Cavalgada Fest – 25 anos – Corrida Com História….

Nossa cidade – Vitória de Santo Antão –  sempre teve tradição na  cultura do “cavalo de sela”. Vitória também é o palco da tradicionalíssima 1ª Feira de Agosto, encontro anual, outrora, espaço voltado ao chamado  “apontamentos dos engenhos” e, num tempo mais recente, espaço dedicado ao comercio do “cavalo bom de montaria”.

Pois bem,  foi nessa atmosfera que há exatos 25 anos surgiu a Cavalgada Fest, projeto que durou  pouco mais uma década, mas conseguiu muito prestigio, dentro e fora do munícipio. Nas muitas edições, reuniu muitos apaixonados pela “vida de gado”. Em uma das edições, chegou a ser  condecorada e inscrita, pelo Instituto Rank Brasil, como a maior cavalgada uniformizada do País.

Na sua primeira edição, ocorrida exatamente no domingo, 26 de novembro de 2000, contou com a participação de mais de 600 cavalos. No formato padrão, iniciava-se com um farto café da manhã, seguia em cavalgada pelas ruas da cidade, regado a bebidas diversas, no meio do percurso (bate-sela) o almoço e ao final, apresentações musicais.

Logo na primeira edição, entre outras atrações musicais, apresentou-se, pela primeira vez nossa cidade, a Banda Brasas do Forró. O evento dançante ocorreu no espaço conhecido por “Vitória Park Show”, localizado no centro comercial.

Veja o vídeo aqui: https://youtube.com/shorts/VpuMBOPcA0Y?si=GB6Homk8SRV-VlgG

Vinte e cinco anos se passaram e muitos dos que participaram das várias edições não esqueceu. Continua, portanto, sendo a Cavalgada Fest uma memória afetiva bastante relembrada e querida, hoje, destacada no nosso quadro Corrida Com História.

Vida Passada… – Costa Pinto – por Célio Meira.

Na tristonha cidade do Paracatú, perto das montanhas, no oeste de Minas Gerais, nasceu, em 1802, Antônio da Costa Pinto. Formou seu espirito na terra portuguesa, e aos 25 anos de idade, regressou ao Brasil, trazendo carta de bacharel, conquistada em Coimbra. Diplomado, apresentou-se a D. Pedro I, mas não alcançou as graças do poder. Numa audiência, não se ajoelhou e não beijou as mãos do Imperador. Era rebelde. E por esse motivo, “recusando cumprir as cerimônias da etiqueta do Paço, escreve o erudito historiador padre Rafael Galanti, o governo o deixou no esquecimento, durante quatro anos”.

Quando veio o governo da Regência, em 1831, ingressou, Costa Pinto, na magistratura de Minas. Sentou-se, mais tarde, aos 34 anos de idade, na cadeira de presidente de sua província, e sete anos depois, em 1844, exerceu na terra mineira, o cargo de chefe de polícia. Voltando à judicatura, obteve, em 1846, o alto posto de desembargador na Relação de Pernambuco. Político de ideias elevadas, sem o exagero da disciplina partidária, representou o povo de Minas, em sucessivas legislaturas, na Câmara geral. E figurava, ainda, na bancada parlamentar, em 1848, quando o governo lhe entregou, numa hora de terrível agitação política, a administração de Pernambuco.

Governou, o desembargador Costa Porto, essa província do norte, de 14 de julho a 17 de outubro de 1848. Gravíssimas eram, a esse tempo, as lutas partidárias. Não se envolveu, porém, esse governo liberal, nas linhas dos combatentes, e se conservou alheio às ambições e aos ódios pessoais, dirigindo, com serenidade, e justiça, o barco do governo. Deixado a província pernambucana, esse ilustrado mineiro regressou à Corte.

Serviu, ainda, ao governo bragantino, aceitando, em 1860, a presidência da província da Baia e, dez anos decorridos, mereceu a honra de sentar-se numa poltrona do Supremo Tribunal de Justiça. Chegou, desse modo, ao fim de sua carreira pública, brilhante e honrada.

Faleceu, no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1880, aos 78 anos de idade. O ministro Antônio da Costa Pinto, no alto julgamento de Olegário de Aquino e Castro, antigo orador do Instituto Histórico Brasileiro, foi a “imagem viva da justiça, em todo o esplendor de sua serena majestade”.

 

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Baile Preto e Branco – Show de Bola!!!

Projeto que vem ganhando corpo a cada apresentação, o grupo  “Seresteiros da Vitória” promoveu no sábado (22) o seu primeiro encontro dançante privado  – Baile Preto e Branco -, realizado no Clube dos Motoristas, localizado no bairro do Cajá.

Com varias apresentação musicas e um público ávido para se divertir, o evento cumpriu seu papel, já na primeira edição.

Majoritariamente formado por senhoras, que trás na memória os clássicos musicais de uma “Era de Ouro”, a festa foi animadíssima.

No contexto festivo, o grupo destacou, com um painel bem produzido, algumas das “seresteiras” que começaram a iniciativa que tem, entre outros objetivos, sociabilizar e integrar pessoas mais maduras ao mundo do entretenimento.

 

Meu pé de caju e o espetáculo os pássaros………………….

Em várias postagens, aqui pelo blog, abordei minha relação com os pássaros. Outrora, ainda no quadrante de criança, criava algumas espécies engaioladas. Coisas daquele tempo.

Mais de quatro décadas se passaram e o conceito social, independente das questões jurídicas,  em relação à criação de pássaros, mudou bastante.

Assim como já relatei em outras ocasiões, continuo criando pássaros. Já nesse quadrante de adulto, crio-os livres, leves e soltos, em total sintonia com ritmo da natureza.

Em minha residência, num pé de caju, acompanho o desenrolar do “vai e vem” deles. No mais recente episódio, outro ciclo começou a se fechar – produção do ninho,  ovos sendo chocados e os primeiros “passos” dos  novos membros da família.

Não sei exatamente a que espécie pertencem. Só sei que são dóceis e calmos. Permitem-nos aproximar, sem qualquer alvoroço. Acho que já entenderam que somos “amigos, parceiros e protetores”.

Não obstante a correria da vida, precisamos separar um tempinho para acompanhar certos espetáculos que acontecem bem pertinho da gente, sem que seja necessário pagar ingresso, enfrentar filas ou mesmos grandes deslocamentos em viagens…..

Greidison Nascimento: nunca iria imaginar que essa seria a sua última corrida, diante das lentes do meu celular.

“Ultra Maratonista, viciado em corrida de rua”. Assim se definia, no seu perfil do Instagram, o amigo e corredor Greidison Nascimento. Foi  com profunda tristeza que o  “mundo” da corrida de rua, sobretudo o universo antonense, recebeu a notícia do trágico falecimento do corredor Greidison.

Particularmente, nutria por ele um misto de amizade e admiração. Seu jeito simples, cativante e brincalhão moldavam o seu jeito de ser.  Ou seja: amigo dos amigos.

Greidison venceu a maior de todas as disputas. Revolucionou sua cabeça, para transformar o seu corpo numa verdadeira “maquina de corrida”,

Já na qualidade de atleta (corredor),  a  sua determinação e  seu foco aos treinamentos o transformou em um vencedor, dentro e fora da nossa cidade, Vitória de Santo Antão. Um verdadeiro colecionador de medalhas,  pódios e troféus.

Exatamente há 8 dias, como fazia  vez ou outra, acabei  filmando sua passagem,  num final de treino “puxado”. Nunca iria imaginar que essa seria a sua última corrida, diante das lentes do meu celular.

Veja aqui: 

https://youtube.com/shorts/Q0j3g8Tbjlg?si=UKf17uXBKJdDoOh2

Fica-nos mais esse ensinamento: mesmo para um atleta que “voava” na velocidade de uma ventania, “a vida é o sopro do criador, é uma gota, é um tempo que nem dá um segundo….” É a vida……..

Vida Passada… – Leocádio Correia – por Célio Meira.

Paranaense, nasceu Leocádio José Correia, em 1848, na formosa cidade de Paranaguá, a princesa do rio Itibiré, “à beira-mar plantada”, sob as graças de Nossa Senhora do Rosário. Conquistou, antes dos 25 anos de idade, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, a carta de doutor. Não quis armar, na Côrte, sua tenda de trabalho. Não quis viver na sociedade carioca daquele Rio de 1865 a 1870, e, tendo bem acêsa, no coração e no espirito, a saudade das águas e dos pinheiros natais, regressou, apressado, à terra onde nasceu.

Moço, inteligente, culto, e cheio de esperanças, encaminhou seus passos, o jovem facultativo, pelas estradas perigosas da clinica geral e, em pouco tempo, conseguiu a simpatia e a confiança do povo.

Reinou, nessa época, em diversos municípios da província do Paraná, conta um historiador, terrível epidemia. Vendo-os  perseguidos pelo destino, Leocádio não fugiu da arena de suas batalhas. E partiu, socorrendo-os corajosamente. Enfrentou essa calamidade, irmã gêmea da guerra, e a venceu. O exercício da medicina foi, na vida breve, a cheia de fé, de Leocádio Correia, um apostolado cristão.

Elegeu-o deputado, o povo do Paraná, enviando-o à Câmara geral. Não perdeu, nunca o parlamentar paranaense, em sucessivas legislaturas, a estima de seus concidadãos. Não traiu o mandato popular, 0btido nas urnas livres. Na tribuna, e no seio das comissões permanentes, defendeu, imperturbavelmente, os interesses vitais de sua província.

Jornalista,  redigiu o “Itiberé”, periódico literário de seu berço nativo. E, homem de letras, publicou as “Novenas do Santíssimo Rosário”, “reproduzidas da edição feita em Lisboa, no ano de 1757,  o “Enforcado” e o “Crime de Bernadino.”

É, também, de sua autoria, a “Bibliografia Paranaense”, que está, no julgamento do ilustrado do “Galeria Nacional, repleta de informes utilíssimos para a história literária do Paraná”.

Leocádio José Correia, morreu muito moço. Finou-se, no dia 18 de março do ano de 1886, aos 38 anos de idade. Não o esqueceram, os paranaenses. Veneram-lhe a memória.

Deixou, esse médico de alma cristã, deputado brilhante, escritor de boa linguagem, um herdeiro brilhante, um herdeiro de cultura literária.

É o filho. Leocádio Cisneiro Correia, prosador do “Guarapuava”, e poeta do “Sonetos Regionais”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Partido político: “organizar a vontade popular…..”

Faço uso diário da leitura. “Bebo” nas mais diversas fontes. Uma espécie de “salada de frutas” em assuntos:   artigos, pesquisas, noticias, frivolidades, curiosidades e etc.

Na noite de ontem (17), por exemplo, após realizar uma leitura dinâmica nos três grandes jornais da capital e  conclui um livro,   ainda tive fôlego  para ler  algumas postagens  de um renomado blog,  voltado para assuntos políticos.  Dentre as quais, uma  tratava do julgamento pelo STF das chamadas candidaturas avulsas.

No contexto, uma determinada frase  fez-me rir. Escreveu o eminente julgador: “aos partidos políticos é atribuída a função de ‘organizar a vontade popular e de exprimi-la na busca do poder”.

Fiquei pensando: se a população tivesse noção do que se passa realmente na cabeça da expressiva maioria dos políticos, em relação aos seus problemas mais básicos, certamente morreriam, antes,  por excesso de decepção.

Para não alongar muito o texto,  concluo, dizendo: a política exclui os bem  intencionados, privilegia os vigaristas e corrompe quase todos que por ela transita e  circula……

a “Meia de João Pessoa”: uma boa experiência…..

Apesar do desejo antigo, mas por um conjunto de fatores alheios a minha vontade, só esse ano (2025) consegui programar-me para participar da Meia Maratona de João Pessoa, realizada na capital do vizinho estado da Paraíba.

Inscrito para fazer os “21k”, por precaução, acabei optando pelo percurso dos “10k”. o surgimento de uma lesão, meses antes,  atrapalhou frontalmente a minha preparação. Ainda no sentido das dificuldades, 5 dias antes do dia “D”, uma gripe me “pegou”, complicando ainda mais o meu desempenho. Mas a “cabeça”  já estava  determinada para   concluir o objetivo traçado. Daí, mesmo “cansadinho”, segui em frente…..

Superando as variáveis negativas, às 3h do domingo (16) pulei da cama e joguei-me em baixo do chuveiro. Às 4h, andando, já estava saindo do hotel, na direção da concentração  do evento para,  às 5h, juntamente com outros milhares de atletas,  largar e concluir o percurso.

O referido evento, já na sua 6ª edição, foi muito bem produzido. Organizado e planejado em local estratégico – beira mar de João Pessoa – o mesmo concorre para o seu êxito. Às pessoas que correm e adotaram a corrida como estilo de vida, fica o meu conselho: a Meia Maratona de João Pessoa é uma boa experiência….

 

Proclamação da República no Brasil – por @historia_em_retalhos.

“Liberdade, liberdade!
Abre as asas sobre nós”

O samba-enredo campeão da Imperatriz Leopoldinense, em 1989, homenageou os 100 anos da proclamação da República no Brasil.

Porém, eu trago hoje a seguinte indagação: teria sido a proclamação da nossa República um ato épico e revolucionário?

Com toda a vênia, entendemos que não.

Em verdade, a própria monarquia brasileira já apresentava sinais de esgotamento.

Apesar de ter a simpatia de boa parte da população, Dom Pedro II estava doente e desgastado.

Comprou briga com o alto clero da Igreja Católica, ao manter-se aliado à maçonaria, bem assim bateu de frente com alguns setores do Exército, com a aplicação de penas de censura.

Paralelamente, crescia a classe média formada por profissionais liberais e comerciantes, que reivindicavam maior participação nos assuntos políticos.

Para além dessas questões, porém, dois pontos foram fulcrais.

Primeiro, que, com a assinatura da Lei Áurea, os barões do café, insatisfeitos com a perda da mão de obra escrava, também se sentiram traídos pela coroa.

Segundo, o descontentamento dos militares, desde o fim da Guerra do Paraguai, que se consideravam injustiçados e buscavam tomar mais espaço no poder.

O mais intrigante, todavia, é que a República foi proclamada pelo marechal Deodoro da Fonseca, monarquista convicto e de lealdade declarada a Pedro II, a quem devia, inclusive, favores.

Como a gota d’água, espalhou-se a “fake news” de que o governo tinha ordenado a prisão de Deodoro.

Acreditando que esse boato (jamais comprovado) seria verdadeiro, o indeciso Deodoro juntou as tropas e proclamou a República em 15 de novembro de 1889.

E assim nasceu a nossa República: uma intervenção militar, sem nenhuma participação popular.

Esqueceram de convidar para a festa o personagem principal: o povo brasileiro.

Sobral Pinto faz uma análise interessante.

Segundo ele, o fato de a nossa República ter sido proclamada por militares os faz sentirem-se, até hoje, como os verdadeiros “donos da República”, como se só eles fossem capazes de dizer quais são os melhores rumos para a nação.

Vale a reflexão.

Valeu, gente!

Bom feriado!
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5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril 2026!!!

SAVE THE DATE! 
A 5ª Corrida da Vitória já tem data marcada! 

No dia 26 de abril de 2026, Vitória de Santo Antão será palco de mais uma grande celebração do esporte, reunindo atletas, famílias e apaixonados por corrida de rua. 

Prepare-se para viver uma manhã de energia, superação e movimento!
Data: 26/04/2026
Local: Vitória de Santo Antão – PE

Em breve, divulgaremos todas as informações sobre inscrições, percursos e novidades desta edição.

Marque na agenda e venha fazer parte da 5ª Corrida da Vitória!

 

Vida Passada… – Aragão e Melo – por Célio Meira.

Na terra paraibana de Bananeiras, onde o barão de Araruama e o ilustrado desembargador Santos Estanislau viram a luz do dia, nasceu, em 1814, Antônio Manuel de Aragão e Melo. Estudou preparatórios, em Olinda, e vestiu, naquela cidade, a batina humilde de seminarista. Abandonou, porém, no quarto ano, o curso eclesiástico. Restituído à vida mundana, mas habituado à solidão, aceitou, em dezembro de 1839, na vaga de Lourenço Trigo de Loureiro, o cargo de bibliotecário do Curso Jurídico, son o teto arruinado do famoso mosteiro de São Bento. E era, já, terceiro anista de direito, quando deixou, em 42, os livros da biblioteca.

Obteve, em 1844, a carta de bacharel, e ingressou na magistratura, aceitando uma promotoria de justiça, na sua província, e o juizado de direito na comarca de Limoeiro, na terra pernambucana. Exerceu o cargo de chefe de polícia na Baía e no Maranhão, e governou, pouco tempo, a província de Goiàz. Durante 20 anos, informa um biógrafo, representou na Câmara, o povo de sua terra. Homem culto, orador eloquente, advogado, jornalista, e conservador delicioso, Aragão e Melo, no julgamento de Liberato Bittencourt, preclaro historiador, “foi grande na advocacia, no latim, no jornalismo, e na cultura jurídica.”.

Pertenceu esse ilustre paraibano, celibatário, impenitente, aos rol dos homens feios. E essa fealdade do licurgo da Paraíba  foi, humoristicamente, proclamada, na Câmara, por Martinho de Campos, o “demolidor de governo”, orador fulgurante e um dos mais notáveis parlamentares de Minas, no 2º Império. Deu-lhe, Martinho, um ramo verde da vitória. Leiamos, nesse particular, o erudito escritor do “Paraibanos Ilustres”: “ E ao entrar na Câmara, Martinho de Campos, então havido o mais feio dos representantes da nação, tomou um ramo de folhas e dirigiu-se, prazenteiro, a Aragão e Melo: “passo-lhe, satisfeito, o ramo, deixado de ser, de hoje em diante, o homem mais feio desta casa”. Possuia, Martinho de Campos, em grau elevado, o espirito de renúncia. Vê-se como ele se despojou das honrarias…

A República de 89 veio encontrar Aragão e Melo à sombra da árvore da velhice, e não muito distante da planície do túmulo. Não o atraiu. O ancião, por sua vez, não festejou. E tranquilo, relendo, por vezes, páginas do livro da sua vida, esperou que o destino lhe trouxesse, no minuto inadiável, a noiva dos celibatários. E ela chegou, a 17 de março de 1898, velhinha, vestida de branco, sem flores de laranjeiras….A noiva, tinhas séculos. O noivo, 84 anos.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

 

Independência de Angola – por @historia_em_retalhos.

Em 11 de novembro de 1975, há exatos 50 anos, o então primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, proclamava a independência do país de jure e de facto de Portugal.

Tão logo se tornou independente de Portugal, porém, o país mergulhou em uma luta fraticida entre dois ex-movimentos de guerrilha anticolonial: o MPLA, apoiado pela antiga União Soviética, e a UNITA, apoiada pelos EUA.

Esta guerra interna teve um custo altíssimo, com milhares de mortos e mutilados, destruições de vulto nas cidades e o comprometimento grave da infraestrutura do país (estradas, pontes, aeroportos etc).

A despeito do desmantelamento das velhas estruturas colinais, a independência angolana, em plena Guerra Fria, inflamou paixões políticas, excitou os antagonismos ideológicos e desencadeou uma guerra civil sem sentido que mergulhou o país em quase duas décadas de tragédias.

O êxodo forçado de homens voltados para o bem da nação, como o professor Teodoro Chitunda, que veio para Olinda/PE, foi, dentre outras perdas, um dos piores legados que poderiam ter ocorrido a Angola.

Se você quiser compreender melhor todo este processo histórico de um país-irmão, também lusófono e que também passou pelas mesmas agruras de um colonialismo de exploração, recomendo o filme “Alice, Nome de Batismo”, de Tila Chitunda @tilovita (foto), e o livro “Impossível Regresso”, de Luís Guerreiro (foto).

11 de novembro: salvem Angola e o povo angolano.

À memória de dona Amélia Chitunda, protagonista e testemunha de toda esta história, com quem tive o enorme prazer de conviver, eu dedico este retalho de hoje.
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50 anos: da 1ª eucaristia à longevidade autônoma……..

50 anos se passaram. O mesmo desejo, a mesma vontade,  coincidentemente, no mesmo lugar. Na parte inicial da história, vivenciada  no domingo,  09 de novembro de 1975, reinava  o ineditismo, o sagrado,  misterioso e supremo.  Em 2025, meio século depois, uma  realidade nua e crua, o esforço consciente,  apostando na colheita frutificada em forma de  longevidade autônoma. Mas a vontade  foi a mesma: correr, correr e correr., 

Essa foi a vontade soberana que ligou os dois recortes temporais, separados por exatamente 5 décadas, sublinhadas, aqui, em forma de registro histórico. 

Explico:

No longínquo domingo, dia 09 de novembro de 1975, guiado pelo farol da expectativa, aos 8 anos de idade, acordei-me sem  a necessidade de fatores externos. Isto é: ninguém precisou me chamar. Após muitos encontros, aulas  de catecismo e ensaios, finalmente, havia chegado o dia da minha primeira comunhão.

Cabelo devidamente cortado, roupa nova para vestir e nos pés,  sapatos zero quilometro.  O “kit eucaristia” nas mãos,  cuidadosamente guardado para testemunhar,  ratificar e acessar, com fé de ofício,  a universal  fé católica.

Lembro-me como se fosse hoje: papai tomava café na sala e,  ali mesmo, de pé, em cima de um  sofá, após o banho, mamãe penteou  meus cabelos e arrumou-me  todo. Ao final, com voz imperativa,  disse : “agora,  fique sentado no terraço, quieto,  para não amassar a roupa, esperando a hora de ir” – o que prontamente foi realizado com sucesso.

Da minha casa  – Avenida Silva Jardim, número 209 – até a Igreja da Matriz, para chegar logo,  minha vontade era apenas uma: correr, correr e correr….

O tempo seguiu na sua contagem  impiedosa, constante, perene, sem vexame  ou mesmo atrasos, para chegarmos a uma  manhã de domingo, num “mesmo” 09 de novembro, à mesma Avenida Silva Jardim, defronte da imponente e secular Matriz de Santo Antão, há exatamente 50 anos, para participar de um evento esportivo, cujo o desejo reinante era  o mesmo de antes,  ou seja:  correr, correr e correr….

Situações traçadas, alinhavadas e equacionadas pelas mãos daquilo que acostumamos chamar de destino, acontecem todos os dias, cabendo a nós, simples mortais, fagulhas de um  vulcão em erupção ou mesmo um ponto de escuridão situado na imensidão cósmica, termos a sensibilidade para torna-los importantes e únicos, ou seja: silenciosamente, vivenciá-los de maneira  marcante, celebrando-os com um brinde à memória.

Aliás, vale sempre lembrar: ninguém poderá  ser sujeito útil  à coletividade ou mesmo aos mais próximos,  sem antes, saber existir para si mesmo, sem comparações, afinal,  somos uma peça rara e exclusiva,  no sempre misterioso mercado  da existência. 

2ª edição da Corrida Polícia Penal – Vitória de Santo Antão.

Na qualidade atleta,  participei, na manhã do domingo (09), da Segunda edição da Corrida Polícia Penal VSA. O evento, promovido pelo corpo funcional do presídio da nossa cidade, teve início por volta das 5h, no Pátio da Matriz.

 

Antes da largada, o velho, necessário e bom aquecimento ativou a “máquina” (corpo). O percurso, com pouco mais de 6k, ocorreu  pelas ruas centrais da cidade e contou com um bom número de atletas.

Na conclusão da prova, os atletas puderam se abastecer com frutas, bolos e suco gelado. A organização premiou as  três primeiras colocações, no masculino e feminino. E para quem ainda tinha energia, um desafio: veja o vídeo.

Mudanças climáticas: agenda global e urgente….

Com a COP30 em evidência em todos os noticiários é quase impossível não se atualizar sobre o tema. Para especialistas, as questões climáticas,  além de urgente, já passou da hora de entrar no cotidiano das pessoas, nos quatro cantos do mundo.

Mas para o cidadão comum, com pouca informação ou mesmo alheio ao tema, essas mudanças esbarram num certa dose de ceticismo. Aliás, após o maravilhoso mundo da internet, as pessoas viraram doutores em quase tudo. Negar, ser contra ou mesmo emitir opinião – muitas vezes sem a menor capacidade para tal – também rende visibilidade.

Estudos evidenciam que a interferência humana, sobretudo a partir do final do século XVIII, vem alterando o comportamento do ciclo da natureza. O processo é contínuo e aparentemente lento, mas é real e coletivamente danoso.

Segundo notícias da imprensa, a China e os EUA, juntos, são responsáveis por 40% dos problemas causadores da poluição global. Eis o “X” da questão: como redirecionar o curso da história, quando os “donos da bola” são os principais beneficiados do atual processo?

Sob a coordenação dos  cientistas, estudiosos, ativistas, céticos e negacionistas encontram-se nós, pobres mortais, passageiros leigos e crentes, desse recorte do tempo pressente.

Momento Pitú: “Garçom, tem Pitú”? A cachaça de 87 anos que virou hino nacional nas mãos (e nos gogós!) de Laércia Dantas!

De um engenho de Pernambuco para o Brasil inteiro a Pitú, criada em 1938, ganhou o mundo e agora brinda com Laércia Dantas, a musa etílica que transformou um gole em fenômeno viral!

Genteee! O Brasil parou, o garçom congelou e a internet entornou o copo com ela: Laércia Dantas, a mulher que perguntou “Garçom, tem Pitú?” e sem querer reviveu uma marca com 87 anos de história!

Pois é, meu amor, a Pitú, nascida lá em Vitória de Santo Antão, interior de Pernambuco, é praticamente uma vovó destilada do Brasil. Criada em 1938 pelos visionários Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer e José Ferrer de Moraes, ela começou humilde engarrafando vinagre e bebidas de maracujá até se tornar rainha da cana-de-açúcar.

O nome veio de um camarãozinho de rio, o “pitú”, e desde os anos 1950, a marca só fez crescer. Nos anos 1970, a aguardente começou a ser exportada e hoje está em mais de 50 países, de Portugal ao México, da Alemanha à Argentina. Uma verdadeira embaixadora da alegria líquida nacional!

Mas quem precisava de comercial quando o Brasil tem Laércia Dantas? A cantora de Picos, no Piauí, juntou teclado, sofrência e carisma, e deu à Pitú o maior marketing espontâneo da década!

Com o bordão que virou meme, ela ressuscitou uma marca quase centenária e colocou o Nordeste e a cachaça no topo das trends!

“Garçom, tem Pitú?” virou sinônimo de tudo o que a gente ama: drama, humor e um gole de coragem!

Hoje, a Pitú segue firme, com 18.500 m² de fábrica em Pernambuco e uma fila de visitantes curiosos pra ver de perto onde nasce a magia. Enquanto isso, Laércia brinda nas redes com 1 milhão de seguidores no Instagram e quase 750 mil no TikTok, provando que a boa música, a boa história e a boa dose são, sim, exportação garantida!

Texto reprodução (Kátia Flávia). 

“Corrida Com História” – justificando minha ausência……

Em virtude de duas lesões físicas, em que não pude realizar uma sequência de treinos consistentes, acabei, nos últimos meses,  não produzindo conteúdo para o nosso projeto “Corrida Com História”.

Como efeito colateral dessa “parada”, muitas cobranças. Nas redes sociais e de forma presencial, quer fossem  pessoas amigas ou não, nas  mais variadas situações, perguntaram-me: “cadê os vídeos do Corrida Com História?”

Pois bem, hoje, no inicio do dia, gravei um vídeo para anunciar o retorno do “quadro” e também para justificar à ausência do conteúdo. É que por questões alheias a minha vontade, nesse período de “silêncio”, sofri com  duas lesões. Uma relativamente simples e outra nem tanto, que forçaram-me quebrar uma determinada  sequência de treinamentos. Aliás, por conta desse desalinhamento nos treinos, acabei até ganhando um pesinho extra….

Após o tratamento, longo e desgastante, imagino que estarei de  volta, agora, em novembro. Assim sendo, espero poder produzir, novamente,  conteúdos relativos à história antonense, com o mesmo e entusiasmo de sempre.

Veja o vídeo aqui: 

https://www.instagram.com/reel/DQtg5kmjlFh/?igsh=MTN1c2xxOGd6eHVkag%3D%3D

“Do Jegue ao Camelo” – o mais novo livro do professor Marcelus Almeida.

REDAÇÃO DO BLOG DO PILAKO – 2011

Certa vez, uma das minhas sobrinhas (Raquel),  então estudante de Educação Física do CAV,  perguntou-me se poderia passar o meu contato para um professor dela, pois o mesmo estava precisando de parceiros para promoção e divulgação de uma corrida de rua,  aqui em Vitória.  Com a minha afirmativa, posteriormente,  tive o privilégio de conhecer, pessoalmente, o professor Marcelus Almeida.

Naquela ocasião  – em julho de 2011 – esteve o mesmo,  em carne e osso,  na redação do Blog do Pilako. Diz um adágio popular “que não temos uma segunda chance para  causarmos  um boa primeira impressão”. “Mas quem é bom,  já nasce feito”,  Diz outro dito popular.

De maneira leve, afável e doce com as palavras,  o professor Marcelus levantava, naquele primeiro encontro, a melhor das bandeiras. Ou seja:  promover uma corrida de rua na nossa cidade. Além de divulgar o evento no blog vesti, literalmente, a “camisa do evento”, inclusive, na qualidade de corredor,  participando do evento.

Pois bem, desde o nosso o primeiro encontro, nunca mais nos perdemos de vista. Nos encontros casuais, sempre nos cumprimentamos e trocamos algumas figurinhas.

Por ocasião do nosso evento esportivo (Corrida da Vitória), certa vez, fui procura-lo para celebrar parcerias. Não deu outra! O professor abraçou-nos com toda força. Daí então, nossa admiração mutua  floresceu e continua frutificando.

LIVRO DO JEGUE AO CAMELO – PROFESSOR MARCELUS ALMEIDA

Há duas semanas enviou-me, de maneira digital, o seu mais novo livro.  Dizendo que em breve mandaria ele impresso. Dito e feito!

Hoje (05) pela manhã, em minha residência, logo cedo, o livro chegou. Com dedicatória carinhosa e generosa.

“Do Jegue ao Camelo”, nessa primeira e rápida vista, trata-se de vários recortes da sua vida (bem vivida). Como ele mesmo confidenciou, nas páginas do referido opúsculo, da sua extraordinária infância no interior paraibano aos desafios da cidade grande. Já na fase adulta, devemos sublinhar a coragem de virar a chave, quando se  mudou  para o exterior, guiado pelo farol da determinação. Um verdadeiro colecionador de amigos, por onde passou. Essa é a certeza que salta das páginas do livro. uma pessoa que gosta de “gente”…..

Nessa biografia bem humorada, por assim dizer, o professor registrou 42 capítulos.  Mas ressaltou, nas entrelinhas, que para cada fato mencionado e até os não mencionados, poderia, muito bem,  dedicar um livro inteiro.

Portanto, para finalizar essas poucas linhas,  tributadas à obra literária do  professor Marcelus Almeida – que não teve 2 “L”s no nome por um erro (Marcellus),  – confidencio  que fiquei muito feliz e gratificado pela lembrança do meu nome na sua imensa lista pessoas agraciadas,  com o seu mais novo livro – “ Do Jegue ao Camelo”.

Vida Passada… – Visconde do Rio-Branco – por Célio Meira.

Nasceu José Maria da Silva Paranhos, no dia 16 de março de 1819, na antiga província da Baía. Diplomou-se em matemática, na escola Militar do Rio de Janeiro, e , nesse estabelecimento, alcançou a cadeira de professor catedrático. Não era, porém, a cátedra, sua oficina de trabalho. Seduzia-o a política, e era um enamorado da diplomacia.

Quando, em 1851, o marquês do Paraná chefiou a missão brasileira, no Paraguai, conta um biografo, deu, ao eminente baiano, de 32 anos de idade, o posto de secretário. Iniciava-se, desse modo, brilhantemente, na carreira diplomática. E, alguns, anos decorridos, exerceu o cargo de ministro da sua pátria, na Argentina, na terra paraguaia, e no Uruguai.

Ocupou, antes dos 35 anos, no famoso gabinete da “Conciliação”, organizado pelo marquês do Paraná, as pastas do Estrangeiro e da Marinha. E cinco anos mais tarde, na Assembleia da Província do Rio de Janeiro, representou o povo fluminense. Dirigiu os destinos dessa Província. E, em 1858, a convite de Limpo de Abreu, chefe do gabinete de 12 de dezembro, esteve, Silva Paranhos, à frente dos ministérios do neto do Duque de Caxias, em 61, dirigindo as pastas do Estrangeiro e da Fazenda.

Representava o povo sergipano, na Câmara Geral, conta um cronista, quando D. Pedro I, numa lista tríplice, em que figuravam os nomes do visconde do Bom Retiro e de Teófilo Otoni, o escolhido senador pela província do Mato Grosso. Subindo, ao poder, o partido conservador, a 16 de julho de 1868, com o visconde de Itaboraí, foi Silva Paranhos contemplado, novamente, pela sua cultura em assuntos, diplomáticos, com a pasta do Estrangeiro.

Ministro quatro vezes, de pastas diferentes, confiou-lhe, o Imperador, em 1871, a missão de organizar o ministério. E ele, prudentemente, o organizou, a 25 de março, reservando, para seu governo, a pasta da Fazenda. Esse gabinete o imortalizou. Foi o gabinete da lei do Ventre Livre. Agraciou-o, o governo, com o título de visconde do Rio-Branco.

E, aos 61 anos de idade, em 1880, no Rio de janeiro, morreu o preclaro estadista da Baía. Conta um escritor, citado pelo historiador do “Galeria Nacional”, que à hora da agonia fatal, o visconde, como se estivesse ainda, no parlamento, a defender seu ministério, pronunciou, “ao ouvido da morte”, o derradeiro discurso. E foram ouvidas, entre outras, estas palavras proféticas:

– “Não perturbem a marcha do elemento servil”.

 E estas de quem marchava tranquilo, para o túmulo:

– “Confirmarei diante de Deus tudo quanto houver afirmado aos homens”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.