O “CAUSO” EIKE BATISTA

Num país de salário mínimo abaixo de mil reais e 14 milhões de desempregados, seria de estranhar que um empresário que tem 52 milhões para pagar de fiança ficasse acocorado no xadrez.

Aliás, bom salientar, o empresário, depois que quebrou, financeiramente, ainda tem 2,9 bilhões de dólares. Daí, sua nora, Lunara Campos, muito contente, comemorar sua saída, a bordo de uma lancha muito massa.

Porém, a defesa de Eike Batista afirmou que os seus bens estão bloqueados pela Justiça, não podendo, portanto, sacar o valor arbitrado.

Será uma manobra para ficar na mansão sem pagar a fiança? Ou será que irão desbloquear todo o dinheiro para ele pagar a fiança e ficar com uma laminha no bolso? Ou será que estarão confundindo uma coisa séria com uma brincadeira, um “caso” com um “causo”?

Sosígenes Bittencourt

Martins – O Apaixonado do Brega

Hoje disponibilizamos a música “Minhas Qualidades”, de autoria de Martins. A música é integrande do álbum “Martins – O Apaixonado do Brega”.

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Aldenisio Tavares

Roda de Capoeira na Matriz: um símbolo de resistência de uma das matrizes do povo brasileiro.

Ao observarmos uma “roda de capoeira” no Pátio da Matriz, por exemplo, cena comum para os dias de hoje – tal como ocorreu na tarde do último domingo (30) – não é fácil entender, excluindo-se aí os envolvidos com a causa, que por trás dessa alegre ritualística exista uma história com forte carga cultural marcada, aliás, por muito simbolismo, luta intensa, preconceito demasiado e, ao longo do tempo, muitas vitorias transformadora.

Se nos dias atuais a capoeira, aos olhos dos mais velhos e conservadores, ainda é vista pelas lentes enviesadas da discriminação, fruto histórico da perseguição e da proibição do passado, o mesmo não podemos dizer do reconhecimento e da magnitude representativa que a mesma alcançou, no nosso País e fora dele.

A origem dessa verdadeira e legitima expressão nacional que nos apresenta um pouco de arte marcial, dança, esporte e musicalidade, remonta, na sua essência, um pouco do ritual que ocorria no Continente Africano, mais precisamente na região de Angola. Naquela ocasião – Século  XVII – comemorava-se  a iniciação dos jovens da tribo na vida adulta. Lá, ocorria, então, lutas com os guerreiros mais velhos e experientes, sempre animadas e marcadas pelo som dos atabaques. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta.

Pois bem, com a intensificação do tráfico negreiro, estabelecido pelos invasores Europeus entre suas colônias – África e Brasil – formou-se, então, um fortíssimo elo étnico  que, juntamente com os índios e português, constituíram-se na base da miscigenação e formação da nação brasileira – apesar de toda negação e perseguição da Igreja Católica, à época.


Nesse contexto a capoeira surgiu e ganhou força, na medida em que os negros escravizados, mesmo em maior numero, precisavam se defender dos colonos (capital do mato) armados e amparados pelas Leis vigentes. Nas senzalas e principalmente nos chamados “quilombos” a capoeira ganhou força e espaço para se desenvolver.

Com a libertação dos escravos, em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, onde o negro foi “entregue a própria sorte”, uma vez que o debate central se ateve ao direito ou não de indenização aos senhores proprietários dos escravizados,  os negros formaram uma grande massa de indigentes, vagando pelos grandes centros urbanos e, consequentemente,  juntamente com a capoeira, discriminados mais uma vez.

Nas primeiras décadas do século passado (XX), aos poucos, a capoeira foi ganhando mais espaço, sobretudo nos grandes centros. Ao longo dos anos a capoeira avançou na qualidade de expressão cultural representativa, inclusive, sendo reconhecida e registrada pelo IPHAN, em 2008, com base nos inventários realizados nos  Estados de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro,  como “BEM CULTURAL”. Já em novembro de 2014 a “RODA DE CAPOEIRA” foi condecorada pela UNESCO,  como Patrimônio Cultural Imaterial DA HUMANIDADE.

Portanto, para nós brasileiros, a capoeira é uma das mais fortes expressões representativa da nossa gente. Ela representa, entra tantas, uma história de resistência e lealdade às nossas origens. Aos que a rejeitam e a discriminam,  aconselho um pouco mais de tolerância e entendimento histórico. Veja o vídeo:

Professor Serafim Lemos, membro da AVLAC, defendeu o legado do seu patrono, João Cleofas de Oliveira.

Na noite do sábado (29), o acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – professor Serafim Lemos, promoveu a defesa do seu Patrono, João Claofas de Oliveira. O evento de caráter cultural ocorreu no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Entre outras coisas realçada pelo acadêmico Serafim Lemos, sobre um dos mais importantes vitorienses de todos os tempos, sobretudo na ceara política, João Cleofas de Oliveira, foi do comprometimento perene com o desenvolvimento econômico e social da sua terra natal, Vitória de Santo Antão. O hospital João Murilo, entre tantas outras obras, é um dos legados por ele deixado, valendo salientar: que foram muito além  “do cal e da pedra”. Veja o vídeo:

Alarme na Matriz: defeito ou estratégica de marketing?

Na qualidade de frequentador do Pátio da Matriz, sou testemunha ocular de uma perturbação intermitente que vem ocorrendo há mais ou menos um mês. A bronca é a seguinte: em um dos estabelecimentos comerciais da localidade um equipamento de alarme foi instalado e, certamente, por está com defeito, dispara constantemente. O barulho por ele provocado, sem a função devida, causa incômodo aos vizinhos, transeuntes e a todos que buscam no espaço público (praça) um momento de lazer. Na noite de ontem (01), por exemplo, feriado nacional, o alarme disparou várias vezes, causando a indignação do nosso amigo, professor Rogério. Veja o vídeo:

Por ocasião desse mesmo barulho, outro dia, um sujeito sentado à mesa, que já havia tomados umas e outras, disse que esse problema não seria um  defeito e sim,  uma espécie de estratégica de marketing, para chamar a atenção das pessoas. Pois,  se isso vem ocorrendo com frequência e os donos do estabelecimento não tomam uma atitude, algum retorno  positivo deve estar  lhes trazendo.

Bem, digo apenas uma coisa: se o alarme foi colocado para denunciar alguma ação relacionada a um possível arrombamento, doravante, vai perder a função.

Momento Grau Técnico Vitória

Gosta de ler nas horas vagas? Temos uma dica de leitura para você: o livro “O poder do hábito”, de Charles Duhigg. Segundo o autor, a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar os filhos, tornar-se mais produtivo, criar empresas revolucionárias e alcançar o sucesso é entender como os hábitos funcionam. Uma ótima leitura para quem busca um futuro inovador. #GrauTecnico#DicadeLeitura

Cacá Soares

Com a música “Uma Chance“, Cacá Soares encanta. A música é de autoria dos vitorienses Samuka Voice, Cacá Soares e deste colunista. Ela faz parte do primeiro álbum do cantor, com participação especial de Bruna KellyOuça!

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Aldenisio Tavares

O péssimo e caro serviço de transporte público local: e agora, prefeito Aglailson Junior, mexer ou deixa como tá?

Apesar das muitas formas de locomoção coletiva, públicas e privadas, o ônibus, nas médias e grandes cidades, se configura como peça fundamental na chamada mobilidade urbana. Aliás, tanto a ideia quanto o conceito e até o nome (ônibus) que conhecemos hoje,  advém da França. No nosso Brasil o primeiro transporte dessa natureza surgiu em 1817, no Rio de Janeiro. Naquela ocasião  D. João VI concedeu ao sargento-mor da Guarda Real e também seu barbeiro, Sebastião Fábregas de Suriguê, as primeiras  concessões de transporte de pessoas. As linhas, por assim dizer,  já cumpriam itinerário, tarifa e horário previstos e faziam o seguinte percurso: Praça XV – Quinta da Boa Vista e Praça XV- Fazenda de Santa Cruz.

Já na nossa cidade, conta a historiografia, que antes da chegada do trem, em 1886, os conterrâneos mais abastados financeiramente faziam seus deslocamentos à Capital em luxuosas carruagens  ou cabriolet, disponíveis, à época, como se hoje fossem uma espécie de locação de helicóptero. O ponto de partida era do local, hoje,  conhecido como Praça Leão Coroado, antes e após a construção da Estação,  também chamada de “Largo da Estação”. Mais adiante, os vitorienses conviveram com a “sopa” – simpático nome do ônibus que levava passageiros ao Recife.

Pois bem, o transporte coletivo de passageiro, com o passar das décadas, tornou-se uma ferramenta vital para o crescimento das cidades, diga-se de passagem. À necessidade do deslocamento das pessoas – moradoras dos perímetros urbano e rural – deve ser encarado como algo de fundamental importância, sobretudo pelas administrações publicas,  reais detentores constitucional da regulamentação, organização e fiscalização do segmento aludido.

Digo tudo isso para adentrar na questão atual do transporte público local. Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, avançou do ponto de vista populacional, econômico e social ao ponto de  ostentarmos, inclusive,  o título de Capital da Zona da Mata, mas, infelizmente,  continuamos operando com um sistema quase “artesanal”, no que diz respeito ao transporte coletivo público.

Entra prefeito, sai prefeito, fica prefeito e até agora nenhum sujeito desses, teve interesse em organizar o setor. Nesse caso, então, caberia várias perguntas: O que há, de tão misterioso nesse segmento que as correntes políticas se revezam no poder e mantém tudo do mesmo jeito? Qual o segredo que existe nesse segmento,  que ninguém quer revelar? O que tem dentro dessa “caixa-preta”, que nenhum governante quer interferir? Que relação deve permear os interesses dos proprietários das linhas de ônibus em detrimentos às necessidades prementes da população? São muitas perguntas e quase nenhuma resposta…………….

Fica evidente que enquanto tudo isso não for “destravado” –  com a exceção de alguns poucos – todos saem perdendo, principalmente a nossa já castigada população, sobretudo os de menor poder aquisitivo. Nos três principais modais de locomoção pública local – ônibus, taxi e mototaxis – existem problemas estruturais “eternos”,  há décadas,  e nada de solução, por parte da prefeitura.

Na questão do TAXI, não obstante a gestão do Governo de Todos haver iniciado  a aplicação do taxímetro, existem “taxistas” que “rodam”,  há mais de vinte anos,  sem a chamada “placa vermelha”, curiosamente, na outra ponta,  existem pessoas que tem a concessão apenas para ganhar os benefícios da aquisição no carro “OKM” e  o pior: para mantê-los na  garagem,  para uso estritamente particular e, em alguns casos, segundo informações de pessoas do ramo,  já morando fora da nossa cidade. Esse é apenas um dos problemas.

Com relação aos mototaxistas a bagunça é a regra. Não existe, por parte da prefeitura, nenhum tipo de controle. Qualquer pessoa, habilitada ou não, que quiser prestar o referido serviço,  o faz até com  uma moto roubada e adultera. É só colocar um colete qualquer e meter bronca!! Ao subir numa moto, o passageiro, coitado,  sem saber, pode estar embarcando na última viagem da sua vida.

No quesito ônibus (coletivo urbano) a população parece continuar vivendo no período da escravidão, pois são obrigados a embarcar em veículos  velhos, sem nenhuma manutenção, com funcionários desqualificados para a função e ainda pagar um preço injusto. Apenas a título de ilustração, por exemplo, com menos de R$ 10,00 – partindo da Vitória – um passageiro chega ao Shopping Center Recife (+ ou – 65 km),  em compensação o mesmo passageiro, partindo do Lídia Queiroz (+ ou – 3 km), para chegar ao Vitória Park Shopping, tem que pegar dois ônibus e  ainda pagar quase R$ 5,00. Para o mesmo local (Shopping Vitória), se o passageiro estiver no bairro de Lagoa Redonda, por exemplo,  e quiser seguir numa moto, haverá de pagar R$ 7,00, “sem choro nem vela”.

A classe média da nossa cidade não convive com essa distorção,  pelo fato de não se utilizar dos sistemas públicos de transporte, passando longe do problema. Com pouca informação  e sem poder de reação, a população mais pobre da nossa cidade “come o pão que o diabo amassou”,  na mão dos donos das empresas de ônibus  e ainda são obrigados a pagar um preço muito além do razoável.

Portanto, esse e outros problemas deveriam ser objetos de estudo do novo prefeito,  Aglailson Junior. Não se pode fazer uma cidade avançar, nos mais variados segmentos – social, econômica e etc – sem que se quebre velhas práticas,  vícios e sistemas,   que apenas favoreçam uma pequena classe, aliás,  já privilegiada.  De modo a pensar, daqui pra frente, que o novo gestor possa criar  um  ambiente,  nesse segmento,  com  mais transparência e respeito ao povo pois,  só assim,  estaria abrindo um novo ciclo na administração pública local. Caso contrário, se deixar tudo como está,  e continuar  “empurrando com a barriga”,  será MAIS UM DOS MESMOS, ou seja: A MESMA COISA.

BICHOS NAS RUAS: Só após a pamonha do São João!!

Através das redes sociais tomei conhecimento de algumas atividades do vereador Lourinaldo Junior. Respaldado pelas urnas, logo na sua primeira disputa, como um dos postulantes mais votado da cidade o jovem edil vem adotando postura de cobrança, em relação ao Poder Executivo. Independente de correntes políticas e de interesses particulares, a população espera que os nobres vereadores atuem com afinco, na missão que lhes foi conferido pelo voto popular. Segue, abaixo, reprodução da postagem do referido vereador:

“Na última sessão (20.04.17) destacamos alguns requerimentos:
• Retirada dos animais de grande porte das vias públicas que provocam grandes riscos à população.
• Contenções laterais da Ponte do Dique: Requeremos em caráter de urgência a reforma da mesma que encontra-se danificada.
• Visita nas escolas: Parabenizando a Diretora da Escola de Natuba por sua competência, destacando as dificuldades como falta de bancas e de profissionais, rodízios de aula que vem gerando uma preocupação com o desempenho do aluno e com o cumprimento do calendário escolar, assim como também ocorre na Faculdade da Criança no bairro do Lídia Queiroz.
• Posto de Natuba: Encontra-se em condições precárias, passando por grandes dificuldades sem funcionamento das salas odontológicas e de vacinação.
• Posto do Lídia Queiroz: Encontra-se em ótimas condições físicas e funcionais, porém, há falta de segurança.

Foram roubados equipamentos, televisão e assim também como foi relatado pelo vereador João Erodilson Teofilo dos Santos, há falta de medicamentos”.

Lourinaldo Junior.

Pois bem, aqui, nesse momento, irei apenas comentar sobre uma das suas solicitações, ou seja: retirada dos animais de grande porte das vias públicas, isso porque essa é uma pauta antiga do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako.

Com a mudança do comando na gestão local,  procurei, na medida do possível, nesse início de administração, filtrar os assuntos pertinentes às atividades governamentais locais. Evidentemente, é natural que se precise de um tempo mínimo para ajustar a “máquina”.

Sobre o referido assunto – bichos nas ruas – por ocasião de uma reunião no Ministério Público local, ocorrida no inicio do mês de fevereiro (2017), para tratativas atinentes ao carnaval, questionei o sempre simpático  e amigo, Bio da Morepe, atual secretário de serviços públicos, sobre o tema.

Após as suas explicações, realçando as dificuldades administrativas,  em praticamente todas as áreas, disse-lhe que o blog do Pilako iria dá uma“refresco” de seis meses nas cobranças,  relacionada aos bichos soltos nas ruas.

Vale salientar que a gestão anterior passou oito anos e não conseguiu solucionar o problema, apesar de haver tentado várias vezes,  e fracassado em todas as tentativas. Para essa missão,  inclusive, o chefe do executivo, à época,  escalou vários atores para essa empreitada. Começou com Roberto Silva, depois passou pelas mãos de Roberto Bezerra, seguindo por Beto Lira, depois num sei quem, mais num sei quem, para depois deixar banda voou mesmo….

Pare encerrar, contudo, espero que esse grave problema de saúde pública e até de segurança, como bem aventou o vereador Lourinado Junior,  que aliás, já demonstrou, na questão em tela,  ser menos paciente do que o blogueiro que vos fala (escreve), gostaria de dizer, portanto, que na questão dos bichos soltos nas ruas, o amigo Bio da Morepe só vai ser cobrado, por mim, só após a pamonha das festividades juninas, esse é o tempo que julgo razoável,  para começar minhas cobranças….