Óleo nas Prais: se os políticos ficassem calados já estarão ajudando muito!!!

Com a ampla divulgação nas mais diferentes plataformas de comunicação seria quase impossível imaginar que ainda exista algum brasileiro, sobretudo os moradores da Região Nordeste, que não fora impactado pelas notícias da chegada do óleo no nosso litoral.

Em tempos de debates ambientais e ampla conscientização à preservação da natureza, esse trágico evento ganhou contornos muito além do imaginado, inicialmente. Quanto mais se aprofunda nas questões técnicas, mais problemas de toda ordem, em curto e longo prazo,  saltam aos olhos! Em função  da magnitude e proporção da tragédia,  pontuais e coletivos, ambientais e econômicos, sociais e políticos e etc, entendemos que dificilmente esse episódio não nos deixará danos irreparáveis.

Para ficar só no campo político de curto prazo, por assim dizer, já que para as outras questões necessita-se de preparo técnico/cientifico para meter o “bedelho”, observamos que os nossos políticos – dos vários campos ideológicos – ao abrirem a boca para opinar, ficam mal na fita!!

Primeiro foi o presidente Jair Bolsonaro,  ao “jogar” a ideia conspiratória de que “isso” poderia ter sido um ataque criminoso. Sem estilo para tal, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles,  foi mais além: aventou a possibilidade de um navio do Greenpeace haver sido o responsável. No rastro dessas  “bola-fora”,  eis que surge o deputado federa por Pernambuco, João Campos, propondo uma CPI para apurar a referida tragédia.

Ora! Todos nós sabemos que, na prática,  as chamadas “CPIs” só servem  mesmo para criar oportunidades na promoção (holofotes) de políticos que querem e estão precisando aparecer na mídia. Já não nos basta o efeito negativo para o turismo e os negócios da  nossa região  – Nordeste  – com esse problema? Dá  mais visibilidade e “esticar” a agenda negativa dessa questão  é, definitivamente, “um tiro no próprio  pé”.

Precisamos, nesse momento, é de uma grande força tarefa para atenuar os efeitos danosos desse triste e lamentável acontecimento. Questões técnicas se resolvem com pesquisas e cientistas. Imagino que para os políticos – se não for para cobrar reparação aos causadores da tragédia – se conseguirem ficar calados já estarão ajudando muito!!!

O Projeto Vitória (Em)Cena – do dia 29/11 ao dia 01/12.

Nasce em Vitória de Santo Antão o projeto “Vitória (Em)Cena”, com o intuito de fomentar a prática artística em nosso município. Além disso, o projeto objetiva a formação de platéia, contribuindo assim com o desenvolvimento cultural da terra das tabocas. O Vitória (Em)Cena não é um festival, mas sim um projeto de manutenção de apresentações de grupos artísticos da nossa Vitória e de outros municípios pernambucanos, possibilitando à população a oportunidade de prestigiar obras artísticas que estarão em cartaz em várias épocas do ano. O projeto Vitória (Em)Cena tem como idealizadores e realizadores, os artístas e produtores culturais Wedson Garcia, Lázzaro Santos, Leonardo Edardna e Rafael Quirino, além do Núcleo de Pesquisa Cênica de Pernambuco e Gereba Produções. A primeira edição do projeto Vitória (Em)Cena acontece de 29 de Novembro à 1 de Dezembro no teatro Silogeu.  Contatos pelo whatsapp através dos números: (81)995198717  – (81)986989134

“Vapor da Vitória”: em diferentes ritmos – no mesmo sentido e na mesma direção!!

Após um longo período de preparação,  voltei à prática das corridas. Nesse contexto, competir para subir no lugar mais alto do podium é algo totalmente sem sentido, pois o objetivo nessa etapa da vida – pelo menos para mim –   é manter-se ativo fisicamente, algo que se traduz como imprescindível,  no sentido da almejada qualidade de vida.

Assim sendo,  associei-me ao “Vapor da Vitória”. Composto por quase duas centenas de “corredores e corredoras”, condensados na versão digital –  whatsapp – e agrupados  diariamente em pequenos pelotões para, efetivamente, suar a camisa,  na tarde do “feriado de  finados”  fiz minha estreia na “corrida tradicional” do sábado à tarde.

Podemos dizer que do ponto de vista do preparo físico o grupo é uma espécie de “Salada de Frutas”, ou seja: composto por corredores dos mais diferentes níveis e estágios. No entanto, no que se fere ao acolhimento, união e cooperação, sobretudos com os que estão começando, pude sentir, nesse meu primeiro treino com a turma, que o referido grupo – Vapor da Vitória – revela-se algo muito próximo de um “corpo homogênio”, até porque, nesse tipo de atividade física, ninguém chegará mais longe queimando as etapas inicias…..

Corroborando com toda essa atmosfera positiva, por assim dizer, meu filho Gabriel acompanhou-me nessa jornada. Partimos do Pátio da Matriz até o Vitória Park Shopping e, lá chegando,  retornamos no mesmo pique –  distância total em  torno de 6,5km. Encerro essas linhas revelando minha satisfação em haver me integrado ao grupo e, na medida do possível,  poder desfrutar e compartilhar das coisas boas dessa participação. Parabéns a todos!!

Deputado Túlio Gadêlha indica emenda de R$ 1.200.000 para UFPE em Vitória.

O Centro Acadêmico de Vitória (CAV), da Universidade Federal de Pernambuco, será contemplado com uma Emenda Parlamentar de criação de Túlio Gadêlha, Deputado Federal, que irá custear um projeto de autossuficiência energética para o Centro Acadêmico.

O CAV é um centro da UFPE que fica no alto do reservatório e possui fundamental importância para Vitória, pois desenvolve atividades de extensão que atendem a comunidade local, além de pesquisas que promovem melhorias nas políticas públicas de saúde do nosso município.

Nenhuma cidade, estado ou país se desenvolve sem uma participação integrada com a universidade a partir do eixo pesquisa, ensino e extensão, pois é a partir do investimento neste tripé que as ações de saúde podem sair do papel e melhorar a qualidade de vida da população.

Todavia, como é sabido, as universidades públicas têm passado por um período fiscal e orçamentário muito difícil, deixando muitos centros vulneráveis. Em nossa cidade não é diferente, pois o CAV atualmente atende cerca de mil alunos que necessitam de algum tipo de assistência estudantil. Assim, a autossuficiência energética viabilizará a realocação  de recursos antes destinados às despesas com energia elétrica para o fomento de pesquisas na universidade, projetos de extensão que atendam aos vitorienses, a manutenção dos próprios  estudantes que necessitam de assistência universitária, dentre outros pontos de carência do centro, de modo que todos sejam contemplados: a universidade, os estudantes e nossa sociedade.

Faça alguma coisa para que, após a morte, não seja lembrando apenas no dia de Finados!!

Para os que acreditam, amanhã é o dia oficial da visita aos mortos. Túmulo limpo, flores, vela e  orações são ingredientes indispensáveis para festejar a “vida eterna” dos que já se foram. A tradição católica é antiga. Na nossa Vitória de Santo Antão do tempo pretérito, muita mais ligada nas tradições da Igreja de Roma do que hoje, o dia de finados era bastante “concorrido”.

Na bucólica e pequenina Terra de Santo Antão era motivo de comentários depreciativos, no seio da sociedade, na direção dos vivos (parentes)  que não batessem ponto no cemitério,  no dia dedicados aos mortos. Viúvas, então, que não se vestissem adequadamente para ir ao encontro do túmulo do falecido poderiam até ser descriminadas pelas famílias conhecidas.

O tempo passou e as coisas mudaram. Sem medo dos preconceitos, hoje, qualquer pessoa pode questionar abertamente essa tradição: será mesmo que os mortos estão no cemitério? Será mesmo que só é necessário  lembramos  dos entes queridos no dia de finados? Em outros tempos, feitas essas indagações, eu estaria morto também, amanhã…

Portanto, segue um recado aos vivos de agora: para não correr o riso  de, mais adiante, serem lembrados apenas no dia dedicado aos mortos – finados – procurem fazer alguma coisa positivamente diferente para, só assim  permanecer vivo,  nas lembranças e nos corações dos que seguirão depois. Eu, por exemplo,  já resolvi essa questão do dia de finados: serei cremado, poupando assim os parentes e amigos desse compromisso cristão. Bom feriado a todos!!!

Um exemplo de cidadania que vem de Goiana – por Marcus Prado

Um Município com uma população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2015, de 78.618 habitantes, carrega, ao longo dos 451 anos de sua rica história, plena de pioneirismos, uma tradição singular no mapa de Pernambuco, é a que reúne um sentimento incomum de orgulho de pertencimento entre os seus filhos. O subjetivo sentido de pertencimento, tão necessário ao ser humano e ao meio de sua existência, em relação à noção de patrimônio e identidade cultural dos seus habitantes, tem sido uma marca entre os que nasceram ali, uma qualidade essencial dos goianenses. Dou testemunho, baseado nas visitas que tenho feito à cidade, ao longo de muitos anos, para as pesquisas, não só iconográficas, sobre o seu precioso acervo de arte barroca e sua riqueza arquitetônica. Nunca me faltou acolhida nos percursos pela cidade e demonstração de orgulho pelo berço natal. Eles sabem que a nossa história nasceu ali, nossas conquistas e ideais libertários. Que somos todos devedores do seu espírito de pioneirismo. No desembargador e poeta Josué Sena reside a síntese desse orgulho goianense. É dele a advertência:”Eu tenho pena de quem não nasceu em Goiana”. Na cidade, em certas cerimônias solenes, canta-se o seu Hino oficial como quem canta uma oração.

Seguindo a definição de Platão, PAIDEIA, (Jaeger tem sido para mim um mestríssimo a vida inteira), é “(…) a essência de toda a verdadeira educação, Paideia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito (…)” Sabemos que, diante da nossa realidade social esse desejo é quase utópico, mas Goiana, hoje integrada à Região Metropolitana do Recife, tem-nos dado exemplos de uma almejada consciência de orgulho e cidadania. Não por causa do poder público, historicamente omisso, quando não desinformado, mas por causa do espírito motivador dos que nasceram e vivem nessa terra. Não sei de onde partiu, entre eles, esse compromisso do fortalecimento da cidadania, que tanta falta faz, por exemplo, ao Recife e a Olinda, para citar apenas duas cidades pernambucanas. Sabe-se que boa parte do patrimônio histórico edificado das nossas cidades antigas acha-se degradado. Não somente por falta de recursos orçamentários do poder público, que são exíguos, para preservar a sua Cultura, mas por inexistir entre elas uma liderança coletiva de cobranças e colaborações individuais. Já foi dito que o Recife possui o centro urbano histórico mais degradado do País. Não é exagero. Até um barraco de família sem teto construiram na Praça da Independência, no centro da “ cidade capital do Nordeste”, permanecendo durante mais de uma semana, perto do edifício secular do velho jornal Diário de Pernambuco, que está igualmente a exigir imediatas ações de preservação (Foi tombado como Patrimônio Histórico Edificado de Pernambuco. Fui o Relator do processo).

Goiana tem sido a cidade mais possuidora de Patrimônios Vivos de Pernambuco, a que possui as mais antigas igrejas do Brasil, o segundo Instituto Histórico do País, hoje funcionando na casa onde viveu o poeta e acadêmico da ABL, Adelmar Tavares. Essa casa de pesquisa e de muitos saberes locais é de fechar com chave de ouro a crônica do orgulho goianense dos nossos dias. Tudo se deve a Harlan Gadelha, jovem liderança cultural de Goiana. Com o seu espírito de cidadania e pertencimento, ele conseguiu reunir a população para tirar do esquecimento e das quase ruínas a casa de Adelmar Tavares e a transformou na sede do Instituto Histórico. Tamanho é o esforço, aliado à sua equipe, que pretende reunir num grande debate, na Casa mais goianense de Goiana, em 2020, dirigentes de instituições congêneres de várias partes do País, para o qual espera contar com o apoio do Governo do Estado, Secretaria de Cultura/Fundarpe.

Marcus Prado – Jornalista

Raciocínio Lógico: para que seja aberto espaço para os novatos na Câmara, vereador tem que “comer o cartão” do outro!!!

Em virtude das últimas mudanças nas regras eleitorais o pleito  que se avizinha (2020), indiscutivelmente,  ganha uma significativa pitada de imprevisibilidade – se não bastasse todas as outras –  no que se refere à disputa para ocupação dos assentos nas casas legislativas municipais – Câmara de Vereadores. Na nossa Casa – Diogo de Braga – a parada não será diferente.

Hoje, bem ou mal, a população antonense se faz representada na voz de dezenove parlamentares – todos ungidos pelas urnas. Para alguns deles, em função da expectativa dos sufrágios que sabem muito bem aonde e como irão buscar, a renovação do mandato, teoricamente,  se dará sem sobressaltos. Mas –  é bom que se diga –  existe outro conjunto  que está com os “cabelos em pé”.

Pois bem, nesse contexto, porém, existe um raciocino lógico: se os aspirantes ao parlamento,  ou seja, os candidatos que não detém mandatos,  se sujeitarem ingressar em partidos,  para concorrerem “lado a lado” com vereadores detentores de mandatos, com toda certeza, irão receber o diploma de suplente.

No mundo real dos políticos – aquele que a Justiça Eleitoral finge que não saber – os candidatos que concorrerem no mesmo partido com “vereador de mandato”, teoricamente, já estão recebendo “vantagens” antecipadas e, quase sempre,  promessas para os próximos quatro anos – quase sempre, nunca honradas.

Pensamento rápido: vereador tem que disputar no mesmo partido com outros vereadores,  para um “engolir o cartão” do outro e, só assim,  abrir vagas para os novatos. Esse é o jogo pragmático que deve ser jogado pelos “novatos”,  que sonham em poder dá nó da gravata  para ser chamados de “Vossa Excelência”.

Portanto, nessa nova eleição,  livre das chamadas “coligações proporcionais”,  para termos um maior percentual de renovação no parlamento local, algo salutar ao processo democrático, os vereadores da base do prefeito deverão  disputar todos pelo mesmo partido, aplicando-se, também,  o mesmo raciocínio para os da oposição. Ou seja: candidato que ficar em partido com “vereador de mandato” ou é otário ou está ganhando uma “vantagenzinha” antecipada…….Essa é a leitura, nua e crua!!!

Celular: estamos todos grampeados!!!

Nos meus tempos de devaneios na tenra idade, tendo como “gatilho” os seriados americanos ou mesmo às películas cinematográficas do “007”,  nunca antes poderia imaginar que um dia chegássemos ao sofisticado tecnológico no qual estamos todos inseridos, independente da nossa vontade ou do nosso desejo.

Para os que transitam nas coxias das novas tecnologias tudo que irei falar doravante já é algo “velho”. Algo que já é trivial e comum. Até porque, muitas pessoas já trabalham nesse novo mercado de trabalho que até um dia desses nem existia. A relação das empresas com o seu público alvo-consumidor vem  ganhando “ares” de filme de ficção cientifica ou mesmo de bruxaria.

Pois bem, na tarde de ontem (29), perguntei ao meu filho (Gabriel) se em determinada loja daqui da cidade – unidade de uma grande rede nacional de varejo –  eu poderia encontrar um determinado produto. Disse-me ele: “não sei, mas no site eu sei que tem. Vi outro dia. Estava custando $10,00”.

Ao final da tarde de ontem mesmo, dei uma passadinha na referida loja. Circulei por entre as gôndolas e não encontrei o que estava procurando. Dei mia volta e fui embora. Moral da história: hoje pela manhã, por volta das 9h, eis que, sem nunca antes haver realizado qualquer tipo de transação pela internet com essa empresa, recebi, via SMS, uma mensagem da referida rede de varejo, oferecendo-me o produto que eu estava procurando.

Parece uma baita coincidência, poderia pensar a maioria das pessoas. Mas não é…Desde que você esteja com o seu aparelho celular no bolso, ligado ou não, conectado ou não, na qualidade de consumidos – sabe-se lá outras coisas – você será impactado por situações como essa. Esse é o novo mundo em que estamos vivendo. Não é conversa de trancoso nem roteiro de filme americano. #somostodosconsumidores!!!

Pedro Ferrer relembra acontecimento religioso..

Os antonenses devem estar bem lembrados da peste de cólera que se abateu sobre a cidade da Victória no ano de 1856. A peste atingiu outras cidades da região, tais como Caruaru, Limoeiro, Escada, Paudalho…Vitória de Santo Antão de todas foi a mais atingida com mais de 4 mil mortos. Superada a crise, estando a peste debelada, o povo que não se afastou de Deus, agradeceu-lhe o mal menor, caminhando até à capital. Leiam a reportagem que segue:

Diário de Pernambuco – 24 de janeiro de 1857 

Pedro Ferrer 

Dia Nacional do Livro – 29 de outubro – você já leu hoje?

Num país onde as pessoas são “alérgicas” aos livros comorar o Dia Nacional do Livro é um desafio, sobretudo pelo decrescente número de livrarias disponíveis. Adquirir livros pela internet é prático e  até mais barato, mas nunca terá o charme e o glamour do “desfile” que o leitor faz por entre outros sem números de títulos. Aliás, o apaixonado por livros normalmente não vive apressado.

Pois bem, foi só com a chegada do Rei D. João VI ao Brasil, em 1808, que começamos editar os primeiros exemplares. O primeiro livro a ser lançado aqui, foi “Marília de Dirceu”, do escritor Tomás Antônio Gonzaga. Foi com parte do acervo da Real Biblioteca Portuguesa que,  em 29 de outubro de 1810, fundamos a Biblioteca Nacional do Brasil, motivo pelo qual o “Dia do Livro” é comemorado no data de hoje.

O desafio é gigantesco…….Como transforma a realidade nacional, no que se refere ao interesse pela leitura, se ostentamos uma das maiores taxas de desigualdade social do planeta? Eis a questão: nossos problemas possuem raízes profundas que precisamos entender para transformar, algo, convenhamos,  muito complexo!!

Para tanto, nesse sentido, lembremos que todo dia tem que ser “dia de livro”…….

A poesia “MAIS” de Andrea Campos – por Marcus Prado.

O que aconteceu com Marcel Proust e seu velho amigo há muito não visto e dele há décadas não tendo notícia, numa rua não muito movimentada de Paris, também aconteceu comigo, várias vezes, uma delas numa exposição, em Biobao, no Museu Guggenheim, quando dei de cara com um amigo de infância na antonense cidade, minha e de Osman Lins.

 O amigo de Proust e por certo o meu, queriam saber se tinham mudado ao longo do tempo de vasta distância, nessas distâncias que nem o tempo explica, se for verdade que o tempo não passa ou flui, sua representação, tanto imaginária, real, quanto simbólica. O autor de “Em busca do tempo perdido” e eu dissemos a mesma coisa, ambos de forma intencionalmente enigmática: “Menos”. “Menos o quê”? Foram as duas indagações.

 Lembrei-me, por analogia, do que Proust havia respondido: “Nada disso. Você está o mesmo. Apenas menos”. Não sei da parte de Proust, mas eu deveria ter dito, não fosse a surpresa do momento, sobre esse acaso, que, desde a aurora da civilização, as pessoas não se dão por satisfeitas com a noção de que os eventos são desconectados e inexplicáveis. O tempo, suas invariantes e essências, seu contínuo processo de vir-a-ser, que haveria de marcar a figuração do amigo de Proust, e deixaria marcas na alma e no rosto daquele caro amigo vitoriense, num reencontro inimaginável. Mas aconteceu. Esse mesmo tempo, fluxo perene da vida, que foi visto por Ricoeur à margem do “Em busca do tempo perdido” como sendo uma fábula – o tempo – que se apoia no poder que tem a ficção. O tempo, seja retilíneo ou não.

Há poucos dias o mesmo episódio aconteceu, de uma forma, para mim, gratificante. Tive um reencontro com Andrea Campos e sua poesia. A sua poesia foi, no passado não distante, uma poesia auspiciosa, reunida num livro do qual também fui prefaciador. Leio, agora, uma nova coletânea de poemas dessa autora pernambucana, do Recife, neste novo livro “A CARNE DO TEMPO”. Um reencontro, para mim, cheio de surpresas, enigmas, abismos, desafios, sentimentos, emoções, não só com vertente criadora, inventiva. Com esse livro ela está, superlativamente, “mais”, (insisto em dizer) alcançando uma nitidez realista de certo modo sacudida de turbações, inclusive vocabulares.

Em Andrea e na sua poesia o tempo é uma relação kantiana, dela com ela própria e com o mundo, não quantificável. Uma poesia “mais”, com a experiência do sublime, quando nos fala de Eros, um dos mais difíceis temas da poesia de todas as épocas. Aliás, nunca um tema primordial como esse esteve tão ameaçado como hoje. Andrea consegue retira-lo do ostracismo, sem as formas da imitação. Não vulgariza. O erotismo, (tema tão complexo como o próprio viver), seu fazer-emergir numa linguagem sóbria, é o seu ponto alto, sua revelação poética, seu caminho, sua rota percorrida, seu ponto de chegada, desde o seu primeiro livro. Certos versos na descrição do êxtase e seus fluxos sonoros, talvez sejam influenciados por Hilda Hilst, quando a autora de “A Fadinha Lésbica” abandonou a poesia velada e a desvelou inteiramente para o público leitor. O fogo que se faz metáfora de muitos instintos, como na expressão de Umberto Eco no seu admirável “Nos ombros dos Gigantes”, está na poesia dessa autora, esse “Fogo que arde sem se ver,” (que) é ferida que dói, e não se sente; (que) é um

contentamento descontente, (e que) é dor que desatina sem doer”, cito o velho e divino Camões, o calor do fogo e da paixão, como se existisse dentro da autora o calor de um Sol que ilumina outro Sol, esse milagre generoso da Poesia. Nela, a rima não é uma simples repetição de sons. Aliás, isso é o que há de mais abominável na poesia. E por falar do Sol e seu calor, o sangue rubro que alimenta a poesia de Andrea, teria ela conhecido a Casa do Sol, da grande Hilda, em Campinas, no interior de São Paulo? Comparando as duas experiências poéticas de Andrea, a do passado e a deste novo “A CARNE DO TEMPO”, (um belo título) vejo uma poesia “mais”. É inquestionável a validade de seu olhar sobre o amor não meramente epidérmico, quando os neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.

A sua poesia é totalmente livre na composição das estrofes e no jogo das rimas. Tanto faz o uso das rimas com inteira convicção do seu formato, como não. Há versos tão longos que podem ser denominados de poesia em prosa. Neles, ela aproveita para “brincar” com as palavras. Existem figuras de linguagem, metáforas ricas. Correndo o risco de contrariar os defensores da classificação tradicional nos aspectos da estilística e seus receituários retóricos, eu diria que a metalinguagem, palavras que dialogam com outras palavras, se faz presente neste livro, por exemplo, nos poemas em que busca definir o amor e seus deslocamentos narrativos. A linguagem e seus elementos sonoros, a identidade dos sons terminais estão visíveis, intencionais, sua linguagem adquire um sentido expressivo, algo essencial na poesia de qualquer época.

O acaso, desde o começo, está envolvido nesta minha declaração de simpatia e admiração pelo livro de Andrea Campos. Fayga Ostrower, a mulher que mais admiro no campo da teoria da Arte, (uma artista plástica e ensaísta brasileira nascida na Polônia) me inspira, com a leitura do seu clássico “Acasos e Criação Artística”, quando ela diz que “não existe criação artística sem acasos”. O acaso, pseudônimo de Deus quando Ele não quer assinar o seu sagrado Nome, tão marcante nos episódios citados nas primeiras palavras deste Prefácio, que inspire novos “acasos” na obra dessa autora, e que tragam sempre a marca do “mais”, tão solene no uso dos matemáticos gregos.

No final, Andrea nos diz: “A poesia não paga a vida. Mas dá o troco à morte”. A obra poética também nos convida a uma reflexão, tem uma destinação, certas correlações que se estabelecem, principalmente sobre o existir, de maneira a dar o que pensar. Isto é, a poesia jamais “pagará” a quem se arriscar a seguir por suas trilhas, o preço da realização dos seus sonhos, desejos, voos de forma plena, satisfatória, inclusive pela espreita da morte para passar o troco, até pelo que não recebeu. Pode amenizar a inquietação humana a respeito da morte, apesar da multiplicidade de sentidos particulares em que se pode crer.

Macus Prado – jornalista

Epopeia: um registro importante na terra das “Tabocas” e da “Pitú”…

Sob os cuidados e proteção da “Casa do Imperador” – Instituto Histórico e Geográfico da Vitória – repousam incalculáveis informações sobre a nossa Vitória de Santo Antão. Muitas delas já devidamente expostas no seu rico museu. Transitar na chamada “linha do tempo” do labirinto histórico da casa, através das peças e do material impresso –  sem sombra de dúvida –  é vivenciar o cotidiano dos nossos antepassados num eterno diálogo de interpretações. Essa é minha impressão!!

Recentemente, através de um exemplar da “Revista Comemorativa Epopeia”, que teve como objetivo marcar, em 1945, o tricentenário da Batalha das Tabocas, ocorrida em nosso solo em 3 de agosto de 1645, pude “mergulhar” numa Vitória de Santo Antão bem diferente dos dias atuais. Com efeito, interpretar os costumes e entender o contexto social, econômico e político da metade do século XX, sobretudo de uma cidade localizada no interior da Região Nordeste, inevitavelmente, nos coloca diante de tantas outras novas indagações no que se refere ao   “novo mundo” globalizado que está posto.

No conteúdo do exemplar constam artigos, homenagens, fotografias e muita propaganda comercial. A quase totalidade dos anunciantes nem existem mais. Dentre eles,  pelo menos  um chamou  minha atenção: se hoje estamos acostumados a ver o nome da internacional “Pitú” estampado, com destaque,  em tudo que diz repeito ao nosso torrão, na época da publicação da revista, onde a marca ainda não havia chegado à sua primeira década de existência, observamos que a mesma já investia  forte nas boas causas antonenses. Isso revela um alinha de atuação! Afinal,  são décadas e décadas na mesma direção e linha (sintonia)   com o seu nescedouro – o que serve de um bom exemplo para as “novas” e grandes industrias que chegaram nos últimos anos à nossa cidade.

Nas entrelinhas da revista, por assim dizer,  exala uma boa pitada de saudosismos – perfil na escrita de quem, em tese,  já ultrapassou  os três quartos da vida. Além da exaltação ao feito de Tabocas, realce evidente por se tratar de uma revista comemorativa,  também encontramos poesias,   músicas e fotos da época. Escrever e registrar os fatos importantes, acredito, é algo que nunca será démodé. Parabéns aos que empreenderam e investiram,  no passado,  seu precioso tempo nessa épica revista.

Jorge Costa: um antonense que não esquece sua terra!!!

Na qualidade de antonense que se aventurou e venceu em terras alhures sublinhamos nome do amigo Jorge Costa. Foi o conteúdo do nosso jornal eletrônico, apesar de pertencermos a gerações distintas – ele com 77 anos e eu com 51 – que proporcionou o nosso contato – inicialmente  eletrônico  e, posteriormente, pessoal.

Nosso primeiro contato físico, por assim dizer, aconteceu em setembro de 2017,  por ocasião da 2ª Festa da Saudade. Ele é um sujeito de bem com a vida. Atleta, dançarino e bem articulado no trato com as pessoas. O Jorge é do tipo de  camarada que ganha e  ocupa os espaços de maneira ecológica, ou seja: naturalmente.

Recentemente, após receber o vídeo oficial da 4ª Festa da Saudade, ocorrida no Clube Abanadores “ O Leão”, no último dia 24 de agosto, o mesmo me ligou para confirmar, juntamente com a sua esposa Ângela,  a  presença na 5ª Festa da Saudade, que acontecerá no próximo ano – em 22 de agosto de 2020.

Entre outras coisas, disse-me ele: “Pilako, reserve minha mesa!! Já me programei para viajar ao meu Pernambuco e para minha Vitória de Santo Antão  justamente no mês de agosto,   para poder participar dessa festa. Quero dar-lhe um abraço fraterno e rever os conterrâneos”.

Na oportunidade da ligação telefônica, aproveitei para agradecer sua animação e, sobretudo, pela sua disposição. Estampo aqui, mais uma vez, meu preito de gratidão ao casal amigo pela atenção de sempre!!!

Desastre ambiental: um jogo de interesse que vai além da sujeira do óleo!!

Não sem sentido, nos primeiros séculos da primeira metade do milênio que se foi outro dia, havia a crença de que existia um “grande buraco” no “final” do mar e que “monstros marinhos” engoliam as  embarcação,  com gente e tudo que estivesse dentro, se os mesmos se aventurassem a desafiar o limite da linha da visão.  O tempo passou e aquilo que na história chamamos de período das “grandes navegações” mostrou que todo esse temor não passava de “verdades inventadas”.

Apenas a título de curiosidade realcemos, então,  que nesse início do século XXI, nos primeiros passos do terceiro milênio, por assim dizer, já estamos programando turismo em Marte mesmo sem conhecer o universo que existe no fundo dos oceanos.

Pois bem, nas últimas semanas fomos todos impactados pela notícia de mais um desastre ambiental. A bola da vez, por enquanto, estão sendo as praias do litoral nordestino. Além de toda questão relativa à sustentabilidade – tema central quando se fala em futuro  do planeta – para a nossa região  a faixa de areia, agregada ao tempo firme a ao mar quente, configura-se numa das maiores e mais importantes fonte de renda da população.

Diz um adágio popular: “na guerra do rochedo com o mar quem se lasca é caramujo”. Nessa questão, se bem observado, como quase tudo, o cidadão comum encontra-se num meio de um fogo cruzado de informação. Um jogo de interesse –  que só interessa aos políticos e aos negócios que os cercam – tem atrapalhado ainda mais à solução dessa problemática :

Primeiro: o governo federal e as forças armadas não querem admitir publicamente que somos vulneráveis,  no que se refere à “soberania territorial”. Ora!! Como é que não se sabe o que acontece nas águas brasileiras? Quantos navios entram e saem das nossas águas? Se já chegaram à conclusão de que o produto tem origem na Venezuela porque, então, não se questionar isso diretamente aos imputados? Tudo isso é muito estranho….

Segundo: diz repeito ao “terrorismo” veiculado na chamada grande imprensa para os riscos de contaminação aos que, voluntariamente, estão ajudando. Ora!! Tenho a absoluta certeza de que é muito mais barato distribuir equipamento de segurança para os voluntários fazerem o trabalho do que se contratar empresas especializadas para colocar a “mão na massa”. Até porque o serviço de limpeza é relativamente simples.

Parece-nos que os gestores das cidades atingidas, juntamente com os respectivos governadores,  estão querendo pegar no dinheiro federal – em caráter de urgência – para utiliza-lo de maneira menos rigorosa, em função da calamidade – algo já previsto na lei.

Nessa história, não existe santo. Com boa intenção, apenas os voluntários que,  de maneira altruísta, encontram bons motivos para mergulhas nessa cruzada ambiental. Pelo menos, estão fazendo a sua parte na tentativa de  deixar um mundo melhor para seus filhos netos…

Rock in Rio – por Raphael Oliveira 

Um evento que é preparado para ser gigante. Essa é a impressão que deu ao passar pela entrada do maior festival de música do Brasil. No último dia 06 de Outubro de 2019, se encerrou a oitava edição deste festival que marcou a história da música brasileira, nos seus primórdios lá no ano de 1985, foi considerado um festival disruptivo que pela primeira vez trouxe grandes nomes do rock mundial para o Brasil.

Desde o primeiro festival,  em 85, tivemos representantes da nossa terrinha marcando presença no evento, como nosso amigo Cristovão, que foi ver o seu grande ídolo,  Ozzy Osbourne,  e acabou perdendo a sua sandália quando os primeiros acordes de guitarra soaram no palco mundo, essa história é um clássico e ele sempre conta nas rodas de conversa com os amigos.

Neste ano de 2019 não foi diferente, uma galera de Vitória de Santo Antão foi acompanhar alguns shows na Cidade do Rock, que aliás, poderia se chamar Cidade Internacional do Rock, pois são muitas línguas, muitas bandeiras de países e muitas culturas, principalmente da América Latina, representadas naquele festival. A grande maioria dos antonenes estavam presentes no dia 04 de Outubro, o famoso dia do Metal, sob um sol digno de Rio de Janeiro, mas que não foi o suficiente para tirar a animação de encarar aquele dia inteiro de shows.

Depois de ver os primeiros shows, e dar uma volta pela gigantesca Cidade do Rock, que além do som, tem muitas outras atrações, como parque de diversões, cidades cenográficas, praças de alimentação, stands de grandes marcas fazendo ações promocionais, chegava a hora de soar os primeiros acordes no palco mundo e acompanhar um showzaço do Sepultura, a partir daquele momento foi só grandes apresentações, onde o ápice foi acompanhar a apresentação da banda Iron Maiden, que fez um show épico, destilando seus grandes sucessos e com uma cenografia de palco de dar inveja, assistir aquela apresentação no meio de um mar de gente com mais de cem mil pessoas, é uma experiência ímpar, apesar de cansativa.

A noite fechou com um grande show da banda Scorpions, onde o corpo já estava esgotado mas os ouvidos ainda pediam por mais Rock n Roll, a banda voltava ao Rock in Rio depois de ser atração no evento em 1985 e nunca mais ter voltado a tocar nele. Foi memorável. Um dia como esse será lembrado para sempre e dividir essa experiência com nossos conterrâneos foi muito prazeroso.

Raphael Oliveira 

 

RECORDAÇÃO: Recordando a Euterpe Musical 03 de agosto maestro Aderaldo Avelino da Silva – por Bosco do Carmo.

Aqui estamos vendo uma das mais valiosas preciosidades culturais do nordeste pernambucano, da cidade da Vitória de Santo Antão-PE, a Euterpe Musical 03 de Agosto, onde um homem simples chamado Aderaldo Avelino da Silva, dedicou sua vida a ensinar as sete notas alfabéticas musicais: DÓ;RÉ;MI;FÁ;SOL;LÁ e o SI. Todos que passaram pela sua batuta, aprenderam de verdade e tornaram-se cidadãos. Como é que um homem sem recursos e apoio conseguiu fazer tudo isso? Foi o amor pela causa! Aquí nesta foto estamos no dia 17/01/1991, na procissão do Padroeiro Santo Antão, no bairro da Matriz, na cidade da Vitória de Santo Antão – PE. OBRIGADO SEU ADERALDO AVELINO DA SILVA PELA SUA CONTRIBUIÇÃO!VIVA!VIVA!VIVA! A EUTERPE MUSICAL 03 DE AGOSTO, DA CIDADE DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE!

Bosco do Carmo

Ex-trombonista da Euterpe Musical 03 de Agosto da cidade da Vitória de Santo Antão – PE, do maestro aderaldo Avelino da Silva – in memoriam 

Batalha Digital – um movimento na internet!!

A Batalha Digital, sem sombra de dúvidas um movimento! Um movimento que impactou forte a todos os vitorienses, desde quando estampou manchetes em grandes veículos de comunicação da capital pernambucana, com o título: “Pernambuco ganha primeiro reality show com influenciadores digitais”. Mas um projeto que vindo da cabeça de dois idealistas, que não medem esforços para alcançar os objetivos, não teria outro destino, senão o sucesso.

Tendo o início de suas transmissões no dia 22 de setembro deste ano, contou com 21 influenciadores digitais de municípios da região metropolitana do Recife, zona da mata e agreste pernambucano, divididos em equipes, que tiveram seus nomes fazendo menção a momentos importantes da história pernambucana, Equipe Guararapes, Equipe Tabocas, Equipe Mascates e a equipe finalista, a Praieira. As equipes permaneceram unidas até a penúltima fase da competição, onde disputaram entre si, a premiação.

Lidar com pessoas nunca é uma tarefa simples, lidar com 21 pessoas com pensamentos distintos e uma legião de fãs cobrindo suas retaguardas, ainda menos. Uma vez que o caráter de competição do projeto se intensificou, as equipes se engajaram cada vez mais, umas lidando bem com seus resultados, outras nem tanto, demonstrando, por vezes, insatisfação. Ainda assim, é compreensível, face aos anseios e maturidade de uma faixa etária média de 20 anos.

Com tanta coisa acontecendo, patrocinadores ganhando visibilidade, influenciadores ganhando cada vez mais seguidores, conflitos sendo criados e solucionados com a competência do escritório Cruz Gouveia Advocacia, na pessoa do Dr. André, os instablogs da região não comentavam sobre outra coisa, afinal a pauta era alimentada todos os dias, sempre com conteúdo novo. Tamanha repercussão, resultava em um fator decisivo para o sucesso do projeto: audiência.

Na grande final da Batalha, uma prova de resistência digna de expressões, sentimentos e caricaturas cinematográficas: passar o maior tempo sentado em um carrinho de supermercados, tomando 500ml de água a cada 1h, sem poder tocar o chão, ficar de pé, nem satisfazer quaisquer de suas necessidades fisiológicas.

Um dos participantes mais competitivos foi o primeiro a abandonar a prova, após a primeira garrafa d’água, o Tatu Lanches. Logo em seguida foi a vez do Guga Valois abrir espaço para conhecermos o pódio da Batalha, que ficara formado por, em terceiro colocado, Demétrius Dedé ou Nego Duro, como também é conhecido e que, diga-se de passagem, recebeu o maior prêmio que a batalha poderia proporcionar, a reconciliação com sua família, onde reatou seu casamento com a também influenciadora, Mikaely Andrade. Em segundo lugar o Pedro Henryque (ator do grupo Máquina Teatral, que enquanto participava da final da Batalha, tinha a sede do grupo sendo arrombada e saqueada por um meliante) e em primeiro lugar, mesmo estando com a clavícula fraturada, em decorrência de um acidente, Jessica Nayanne.

Como saldo de todo este movimento, nota-se a força que esse novo fenômeno, chamado “influenciadores digitais” vem ganhando, principalmente quando está alinhado a uma boa estratégia de marketing.

Outro ponto positivo, é observar que o perfil do empreendedor/empresário vitoriense vem mudando, ficando mais aberto ao novo e entendendo cada vez mais sobre o público que deseja alcançar e encontrando soluções inteligentes para prospectar novos clientes, aderindo a projetos como este, que foi a Batalha Digital.

Aos integrantes da equipe que coordenou e produziu todo o projeto, resta os parabéns e a gratidão pelo empenho nessa grande realização.

Juliana Silva – Coach e Relacionamento

Bárbara Oliveira – Assistente de Palco / Apresentação

Adriano Oliveira – Edição de Imagens

Lucas Emmanuel – Direção de Imagens

Joás Silva – Câmeras

Messias Amorim – Apresentação

Célio Bisneto -Idealização / Direção Geral

André Lima – Idealização / Coordenação

Assessoria. 

Com show de Bruno Barros e Márcia Nascimento, “Corriola da Matriz” cumpre missão no Mercado de Gravatá.

Em mais uma “Missão Cultural”, ocorrida no último sábado (19), o grupo intitulado “Corriola da Matriz” revisitou o sempre animado Mercado Público de Gravatá que, diga-se de passagem, configura-se num exemplar fiel do modo e do jeito de viver o povo nordestino.

Além de tudo de bom que lá existe, dessa vez, o sábado foi mais vitoriense. No palco, Bruno Barros e Márcia Nascimento, acompanhados por músicos antonenses, marcaram o ritmo musical do encentro alternando o repertório entre clássicos da MPB e músicas de sucesso instantâneo, assim, agradando a todos. Veja o vídeo.

Nestor de Holanda Cavalcanti Neto – por Pedro Ferrer

Nasceu na Vitória de Santo Antão, no ano de 1921. Desde cedo mostrou pendores para as letras. Era neto do Nestor de Holanda Cavalcanti, farmacêutico, estabelecido na atual João Cleofas. Ficou órfão ainda criança. Sua genitora ficou residindo algum tempo na casa dos sogros. Logo partiu para o Recife, levando em sua companhia o casal de filhos. Foram residir na rua do Sossego, bairro da Boa Vista. Mais tarde ele escreveria um romance cognominado: “Sossego, rua da revolução”.

Na capital trabalhou na imprensa, escreveu peças, poesias e compôs inúmeras músicas em parceria com Nelson Ferreira, Levino Ferreira, Luís Gonzaga. Aos 19 anos partiu para o Rio de Janeiro. Sua veia de escritor abriu-lhe as portas de revistas, jornais, rádios, teatros e finalmente TV.

Trabalhou em inúmeros jornais. Foi redator de rádios e TV. Escreveu muitas peças para teatro de revistas e compôs centenas de músicas. Entre seus parceiros citaria: Ary Barroso, Dolores Duran, Lamartine Babo, Ismael Neto, Haroldo Lobo. Suas crônicas prendiam-se muito a fatos ocorridos no Rio de Janeiro e na sua terra natal. Merecidamente ganhou o título de Cidadão do Estado da Guanabara. Nessa época seu livro, “A ignorância ao alcance de todos”, vendeu 120 mil exemplares, valendo-lhe o título de  escritor de maior venda no Brasil, na década de 1960. Nestor morreu jovem, no dia 30 de novembro de 1970, com apenas 49 anos. Jorge Amado, o famoso escritor baiano, resumiu em três linhas a importância, o valor e a originalidade de Nestor de Holanda: “Com Nestor de Holanda estamos longe de todo formalismo sem sentido com que certos escritores buscam esconder a inutilidade de sua voz. Nestor é um homem do seu tempo e do seu povo”.

Recomendo ao leitor seu livro “O decúbito da mulher morta”. História ocorrida na nossa cidade.

Finalizo transcrevendo algumas palavras escritas por Rachel de Queiroz, escritora cearense, primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, por ocasião da sua morte: ““Contista e, acima de tudo, cronista, esse pernambucano de Vitória de Santo Antão assimilou melhor do que ninguém a alma e a graça do carioca, sua irreverência, seu humor desabusado, sua mordente sátira, entremeada de momentos de enternecimento e romantismo. Curioso é que conseguiu figurar assim entre os mais “cariocas” dos cronistas desta cidade do Rio, sem por um instante imolar sua condição de

homem vindo do Norte, parte daquela frente migratória anunciada por Manuel Bandeira em “São os do Norte que vêm”. O carioquíssimo “Sargento Iolando” jamais esqueceu ou sonegou o menino de Vitória, suas lembranças, saudades, e pontos de vista. A simbiose de ambos foi o milagre do talento – talento era coisa que não faltava a esse que nós choramos tão cedo, partido muito antes do seu tempo natural, quando ainda teria tanto para dar ao jornalismo, nas letras, na vida.”

Pedro Ferrer – presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.