Vitória de Santo Antão: Terra de Todos os Santos?”

As atenções do comercio local, essa semana, se voltaram para a inauguração da filial de uma grande rede da Capital. Em prédio bem localizado a mesma, entre outras coisas,  é famosa por vender produtos “para o lar” com preço acessíveis. Pois bem, na noite de ontem (10), ao trafegar pela rua que dá  “morada” à referida loja, fui obrigado a parar, em função do semáforo e, em ato continuo, também obrigado,  escutar o que o propagandista da empresa estava falando ao microfone.

Pois bem, dizia ele: “vamos entrando… vamos entrando… tapeçaria e enxoval com preço muito barato  e tal… pague sem fila, nos caixas do primeiro andar e blá blá …” Mais adiante, empolgado, disse ele: “Esta é a loja de Vitória de Santo Antão… Terra de todos os Santos…”

O sinal abriu e fui obrigado a seguir. Danei-me a pensar… Vitória: Terra de Todos os Santos? Essa para mim é nova. Não sabia que aqui era a terra de todos os santos… Certamente esse camarada, que possivelmente não é daqui,  deve ter realizado uma profunda pesquisa sobre nossa cidade…

A literatura de 1500 – Por Wedson Garcia.

No auge do período colonial, as manifestações literárias brasileiras ainda não tinham uma identidade totalmente definida, a qual foi sendo formada sob a influência da literatura portuguesa e europeia em geral. Logo, não havia produção de conteúdo ligada diretamente aos nativos brasileiros, mas obras que davam significação aos europeus e seus feitos. No entanto, com o passar dos anos, as literaturas informativas e dos jesuítas, foram dando lugar a denotações da visão dos artistas brasileiros.

O primeiro documento literário é a conhecida carta de Pero Vaz de Caminha escrita em linguagem fluente e poética que valoriza as conquistas e aventuras marítimas (literatura informativa) e a expansão do cristianismo (literatura jesuíta). Da autoria dos portugueses, uma série de outras obras segue-se à carta de Caminha. Entre elas, podem-se destacar o “Diário da navegação da armada que foi à terra do Brasil”, de Pero Lopes de Sousa, que narra minuciosamente a expedição de Martim Afonso de Sousa, em 1532, ou o “Tratado descritivo do Brasil em 1587”, do senhor de engenho Gabriel Soares de Sousa, que procura traçar um amplo panorama da Colônia, em seus aspectos históricos, geográficos e econômicos. Esse conjunto de textos produzidos no Brasil ou apresentando a colônia como tema, permitiu o conhecimento de diversos fatos históricos da época.

Jesuítas

A literatura dos jesuítas tinha como objetivo a catequese. Este trabalho norteou as produções literárias na poesia de devoção e no teatro inspirado nas passagens bíblicas. José de Anchieta é o principal autor jesuíta da época do Quinhentismo, viveu entre os índios, pelos quais era chamado de piahy, que significa “supremo pajé branco”. Foi o autor da primeira gramática do tupi-guarani e também de várias poesias de devoção. Escreveu numerosos autos teatrais com finalidade de catequese, e uma grande quantidade de poemas em português, espanhol, tupi e latim, cujos méritos artísticos são reconhecidos pela crítica literária. Além disso, publicou um estudo linguístico intitulado “Arte da Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil” (1595).

Quinhentismo (Século XVI)

Esta Expressão é a denominação de todas as manifestações literárias ocorridas no Brasil durante o século XVI, correspondendo à introdução da cultura europeia em terras brasileiras. Não se pode falar em uma literatura “do” Brasil, como característica do país naquele período, mas sim em literatura “no Brasil”, uma literatura ligada ao Brasil, mas que denota as ambições e as intenções do homem europeu.

Wedson Garcia é ator e diretor de teatro com bacharel em Administração Pela Faculdade Metropolitana do Recife. Estudante do curso de licenciatura plena em história da Universidade Estácio.  Contribui para o desenvolvimento teatral da cidade de Vitória de Santo Antão, estando a frente do Núcleo de Pesquisa Cênica de Pernambuco. Contato: wedsongarcia@hotmail.com

Doutor Ivo ainda permanece vivo…

Dias atrás, ao chegar numa oficina de automóvel, aqui na Vitória, iguais a tantas outras, visualizei algumas mensagens pintadas e outras em cartazes pregados nas paredes. Os “dizeres” realçavam conteúdos religiosos, futebolísticos e etc. Tudo comum, para ambientes dessa natureza, sobretudo na nossa região.

Pois bem, destoando do corriqueiro, encontrava-se uma foto do ex-prefeito Ivo Queiroz, falecido há duas décadas. O dono do comércio falou-me que o “retrato” estava ali, desde a sua morte. Disse ele: “gostava de doutor Ivo. Se algum filho dele chegar aqui, eu num sei quem é. Mas dele, eu gostava”.

Por incrível que possa parecer, quando estava registrando a foto do ambiente, o rapaz que trabalha lá, tomou a liberdade de me perguntar: “quem é esse cara? Ano passado teve  um cara tirou foto dele também”.

Bem, em respeito à “devoção” do dono do estabelecimento, ao líder político do passado – já falecido – limitei-me a dizer que era apenas o irmão do deputado Henrique Queiroz. Não prolonguei o papo para não ser obrigado a dizer, como figura pública, quem realmente foi Doutor Ivo Queiroz e o que ele promoveu na nossa cidade, que aliás, na qualidade de sociedade, pagamos  muito caro até os dias atuais….

Aula de português na rua…

Na manhã de ontem (10), de passagem pela Rua 15 de Novembro (Centro Comercial), encontrei o professor, pensador e poeta vitoriense, Sosígenes Bittencourt, “desfilando” com sua mãe e sua tia. Após os cumprimentos necessários, aproveitei para tirar uma dúvida: análise sintática. Evidentemente que fui contemplado  com as devidas explicações…

Noite da Seresta: Grupo “os Boêmios” – dia 28, no Abanadores “O Leão”.

Para as pessoas que gostam e desejam escutar músicas com qualidade, músicas que transmitem sentimento, historicidade e que nos transportam para outras situações, recomendo participar da apresentação do Grupo Musical “ Os Boêmios”, que acontecerá no Clube Abanadores “O Leão”, no dia 28 de outubro, às 22h. O grupo é liderado pelos irmãos  Neide & Pepeu – filhos do inesquecível Bí do Violão. Veja o vídeo.

Espetáculo teatral “Somos todos do jardim da infância” estreia em Vitória.

Com o intuito de movimentar a cena teatral local e representar a nossa Vitória de Santo Antão nos mais diversos eventos dedicados às artes cênicas no Nordeste, nasce o espetáculo: Somos Todos do Jardim da Infância. Com dramaturgia do carioca Domingos de Oliveira, direção de Wedson Garcia & Thamiris Mendes e Coreografias e preparação corporal de Cleiton Santiago. Essa é a segunda montagem do Núcleo de Pesquisa Cênica de Pernambuco que vem da encenação do espetáculo para infância e juventude “A menina que buscava o sol”, que esteve em cartaz durante dois anos em várias cidades pernambucanas, tendo recebido 23 prêmios nesses 24 meses de atividade. Esse novo projeto é a segunda etapa do trabalho de pesquisa continuada, realizada pelo grupo desde 2014, ano de sua fundação.

   Pensando no caos político em que nosso país se encontra, a montagem de Somos Todos do Jardim da Infância tem como um dos objetivos, lembrar ao público que determinados erros que, apoiados por parte da população, já aconteceram antes. A história se passa em 1970, seis anos depois do golpe de 64. O AI 5 já estava implantado e os brasileiros perderam sua voz. Assim como hoje, a população era enganada com uma falsa imagem de progresso. Com pouco mais de 90 milhões de habitantes, 16,3% da população era analfabeta, mas o governo tinha muitos motivos para fazer o brasileiro acreditar que era hora de deixar o pessimismo de lado e comemorar, pois, o Brasil era tri campeão mundial de futebol e isso era o que importava. Todo esse clima político, no entanto, é apenas o pano de fundo do espetáculo que, acima de tudo, fala de amizade; o convívio de adolescentes em tempos de vestibular, os sofrimentos e as decepções causados por um amor não correspondido. O espetáculo nos leva a refletir sobre nossa sociedade e também sobre nossas relações de amizade.

   A peça retrata a experiência de um grupo de quatro amigos, na década de 70, e expõe o dia a dia sob o ponto de vista desses amigos e como eles lidam com os estudos; a professora tirana, seus amores, suas dúvidas, seus temores, a descoberta da sexualidade, a família, a escolha da profissão e o desejo pela vitória. Tudo isso acontecendo em um Brasil onde a democracia não tinha vez.

Serviço:

Espetáculo: Somos todos do Jardim da Infância.

Texto: Domingos de Oliveira.

Direção: Wedson Garcia & Thamiris Mendes.

Preparação corporal e coreografias: Cleiton Santiago.

Quando? Dia 21 de Outubro (Sábado) às 20 horas no teatro Silogeu, dentro da programação da Mostra de teatro e dança da Vitória – Mostev

MOMENTO CULTURAL: Estou Quase me Entregando – STEPHEM BELTRÃO‏

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Estou quase me entregando
Saindo do banheiro de toalha
Caminhando de cueca pela casa
Tomando café em copo
Fazendo barba com navalha.

Achando que ciúme é amor
Trocando cega por surda
Levando tapa e achando graça
Achando que pasto é pastor
Andando descalço na praça.

Dormindo com chupeta
Usando meias listradas
Tomando banho com paletó
Confiando no fim do mundo
Bebendo cerveja na calçada.

Invejando os defeitos dos outros
Jogando no Pernambuco dá Sorte
Trocando a noite pelo dia
Roubando doce da boca de criança
Achando que está chovendo pra cima
Acreditando que tristeza é alegria.

Momento Grau Técnico Vitória

Em 2014 o câncer de mama causou cerca de 14 mil mortes de mulheres, e em torno de 180 mortes de homens. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são acima de 90%. Por isso, o primeiro passo para combater a mortalidade causada pela doença, é a conscientização da importância do auto exame. Vamos mudar esse jogo? O Grau Técnico apoia e curte esta ideia. Visite o nosso hotsite do Outubro Rosa e aprenda mais sobre como um toque pode salvar vidas.

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Eleições 2018: para Aglailson, Elias e Henrique a campanha já começou!!!

O “mundo político” nacional, até a última sexta (06), esteve no compasso de espera, no que diz respeito às novas regras eleitorais, que regulará as próximas eleições. De antemão, no meu modesto entendimento, os nossos nobres deputados federais e ilustríssimos senadores,  após um longo período de muito bla, blá, blá, produziram apenas uma “maquiagem política”, ou seja: abusaram nos “cosméticos” e deixaram de lado os “antibióticos necessários”.

Sem querer entrar no bojo das mudanças – nesse momento – começo a acreditar que para o  próximo pleito estadual (2018) algumas modificações relevantes acontecerão no mapa geopolítico pernambucano, inevitavelmente,  com modificações radicais no plano local. Isto é: as três maiores correntes políticas locais não apoiarão o mesmo candidato a governador, o que ocorreu, excepcionalmente,  no pleito imediatamente anterior (2014).

Foto: Nossa Vitória

Inicialmente, imagino, que só está garantido no palanque da reeleição do Governador Paulo Câmara o grupo liderado pelo prefeito Aglailson Junior. Já a turma comandada pelo ex-prefeito Elias Lira,  e o conjunto  ligado ao deputado Henrique Queiroz, por conta das acomodações partidárias, em nível nacional e estadual, certamente,  estarão apoiando outros postulantes para comandar o Palácio do Campo das Princesas… Apenas uma opinião…

Outra coisa: também ocorrerá, em função da macro-mudança, no que diz respeito ao fim das coligações proporcionais para as eleições de vereador, prevista para 2020, é o acirramento político na casa Diogo de Braga, ou seja: o prefeito Aglailson Junior, que já está em rota de colisão com o parlamento local, possivelmente,  terá maiores dificuldades nessa relação,  nos dois últimos anos do seu mandato, sobretudo,  por falta de habilidade pessoal,  assim como por não existir no seu grupo político, até agora, ninguém com a capacidade de dialogo com o parlamento,  para intermediar esse “caldeirão de interesses” que  muitas das vezes  se dá fora da “caixa republicana”.

Por fim, com vistas ao processo eleitoral de 2018, o primeiro passo já foi dado. Ou seja: as novas regras já foram postas. A partir de agora, para os mais atentos, a campanha política  (2018) já começou. Os políticos que andavam meio distantes, doravante, irão se reaproximar. Fazer ligações telefônicas  e lembrar que as pessoas existem. Voltar a frequentar espaços festivos, tais como: aniversário de boneca, amigo secreto para cachorro, cultos das mais variadas matrizes religiosas, reuniões  de todo gênero, quer aconteça para jovens, adultos ou velhos. Enfim, chegou a hora de retirar a fantasia do armário, retocar a maquiagem e subir no palco, para  poder passar ao eleitorado, incautos e interesseiros, as cenas “necessárias” para manter-se ou chegar ao poder……..