Instituto Santo Inácio de Loiola: TRADIÇÕES NORDESTINAS!!

Na noite de ontem (22) acompanhei parte da programação festiva, promovido pelo Instituto Santo Inácio de Loiola, dirigido pelo amigo Roque Andrade. Na qualidade de pai de aluno, acompanhei algumas apresentações do evento, intitulado Chá Literário. Não poderia, portanto, deixar de externar minha satisfação no tocante ao conteúdo da festa,  cujo tema central girou em torno das tradições nordestinas. Muito Bom!! Parabéns aos diretores e professores pela escolha.

O nordeste inteiro faz festa para “comemorar” o aniversário de Nininho.

Na qualidade de nordestino o amigo Nininho nasceu no dia da maior festa regional – o São João. Ao invés de Valdemiro bem que poderia se chamar João Batista ou Luiz Gonzaga, em homenagem ao dono da festa ou ao maior propagandista dela. Hoje, portanto, nossos parabéns seguem na direção do amigo Nininho,  por mais uma passagem natalícia.

Momento Grau Técnico Vitória

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SÃO JOÃO – NO TEMPO DE EU MENINO

Das três maiores festas anuais, o São João é a mais singela e tradicional. O Ano Novo nos trespassa de tristeza, porque sugere a contagem do tempo e amontoa os mortos. Abrimos álbum de retrato e botamos pra choramingar. O Carnaval é uma festa perigosa, de extravasar frustrações. O pessoal só falta correr nu pela rua.

O São João é uma festa mais pacata, que relembra nossas tradições mais atávicas, nossas raízes culturais. Lembro-me do São João das ruas sem calçamento. O mundo parecia um terreiro só. As mulheres cruzavam as pernas, enfiavam as saias entre as coxas, para ralar o milho e o coco, enquanto os homens plantavam o machado nos toros de madeira para fazer as fogueiras. À tardinha, a panela virava uma lagoa de caldo amarelo onde fervia o maná das comezainas juninas. A meninada ensaiava o jeito de ser homem e mulher. De chapéu de palha, bigode a carvão e camisa quadriculada, era quando podíamos chegar mais perto das meninas sem levar carão nem experimentar a sensação de pecado. O coração se alegrava quando sonhávamos com a liberdade de adultos que teríamos um dia. Batia uma gostosíssima impressão de que estávamos bem próximos de fazer o que não podíamos fazer. Os ensaios de quadrilha relembravam a tristeza do último dia. Pois um ano durava uma eternidade, as horas eram calmas, podíamos acompanhar a réstia do sol e contar estrelas. Pamonha, canjica e pé de moleque eram tarefas de dona de casa prendada, de quem o marido se gabava. Tudo era simples e barato, ninguém enricava com a festa. A novidade era a radiola portátil, e os conjuntos eram pobres de tecnologia, mas os instrumentos ricos de som e harmonia, manuseados com habilidade e gosto, na execução do repertório da festa do milho. Quando São Pedro se ia, ficava um aroma de saudade na fumaça das derradeiras fogueiras e no espocar dos últimos fogos.

Sosigenes Bittencourt

Disse o candidato a vereador JB: “no geral, a pessoa não é eleita, ela compra a eleição”.

Em meio a todo esse caos político nacional, onde entendemos que a classe política foi “privatizada” pelo poder econômico  – desde os esquerdistas aos direitistas -, aqui e acolá, ainda encontramos um fio de esperança na tentativa de uma mudança coletiva, não obstante havermos sidos, na qualidade de nação,  confeccionados dentro do escopo da safadeza e da ladroagem, matérias primas do famoso “jeitinho brasileiro”.

Dias atrás, casualmente, encontrei o amigo poeta e produtor cultural antonense, JB, na Praça Diogo de Braga. Bom de papo e sempre focado no seu trabalho, mais uma vez estava ele a circular pela cidade comercializando seu produto original –  aquilo que poderíamos chamar de cultura,  verdadeiramente,   “made in Vitória”.

Após cumprimenta-lo efusivamente, como sempre  o faço, nos colocarmos a conversar sobre os mais variados temas. Acabamos chegando ao campo político eleitoral, uma vez que o mesmo, no último pleito municipal (2016), concorreu a uma das vagas da Casa Diogo de Braga.

Com relação à disputa e sobre o eleitor, disse-me ele: “não encontramos, exatamente, eleitores. encontramos pessoas que querem vender voto. Querem trocar o voto por algum benefício pessoal de imediato”. Com relação aos eleitos, explicou JB: “no geral, a pessoa não é eleita, ela compra a eleição”.

O curioso disso tudo é que o amigo JB, com minúscula vivência nessa atividade –  primeira candidatura para vereador –   já “desvendou boa parte do mistério”, na medida em que a onerosa e super tecnológica Justiça Eleitoral Brasileira, por incrível que possa parecer,  ainda não conseguiu promover nenhum mecanismos que assegure, de maneira justa e honesta, à participação de todos cidadão no processo eleitoral.

Falando ainda, particularmente, no processo eleitoral local, ocorrido ano passado, tive a oportunidade de realizar, no Fórum da nossa cidade,  uma entrevista com o corregedor do TER-PE, Doutor Orson Santiago Lemos, onde, entre outras coisas,  lhe questionei várias incongruências  nas campanhas  e até denunciei à “farra financeira”,  promovida  por alguns candidatos na nossa cidade. Como resposta, o Doutor Orson apelou para a população. Veja o vídeo:

Portanto, no que diz respeito à fiscalização e promoção de direitos iguais, nas campanhas políticas na Vitória de Santo Antão e em todo Brasil, posso dizer que a nossa Justiça Eleitoral continua fiscalizando na velocidade de um “jabuti”, diferentemente da esmagadora maioria dos postulantes e agremiações partidárias que, criminosamente,  atuam  na velocidade de um canguru.

Luís Boaventura: vitoriense bem na fita!

Professor da UNINASSAU tem trabalho aprovado em evento no Rio de Janeiro

Luís Boaventura é o único representante de Pernambuco no evento

O professor de Jornalismo da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, Luís Boaventura, teve seu livro sobre os 25 anos da TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo em Caruaru (PE), entre os selecionados para a 11ª edição do Seminário Temático Globo/Intercom, que será realizado nos dias 18 e 19 de julho, no Rio de Janeiro. O jornalista é o único representante de Pernambuco no evento, que este ano traz o tema “Comunicação, memória e historicidades”.

Na obra intitulada “ABTV Fazendo História”, Boaventura fala um pouco sobre a história da TV, a evolução da emissora, o modo como o jornalismo avançou durante os 25 anos e relembra fatos históricos de Pernambuco que a TV fez cobertura. O livro, que tem prefácio do jornalista da TV Globo Francisco José, foi lançado na véspera dos 25 anos da emissora, em 31 de julho do ano passado, no Caruaru Shopping, na UNINASSAU, na Feira Nacional do Livro do Agreste (Fenagreste) também em Caruaru, em Garanhuns, e na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), durante o Publicom da Intercom Nacional também em 2016.

O professor da UNINASSAU conta como foi a experiência de escrever sobre o tema. “O processo que iniciou-se como uma pesquisa para artigo e resultou no livro durou 10 meses. Depois foram as revisões, diagramação e impressão. Tive uma vantagem de ter trabalhado por mais de cinco anos na emissora e antes disso ter sido estagiário da mesma durante as férias. Então já conhecia histórias e as pessoas que deveria procurar para subsidiar as informações necessárias para o livro”, relatou.

Para Boaventura, o evento será uma oportunidade para trocar informações com pesquisadores respeitados e reconhecidos e que poderão ser usados como referência bibliográfica nos trabalhos científicos desenvolvidos com os alunos na Instituição. “Estou muito feliz, pois consegui me inscrever e de primeira fui aceito. A expectativa é de atualização. Estaremos lá com os grandes pesquisadores do telejornalismo acompanhando o que a principal emissora da América do sul está produzindo de novo”, comemorou.

A coordenadora dos cursos de Humanas da Instituição, Anny Jatobá, afirma que é uma conquista mais do que merecida. “Acredito que este momento representa a colheita de frutos, cujas sementes são plantadas no dia a dia. Professor Boaventura é um exemplo disso! Merece este e muitos outros momentos”, disse.

Além de escrever um projeto sobre a pesquisa que desenvolve na área da comunicação, relacionada com a temática do evento, também foram considerados os critérios de adequação do perfil profissional ao seminário e antiguidade de filiação à Intercom. Em todo o país, 25 trabalhos foram aprovados

Com informações da assessoria de imprensa.

EDUCAÇÃO MUSICAL – A importância do solfejo na formação musical do músico. (PARTE 2)

Todos estes fatores e outros, talvez bem simples e simbólicos, onde parecem até inofensivos, ficaram guardados  de forma negativa no cérebro, transformando em mensagem subliminar negativa de incapaz, que é impossível, não nasceu para aprender música e, que só os outros conseguem e o discípulo não. No estudo referente a formação do ser humano, podemos encontrar pessoas, que já nasceram neste globo terrestre totalmente prontas, só precisam conhecer as sete notas musicais, no entanto, existem outro grupo de pessoas, que estudam, buscam, e as vezes, não conseguem chegar a um nível considerável na Arte dos Sons. Neste segundo grupo, precisamos de paciência e, mudarmos a metodologia pedagógica do ensino da música, para que os resultados acadêmicos musicais, apareçam a longo prazo.

Outro fator bem simples que encontramos, está claramente visível aos olhos dos naipes instrumentais, contidos nas Bandas de Músicas existentes. Não generalizando, mas encontramos um bloqueio referente ao estudo do solfejo em alguns músicos, porque ao iniciarem seus aprendizados musicais, por algum motivo ou fator, não houve dedicação exclusiva a esta disciplina. Onde a “finalidade inicial do aprendizado musical”, era simplesmente, a prática instrumental do instrumento de sopro, e, logo após o sucesso dos primeiros obstáculos vencidos, incorporava-se na banda participando dos eventos, desfilando marchando fardados, tocando em retretas nos coretos, em festividades carnavalescas e de modo geral.

 

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João Bosco do Carmo

http://lattes.cnpq.br/8222363703321930

E-mail: bcarmo45.bcm@gmail.com

Momento Cultural: ÁRVORE AMIGA – por José Teixeira de Albuquerque

texeira

Ei-la aqui derrubada! Esta árvore que outrora
era o ponto melhor dos ninhos da floresta,
vivendo a proclamar a beleza da flora
altaneira, copuda e ramalhuda e erecta.

Farfalhando – acordava os pássaros na aurora
protetora – abrigava os pássaros na sesta…
Então eles cantavam uma canção sonora
uma canção de amor, de gratidão, de festa!

Mas um verme a roer-lhe as fibrosas entranhas
deu-lhe dores cruéis, estúpidas, tamanhas
fazendo-a vacilar… esmorecer e cair…

de pássaros deixando a procissão chorosa!
– José de Barros foi como esta árvore frondosa
deixou Vitória toda enlutada a carpir.

“O LIDADOR” 24.VI.1926

José Teixeira de Albuquerque, nasceu na fazenda Porteiras, Vitória de Santo Antão aos 23 de agosto de 1892. Seus pais: Luiz Antonio de Albuquerque e Dontila Teixeira de Albuquerque. Estudou medicina na Faculdade da Bahia, porém desistiu do estudo no 3º ano. Casou em segundas núpcias com a conterrânea Marta de Holanda, também poetisa e escritora. Publicou o livro de versos MINHA CASTÁLIA e colaborou em várias revistas e jornais; tanto da Vitória como do Recife. Foi funcionário do Arquivo da Diretoria das Obras Públicas do Estado,com competência e zelo. Faleceu no Recife, no dia 2 de outubro de 1948. Não deixou filhos. Sua morte foi muito sentida entre os intelectuais, que não se cansaram de elogiar sua prosa e seus versos.