimento das leis.

Gilvan Leonel: idade nova….

Com a esposa e os filhos o sempre calmo e sereno Gilvan Leonel recebeu os amigos para comemorar mais passagem natalícia. O encontro ocorreu na noite do sábado (27) no Restaurante Gamela de Ouro. Por lá, aqui e acolá, rodas de conversas com conteúdo político. Gilvan é membro atuante de um movimento na cidade (VitóriaSim) que tem como objetivo criar as condições necessárias para apresentação de uma candidatura majoritária consistente no próximo pleito municipal (2020), assim como ocupar assentos no parlamento local. De nossa parte, segue parabéns dobrados. Pela nova idade e pelo movimento!!

4ª Festa da Saudade: contagem regressiva – faltam 04 (quatro) sábados!!!

Faltando quatro sábados para o acontecimento dançante mais esperado pela sociedade antonense, o cenário apresentado, hoje,  é o melhor possível. Nesse exato momento todas as mesas já foram reservadas. Com relação ao espaço dos camarotes dispomos de apenas uma unidade.

Com certa antecedência anunciamos a data do evento e muitas pessoas, mesmo sem saber dos preços, fizeram suas respectivas reservas. Realcemos, contudo,  que toda comunicação da festa continua sendo  produzida pelos nossos canais na internet. Aliás, para esse tipo de festa, a melhor propaganda é o velho e bom “boca a boca” das pessoas que já participaram.

Assim sendo, antecipadamente, agradeço a todos os amigos e amigas que fizeram suas respectivas reservas. Conforme combinado no inicio de agosto estaremos fazendo contato para entregarmos as senhas e  o agendamento dos recebimentos –  que não deverão ultrapassar  o dia 15 de agosto. Vamos dançar!!!

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

Sem ressaca da crise, Pitú cresce no Brasil e no exterior….

A crise afetou o bolso dos brasileiros, reduziu a venda de cachaça no Brasil por seis anos consecutivos, mas não o consumo da Pitú. A tradicional empresa de Vitória de Santo Antão, mesmo no pior ano da recente recessão brasileira, em 2016, cresceu 5%. A marca atravessou essa tempestade da economia sem uma demissão. Em 2018, quando o cenário do País era ainda de estagnação, a empresa cresceu 18% em faturamento e 5% em volume em comparação a 2017. Desempenho acompanhado por investimentos no parque industrial e por avanços também nas exportações.

A principal estratégia da empresa para seguir crescendo, mesmo com a crise econômica, foi fortalecer a comunicação para ser lembrada pelos consumidores na hora da compra. Com as restrições de inserções em TV e rádio ao produto, o principal canal são as redes sociais e o patrocínio de eventos. “Hoje a maior despesa da Pitú é com propaganda e publicidade”, relata a diretora de exportações e relações institucionais da empresa, Maria das Vitórias Cavalcanti.

O crescimento recente nas vendas também é fruto da chegada mais forte no Sul e Sudeste do País, além dos Estados do Maranhão, Piauí e Pará, antes atendidos por uma empresa parceira. “Aumentamos o leque de mercado, cujo atendimento passou a ser feito pela fábrica local. Há menos de um ano, houve essa expansão em São Paulo, Rio de Janeiro e outros Estados”, informou a empresária.

“Além disso, seguimos nos consolidando no Norte e Nordeste. Hoje nossa participação no mercado nacional é de 13% e no Nordeste, 45%”, informa o diretor Alexandre Férrer. O executivo afirma que a fábrica produz 91 milhões de litros por ano.
O aumento de volume de vendas levou a Pitú a fazer investimentos também no seu parque industrial. Só em 2018 foram aportados R$ 24 milhões na compra de três novos tanques de líquidos e as suas respectivas bacias de contenção e R$ 2,8 milhões na aquisição de uma nova caldeira.

Tanto no mercado estrangeiro como no nacional, a diferença entre os valores e volumes sinaliza que a marca tem conseguido agregar valor ao produto. Enquanto a cachaça é uma bebida de baixo custo no Brasil, a Pitú entra na Europa com preços equivalentes ao uísque Johnnie Walker ou à vodka Smirnoff. “Nos últimos três anos fizemos algumas mudanças na política de preços e tabelas, um reposicionamento”, explica Vitória.

E foi nas vendas ao mercado externo que aconteceu outro salto da empresa. O faturamento com as exportações cresceu 55%, enquanto o volume avançou em 39%. O principal cliente estrangeiro das cachaças Pitú é o mercado alemão, responsável por 90% das exportações. No País conhecido pela cerveja, o produto pernambucano é exportado a granel e é engarrafado na cidade de Wilthen. De lá, circula no mercado do Velho Mundo.

Além da Alemanha, a cachaça é enviada para 15 países, com destaques para os Estados Unidos, México e Canadá. Para os norte-americanos foi criada uma campanha recentemente que destacava os valores da sustentabilidade ambiental aplicados na operação da Pitú.

O uso de garrafas retornáveis, uma prática da empresa desde a década de 60, e o reúso de 80% da água captada do Rio Tapacurá, que acontece desde os anos 90, são alguns dos destaques. Os projetos de sustentabilidade da Pitú receberam em maio deste ano o selo verde da Organização Socioambiental Ecolmeia, na categoria ouro.

Como a sustentabilidade é um valor cada vez mais forte entre os consumidores, a marca tem feito investimentos contínuos para garantir maior preservação ambiental. Maria das Vitórias ressaltou que nos últimos anos a Pitú investiu mais de R$ 3 milhões num plano estratégico de sustentabilidade ancorado em cinco pilares: gerenciamento da água, reciclagem, reflorestamento, educação ambiental e preservação cultural e histórica.

Somente na equalização do tratamento dos efluentes foram investidos R$ 1,6 milhão, com a aquisição de equipamentos que proporcionam mais eficiência na reciclagem de resíduos líquidos e sólidos. Mais recentemente, a empresa passou a apoiar também o Projeto Golfinho Rotador, em Fernando de Noronha. A ilha é considerada, historicamente, o berço da cana-de-açúcar no Brasil.

Para o ano de 2019, a estimativa inicial da empresa era de um crescimento em volume na ordem de 10% e em faturamento de 15%. Mas os indicadores do primeiro quadrimestre do ano já apontaram aumento de 21% no volume e 22% no faturamento. Um sinal de que o desempenho pode superar as expectativas.

*Por Rafael Dantas, repórter da Algomais (rafael@algomais.com)

Queda de Barreira: São Pedro, rogai por nós…

A tragédia é recorrente. Por  mais que seja comum sempre choca e sugere reflexões diversas. O saldo fatal das fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife, ocorridas ontem (24),  é mais uma vez lamentável. Colocar a culpa na chuva talvez seja o caminho mais curto para atenuar os efeitos.

Incomoda-me  bastante escutar autoridades de plantão, jornalistas e repórteres repetirem a mesma frase: “ choveu mais do que estava previsto para esse período”. Sim!! Mas se tivessem acertado na previsão o que seria feito com antecedência? Nunca vi nenhum repórter fazer essa pergunta………..

Não se pode imaginar que o problema da moradia nas periferias seja algo simples e de fácil solução. Esse é o tipo de imbróglio  que perpassa um sem número de fatores, causas e variáveis. Ao mesmo tempo,  é conjuntural e pontual.

Mas não podemos se utilizar do discurso fácil de achar que as pessoas que se encontram em situação de risco sejam os únicos culpados. Se existe a chamada “industria das ocupações irregulares” os gestores,  do passado e do presente –  no mínimo foram  e são  coniventes.

O espaço é curto para  incluir  tantos fatores envolvidos nesse drama humano,  que ocorre nas periferias das grandes cidades do nosso Brasil…..São Pedro, rogai por nós…

Uma verdadeira aula sobre música….Vale a penas assistir !!!

Dias atrás, através da “boa internet” na qual recebemos e enviamos mensagens que edifica, instrui e informa positivamente, recebi um vídeo realçando o conjunto de etapas na construção de uma obra musical, assim como sua função no sentido de promover encontros e cumprindo o seu verdadeiro papel social. Uma verdadeira aula em poucos mais de três minutos.

Adianto não saber dominar – com técnica razoável – qualquer instrumento musical e também não calibrar a voz para cantar, apesar de gosta de muito de música. Dentro das nossas frustrações, essa é uma delas.  É bem verdade que nunca me esmerei em aprender nada nessa arte, não obstante já  ser  mergulhador  com certa segurança –  do mar das composições. Na segunda-feira o carnaval é de primeira, a saudade tá na rua é festa a noite inteira, eis o  refrão de uma “famosa”.

Diz o professor no referido vídeo: “ a música é dividida em três partes: a melodia, a harmonia e o ritmo”.

A melodia: estimula  sua memória.

A harmonia: mexe com as emoções.

O ritmo: mexe diretamente com os seus batimentos cardíacos.

Aliás, já envie esse vídeo, pelo whatsapp, para contatos que, de certa forma,  se interessam pela temática. Assim sendo, abaixo, segue o referido vídeo. Convido o internauta apertar o play e “viajar”….

Alcimar Carlos e a sua particular revolução 4.0!!

Em uma rápida consulta ao Google sobre a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial chegaremos à pequena explicação: “Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial é uma expressão que engloba algumas tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas ciberfísicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem”.

Pois bem, é nessa linha tênue de transformação e ruptura de conceitos, no qual, na qualidade de “cidadão planetário”,  todos nós estamos submersos –  aceitemos ou não –   que um antonense – de rara capacidade –  pilota,  com maestria, seus negócios e a vida. Alcimar Carlos, ou mesmo “Mazinho”, na noite de ontem, dia do seu aniversário, reservou espaço para  receber familiares e amigos.

Totalmente sintonizado com os novos tempo, comemorou ele a sua particular revolução   “4.0”. Não à toa, há muito tempo, lhe alcunhei de “Homem do Futuro”. Sem sombra de duvida, no atual contexto cibernético global,  o amigo Alcimar Carlos é portador de uma das mentes mais  brilhante já brotada na terra das tabocas. De sorte que sou seu amigo e pude abraça-lo e ouvi-lo cantar, ontem. Mas convenhamos, na cantoria o amigo não iria muito longe…….Parabéns Mazinho, o “Homem do Futuro”……

Eleições 2020: vamos ter muito “vereador engolindo vereador”.

As eleições municipais que se avizinham ganham um contorno de “laboratório”. Nas últimas décadas será a primeira vez que os partidos políticos não poderão celebrar coligação nas eleições proporcionais, ou seja: para vereador. Na esteira do ineditismo,  no que se refere ao pleito municipal,  também será a primeira com financiamento público. Isso muda em parte à lógica do jogo.

Sem adentrar nos pormenores da lei, até porque são muitos, o jogo visando à disputa para ocupação dos assentos na Casa de Diogo de Braga já começou ser jogado. Se antes, vereadores se davam ao “luxo” de ficarem “sozinho” num partido para negociarem até 44 do segundo tempo, com a nova lei, não será mais assim – no que se refere à eleição proporcional. Agora, cada qual tem que se coser com suas próprias linhas.

Na Vitória, em tese, os atuais dezenove vereadores são potencias candidatos à reeleição no próximo pleito. “Correndo por fora”-  por assim dizer – dois deles já anunciaram suas pré-candidaturas ao cargo de prefeito.  André de Baú e Toninho. Nesse contexto, porém, os mesmos também já estão se  articulando  no que se refere ao novo partido – para chamar de seu.

O André, recentemente, deixou-se fotografar, juntamente com companheiros, ao lado do deputado federal André Ferreira – presidente estadual do PSC – Partido Social Cristão. Já o vereador Toninho promete evento, para o dia 23 de agosto, no sentido de anunciar sua mais nova agremiação partidária. Independente do êxito ou recuada dos seus respectivos projetos políticos os dois já demonstram certo espírito de liderança em relação aos demais vereadores.

No que se refere aos demais parlamentares municipais  – se não tomarem alguma atitude  até o prazo legal – lhes restarão apenas aderir aos partidos dos  tradicionais caciques, claro,  sem direito a dá qualquer “pitaco”.

Pelo lado do atual prefeito, Aglsilson Junior (PSB), que apresenta um conjunto maior de vereadores aliados, por exemplo, pelo andar da carruagem, a “degola” será grande. Popularmente  falando, será “vereador engolindo vereador”. Todos sabem que existe um preço a se pagar por receber os benefícios do poder……Sempre foi assim. Ninguém pode reclamar dessa situação.

Evidentemente que as questões e variáveis que envolve esse complexo jogo  não ficam apenas nesses exemplos elencados. Se antes a escolha de um partido para disputar um mandado de vereadores na Vitória já era difícil, para 2020, será ainda mais complexo, sobretudo  para àqueles que realmente tem condições de disputar ou renovar  o assento no parlamento local. Quem viver verá.

LITERATURA ABERTA Escreveu: Ronaldo Sotero – A ELEIÇÃO DISRUPTIVA (capa)

Eis uma obra de referência , recentemente lançada , de leitura imprescindível. Os autores, de forma isenta e sem postura tendenciosa, demonstram como as eleições de Trump e do presidente vitorioso Bolsonaro derrubaram de modo humilhante os marqueteiros, Institutos de pesquisa, palpiteiros, farofeiros que davam como certa a derrota dos postulantes à Casa Branca e Planalto.

Em linguagem concisa e com riqueza de conteúdo, os autores produziram um verdadeiro manual de alerta sobre o novo perfil das eleições, a partir dessa “quebra”de paradigmas, disrupcao, de tudo que já se fez em campanha eleitoral, a partir das redes sociais. Com a proximidade das eleições do próximo ano, esse livro é ferramenta importante não somente aos candidatos, para não serem acometidos do clima de favoritismo, bem como aos demais atores envolvidos nesse processo de escolha democrática que o país irá enfrentar nos seus 5.570 municípios em 26 Estados.  Vale adquirir!

Ronaldo Sotero

Bolsonaro: bate o escanteio e corre para cabecear….

Por mais que se tente criar um cenário diferente o presidente Jair Bolsonaro é um sujeito traquejado na política. De vereador da “Cidade Maravilhosa” ao posto maior do País, com longa duração  no “caldeirão” legislativo  mais  efervescente que temos, ele aprendeu jogar  bem nesse difícil jogo.  Além de tudo isso fez da política o negócio principal da família. Portanto, não  devemos trata-lo  como  algum neófito no ramo.

Nessa linha de raciocino não podemos achar que sua língua seja maior que a sua estratégia. Num só tempo, o presidente ocupa-se de dois espaços antagônicos por natureza. É  “situação” e “oposição”. Ele mesmo agride e ele mesmo se defende – na linguagem futebolística: bate o escanteio e corre para cabecear.

Toda ação política extremista precisa de inimigos bem definidos. A guerra ideológica é o principal combustível de sua plataforma e caminhada. O que falaria o Bolsonaro se o mesmo  retirasse do seu discurso apenas esse tema (viés ideológico)? Na recente polêmica, disparada na direção do governador nordestino filiado ao PC do B, ele apenas cumpriu mais um ato da sua ópera,  já exaustivamente ensaiada.

Tratar os moradores da Região Nordeste como sub-brasileiros – “paraibas” – é também apenas mais um capitulo dessa novela. Aliás,  o “nós e eles” já fora uma ideia concebida e executada nas últimas gestões petistas. Bolsonaro apenas tomou o leme do barco governamental e mantém essa divisão ao seu modo e sabor, evidentemente que dentro do seu perfil e no limite do pragmático calculo eleitoral.  Desse jeito, convenhamos, sua gestão, que já passou dos 200 dias,  ainda não saiu da fase da campanha eleitoral (talvez não saia nunca), ou seja: é a mesma coisa que acender um cigarro e sentar-se para cochilar num barril de pólvora.

No meu modesto entendimento só consigo enxergar todas essas besteiras e polêmicas sem sentido algum  basicamente como forma de  ocupar todo espaço da imprensa,  para  aprofundar  as divergências  previamente  já delineadas,  ofuscando assim  os questionamentos naturais de ofício,   em função da liturgia do cargo. Governar é muito mais do que criar polêmicas todos os dias…….

No mais,  não se pode imaginar que o presidente Bolsonaro seja um sujeito tão despreparado quanto se apresenta.  A tática é arriscada, mas funciona, até porque  existe uma parcela expressiva da população brasileira que  tem natureza belicosa e  respira todos os dias polêmicas rasas, encontradas em abundância, por exemplo,  no mundo do futebol. Nelson Rodrigues já disse: “os idiotas vão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”.

Guilherme e Paulinho: dois jovens sexagenários……..

Em recente encontro,  nossas lentes registraram dois antonenes bem conhecidos no nosso condado.  Já sexagenários,  eles, Guilherme e Paulinho, se conhecem desde os bancos escolares. Na ocasião do registro fotográfico  tomei conhecimento de alguns fatos curiosos envolvendo-os na tenra idade,  evidentemente que nem todos publicáveis.

Fiquei sabendo, por exemplo, que a professora Lenira Santos, que foi minha professora no Colégio Municipal 3 de Agosto, ministrou, na sua residência, aula particular e contou com essas duas peças como alunos. Para ser  castigado pelo erro, certa vez, o Guilherme foi obrigado a escrever 1000 (mil) vezes a seguinte frase:  “antes de P e B se escreve M”.

Disse o Paulinho que ao fazer reclamação pelo “mau” tratamento recebido, sua mãe foi reclamar à professora o conflito  do filho.  Depois de escuta-la,  a referida professor respondeu: “aqui é assim, se a senhora quiser pode tirar ele das aulas particulares”. Moral da história: ele continuou estudando lá….

Reencontros, bons papos, boas conversas afloraram  revelações que estavam guardadas numa  das pratilheiras da memória desses dois jovens sexagenários,  que teimam em viver como se o tempo não tivesse passado……….