200 anos do Diário de Pernambuco – Marcus Prado – por Semíramis Prado. 

Uma noite especial para o jornalismo Pernambucano- Os 200 anos do Diário de Pernambuco. Papai trabalhou neste jornal por mais de 25 anos , assinando a página Livros e Autores. Sempre foi dedicado ao jornalismo e a literatura. Atualmente , aos 87 anos, está escrevendo semanalmente para o jornal textos que são elogiados por diversos escritores Pernambucanos.

Semíramis Prado. 

José Carlos da Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda – por @historia_em_retalhos.

Estes são os líderes estudantis José Carlos da Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda.

Há 52 anos, em 28 de outubro de 1973, estes dois jovens foram assassinados por agentes da ditadura no Recife, fato que se tentara dissimular pelo vergonhoso episódio que ficara conhecido como o “Teatro da Caxangá”.

Mata Machado e Gildo eram lideranças estudantis em Minas Gerais quando da eclosão do golpe militar de 1964, tendo ambos chegado a ocupar cargos importantes no movimento estudantil, dentre eles, a vice-presidência da UNE.

A partir da decretação do AI-5, em 1968, a repressão ao movimento estudantil agravou-se consideravelmente, resultando em violentas invasões às universidades, prisões em massa, torturas e assassinatos.

Mata Machado e Gildo tiveram que ir para a clandestinidade.

Vivendo as agruras de uma vida marcada por fugas e perseguições, engajaram-se na Ação Popular e, depois, na Ação Popular Marxista-Leninista, organizações de resistência à ditadura.

Não era fácil resistir naqueles tempos, porque, além de tudo, havia um elemento sutil que a qualquer momento poderia aparecer: a traição.

Traído por seu cunhado Gilberto Prata, um ex-militante da APML que se tornou colaborador do regime, Mata Machado foi capturado em São Paulo no dia 19 de outubro de 1973.

Gildo foi pego nas mesmas circunstâncias em Salvador três dias depois.

Ambos foram transferidos para o DOI-CODI no Recife, onde sofreram as piores sevícias de suas vidas.

Espancamentos, choques elétricos, dedos quebrados e couro cabeludo arrancado.

Fernanda Gomes e Melânia Albuquerque, duas estudantes presas no mesmo recinto, testemunharam todas as agressões.

Agonizando, com os ouvidos e a boca sangrando, Mata Machado ainda conseguiu pedir um favor a Rubens Lemos, prisioneiro da cela vizinha:

“Companheiro, meu nome é Mata Machado. Sou dirigente nacional da Ação Popular. Estou morrendo. Se puder, avise aos companheiros que eu não abri nada”.

Mata Machado faleceu sob tortura no dia 28 de outubro de 1973, aos 27 anos.

Seu companheiro de organização, Gildo Macedo, também foi assassinado neste mesmo dia.

Para justificar a morte dos militantes, a ditadura divulgou uma versão baseada em uma vergonhosa farsa, que ficara conhecida como o “Teatro da Caxangá”, em alusão à via da capital pernambucana.
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Segundo o governo, José e Gildo teriam sido assassinados por um militante da própria APML de codinome “Antônio”, que estaria desconfiado de que os colegas estariam colaborando com o regime.
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De acordo com a nota oficial, os dois militantes da APML teriam confessado um encontro com esse terceiro na Avenida Caxangá esquina com a Rua General Polidoro.
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Para explicar à opinião pública, os agentes providenciaram para o dia 28, às 19h:30min, um tiroteio no referido ponto.
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A nota informou que, ao chegar no local combinado, Antônio “pressentiu alguma irregularidade e abriu fogo contra seus presumíveis companheiros, acusando-os, aos gritos, de traidores, ocasião em que se iniciou o tiroteio”.
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A referida nota, publicada no dia 31 de outubro, detalhou o “tiroteio”, e, no dia seguinte, os principais jornais do país estampavam a manchete:
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“Subversivos da Ação Popular morrem em tiroteio no Recife”.
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Reparem no detalhe: além de atribuir a autoria dos assassinatos à própria esquerda, a justificativa serviria para rotular José e Gildo como traidores, gerando tensão e desconfiança entre os membros da organização.
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Ao mesmo tempo, a farsa daria aos militares um pretexto para justificar o desaparecimento de Paulo Stuart, o tal “Antônio”, outro militante da Ação Popular que havia sido capturado, torturado e morto pelo regime.
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É assim que atuam as ditaduras.
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A prática do chamado “Teatro dos Mortos” é algo relativamente comum em regimes autoritários.
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Em depoimento à revista Veja, em 1992, o ex-sargento do DOI/CODI, Marival Chaves, explicou como funcionava:
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“O preso morto era levado para um local público, onde equipes do DOI simulavam um tiroteio com mortes. Na hora de levar o “corpo” para o IML, faziam-se as substituições. O agente que se fingira de morto era substituído pelo corpo do preso”.
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O “Teatro da Caxangá” aconteceu apenas 10 dias após a prisão de José e 7 dias após a prisão de Gildo.
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José e Gildo foram enterrados como indigentes no Cemitério da Várzea.

A quem interessar, recomendo o livro “Zé – José Carlos Novais da Mata Machado”, de Samarone Lima, e o filme “Zé”, de Rafael Conde, lançado em 2023, no aniversário dos 50 anos da morte de José Carlos.
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Um bom domingo, gente.
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#ditaduranuncamais
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Colégio Diogo de Braga promoveu a 27ª edição do evento de Conhecimentos.

Convidado, hoje pela manhã, estive presente no 27º ENCONTRA – Encontro de Conhecimentos Tradição -, evento promovido pelo Colégio Diogo de Braga, localizado no bairro do Livramento.

Guiado pelo tema “Cuidar do Outro: Empatia e Solidariedade”, o evento, assim como nas edições anteriores, montou uma estrutura com vários espaços ao longo da vida pública. Nesse contexto, os alunos, de várias idades,  se organizaram  para expor seus trabalhos, experimentos  e conhecimentos.

Ao circular, o público em geral era convidado pelos alunos que, ávidos para compartilharem seus conhecimentos, explanavam sobre o tema em tela. Na ocasião, destaco o grupo que realçou os detalhes da distribuição da renda brasileira, inclusive com  alguns gráficos demonstrando os  números da redução da pobreza no País.

Entre uma passada e outra, foi impossível não fazer uma viagem no tempo. Lembrei-me das vezes em que, na qualidade de adolescente, quando aluno do Colégio 3 de Agosto, lá, nos anos 80, participava  das chamadas “Feira de Ciência”,

Esse tipo de atividade escolar, além do aprendizado necessário e da interação social, indiscutivelmente, contribui bastante para as memórias afetivas: com a escola, com os professores e, sobretudo, com os colegas de turma.

Parabéns aos professores e à  direção do Colégio Diogo de Braga por manter viva essa cultura na nossa cidade.

NENHUM CRISTÃO PODE SER PACIFISTA – por Manoel Carlos

Como diz Aristóteles, ‘pior é o homem mau que uma besta’ (“Suma Teológica, 2-2 Q. 64, art. 2, “In” BAC, vol. 152, p. 433/434).

Dileto Pilako, desde quando é ruim, maléfico, ou barbárie matar o mau?

Lendo suas poucas palavras me deu um certo asco, posto que, de um home adulto se espera posturas adultas: marginais recebem a polícia na bala e vc vocifera a opinião de que estarem mortos é barbárie? Hum…

Ponho aqui para sua análise, um texto do professo Sidney Silveira (especialista na Obra de São Tomas de Aquino), para, me amparando no “ombro de gigantes”, rechaçar não suas “maus escritas linhas”, mas este pérfido pensamento contemporâneo de piegismos e de defesa indireta da bandidagem:

(…) CORRUPTIO OPTIMI PESSIMA

As leis são péssimas; os juízes as interpretam no pior sentido possível, atendendo sabe Deus a que interesses; os governantes são francamente corruptos e ignorantes. Em breves termos: legislativo, judiciário e executivo são hoje FOMENTADORES DO CAOS BRASILEIRO.

Somem-se a isto a depravação dos costumes, a absoluta ausência de inteligência** e a falta de líderes espirituais genuínos.

Então o quadro que avulta aos olhos de quem tem dois dedos de miolos na cabeça é o seguinte: a situação é irreversível. Sim, pois a sua reversibilidade precisaria advir de uma mudança súbita dos legisladores, dos magistrados e dos governantes.

Ora, a natureza não dá saltos, e a realidade da desgraça social também não.

Digo isto na perspectiva de um cidadão carioca que contempla os escombros da ex-Cidade Maravilhosa TODOS OS DIAS, e sabe que o próximo governador fluminense, ai de nós, será o atual prefeito carioca, imoral em todos os sentidos possíveis. Esta afirmação não é um juízo de valor, mas a simples visão da realidade em seus fundamentos, ou melhor, nas causas formais da desordem espiritual, moral, estética e política.

VENI DOMINE IESU.

(…)

Pilako, mesmo sendo você um nordestino da gema esqueces que, so com a morte dos cangaceiros é que a paz voltou a reinar nos Sertões.

Sem a eliminações dos mesmos (terroristas da época) mulheres continuarem sendo estupradas, pais de família sendo assassinados e cidade inteiras apavoradas pelo banditismo.

Penso que o querido amigo nunca estudou história de verdade!!! Quiçá, no máximo, leu os livrinhos da Faculdade lotada de professoras feministas afetadas pelo sentimento de inferioridade.

Sabes que ontem o Papa leão VXI disse que não existe guerra Santa. Ledo engano do Papa… Ele deve entender que a Igreja Católica, como todo e qualquer Cristão, não é pacífica, mas não é pacifista o pacifismo é um movimento doentio O Papa Leão deveria ler os sermões dos papas católicos incentivando as cruzadas.

Foi, aliás, Santo Agostinho quem, junto com Santo Ambrósio de Milão († 397), defendeu a participação dos católicos na guerra, desde que ela fosse justa. Coube, todavia, a São Tomás de Aquino († 1274) elaborar os princípios da guerra justa que passou para a doutrina católica e são plenamente válidos até hoje (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2309). Daí também o apreço da Mãe Igreja para com os militares:

“Aqueles que se dedicam ao serviço da pátria no exército, considerem-se servidores da segurança e da liberdade dos povos; na medida em que exercem como convém essa tarefa, contribuem verdadeiramente para o estabelecimento da paz” (Gaudium et Spes, n. 79).[1]

Quem nos auxilia, uma vez mais, é Santo Agostinho de Hipona ao ensinar o seguinte:

 “aqueles que, por ordem de Deus, fazem guerra, de modo algum agem contra este mandamento. Nem aqueles que, exercendo legítima autoridade, punem os criminosos por razões justas cometem crimes” (De Civitate Dei, 1, 21).

Pilako, você, formado em istória, o pior curso nos dias de hoje pra se tornar um demente social, deve se perguntar: Se não cometem crimes quem é, então, culpado pela morte de um delinquente atingido em confronto com a polícia ou pela reação de outro cidadão? – A resposta é dada por um santo de nossos dias:

São João Paulo II († 2005). Fiel à Tradição da Igreja, diz ele:

“Acontece, infelizmente, que a necessidade de colocar o agressor em condições de não molestar implique, às vezes, na sua eliminação. Nesta hipótese, o desfecho mortal há de ser atribuído ao próprio agressor que a tal se expôs com a sua ação, inclusive no caso em que ele não fosse moralmente responsável por falta do uso da razão” (Evangelium vitae, 1995, n. 55). ”

Em 1º de janeiro de 1968, em memorável Discurso, o Papa São Paulo VI afirmava:

“é de desejar que a exaltação do ideal da Paz não seja entendida como um favorecer a ignávia daqueles que têm medo de dedicar a vida ao serviço da própria pátria e dos próprios irmãos, quando se acham empenhados na defesa da justiça e da liberdade; mas, antes, procuram somente a fuga das responsabilidades e dos riscos necessários para o cumprimento dos grandes deveres impostos pelas empresas generosas. Não, paz não é pacifismo, não esconde uma concepção vil e preguiçosa da vida; mas, proclama sim os valores mais altos e universais da vida: a verdade, a justiça, a liberdade e o amor”.

Veja Pilako: seu artigo é mais uma daquelas notinhas emitidas pelos analfabetos funcionais – alguns com doutorado – que, só pioram a nossa crise existência enquanto sociedade brasileira. Sua “nota” ajuda ou é fruto do processo cultural de desmasculinazação do homem biológico, que diante dos problemas se esconde na covardia, na letargia e nos chavões dos pobres de espirito – cuidado amigo! Paz real não é pacifismo covarde!!!

Eu, particularmente, prefiro um milhão de vezes a sociedade em que meu pai, seu pai, nossos avós viveram do que esta, decadente e ateia!

Sem exclusão, Eu não sei se você sabe, que todas a civilizações humanas, em como as Igrejas Cristãs, sempre defenderam a pena de morte como meio legitimo de se defenderem do mau[2]. Na aplicação da mesma não mata o “homem”, mas o malecidio.

Imagino que você, que não integra a trupe dos que, vaidosamente, em ato de vaidade, mudaram até o nome de nosso querido RIO TAPACURA, deve lamentar a morte de Hitler; o assassinato de Mussolini; ou até e existência do Tribunal de Nuremberg que determinou a execução dos que mataram milhões…Paciência!!!

Amigo: o vosso pacifismo é covarde, e os covardes não são dignos da Terra. Um Pai de família covarde, não merece a família que Deus lhe deu para cuidar e educar.

Com votos de paz, sempre seu amigo, Manoel Carlos do Nascimento Silva.

Barbárie não pode servir de regra ao mundo civilizado…..

Não! Não podemos imaginar que o registro fotográfico que ilustra essa postagem sirva de refrigério para alguém que se julga uma pessoa saudável e civilizada. Matar ou morrer (violentamente), no mundo animal, sempre foi algo tão natural quanto nascer.

No transcurso da chamada linha do tempo,  o animal terrestre que se diferenciou e avançou, no sentido construtivo do chamado mundo civilizado, foi o que auto intitula-se humano. É bem verdade que esse pacto social ainda encontra-se em processo evolutivo. Aliás, o caminho percorrido até aqui não foi fácil e o que se avizinha também não será.

No atual estagio em que nos encontramos, nesse doloroso, conflitante e necessário pacto social global, em que precisamos conciliar tantos interesses difusos, nos parece que  a barbárie tem ocupado cada vez menos espaços, sobretudo àqueles praticados pelo Estado.

Sim! Em algum ponto dessa imaginável (real) linha do tempo, o “Estado” foi um elemento de consenso e instituído para mediar os conflitos,  com o  devido rigor técnico, acordado pelo chamado tecido  social de então, sendo esse (leis)  atualizado sempre que se julga necessário.

Os últimos acontecimentos sangrentos, ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, é um atestado claro e inequívoco de que a sociedade brasileira precisa urgentemente rever a rota, cortar na própria carne e, contabilizando da pior maneira,  aprender com os próprios erros.

O debate deve acontecer e precisa servir como ponto de inflexão,  mas não para dividir os  heróis dos bandidos,  até porque, se bem observado e avaliado, somos todos os  derrotados. A barbárie como regra da sociedade de outrora, não pode servir como  gabarito  ao “mundo civilizado”. Não podemos naturalizar à violência praticada pelo Estado como forma de “ordem pública”.  Isso é um retrocesso civilizatório.

Vida Passada… – Padre Alencar – por Célio Meira.

Quando se proclamou, em 1817, a República de 6 de março, vivia o diácono cearense José Martiniano de Alencar, no Seminário de Olinda. Coube-lhe a honrosa missão de ser , na terra natal, o embaixador das novas ideias políticas, embaixada ele houve, corajosamente, proclamando, a 3 de maio desse ano, conta o barão de Studart, do púlpito da igreja do Crato, a implantação do regime da democracia. Vitoriosa, porém, a contra-revolução, foi perseguido, preso, na companhia de sua mãe, Bárbara de Alencar, e sofreram, e gemeram, os dois, nas masmorras reais de Fortaleza, do Recife e da Baia. Bárbara de Alencar foi uma das figuras de maior relevo, entre as heroínas do Ceará republicano, no começo do século XIX.

Em 1921, conseguiu, padre Alencar, jovem “presbítero do hábito de São Bento”, eleger-se 1º suplente de deputado à Constituinte portuguesa, e , nessa qualidade, substituiu Gomes Parente, formando, em Lisboa, ao lado dos parlamentares que ofereceram resistência ao absolutismo da Casa de Bragança, e que foram, por esse motivo, obrigados a exilar-se na Inglaterra. E regressando ao Brasil, figurou-se entre os deputados à Constituinte de 1824, violentamente dissolvida, a 12 de novembro desse ano pelo jovem D. Pedro I, o herói do Ipiranga, e acorrentado, a esse tempo, aos lindos braços da Marquesa de Santos, a famosa paulista.

Republicano ardoroso, alistou-se imediatamente, em Pernambuco, no mesmo plano de Pais de Andrade, Natividade Saldanha e Frei Caneca, sonhadores da liberdade, que estruturaram, a 2 de julho, a confederação do Equador. Viu, Padre Alencar, aos 36 anos de idade, seu nome vitorioso nas urnas provinciais do Ceará e de Minas Gerais. Deram-lhe, os cearenses e os mineiros, o maldito popular, na Câmara geral. Aceitou a representação do berço nativo. Dois anos decorridos, mereceu, oferecida pelo povo de sua terra, uma das poltronas no Senado do Império. E esse mesmo povo entregou, em 1834, ao revolucionário intimorato de 1837, a cadeira da presidência da província. Foi agitado seu governo. Desenrolou-se, nessa época, a tragédia de Pinto Madeira.

Lutou padre Alencar, por entre aqueles que se abateram pela maioridade de Pedro, o herdeiro de quinze anos da coroa brasileira. E teve  a alegria de ver, em 1840, no trono, o neto de D, João VI. Voltou, nesses anos, a governar o povo do Ceará, contava 46 anos de idade.

E velho, cheio de sofrimentos e de glórias, fechou, a 15 de março de 1860, os olhos para a vida. Foi patriota e amou a liberdade.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Mais um encontro dos Seresteiros da Vitória…..

Em mais uma  atividade, o Grupo Seresteiros da Vitória promoveu, na noite da última sexta-feira (24), um  encontro dançante. Dessa vez, a  celebração festiva aconteceu no Pátio da Estação Ferroviária.

 

Com apresentação de várias atrações musicais e participação de caravanas de outras cidades, o movimento vem ganhando musculatura em Vitória de Santo Antão.

Sob a coordenação da produtora cultural Hérika Araújo, que tem um histórico nesse tipo de promoção, o grupo – Seresteiros da Vitória – vem cumprindo seu objetivo. Entre outras coisas, celebrar os bons momentos da vida, ao som das boas e inesquecíveis canções.

 

Black Pace: é só chegar e correr…….

Por iniciativa de um grupo de jovens, estimulado por outras iniciativas do gênero que ocorrem em outros lugares, foi criado em nossa cidade um “movimento”  de corrida de rua que atende pelo simpático nome de “Black Pace”.

A ideia básica consiste em juntar pessoas que desejam correr. Seja como iniciante ou mesmo que já tenha vivencia na atividade. Todos devem largar, circular pelas ruas da cidade,  e voltarem  ao ponto de partida juntos. Esse é o ponto de convergência.

No percurso, muita animação. Músicas ritmadas, gritos sincronizados e bastante vibração. Detalhe:

todos vestidos com peças na cor preta. Vestidos de branco, só os ADMs. À noite da terça-feira foi a escolha. Ontem (28), foi a minha  primeira experiência, juntamente com o meu filho,  Gabriel. Foram pouco mais de 6km de percurso.

Todos que desejarem se juntar ao grupo, estão convidados. Basta chegar…

O ponto de encontro é no bairro da Mangueira, a partir 19:30h.

Segue link da pagina do grupo no Instagram.

https://www.instagram.com/blackpacevsa/?igsh=dmp0OWZseWJ5MDM1#

27º ENCONTRA: da tradição à história……

Já cravado no calendário antonense como um dos eventos mais importantes no segmento educacional, o “Encontro de Conhecimentos Tradição”, promovido pelo Colégio Diogo de Braga, em 2025,  sublinha o nobre sentimento do  “Cuidar do Outro”, com “Empatia e Solidariedade”.

O 27º ENCONTRA acontecerá na próxima sexta-feira, dia 31 de outubro.

Com um histórico de mais de 6 décadas mergulhada no mundo da educação, desde muito jovem, a professora Jadenise Macêdo carrega em si uma mistura de entusiasmo e compromisso com a causa que abraçou. Equilibrando-se entre a disciplina e a paixão,  seu nome é quase um sinônimo da palavra educação.

Com as digitais familiar de Ana Margarida e Emmanuel Macêdo,  que desde o inicio do empreendimento educacional formam o tripé  administrativo,  o referido evento solidificou    uma marca, sempre dialogando e avançando com os olhos  fincados  no  farol do futuro.

Assim sendo, o “Encontro de Conhecimentos Tradição”, em mais uma edição (27ª), continuará sendo um momento marcante na construção de memória para uma geração de alunos do Colégio Diogo de Braga,  que, entre outras coisas,  evidencia pilares educacionais importantes: da  tradição à história. 

Veja o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/DP46wZnAFgh/?igsh=bTljdDYxeDJqMmRi

 

Roberto Barroso – a canetada da mudança……

Não é comum alguém abrir mão de alguma coisa que tem por direito, sobretudo quando  esse  “direito” lhe mantém em espaços privilegiados de toda ordem.

Desconheço, além do publicado na grande imprensa, outros motivos que levaram  o Ministro Barroso a antecipar sua aposentadoria.

O fato concreto é que – por direito – ele poderia continuar sentado  numa das cadeiras mais importantes do País até completar 75 anos de idade, mas, aos 67, resolveu fazer diferente. Abriu mão do poder que o cargo lhe conferia.

Daqui pra frente, independente do caminho que queira ou vá seguir, sob minha humilde ótica, até porque desconheço a trajetória de vida do carioca de cidade de Vassouras, Roberto Barroso, imagino que sua decisão tenha por objetivo lhe proporcionar mais qualidade de vida, que é bem diferente daquilo que chamamos de padrão de vida.

Portanto, quero crer,  que com essa canetada (ato de aposentadoria) do agora ex todo poderoso Barroso, sua biografia,  como profissional,  se agiganta.  Sua contribuição para a sociedade como ser humano,  através do exemplo, nos ensina que a vida, bem diferente do que a sociedade nos ensina e até, de certa forma,  nos impõe todos os dias, é mais do que poder, dinheiro e ostentação.

Vida Passada… – José Maria do Amaral – por Célio Meira.

No segundo decênio do século XIX, quando o Brasil-colônia não era, ainda, o reino abençoado de D. João VI, o Prudente, nasceu José Maria do Amaral, no dia 14 de abril de 1813, na terra carioca. Matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e cinco anos mais tarde, nas vésperas de receber o grau de doutor, abandonou, sem saudades, a Escola dos médicos, w cheio de esperanças, ingressou na carreira diplomática. Adido à legação brasileira, em Paris, poeta lírico, sonetista de bom quilate, e jornalista vigoroso, José do Amaral, não se lembrando, mais, da ciência de Hipócrates, enamorou-se, perdidamente, pela sabedoria de Justiniano, e conquistou, na Faculdade de Direito da cidade protegida por Santa Genoveva, a carta de bacharel. Preferiu que brilhasse, na mão do diplomado, o vermelho rubi ao invés do verde da esmeralda.

Diplomado, deixou a França, e foi servir, na legação de sua pátria, conta o biógrafo, na terra norte-americana. Estudioso, e inteligente, liberal e idealista, prestou, José do Amaral, bons serviços a seu país, merecendo, alguns anos decorridos, o alto posto de ministro plenipotenciário, na República Argentina, e a Missão Especial, no Paraguai. Nesses cargos de confiança, e de acentuado relevo, deu sobejas provas de caráter, de patriotismo e de cultura.

Na imprensa diária, redigindo vários jornais, e entre esses, o “Correio Mercantil”, a “Opinião Liberal” e o “Correio Nacional”, bateu-se, corajosamente, e com elegância, pela justiça e pela liberdade. Foi monarquista moderado, e chegou a ser republicano exaltado. Defendendo, porém, “ora a coroa, ora o barrete frígio”, não usou, nunca, de processos inconfessáveis. Foi, nessa ou naquela trincheira, antes de tudo, um idealista. E um romântico.

Religioso, profundamente religioso, parecia um monge. Barbas e cabelos cumpridos, e brancos, transformaram o poeta e diplomata, na velhice, numa figura austera e veneranda. Sua voz era doce e pausada. Tinha, no rosto, a polidez do asceta. Morreu aos 72 anos de idade, o iluminado cantor do “Zeroni”, e dorme há cincoenta e quatro, no cemitério de Niteroi.

Deus o abençoou, na vida e na morte.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Em corrida de rua, o grupo da “Pipoca” lembrou os meses “rosa” e “azul”.

Celebrando o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”,  o grupo de corrida “Pipoca Running” promoveu um evento esportivo – corrida (5km)  e Caminhada (3km), na manhã do domingo (19).

O encontro teve como ponto de concentração, largada e saída o Pátio da Matriz e contou com uma turma animada e disposta. Ao longo do percurso, os atletas contaram com pontos de hidratação e, ao retornar, após serem presenteados com a medalha do evento, puderam saborear frutas, bolos e pipoca.

AVLAC celebrou a passagem dos seus 20 anos de fundação…

Na noite do sábado (18), no Salão Nobre do Instituto Histórico da Vitória, aconteceu o evento promovido pela AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –, no sentido da celebração pela passagem dos 20 anos de fundação da referida entidade.

O encontro festivo contou com uma rica programação: lançamento da 5ª Antologia da AVLAV,  publicação de mais um “Boletim Acadêmico”, homenagens, tomada de posse de novos sócios e coquetel.

Os novos acadêmicos são: Adelson Cardoso, Hérika Araújo, Maria Luiza, Rogério Alves e Teófilo José.

Idealizada pelo antonense Severino Militão, ao longo dessas duas décadas, a entidade foi presidida  pelos seguintes acadêmicos: Severina Moura, Valdinete Moura, Lúcia Martins e Serafim Lemos – atual presidente.

Bem prestigiado, o evento contou com a participação de autoridades, escritores, cronistas literários, acadêmicos e seus respectivos familiares.

Jorge Messias – por @historia_em_retalhos.

Caso se confirme a indicação do atual Advogado-Geral da União Jorge Messias para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal, Pernambuco estará quebrando um jejum de 62 anos sem ministros do estado na mais alta corte de justiça do país.

O último pernambucano no STF foi Frederico de Barros Barreto, que terminou o seu mandato de ministro em 1963, ou seja, há 62 anos.

Jorge Messias foi nosso contemporâneo na tradicional Faculdade de Direito do Recife @fdr_ufpe.oficial e tem tudo para brilhar.

Boa sorte, @jorgemessiasagu!
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Vida Passada… – Domingos Monteiro – por Célio Meira.

Nasceu Domingos Jací  Monteiro, no dia 13 de março de 1831, no Munícipio Neutro, quando se processava, tormentosamente, a abdicação de d. Pedro I, e aos treze anos de idade, assumia, no colégio, as graves responsabilidade a ler, aos companheiros. E, aos 16, assinava, nos jornais, artigos e crônicas, e os primeiros versos, cheios de lirismo, e de graça, que recordavam, com certeza, nomes de mulher….

Inteligente, de uma cultura invulgar, àquele tempo, era, Domingos Monteiro, no conceito de Álvares de Azevedo, diz o beneditino historiador do “Galeria Nacional”, “um poço inesgotável” de sabedoria. Aprendeu taquigrafia, e no Senado do Império, prestou serviços relevantes. Taquigrafou os grandes e os pequenos discursos, sem equívocos, e sem erros.

Em 1854, aos 23 anos de idade, depois de um curso brilhante, conquistou a carta de doutor em medicina, e anos mais tarde, na Alemanha, obteve a láurea de bacharel. Poliglota dos mais afamados de seu tempo, entregou-se, pacientemente, ao estudo da filosofia, lendo, no original, escritores célebres, de nacionalidades diferentes, e alcançando, em pouco tempo, nome e fama, nas questões teológicas.

Regressando à Pátria, ingressou nas esferas políticas, prestando serviços inestimáveis ao governo, e à causa pública. Homem honesto, de costumes austeros, mereceu a honra de governar a província do Amazona. Durante um ano, mais ou menos, de 1876 a77, presidiu os destinos dessa província, servindo, desse modo, e com elevada moral, ao partido, conservador. Dirigia, nessa época, os negócios políticos e administrativos da monarquia, o gabinete Duque de Caxias.

No corpo taquigráfico do sendo, na clínica, na governança do Senado e na sociedade, foi, sempre, Domingos Monteiro, homem de elevadas virtudes cívicas e morais. Coração generoso, praticou, largamente, a caridade. Serviu à Igreja Católica, na linha dos vanguardeiros. E morreu, aos 65 anos de idade, tranquilamente, iluminado pelas graças de Deus

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

João Carlos de Oliveira, o “João do Pulo” – por @historia_em_retalhos.

Há exatos 50 anos, o Brasil via surgir um dos maiores nomes do atletismo mundial.

Em 15 de outubro de 1975, nos Jogos Pan-Americanos do México, João Carlos de Oliveira, o “João do Pulo”, saltava 17,89 metros e quebrava o recorde mundial do salto triplo, marca que permanece como uma das mais impressionantes da história do esporte.

Poucos sabem, mas a distância alcançada por João ainda seria suficiente para conquistar ouro ou prata em todas as Olimpíadas desde 1975.

Aquele salto histórico reverberou.

Nas Olimpíadas de Moscou, em 1980, até hoje, paira uma controvérsia no ar dada a forte suspeita de favorecimento aos atletas da casa pelos juízes soviéticos.

O tricampeão olímpico Viktor Saneyev e o seu compatriota Jaak Uudmae eram os atletas da URSS na prova.

João, recordista mundial com a marca até então inatingível de 17,89m, era o maior adversário dos dois atletas da casa.

Eis que inesperadamente João teve dois saltos seus anulados pelos fiscais soviéticos e um deles considerado por analistas internacionais como um novo recorde mundial, acima dos 18 metros.

Estes mesmos observadores consideraram os dois saltos de João perfeitamente válidos.

Ora, um sujeito negro, do terceiro mundo, ameaçava a vitória de uma grande potência mundial, em plena Guerra Fria, e isso acabou destruindo covardemente o seu sonho do ouro olímpico.

João ficou apenas com a medalha de bronze de um de seus saltos menores, de 17,22m, ficando para os donos da casa o ouro e a prata.

Apenas em 2000, o jornal australiano The Sydney Morning Herald fez uma grande reportagem demonstrando que os saltos anulados do brasileiro faziam parte de uma operação soviética para dar o tetracampeonato olímpico a Saneyev (que acabou ficando com a prata).

Esta é considerada uma das maiores trapaças da história do atletismo.

O seu recorde só foi batido 10 anos depois pelo norte-americano Willie Banks, com 17,90m, em Indianápolis.

João do Pulo foi o porta-bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976) e de Moscou (1980).

Em 2022, uma estátua sua foi instalada em Pindamonhangaba/SP, na rotatória que leva o seu nome (foto).

Viva a memória de João do Pulo!
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Pitú: o sol líquido que aquece ainda mais Pernambuco e conquista a Europa.

A Pitú está presente em mais de 50 países , sendo uma das marcas de cachaça mais consumida no mundo
Há bebidas que apenas passam pela garganta. E há aquelas que passam pela história. A Pitú é dessas — clara e intensa como o meio-dia de Vitória de Santo Antão, onde nasceu. É o fogo que o Nordeste aprendeu a domar, a energia engarrafada de um povo que resiste sorrindo.

Eu era mais jovem quando viajei para a Argentina com dois amigos. Não esperava que o meu sotaque despertasse tanta curiosidade. “Brasil?”, perguntavam, e logo emendavam: “Seleção e caipirinha!”.

Porém, o que mais me surpreendia era o detalhe: eles falavam “caipirinha com Pitú”, como quem cita algo muito especial. Fiquei emocionada. Lá, a milhares de quilômetros do Recife, descobri que a cachaça da minha terra já tinha atravessado fronteiras antes de mim.

Eu, que nunca fui de bebidas quentes — já me bastam os dois sóis do Recife e a perda da vesícula —, guardo um ritual simples para os dias frios da Várzea, onde moro: Pitú gelada, pura, com limão. Sem pressa, de gole em gole. Para mim, também é a chave que abre a roda de samba (ou da ciranda), ou bebida certa para as vitórias do Santa Cruz.

Sabe o Soju, bebida destilada tão comum entre as dorameiras do Brasil? Pois bem, acho a Pitú mais gostosa, além de ser a bala de prata da alegria.

Quando o orgulho veio de fora

Entre 2023 e 2024, participei de uma reunião com o então cônsul-geral britânico no Recife, Graham Tidey, um visionário e cidadão de Pernambuco. Entre conversas sobre economia e cultura, ele comentou com o então secretário Alberes Lopes que o gosto da nossa Pitú era melhor que o de bons uísques europeus.

Saí daquela sala sentindo o peso leve do orgulho. Durante anos, vi a cachaça ser tratada como bebida menor — coisa de boteco de esquina. Ouvir um diplomata inglês exaltá-la como joia foi como ver o mundo corrigindo um equívoco antigo. É no boteco e na mesa do trabalhador, aliás, que os melhores sabores são descobertos.

A nascente e o nome

A história da Pitú começa onde a cana encontra a água. Nos anos 1930, um riacho chamado Pitú cortava as terras férteis de Vitória de Santo Antão. O nome vinha do crustáceo abundante na região — símbolo de vida, movimento e resistência.

Foi ali que as famílias Ferrer de Morais e Cândido Carneiro decidiram transformar a cana em herança. O que começou artesanalmente virou império, mas sem pressa: a mesma água, o mesmo cuidado, o mesmo brilho dourado.

Quase um século depois, a empresa segue nas mãos das novas gerações, produzindo mais de 90 milhões de litros por ano. Cada garrafa carrega o cheiro da terra, o barulho dos engenhos e um tanto da luz que cobre os canaviais ao entardecer.

A excelência da Pitú não nasce por acaso. É cuidada, medida e sentida em cada etapa — da cana recém-cortada ao copo do consumidor. Nos laboratórios da fábrica, a ciência se alia à tradição: o aroma é avaliado com rigor no Laboratório de Análise Sensorial; no Central, os técnicos examinam cada detalhe físico e químico; e no de Produção, todos os insumos passam por controle minucioso antes do envase. Um ritual moderno que garante que cada garrafa conserve o mesmo sabor que atravessa gerações.

O sol engarrafado que ilumina a Europa

Na Alemanha, campanha publicitária foca público jovem |  Foto: Reprodução

Na Alemanha, agora, a Pitú é vista como artigo de prestígio. Lá, ela divide espaço nas prateleiras com uísques e vodkas de renome. No exterior, o mercado alemão é o principal destino da bebida, responsável por quase todas as exportações da marca.

A parceria com uma empresa familiar de Berlim levou a cachaça pernambucana a ganhar corpo europeu — mesmo longe da cana, ela continua brasileira na alma.

Neste país europeu, a marca lançou a Caipirinha Pitú, pronta para beber, voltada especialmente aos jovens que buscam praticidade sem abrir mão do sabor. A campanha — leve, divertida e moderna — tem feito sucesso nas redes sociais, traduzindo em outra língua o mesmo espírito de espontaneidade e calor que nasceu em Vitória de Santo Antão.

Neste ano, as campanhas “Feel Pitú” e “líder do mercado europeu no segmento de cachaça” conquistaram o público jovem com humor e espontaneidade. O saxofonista André Schnura, que virou meme durante a Eurocopa de 2024, é um dos rostos da nova fase da marca. É o Brasil em ritmo de festa, mas sem caricatura.

A Pitú aprendeu a modernizar sem se perder. Do sabor puro da tradicional às versões mais sofisticadas, como a Premium e a Vitoriosa — homenagem à cidade natal —, ela continua fiel à sua origem e ostenta a liderança do mercado Norte e Nordeste.

Recentemente, a Pitú ampliou seu portfólio com novidades que unem tradição e frescor: o coquetel alcoólico Pitú Mel e Limão, de sabor marcante e tropical, e a linha Pitú Remix, que traz versões ice pensadas para um público mais jovem e urbano, com tom cosmopolita, sem trair suas raízes.

O ouro líquido do Nordeste

A Pitú é mais que cachaça. É metáfora engarrafada de um povo que aprendeu a destilar o próprio calor. É o líquido que carrega o som do frevo, o suor do canavial, a ternura da beira de rio. Tem gosto de festa, mas também de memória. Tem a força do interior e o frescor do litoral.

Por isso, quando alguém em outro país diz “caipirinha”, eu sorrio.

É como ouvir o Recife falar em outra língua.

O sol líquido de Pernambuco continua atravessando oceanos — e cada gole é um lembrete de quem somos.

PS: Beba com moderação!

Reprodução – Tribunaonline

Livros: Dois lançamentos em um só evento | Além-mares IV & “Causos, Casos e Contos” no Restaurante Braga.

Dois Lançamentos, Um Só Encontro de Emoções

No próximo dia 19 de outubro, a partir das 11h40, o acolhedor Restaurante Braga, em Vitória de Santo Antão, será palco de um momento especial — daqueles que aquecem a alma e celebram a beleza das palavras. Dois lançamentos, um só evento, e uma atmosfera repleta de afeto, arte e boas histórias.

O primeiro destaque da manhã é o livro “Causos, Casos e Contos – Meu Baú de Lembranças”, de Socorro Beltrão, publicado pela Editora Chá da Vida Brasil. Um convite à nostalgia, àqueles tempos bons guardados na memória e no coração. São relatos vividos, recontados com leveza, humor e emoção — um verdadeiro retrato das lembranças que o tempo não apaga. Cada página é como um abraço no passado, uma forma de agradecer às raízes que nos formaram e aos personagens que cruzaram o nosso caminho.

Na sequência, o Projeto Chá da Vida Brasil apresenta a IV Antologia Literária Internacional Além-mares, um encontro de escritores, poetas e artistas de várias partes do Brasil e de outros países. Uma travessia poética que une corações, ultrapassa fronteiras e mostra que a literatura é, acima de tudo, ponte e mar — espaço de encontro e de partilha.

O Chá da Vida Brasil nasceu com a missão de transformar versos em canções e reunir vozes do mundo inteiro em torno da arte, da cultura e da amizade. Com o tempo, tornou-se mais que um projeto — virou um movimento de afeto e criação, que conecta pessoas, sonhos e histórias.

No dia 19, o convite está feito: venha celebrar a poesia, a memória e a beleza de estar junto, navegando pelas mesmas águas literárias que unem tantas vidas em um só horizonte

Blog do Pilako — valorizando o que a nossa terra tem de melhor: talento, cultura e emoção.

Dois lançamentos em um só evento | Além-mares IV & “Causos, Casos e Contos” no Restaurante Braga.

Ação Social: Itambé, Raça e Meia Maratona da Vitória……

Passado o “vendaval” de atividades, envolvendo o planejamento e execução da Primeira Meia Maratona da Vitória, evento esportivo que aconteceu no domingo, 21 de setembro, de maneira criteriosa, escolhemos 5 instituições de caridade da nossa cidade,  para serem contempladas com os produtos arrecadados no evento –   Leite em pó Itambé.

Assim sendo, após o agendamento de dia e horário, na tarde de ontem (13), juntamente com as equipes da Raça Distribuição e  ITAMBÉ, empresas parceiras e promotoras  da referida promoção, estivemos, presencialmente, nas 5 instituições para efetivar os respectivos atos de doação.

Em breve, estaremos divulgando imagens e vídeos, realçando a nossa Ação Social.