Momento Cultural: Cérebro – por Henrique de Holanda

Henrique-de-Holanda-Cavalcanti-3

Na mocidade,

a razão quase sempre se encandeia,

tornando a vida uma mera ingenuidade.

O cérebro da humana criatura

– quem é moço concebe

ser uma taça de ilusões bem cheia

que o coração segura e a alma bebe.

Mas, a velhice vem

fermentando a bebida outrora pura…

e o coração, que forças já não tem,

vendo a alma fugir, derrama a taça,

que ao se precipitar de grande altura

no chão se despedaça…

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 25).

MANIFESTANTES E MANIFESTADOS

Vandalismo é ódio desorganizado. O sujeito que arenga com a esposa e chuta o cocão do cachorrinho não sabe o que faz com o ódio que sente, não está revoltado, está manifestado. Antigamente, dir-se-ia que estaria com o cão no couro.

Nas passeatas de protesto, existem MANIFESTANTES e MANIFESTADOS. O mascarado que revira o automóvel de um desconhecido, mordido de raiva com o fermente amargo da corrupção nossa de cada dia, perdeu o juízo, está drogado pelo ódio.

Os episódios de rua que ora testemunhamos revelam o desrespeito da infiltração de baderneiros nos protestos. Quem pede justiça, não pode cometer injustiça, e desordeiro não quer a ordem, quer a desordem.

Odiar a classe política e atear fogo em ônibus, quebrar vitrine de loja, impedir que uma ambulância socorra um enfermo, que um trabalhador chegue ao emprego, um aluno vá à escola, não é um manifestante reivindicando Justiça, é um manifestado se comprometendo com a Justiça.

Prudente abraço!

Moradores da Vitória vivendo num “mar de bosta”!!


De maneira geral a vida não está fácil para ninguém. Se já não bastasse todas as dificuldades do stress diário, atualmente, nós brasileiros,  estamos na “crista da onda” do fantasma do desemprego. Para os pernambucanos, pontualmente falando, a “nuvem negra” da violência parece haver pairado  sobre nossas cabeças. No nosso torrão, Vitória de Santo Antão, a população permanece em compasso de espera, pois, até o presente momento, a nova gestão municipal ainda não colocou a mão na massa. Contudo, se não bastasse todos esses percalços, para os moradores da Rua 14 e adjacências, bairro da Bela Vista, as coisas conseguem ficar ainda pior. Para esse pessoal, literalmente, a vida tem sido um “mar de lama” (para não dizer “mar de bosta”).


Pois bem, recentemente, recebi um pedido de “help”. Um morador da referida comunidade, entre outras coisas, disse-me que lá, as pessoas estão sofrendo muito por conta dos transtornos causado pelo estouro de um esgotamento sanitário. É importante dizer: O PROBLEMA NÃO NOVO. Entre pioras e melhoras, se arrasta por anos, e ninguém dá jeito. Lamentou o dito cujo.

Ao longo da via pública corre, perenemente, água fétida e tudo mais que se possa imaginar de dejetos, naturalmente, impróprios para se viver bem, sobretudo para as crianças, principais vítimas desse descaso.

Ainda segundo o morador, os pequenos comércios da localidade – banca de frutas, pizzaria, mercadinho e etc -, Além dos efeitos da desaceleração da macroeconomia, os “coitados” estão perdendo os fregueses, pois quem “diabo” vai querer meter o pé na “bosta” para comprar alguma coisa ou fazer um lanche?

Pois bem, após observarmos os muitos registros fotográficos, enviado pelo aflito, desolado e revoltado morador resta-nos, na qualidade de imprensa, indagar as autoridades do município: qual foi o pecado  ou os pecados cometidos por esses moradores? Por que é que até agora as “senhoras” COMPESA E PREFEITURA, não tomaram uma atitude? Será mesmo que esse pessoal tem obrigação de  viver na bosta?

Com a palavra os responsáveis pelo descaso e inoperância…

Silvio Serralheiro é destaque empresarial.

Recentemente o amigo empresário vitoriense, Silvio Serralheiro, recebeu o Prêmio Destaque Empresarial na vizinha cidade de Glória do Goitá. Esse tipo de notícia, para quem o conhece e goza da sua amizade, é motivo de alegria. Silvio é um sujeito “sangue bom”. Portador de  um estilo próprio, é guerreiro e avança com naturalidade, nas mais diversas áreas de  que atua. Portanto, segue nossos parabéns ao amigo Silvio Serralheiro.

Momento Cultural: Quando – por Stephem Beltrão

1013677_10200249617738296_1867956990_n

Quando você pensa que estou triste

Estou alegre

Quando você pensa que estou mal

Estou bem

Quando você pensa que estou perdido

Estou no rumo

Quando você pensa que estou dormindo

Estou acordado

Quando você pensa que estou só

Estou acompanhado

Quando você pensa que estou embriagado

Estou sóbrio

Quando você pensa que estou caído

Estou erguido.

Enquanto você achar que estou quebrado

Prosseguirei inteiro

Enquanto você achar que sou apagado

Serei acesso

Enquanto você achar que vivo doente

Estarei sadio

Enquanto você achar que fico preso

Serei libertado

Enquanto você achar que ando sofrendo

Permanecerei feliz

Enquanto você achar que ando chorando

Seguirei sorrindo

Enquanto você achar que já morri

Continuarei vivo.

Compositor Aldensio Tavares: virando mais uma folha do calendário.

Hoje é dia de parabenizar nosso colunista, Aldenisio Tavares, por mais uma passagem natalícia. Na qualidade de consagrado compositor vitoriense, Aldenisio, tornou-se uma espécie de patrimônio vivo dos antonenses. Do carnaval ao religioso, do brega ao forró e do romântico à batida descartável, Aldenisio, com sua versatilidade e sensibilidade, já musicou, em verso e prosa, nossa Vitória de Santo Antão nas mais diferentes configurações. Parabéns amigo!! Que a natureza lhe conceda pelos menos mais uns cem anos de vida!!!

EMPULHAÇÃO BANCÁRIA

Ontem, um funcionário de um banco me telefonou, pronunciando o meu nome assustadoramente errado, me intimando a comparecer numa agência bancária para me inteirar do encerramento de minha conta corrente por falta de movimentação e de uma ação judicial que havia contra mim.

O cidadão foi tão lacônico, tão breve, que eu nem pude perguntar se havia alguma ação judicial movida contra algum assaltante de banco.

Obviamente, o banco deve estar com saudade do tempo em que eu movimentava minha conta corrente, e ele podia beliscar, despudoradamente, o meu salário.

A empulhação é tão hilária que dá, direitinho, para relembrar aqui o dramaturgo alemão Bertolt Brecht: O que é um assalto a um banco, comparado com a fundação de um banco?

Sosígenes Bittencourt