Sergio Mouro: e agora doutor?

Passada a campanha eleitoral os ânimos começaram a serenar. A pauta extravagante e extremista assim como as frases de efeito e os temas que são levantados apenas para reforçar o voto emocional já  fazem parte do passado. Agora não tem lero-lero!! É cuidar do Brasil Real que os políticos em campanha não gostam de debater.

Dentre os tantos problemas agigantados que o novo governo terá que enfrentar,  apontamos à questão carcerária nacional. Segundo o atual ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em conversa com o próximo gestor da área, Sérgio Moro,  “todos os presídios do Brasil estão sob controle de facções criminosas (70) e quem entra lá tem que fazer parte de uma delas”.

Essa afirmação oficial configura-se num tumor maligno em estado avançado e que continua em crescimento no seio da nação. Suprimir a liberdade de quem não consegue cumprir o regramento mínimo estabelecido, para se viver em sociedade,  é triste, mas, vez por outra, necessária.

O “X” da questão, imagino, está na total perda de controle da chamada ressocialização dos encarcerados. Como explicar para uma mãe cujo  filho  tenha cometeu um crime de pequeno poder ofensivo e que, seis meses depois, após cumprir sua pena, quando ela for espera-lo no portão de saída do presídio,  irá encontrar um sujeito “doutor” formado na faculdade do crime? Que governo é esse? Que sistema carcerário é esse? Que mundo moderno é esse que nosso Brasil está metido?

A esmagadora maioria das pessoas da classe média acham que esse problema não lhes pertence. Ledo engano!! Todos nós somos parte do problema como  também  da solução. Não existe futuro para uma Nação cujas cadeias são formatadas para produzir marginais em série.  Isso é uma cobra de duas cabeças!! Isso é uma aberração e que é pior: não existe solução fácil!!

 

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