Perguntou-me Pedro Ferrer: “quem morreu mesmo, amigo Pilako, foi o CAMELO OU O LEÃO?”

Na qualidade de folião antonense, com raízes carnavalesca vinculadas ao Clube Abanadores “ O Leão”, o professor Pedro Ferrer reclama da falta de “espaço” para o “mais querido”. Eis a nota enviada por ele, ao blog:

Enterro do Leão – O Camelo é de amargar. Só dá Camelo neste blog.

Vale a boa intenção dos adeptos do Vassouras: RESSUSCITAR O LEÃO. Desculpem – me estava com a cabeça cheia de enterro do Leão; mas quem morreu mesmo, amigo Pilako, foi o CAMELO OU O LEÃO? Tira-me esta dúvida. Que é da sede do aristocrático? Vou lá dar uns ponta pés na porta da sede. Não, não devo, agora é um templo religioso.

Falando sério: vale o esforço dos saudosistas do Camelo. Ressuscitando o Camelo, a benéfica rivalidade voltará às ruas de Santo Antão e com certeza com a benção do SANTO PADROEIRO, assim ganhará o nosso carnaval.

Viva o Leão de Célio Meira, de Nô Ferrer, José Augusto Ferrer, Abiatar Ferreira Chaves, Joel Siqueira, Honório Trugão (Sena), Mizura e tantos outros. Este último, Mizura, virou casaca; tempo depois passou para o outro lado.

Pedro Ferrer

Em breve, a música nova da SAUDADE, homenageando os 70 anos do Instituto Histórico, estará na rua!!!

Sintonizando, há vários anos consecutivos, o tema carnavalesco da SAUDADE com uma comemoração marcante da nossa cidade, em 2020,  a “bola da  vez” será o nosso Instituto Histórico, em virtude da passagem do seu aniversário de 70 anos de fundação.

Assim sendo, na noite de ontem (06), juntamente com o produtor cultural Samuka, o compositor Aldenisio Tavares e o cantor Jack Farra participamos da gravação da nova música da SAUDADE –   alusiva ao tema 2020 –   ocorrida no SPG Studio.

Em breve, após os retoques necessários, a canção será divulgada. Para o momento, apenas uma “amostra grátis” do clima de alegria e entusiasmo de todos que lá estavam. Veja o vídeo.

Histórias do Carnaval Antonense: o horário “maluco” dos Monges!!

De maneira original, a Agremiação Carnavalesca Companhia dos Monges em Folia alardeia que, na noite do sábado de Zé Pereira, precisamente,  às 21:32h terá inicio o seu desfile. Não existe nenhum registro, até agora, que o horário oficial não tenha sido “mais ou menos ”  cumprido.

 Essa peculiaridade, por assim dizer, surgiu logo no primeiro desfile da agremiação por sugestão do amigo Zé Carlos da Gráfica. Na cabeça do dele, que mais perece um papa-figo de antigamente, o horário seria uma  “jogada de marketing” para “chamar” a atenção dos foliões.

Dizia ele: “doido, com esse horário maluco todo mundo vai perguntar se vai sair na hora mesmo e também quem inventou essa besteira”. Resumo da ópera: até um relógio “gigante”, marcando a hora 21:32h,  a diretoria mandou confeccionar.

Alcimar soltou voz………

Mesmo em tempos carnavalescos não podemos perder a oportunidades de escutar e reverenciar uma das vozes mais talentosas da nossa terra. O forrozeiro Alcimar, comandante da Banda Nordestino do Forró, em recente encontro no Studio do amigo Samuka, soltou a voz para lembrar que as nossas raízes musicais tem espaço no coração do povo nordestino nos 365 dias do ano. Valeu Alcimar!!!

 

Histórias do Carnaval Antonense: O dia em que O LEÃO foi enterrado pelo CAMELO.

Sempre que tenho oportunidade de falar, repito: não sou velho, mas carnavalescamente falando vivi o restinho de tudo aquilo que hoje só habita nas paredes da memória dos mais velhos. Vivi o mela-mela, o corso –  com suas “batidas” automobilísticas, as disputas das orquestras, os belíssimos carros alegóricos, os animados bailes de sede, os concorridos ensaios de rua na Pitú-lanches, as comissões com livro de ouro debaixo do braço e porque não dizer, entre outras coisas: o restinho da rivalidade entre LEÃO e o Camelo.

Deixei, a propósito, o tema RIVALIDADE por último, para justamente, narrar um acontecimento, ocorrido na terça-feira de carnaval 1991, onde nós, “camelistas” liderado pelo então Presidente Joel Neto, protagonizamos cenas de um carnaval, cujo o “oxigênio”, como já falei, se socorria na RIVALIDADE.

Muito bem, vamos à história:

Ano de 1991, noite de terça-feira de carnaval. Ao chegar, por volta das 19h na sede do Clube Vassouras “O CAMELO”, juntei-me aos companheiros da jovem diretoria e fui logo  recebendo o recado: “Joel Neto quer falar com a gente, ele tá aí com uma novidade”.

Naquela ocasião os “coroas” do Camelo, presentes ao desfile foram: Elias Ramalho, Dodó da Gamela, Berilo, Miro Caboclo e “jogando” no time intermediário (meia idade”) Joel Neto. Os mais jovens eram: Fernando, Puã, Alexandre da Gamela, Edalvo, Léo, Murilo, Mano do Cartório, Clodoaldo, Silvio de Velho da Pitú e Eu.

Pois bem, naquele ano, salve engano, estava completando uma sequência de três anos, consecutivos sem o desfile do Leão no carnaval da Vitória. Joel Neto, que ainda gosta da “cachorrada”, aproveitando essa “turma Jovem” e empolgada, disse que só iríamos saber da novidade quando chegássemos na casa de Miro Caboclo, localizada na Rua Imperial (Matriz).

Durante o percurso, o nível de ansiedade da turma jovem só fez aumentar, todos se perguntavam: “que “diabo” de novidade é essa que Joel Neto tem para nos contar?”

Em certo momento, fomos convidados a entrar na casa de seu Miro, lá,  tomamos cada qual umas três lapadas de uísque e,  só assim, a tal novidade foi revelada.

Joel Neto tinha mandado confeccionar uns roupões pretos com desenhos e máscaras de caveiras e uma pequena  alegoria, para ser carregada nas mãos, que revelava a figura de um LEÃO –  feio e fraco –  quase morto.

Assim sendo, quando saímos da casa de seu Miro, fantasiados de CAVEIRAS, carregando nos braços aquele LEÃO quase morto, a “galera” do Camelo foi ao delírio e  o desfile ganhou uma nova empolgação. Assista o vídeo:

Após contornamos a Praça da Matriz, propositadamente,  paramos em frente a sede do  Clube Abanadores o LEÃO, ao som de  uma marchas fúnebre,  e fizemos o enterro simbólico do Clube Abanadores O LEÃO. Em certo momento algumas pessoas, mais empolgadas, começaram a chutar a porta do clube. Nesse instante, Joel Neto, com sua autoridade de presidente, controlou a situação.

Saímos,  então, “cantando vitória” no retorno a nossa sede, localizada no bairro do Livramento e,  até chegar lá, o pau cantou em cima da “alegoria” do Leão quase morto.

Uma semana depois do enterro simbólico, quando passei pela calçada da casa do senhor Zé Lourenço,  na Matriz,  torcedor “fervoroso” do Clube Abanadores O Leão,  disse-me ele: “filho de Zito, vem cá. Eu vi você chutando a porta do Leão, vou dize a seu pai, ele não vai gostar de saber disso não viu!!”.

Bem, confesso que fiquei meio “cabreiro”. Mas, caso papai viesse a me reclamar, a resposta já estaria  na ponta da língua: “foi Joel Neto que inventou tudo isso”.

Pelo sim, pelo não, acho que seu Zé Lourenço falou com papai, mas como Seu Zito Mariano era  CAMELO de coração, no fundo, no fundo, acho até que ele tenha  gostado da nossa, digamos assim, transgressão carnavalesca. Histórias do carnaval……..

 

Carnaval da Vitória na ordem do dia!!

O ano de 2019, agora, já faz parte da história. Adentramos no novo ano e cabe a cada qual, doravante, construir seu destino. Sabe-se que a mudança do calendário, por si só não tem o poder de mudar nada, no entanto não deixa de ser um incentivo para colocarmos em prática tarefas e metas muitas vezes adiadas. Nesse contexto, porém,  começar a praticar exercício físico regularmente –  sabido e entendido por todos como bom e necessário  em qualquer faixa etária – encaixa-se bem no figurino da expressiva maioria dos habitantes do planeta terra.

Já com relação à pauta do nosso jornal eletrônico  – intitulado Blog do Pilako –,  tal qual os  anos anteriores, daremos prioridades aos assuntos e novidades relativos aos festejos e folguedos de momo antonenses. Assim sendo, doravante, entre outras coisas, voltaremos com a coluna “O Tempo Voa Vídeo Carnaval”,  na qual realçaremos  momentos antológicos do reinado de momo local.

Na Terra de José Marques de Sena, Guilherme Pajé e, agora, do sempre animado Régis Souza, o  “carnaval”, definitivamente,  entrou na ordem do dia!!! Vamosimbora!!!!

Até no aniversário, o repórter José Sebastian chega primeiro!!!!

Na qualidade de profissional da comunicação o amigo José Sebastian ganhou fama e respeito na nossa cidade e em toda região não só pelos seus relevantes serviços prestados à sociedade, mas também pela sua simpatia, lealdade e correção. Assim sendo, na data de hoje, 02 de janeiro, no alvorecer do ano que se inicia, envio na sua direção um caloroso abraço,  em virtude da passagem natalícia. Parabéns, amigo José Sebastian…

Virada do ano alongada…….

No primeiro dia do ano que acaba de começar, bem cedinho, resolvi começa-lo com uma corrida de 6 km. Ao passar pela Rua Doutor Jose Rufino, no sentido da Matriz, encontrei uma turma de jovens amigos ainda comemorando a virada do ano. Pensei comigo: quando eu voltar, se ainda estiverem aqui, farei um registro.

Pois bem, no meu retorno para casa, já caminhado, por volta das 6:30h,  reencontrei a mesma turma no mesmo local e ainda animadíssima! Pois é……Tudo tem seu tempo………Veja o vídeo.

 

Toc..toc…toc…..Abra a porta: o tão esperado 2020 acabou de chegar!!!

Em clima de fechamento dos trabalhos, no que se refere ao ano de 2019, hoje, faço apenas uma única postagem para agradecer. Aliás, ser grato é algo que nunca sairá da moda. Um novo ano se anuncia. 2020, já é uma realidade. Assim sendo, por mais seja um clichê, nos resta recarregar as baterias e seguir em frente. Se chegamos até aqui, por obvia conclusão, é porque vencemos!! Estamos mais fortes!! Não custa nada lembrar que no “jogo da vida”, muitas vezes,  as derrotas e as frustrações também constroem, as vezes,  mais e para sempre…

Assim sendo, aproveito para enviar um “EVOÉ” a todos os internautas do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, visando essa  nova etapa que acaba de se iniciar (2020). Nesse sentido, realço que NÃO devemos “se iludir nem se avexar”, como dia a música do ETESÃO,  porque o ano só começa mesmo no nosso Brasil,  após o carnaval!!! Vamosimbora….

Carnaval 2020: Vitória começa antecipar o calendário!!!

Na qualidade de uma das cidades mais animadas do estado de Pernambuco, no que se refere ao reinado de momo, nossa Vitória de Santo Antão já começou entrar no clima carnavalesco. Na noite da sexta (27), por exemplo, a Orquestra Venenosa “afinou” os instrumentos no Pátio da Matriz.

Aliás, diga-se de passagem, executando muitos frevos que nunca constaram no seu rico repertório. A passista, de maneira genial, arrancou os aplausos dos foliões que assistiam ao concerto musical.

Já na tarde do domingo (29), nossas lentes flagraram um grupo de autênticos foliões “bebericando” na praça. No som “mecânico”, por assim dizer, só rolava o show da Orquestra Super Oara, gravado aqui em Vitória em cima do Trio Asas da América!! A turma tá se animando!!!

Colação de grau da Escola Professora Janise dos Santos Oliveira aconteceu nas dependências do nosso Instituto Histórico!!

Sob a coordenação do dinâmico diretor, Claudemir Coelho,  na noite do sábado (28), aconteceu no Instituto Histórico e Geográfico da Vitória (Silogeu e outras dependências) a culminância festiva de colação de grau do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Janise dos Santos Oliveira, localizada em Natuba.

Por todo seu simbolismo, a festa congregou jovens com os  seus respectivos familiares para celebrar mais uma vitória da família que acredita no poder da transformação pela educação. Com o tema voltado para o glamour da cidade de “Las Vegas” a turma, radiante e eufórica, carregava o nome da professora Eliete Silva. Na qualidade de Patrono, o eminente presidente da “Casa do Imperador”, professor Pedro Ferrer proporcionou uma noite inesquecível a todos aqueles que por circularam, já que nunca antes na história do Instituto tá evento havia ocorrido.  Ao final, depois de muita música e vibração, um jantar foi servido aos participantes.

Classe artística vitoriense reclama do não cumprimento de acordo pela atual gestão do Conselho Municipal de Cultura.

Na qualidade de artistas e representantes dos produtores culturais da nossa Vitória de Santo Antão estiveram na nossa redação, hoje, pela manhã, Herika Araujo e Pablo Dantas dando conta do não cumprimento de um acordo celebrado entre a classe artística e a atual gestão municipal do conselho de cultura, subordinado a gestão  do  atual  prefeito Aglailson Junior.

Segundo eles, lá atrás, ainda na gestão anterior e depois na atual administração,  após a consolidação do Conselho Municipal de Cultura, ficou “acordado” que haveria um rodízio na direção dos trabalhos (Conselho) ou seja: o comando seria alternado entre os indicados pelo governo e os representantes da classe artística. Algo, segundo eles (artistas), que foi descumprido  hoje, pela manhã, por ocasião da primeira reunião da nova turma de conselheiros, escolhida em novembro próximo passado.

O artista e produtor cultural, Pablo Dantas,  fez duras críticas ao senhor Eric Leonardo, atual gerente de cultura da gestão municipal. Disse Pablo: “Pilako, parece que ele trabalha contra o governo que ele mesmo representa. O senhor Eric Leonardo, na ocasião, demonstrou total falta de habilidade política e senso democrático. Eu nunca vi a comunidade cultural ser agredida dessa forma. Ele bateu na mesa, chamou palavrão e desmoralizou o governo,  ao se colocar dessa forma. Não é possível que essa pessoa esteja num cargo tão importante. Vamos acionar o Ministério Público, a imprensa e todos os artistas da cidade”.

Já a produtora Herika Araujo, num  tom mais conciliador, desabafou dizendo: “nós buscamos o diálogo. Falamos sobre o histórico do Conselho e tentamos negociar a pauta da maneira mais democrática possível. Como não houve acordo, nós deixamos o conselho e estamos organizando uma comissão para articular o cumprimento da lei. Porém, antes, desejamos que o governo reveja a situação e procure dialogar com a classe. Nós estamos totalmente abertos para construção democrática de políticas públicas”.

Dessa forma, a situação da cidade se agrava. Segundo os artistas, o gerente de  cultura, Eric Leonardo, não está sintonizado com os anseios da comunidade cultural vitoriense e, por isso, não deveria participar dessas negociações. Os artistas lembraram também que o governo Aglaison Júnior ainda não concentrou esforços para o cumprimento da Lei Municipal 4.166/16. Ao final, o grupo demonstrou interesse em dialogar com gestão, mas,  caso não seja possível prometeram uma mobilização e até uma provocação formal ao Ministério Público local. Com a palavra, os gestores municipais da área cultural. Abaixo, um pequeno vídeo retrata o desabafo dos artistas.

Régis Souza foi um profissional original…….

Amigo de todos e sempre bem humorado, Régis Souza, ocupou bem o espaço que a sua potente e aveludada voz lhe proporcionou. A sua morte, anunciada na manhã de ontem (26), deixa uma lacuna na nossa cidade, sobretudo nos folguedos de momo.

Com a saúde debilitada há anos, Régis parecia não acreditar que “esse”  dia chegaria, mesmo que, em várias ocasiões, ele mesmo brincava com a possibilidade da sua iminente partida – dizia-se até, não sei se é verdade,  que o mesmo já havia até gravado a sua própria nota de falecimento: “Alô Galera!! Fui…”. Sempre com a proximidade do carnaval, comentava-se também:  “Régis esse ano vai brincar no “Bloco da UTI”.

Mas por trás daquele sujeito brincalhão e extrovertido, também existia um ser humano que certamente viva suas agruras existências –  algo inerente a todo ser pensante. Meses atrás, na recepção de uma empresa local, batemos um “papo reto”. Falou-me da sua precária saúde e da sua relação com o álcool.  Independente de qualquer coisa era camarada  totalmente do bem.

Nas redes sócias muitas postagens realçaram sua partida. Pessoas das mais variadas tendências tinham por ele muito carinho. Nas inúmeras fotos, Régis sempre realçando  seu sorriso peculiar  e suas peculiares fisionomias.

Por motivo de força maior, o amigo “Regis Sopa” não teve direito a um funeral do tamanho da sua fama na cidade. Por muitas coisas e principalmente pela sua originalidade, Régis Souza,  “O Senhor do Carnaval”,  foi um sujeito que deixou marcada sua passagem na vida terrena. Será uma figura sempre lembrada por todos. Aliás, nós do Blog do Pilako, temos em nossos arquivos fotos e vídeos que retratam o nosso amigo Régis Souza.

A Pedra do Reino e o início do seu tombamento.

Era meu desejo encerrar o meu mandato de conselheiro do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Histórico de Pernambuco, na terça-feira, 23 de dezembro, pedindo a abertura protocolar do processo de tombamento do sítio histórico da Pedra do Reino, localizado na zona rural de São José do Belmonte, um cenário emblemático que enriqueceu a ficção magistral de Ariano Suassuna, com o seu Romance d’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, um dos mais celebrados da literatura de língua portuguesa dos nossos dias.

O colegiado, reunido na sede do Conselho – Casa de Oliveira Lima – ouviu atentamente as razões descritas na minha proposta de abertura do processo e o aprovou, por unanimidade. Reconheceu como incontestáveis as minhas alegações. Para produzir o meu parecer, realizei pesquisas de campo e documentação fotográfica, que resultou em mais de 800 fotos a serem doadas à Fundarpe e ao Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Histórico de Pernambuco.  Agora, segue para tramitação de praxe a cargo do corpo técnico da Fundarpe, passando pelo instituto jurídico da instituição governamental, que formatará a parte conclusiva do pedido, suas exigências e recomendações, tanto da parte do governo, que fará sua homologação, como dos proprietários do sítio histórico. A primeira exigência é que a proteção do bem tombado terá de ser compartilhada com a autoridade governamental e com a população, para que, no futuro, não haja prejuízos irreparáveis como ocorre neste país, por causa da inércia dos poderes públicos e da ignorância, da negligência e da cobiça dos particulares.

Era desejo de Ariano, segundo conversa comigo, que o pedido de tombamento só fosse formalizado depois que se desse por concluída a instalação das 16 esculturas gigantes, dispostas em círculos, dos santos e personagens do episódio sebastianista que inspirou o seu Romance. Para ele, as 16 esculturas faziam parte do imaginário armorial, reconhecendo a forte herança que nos transmite, o sítio histórico, de um passado pernambucano, suas lendas, superstições e mitos remanescentes do período medieval.

O parque das esculturas – parte integrante do tombamento, foi concluído, o cenário está pronto.  A história, na voz de Ariano, nos fala do desaparecimento misterioso do rei de Portugal, Dom Sebastião, no século 16, durante a batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. “Gerou muita expectativa nas pessoas de que ele havia sido arrebatado, encantado por feitiço, e que um dia retornaria para trazer a paz e a prosperidade ao seu povo. Movido por essa crença, no século 19, no sertão de Pernambuco, João Antônio dos Santos disse que teria sonhado com o rei português encantado entre os dois rochedos da Serra do Catolé”.

Pela sua monumentalidade histórica e paisagística, pode representar um dos pontos de maior relevo de atração não meramente turística, até mesmo teatral, pelo que inspira e convida. Nesse sentido, pode transformar-se num filão expressivo, como o foi, e tem sido, a experiência teatral de Fazenda Nova, com o espetáculo da Paixão de Cristo, restando congregar, positivamente, os diversos agentes culturais envolvidos na política de preservação e promoção do nosso patrimônio. Creio na garra empreendedora de Gilberto Freyre Neto (Secult) e de Marcelo Canuto (Fundarpe), no esforço que terão em criar um novo polo cultural em São José do Belmonte, inspirados na Pedra do Reino. As possibilidade desse sítio histórico, a partir do sonho de Ariano Suassuna, são inquestionáveis, não limitadas, apenas, às cavalhadas anuais, que podem ser, aliás, um bom instrumento articulador e colaborador de educação patrimonial. Sem educação patrimonial, não existe tombamento.

Marcus Prado – jornalista.

No dia do meu aniversário……….

Da última comemoração natalícia, ocorrida em 2018, para hoje, 26 de dezembro de 2019, dia em que fecho mais um ciclo – completando 52 anos – apenas uma certeza: estou mais próximo da viagem sem volta!!

Em um determinado momento da vida, não lembro exatamente quando,  entendi que para se viver melhor  faz-se  necessário absorver a ideia de que somos finito,  sem almejar, necessariamente, um paraíso para chamar de seu,  na tão prometida “vida eterna”.

Com efeito, nada impede que a vida seja vivida alegremente todos os dias, sem perder a serenidade no inevitável e intenso diálogo consigo mesmo. Afinal, não tem jeito: você continuará convivendo com você mesmo até os seus derradeiros momentos .

Perguntar inteligentemente sempre será mais difícil do que responder. Em tempo: qual a melhor maneira para se comemorar o próprio aniversário? Pela quantidade de respostas diferentes, num mundo em que cada vez mais somos inclinados ao não “pensar por conta própria”, certamente refletirá um pouco do perfil de cada um. Aliás, todas as formas estarão corretas, desde que seja a que mais lhe conforte.

Assim sendo, meus queridos e fiéis internautas, divido com todos vocês o dia do meu aniversário, no qual transformei em letras e, consequentemente,  em postagem um pouco do que circula nas prateleiras do miolo da minha cabeça, até porque escrever, diga-se de passagem,  sempre será mais fácil do que encontrar alguém com paciência para ler….. Obrigado por compartilharem dessa alegria comigo………..

O Tempo Voa Documento Especial: Reminiscências natalinas – Por Prof. José Aragão (1999)

Dos natais de minha infância, recordo, enternecido, dispostos em ordem, através do velho Pátio da Matriz, nesse tempo coberto de capim e outros arbustos silvestres: o carrossel, cheio de cadeiras e cavalinhos, movido à mão, ao som de melodias tocadas por uma caixa de música; as barracas de prendas de José Menezes e do José Viana, com cadeiras em torno dos armarinhos onde ficavam os objetos a ser sorteados entre os compradores de bilhetinhos feitos à mão; os bares improvisados, com mesas e cadeiras espalhadas em torno da praça; os botecos onde se vendiam quinquilharias, miudezas e brinquedos infantis; os tabuleiros dispostos em fila com bolos, alfenins e confeitos, tendo ao lado um pote com água fria para os fregueses; os presépios e os pastoris.

A iluminação era feita por bicos de latas de carbureto, pendurados em postes de madeira. Nas barracas e na frente de Matriz, lâmpadas a álcool.

De caibros fincados no chão, sustentando folhas de coqueiro, partiam os cordões de bandeirinhas multicores, feitas de papel de seda, circundando e cruzando toda a área da festa.

Por todos os becos, ruas e travessas convergiam ao pátio levas de matutos que acorriam à cidade para ouvir a Missa do Galo.

Rapazes e moças, em grupos, contornavam a praça, discreteando amável e respeitosamente sobre trivialidades próprias de sua idade, usufruindo o prazer natura de mentes jovens e sonhadoras em melífluos encontros.

As crianças, levadas pelas mãos dos pais, visitavam as várias estâncias de pura e inocente alegria, dispostas no vasto pátio, mais interessadas em ver os presépios e montar num dos cavalinhos do carrossel.

No centro, em coreto improvisado, a Banda Musical executava peças do seu repertório: dobrados, valsas, chorinhos, marchas etc.

Dos presépios, lembro-me do armado pelo sacristão da freguesia, Benjamim Bezerra, numa casinhola situada na esquina da rua Silva Jardim com a chamada “Vila Maria”, residência do vigário.

Pastoril famoso foi o organizado pela professora Amélia Coelho com as suas alunas, meninas-moças das mais destacadas famílias vitorienses, o qual se exibia num palanque armado ao lado direito da Matriz, arrancando aplausos delirantes das torcidas dos cordões azul e encarnado.

E assim, entre os devaneios da juventude, a euforia natural da matutada que vinha à cidade ostentando as vestimentas da festa, e a cordialidade reinante entre as famílias, vivia-se o espírito do Natal em sua essência.

À meia-noite, o sino grande da Matriz tocava badaladas, a princípio, pausadas e, logo, apressadas, anunciando o início da Missa.

No altar em frente à porta central do templo, sobre a calçada, celebrava o sacerdote a Missa do Galo, ouvida com unção religiosa, tendo como ponto alto o canto do Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.

Repetia-se unissonamente a mensagem angélica, anunciando aos pastores o nascimento do Menino-Deus.

Quantas suaves reminiscências desses Natais que vivi, embevecido pela grandeza e sublimidade do sagrado mistério da Encarnação do Filho de Deus, nascendo numa pobre manjedoura para redimir a humanidade, e fascinado pela singela beleza das comemorações ternas e pias desse grande evento! 

Prof. José Aragão
Texto publicado na Gazeta do Agreste,
 Dezembro / 1999.

Mais rico: acervo do nosso Instituto Histórico recebeu doação do português Raul Costa!!

Ontem, domingo 22, visitou-nos um simpático e bem humorado senhor. Não o conhecia. Seu nome, Raul Costa. Largou João Pessoa e veio conhecer nosso museu. Que satisfação a nossa, em receber tão ilustre visita.

E para alegrar-nos mais ainda trouxe para nosso acervo belas peças: castiçais, lanternas marroquinas, porta bengalas, pás de  lareira, lamparina portuguesa, bule, açucareiro e outras peças menores de cobre. Doou-nos ainda um belo jogo de louça portuguesa, fabricação de Coimbra. A bela louça tem um significado especial: comprada pelo senhor seu pai por ocasião da sua primeira comunhão eucarística. Gesto louvável e somos gratos ao dr. Raul Costa.

O mais importante não foi a doação e sim seu sentimento. As peças vieram acompanhadas de uma energia deveras positiva.

“Faço doação por sentir que esta instituição é o local ideal para eu depositar estas peças. Aqui, tenho certeza, que elas serão guardadas e valorizadas. Que fim teriam estas peças após o fim da minha jornada neste mundo? Estão em boas mãos. A alegria que me vem à alma, que me enche o coração, neste momento, é indescritível”.  Assim dr. Raul Costa expressou-se ao nos repassar as peças.

Um detalhe que deve ser levantado ou marcado. O contato do dr. Raul deu se através do nosso sócio Jones Pinheiro a quem agradecemos ter nos encaminhado este simpático português. Veja o vídeo.

Pedro Ferrer – presidente do Instituto Histórico 

Bione e André: bate-papo político na Matriz!!

Na noite do sábado (21) nossas lentes registraram um bate-papo animado entre os amigos Edvaldo Bione e André Carvalho. Ambos, já decididos que disputarão nas eleições que se avizinham (2020).

O destino do douto Bione já está traçado. Disputará um assento na Casa Diogo de Braga. Já com relação ao partido Bione revelou que ainda tem prazo para decidir e que no momento oportuno tomará a decisão que mais acertada.

Já o jovem André Carvalho, foliado ao PDT, discute internamente com o seu grupo político duas possibilidades. Ser o “puxador” de voto da sua legenda na eleição proporcional ou ser o chamado “fato novo” na disputa pelo Palácio Municipal.

Conversamos bastante. Em boa medida, o doutor Bione colocou para o André o “bônus e o ônus” das possíveis escolhas, já que tem bastante experiência nas disputas locais. Ao final, boas risadas e muita expectativa para o tão esperado 2020!!

Doutor Saulo: almoço de fim de ano com a imprensa – política no cardápio!!!

Trafegando por caminho próprio na seara política antonense o atual vice-prefeito da nossa cidade, Saulo Albuquerque, de maneira cordial e atenciosa, convidou os que militam na imprensa local para uma espécie de almoço de final de ano. Recém-filiado ao PDT, o doutor se colocou a disposição para perguntas, sobretudo sobre o seu futuro político, já que o mesmo, há pouco mais de seis meses,  rompeu oficialmente com o atual prefeito, Aglailson Junior.

Sobre o pleito que se avizinha –  2020 –  disse o doutor que trabalha apenas com duas opções:   ser candidato a prefeito ou a vereador. Adiantou que a escolha majoritária do partido – PDT – se dará por pesquisa de opinião pública, entre ele e o também filiado André Carvalho.

Sobre a chapa de vereador da agremiação  partidária, foi taxativo: não haverá espaço para candidatos detentores de assento na Casa Diogo de Braga. Perguntado no quantitativo de vagas almejada, o mesmo respondeu seguramente que duas com possibilidade de chegar a três cadeiras.

Com relação às possíveis composições partidárias o doutor disse não existir a menor chance de haver alinhamento com os tradicionais grupos locais, mesmo deixando claro que mantém um bom dialogo com todos. Caso seja o escolhido do partido e consiga chegar ao Palácio Municipal,  em janeiro de 2021, Saulo aventou a ideia da implementação  de uma administração pautada no dialogo com o povo, inaugurando assim uma espécie de “orçamento participativo”. Ao final, antes do almoço propriamente dito, o doutor aproveitou para desejar a todos um feliz natal e ano novo cheio de realizações.

Bom!! 2020 é logo ali. Se hoje estamos vivendo o campo das hipóteses, logo logo veremos a realidade diante dos nossos olhos…

Vereador André de Bau comandou Sessão Solene na Câmara.

Em recente evento ocorrido na Câmara de Vereadores da Vitória, proposto e presidido pelo edil André de Bau, que teve como objetivo outorgas de título e condecorações,  marcamos presença para prestigiar os companheiros do nosso Instituto Histórico e Geográfico, uma vez que todos os agraciados da noite são membros da “Casa do Imperador”.

Na pessoa do eminente presidente da instituição, condecorado com a “Medalha Osman Lins”, professor Pedro Ferrer, parabenizamos todos. Na tribuna, para agradecer, o professor Pedro deixou aflorar sua criatividade “fuxicando” um hipotético diálogo com o renomado escritor Osman Lins, no qual o mesmo se espanta com as transformações ocorridas nas últimas décadas  na nossa Vitória de Santo Antão. Ouvindo com atenção,  o público presente,  ao final, em forma de aplausos, ratificou o seu discurso,  turbinado  de sentimentos e verdades inquietantes.