Professor Pedro Ferrer se revela no seu mais novo livro: “Cristais Fissurados”.

Aproveitei o último feriado para “viajar” na mais recente obra confeccionada pelo professor Pedro Ferrer. Na qualidade de sujeito vivido e experiente o premiado escritor já demonstrou ser entendido do riscado. Já documentou a vida do irmão, prefeito José Augusto Ferrer ,  com o “Sim, Sim…Não, Não”,  já mergulhou também no mundo dos engenhos antonenses – “República da Cachaça”.  Relembrou sua participação  no início da ideia  construtiva  da FAINTVISA  – “Vi Nascer” – e foi buscar no longínquo 1710, para  ressuscitar a saga do verdadeiro  herói vitoriense,  os registros  históricos que servirão de guia às gerações vindouras com o livro sobre  o legado do “Pedro Ribeiro”.

Eis que agora,  surge um Pedro Ferrer do “mundo da invenção e da ficção” com o seu mais novo livro – “Cristais Fissurados”. Partindo de um fato real, que teve grande repercussão na nossa cidade, ocorrido no século próximo passado,  O Pedoca vai criando histórias e entrelaçando os personagens, relacionando-os com pessoas da sociedade atual,  de maneira que você acaba acreditando que tudo é verdade. Nesse contexto, porém, diferente de todos os seus trabalhos, revela-se um Pedro Ferrer autêntico, e porque não dizer: “cagado e cuspido”.

Incumbido de fazer a apresentação desse opúsculo,  no dia do seu lançamento oficial –  em função das  minhas deduções -,    irei revelar muita coisa sobre o que se passa na cabeça dele (Pedro) que as pessoas nem sonham que existe. Ele que me aguarde!!!

Prefiro ser um realista esperançoso!!!

Com o ano se finando,  já se pode contar esse tempo em horas (72 horas) que separa o Brasil do começo de  uma nova fase governamental. Sem julgamento do mérito, por assim dizer, não podemos ser taxativos quanto ao êxito do futuro governo. Mas – queiram ou não queiram os juízes – existe um alto grau de expectativa positiva por parte da nação, segundo pesquisa de opinião pública,   divulgada recentemente, que as coisas vão melhorar.  Eu, por exemplo, prefiro me colocar na posição de um realista esperançoso do que  um otimista ingênuo.

No Brasil, em função do processo de colonização, somos, na qualidade de povo –  inclinados a acreditar na figura do “messias” – mera coincidência com Jair Messias Bolsonaro – àquele que irá nos salvar, nos guiar para um local seguro,  para sermos felizes para sempre……

É bem verdade que, do ponto de vista da macroeconomia, o país, antes desgovernado e fora dos trilhos, hoje, pelo menos entrou nos trilhos e já dá pequenos sinais de recuperação, o que já nos alenta bastante.

Já em outros recortes, como por exemplo,  à encruzilhada do nosso  sistema prisional, tomei conhecimento que existe, entre tantos outros,  um esquema dentro dos presídios que dificulta que um sujeito que já está preso não seja encontrado por um oficial de justiça, por ocasião  de uma intimação, para responder por novos crimes praticados de dentro das unidades prisionais. Algo inacreditável!!!

As coisas no Brasil não estão fáceis. Se tudo sair como manda o figurino, quem sabe,  lá pela metade do século XXI, se sobrevivermos a essa verdadeira guerra civil  – mais de 62.000 mil assassinatos por ano –  e também ao trânsito mais violento do mundo  – podermos cantar vitória e bater no peito para ter orgulho da nossa nação. Por enquanto continuemos  escapando……..

Momento Cultural: ASAS DO CORAÇÃO – Por Egidio T. Correia.

Um poeta tem FOGO no cérebro,
Tem ASAS no coração,
Um foguete espacial
Quando chega inspiração.
Trouxe consigo um destino,
Viajar no infinito
Estando alegre ou aflito,
Quando tem, ou não, razão.
Seu combustível é um verso
Estreitando o universo
Polindo imaginação.
Ou pra registrar sentimentos
Com a caneta na mão.

Egidio T. Correia – poeta,

E por falar em tristeza – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sou meio ruim de tristeza. Pelo contrário, carrego uma certa alegria n’alma que, muitas vezes, confundem com falta de seriedade. Porque o importante não é a tristeza que você sente, mas o que você pode fazer com a tristeza que sente. Tristeza longa, duradoura é depressão. É caso clínico. Eu prefiro a tristeza que é caso cínico. Dizia, o dramaturgo Nelson Rodrigues, que “não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.”

Por exemplo, a tristeza, para mim, é motivo de literatura. Eu recebi um grande conselho do poeta alemão Wolfgang Goethe: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.

Sosígenes Bittencourt

MEU MUITO OBRIGADO A TODOS!!!

Por haver chegado ao mundo em pleno período natalino, por pouco meu nome não foi “Natalício”. Na ocasião, fui “salvo” pela opinião sábia e equilibrada do meu avô Célio Meira – pai da minha mãe (Anita).

Pois bem, dito isto gostaria de agradecer a todas as pessoas que,  por ocasião da passagem do meu aniversário, ocorrido ontem, dia 26, enviaram-me mensagens de congratulações e felicitações. Evidentemente que em função do volume – graças às novas ferramentas tecnológicas – não irei nomina-las. Mas, tenham certeza, que li e registrei todas.

Na vida tudo tem os dois lados da moeda. Avançar na idade também tem suas vantagens, não obstante termos a inquietante certeza que estamos caminhando na direção do fim ou para o começo,  como muita gente também acredita. Mais uma vez: OBRIGADO A TODOS!!!

Manoel Carlos: “o vereador de Bolsonaro”

Até agora não tenho informações de que algum antonense esteja na lista de convidados para a posse do novo presidente da república que ocorrerá na capital federal no próximo  dia primeiro de  janeiro. Dos políticos nativos que se elegeram,  no último pleito (2018),  todos estavam alinhados com o governador Paulo Câmara e, assim sendo, por fidelidade  também “vestiram a camisa” do candidato do PT, Fernando Haddad e que, pelo andar da carruagem –  motivos óbvios –  deverão ser opositores ao campo político do presidente eleito.

Mas, para mim, não seria surpresa alguma ver, pela televisão, o amigo, conhecido de todos, Manoel Carlos, na festa,  ao lado do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro até porque o próprio (Bolsonaro), ainda na fase inicial da campanha, em um vídeo exclusivo, agradeceu ao Manoel Carlos pelo apoio e pela articulação nas redes sociais, sobretudo na cidade da Vitória de Santo Antão. Assim sendo, por dever de gratidão, não seria algo improvável que  o amigo Manoel Carlos, no próximo pleito, vire o  “vereador de Bolsonaro”.

O tempo passa, o tempo voa, mas a amizade continua numa boa!!

Recentemente registramos o encontro dos amigos Moisés Sales e Zé Maria. Dois camaradas que vivem, hoje, de maneira diferente. Moisés continua frequentando os barzinhos e adorando os sucessos musicais da sua época de juventude, sobretudo os bregas…… Já o Zé Maria, em relação  aos “embalos de sábado à noite”, mudou bastante. Há “séculos” dedicou-se aos movimentos religiosos e vive muito bem obrigado. Dois sujeitos “sangue bom” que se conhecem há pelo menos cinco décadas. Sales e Zezinho, ambos,  são bons de  papo e o que é melhor:  são apaixonados pela vida. Viva a amizades!!!

 

Memórias de um Pierrô – por João do Livramento.

Naquele ano meu carnaval

Que maravilha foi tão especial!

Em minha dama

Quanta beleza

Tua nobreza

Em minha mesa

Eu degustei

Teu banquete imperial

Teus sabores

Sem ardores

Tão natural

Naquele ano meu carnaval

Que maravilha teu corpo escultural!

No carnaval

Você tinha a realeza

Mas preferiu

Abraçar minha pobreza

Minha folia Te encantou

E você beijou eu pierrô

Se foi magia minha folia

Tua beleza me contagia

Naquele ano meu carnaval

Que maravilha foi sem igual!

Se esse ano quiser brincar

Tu sabes onde me encontrar!

E mais esse ano meu carnaval

Que maravilha vai ser sensacional!

João do Livramento.