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1ª Corrida Beneficente: Projeto Espelhando Amor….

Planejada e executada pelo grupo que coordena o “Projeto Social Espalhando Amor”, na manhã do domingo (03), aconteceu na nossa cidade a “1ª Corrida Beneficente”. A concentração, largada e chegada, aconteceram no Pátio da Matriz.
Com preços acessíveis a todos, a organização do evento sugeriu, também, 1kg de alimento como doação. Ao final do percurso, todos os atletas foram condecorados com a medalha de participação e, aos que conseguiram ser mais rápidos, um troféu premiação.


Na qualidade de corredor e antonense, sintonizado com as boas causas locais, parabenizo os empreendedores sociais pela iniciativa.

O dia era 6 de novembro de 1989, pouco depois das 16h:00min – por @historia_em_retalhos.

Naqueles exatos dia e horário, há 34 anos, o jovem Marc Lépine entrava em uma aula de engenharia mecânica na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, portando uma espingarda semiautomática e uma faca de caça.
Ao adentrar, ordenou que as mulheres e os homens fossem para lados opostos da sala.
Ele tinha um objetivo: isolar as mulheres.
Separou nove delas, determinando que os homens saíssem.
Afirmando abertamente estar “lutando contra o feminismo”, atirou nas nove, matando seis.
Insatisfeito, continuou o ataque, passando pelos corredores, refeitório e em outra sala de aula.
Ao fim, matou 14 mulheres e feriu outras dez.
Quatro homens também foram atingidos.
Depois, ele matou-se com um tiro na cabeça.
Antes de se suicidar, porém, realizou disparos pelos corredores, gritando: “eu odeio as feministas”.
Este é considerado o maior ato de misoginia e de violência mortal contra as mulheres da história do Canadá.
Dentre as suas inúmeras repercussões, esta tragédia fez brotar o chamado movimento do Laço Branco, que se transformou em um marco no combate à violência contra as mulheres.
O movimento, criado em 1991, reuniu um grupo formado por homens canadenses que repudiavam a violência contra a mulher.
Esses rapazes compreenderam que a subjugação do feminino é um tema fundamentalmente voltado para os homens.
Além do símbolo do laço branco, também adotaram como lema jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos diante dessa discriminação.
Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a iniciativa #ElesPorElas (#HeforShe), que já reúne mais de 2 milhões de ativistas para se manifestarem em solidariedade às mulheres.
No Brasil, o Dia Nacional da Mobilização dos Homens foi instituído pela Lei n.° 11.489/2007, com o objetivo de sensibilizar a classe masculina para a eliminação das diversas violências que atingem as mulheres.
Já passa da hora de os homens brasileiros também abraçarem a causa, repudiando um passado de patriarcado e machismo que sedimentou as bases de formação de nossa sociedade.
Um laço branco a todos, gente! 🤍
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Pastor Alcides: Título de Cidadão Antonense….

Por iniciativa do vereador Doutor Saulo, que contou com a unanimidade dos seus pares, foi concedido ao Pastor Alcides a condecoração do Título de Cidadão Antonense, outorgado pela Câmara de vereadores da nossa cidade.
Em evento realizado na noite da última sexta-feira (01), no plenário da Casa, nossas lentes registraram o momento marcante na vida do citado religioso. Além do seu pronunciamento, vários oradores usaram da palavra para ratificar o merecimento do líder religioso. Aconteceu, também, uma apresentação da Igreja Batista do Loteamento Real.

Confraternização da “Corriola da Matriz” aconteceu no sábado…

Com a presença de “mensalistas” e convidados, durante o sábado (02), aconteceu mais uma confraternização natalina do grupo intitulado “Corriola da Matriz” que, durante o ano inteiro, realiza “missões culturais” nos mais diversos espaços: museu, mercado público, igreja e – como não poderia deixar de ser – restaurantes (e assemelhados).
Regado a um bom churrasco, almoço, bebidas diversas e muito bate-papo e conversas múltiplas, o encontro cumpriu seu principal objetivo. 2024 tem mais…..

Palestra emocionante: Zé do Carmo no Campo do Botafogo (Cajá)

Bem prestigiada pela a garotada e avaliada como uma ação proveitosa pelos diretores do Rotary Clube da Vitória, a palestra ministrada pelo ex-jogador de futebol, Zé do Carmo, que ocorreu na manhã do sábado (02), no Campo do Botafogo, localizado no Bairro do Cajá, se configurou num momento ímpar na vida desses “aspirantes” ao mundo mágico do futebol.
Na qualidade de profissional vencedor e respeitado, dentro e fora de campo, Zé do Carmo é uma espécie de unanimidade no quesito “inspiração”. Apesar das muitas apresentações, para as mais diversas plateias, o mesmo ainda se emociona bastante nessas ocasiões. Em prantos, disse ele: “ eu vendo vocês aqui, lembro que um dia, estava, assim, sonhando como vocês e depois estava cantando dentro de campo, o Hino Nacional”.

1.° de dezembro: Dia Mundial de Combate à AIDS – por @historia_em_retalhos.

Para marcar a campanha, falaremos um pouco sobre a vida do cartunista mineiro Henrique de Souza Filho, o Henfil (foto), uma das primeiras personalidades brasileiras a contrair o vírus do HIV.
Henfil faleceu em 04 de janeiro de 1988, aos 43 anos, no auge de sua carreira artística.
Herdou da mãe a hemofilia, distúrbio que impede a coagulação do sangue, tornando o paciente mais suscetível a hemorragias.
Contraiu AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente.
O seu irmão, Betinho, o famoso “irmão do Henfil”, da canção “O bêbado e a equilibrista” de Aldir Blanc & João Bosco, também foi vítima do HIV.
Henfil passou toda a sua vida a defender o fim da ditadura militar brasileira.
Uma passagem marcante aconteceu no ano de 1972, quando Elis Regina fez uma apresentação para o Exército.
Na ocasião, Henfil publicou em “O Pasquim” uma charge criticando a cantora, apelidando-a de “regente”, junto a outras personalidades que, na visão dele, estavam a agradar os interesses do regime militar, como Roberto Carlos, Wilson Simonal, Pelé, Paulo Gracindo, Tarcísio Meira e Marília Pêra.
A crítica reverberou muito na época.
Depois de Henfil, outros artistas famosos também perderam as suas vidas por conta do vírus do HIV, como Lauro Corona (29.07.1989), Cazuza (07.07.1990), Freddie Mercury (24.11.1991) e Renato Russo (11.10.1996).
A AIDS ainda mata e muito.
A prevenção será sempre o melhor caminho.
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Corrida Com História: unanimidade antonense!!!

Sucesso consagrado pela “critica” coletiva como algo curioso, informativo, dinâmico, inovador e etc o nosso Projeto Cultural/Esportivo, que atende pelo simpático nome de “Corrida Com História” se configura numa ação eficaz e eficiente, naquilo que conhecemos como “EDUCAÇÃO PATRIMONIAL”, com amplitude gratuita e disponível ao público de todas as idades.
Já me disse o professor, pensador e poeta antonense, Sosigenes Bittencurt, que o “Corrida Com História” é uma espécie de “aula a céu aberto”.
Já outro amigo, vinculado ao mundo político, atestou-me que se juntássemos a atuação da secretaria de cultura da nossa cidade, desde o inicio do século 21, sob o ponto de vista da chamada “educação patrimonial”, mesmo assim, o nosso projeto ainda ganharia de goleada, do somatório geral, ou seja: desde o governo do Zé do Povo até o atual, comandado por Paulo Roberto.
Pois bem, deixando de lados os elogios, o fato é que o nosso conteúdo nas redes sociais e grupos de WhatsApp pode ser compartilhado sem moderação, ou seja: apropriado para grupos da família, do trabalho, da igreja, da “pelada” e de todos aqueles que congregam pessoas ligadas ao nosso torrão.
Detalhe: não anotamos comentários contrários ou mesmo depreciativos quanto ao conteúdo. Algo muito raro no mundo livre da internet.
Presencialmente, já perdi as contas de quantas vezes já fui abordo, nas mais diversas situações, por pessoas que nem as conheço, parabenizando-me pelo conteúdo.

Dias atrás, na mais recentemente gravação, no bairro da Mangueira, uma professora, com nome de Paulina, ao chegar perto de mim, com entusiasmo, disse: “eu estava caminhando na outra rua. Mas quando lhe vi aqui, mudei o caminho só para poder lhe parabenizar, pessoalmente, por esse trabalho”.
Evidentemente que agradeci a gentileza, ao mesmo tempo que pedi-lhe para registrar, fotograficamente, o momento, dizendo que iria, oportunamente, postar no blog o nosso casual encontro. Detalhe: até então, eu não conhecia a professora Paulina.
Portanto, aproveito para agradecer a todos que acompanham o nosso quadro – Corrida Com História – e que o compartilham nos seus grupos e redes sociais o nosso conteúdo, fruto de um longo estudo e de uma pesquisa aprofundada sobre a história dos nossos antepassados antonenses. FORTE ABRAÇO!

Rotary Clube da Vitória – palestra com o ex-jogador de futebol Zé do Carmo.

Em mais uma ação social liderada pelo Rotary Clube da Vitória, amanha (sábado, 02), acontecerá uma palestra motivacional/educativa direcionada às crianças e adolescentes que são vinculados à Escolinha de Futebol do Campo do Botafogo, localizado no bairro Cajá.
Na ocasião, um dos ídolos do futebol de Pernambuco, sobretudo para os torcedores do Tricolor do Arruda, Zé do Carmo, “entrará em campo” para repassar suas experiências e contar um pouco da sua vitoriosa trajetória como jogador de futebol profissional.

ESPAÇO BRENNAND – por Marcus Prado.

FUI AO ESPAÇO BRENNAND, de minha cara amiga NENEN BRENNAND, na Avenida Domingos Ferreira, celebrar a memória do gênio inspirador desse lugar e os 50 anos de um tapete, com a marca de FB, que considero um dos mais belos do Senhor da VÀRZEA. Parece feito hoje para ser visto daqui a outro meio século.
Sobre esse tapete com suporte para parede, que já pertenceu a um colecionador de arte do Rio de Janeiro, e o que consta do acervo, belíssimo, da exposição coletiva A NATUREZA VIVA, escrevi um texto de APRSENTAÇÃO e outro maior, a sair em artigo de Jornal.
A CIDADE DO RECIFE fechou com chave de ouro o ano 2023, o seu panorama de arte, com essa coletiva do Espaço BRENNAND.
Reúne, além de Brennand, com numerosas peças, obras inéditas de João Câmara, Reynaldo Fonseca, Zé Claudio, Antônio Mendes, Álvaro Caldas e um exemplar assinado por Roberto Ploeg.
Marcus Prado – jornalista.
NA FOTO, detalhe do tapete.

Título de Cidadão Vitoriense – Elminho Carneiro – por Joel Neto.

Um momento de grande felicidade, meu primo irmão, Elmo Carneiro, recebe o título de Cidadão Vitoriense. Outorga com a proposição do vereador Marcos da Prestação, e aprovado por unanimidade pelos demais componentes da Câmara Municipal. Parabéns Elminho, homenagem por demais merecida.
Joel Neto

Cidadão Vitoriense: Pastor Alcides Alves da Silva Junior.

Através da indicação do vereador Saulo Albuquerque – Doutor Saulo – o Pastor Alcides Alves da Silva Júnior será condecorado com o Titulo Honorífico de Cidadão Vitoriense (Antonense). O evento acontecerá na próximo sexta-feira, dia 1º de dezembro, na Câmara de Vereadores da Vitória.


Clube Arena JB – promete revolucionar o entretenimento na Vitória de Santo Antão.
Pensado, planejado e executado de forma profissional, em breve, nossa cidade – Vitória de Santo Antão – contará com um empreendimento que se propõe marcar um novo tempo, no que se refere ao lazer casual, à prática de atividade física e também ao entretenimento social. Trata-se do Clube Arena JB.
Com previsão para o inicio das atividades ao público para o inicio do segundo semestre de 2024 (mês de julho), as obras estão a todo vapor. O Clube Arena JB, segundo informações dos empreendedores, contará com uma área de cerca de 20 mil metros.

Agregado ao clube, que contará com quadras esportivas de multiuso (areia), campo society, piscina com área de 250 m², o restaurante funcionará aberto ao público, aliando preço convidativo ao melhor da nossa cozinha regional.

Já no contexto dos grandes eventos festivos, o Clube Arena JB contará com um palco fixo – modelo 360º com altura de 6 metros – disponível à apresentação de atrações musicais para o mais diversos shows.

Portanto, eis ai, uma boa notícia para os antonenses e também para a população em geral das cidades da nossa região que, em breve, poderá usufruir de um novo espaço que promete incrementar o lazer, as atividades esportivas, os grandes eventos e também oportunizar um espaço de convivência social mais humanizado e seguro.

Napoleão Bonaparte para Pernambuco – por @historia_em_retalhos.

O tema do nosso retalho de hoje parece uma história de ficção, mas não é!
O desejo de trazer o imperador Napoleão Bonaparte para Pernambuco realmente aconteceu!
Em verdade, uma vez deflagrada a Revolução Pernambucana de 1817, o governo provisório instalado enviou Antônio Gonçalvez Cruz, o “Cabugá”, aos Estados Unidos, em busca de apoio e reconhecimento internacional.
O nosso primeiro “embaixador” não obteve a ajuda necessária do governo americano, mas despertou a simpatia de bonapartistas que estavam exilados na Filadélfia, entre eles, José Bonaparte, irmão do ex-imperador francês.
Foi neste contexto que surgiu o plano para resgatar Napoleão da ilha de Santa Helena a partir de Pernambuco.
Segundo o saudoso professor Leonardo Dantas Silva, falecido recentemente, “Cabugá conseguiu com os franceses cerca de US$ 1 milhão para formar uma pequena esquadra que iria resgatar Napoleão. Ele chegou inicialmente a mandar dois navios à costa do Nordeste trazendo não só enviados bonapartistas, como também armas e suprimentos”.
O plano, todavia, não prosperou.
Ao chegarem ao Brasil, em agosto, a República de 1817 já havia sido derrotada.
Os franceses que para cá vieram foram, então, detidos e expulsos do Brasil.
Em seus escritos, Dantas sustentava que os bonapartistas até “acreditavam na Revolução Pernambucana”, mas o principal objetivo deles era soltar Napoleão, que não iria, se o plano desse certo, para o Recife, mas, sim, para os Estados Unidos.
Já imaginaste o imperador Napoleão Bonaparte com uma corôa de rei do maracatu e uma sombrinha de frevo na mão?
É muita história por essas bandas!
Dedico este retalho de hoje à memória do professor Leonardo Dantas Silva, um dos maiores estudiosos da história do Recife e de Pernambuco.
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Fonte: “A fracassada fuga de
Napoleão para o Brasil”, Leonardo Dantas Silva.

Para bodegueiro no sertão pernambucano, melhor investimento é estocar milhares de litros de Pitú

por Géssica Amorim, do Coletivo Acauã.
Há quem possa e queira fazer seu dinheiro render fazendo aplicações nas variadas opções de investimentos com riscos mais ou menos elevados, como planos de previdência privada, ações na bolsa de valores, fundos imobiliários, tesouro direto e moedas e bancos digitais. Já o comerciante Edivaldo Paiva Ferreira, 78 anos, morador do Distrito de Sítio dos Nunes, em Flores, no sertão pernambucano, prefere investir o seu dinheiro em Pitú.
A cachaça pernambucana, produzida em Vitória de Santo Antão desde 1938, é vendida pelo bodegueiro (como Edivaldo gosta de ser chamado) há mais de 50 anos e ele garante que guarda, nos poucos metros quadrados da sua bodega e depósito de bebidas, mais de R$ 70 mil da bebida, que, segundo ele, dá mais quatro mil litros de aguardente.
E não adianta fazer a conta, multiplicar, por cima, o preço da garrafa pela quantidade de cachaça que Edivaldo garante possuir, porque, no seu bar, os preços variam de acordo com a data de fabricação da bebida. Entre as tantas garrafas e latinhas de Pitú comercializadas por ele, muitas estão armazenadas há mais de 15 anos, no mínimo.
“É porque eu gosto de estoque. Toda vida eu gostei de comprar mercadoria e guardar. Dinheiro, meu, é empregado em mercadoria, mesmo. Eu nunca paro de comprar. Hoje, eu vendo uma garrafa nova de Pitú por R$ 12, mas eu tenho garrafa, aqui, guardada há 17 anos. São as que eu vendo por R$ 65 e tenho certeza que, dessas, passam dos 2 mil litros aqui. Delas, vendi pra muitos lugares do Brasil. Já passaram por aqui compradores do Tocantins, do Paraná, do Pará, Maranhão e Brasília. Pouca gente vende Pitú tão antiga quanto eu”, argumenta o bodegueiro.
Nas prateleiras da bodega de Edivaldo é possível identificar rótulos de outras cachaças à venda, mas é evidente a sua preferência pela Pitú. “Aqui, eu também tenho a Serra Grande, a 51 e a Caranguejo, mas eu gosto de empregar o dinheiro na Pitú. Em 12 de dezembro, agora, vai fazer 13 anos que eu ganhei um caminhão F4000 e troquei por duas casas com 20 mil Reais de torna [de retorno]. Na época, eu peguei esse dinheiro e comprei todo dela [a cachaça Pitú]. Não tem jeito, quando sobra um trocado, eu emprego nisso. Eu ainda deixo uma reservinha no banco, pra um caso de doença ou de morte, mas continuo comprando”.
Nas modalidades mais comuns de aplicações financeiras, é relativamente simples resgatar o dinheiro aplicado, mesmo com prazos de resgate distintos. Em alguns casos, como os de investimentos de liquidez diária, em que não é necessário esperar uma data específica para resgatar o dinheiro investido, basta solicitar o resgate ao banco ou corretora de valores e as instituições cuidarão de todo o processo para que o dinheiro retorne a quem fez o investimento. Com Pitú não é bem assim.
Quando perguntado sobre o que poderia fazer, caso precisasse resgatar o dinheiro que investiu em Pitú, Edivaldo garante que isso seria simples, mesmo não sendo tão movimentado o comércio do Distrito onde mora. “Basta eu botar uma promoção, que isso aqui vai embora ligeiro. O movimento por aqui [em Sítio dos Nunes], hoje, comparando com o que já foi, é pouco, mas essa é uma coisa fácil de vender. Em todo canto, vai ter alguém que queira comprar se eu oferecer”.

Edivaldo vive sozinho. Os seus dois filhos moram em outros estados e a sua esposa trabalha e mora no município vizinho, vindo lhe visitar aos finais de semana. A casa do bodegueiro é praticamente dentro do seu depósito. Entre os cômodos, não há divisórias para conter as caixas e garrafas que já começam a tomar parte da sala.
O ritmo e quantidade das compras de cachaça de Edivaldo chegam a preocupar os seus familiares. “Eu vou comprando e guardando tudo aqui. A gente arruma espaço em todo canto. Agora, pelo gosto dos meus meninos e da minha mulher, eu vendia tudo e fechava a bodega. Mas é o que eu gosto de fazer, com o que eu gosto de negociar. Meu nome é Edivaldo Paiva Ferreira, mas, em todo canto, eu sou conhecido como Edivaldo da Pitú. Não penso em parar de fazer o que eu faço antes de morrer”.
Site Marco Zero Conteúdo
SALVE A DATA – 28 DE ABRIL – 3ª CORRIDA E CAMINHADA DA VITÓRIA!

Avalovara: 50 anos de uma obra-prima – por Ronaldo Sotero.
Em um dia como hoje, 26 de novembro de 1973, há meio século, o romance Avalovara, do pernambucano de Vitória de Santo Antão, Osman Lins,(1924-1978) ,era lançado em São Paulo.
Considerado um dos três maiores nomes do romance latino-americano, ao lado do prêmio Nobel de literatura, o colombiano Gabriel Garcia Márquez (Cem Anos de Solidão) e do argentino Júlio Cortázar, segundo o tradutor de Osman para o inglês, o norte-americano Gregory Rabassa, da Universidade de New York, e também de mais de 40 livros entre as quais obras de Machado de Assis, Jorge Amado ,Clarice Lispector e Guimarães Rosa.
Para Osman Lins, “avalovara” é o nome de um pássaro imaginário. O vitoriense nascido em 5 7.1924, na Rua do Rosário, bairro da Matriz, é o exemplo do homem de origem humilde, como Machado de Assis, Lima Barreto, João Antônio que conseguiu superar seus limites ao construir uma obra oceânica, universal, com temas que não perderam a atualidade.
Falecido, precocemente, aos 54 anos, em 8 de julho de 1978, São Paulo, em pleno vigor literário, de longa enfermidade, cultivou os principais gêneros literários: romance, conto, narrativa, teatro, com a peça “Lisbela e o Prisioneiro” , levada ás telas anos mais tarde.

A máxima de que “santo de casa não faz milagres”, em Osman Lins não prosperou. Ele inverteu a expressão ao construir um conjunto de obras consagradas, mediante esmerado emprego da palavra, da ideia, da crítica, do sentimento, no inesgotável mundo ficcional.
Seus livros estão nas bibliotecas de Washington, Berlim, Harvard, Paris, além de centenas de instituições e entidades culturais pelo mundo. A Universidade de Brasília chegou manter o Grupo de Estudos Osmanianos. Em 2024, o Ano Osman Lins, marcará o centenário de seu nascimento , orgulho não somente dos vitorienses e Pernambuco, referência nos meios intelectuais brasileiros e exterior, o que vem a justificar série de homenagens e comemorações das entidades e segmentos representativos..
Ronaldo Sotero

Espaços públicos invadidos: até quando?

Símbolo maior do atual descompasso histórico urbanístico da nossa cidade, o “Mercado de Farinha”, outrora, construído e inaugurado como “Mercado de Cereais”, justamente para atender as reivindicações dos comerciantes da época, hoje, se configura num exemplo, pronto e acabado, de como é vantajoso – para os invasores – invadir e se utilizar de espaços públicos na nossa cidade.
Tudo isso com a complacência do Poder Publico Municipal de plantão, que apenas serve para “validar” construções irregulares nos espaços reconhecidamente públicos, suprimindo, assim, o sentimento coletivo em detrimento do privado.
Ao longo das décadas os maus exemplos se multiplicaram: o atual Fórum da cidade, é bom que se diga, repousa sob a Praça Professor Juca. Nos vários loteamentos da cidade, áreas destinadas ao lazer – exigência legal –, muitas vezes, foram “negociadas” pelos próprios políticos ou mesmo pelos seus representantes (legais) para assuntos de natureza eleitoral. Puxadinhos em calçadas e até prédios inteiros construídos sob o passeio público, em nosso lugar, foi quase “normatizado”…..

Num passado não muito distante, aqui pelo blog, publicitamos as invasões e posteriores construções na “Barreira da Compesa” (2011). No centro da cidade, próximo à Estação Ferroviária, onde existia uma parada regular de ônibus, virou uma espécie de “shopping de irregularidades” (2015). Detalhe: divulgamos uma sequencia de fotografias mostrando o “dia a dia” do andamento das obras.

Para não ficar apenas olhando pelo retrovisor, dias atrás, no Cruzamento da Rua 15 de Novembro com a via conhecida como “Estrada Nova”, justamente onde tem uma faixa de pedestre, uma construção no passeio público, que elevou o nível do mesmo em quase meio metro, está obrigando os pedestres a circularem na faixa de rolamento, dividindo o espaço com carros, motos e ônibus.

O curioso, intrigante e contraditório, é que no referido local funcional uma unidade educacional, que aliás deveria calibrar os seus esforços às boas práticas de acessibilidade e segurança.
Para encerrar, fica-nos algumas perguntas: até quando nossa cidade será vítima desse tipo de procedimento? Será que a sociedade, mesmo em tempos de internet e redes sociais, terá que se sujeitar a esse expediente nocivo ao bem comum? E o Poder Publico, vai continuar omisso?

Cidadão Vitoriense: Pastor Alcides Alves da Silva Junior.

Através da indicação do vereador Saulo Albuquerque – Doutor Saulo – o Pastor Alcides Alves da Silva Júnior será condecorado com o Titulo Honorífico de Cidadão Vitoriense (Antonense). O evento acontecerá na próximo sexta-feira, dia 1º de dezembro, na Câmara de Vereadores da Vitória. 

Vida Passada… – Raimundo Teixeira Mendes – por Célio Meira

Célio Meira
Nasceu, no dia 05 de janeiro de 1855, maranhense Raimundo Teixeira Mendes, na histórica cidade de Caxias. Órfão de pai, na primeira infância, teve, o menino Raimundo, a fonte cristalina dos princípios cristãos, no coração materno. Foi o amor de mãe, o único que redime os desgraçados, a estrela que iluminou os primeiros passos de sua jornada, pela terra. E deixando a cidade natal, concluiu sua educação, num colégio jesuíta, no Rio de Janeiro.
Sentiu, a princípio, na mocidade, o desejo de estudar a medicina. Matriculou-se na Faculdade, mas, cêdo, abandonou os estudos. Inclinou-se, então, para as harmonias da matemática, porém, em breve, desertou dos bancos escolares. Não acertava com fio do destino.
Um dia, conta um biógrafo, pisou o ladrilho de uma repartição pública. Não possuía, no espirito, a disciplina do burocrata, e fugiu ao livro de ponto. Pensou, então, nas artes. E como o tempo corria, lembrou-se de concertar relógios. Era o relógio, como ainda hoje, inimigo dos sonhadores e dos românticos, e por esse motivo, Raimundo abandonou a oficina de relojoeiro, e com um pires de grude, cola, cordão, canivete, papel e couro, fez as primeiras encadernações. Tudo Falhou.
Conheceu, a esse tempo, o fluminense Miguel Lemos, nascido em Niteroi e deixado a tenda de encadernador, começou a pregar, com o ilustrado companheiro, a filosofia contista. Acertou com o destino. Pregar era sua missão. E ninguém pode fugir à sorte. E os dois fundaram o Templo da Humanidade. Tiveram discípulos famosos. Benjamim Constant, o romântico da República, foi, talvez, o maior Republicano e Abolicionista, Teixeira Mendes realizou, corajosamente, sua obra, predicando com entusiasmo, com emoção, na certeza de que transmitia, aos semelhantes, através da luz de uma filosofia, a felicidade terrena.
Não os esqueceram os positivistas brasileiros. O autor do “Culto positivista do Brasil” d’ “A questão nativista” e do “Ano sem par”, é, ainda, na família comtista, um símbolo de verdade.
Raimundo Teixeira Mendes morreu velhinho. Tinha 72 anos.
Célio Meira – escritor
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.
