COVID-19: o mês de abril terminando sem muitas respostas…..

Chegamos ao final do mês de abril em meio a espessa fumaça da incerteza. A pandemia do novo coronavirus é uma realidade dura de engolir. Pior do que a realidade vivida hoje, dia 28 de abril de 2020, só mesmo a falta de respostas para tantas perguntas. Nem mesmo os números dos infetados pela COVID -19 são reais, muito menos os óbitos. Na qualidade de cidadão comum, nada a fazer. Apenas tentar se defender do planetário inimigo comum.

Na nossa aldeia, Vitória de Santo Antão, os casos de pessoas infectadas (74) até aqui  – assim como os óbitos (15) –  ganham relevo para nós por identificarmos  o nome e o sobrenome com mais facilidade. A pergunta é inevitável: se fulano “pegou” e beltrano morreu infectado  porquê eu não posso ser o próximo? Com o aumento dos casos, na mesma proporção, o medo e a ansiedade avançam…

Na prática, a parcela da população menos favorecida financeiramente sofre mais. O auxilio emergência federal tona-se um alento. Mas como fazê-lo chegar às mãos dos destinatários sem antes maltratar e humilhar? Noites, madrugadas e dias inteiro nas filas bancárias,  intermináveis,  apenas revela mais um  déficit  –  entendimento –  dos mais necessitados.

Com a pandemia dando as cartas, o mundo político local, mesmo em ano de eleição municipal, parece trafegar num  ritmo mais lento e calmo. A Casa legislativa até se uniu  – situação e oposição – em torno da adaptação e ampliação de parte do Hospital João Murilo,  disponibilizado recursos para tal. Os caciques andam distantes dos embates. Certamente imaginam não sentir clima nem segurança para opinar com firmeza.

Ao longo das últimas décadas os grupos que se alternaram no poder local, juntos, “construíram” esse sistema frágil de saúde pública da nossa cidade. Por aqui, me parece, que sempre foi mais fácil e mais barato investir em ambulâncias –  para pontuar o favor político –   ao invés de estruturar o sistema, impondo aos governadores da província o ampliado capital eleitoral do município. Agora, somos obrigado a chorar o leite derramado!!!

De resto, cabe-nos rezar, orar e rogar ao Glorioso Santo Antão proteção divina. E se puder, se alimentar bem, se hidratar, lavar as mãos. Se precisar ir às ruas, usar máscara.    No mais é ficar em casa até as coisas  clarearem,  lá no final do túnel do coronavirus…

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