11ª Edição da Feijoada da ABTV acontecerá no dia 13 de janeiro.

Em  planejamento para o Carnaval 2024 e já cravando  no “seu calendário” o dia 13 de janeiro (2ª sábado de 2024) à realização da 11ª edição da “Feijoada da ABTV”, a entidade já definiu o cronograma de homenagens que sempre acontecem  nesse já tradicional evento carnavalesco da nossa cidade.

Em função da passagem do centenário das Agremiações “Taboquinhas” e “Urso Branco”, como também do meio século de folia do “Coelho”,  a entidade irá destacar esse momento histórico para o carnaval antonese. Já na categoria “homenagem póstuma”,  dois nomes serão reverenciados.

Carlos Freire – Carnaval 2023 – Arquivo Blog do Pilako.

O sempre animado Carlos Freire, presente em todos os movimentos momescos da nossa cidade, inclusive em praticamente todas as edições da “Feijoada da ABTV”, terá seu nome lembrado na categoria  “Folião”.

Já o artista “Toinho do Ateliê”, que na 4ª edição do referido evento,  ocorrida em 2015, recebeu o reconhecimento pelos seus relevantes serviços ao nosso carnaval, terá seu nome eternizado na galeria dos grandes alegoristas do nosso secular carnaval.

Portanto, aos que brindam os festejos carnavalescos, recomendo agendar a data – 13 de janeiro –  da 11ª Edição da Feijoada da ABTV que, mais uma vez, acontecerá no Restaurante Gamela de Ouro e contará com o incondicional apoio do Engarrafamento Pitú.

Instituto Histórico comemorou seus 73 anos em grande estilo.

Na noite da última sexta-feira (17) o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória realizou o evento comemorativo alusivo à passagem dos seus 73 anos de fundação (novembro de 1950). Na ocasião,  além de outras iniciativas, o referido sodalício acolheu novos sócios.

Na categoria “homenagem póstuma, dois nomes foram lembrados: Major Eudes e Carlos Freire. Para o Major Eudes, além da aposição da sua fotografia no Salão Nobre, alguns dos seus pertences (espada) ficaram expostos. Para marcar a atuação do tesoureiro da instituição, a sala administrativa foi grafada  com o nome de: Sala Carlos Freire.

Já a conceituada professora,  Jadenise Macêdo,  foi condecorada com a “Medalha 70 anos” do Instituto Histórico pelos seus relevantes serviços prestados à comunidade antonense, no contexto da educação.

Fechando a programação, o presidente da “Casa”, professor Pedro Ferrer, fez um pronunciamento realçando um pouco da histórica da entidade, sem deixar de  sublinhar alguns fatos marcantes, ocorridos ao longo dessas mais de 7 décadas de fundação. Além do corte tradicional bolo, um coquetel foi servidos aos sócios e convidados.

Tiro de Guerra: encerramento da turma de 2023.

Na manhã da sexta (17) aconteceu na sede do nosso Tiro de Guerra, localizada no Alto do Reservatório, a solenidade que marcou o encerramento das atividades militares da turma de atiradores do ano de 2023.

Diante das autoridades civis e militares, dos instrutores do Tiro de Guerra, Subtenente Wagner Pereira e Sargento Valente e de familiares, a tropa  desfilou, cantou e executou o seu tão esperado “fora de forma”.

 

Com o sentimento de dever cumprido,  os atiradores  concluíram um ciclo de nove meses de atividades militares intensas. Doravante, ficará a saudade de um tempo que será lembrando a vida inteira.

O ano de 2023, para a história do TG 07-004 (Vitória de Santo Antão – O TG da Terra do  Monte das Tabocas – foi um ano marcado pela perda do nosso “eterno instrutor” Major Eudes.

Com muita sensibilidade, dever cívico e um verdadeiro tributo de gratidão os atuais instrutores – Subtenente Wagner e Sargento Valente – empreenderam em um conjunto de homenagens ao “símbolo” máximo do nosso Tiro de Guerra, ou seja: criaram um dobrado, inauguraram um busto e lançaram um livro para salvaguardar o seu legado.

Instituição da nossa cidade com mais de um século de existência, o nosso Tiro de Guerra segue na sua missão, que vai além da formação de militar, ou seja: forma cidadãos contributivos, no sentido de uma sociedade mais justa e fraterna. Parabéns a todos envolvidos!

Claudio Tamburrini, o goleiro torturado – por @historia_em_retalhos.

Década de 1970, Argentina.

A exemplo de outros países da América do Sul, em 24 de março de 1976, um golpe de estado civil-militar alçou ao poder uma junta militar que entregou o comando da nação ao general Jorge Rafael Videla.

Naquele momento, a Argentina estava às vésperas de sediar uma Copa do Mundo, pela primeira vez.

O governo de Videla ficou marcado pela repressão e pelos crimes contra a humanidade, como sequestros, desaparições, assassinatos, perseguição a opositores e torturas.

Aos 22 anos, o jovem goleiro do Club Atlético Almagro, à época estudante de filosofia e militante da esquerda, fora delatado por um colega de universidade, de nome Tano, sendo surpreendido em sua residência por duas pessoas armadas.

Sempre questionado por suas orientações ideológicas, foi levado para a Mansión Seré, um centro clandestino de detenção, onde passou 120 dias de terror.

Torturavam-o todos os dias, em busca de uma confissão que nunca conseguiram, apesar dos maus-tratos psicológicos.

“Então você é goleiro?”, pergunta o torturador.

Tamburrini assente.

“Então segura esta” e dá-lhe um soco no estômago.

Claudio Tamburrini é o único jogador profissional sequestrado pela ditadura que hoje pode contar a sua história.

E isso se deve a uma razão muito peculiar: junto com outros três presos, conseguiu descer por uma janela pendurado em lençóis e escapar da Mansión Seré, na única fuga registrada em todos aqueles anos.

Da Argentina, fugiu para a Suécia, onde hoje é professor de filosofia na Universidade de Estocolmo.

Em 1985, voltou ao país, para prestar depoimento no chamado “Juicio a las Juntas”, processo no qual foram condenados muitos dos protagonistas dos governos ditatoriais:

– Videla (prisão perpétua)

– Emilio Massera (prisão perpétua)

– Roberto Viola (17 anos) etc.

Sua fuga heroica foi contada por ele próprio no livro “Pase libre”, de cuja adaptação nasceu o filme “Crónica de una fuga” (2006). 🎥

Nunca lhe tiraram a vida, nem seus ideais ou sua dignidade.

Hoje, a Mansión Seré é um centro de recuperação da memória histórica, o primeiro da América Latina.
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Corrida Com História pelo crivo da Inteligência Artificial.

Hoje, 16 de novembro de 2023, Pilako apresenta mais uma curiosidade da história de Vitória de Santo Antão em seu “Projeto Corrida com História”. Há 116 anos, em 1907, ocorreu uma tragédia marcante: o teto da Igreja do Livramento desabou. O jornal O Lidador havia alertado sobre esse perigo, três meses antes.

Felizmente, devido ao livramento de Nossa Senhora, não houve vítimas. A partir desse evento, a igreja católica mobilizou os fiéis para arrecadar fundos, promovendo diversas festas e quermesses. Cinco anos depois, em 1912, a igreja foi reaberta com a “festa da cumeeira”, dando origem à Festa do Livramento, que hoje celebra seu 111º aniversário.

Refletindo sobre essa narrativa, surge a comparação entre a “cumeeira” – composta por madeira e telhas de barro – e as modernas telhas isotérmicas. Da mesma forma, a tradicional quermesse, uma feirinha para angariar fundos, pode ser contrastada com métodos contemporâneos, como o PIX. O antigo jornal O Lidador encontra sua contraparte nas plataformas digitais atuais, como WhatsApp, Facebook, Instagram, entre outras.

A devoção a Nossa Senhora do Livramento, o bairro, os fiéis, a fé e a festa são elementos que permeiam essa história. Uma celebração que perdura, reverenciando a proteção divina: “Viva Nossa Senhora do Livramento”.

Ismael Feitosa/Inteligência artificial.

Célio Meira – “VULTOS E EPISÓDIOS DA TERRA NATAL” – Professor Rodolfo Jovino de Santana.

Célio Meira

Dias atrás, reli o artigo escrito pelo mau avô, Célio Meira, com o título  “VULTOS E EPISÓDIOS DA TERRA NATAL”, publicado na invulgar Revista do nosso Instituto Histórico e Geográfico – 5º edição/ 1973. UM  verdadeiro deleite para os que estuda e pesquisa  a história da cidade.

Li, entre outras coisas, que existiu na Vitória de Santo Antão, por volta do ano de 1900, um professor com o nome de Rodolfo Jovino de Santana. Assim descreveu  meu avô: “negro retinto, alto, espadaúdo, gordo e forte, enérgico, de poucas palavras”. Falava ainda que guio-lhe nas jornadas das primeiras letras,  com vigilância e cuidados paternais.

Disse ainda, meu avô Célio Meira, que no ano de 1909, quando ainda era um adolescente, ao fazer, no Recife, por três dias, o teste de admissão,  dedicou o seu trunfo, primeiramente a Deus e depois ao seu professor Rodolfo. Nas viagens de férias que meu avô fazia à terra natal (Vitória) nunca esquecera de ir beijar a mão do seu inesquecível professor.

Este gesto de reconhecimento, dispensado pelo meu avô, Célio Meira, ao seu guia nas primeiras letras, Rodolfo, era encarado, pelo velho mestre, com muita alegria e satisfação. No seu artigo, escreveu ainda o meu avô: “Vi-o, muitas vezes a  sorrir, nesses encontros  do rapazinho e do velho, e duma feita, observei que, discretamente, enxugava uma lágrima, de alegria”.

Portanto, como já falei, em várias oportunidades,  as Revistas do nosso Instituto Histórico contém  inúmeros artigos que contam um pouco do cotidiano vivido pelos nossos antepassados. Que Deus tenha promovido um auspicioso encontro dessas duas alma – Jovino e Célio -,  na morada eterna.

VISITA DO COMANDANTE DA 7ª REGIÃO MILITAR AO TIRO DE GUERRA.

Vitória de Santo Antão (PE) – No dia 13 de novembro de 2023 o Tiro de Guerra n 07-004 recebeu a visita do General de Divisão Rogério Cetrim de SIQUEIRA, Comandante da 7ª Região Militar – “Região Matias de Albuquerque”, acompanhado do Subtenente TAIRON Tito Medeiros Ferraz, Adjunto de Comando do Cmdo 7ª RM. A visita contou com a recepção da Guarda, solenidade militar, palestra do Cmt 7ª RM para o efetivo de atiradores, onde o Gen Div Siqueira transmitiu diversos ensinamentos sobre os valores inegociáveis da Força Terrestre e apontou o Atirador como porta-voz de um exercício de cidadania exemplar, na sequência houve uma apresentação do Chefe da Instrução e uma verificação das instalações.

Em seguida, a comitiva realizou uma visita ao Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão (IHGVSA) para conhecer um pouco mais a história da nossa cidade e a sua ligação histórica com o Exército Brasileiro por causa da Batalha do Monte das Tabocas (ocorrida 3 de Agosto de 1645), sendo recebida pelo professor Pedro Ferrer, Presidente do Instituto. Após a visita ao IHGVSA, a comitiva foi ao Monte das Tabocas, palco da heróica batalha.

A atividade no Monte das Tabocas foi conduzida pelo Professor Carmelo Souza da Silva, Secretário de Educação do município. A visita permitiu ao Cmt 7ª RM conhecer com maior detalhamento a atividade desenvolvida pelo “TG da Terra do Monte das Tabocas”, verificar os valores e ensinamentos conduzidos no Tiro de Guerra, além de transmitir importantes orientações para o nosso efetivo.

Assessoria – Tiro de Guerra da Vitória. 

Povos originários que habitavam o Brasil – por @historia_em_retalhos.

Sempre que se fala no aniquilamento dos povos originários que habitavam o Brasil, é intuitivo nós pensarmos logo no uso dos armamentos de fogo por parte dos dominadores europeus.

O que pouco se comenta, porém, é que um outro tipo de recurso bélico foi largamente utilizado neste processo de dominação: o uso proposital de doenças como armas biológicas.

Inúmeros são os registros nesse sentido.

Em sua obra “Os índios e a civilização”, Darcy Ribeiro narra que o envenenamento de mananciais de água doce e o abandono de roupas e objetos infectados, em locais em que pudessem ser pegos pelos nativos, foram os principais métodos utilizados para inocular doenças entre os indígenas desde o início da colonização.

E a razão era óbvia: além da baixa imunidade, os hábitos coletivos e a falta de tratamento tornavam a população originária extremamente vulnerável a doenças trazidas por estrangeiros.

As mortes eram em massa.

Varíola, sarampo, febre amarela e gripe estão entre as razões para o declínio das populações indígenas no território nacional.

Darcy cita os seguintes exemplos de infecção proposital de tribos no Brasil: os timbiras, no Maranhão, os botocudos, na região do vale do Rio Doce, os tupinambá e pataxó, na Bahia, os cinta-larga, em Mato Grosso e Roraima, entre vários outros.

E ainda há quem diga que não houve genocídio dos povos originários neste país…

A quem interessar, recomendo a obra citada do grande antropólogo “Os índios e a civilização”..

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Célio Meira: sua vida, sua arte e sua obra…..

Na qualidade de acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência -, na manhã do domingo (12), apresentemos um trabalho minucioso sobre a vida e a obra do escritor, jornalista e advogado Ceciliano de Oliveira Melo, que ficou conhecido com o pseudônimo de Célio Meira, devidamente integralizado ao seu nome de maneira judicialmente legal. O evento ocorreu no Salão Nobre do nosso Instituto Histórico e contou com a participação de familiares, acadêmicos e convidados.

Com origem no Engenho Arandú, os pais de Célio Meira se estabeleceram em Vitória, em definitivo, em 1888. Irmão de Joaquim e José, o então Ceciliano  nasceu na manhã do sábado de 23 de março de 1895, em uma casa de esquina do bairro da Cabanga – próximo ao Pátio de Evento.

Com muito esforço e investindo nos estudos o mesmo, aos 23 anos de idade se formou em advogado. Jornalista desde os primeiros bancos escolares foi redator do famoso Jornal O Lidador e contribuiu com praticamente todos os jornais que se destacaram, ao seu tempo,  na nossa cidade. No Recife, foi radialista e passou pelos Jornais “Folha da Manhã”, “Diário de Pernambuco”  e “Jornal do Commércio” – nesse último,  colunista por 30 anos.

No serviço público, foi promotor, secretário de estado e se aposentou pela Assembleia Legislativa do Estado. Atuou também como professor em vários educandários,  estabelecidos na capital.

Mas foi no “mundo literário” que Célio Meira avançou e se notabilizou. Ingressou, em 1938, na APL – Academia Pernambucana de Letras – e em 1962, por unanimidade, ganhou a eleição ao cargo de presidente da casa máxima das letras pernambucana. Diga-se de passagem: único antonense a dirigir os destinos da “Casa de Carneiro Vilela”.

Gozando de boa saúde e ainda trabalhando diariamente, aos 77 anos, faleceu,  em 21 de setembro de 1972, vitima de atropelamento na  Avenida Caxangá, localizada na cidade do Recife.

Mesmo morando em outras cidades,  por questões profissionais, Célio Meira nunca esqueceu sua terra natal, sua gente, seus amigos e o sentimento de pertencimento à terra natal. Em suas crônicas e nos seus momentos mais importantes era à Vitória de Santo Antão que dedicava sua gratidão. Portanto, eis ai mais um antonense que precisa ter seu nome mais divulgado e associado às boas causas da nossa terra.  O legado de Célio Meira  é gigante e exemplar….

 

 

1º Grupamento de Bombeiros – Corrida – dia 14 de janeiro…

A coordenação informa que a data da nossa corrida, que estava prevista para ocorrer no dia 17/12/23 (domingo), foi alterada para o dia 14/01/2024.

Essa mudança se deve a questões operacionais e logísticas externas ao nosso controle, que exigiram a alteração da data originalmente programada, além da realização de dois eventos de corrida de rua nas semanas que antecedem a nossa.

Pedimos desculpas por qualquer inconveniente que essa mudança possa causar. No entanto, foi necessário esse ajuste para garantir uma experiência segura e de qualidade para todos os participantes.

Informamos ainda que todas as demais informações referentes ao horário permanece o mesmo; mas o local de larga foi alterado.
A largada e chegada serão no 1°GB.

Agradecemos a compreensão e contamos com a presença de vocês no dia 14/01/24 para tornar essa corrida ainda mais especial.

Atenciosamente,

Coordenação

Prévia carnavalesca do IN CIMA DA CAMA…..

Em clima de folia carnavalesca, na tarde do domingo (12), no Pátio da Matriz, a mais nova troça da cidade – IN CIMA DA CAMA – jogou a semente da nossa festa maior, visando o Carnaval 2024.

Segundo informações dos organizadores da troça, a mesma irá desfilar com orquestra de frevo investindo naquilo que conhecemos como “carnaval irreverente”. Portanto, aperte os cintos que as movimentações do reinado de momo antonense está apenas começando…

Nossos deputados estaduais – lobos em pele de cordeiros…….

Na última terça-feira (07) os deputados estaduais pernambucanos, ao aprovarem um projeto de lei que segue no sentido da mudança da constituição estadual que tem, entre outras finalidades antecipar a eleição da mesa da “Casa”,  deram, de maneira eloquente, uma sonora declaração de que a “casa do povo de Pernambuco” está se apequenando.

Vale lembrar que essa mediocridade legislativa em tela contou com a aprovação da unanimidade dos deputados presentes, ou seja: 40 parlamentares. Diga-se de passagem, deputados de todas as correntes políticas. Isto é: uma verdadeira aberração do ponto de vista democrático, espelho da chamada pluralidade de ideias.

Longe das preocupações e do entendimento das massas, na prática, essa mudança, quando aprovada em definitivo, permitir-se-á que a eleição para mesa diretora da ALEPE –  que só irá assumir no biênio 2025/2026 –  poderá ser convocada já em 2023.

Será que Pernambuco não tem problemas sérios para serem enfrentados: como a violência urbana  que cresce diuturnamente? Será que as estradas pernambucanas é algum  exemplo para o Brasil? E os presídios estaduais, que se configura numa vergonha internacional?  E a saúde do Hospital da Restauração, como vai?

Pois bem, e os nossos deputados estaduais, que no ano passado estavam  todos “cordeirinhos”, pilotando o teatro da campanha eleitoral, agora, mostrando total desprezo aos legítimos interesses do povo  pernambucano,  já estão preocupados com espaços políticos e com o incremento dos seus respectivos salários, por ocasião de cargos de relevo na Mesa Diretora da Casa, a partir de 2025.

A quem interessa antecipar a eleição na ALEPE, senão ao sempre obscuro varejo reinante  nos mais “escuros” corredores da referida  instituição?

Portanto, de nossa parte, segue uma retumbante “bola-murcha” para os senhores deputados que,  não hora de defender seus interesses particulares,  se unem com uma verdadeira alcateia………

Derrubadas de árvores: ação popular questiona a prefeitura….

Como efeito das mais recentes ações da gestão municipal, no tocante ao desmatamento urbano, advogados –  membros de uma das comissões da OAB – Vitória de Santo Antão – ingressaram com uma ação popular na justiça.

Acolhida, os primeiros despachos do magistrado seguem no sentido dos esclarecimentos por parte dos gestores em questão.  Já com prazos e multas estabelecidas, a prefeitura, doravante, deverá, entre outras informações, detalhar a lista de todas as árvores e espécies que foram cortadas no município,  durante os últimos anos.

Abaixo, portanto, segue as informações completas:

Vida Passada… – Claudino dos Santos – por Célio Meira

Célio Meira

Célio Meira – escritor

No bairro recifense de São José, onde há, ainda, ruas estreitas e tortuosas, que trazem, ao espirito dos estudiosos, a recordação histórica do Recife, ao tempo da colônia, nasceu, no dia 4 de janeiro de 1862, Claudino Rogoberto Ferreira dos Santos, uma das figuras que mais elevaram, e enobreceram, no sul do país, o nome de Pernambuco. Discípulo querido de Tobias Barreto, companheiro inseparável, no dizer do ilustrado historiador Sebastião Galvão, de Arthur Orlando, de Clóvis Bevilaqua, de Afonso Olindense, de Nilo Peçanha, conquistou, aos 24 anos de idade, a carta de bacharel em direito, na companhia de Epitácio Pessoa, de Alfredo Pinto, o futuro ministro de Epitácio, do vitoriense José Rufino Bezerra Cavalcanti, de Graça Aranha, de Júlio de Melo, de Castro Pinto e de Metódio Maranhão.

Cursava o segundo ano de, na Faculdade de Direito do Recife, quando publicou o “Estatuarias”, livro dos primeiros versos, com um prefácio de Faelante da Câmara, entregando, mais tarde, às livrarias, o “Ebulições” e o “Sons e Brados”. Poeta de delicada sensibilidade, jornalista vigoroso, teve Claudino dos Santos, brilhante atuação, na imprensa pernambucana, fundando, em 89, no Recife, narra aquele historiador, o “Diário de Notícias”.

Diplomado, iniciou-se na advocacia, deixando-a, em breve, para seguir a magistratura, no Estado do Paraná, cenário grandioso de sua vida breve. E luminosa. Doutrinando a “A Federação” , aderiu, em 93, ao movimento revolucionário de Custódio, de Saldanha e de Gumercindo Saraiva, e, derrotado, conheceu o amargou do exílio, na Argentina. Anistiado, regressou à carinhosa terra adotiva, onde fundou o “Colégio Paranaense”, escrevendo, a esse tempo, os “Primeiro e Segundo Livros de Leitura”.

Restabelecida a ordem pública, e realizado o congraçamento dos partidos, surgiu Claudino, na arena política, e nos altos postos da administração. Foi secretário da Aviação, diretor da Instrução Pública e secretário da Justiça. Revelando, nesses cargos, elevação moral, e cultura rutilante, confiou-lhe o governo, com os aplausos do povo, a prefeitura da formosa Curitiba. E não perdeu, esse pernambucano ilustrado, nunca, a admiração dos seus governados. Administrou com justiça e honestidade.

Dirigia, Claudino, o barco do município curitibano quando se sentiu doente, submetendo-se a uma operação difícil. Os médicos entenderam, porém, que ele devia operar-se, de novo, no Rio de Janeiro. E ele partiu.

Não voltou a rever a terra de suas afeições. Morreu. E sete dias depois, em fevereiro de 1917, Curitiba recebeu o cadáver embalsamado do grande recifense, nascido no bairro de São José. E sepultou-o, chorando à sombra dos pinheiros. (1)

Célio Meira – escritor

(1) Transcrita no Jornal “O Dia”, de Curitiba, edição de 10 de janeiro.

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Padre Renato: exumação dos restos mortais – por Paróquia de Santo Antão.

Na manhã de hoje, 06 de novembro, foi realizada a exumação dos restos mortais de Monsenhor Renato da Cunha Cavalcanti. Os Padres Renato Matheus, André Martins e Pedro Jorge acompanharam de perto o momento que foi marcado pela emoção.
Alguns familiares e paroquianos também testemunharam o ato. Logo após a exumação, o Padre Renato Matheus, presidiu a Santa Missa em sufrágio a alma do Monsenhor Renato na Capela do cemitério de São Sebastião. Os restos mortais passarão por um processo de limpeza e conservação. O Translado para o Jazigo dos Párocos na Matriz de Santo Antão ocorrerá no dia 16 de Novembro.

Paróquia de Santo Antão.

Raimundo Fagner – por @historia_em_retalhos.

“Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade”

Quem nunca cantou fundo esse clássico da mpb que ganhou o país na voz inconfundível de Raimundo Fagner?

O que pouca gente sabe, porém, é a polêmica por trás dele.

Fagner lançou Canteiros em 1973, como uma faixa do seu disco de estreia.

Todavia, cometeu um deslize: omitiu que a estrofe que abre o nosso retalho de hoje havia sido inspirada no poema Marcha, escrito por Cecília Meireles.

Em 1977, voltou atrás e registrou a poetisa como coautora da letra, o que, no entanto, não impediu uma ação judicial movida pelas filhas da escritora.

Dois anos depois, em 1979, Fagner admitiu, em juízo, que havia tentado fazer uma adaptação do poema Marcha.

Em 1983, as filhas de Cecília Meireles venceram a ação judicial, cabendo ao cantor, às Edições Saturno e às gravadoras Polygram, Polystar e Polifar o pagamento de uma indenização de 101 mil cruzeiros, por violação de direitos autorais.

O litígio só findou mesmo em 1999, quando a gravadora Sony Music fez um acordo com as herdeiras envolvendo a regravação da canção no primeiro álbum ao vivo de Raimundo Fagner.

Para que cada um tire as suas próprias conclusões, segue a primeira estrofe do poema Marcha:

“Quando penso no teu rosto, fecho os olhos de saudade
Tenho visto muita coisa, menos a felicidade
Soltam-se meus dedos tristes
Dos sonhos claros que invento
Nem aquilo que imagino
Já me dá contentamento”

Finalmente, foi plágio ou não?

Cada um tire as suas próprias conclusões!

Se viva estivesse, Cecília Meireles estaria completando, hoje, 7 de novembro, 122 anos. 🙏🏼
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A volta ao Mundo do doutor Silvio Amorim….

Em comitiva do nosso Instituto Histórico e Geográfico, na noite de ontem (06), prestigiamos o lançamento do livro – “UMA VIAGEM DE VOLTA AO MUNDO DA MINHA ALDEIA” -, escrito pelo bem relacionado doutor Silvio Amorim. O evento ocorreu nos jardins as APL – Academia Pernambucana de Letras.

Em rápida leitura, já “descobri” que o “cupido protagonista” do romance dos pais do doutor Silvio – João e Diva – foi o pedido de uma copo d’água, numa tarde de calor, em um  balcão de uma determinada farmácia da nossa Vitória de Santo Antão, lá, nas primeiras décadas do século próximo passado.

Em 50 crônicas das mais variadas, com títulos convidativos, o livro nos fornece uma leitura leve e agradável.

Recheadas de sentimentos, aventuras e muitas experiências vividas, tanto no campo pessoal quanto no familiar, como uma viagem de turismo à pequena cidade pernambucana de Manari, então considera a mais pobre do Brasil, as páginas da obra  também confidenciam, por ocasião da viagem de 112 dias do autor, ao redor do Mundo, “que nenhum terrestre poderia morrer sem conhecer seu Planeta”.

Para concluir, imagino que o livro do doutor Silvio Amorim, em breve, por assim dizer,  será a minha próxima viagem literária recreativa.

5 de novembro de 1993 – por @historia_em_retalhos.

Há exatos 30 anos, Ronaldo Cunha Lima, então governador da Paraíba, entrava no Restaurante Gulliver, em João Pessoa, com uma intenção: matar a tiros o ex-governador do mesmo estado e seu desafeto político Tarcísio Burity.

Ao se dirigir ao restaurante no bairro de Tambaú, a intenção de Ronaldo era vingar-se publicamente do antecessor e, depois, supostamente, cometer suicídio.

O suicídio jamais aconteceu.

Os tiros foram disparados em reação às supostas críticas que Burity teria feito ao filho de Ronaldo, Cássio Cunha Lima, então superintendente da Sudene.

Isso teria acontecido em uma entrevista, concedida ao vivo, minutos antes, em uma emissora de TV.

Burity foi atingido na boca e no tórax, à queima-roupa, mas sobreviveu ao atentado, embora tenha ficado alguns dias em coma.

O episódio e o ferimento causaram-lhe outros problemas de saúde e, dez anos depois, no dia 8 de julho de 2003, morreu de falência múltipla de órgãos.

Antes de morrer, Burity perdoou Ronaldo.

Em sua defesa, Ronaldo alegou que Burity o ameaçava e que não premeditara o crime.

Segundo testemunhas, Cunha Lima entrou no restaurante, bateu nas costas de Burity e, antes de atirar três vezes, disse-lhe:

“É você mesmo que eu quero pegar”.

Ele chegou a ser preso na noite do crime, mas foi liberado em seguida.

Ronaldo Cunha Lima morreu sem nunca ter sido julgado, porque realizou inúmeras manobras protelatórias no processo, tendo, inclusive, renunciado ao mandato de deputado federal, para que o feito retornasse à justiça paraibana.

Em 2014, o Senado Federal decidiu homenageá-lo, batizando com o seu nome o edifício do Interlegis.

A homenagem provoca polêmica até hoje.
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