
Previsto no calendário eleitoral, as convenções partidárias seguem até o dia 05 de agosto. Aqui em Pernambuco, os dois principais grupos realizarão, respectivamente, seus movimentos nesse final de semana, em Recife.
Na largada da pré-campanha, alardeavam as pesquisas de opinião pública, o ex-prefeito do Recife, João Campos, abriu vantagem numérica expressiva.
Desgastada, tanto no campo político quanto no administrativo, face suas primeiras medidas na gestão, a governadora Raquel Lyra, nos últimos meses, “acelerou” o passo operacional e também tomou uma espécie de “chá de simpatia”, no sentido de melhorar a sua “cara dura”. E deu certo.
Concluíram essa etapa (pré-campanha) em pé de igualdade, segundo as mais recentes pesquisas divulgadas. Seguem, portanto, empatados numericamente (dentro da margem de erro) para o novo ciclo do embate político/eleitoral.
Doravante, a disputa é puramente política. É campanha na veia. No meu modesto entendimento, a eleição está aberta. Raquel tem a máquina na mão e suas realizações administrativas para explorar, aliás: bem avaliada, segundo as pesquisas. Mas, convenhamos, terá que amolecer a “cintura” para jogar bem e diferente, no campo político/eleitoral.
João e o PSB tem histórico administrativo positivo para mostrar e negativos para serem mostrados pelos adversários. Os negativos, se bem pontuados pela equipe adversária, poderá quebrar o seu discurso de “super-tudo”.
Mas convenhamos: essa galera do PSB tem estrada em campanhas políticas e sabem transformar água em vinho. Já no campo político/eleitoral, mesmo na oposição, João vem mostrando que tem força local e nacional. Não é pato morto, como se diz na gíria.
Assim sendo, a nova fase está apenas começando. Segue a temporada do malabarismo, da ilusão e da esperança, até porque, ao final, o que vai valer mesmo é o combo: “mentira nova para o povo + estrutura de campanha para arrumar votos + acordos políticos na bolsa futuro”. Valendo lembrar: para serem descontados no velho tabuleiro da tão sofrida e espoliada máquina pública….
