VITÓRIA: AQUI TEM HISTÓRIA – por Ronaldo Sotero.

Em um 18 de dezembro como hoje, há 164 anos, Vitória de Santo Antão durante dois dias se tornava capital do Império com a chegada de D.Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina à cidade acompanhados de comitiva. O atual prédio do Instituto Histórico e Geográfico, conhecido como Casa do Imperador, hospedou os visitantes.Na época ele tinha 34 anos.

Nascido no Rio de Janeiro em 2/12/1825 e falecido em Paris, em 1891, aos 66 anos, depois da Proclamação da República, em 1889. Permaneceu no trono quase 60 anos. Do seu casamento com D.Teresa Cristina nasceram quatro filhos: Afonso, Isabel, Leopoldina e Pedro. Os meninos faleceram ainda na infância.
TUDO É HISTÓRIA.

Ronaldo Sotero

 

INFORMAÇÕES: 3ª Corrida e Caminhada da Vitória – 28 de abril de 2024.

3ª Corrida e Caminhada da Vitória – 28 de abril de 2024.
Corrida 7km – Caminhada 4km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
Troféu – Premiação Geral do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Troféu – Premiação Faixa Etária – 1º ao 5º colocado
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 anos aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 anos aos 59 anos.
Quarta faixa etária: dos 60 anos aos 69 anos.
Quinta faixa etária: dos 70 a mais.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições grupos: 81-9.9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor Inscrição:
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 85,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 70,00
1º LOTE ATÉ O DIA 29 DE FEVEREIRO.

UMA SELEÇÃO DE NOMES, segundo o jornalista Marcus Prado, da qual consta vitorienses notáveis.

ESTE TEXTO TEM COMO PONTO DE PARTIDA uma conversa entre amigos sobre as tantas e irreparáveis perdas que tivemos nos últimos meses nos meios culturais de nosso estado, e nos lembramos, juntos, de pernambucanos ou radicados aqui, que estão de fora da Academia Pernambucana de Letras.

Muitos não pediram, nem desejam. Lembrados porque são pautados na militância em diversas esferas do conhecimento, que poderiam contribuir para o engrandecimento e à instigante vitalidade da casa de Carneiro Vilela. São tantos, que não caberiam numa Academia nos moldes tradicionais.

A lista originou-se de um exercício de memória (sabendo do risco das infelizes omissões) que três amigos em comum cometeram num tradicional bar do Poço da Panela. Fui um deles, Diante do excesso de nomes, pensamos numa Academia Imaginária de Letras: democrática, seletiva, protagonista e atuante no que deve produzir e publicar (em suas discussões, seus anais, suas revistas, suas antologias), suas exposições, seus grandes concursos literários, seus intercâmbios.

O que, na verdade, presidiu essa escolha, não foi apenas o desejo de ver tantos figurantes com o galardão da “imortalidade” acadêmica (talvez nem todos se mostrem à vontade para esse tipo de agremiação e seus ritos) mas o que prevaleceu foi a intenção de lembra-los pelo que têm feito ao longo dos anos em defesa da nossa cultura.

Durante nossos encontros para a escolha de nomes, foi lembrada por mim a experiência do cenógrafo russo Constantin Estanyslávski, que, para a inauguração de um dos seus projetos cênicos (1897), contara com a ajuda patrocinadora do empresário Nemirovitch Dantschenko para o Teatro de Arte Moderna de Moscou: ele teria de apresentar uma lista “necessariamente” extensa de convidados, com o mínimo de falhas e omissões.

Os que elegemos: Mozart Neves Batista, João Câmara, José Rodrigues de Paiva, José Luiz Delgado, Alfredo Antunes, Everardo Maciel, Luciano Pinheiro, Aloísio Sotero, Saulo Neiva, Marcos Albuquerque, Moacir o dos Anjos, Sérgio Rezende, Paulo Fernando Craveiro, Virginia Leal, Zélia Suassuna, Gislaine Andrade, Fernando Neves, Anco Marcio, Sílvio Amorim, Gustavo Krause, Ricardo Leitão, Juliana Barreto, Roberto Pereira, Alfredo Bertini, Jobson Figueiredo, Dagoberto Carvalho, Marcos Galindo, Everardo Norões, Fabiana Bruce, Fred Jordão, Gustavo Bettini, Priscilla Buhr, Josivan Rodrigues, Filippe Lyra, Renato Valle, Sebastião Pedrosa, Cibele Barbosa, Lanfranco Marceleti, Alexandrina Sobreira, Paulo Cunha, Leda Rivas, Katia Lubambo, Sidney Rocha, Vera Milet, Perside Omena, Josué Sena, Alceu Valença, Reinaldo Carneiro Leão, Tadeu Alencar, Manuel Papai, Marco Polo Guimarães, Vernaide Wanderley, Dayse de Vasconcelos Mayer, Hugo Viana, Ana Lúcia Altino, Edson Rodrigues, Ricardo Japiassu, Maria Tânia Carneiro Leão, Josias Vicente de Paula, Gleyce Kelly Heitor, Gustavo Mesquita, Paulo Pugliesi, Kleber Mendonça Filho, Jorge E. Tinoco, Harlan Gadelha Filho, Gladstone Vieira Belo, Gilberto Freyre Neto, George Barbosa, Raul Córdula, Claudio de Assis, Maria Luiza Borges. Margot Monteiro, Francisco Cunha, Gisela Abad, Ronaldo Correia de Brito, Eduardo Côrtes, Silvana Meireles, Maria Helena Brennand, Lucivanio Jatobá, Márcia Souto, Neném Brennand, Bete Araruna, Marcelo Mario Melo, Andrea Nunes, Alexandre Santos, Rodrigo Carrero, Raul Lody, Rodrigo Cantareli, Juarez Correia, Solange Macedo, Maciel Salu, Lia de Itamaracá, Cassio Cavalcante, Gil Vicente, Marcos Robalinho, Ricardo Pessoa de Melo, Raquel Naveira, Ana Santos Pereira, Luciene Freitas, Dione Barreto, Luiz Cardoso Filho, Robinho Pacheco, Conceição Rodrigues, Julia Lemos, Celia Campos, Roberto Borsoi, Ana Rita Sá Carneiro, Avanilda Torres, Frederico Almeida, José Teles, Carlos Bezerra Cavalcanti, Roberta Borsoi, Sueli Pereira, Marcos Alexandre Faber, Francisco Dacal, Mauricio Arraes, José Janduy Bezerra, Sandra Bitencourt, Jô Mazarolo, Ivanildo Sampaio, Wandenkolk Tinoco, Katia Mesel, Dulcineia Maria da Fonseca Santos, Clovis Cavalcanti, Homero Fonseca, Paula Lousada, José Nivaldo Junior, Ana Veloso, Plinio Palhano, Zenaide Barbosa, Claudia de Holanda Cavalcanti, Wagner Maciel, J. Michiles, Mauricio Rands, Nadja Dumaresque, Paulo Marcondes Ferreira Soares, Luciano Carvalho Filho, Carlos Newton Junior, Alberto Lins Caldas, Sergio de Andrade Lima, Plinio Victor, Claudia Cordeiro, Celso Stanfort, Vanja Campos, Aldo Paes Barreto, Jomard Muniz de Brito, Ricardo Japiassu, Andrea Mota, Amélia Reinaldo, Lenita Costa, Almir de Castro Barros, José Adalberto Ribeiro, Wilson Fusco, Vital Correia de Araújo, Augusto Eugenio Passhaus, Albertina Malta, Cida Pedrosa, Hans von Manteuffel, Nazaré Reis, César Sales Giusti, Dóris Gibson, Domingos Alexandre, José Carlos Targino, Creuza Aragão, Magda Suassuna, Ranulpho, Mônica Silveira, Marcia Kraemer, Liliana Falangola, Aramis Macedo, Janilto Andrade, Leticia Lins, Célia Labanca, Schneider Carpeggiani de Queiroz Silva, Jomeri Pontes, Lúcio Holanda, Siema Silva de Melo, Marcelo Canuto, Carla Gisela Batista, Flavio Gadelha, Lula Gonzaga, Maestro Formiga, Renata Borba, Tulio Velho Barreto, Lenivaldo Aragão, Onildo Almeida, Welinton de Melo, Neide Fernandes, César Santos, Ivan Mauricio, Josebias Bandeira, Aneide Santana, Antônio Nunes.

Marcus Prado – jornalista. 

ABTV – reunião visando o carnaval 2024…

Dentro da sua programação  carnavalesca a ABTV – Associação dos Blocos de Trio da Vitória de Santo Antão – segue com seu cronograma de reuniões preparatórias, visando o Carnaval Antonense 2024.

Na noite de ontem (13), aconteceu mais um encontro com diretores de agremiações afiliadas que discutiu, entre outros assuntos, a questão da definição da programação – dia e hora – dos desfiles.

Vida Passada… – Barbosa Lima – por Célio Meira

Célio Meira – escritor e jornalista.

Menino de escola primária, em Goiás, preparatoriano, em Minas Gerais, conquistou, Alexandre José Barbosa Lima, nascido em Recife, em 1862, o diploma de engenheiro militar, Escola da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Quando se extinguiu a monarquia, era, Barbosa, professor no Colégio Militar, em Fortaleza. Abolicionista, republicano de atitudes decisivas, desde os tempos de estudantes, ocupou, o ilustre pernambucano, no governo provisório do Ceará, em 89, a secretaria de justiça. E sentou-se na bancada cearense, na Constituinte de 90. Ingressando na política, combateu o governo de Deodoro, figurando entre aqueles que prepararam a ascensão de Floriano à presidência da República.

Deposto, a 18 de dezembro de 91, o barão de Contendas, governador de Pernambuco, e estabelecida a Junta Governativa, composta do general Ouriques Jacques, Ambrósio Machado e José Vicente Meira de Vasconcellos, escreveu, Martins Junior, uma carta a Floriano, contam Francolino Cameu e Artur Vieira Peixoto, “indicando três nomes para, dentre eles ser escolhido o que teria de ser eleito governador do Estado. O nome de Barbosa Lima, entretanto, ao que nos consta, escreveram aqueles historiadores, não figurava na lista. A essa carta, Floriano deu a seguinte resposta telegráfica:

“ O capitão José Barbosa Lima aceita e agradece”.

E a 20 de abril de 1892, Barbosa Lima, aos 30 anos de idade, iniciou, pela vontade do povo, a administração de sua terra natal. Governou-a, porém, com a tormenta. Cêdo, muito cêdo, se formou a oposição política. Ásperas, terríveis, a esse tempo, foram as lutas dos partidos. Os oposicionistas despunham da Câmara e do Senado, e depositavam suas esperanças nos batalhões do exército. Serra Martins, comandante do 14º batalhão, e mais tarde, o general Roberto Ferreira, representavam, entre os inimigos de Barbosa, as forças da vitória. O governo, porém, indomável, confiava no presidente da República. E venceu.

Barbosa Lima, em 92, suspendeu o orçamento do município do Recife. Levantaram-se os adversários, em escaramuças. Houve revolução em Goiana. Surgiu a figura rebelde de Ângelo Tavares. A Câmara processou o governador, e o senado o suspendeu, dando posse a Ambrósio Machado. Floriano manteve Barbosa no poder, prestigiando-o, até 7 de abril de 1896.

Houve, ainda, no governo Barbosa Lima, um fato doloroso. José Maria de Albuquerque Melo foi assassinado, numa secção eleitoral, a 4 de março de  1895. O sangue generoso do ardente político, no entender do povo, foi a nódoa escura, quase negra, do governo de Barbosa.

Orador notável,  e culto, um dos maiores da República, representou, ainda, Barbosa, na Câmara dos Deputados, os estados de Pernambuco, do Rio Grande do Sul, e o Distrito Federal. Foi, também, senador pelo Amazonas. E morreu, aos 69 anos de idade, no dia 9 de janeiro de 1931. Barbosa Lima pertenceu à geração dos parlamentares famosos.

Pernambucano preclaro, trouxe, Barbosa Lima, para o governo de seu torrão nativo, um largo programa de trabalho. Não pode executa-lo, como o traçara, mas, assim mesmo, realizou grandes obras, que ainda resistem à ação do tempo e ao esquecimento dos homens.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Baixinho Corredor: um fenômeno antonense….

Por ocasião do um encontro esportivo de corrida de rua, ocorrido no último final de semana, aqui, na Vitória de Santo Antão, bati um papo com o senhor José Gomes da Silva, morador das terras do Engenho Pirapama.

Exibindo extraordinária forma física, aos 77 anos idade que completou no dia 12 de outubro, o senhor José – que no meio das corridas é conhecido por “Baixinho Corredor” – se configura numa verdadeira lição de vida, no que se refere longevidade e boa saúde.

Disse-me  que corre desde criança. Falou-me, também, que colecionada medalhas e troféus de corrida de rua há décadas. Só medalha da famosa “Corrida de São Silvestre” ele tem duas dúzias.

Questionado sobre seu plano de treino, o mesmo, de maneira simples e objetiva, disse: “corro lá pelo sítio mesmo. Nas estradas de terra batida”.

Eis, portanto, um fenômeno da nossa cidade que atende pelo nome de José Gomes da Silva ou simplesmente “Baixinho Corredor”.

Residencial Levok – lançamento em breve!!!

Para uma plateia basicamente formada por corretores de imóveis e alguns órgãos da imprensa, na manha da segunda (11), os empreendedores – Pedro, Flávio e Léo – do Residencial Levok, condomínio residencial aqui em Vitória que se propõe a ser um divisor de águas na história imobiliária da cidade, explanaram sobre o empreendimento. O encontro já ocorreu no canteiro das obras.

Cercado de profissionais da área, no que se refere à formatação do negócio e também comercialização, os empreendedores demonstraram entusiasmo e otimismo quanto à comercialização dos lotes disponíveis à venda.

O território da Guiana – @historia_em_retalhos.

Há muito tempo, o território da Guiana (hoje, um país soberano) é objeto de disputa entre as nações.

Para assimilar melhor o porquê de tanta querela, é fundamental compreender o processo histórico.

No início do século 19, Napoleão Bonaparte conquistou diversos países europeus, inclusive a Holanda, a quem pertencia os territórios que hoje formam a Guiana Francesa, Suriname e Guiana.

Napoleão, todavia, foi derrotado e um outro país virou dono dessa parte da América do Sul: a Inglaterra.

No Congresso de Viena, em 1815, os países europeus reuniram-se para definir a divisão dos territórios, ficando assim decidido:

– a parte mais ao leste para os franceses (Guiana Francesa).

– a parte central para os holandeses (Suriname).

– a parte mais ocidental para os ingleses (Guiana).

Sucede que as fronteiras entre o Brasil, a Guiana e a Venezuela estavam pouco definidas, o que motivou a Inglaterra a enviar o explorador Roberto Schomburgk à região.

Schomburgk sugeriu uma fronteira que invadia o lado brasileiro, a chamada “linha Schomburgk”, em desacordo com o que entendia o Brasil, que se pautara no que ficara definido no Tratado de Utrecht.

Situação análoga acontecia com a Venezuela, que também contestava a demarcação da “linha Schomburgk”.

E qual a solução da época?

As duas disputas foram resolvidas pela via da arbitragem internacional.

O árbitro do caso entre a Inglaterra e o Brasil foi o rei da Itália, Vitório Emanuel III.

A Inglaterra venceu o Brasil, em 1904, ficando com dois terços do território em disputa, e o Brasil, com um terço.

Uma particularidade pesou para que o Brasil aceitasse a decisão: se o país a questionasse, colocaria em risco as recentes vitórias em Santa Catarina e no Amapá, que foram bem mais significativas.

Na dúvida, o corpo diplomático brasileiro, que contava com Joaquim Nabuco (foto), aceitou.

Este caso ficara conhecido como “A Questão do Rio Pirara” e foi a única vez que o território brasileiro encolheu após uma arbitragem (no caso do Uruguai, o Brasil perdeu o território, mas em uma guerra, e não em uma negociação).

No que diz respeito à Venezuela, ainda hoje, pairam dúvidas quanto à idoneidade do tribunal arbitral que decidira a sua questão.
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No começo dos anos 1960, um dos juízes americanos que integrou o tribunal revelou que houve negociações secretas na decisão, indicando a existência de um conluio para prejudicar o país latino em benefício da Inglaterra, reservando-lhe todo o território à margem oeste do Rio Essequibo.
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Esta é, em síntese, a razão histórica do conflito atual entre Venezuela e Guiana, em torno do território de Essequibo.
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Em outras palavras: a existência de um suposto vício na decisão arbitral que dera à Inglaterra o território à margem oeste do Rio Essequibo é o fundamento pelo qual, desde 1963, a Venezuela sente-se autorizada a lutar pela incorporação de toda aquela região ao seu território.

@historia_em_retalhos.

 

 

Uma trinca de Cristiano………..

Visitando as prateleiras da sua memória, de maneira rápida, quantas pessoas você conhece que atende pelo nome de Cristiano?

Além do Cristiano Ronaldo, o CR7 – que nem sabe que a gente existe –, podemos dizer que nome Cristiano não é um nome tão comum assim…

Pois bem, recentemente, por ocasião de um evento empresarial,  aconteceu, involuntariamente, à materialização  de uma  trinca de Cristiano na plateia do acontecimento.  Alertado pelo Bassaan, acabei fazendo o registrado. Trata-se de: Cristiano Pilako, Cristiano Bassan e o Cristiano Beltrão. Cada qual, tal qual o famoso português CR7, “craque de bola” nas suas respectivas áreas de atuação.

Minha primeira maratona: um ano se passou!!!

Em 11 de dezembro de 2022, há exatamente um ano, realizei um sonho: concluir uma maratona, ou seja: percorrer os 42 km(s) e os 195 metros que separam a linha desafiadora da partida ao cruzamento da linha triunfante da chegada.

Em uma matona, nada é fácil. Tudo começa nos treinamentos. No meu caso, treinei um ano inteiro, em dias com chuva e com sol, em  tarde quentes e também nas madrugadas frias.

No dia programado, ou seja, dia  11 de dezembro de 2022 (domingo), às 4h, joguei-me nessa aventura esportiva. A prova foi a Maratona Internacional Maurício de Nassau, em Recife.

Partimos do “Recife Antigo”, fomos até Olinda, retornamos ao “Recife Antigo”, seguimos para o bairro de Boa Viagem (até o Shopping Recife) e retornamos ao ponto de partida, ou seja: Forte do Brum.

Deu tudo certo! Concluímos mais esse desafio que será lembrado até o fim da vida!

Veja o vídeo do recebimento da tão sonhada medalha: https://www.youtube.com/shorts/2Ap1jt1QuIQ

Monumento Nacional – por @historia_em_retalhos.

Em 11 de dezembro de 1980, há 43 anos, projeto do deputado federal Fernando Coelho (foto) era aprovado e Olinda ganhava a condição de Monumento Nacional.

A conquista foi um passo importantíssimo para, dois anos mais tarde, o município tornar-se a segunda cidade do país Patrimônio da Humanidade.
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Confraternização da “antiga” turma da praça……..

Com tradição de mais três décadas, na manhã do domingo (10), na AABB, aconteceu mais um  encontro – no estilo confraternização natalina – da “turma que praça” que batia pelada no campo de Zé Guelpher, localizado no bairro Cajá.

A turma, que hoje estão na “casa” dos 55 aos 60 anos de idade, praticamente está aposentada dos ramados, mas quando assunto é bebericar, indiscutivelmente, ainda joga “um bolão”.

Residencial Levok – apresentação direcionada aos corretores de imóveis!!!

Sintonizado com a ideia de um mundo mais sustentável, o novo empreendimento imobiliário na nossa Vitória de Santo Antão segue seu cronograma e planejamento, no sentido de proporcionar uma boa moradia,  com total segurança.

O Residencial Levok estará  promovendo um encontro, na próxima segunda-feira (11), a partir das 8h, direcionado aos corretores de imóveis e profissionais vinculados à área,  prometendo uma ampla apresentação do referido empreendimento. Na ocasião, será oferecido um café da manhã aos presentes.

Portanto, você que é corretor e tem interesse em conhecer mais sobre o Residencial Levok, favor entrar em contato com o senhor Pablo Lemos, pelo 81-9.9615.2559.

Serviço:

Evento: apresentação do Residencial Levok

Dia: 11/12

Horário: 8h.

Contato: Pablo Lemos – 81-9.9615.2559.

INFORMAÇÕES: 3ª Corrida da Vitória – 28 de abril de 2024.

3ª Corrida da Vitória – 28 de abril de 2024.
Corrida 7km – Caminhada 4km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
Troféu – Premiação Geral do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Troféu – Premiação Faixa Etária – 1º ao 5º colocado
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 anos aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 anos aos 59 anos.
Quarta faixa etária: dos 60 anos aos 69 anos.
Quinta faixa etária: dos 70 a mais.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições grupos: 81-9.9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor Inscrição:
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 85,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 70,00
1º LOTE ATÉ O DIA 29 DE FEVEREIRO

Conceição, Iemanjá e o Recife – @historia_em_retalhos.

Apesar de não ser a padroeira oficial do Recife, a virgem do Morro da Conceição é a santa mais popular da cidade.

Como dizem, é a “padroeira afetiva” da capital.

O que justifica tamanha identificação?

Essa relação de intimidade do recifense com a santa, para além da devoção e da fé, tem razões históricas.

Confeccionada na França, a imagem da Conceição chegou ao morro no ano de 1904, em alusão ao fato de que, 50 anos antes, em 1854, o Papa Pio IX fincou como verdade a crença de que Maria, mãe de Jesus, foi concebida livre e preservada do pecado, daí surgindo a expressão “conceição”, ato ou efeito de conceber, gerar, “concepção”.

Esse é o motivo pelo qual a data é comemorada justamente no dia 08 de dezembro, vale dizer, a data da concepção de Maria, que nasceu nove meses depois, em 08 de setembro.

A chegada da imagem bem no epicentro de Casa Amarela, o bairro mais populoso do Recife, repercutiu: ao redor dela, o povo mais carente foi morar, passando a ser, desde então, um ponto de peregrinação.

Muitos desconsideram, mas o dia 08 de dezembro também é um dia importante para as religiões de matriz africana: dia de Iemanjá, divindade das águas, da fertilidade e da maternidade.

Quando cultuar orixás era algo proibido, os afro-brasileiros eram obrigados a fazer as suas celebrações utilizando as imagens dos santos católicos, estando Iemanjá associada à virgem da Conceição.

Ambas trajam azul e, juntas, são uma representação bonita do sincretismo religioso, da tolerância e do respeito entre as crenças.

Viva Conceição, viva Iemanjá, viva o Recife!.

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Monsenhor Josivaldo Bezerra – Vigário Geral da Arquidiocese de Olinda e Recife – por Jean Michell.

Na manhã de hoje(07), Dom Paulo Jackson, Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, nomeou o Reverendíssimo Monsenhor Josivaldo Bezerra como Vigário Geral da Arquidiocese de Olinda e Recife. Monsenhor Josivaldo atuava até o presente momento como vigário episcopal do Vicariato Vitória. Antes de ser nomeado para o vicariato Vitória ele exerceu a mesma função no vicariato Cabo por 12 anos, totalizando 14 anos nesta função. Monsenhor Josivaldo tem 25 anos de sacerdócio, passou pelas paróquias de Santo Antônio do Cabo de Santo Agostinho, pelo Santuário de Nossa Senhora da Apresentação da Escada, em Escada e no momento é Pároco da Paróquia Santo Antão em Vitória de Santo Antão. O Vigário Geral é colaborador direto do Arcebispo no governo pastoral da Arquidiocese. Em Virtude de seu ofício, o vigário geral tem sobre toda a arquidiocese o poder executivo que compete ao bispo diocesano, excluídos aqueles atos que o bispo reservou a si ou requerem de acordo com o direito um mandato especial.

Jean Michell. 

 

Vida Passada… – Mariano de Medeiros – por Célio Meira

Célio Meira – escritor e jornalista.

Pertenceu, Mariano Augusto de Medeiros, pernambucano, na Faculdade de Direito do Recife, à geração e à turma de Pardal Malet, o romancista do “Hóspede”, de Manuel Borba, intimorato caboclo do nordeste, de Manuel Caetano de Albuquerque Melo, o vigoroso jornalista d’ “A Província”, de Malaquias de Queiroz Barros, velho educador e de Nilo Peçanha, um dos estadistas da República e na vida acadêmica, sonhadora e agitada, batalhou pela abolição da escravatura negra e pela queda do governo da Casa bragantina. A “Folha do Nordeste”, o grande diário de Martins Junior, fundado em abril de 1883, vendido por 40 réis, o “tipo espirituoso e alegre do jornal moderno”, no julgamento do brilhante Faelante da Camara, a “Voz do Povo”, e a “Tribuna Acadêmica”  de Galdino Loreto, Euclides Quinteiro, Nilo Peçanha e Viveiros de Casto, foram as trincheiras felizes das ideias liberais, em que desfraldou, Mariano de Medeiros, sua bandeira de combate. Recebeu, em 1887, o grau de bacharel.

Diplomado, seguiu a magistratura, começando pela promotoria de justiça, na Comarca do Passo de Camaragibe, terra natal de Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti, figura de vanguarda na hecatombe da Vitória, e indomável inimigo do governador Barbosa Lima, de Fernandes Lima e de Ciridião Durval. Nesse rincão histórico do nordeste de Alagoas, pelas colunas do “Município”, Mariano praticou, também, o jornalismo. Regressando ao berço nativo, exerceu, no governo Barbosa Lima, o cargo do Tesouro do Estado, merecendo elogio do chefe do poder, pelos relevantes serviços prestados à administração. Dirigiu, posteriormente, a Recebedoria do Estado. E no governo de Gonçalves Ferreira, em 1903, representou Pernambuco, no convênio firmado com a Paraíba, no tocante à arrecadação de impostos, nos municípios limítrofes. Pernambuco alguns meses, em 1904, na subsecretaria da Faculdade de Direito do Recife.

E em 1905, deixando mais uma vez, a terra onde nasceu, seguiu para o Rio de janeiro, ingressando na polícia civil. Era moço ainda, a esse tempo, o mavioso poeta do “Quadras e Cromos”. Tinha 41 anos de idade. E, em o novo cenário de suas atividades, alcançou, Mariano, novos triunfos. No exercício das diversas delegacias policiais, foi inteligente e honesto. Alfredo Pinto, nascido, também em Pernambuco, e chefe de polícia, do governo de Afonso Pena, encontrou Mariano no posto de 1º delegado auxiliar, e o conservou. Foi o braço direito de Alfredo Pinto, naquela época, em que já se esboçavam os primeiros movimentos dos políticos oposicionistas, em favor de uma candidatura militar.

Faleceu, Mariano, há trinta anos, no dia 7 de janeiro de 1909. Caiu, podemos dizer, como o soldado, na linha de fogo. Quando a morte veio busca-lo, ele estava à mesa trabalhando. E no cemitério, Alfredo Pinto disse-lhe o derradeiro adeus. O adeus do chefe, do amigo, e do torrão nativo.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

A violência na política – @historia_em_retalhos.

04 de dezembro de 1963.

Aparentemente, aquele seria apenas mais um dia normal de sessão no Senado Federal.

Um episódio fatal, porém, marcaria para sempre aquela data.

Os senadores Arnon de Mello, pai do ex-presidente Fernando Collor, e Silvestre Péricles, ambos originários de Alagoas, desentendiam-se com frequência, numa tentativa de medir forças para ver quem era mais influente no estado natal.

A troca de farpas era frequente e o presidente da casa já dava sinais de preocupação com o clima de tensão.

Naquele dia, Arnon abriu os trabalhos com a seguinte frase:

“Senhor presidente, com a permissão de Vossa Excelência, falarei de frente para o senador Silvestre Péricles, que me ameaçou de morte”.

Esta provocação foi a senha para o início do conflito.

Silvestre não aceitou o desaforo e atacou verbalmente Arnon, que, enfurecido, sacou o seu revólver Smith Wesson 38 e disparou várias vezes.

Nenhum dos tiros atingiu Silvestre, que conseguiu jogar-se no chão e rastejar entre as poltronas com a sua arma em punho.

Lamentavelmente, os tiros tiveram um destinatário que não tinha nada a ver com a história.

Dois projéteis atingiram o senador José Kairala, que chegou a ser socorrido, mas que não resistiu e morreu.

Pressionados pela opinião pública, os parlamentares aprovaram, por 44 votos a 4, a prisão dos dois colegas.

No entanto, menos de seis meses depois, tanto Arnon quanto Silvestre foram inocentados pelo Tribunal do Júri de Brasília.

A vítima Kairala, de apenas 39 anos, substituia, transitoriamente, o senador José Guiomard.

Eram as suas últimas horas no exercício da função, pois devolveria o cargo no dia seguinte ao titular.

Ele foi baleado na frente do filho, da esposa e da mãe, que haviam ido prestigiá-lo no seu último dia de trabalho.

Definitivamente, a mistura de violência e política é um desastre para a sociedade e só serve para dinamitar os alicerces da democracia.

Este crime prestou-se para os defensores do Golpe de 1964 o invocarem como uma justificativa, sob o argumento de uma grave crise democrática e do fim do diálogo saudável entre os políticos.
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