
Na medida do possível, na qualidade de leitor, prestigio as postagens dos blogs e jornais da capital e ainda mais um punhado de conteúdos nacionais. Em tempo de “meias verdades” e “desinformação proposital”, justamente com a nítida intenção de confundir a população, faz-se necessário seguir e compartilhar as boas fontes. Dentre as quais destaco o Blog do Edmar Lyra. Jovem jornalista da contenda política e atuante mediador dos mais diversos conflitos da sociedade.
Na rotineira leitura do seu eletrônico jornal diário, hoje (10), reparei na postagem com o titulo “O João Cleofas do Século 21” algo que não me fez bem. De Partida, adianto que sou filho da terra desbrava por Diogo de Braga e do revolucionário Pedro Ribeiro da Silva, reconhecidamente o baluarte da Guerra dos Mascates. Essa terra, de solo fértil e próspero, viu nascer dois ilustres pernambucanos que governou o nosso Leão do Norte: José Rufino Bezerra e Gustavo Krause. Isto é: sou da Vitória de Santo Antão. Assim sendo, sob a égide desse título (antonense) gostaria de acrescentar alguns pontos nos “Is” da referida matéria escrita pelo nobre colega blogueiro Edmar Lyra.
Antes de seguir ao ponto central da minha contribuição, contudo, gostaria de dizer que observo também um pouco mais de “tinta” no bico da pena do referido editor quando se trata do ex governador Mendonça Filho. Mas isso não tem a menor importância para mim.

No conteúdo aludido propriamente dito o nobre Edmar, ao evidenciar a figura do mais ilustre e renomado político da “República da Cachaça” de todos os tempos, João Cleofas de Oliveira, pelas sucessivas derrotas (3) para o Palácio das Princesas e para o senado, em 1974, na minha particular avaliação, comete um desserviço no que se refere ao conhecimento às novas gerações. Algo caro aos olhos do bom jornalismos e, sobretudo aos ouvidos dos historiadores.
Quero crer que se o nobre colunista político tivesse aprofundado a pesquisa além de uma simples “visita” ao mundo virtual certamente não teria protagonizado essa “derrapada” ou mesmo “infeliz e desleal comparação, entre Mendonça e Cleofas.
Tenho certeza que se o nobre blogueiro, no tempo em que esteve na condição de estagiário na Assembleia Legislativa de Pernambuco, tivesse investido um pouco mais na leitura do acervo da casa, no sentido da Coleção “Perfil Parlamentar – Século XX”, editada pela CEPE com o apoio do Diário de Pernambuco, e publicada pela ALEPE, teria facilmente encontrado uma robusta fonte de informação sobre o nosso eterno e ilustre João Cleofas.

À Vitória de Santo Antão, particularmente falando, o mesmo nos trouxe obras estruturadoras como o primeiro sistema de energia elétrica e abastecimentos d’água. Com a sua influência, por assim dizer, viabilizou o Instituto de Pacas e a Escola Agrotécnica Federal (hoje instituições renovadas e em plena atividade). Praticamente com recursos próprios construiu o Hospital João Murilo de Oliveira – nome de um dos seus filhos morto precocemente em um acidente aéreo no Rio de Janeiro e que hoje se configura no mais importante hospital da Região. Lembremos também que dou dinheiro para concepção da primeira faculdade da cidade – hoje a UNIVISA.
No plano estadual e federal sempre foi voz ativa. Além de deputado estadual e deputado federal constituinte presidiu o Senado e o Congresso Nacional. Foi secretário estadual e Ministro de Estado. Com o projeto 38/1925 regulamentou a profissão de engenheiro no Brasil e ainda teve participação na viabilização na sede da ABL – Academia Brasileira de Letras – Rio de Janeiro.

Para não me alongar muito transcrevo as introdutória do Livro “Perfil Parlamentar”, evidenciando a vida política do João Cleofas, escrita pelo jornalista Carlos Sinésio: “A trajetória política do ex-ministro da Agricultura e ex-presidente do Senador e do Congresso Nacional, João Cleophas de Oliveira, que perdurou por mais de 50 anos, é, certamente, uma das mais ricas da história de Pernambuco no século XX”.
Portanto, caro Edmar Lyra, concluo essa intervenção de conteúdo esperando haver contribuído para uma melhor apreciação e esclarecimento sobre a carreira política do vitoriense João Cleofas. Aliás, não é só você que tem essa “visão desfocada” do ilustre politico. Muitos conterrâneos, infelizmente, não atentaram ainda para esse singular patrimônio imaterial da nossa terra. Sem sombra de dúvida, no contexto político, o Cleofas foi o maior de todos do nosso torrão – uma espécie de Pelé e o Gonzaga, num só tempo….











Quando o assunto é Frevo, não podemos esquecer, de uma figura humana que amava o ritmo pernambucano, e, toda raiz cultural que o contém. O dia 01 de abril de 2019, nos fez uma surpresa bem real, muito diferente do que é realizado todo ano por diversas pessoas, falando de fatos inexistentes. Completou quarta-feira, 01 de abril de 2020, um ano que o inesquecível e o inconfundível Guilherme Pajé, O Comunicador do Frevo, nos deixou fisicamente para sempre, no entanto, espiritualmente continuará vivo em nossas memórias. Descansa em paz, caríssimo amigo Guilherme Pajé, e, obrigado por suas contribuições, porque através de você, pude conhecer, estudar e tocar com o maestro Nunes – in memoriam – da cidade do Recife- PE. Descansa em paz amigo! OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO!


















