O novo Padre, Renato Matheus, visivelmente emocionado, emociona toda comunidade de Santo Antão, na terra de Diogo de Braga.

Em noite concorrida e com bastante simbolismo o jovem Renato Matheus iniciou uma nova fase na sua vida. Desde a infância sempre esteve ligado ao mundo religioso sem  nunca haver perdido o contato dos afazeres comum do microcósmico antonense. Aliás,  se tem algo que bate muito forte no seu coração são os festejos momescos da sua terra natal

Por sugestão da sua avó materna, “Dona Angelina” – mulher religiosa e temente a Deus -,  foi homenageado com o nome de uma das figuras mais importante da história da Vitória de Santo Antão do século XX –  Padre Renato da Cunha Cavalcanti. Matheus fez da Paróquia de Santo Antão, no bom sentido da palavra, sua escola, seu parque de diversão, suas férias, sua juventude, sua formação…..porque não dizer:  seu tudo e muito mais….

Da obediência intransigente aos costumes e regramento religioso e administrativo do Padre Renato forjou-se o caráter e a fé do amigo Matheus, hoje, padre ordenado e com uma história para escrever toda sua,  naquilo que escolheu como missão de vida, como uma espécie de missão divina.

Estava escrito nas estrelas. Reservou-lhe o Glorioso Santo Antão o dia e a hora para acontecer. Às 17h do dia 25 de dezembro 2018. Celebrou,  o novo Padre Renato Matheus, como presidente a Santa Missa na Paróquia Matriz de Santo Antão, ali, como ele mesmo narrou, diante daqueles batentes que um dia, ele ainda menino, decidiu-se pela vida sacerdotal.

Diante de todo esse simbolismo e das escolhas  de Deus, com a igreja lotada,  de autoridades católicas, familiares, amigos, comunidade em geral e de toda sua história de vida, o agora Padre Renato Matheus promoveu, com segurança e propriedade, uma noite memorável e histórica. Eis aí, portanto, um capitulo da história da Vitória de Santo Antão que deverá ser congelado para ser entregue, intacto, às gerações vindouras como um exemplo de fé, obstinação e vontade de servir a Deus e aos homens.  Parabéns, amigo Matheus!!!

Último adeus ao amigo “Macena da COMPESA”.

De maneira súbita e totalmente antes da hora, pelo menos para os seus familiares e inúmeros amigos, o Macena foi chamado para a morada do pai. Da noite do dia 24 para a madrugada do dia 25 (por volta 4:h), após a tradicional ceia natalina na casa do sogro o amigo Macena sentiu-se mal  e não resistiu ao infarto. Aos 52 anos,  “Macena da Compesa”, como mais conhecido, era um  camarada apaixonado pela vida e um brincante por natureza. Hoje, pela manhã, recebeu as últimas homenagens. Seu corpo foi sepultado no Cemitério local.

Momento Pitú: Confraternização Natalina 2018!!

Na qualidade de um dos filhos do casal   Nô e Áurea Ferrer, o amigo Pedro Ferrer, atual presidente do nosso Instituto Histórico e Geográfico, participou, na noite da última sexta (20), da confraternização do Engarrafamento Pitú. Colaborador dos mais ativos do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, enviou-me alguns flachs do evento. Através do zap,  escreveu ele sobre o referido encontro que ocorreu no Clube da própria empresa, localizado no bairro do Maués.

“Embalados pela Banda Cavaleiros do Forró os diretores da Pitu congregaram seus funcionários e amigos em mais uma confraternização natalina. A abertura do evento foi feita por Severino Junior, diretor do Departamento de Pessoal, que passou a palavra ao presidente da empresa,  Alexandre Ferrer que saudou a todos agradecendo  o empenho dos funcionários no desenvolvimento e resultado global da empresa,  em 2018. Aproveitou também  para desejar a todos um Feliz Natal e um 2019 pleno de paz, saúde e próspero. Outros diretores e cotistas estiveram presentes: Ivandete Carneiro, Paulo Ferrer, Jacqueline Ferrer Roma, Pedro Ferrer, Elmo Carneiro Filho e Verônica Freire Ferrer”.

Para concluir realço a contribuição do professor Pedro, dizendo: não é todo importante jornal da capital que tem o privilégio de fazer do  mais intelectual membro da família Ferrer o repórter da noite festiva  da empresa que configura-se num dos  símbolos representativos da cidade da Vitória de Santo Antão. . Valeu Pedoca!!!

Momento Cultural: VATICÍNIO (poesia) – Por Valdinete Moura.

Se teu olhar brilhar como as estrelas,
E o coração pulsar desesperado,
Divinamente estás enamorado
E teu olhar terá mais que beleza.

Encontrarás refúgio encantado
Em um mundo de luz e profundeza
Plenificado em paz e sutileza
No aconchegado abraço da amada.

Terás, então, teu canto mais sublime
Mais harmonia e cor em teu sentir,
Alento que te guie e ilumine.

Se falta forças em hora desgarrada
E mesmo se a dor te consumir
Seja porto seguro tua amada.

Valdinete Moura é escritora,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

Inveja e Sucesso – por Sosígenes Bittencourt.

Não há sentimento bom nem ruim, mas o resultado daquilo que você faz com o sentimento. Por exemplo, INVEJA é um sentimento positivo quando invejamos o BELO e buscamos reproduzir. Muita gente fez sucesso na vida imitando. O ser humano é um animal que imita desde o nascimento até a morte. Agora, SUCESSO é um detalhe. Tem traficante que é um SUCESSO. Dribla a Justiça, faz fortuna, costurando boas amizades, sem dar um tiro. Quem quer imitar?

A AGRESSIVIDADE, por exemplo, é o combustível da AÇÃO. Se você tem gasolina nas mãos e incendeia seu semelhante, poderá matá-lo. Mas, se você põe numa ambulância e socorre um acidentado, poderá salvá-lo. Quer dizer, nós não estamos preocupados com a AGRESSIVIDADE, mas com o que os meliantes estão fazendo com a AGRESSIVIDADE nas grandes cidades. Agora, SUCESSO é um detalhe. Quem quer ser um SUCESSO, trocando soco em campeonato de luta de box?

Sosígenes Bittencourt

O Tempo Voa Documento Especial: Reminiscências natalinas – Por Prof. José Aragão (1999)

Dos natais de minha infância, recordo, enternecido, dispostos em ordem, através do velho Pátio da Matriz, nesse tempo coberto de capim e outros arbustos silvestres: o carrossel, cheio de cadeiras e cavalinhos, movido à mão, ao som de melodias tocadas por uma caixa de música; as barracas de prendas de José Menezes e do José Viana, com cadeiras em torno dos armarinhos onde ficavam os objetos a ser sorteados entre os compradores de bilhetinhos feitos à mão; os bares improvisados, com mesas e cadeiras espalhadas em torno da praça; os botecos onde se vendiam quinquilharias, miudezas e brinquedos infantis; os tabuleiros dispostos em fila com bolos, alfenins e confeitos, tendo ao lado um pote com água fria para os fregueses; os presépios e os pastoris.

A iluminação era feita por bicos de latas de carbureto, pendurados em postes de madeira. Nas barracas e na frente de Matriz, lâmpadas a álcool.

De caibros fincados no chão, sustentando folhas de coqueiro, partiam os cordões de bandeirinhas multicores, feitas de papel de seda, circundando e cruzando toda a área da festa.

Por todos os becos, ruas e travessas convergiam ao pátio levas de matutos que acorriam à cidade para ouvir a Missa do Galo.

Rapazes e moças, em grupos, contornavam a praça, discreteando amável e respeitosamente sobre trivialidades próprias de sua idade, usufruindo o prazer natura de mentes jovens e sonhadoras em melífluos encontros.

As crianças, levadas pelas mãos dos pais, visitavam as várias estâncias de pura e inocente alegria, dispostas no vasto pátio, mais interessadas em ver os presépios e montar num dos cavalinhos do carrossel.

No centro, em coreto improvisado, a Banda Musical executava peças do seu repertório: dobrados, valsas, chorinhos, marchas etc.

Dos presépios, lembro-me do armado pelo sacristão da freguesia, Benjamim Bezerra, numa casinhola situada na esquina da rua Silva Jardim com a chamada “Vila Maria”, residência do vigário.

Pastoril famoso foi o organizado pela professora Amélia Coelho com as suas alunas, meninas-moças das mais destacadas famílias vitorienses, o qual se exibia num palanque armado ao lado direito da Matriz, arrancando aplausos delirantes das torcidas dos cordões azul e encarnado.

E assim, entre os devaneios da juventude, a euforia natural da matutada que vinha à cidade ostentando as vestimentas da festa, e a cordialidade reinante entre as famílias, vivia-se o espírito do Natal em sua essência.

À meia-noite, o sino grande da Matriz tocava badaladas, a princípio, pausadas e, logo, apressadas, anunciando o início da Missa.

No altar em frente à porta central do templo, sobre a calçada, celebrava o sacerdote a Missa do Galo, ouvida com unção religiosa, tendo como ponto alto o canto do Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.

Repetia-se unissonamente a mensagem angélica, anunciando aos pastores o nascimento do Menino-Deus.

Quantas suaves reminiscências desses Natais que vivi, embevecido pela grandeza e sublimidade do sagrado mistério da Encarnação do Filho de Deus, nascendo numa pobre manjedoura para redimir a humanidade, e fascinado pela singela beleza das comemorações ternas e pias desse grande evento! 

Prof. José Aragão
Texto publicado na Gazeta do Agreste,
 Dezembro / 1999.

Uma sexta cheia de bons motivos para ser feliz……

A sexta-feira, por si só, já é um dia muito aguardado. Dia de se despedir da semana e relaxar. Essa – 21 de dezembro – é mais ainda. Hoje, para muitos, já começa as festividades de final de ano. Além do mais é, oficialmente, a abertura do verão,  estação mais aguardada, principalmente  para os que começam gozar as esperadas férias de janeiro.

Assim sendo, relaxe!! Não exagere na ceia de Natal, puxe o feio de mão da bebida, oremos e esperemos os presentes desejados,  que se encontram nas mãos do bom e sempre simpático velhinho, PAPAI NOEL!!!

Câmara de Vereadores tem sessão movimentada!!

Na tarde/noite de ontem (20) a sessão da Câmara de Vereadores foi bastante movimentada, dentro e fora do prédio. Projeto enviado pelo Poder Executivo,  propondo mudanças,   provocou reação por parte dos sindicatos que representam o funcionalismo público municipal.

Antecipadamente, aviso não conhecer o conteúdo da matéria aludida.  Mas, não é de hoje que realço que qualquer mudança que vise o melhoramento na área educacional do município obrigatoriamente, de partida, deveria passar pelo ponto eletrônico  (presença) dos funcionários  nas escolas.

Ao contrário do que muita gente imagina equipar todas as unidades escolares municipais reflete em custo irrisório no contexto administrativo. Não tendo a transparência necessária dificilmente teremos um sistema ajustado, mesmo que  minimante. Sem mudanças estruturais  o governo municipal continuará dizendo que não pode pagar, os professores continuarão reproduzindo a mesma mensagem negativa da situação e os alunos, os mais prejudicados, estarão perdendo a oportunidade de aprender como deveriam……..

É uma brasa… mora?

Este artigo é um pequeno tributo que presto á dois amigos. “… vocês meus amigos de fé meus irmãos camaradas…” Moisés e Tadeu.

Decorria a década de 1960, e o Brasil vivia a efervescência da Jovem Guarda. “…belas tardes de domingo…” aquela juventude vitoriense, não poderia ficar de fora da “doce loucura” que nos contagiava.

Botas de salto alto; calça boca de sino; pulseira e anel de alumínio com a figura do calhambeque impresso; cabelos longos e repartidos ao meio; chicle bola; torrone; caramelo de gasosa; drops ducora; mini saia; decotes ousados; perfume de cashemere bouquet no ar; corpete justo ao busto; crush; fratelli vita; grapete; coca cola; cuba libre… matinês; cine iracema… Sr. Luiz Boaventura (proprietário do cinema) – um verdadeiro gentleman -; durang kid; zorro; tarzan; jim das selvas; garrincha: a alegria do povo… eu era um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones e, ainda não entendia porque os mocinhos nos filmes de faroeste tinham que matar os índios?

Foi nessa época da televisão em preto e branco – telefunken – (coisa rara em Vitória de Santo Antão) que conheci Moisés e Tadeu – dois verdadeiros dinossauros da Praça da Matriz. Jogos de dois toques no coreto da praça; alegres conversas sobre as matinês; sobre os monkey; futebol (praça futebol clube); carnaval… sinto-me um cara privilegiado. Eis aí o verdadeiro sentido da vida: ter amigos verdadeiramente amigos.

Estamos sempre nos encontrando na Praça da Matriz, vez por outra. Moisés, perdeu boa parcela dos cabelos jovemguardianos. Mas, continua o mesmo romântico de sempre. “…quando eu estou aqui, eu sinto esse momento lindo…” Tadeu, sempre inteligente com as palavras, permanece o mesmo. Ou seja, em seu amor filial “…lady laura, me leve prá casa, lady laura. Me conte uma história, lady laura…”.

Bem… agora que fiz revivescer nossas saudades, lembro que em nossos encontros, vocês sempre me perguntam: como vai a vida? Agora, posso lhes responder: a vida… a vida é uma brasa, mora?

Abraços fraternais,

Do seu amigo de fé seu irmão camarada.

Aliomar de Vasconcelos – Professor e Escritor vitoriense.

Momento Cultural: Renda do Ceará por Henrique de Holanda.

Dizem que, no Ceará, uma almofada
é quase um evangelho de oferenda.
– Sobre o “picado”, a linha bem trocada
compõe, sobre o futuro, tal legenda…

Os bilros, numa doce gargalhada,
contam, dos sonhos, venturosas lendas,
de palmo a palma, uma ilusão doirada,
constrói brancos castelos sobre rendas.

Mesminho assim é o coração da gente:
almofada, onde o amor, pacientemente,
tece o “picado” que o Destino dá.

Se estala o bilro, com o beijo estala,
que lá, dentro em nós, o amor se embala
numa rede de rendas no Ceará.

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 5)

CELESTIAL E TERRENAL – por Sosígenes Bittencourt.

Os israelitas passaram 40 anos caminhando pelo deserto. O seu alimento vinha do céu, era o maná. No entanto, quando tentaram armazenar o maná, ele apodreceu. O alimento celestial era para ser consumido num dia. Isto significa dizer que quem guarda para o futuro, vê a vida apodrecer na palma da mão.

Todavia, referimo-nos a um alimento enviado por Deus. Ele nunca faltou. Nosso pão de cada dia anda produzido e vendido pelo homem. Portanto, há de se ter cautela.

O poeta romano Horácio, agoniado com a brevidade da vida, recitava:CARPE DIEM, QUAM MINIMUM CREDULA POSTERO. (Aproveite o dia, não acreditando minimamente no futuro). Contudo, o mesmo Horácio admoestava sobre o desperdício, aconselhando a moderação: EST MODUS IN REBUS (Há um limite nas coisas).

Sosígenes Bittencourt