Momento Cultural: APENAS SEU HERÓI – por Heitor Luiz Carneiro Acioli.

Minha querida, sei que não sou nenhum super herói, não possuo a força, a velocidade e a resistência do super-homem, tampouco sei usar habilidades sobrenaturais como as do professor astro. Também não posso ficar fixo em lugares impossíveis, nem lançar teias pelos meus dedos como o homem aranha. Não posso me transformar como o marciano a liga da justiça, mas espero que me permitas ser não o super-herói, mas apenas seu herói.

(Meus Jeito em Versos e Prosas –
Heitor Luiz Carneiro Acioli – pág. 04).

Mestre Duda da Passira: sua obra e seu legado serão preservados!!

Lembrar e preservar as coisas boas são ações que nunca deixará de ser uma atitude inteligente. O Mestre Duda da Passira, por sua obra e pela humildade em pessoa, marcou época no cenário musical nordestino. Respeitado pelos artistas afamados e admirado pelos inúmeros forrozeiros, Duda é, indiscutivelmente, uma das maiores referências musicais  da Vitória de Santo Antão.

Nesse contexto, porém, na noite de ontem (30), no dia em que marcou os cinco anos do seu sepultamento,  a Câmara de Vereadores da Vitória, sob a presidência do vereador Novo da Banca,  promoveu uma sessão especial para homenagear o Mestre Duda da Passira. De maneira póstuma, uma vez que o plenário da casa, em 2011, já havia concedido-lhe o título de Cidadão Vitoriense, seus familiares foram condecorados.

Diante dos convidados, admiradores e artistas,  que vieram homenagear o legado do mestre e amigo, Duda da Passira, foi anunciado o projeto da criação da “Casa Museu Mestre Duda da Passira”. Na ocasião, o estado de Pernambuco também condecorou a obra do Duda da Passira.Durante sua trajetória na cena musical, antes do reconhecimento, assim como a esmagadora maioria dos artistas,  a vida não lhe foi fácil.

Na qualidade de jovem forrozeiro lembro que participei do lançamento do seu primeiro disco. O evento ocorreu em 1989, no Restaurante Recanto Gaúcho, aqui em Vitória. Participei dessa festa: “sai lá do pé de serra….onde nasci e me criei…..fui embora pra cidade, muita saudade deixei…….” Essa canção foi bastante tocada na noite…Duda se emocionou várias vezes….

Já no início dos anos 2000, ao contratar o Mestre Duda para colocar a sanfona na música da Cavalgada Fest, composta pelos amigos Aldenisio Tavares e Samuka Voice e interpretada pelo também já falecido renomado artista local, Pierre, após o trabalho praticamente concluído, Duda pediu para refazer uma parte apenas  para acrescentar, entre algumas notas, uma espécie de alegoria musical. Algo que só quem conhece e tem amor ao faz!!!

Portanto, mais que justas todas as homenagens ao Mestre Duda da Passira. Ele deixou uma obra robusta e sua sanfona ajudou a projetar um sem números de artistas por esse Brasil. Aos Familiares desejamos sucesso, no novo projeto: CASA MUSEU MESTRE DUDA DA PASSIRA.

3ª Festa da Saudade – por Pedro Ferrer.

Terceira Festa da Saudade. Compareci aos trancos e barrancos. Forte gripe deixara-me e mantinha-me em bagaço. Seria a segunda festa promovida pelo Pilako que eu faltaria. A outra  foi pela mesma razão. Não queria fazer esta desfeita ao amigo. À mesa Carlos Freire, sempre cortês, insistiu para que eu tomasse um “cow boy”. Agradeci e permaneci em minha abstinência. Começa a apresentação da Orquestra Super Oara. Vibrante, fantástica. Regredi no tempo. Velhos tempos “glamourosos” dos Românticos de Cuba, Nelson Ferreira, Severino Araújo, Românticos Del Caribe e tantas outras boas orquestras que aqui se apresentaram.

Faltou-nos, desculpem-me os que “bailaram”, os bons e autênticos “pés de valsas”: Zé Pedroso, Júlio Siqueira, Matias Beltrão, Ismael Gouveia, Manoel Mizura. Com exceção do Matias, todos falecidos.

Pés de ouro; não dançavam, patinavam. Rever muitos amigos: Severino Bezerra, dr. Clauderico, Fernando Moura, Demetrius, Luís Jorge, dr. Saulo, Henrique Queiroz, Ismael da “Caixa”, Ito Refrigeração, Carlos Freire e outros foi talvez o ponto mais positivo.

Uma palavra para encerrar esta pequena crônica: MAGNÍFICA. Parabéns pra  tu Pilako e tua equipe (Soraya e Gabriel). Lembra-te: não esqueças os salários dos teus assessores. Rsrs

Pedro Ferrer

Pedro Ferrer: um presidente que vai ficar na história……..

Dentro das comemorações de mais um aniversário da Batalha das Tabocas, data Magna da nossa Polis, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, na noite do último dia 02, quinta-feira, promoveu a inauguração de uma placa em cerâmica,  indicando a Praça Diogo de Braga.

Pois bem, a cerimônia inaugural se deu de maneira rápida e enxuta. Sem muitas delongas o presidente da Casa, professor Pedro Ferrer, realçou, entre outras coisas, que, na medida do possível e dentro de um cronograma financeiro,  a intenção  do Instituto é “chumbar” várias dúzias de placas dessas nos logradouros públicos locais – a placa da Praça Diogo de Braga foi a segunda!!

Lá pelas tantas, diante uma plateia seleta que, ao final da Sessão Solene, ocorrida  no Silogeu José Aragão Bezerra Cavalcanti,  deixou o espaço para prestigiar, na rua,  o evento inaugural, chegou o momento de descerra a placa. Ponto alto das inaugurações…..

Nesse contexto, porém, “nasce”, por assim dizer, dois fatos curiosos que, dentro do que se propõe a série de revistas do Instituto,  são dignos de registros. Primeiro, pelo fato da placa haver sido chumbada numa altura considerável, foi necessário amarrar o cordão no tecido que cobria a mesma. Cordão esse que ao ser puxado não trouxe – como se esperava – o tecido que envelopava a placa. Um certo sentimento de frustração tomou conta da plateia……

Segundo, para não deixar a “peteca cair”, uma vez que estava com o celular filmando a cena,  falei em voz alta: uma pessoa jovem…sobe aqui pela grade, para puxar o tecido……..Antes mesmo de concluir minhas palavras o professor Pedro – inquieto por natureza – já estava, tal qual o homem-Aranha das telas cinematográficas,  escalando o prédio para reparar a falha.

Eu, naturalmente, desliguei o celular e corri ao seu encontro para tentar garantir um mínimo de segurança ao presidente que, já beirando os 80 anos, vez por outra, imagina ser um garoto de 18 ( o que de tudo não é ruim). Evidentemente que fui obrigado a apalpar sua nádegas, mesmo que de maneira rápida e a contragosto – o fiz com todo respeito, claro!!!

Certamente quando o nosso Instituto histórico estiver completando 200 anos, lá em 2150, esse fato irá mostrar aos pesquisadores –  com a fidelidade necessária –  o perfil do atual presidente. Entre tantas qualidades, deduzirão, ao ler as mudas páginas dos livros de história da cidade, que o professor Pedro Ferrer foi um sujeito proativo, ou seja: um líder de verdade!!!

ÚLTIMO ADEUS AO GUERREIRO MUSICAL – Israel Batista, pai do guitarrista vitoriense: Apolo Natureza (in memoriam) – por Bosco do Carmo

O céu estar em festa ao receber o grande guerreiro musical: Israel Batista. A comunidade evangélica vitoriense das Assembléias de Deus da cidade da Vitória de Santo Antão – PE, perdeu um dos maiores talentos vivo e atuante na área musical. Onde o corpo do caríssimo irmão Israel Batista, foi sepultado no Cemitério de São Sebastião nesta cidade da Vitória – PE, às 16:00 horas, do dia 04/08/2018, sábado a tarde. Tive o privilégio de conhecê-lo em 1976/1977, onde trabalhei aos 10 anos de idade ajudando em sua oficina na fabricação de candeeiros em 1977. Depois já adulto entre (2000/2001/2002), aos 34 anos, participei tocando trombone de vara no conjunto da igreja matriz ao lado da Casa dos Pobres no bairro da Matriz.

Quem nasceu na década de 60 e cresceu em Vitória- PE, conheceu este homem tão dedicado ao louvor ao Grande Geová da Providência pai de Jesus Cristo. O irmão Israel Batista atuou de 60/70/80/90 e 2000, onde quando criança aos meus 09 anos de idade, o via tocando violão nos ensaios no porão da igreja da Saldanha da Gama (antiga Sede das Assembléias de Deus em Vitória – PE), onde entre seus componentes, estavam pessoas que residiam nos bairros: Redenção e Alto José Leal, na Vitória – PE, cantando hinos, onde sentíamos a Glória de Deus fortemente dentro da igreja. Em 2002, sobre as dificuldades que o conjunto estava passando, conversava sempre com ele, onde depois deixei de participar do conjunto.

A esposa, aos filhos, e, a família, que o Espírito Santo console todos vocês de modo geral. Comandante irmão Israel Batista, Geová, Jesus e o Espírito Santo, eles contabilizaram seus passos e seus esforços na obra de Deus. Venceste o bom combate. Infelizmente, não pude comparecer, pois estou residindo em outra cidade e, quando recebi a notícia, estava próximo da saída do cortejo fúnebre ao local do sepultamento. Agradecemos desde já, a todos que compareceram. COMANDANTE IRMÃO ISRAEL BATISTA! DESCANSE EM PAZ! AMÉM!

 

Bosco do Carmo

Ex-trombonista do conjunto da igreja Assembléia de Deus da cidade da Vitória de Santo Antão – PE, sob a regência do irmão Israel Batista (entre 2000/2002).

“Sou admirador desse cara” – disse Alexandre Rogério!!

“Amigo Pilako…Conheci meu amigo Jeziel com o seu show acústico que animou muito o trailer do Amigo Robô toda sexta-feira no ano de 1990, onde o garçom era nosso amigo Lavoura, o trailer ficava de esquina próximo ao Leão, você deve lembrar, era o point na época da juventude vitoriense, Jeziel que tinha na época a Banda Fricote e ai foi até hoje com a excelente Jeziel Banda Show…Alem de amigo sou admirador desse cara que é de Moreno, mas tem o coração aqui em Vitória”.

Alexandre Rogério.

Instituto Histórico convida: comemoração da Batalha das Tabocas.

Dia 02 de agosto, às 19:30hs, no Silogeu professor José Aragão, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória convida os santonenses para participarem da solenidade referente à passagem de mais um aniversário da Batalha das Tabocas.

Durante a solenidade haverá tomada de posse de novos sócios, aposição de fotos, entrega de título de sócios beneméritos, palestra do dr Fernando Guerra, eminente professor da UFPE. No final será servido coquetel acompanhado de belíssima apresentação cultural.

Vitória terá primeira noite de pocket shows da cidade.

Praça da Matriz vira cena da música independente pernambucana.

Parece que a cena artística musical independente de Vitória vem mostrando sua cara ultimamente e se depender de um grupo que nasceu através de um encontro inusitado pelas ruas, a música independente local vai ficar cada vez mais em evidência, isso porque o grupo decidiu mostrar seus trabalhos autorais em um palco no coração da cidade e para a cidade.
Trabalhando de forma paralela, o grupo formado por Leonardo, Josivel, Gerson, Rildo e Henry nasceu praticamente sob a magia do Eclipse Lunar que ocorreu na última sexta-feira (27/07/18) e enquanto conversavam sobre música numa das praças da cidade, os olhos se encontraram em um só sentimento: Vamos fazer esse evento virar um evento, e daí foi só dar asas à imaginação.
O evento também vai contar com artistas independentes do Recife, que logo se animaram em compor esse projeto. Um evento para quem é eclético e gosta de vários tipos de gêneros musicais que vão do flamenco ao Rap. O público vai contar com Antônio Hollanda, MC Speed, Rildo & A orquestra da Mata e Henry.

Quando? Dia 18/08/18
Que Horas? A partir das 20:30 da noite
Onde? Praça da Matriz

Acompanhe o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/207229146618146/

Vai perder é?

Contato: henryartistico@gmail.com

Assessoria de imprensa.

Museu Cais do Sertão: um espaço de rara beleza!!!

Em recente passagem pela Capital Pernambucana estive no Museu Cais do Sertão. O espaço, na expressão da palavra,  harmoniza o velho e o novo em um espetáculo que busca revelar à simplicidade da vida do sertanejo, ao passo que transita num universo tecnológico e futurístico sem perder a alma da ideia.

O movimento dos peixes,  circulando naquilo que representa o Rio São Francisco para a Região Nordeste, delineando toda extensão do equipamento cultural –  que vez por outra somos obrigados a “cruzar o rio” –   na qualidade de visitante, nos faz sentir vontade de mergulhar.

Como um dos maiores  propagandista da nossa terra, do nosso jeito e da nossa música o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, recebeu o merecido destaque. Observar as capas dos seus LPs e ouvir suas músicas no referido ambiente é sentir, verdadeiramente, “Orgulho de Ser Nordestino” –  como bem alardeava uma peça publicitária local.

Com relação ao espaço, de maneira geral,  poderíamos dizer que é um belo cartão de visita pernambucano para qualquer turista, seja ele de qualquer continente. Apenas, como nota fora do tom,  sublinho um detalhe,  por assim dizer……

Na sala de projeção – diga-se de passagem, muito bem equipada – um filme com duração de 16 minutos tenta contextualizar o visitante. Confesso que fiquei decepcionado com o roteiro. Na minha modesta opinião,  não diz coisa com coisa. Nem se socorreu da chamada linha do tempo para contar a vida do sertanejo –  seu calvário e suas vitórias –  nem retratou a visão holística do sertão atual. Deu-me a impressão de que o curta-metragem aprofunda e ratifica o tão incômodo preconceito contra o povo nordestino – antecipadamente peço desculpas aos produtores se não tive alcance para entender a mensagem.  Para concluir  lembro a obra do compositor santonese,  Aldenisio Tavares, que bem dialoga com sentimento do povo da nossa região, afinal, sentenciou ele: “ O Nordeste Mudou”.

Uma trinca de cientistas políticos populares…..

Na manhã de hoje (19), no centro comercial, casualmente, encontrei essa trinca  de “cientistas políticos populares” (Néneu, Ageu e Apolinário). Na ocasião, o assunto em voga era política. Com o fim da copa do mundo e, consequentemente, mais uma decepção no saco da população brasileira todas as atenções se voltam para as eleições gerais de outubro. Por enquanto, tanto lá quanto aqui, Brasília e Pernambuco, respectivamente, o jogo está aberto. Tudo poderá acontecer, inclusive NADA!!!

Imprensa da Vitória: PERCALÇOS E IDEALISMO – por Luis Nascimento.

Em grande estilo, anos atrás, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, reuniu a imprensa local para festejar o se sesquicentenário. Aliás, diga-se de passagem, ocasião muito marcante para dedicou ou ainda dedica-se à arte da pena. Revirando meus arquivos, contudo, republico o artigo, escrito pelo senhor Luis Nascimento, escrito por ocasião do centenário, em 1966. Atualmente, os tempos são outros. A internet cuidou de promover um sem número de leitores à condição de repórteres.

PERCALÇOS E IDEALISMO

A imprensa vitoriense sofreu, desde 1866, todos os percalços, dificuldades e inglórias inerentes à espécie. Viveram seus periodistas, por outro lado, os momentos culminantes da criação do jornal e da enunciação de ideias e programas, junto ao desejo de ser útil a comunidade, de consertar os erros do mundo e apontar os caminhos certos.

Continuaram eles, neste século, a amar e a sofrer, teimosamente, jungidos a um ideal, à missão de informar, de aparecer, de transmitir um pensamento, um verso, uma página literária.

Ultrapassou a casa dos trinta o número de publicações da grande família da imprensa dadas à circulação, de 1866 a 1899, na Vitória de Santo Antão. No cômputo geral dos cem anos hoje completados, subiram a mais de 170, de todos os gêneros, de vida intensa ou efêmera, fazendo surgir jornalista a granel, muitos deles perdendo o título rapidamente, outros altenando-se no conceito da imprensa regional ou nacional.

Esta terra de tantas tradições históricas tem, indubitavelmente, a primazia da imprensa no interior do Estado, uma primazia que honra Pernambuco, do mesmo modo que a imprensa de Pernambuco honra o Brasil.

Luis Nascimento
Originalmente publicado na REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – VOL. I – 1968.

 

Academia Vitoriense de Letras: GALERIA DOS PATRONOS.

Com  reunião festiva, na manhã do domingo (08), aconteceu no histórico prédio do “Sobradinho” – Rua Imperial 81 – a inauguração da Galeria dos Patronos da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Sob a coordenação do seu presidente – professor Serafim Lemos – o encontro cultural, por assim dizer, congregou  acadêmicos e convidados para exaltar a obra dos vinte e cinco santonenses que configuram-se  em objetos de estudos e pesquisas, no que se refere à vida e ao conjunto de conhecimento por eles legados às gerações vindouras.

Na ocasião, após o simbólico corte da fita inaugural, o acadêmico Pedro Ferrer usou da palavra para um breve histórico dos patronos. Veja os vídeos.

Com pouco mais de uma década de atuação na nossa cidade a AVLAC, entre outras coisas, se propõe a promover conhecimento e cultura na cidade de Diogo de Braga. Aqui e alhures não é tarefa das mais fáceis congregar pessoas que se propõe investir seu tempo e seus sempre curtos recursos financeiros em promoções culturais coletivas. Nesse contexto, porém, aos poucos e de maneira consistente, a AVLAC segue ganhando “corpo” e se materializando,  naquilo que imaginou o seu principal pensante e construtor: MELCHISEDEC.

Como nem sempre selecionar as melhores “cabeças” da cidade é possível, em função das distâncias naturais entre o mundo utópico e o mundo real,  algo próprio de quem pensa fora da caixa, a entidade, genuinamente vitoriense, segue na sua missão e na sua marcha. Afinal,  o tempo nunca esperou por aqueles que apenas viveu e vive no campo das ideias. Quando as ideias dialogam em sintonia com o agir o fato nasce ecologicamente, a vida floresce e o fruto – pouco ou muito –  alimenta a coletividade.