COVID-19: salvar vidas ou salvar a economia?

Submersa num oceano de incertezas, nesse momento, a raça humana agoniza. Desde os primeiros passos dos chamados nômades, invariavelmente, na direção do desconhecido, que somos desafiados à vida. Nossos ancestrais lutaram e venceram. A prova é tanta que aqui estamos! Apesar de toda evolução e transformação,  ainda não inventaram  um bem mais valioso do que a vida. Sem ela, nada mais tem sentido…

Dito isso, contudo, chamo a atenção para um debate tosco colocado no centro da discussão nacional em função das medidas de contenção social no sentido de  evitar o avanço da pandemia em nossas terras. Eis a frase mais escutada: salvar vidas ou salvar a economia? Ora! Não existirá economia sem vidas, simples assim!

Não precisa ser nenhum gênio para saber que todo e qualquer esforço econômico realizado nesse momento, para controlar o contágio do vírus,  terá sempre um custo menor do que o rastro de destruição que seremos submetidos se perdemos o controle da situação.

O Brasil não é uma ilha. Por incompetência, descuido ou teimosia poderemos virar um novo epicentro dessa  praga e sermos isolado, mais adiante, pelo resto do mundo. Aí sim, do ponto de vista econômico, sucumbiremos às profundezas da chamada terra arrasada.

Na qualidade de país com uma das piores colocações do globo terrestre no ranking da chamada distribuição de renda, diante dos números apresentados até aqui pelo cadastro emergencial de socorro ao andar de baixo da roda econômica, fica claro que o “sistema” tributário brasileiro é perverso.

Desde sua formação o Brasil privilegia os ricos em detrimento aos mais pobres. Vivemos um fosso social sem precedentes, escancarado nessa pandemia.  Diante das tantas e muitas “modernidades”,  através das altas taxas de juros,  comportamentos do consumo inútil e impostos governamentais que escravizam o cidadão,  somos obrigado a reconhecer que o grande herói da Nação é o povo brasileiro.

Pelo menos 1/3 dos nossos irmãos tupiniquins  vivem das migalhas que caem das mesas de uma parcela expressiva classe média. Aquela que consome e circula pelas ruas. Já a pequena parte que detém o grosso da renda nacional apenas “joga” nesse grande cassino chamado Brasil.

Na ultima década, tivemos governos à esquerda e à direita, mas nenhum deles teve coragem para taxar as grandes fortunas do país. Famílias de banqueiros  e grandes conglomerados financeiros continuam mandando e desmandando por aqui.  Quando será que o povo vai acordar para exigir a sua real fatia do”bolo Brasil”?

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