Momento Grau Técnico Vitória

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DAS ADVERTÊNCIAS DOS PERIGOS SÃO-JOANINOS

Não solte fogos de artifício.
Queimadura é o maior suplício.

Não solte fogos na cozinha.
Você pode virar cardápio.

Não solte fogos, segurando com os dedos.
Você pode perder a cabeça e os dedos.

Não aponte os fogos pra ninguém.
Isso pode gerar um debate, em júri popular,
sobre a diferença entre “culpa” e “dolo”.

Não deixe criança junto de fogueira.
Ela pode querer medir a temperatura do fogo
com a palma da mão.

Não jogue álcool na fogueira –
respeitabilíssimo suicida –
a garrafa pode explodir.

Não pule a fogueira, de nádegas sintéticas.
Você pode virar um foguete.

Não corra em chamas, pois o vento
servirá de abano. Role pelo chão,
à maneira dos desesperados.

Sosígenes Bittencourt

Trânsito da Vitória: menos carros nas ruas e nenhum planejamento ou ação!!

A crise econômica nacional é real. O ritmo da atividade mercantil desacelerou com força. Disso, ninguém tem mais dúvida. Aqui e acolá, alguns segmentos isolados veem avançado, mas no conjunto macroeconômico, indiscutivelmente estamos com o “frei de mão” puxado.

Pois bem, nesse contexto preocupante, que afeta a vida de todos, encontrei uma boa notícia que alenta o caos, na chamada mobilidade urbana. Segundo pesquisa realizada em nosso estado, retratando o crescimento da frota, estamos com menos veículos nas ruas, se comparado com anos anteriores. Em 2016, por exemplo, segundo registros do DETRAN, tivemos menos de 1% de crescimento da frota da cidade do Recife, bem diferente dos 8.8% registrado em 2010.

Não seria, portanto, nenhum absurdo dizer que na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, essa também tenha sido a tendência, até porque nosso município não é uma ilha isolada. Propõe, então, os estudiosos na matéria – MOBILIDADE – esse ser um momento importante para adoção de medidas, com vistas à implantação de novos projetos viários visto que, há, em certa medida, um ambiente “menos mutante”, por assim dizer.

Partindo dessa premissa imagino haver, por parte dos técnicos da nossa AGTRAN,  algum estudo e planejamento pronto para ser aplicado no nosso caótico trânsito, pois, por incrível que possa parecer, entre tantos outros problemas até hoje,  só temos uma via ligando os dois mais importantes bairros da cidade (Matriz ao Livramento), nos deslocamentos pelo centro.

No que diz respeito ao tráfego da movimentada Avenida Henrique de Holanda, urge uma imperiosa necessidade de disciplinamento . Por exemplo: trafegar na referida via, no trecho da subida para o Alto do Reservatório e no acesso à Avenida Mariana Amália  é algo  muito arriscado,  tal qual um  “Globo da Morte”.

Contudo, concluo dizendo que já estamos no sexto mês da nova administração municipal e os problemas viários da nossa cidade continuam. Até o presente momento, nem o anuncio de um planejamento, muito menos uma ação concreta no contexto do caótico trânsito local.

Revista Novo Horizonte: UMA BOA LEITURA!

 

Pelas mãos do amigo e sempre animado repórter, José Sebastian, recebi a 17ª edição da Revista Novo Horizonte, enviada pelo poeta vitoriense e não menos amigo, Stephen Beltrão. Aliás, diga-se de passagem: essa não é a primeira vez.

A Revista Novo Horizonte é uma delícia. Bem escrita e com artigos diversificados, que vão de “A” a “Z”, nos enriquece, assim como nos acalma propiciando, contudo, boas reflexões.

Na qualidade de artesão textual e coletor dos melhores verbos,  o nobre companheiros da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –,  Stephen Beltrão, também grafou nas páginas dessa edição um artigo sobre o CARNAVAL DA VITÓRIA.

Portanto, registro aqui, nas páginas do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do PIlako, meus agradecimentos  ao Stephen e a todos os cronistas meus parabéns, pelos excelentes artigos.

CineClube Avalovara

Depois do nosso encontro no último dia 23 de abril, e pensando na importância de seguirmos juntos, anunciamos e convidamos a todas e todos para nossa sessão de junho, que aterrissa no continente europeu, mais precisamente na União Soviética, com a exibição do longa-metragem “Vá e Veja” (1985), do diretor Elem Klimov.

O clima do filme é de perturbação, a partir do qual somos inevitavelmente imersos no caos da guerra e nos mais variados distúrbios – físicos, morais, psicológicos etc – causados por ela. Se a partir da perplexidade nos é impossível pensar o mundo, “Vá e Veja” é um ótimo instrumento para tal reflexão: pensar o mundo, a guerra, a história e repudiar todas as políticas que incitam isso; pensar o momento conturbado que estamos vivendo e lutar dentro dos nossos limites pelos acordos de paz.

A sessão desse mês será domingo, dia 18/06, às 17h. Convida aí todo mundo pra compartilhar desse momento com a gente!

O Cineclube Avalovara tem apoio do Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão (IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC).

SINOPSE
“Depois de encontrar um velho rifle, jovem de 13 anos é cooptado e se junta a um grupo de guerrilheiros. Após ser esquecido no acampamento pelos companheiros, ele inicia uma jornada sem rumo e presencia os horrores da guerra.

Filme baseado nas experiências de Ales Adamovich, que lutou com partisans russos na Bielorrúsia em 1943, onde nazistas sistematicamente incendiaram 600 aldeias e massacraram seus habitantes.”

SERVIÇO
Cineclube Avalovara apresenta “Vá e Veja”
Classificação indicativa: 16 anos
Data e hora: 18/06/2017 (dom), às 17h
Local: Silogeu do IHGVSA
Entrada Franca

Momento Cultural: Nesse café recifence (poesia) – por Rildo de Deus

No tempo que eu era elfo
e não sentia cheiro da morte,
comia flor e semente,
nozes, muitas nozes

Bebia néctar nas flores,
vivia na luz do sol
QUENTE
Topei certa vez com uma vampiro
Que me achou pelo rastro
de meu sangue ardente
Bebeu-me a vida
Depois limpou a boca
como se limpa precedendo a lapada
do quartinho de aguardente

Gula vampiresca,
estupidez de ignorantes
No meu corpo só corria ambrosia
Comida de deuses

Ela caiu envenenada
Melhor que tivesse me engolido,
como fazem com os bois,
as serpentes.
Fomos amaldiçoados,
mesmo assim, eu inocente
Aqueles dente afiado
me tirou o sangue ardente

Já era, eu imortal,
elfo só tem precedente
Vampiro é tipo fino
Pena que come gente

Entre os vampiros
me considerarão pária.
Entre os elfos
eu caminhava pueril.
Era um ser do dia,
beijava girassóis,
Imortal, ser como um rio,
Pincel, pincéis, rouxinóis
Considerado entre eles
não é o que foi transformado
Mas, o que se tornou, por si;
Nobre, bonito, inteligente
A primeira noite que passei acordado,
foi por causa que me cresciam os dentes;
caninos felinos,
Unicúspides, alvo, crescentes

Grito, pro sol quando ele nasce:
Não me mate!
Me salve! Me salve! Me Salve!
Mãe foi quem desceu
logo, seu nome é Aurora
Só olhava e dizia:
Se afaste!, se afaste!, afaste!

Tu eis filho meu,
por Eu eis amado
Você agora é notívago
do escuro faça seu reinado
Nas trevas tem luz,
você precisa encontrar
Espelho não tem, ali não procure
Primário e secundário, reflexo você já perdeu

Seja feliz meu filho,
todo mudou e você cresceu
Agora eis vampiro
Vá embora, vá embora
Já amanheceu.

Rildo de Deus é Escritor e Estudante de Filosofia da UFPE

Momento Grau Técnico Vitória

Manter um currículo atualizado em sites de vagas é fundamental para quem está buscando espaço no mercado de trabalho. Fique atento especialmente a detalhes de contato, como email e número de telefone. Também mantenha atualizados os dados referentes a formação profissional. Sempre que começar um novo curso, inclua as novas informações. Nunca se sabe quando um possível empregador irá acessar os seus dados!#GrauTecnico #Empregabilidade

Fragmentos – Sosígenes Bittencourt

João Doria não é craque em tratamento de droga,

é uma droga para usuário de crack.

Mandaram dedetizar a Cracolândia e, agora,

estão baratinados com os drogados.

Internar usuário de droga, na marra,

é como querer protegê-lo dele mesmo

ou puni-lo por tentativa de suicídio.

Aonde o usuário de droga for, o traficante irá atrás.

A Cracolândia não é um lugar, é um destino.

A droga não transforma o homem numa pessoa má,

apenas revela a pessoa que há.

Sosígenes Bittencourt

(IN)JUSTIÇA ELEITORAL: aqui, lá e em todo Brasil.

Aos poucos os eleitores brasileiros estão começando a entender que a nossa Justiça Eleitoral é uma grande piada. Um grande “faz de contas”. Algo que só existe no papel  e que as vezes também serve para “criar” situações, ratificando, assim,  espaços para os  componentes do “clube”.

Além de cara e ineficiente a Justiça Eleitoral não fiscaliza nada. Devemos  lembrar que todas as prestações de contas eleitorais, desses políticos envolvidos e condenados pela Operação Lava Jato,  já haviam sido, antes, analisadas e aprovadas pela “rigorosa” Justiça Eleitoral, pelos órgãos competentes, inclusive a chapa  Dilma\Temer.

À cada eleição um novo enquadramento. Em cada disputa, novos “grandes problemas” surgem: o tamanho do adesivo, o tipo de cola ou textura da tinta que se deverá usar nas pinturas dos muros, se o eleitor, no dia da eleição, poderá ou não votar com a camisa na cor do seu partido, patatí patatá, blablá blablalá e etc.

Apenas para ilustrar, na prática, a utopia contábil que ocorre nas campanhas políticas em todo Brasil, no que diz respeito às prestações de contas dos candidatos, no último pleito eleitoral (2016), levando-se em consideração vários fatores, a própria Justiça Eleitoral estabeleceu limites máximos para as chamadas “despesas de campanha”, o que em si já é algo esquisito.

Aqui na nossa cidade,  Vitória de Santo Antão, por exemplo, um postulante ao cargo de vereador, durante toda sua campanha, a rigor, só poderia gastar no máximo R$ 31.540.23.

Pois bem, fechada a contabilidade de todos os candidatos, é possível encontrar,  fiscalizada, auditada e aprovada pela “rigorosa” justiça eleitoral brasileira, um vereador eleito com investimento de pouco mais de R$1.600,00 (hum mil e setecentos reais). Será que dá para acreditar, que existe alguma seriedade num tribunal que julga e aprova um teatro dessa natureza?

Assim como o comercio varejista tem sua datas especiais (natal, dia das mães e etc) à atividade política profissional tem no período eleitoral uma das suas melhores “safras”. Ao contrário do que pensa os incautos os políticos profissionais, mesmo “distribuindo” dinheiro, aqui e acolá, no período da eleição, ao final da mesma, o seu fluxo de caixa sempre ficará no positivo, nunca no negativo. Se assim não ocorrer foi fruto do  amadorismo. Parece que só quem não sabe disso é a Justiça Eleitoral Brasileira.

Referindo-me ao “épico” embate, ocorrido recentemente no TSE – Corte Suprema da nossa Justiça Eleitoral -,  confesso que não fiquei surpreso com o veredicto. No meu modesto entendimento, os ilustres ministros apenas reproduziram, ao vivo, para todo País, um grande teatro, uma grande encenação.

Quem sai batendo a porta quer voltar”. “Quando se esquece, rasga, não se rabisca agenda”,  Diz trechos de canções populares.  Quem quer julgar com altivez à lisura de um processo eleitoral, para um mandato de quarenta e oito meses, não pode esperar que o mesmo chegue a ser exercido por dois terços (trinta meses), para fazê-lo, sob pena de ser obrigado a curvar-se aos interesses alheios ao rito processual e, sobretudo, às macro-consequências.

Analisar o ato jurídico pelo prisma dos discursos proferidos, pelas frases  de efeitos, teses e citações gregas é seguir pela trilha traçada, antes, pelos “noveleiros de toga”.

A decisão, no contexto atual, do ponto de vista prático, talvez tenha sido a mais acertada. Ao final da peça, o herói foi o relator – Herman Benjamim – e o vilão, o protagonista do voto de minerva – presidente Gilmar Mendes. Aos olhos da história os dois serão julgados por várias réguas. Os demais serão cartas fora do baralho.

Difícil mesmo ficou para os professores que atuam nos cursos de direito, explicar aos seus alunos, aspirantes a advogados,  o que foi que aconteceu naquele julgamento, onde provas foi algo irrelevante e desprezível. Sugiro, contudo, à inclusão urgente de uma nova cadeira na grade curricular das universidades que ensinam o bom direito, ou seja: “ciência política”.

Concluo, portanto, trazendo à luz o eterno o Rui Barbosa: “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifestada”.

Atletas vitorienses se destacam em competição estadual de Jiu-Jitsu

Nesse último domingo, 11 de junho de 2017, ocorreu na cidade do Recife a segunda etapa do Campeonato Pernambucano de Jiu-Jitsu, evento organizado pela Federação Pernambucana de Jiu-Jitsu Esportivo.

Participaram da competição, entre outros,  três vitorienses, os quais pelo eficiente desempenho trouxeram para a terra das tabocas três medalhas, sendo duas ouros e uma de bronze.

O advogado e professor de Jiu-Jitsu em Vitória de Santo Antão, André Gouveia, sagrou-se campeão pernambucano em sua categoria – faixa marrom até 88 quilos. “Estou muito contente em retornar às competições, sempre fui bastante competitivo, e esse ano só havia participado apenas uma vez. O fato de iniciar um trabalho, dando aulas de Jiu-Jitsu me incentivou a retornar às competições” Disse André Gouveia.

O também advogado e aluno do professor André Gouveia, Hugo Andrade, sagrou-se campeão pernambucano em sua categoria – faixa azul acima de 100 quilos. “No início estava um pouco nervoso, pois era minha primeira competição na arte suave. Antes sempre havia competido no judô e tinha vontade de conhecer o clima das competições de Jiu-Jitsu, gostei. Pretendo competir mais vezes esse ano”. Confidenciou Hugo Andrade.

O atleta Valter Emanoel conquistou a medalha de terceiro colocado na competição, na categoria faixa azul juvenil, até 89 quilos. “Não obtive o resultado esperado, contudo enfrentei fortes adversários, tendo disputado em uma categoria acima da minha. Outros campeonatos virão”. Falou Valter Emanoel.

Todos são atletas do CTA/GFTeam, centro de treinamento onde se pratica artes marciais, em especial o Jiu-Jitsu, seu carro chefe. Parabéns aos atletas vitorienses.

Momento Cultural: Postal Litúrgico – por Corina de Holanda

corina-de-holanda-cavalcante

Terra:
Parcela das Maravilhas
Que a Deus aprouve criar,
Mais que os outros astros brilhas,
Como eucarístico altar.

Cruz:
Quando em meus dias sombrios,
Enche a taça de amargor,
Corro a teus braços vazios,
Mesmo assim, flor de bonança –
À Dor lanço desafios
E digo com todo amor:
“Ave, única esperança!”

Eucaristia:
…Fora de Vós tudo é tristeza e treva
Por vossa graça, o pecador se eleva
E com os Anjos se põe em harmonia…
Tudo quanto fizeste me enternece,
Mas, ó Jesus, aos olhos me aparece,
Mais sublime que tudo, a Eucaristia!

1970

(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 26)