Zezé do Forró canta “Não sou Vaqueiro” de Sirano e Sirino

Do novo CD de Zezé do Forró, ouça a música NÃO SOU VAQUEIRO, de autoria Sirano e Sirino.

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Aldenisio Tavares

Como era nossa Vitória, no inverno ou verão, sem a energia elétrica?

Ao circular pelas ruas centrais da nossa urbe, na noite fria e chuvosa de ontem (20), percebi, paradoxalmente, um movimento estático. Calçamento molhado, portas fechadas, praças desabitadas, bares silenciosos, carros estacionados e nem os mototaxistas, sempre agitados, faziam barulho, através dos escapamentos da suas respectivas ferramentas de trabalho.

Parado no semáforo, do cruzamento da Avenida Silva Jardim com a Rua Joaquim Nabuco, o painel  marcava pouco mais de duas dezenas de segundos, na contagem regressiva, indiferente a tudo e a todos e obrigando-me a esperar. Nem precisava, eu estava sozinho, naquela selva de pedra molhada.

Nesse lapso temporal, aparentemente insignificante, deu-me tempo para uma viagem, mesmo que sem sair do canto. Fui a um período, não sei precisar, na Vitória de Santo Antão de antes de 1922, quando, ainda, não dispúnhamos da então moderna energia elétrica já, largamente usada, em outros centros urbanos mais desenvolvidos.

À Vitória de antes, materializada na minha imaginação, não contava com essa invenção de alcance coletivo que mudou, radicalmente, a forma das pessoas se relacionarem, na sociedade moderna. Até então, claridade, após o pôr do sol, só pela obra e graça da lua, sobretudo na cheia, e pelo fogo, graças à combustão da madeira, ainda em abundância, nos quatro cantos da imaginável bucólica Vila de Santo Antão.

Quando estava me aprofundando no ritmo social, vivenciados pelos nossos antepassados santonenses, no inverno ou no verão, durante a noite ou dia, nos conceitos familiares e nas obrigações religiosas com o santo local,  o contador do semáforo zerou e a lâmpada vermelha apagou. O verde, acendeu em mim uma obrigação contemporânea, dando-me, imperiosamente,  uma ordem: o direito é seu,  para seguir, mesmo que, naquele instante,  não pugnasse pela volta, para o mundo atual.

Lançamento do Livro Apelidos Vitorienses II acontecerá no dia 18 de agosto.

É com muita alegria que anunciamos o lançamento do segundo volume do nosso livro Apelidos Vitorienses. Mantendo o formato anterior revelaremos a origem do apelido de mais vinte e cinco conterrâneos, que ficaram mais conhecidos na cidade pela alcunha do que pelo nome do batismo.

Nesse livro – Apelidos Vitorienses II – constam os seguintes “apelibiografados”:

Babai Engraxate, Novo da Banca, Pea Preta, Branca, Gongué, Veio Eletricista ou Véio da Prefeitura, Brother, Bambam Água, Zé Ribeiro, Regis do Amendoim, Val, Pirraia do Feijão, Pituca, Júnior Facada, Pezão, Moreno, João Potó, Touro,  Lino, Eraldo Boy, Cocota, Castanha, Miro da Cachorra, Nininho, Neném da Joelma.

Na prática, já começamos organizar o lançamento, que ocorrerá no dia 18 de agosto, no Vitória Park Shopping. Diferente do anterior, mudamos o dia evento para uma sexta-feira. Dessa vez incluímos um apelido feminino. Nossa amiga “Branca” foi a contemplada.

Os apelidos, indiscutivelmente, acabam tornando-se uma espécie de marca registrada. Já pensou, por exemplo, ao postar uma matéria falando dos torcedores do Sport, que participaram, no último domingo (16), aqui na Vitória, das festividades alusivas ao 41º título estadual, escrever que encontrei, no meio da festa, o senhor Amaro Henrique da Silva, na maior animação?

Quem danado iria saber que o “tal” senhor Amaro Henrique da Silva é o nosso “internacional” e popularíssimo  BABAI ENGRAXATE?

Portanto, conto com todos vocês para mantermos essa coluna e, na medida do possível, transforma-la, com  cada novos vinte e cincos “apelibiografados”,  em um livro. Em breve, aqui pelo blog, através de convites formais e  virtuais, estaremos chamados os internautas, amigos e familiares para participar conosco da festa de lançamento do livro APELIDOS VITORIENSES II

Serviço

LANÇAMENTO LIVRO APELIDOS VITORIENSES II

Dia: 18 DE AGOSTO – sexta-feira

Local: VITÓRIA PARK SHOPPING

Hora: 19:30h – APRESENTAÇÃO DO LIVRO

Autógrafos: 20H ÀS 22H

 

Frozen – Uma aventura congelante

Frozen – Uma aventura congelante conta a história de duas irmãs: Elsa e Anna, que após a morte de seus pais, são obrigadas a viverem isoladas no castelo da família por conta de um acidente envolvendo poderes especiais. Um certo dia, Elsa, irmã mais velha de Anna, é obrigada a assumir o reinado de Arendell. Com o reencontro das duas, um novo acidente acontece e ela decide partir para sempre e se isolar do mundo, deixando todos para trás e provocando o congelamento do reino. É quando Anna decide se aventurar pelas montanhas de gelo para encontrar a irmã e acabar com o frio.

O Musical que será encenado no próximo domingo dia 23 de julho na Gamela de ouro, conta de forma lúdica como tudo aconteceu. O espetáculo tem uma hora de duração e promete encantar adultos e crianças. O ingresso Vitória, empresa que está produzindo o show em nossa cidade, nos garantiu que vai transformar todo o espaço da Gamela de Ouro no Reino de Arendell para que a experiência de quem participa do evento seja realmente como se lá estivesse.

O ingresso para o show da Frozen, em seu primeiro lote, custa apenas R$15,00 (quinze reais) para adultos e crianças e pode ser adquirido nos pontos de vendas:

Gamela de Ouro com Bruno: 3523.4090

Com Tia Lú Oliveira: 9.8852.6869

Ou através do site: bit.ly/frozenemvitoria

Informações pelo número: 8198803.2223
ou clicando aqui: bit.ly/falecomigonowhats

Momento Cultural: Meu pecado – Henrique de Holanda

Henrique-de-Holanda-Cavalcanti-3

Eu não posso saber qual o pecado
que, irrefletido, cometi; suponho
seja, talvez, porque te fosse dado
meu coração, – a essência do meu sonho..

Se amar é crime, eu vou ser condenado
e toda culpa, em tuas mãos, eu ponho.
– Quem já te pode ver sem ter amado?!…
Quanto é lindo o pecado a que me exponho!

Se tens alma e tens sangue, como eu tenho;
se acreditas em Deus, dizer-te venho,
– Que pecas, tens amor, és sonhadora…

Deus deu a todos coração igual.
Se eu amo, sofres desse mesmo mal.
– O teu pecado é o meu, – és pecadora!

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 22).

Com dinheiro ou sem dinheiro, a cidade precisa de GESTÃO!!

Em um passado relativamente distante a nossa Rua André Vidal de Negreiro –  conhecida por “Rua da Águia” – também já foi chamada por “República de Gloria de Goitá”, em função da grande quantidade de comerciantes, oriundos da vizinha cidade, lá estabelecidos. O tempo passou e, atualmente, a configuração do nosso comercio formal mudou. Grandes redes da Capital tem presença forte por aqui, mantendo assim, sob o ponto de vista comercial, nossa cidade como o centro da região.

Pois bem, há duas semanas, tarde da noite, ao  trafegar pelo Viaduto do Cajá, no sentido centro/subúrbio, observei uma movimentação estranha. Três pessoas – desconfiadas – circulavam pela via, de um lado para o outro.  Numa  distância segura, diminui o ritmo para observar. Logo entendi do que se tratava. Eram produtores de eventos populares colando, nas paredes internas do viaduto, o chamado “LAMBE-LAMBE” – cartazes com publicidade de festas.

No outro dia, pela manhã, ao retornar para o centro, observei que a propaganda, ali exposta, fazia referência a um evento na cidade de Glória de Goitá que,  aliás,  ocorrerá no próximo sábado (22), no RGF Hall com a Banda Torpedo (segue uma mídia grátis, aqui).

Muito bem, no início da tarde do último domingo (16), por ocasião do movimento realizado pelos torcedores do Sport Clube do Recife – uma “puxada” com trio elétrico, nas principais ruas da nossa cidade – registrei, na Rua Valois Correa, um automóvel – tipo vam – com placa de Gloria do Goitá, descarregando uma penca de carros de mão, carregados com isopor, lotados de bebidas,  para circular, vendendo-as,  no aludido “carnaval”.

Ora!! Alguém, então, poderia perguntar: Pilako, o que há de ilegal nessas práticas, por você observadas? Afirmando, ainda: essas pessoas são “guerreiras” e estão, honestamente, buscando o “pão” para suas famílias.

Eu, naturalmente, só poderia dizer uma coisa: É verdade!! Eu sou obrigado a concordar.

Chamo à atenção, às práticas mencionadas, no tocante à ceara administrativa pública municipal. Analisemos:

Já estou “rouco” de dizer que durante o carnaval vitoriense os nossos gestores – da gestão passada e da atual – mostraram-se incapazes de controlar o segmento do comércio ambulante. Nesse caso, à bagunça generalizada promovida pelos donos de “carro de mão” das outras cidades, que, entre outros malefícios,  prejudica diretamente os pequenos “guerreiros” locais,  é o ponto nevrálgico em questão. Aliás, eles  chegam  aqui, apenas para lucrar. Não nos deixar nada de frutífero, apenas confusão e mais bagunça!!!!

Com relação aos chamados “LAMBE-LAMBE”, esse é ainda pior!! Os produtores de festas – que não chegam a ser propriamente uns “coitadinhos” – oriundos “da casa de cacete”,  danam papel e cola nas paredes dos espaços públicos da cidade, desaparecem , deixando toda  sujeira e a imundície para os “bestas locais” limparem. Além do mais, sem contar, que provocam um efeito visual horroroso na nossa paisagem urbana.

De sorte, que esse é um tipo de “crime” fácil de combater, até porque os “malfeitores” deixam seus rastros e serão, caso a prefeitura tenha interesse, facilmente encontrados, mesmo sendo de outras cidades.

Digo tudo isso para mostrar, sobretudo ao prefeito Aglailson Junior, que existem ações administrativas, positivas, que podem ser realizadas,  sem que necessariamente seja investido “rios de dinheiro”. Basta boa vontade do gestor,  auxiliares com cabeça para pensar e caneta – cheia de tinta –  para punir!!! Simples assim…

Nossa cidade, infelizmente, acostumou-se na bagunça. Os prefeitos não ligam para o município, a população não cobra nada dos eleitos e as pessoas, de maneira geral,  gostam da levar uma “vantagenzinha”. O tão esperado  CHOQUE DE GESTÃO, ESSE, AINDA  NÃO VEIO,  E PARECE QUE NEM TÃO CEDO VIRÁ!!!!

Ex-diretor da AGTRAN comenta no blog sobre débitos com a empresa SERVITIUM.

Comentário postado na matéria “Sem “disse-me-disse”: Governo de Todos deixa débito milionário na empresa SERVITIUM.“.

Caro Pilako, sobre sua publicação dia 18/7 referente débitos da prefeitura com a SERVITIUM, aparece incluido o nome GTRAN que suponho ser AGTRAN. Quero lhe informar que o contrato da AGTRAN como autarquia, era com a própria entidade e que venceu dia 31/12/2016 que encerramos com a diretoria da SERVITIUM, deixando os bens a disposição da mesma. Portanto desafio esse senhor a comprovar débito da AGTRAN com a empresa ou qualquer outra, e ele vai precisar comprovar ou se retratar. Iremos a diretoria da SERVITIUM pegar certidão de regularidade da autarquia e acionar sobre a acusação.

Hildebrando Antonio de Lima

Momento Cultural: Lágrimas Fenomenais – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

No ofegante caminhar de minha vida,
nesta luta constante
de cair e levantar,
mas… sempre sonhando
ou, mais forte, e meditar…
eis, que, um dia,
de chofre, deparei;
junto a uma cruz carcomida
da deserta estrada,
ao solo exposta, abandonada
coberta de poeira
a sorrir para mim,
macabramente,
– uma caveira!

Como se fora por um raio, então ferida,
fiquei, assaz apavorada,
e, contra o medo reagindo,
resolvi apanhar
aquela carcassa inerte, fria,
assim, exclamando:
– Caveira, és bem um espelho
onde se vê, em cinzas refletida,
a humana vaidade, vã e fementida!
E, elevando o crânio à altura dos meus olhos,
mais estarrecida fiquei
quando notei
algo fenomenal:
– das óbritas enormes, vazias,
corriam a cintilar,
dua lágrimas fugidias
como que irisadas,
a zombar da morte,
da escura
e triste sepultura!

Entre a coragem e o medo, perguntei:
– Que!… uma caveira inda a chorar?!…
E, no recesso do meu peito,
uma voz intensa, aguda
como o trovão, logo ecoou:
– É que ela (coitada)! ainda chora
um Amor sublime, puro,
que o mundo ignora
e que, na terra lhe ficou!

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS).