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João Álvares: “assino em baixo de sua matéria”

PARABÉNS amigo Pilako! Assino em baixo de sua matéria inserida em seu conceituado Blog alusiva a figura exponencial do nosso preclaro conterrâneo dr. João Cleofas. Na verdade o grande derrotado nas 3 tentativas de dr. João Cleofas assumir o Governo de Pernambuco, foi o próprio povo pernambucano que não soube fazer a escolha inteligente. Tive a honra de privar da amizade desse notável homem público. Parabéns mais uma vez. Abraço do seu tio e sempre admirador João Álvares.

João Álvares
Professor Rogério: “elucidativa matéria”

PARABÉNS ao nobre companheiro Pilako por tão elucidativa matéria acerca do louvável conterrâneo e ilustre político de destaque nacional que foi João Cleofas de Oliveira .
Realmente o momento é de grande preocupação no que se refere a falta de cuidado ou até mesmo descaso , que chega às raias da irresponsabilidade quando nos defrontamos com publicações de conteúdos avessados ou que não correspondem à realidade e notadamente feito às pressas , sem o devido cuidado da pesquisa séria mas, de forma aleatória e impingindo “verdades ” , mais com o intento de produzir conteúdo publicitário, que propriamente fazer jornalismo.
Parabéns pela lucidez e conteúdo deveras esclarecedor.
Professor Rogério.

O blogueiro Edmar Lyra “derrapou” na comparação com o nosso João Cleofas!!!

Na medida do possível, na qualidade de leitor, prestigio as postagens dos blogs e jornais da capital e ainda mais um punhado de conteúdos nacionais. Em tempo de “meias verdades” e “desinformação proposital”, justamente com a nítida intenção de confundir a população, faz-se necessário seguir e compartilhar as boas fontes. Dentre as quais destaco o Blog do Edmar Lyra. Jovem jornalista da contenda política e atuante mediador dos mais diversos conflitos da sociedade.
Na rotineira leitura do seu eletrônico jornal diário, hoje (10), reparei na postagem com o titulo “O João Cleofas do Século 21” algo que não me fez bem. De Partida, adianto que sou filho da terra desbrava por Diogo de Braga e do revolucionário Pedro Ribeiro da Silva, reconhecidamente o baluarte da Guerra dos Mascates. Essa terra, de solo fértil e próspero, viu nascer dois ilustres pernambucanos que governou o nosso Leão do Norte: José Rufino Bezerra e Gustavo Krause. Isto é: sou da Vitória de Santo Antão. Assim sendo, sob a égide desse título (antonense) gostaria de acrescentar alguns pontos nos “Is” da referida matéria escrita pelo nobre colega blogueiro Edmar Lyra.
Antes de seguir ao ponto central da minha contribuição, contudo, gostaria de dizer que observo também um pouco mais de “tinta” no bico da pena do referido editor quando se trata do ex governador Mendonça Filho. Mas isso não tem a menor importância para mim.

No conteúdo aludido propriamente dito o nobre Edmar, ao evidenciar a figura do mais ilustre e renomado político da “República da Cachaça” de todos os tempos, João Cleofas de Oliveira, pelas sucessivas derrotas (3) para o Palácio das Princesas e para o senado, em 1974, na minha particular avaliação, comete um desserviço no que se refere ao conhecimento às novas gerações. Algo caro aos olhos do bom jornalismos e, sobretudo aos ouvidos dos historiadores.
Quero crer que se o nobre colunista político tivesse aprofundado a pesquisa além de uma simples “visita” ao mundo virtual certamente não teria protagonizado essa “derrapada” ou mesmo “infeliz e desleal comparação, entre Mendonça e Cleofas.
Tenho certeza que se o nobre blogueiro, no tempo em que esteve na condição de estagiário na Assembleia Legislativa de Pernambuco, tivesse investido um pouco mais na leitura do acervo da casa, no sentido da Coleção “Perfil Parlamentar – Século XX”, editada pela CEPE com o apoio do Diário de Pernambuco, e publicada pela ALEPE, teria facilmente encontrado uma robusta fonte de informação sobre o nosso eterno e ilustre João Cleofas.

À Vitória de Santo Antão, particularmente falando, o mesmo nos trouxe obras estruturadoras como o primeiro sistema de energia elétrica e abastecimentos d’água. Com a sua influência, por assim dizer, viabilizou o Instituto de Pacas e a Escola Agrotécnica Federal (hoje instituições renovadas e em plena atividade). Praticamente com recursos próprios construiu o Hospital João Murilo de Oliveira – nome de um dos seus filhos morto precocemente em um acidente aéreo no Rio de Janeiro e que hoje se configura no mais importante hospital da Região. Lembremos também que dou dinheiro para concepção da primeira faculdade da cidade – hoje a UNIVISA.
No plano estadual e federal sempre foi voz ativa. Além de deputado estadual e deputado federal constituinte presidiu o Senado e o Congresso Nacional. Foi secretário estadual e Ministro de Estado. Com o projeto 38/1925 regulamentou a profissão de engenheiro no Brasil e ainda teve participação na viabilização na sede da ABL – Academia Brasileira de Letras – Rio de Janeiro.

Para não me alongar muito transcrevo as introdutória do Livro “Perfil Parlamentar”, evidenciando a vida política do João Cleofas, escrita pelo jornalista Carlos Sinésio: “A trajetória política do ex-ministro da Agricultura e ex-presidente do Senador e do Congresso Nacional, João Cleophas de Oliveira, que perdurou por mais de 50 anos, é, certamente, uma das mais ricas da história de Pernambuco no século XX”.
Portanto, caro Edmar Lyra, concluo essa intervenção de conteúdo esperando haver contribuído para uma melhor apreciação e esclarecimento sobre a carreira política do vitoriense João Cleofas. Aliás, não é só você que tem essa “visão desfocada” do ilustre politico. Muitos conterrâneos, infelizmente, não atentaram ainda para esse singular patrimônio imaterial da nossa terra. Sem sombra de dúvida, no contexto político, o Cleofas foi o maior de todos do nosso torrão – uma espécie de Pelé e o Gonzaga, num só tempo….
NOTA DE FALECIMENTO – Paulo Ferrer (Paluca).

Faleceu na madrugada deste domingo (10/05), aos 89 anos, no Recife, Paulo Ferrer de Moraes, Conselheiro do Engarrafamento PITÚ, deixando cinco filhos, sendo uma delas Jaqueline Ferrer, diretora financeira da empresa, cinco netos e três bisnetos.
Sr. Paulo Ferrer, que participava do dia a dia da empresa, foi internado no Hospital Memorial, com covid-19, no dia 1º de Maio, na capital pernambucana. Ele faz parte da segunda geração de gestores do Engarrafamento PITÚ, sendo filho do sócio fundador Severino Ferrer de Moraes e de Áurea Ferrer de Moraes.
Ser humano generoso e apaixonado pela música e pela aviação, tocava piano e, quando mais jovem, pilotava pequenos aviões. Criança, ajudava seu pai em pequenas tarefas na recém fundada Aguardente Pitú.
Ao longo de sete décadas, esteve envolvido na área administrativa da empresa e geriu o engenho Cacimba, que plantava a cana e fabricava a cachaça para o engarrafamento Pitú, contribuindo para a consagração da aguardente mais consumida no Nordeste, a segunda do País e a líder absoluta em exportação do produto para o mundo e perpetuação da empresa familiar.
O sepultamento, restrito à família, será no Cemitério São Sebastião, em Vitória de Santo Antão, sua terra natal.
Assessoria.
Música “Saudade” – Fernando Silva – Irmãos Souza

Em tempos de quarentena, ouvir uma boa música faz parte do melhor roteiro. Recentemente, os Irmãos Souza – Bartolomeu, Antonio e Tadeu – homenagearam o eterno Fernando Silva, com a música “Saudade”. Veja o vídeo.
A Associação de Mamulengueiros completa 17 anos.

No dia 07 de maio de 2003 foi registrada a ata de fundação da Associação Cultural de Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá (ACMAGG). A ideia de formar esta Associação foi da Prefeita Fernanda Paes e da Professora Cássia Nery. Elas ofereceram suporte técnico para os artesãos da cidade depois do encerramento do projeto Mamulengo: Boneco Brasileiro, coordenado pelo pesquisador Fernando Augusto. Este teve o objetivo de criar um Centro de Revitalização do Mamulengo Pernambucano e transformar Glória do Goitá e Olinda em dois grandes polos de produção de bonecos e de mamulengueiros. A primeira presidenta da Associação foi a artesã Vera Lúcia do Nascimento Rufino.
Em 2007, no dia 05 de agosto, é eleita Presidenta a Artesã Edjane Maria Ferreira de Lima e, com ela, muitas conquistas viriam. Depois de longos anos de muito trabalho, surge, em 2008, o Mamulengo Nova Geração. É um marco na história recente da Cultura Popular, pois estes, até então, jovens brincantes, assumiram o Mamulengo Tradicional com as devidas transformações que a modernidade exigia. Não cabia mais passagens (histórias) preconceituosas, onde negros, gays e mulheres eram rebaixados. Dessa forma, o Mamulengo Nova Geração, que pertence a Associação, rompe barreiras e coloca, inclusive, uma mulher para assumir a figura do Mateus, historicamente feita por homens. O famoso
mamulengueiro Mestre Zé de Vina foi o responsável pela instrução e através de uma oficina completa, transmitiu tudo o que sabia sobre a brincadeira. Ele é o padrinho artístico do grupo. Fizeram parte da fundação do Mamulengo Nova Geração: Edjane Lima, Jacilene Félix, Maria Lucinéia, Joelma Félix, José Edvan, José Maurício e Gilberto Lopes.

A Associação decidiu formar um acervo para exposição permanente, separando o que eram peças para comercialização e peças históricas e assim, em 2010, surge o Museu do Mamulengo que logo foi reconhecido pela Secretaria do Turismo, passando a configurar nos guias turístico do Estado de Pernambuco em 2011. Com isso, foi intensificado o trabalho de visitação, aumentando consideravelmente a presença de estudantes e pesquisadores. Em 2019, o Museu teve mais de 3 mil visitantes. Um número muito expressivo para a realidade de Glória de Goitá.
Na gestão de Edjane Lima, conhecida como Titinha, muitas parcerias foram feitas. A Associação passou a frequentar festivais fora do estado e a exportar bonecos para outros países, como Alemanha e Canadá. Participou de feiras de artesanatos, como a FENEARTE, e ganhou prêmios, como o Prêmio de Culturas Populares do Ministério da Cultura. A partir de 2016, Titinha convidou o Produtor Cultural Pablo Dantas para captar recursos em editais públicos e através do incentivo do Funcultura, diversos projetos foram executados com o objetivo maior de promover a formação de novos brincantes. Entre eles, o Projeto Mais Mamulengo, Menos Barbie realizou oficinas de Mamulengo para 100 estudantes da Rede Municipal de Glória do Goitá. No último dia 14 de março o Produtor Pablo Dantas assume a presidência da Associação para dar continuidade a esse valoroso trabalho que todos os associados e parceiros têm feito durante esses 17 anos de resistência cultural. A pandemia do Covid-19 provocou o fechamento do Museu e todas as atividades foram suspensas. Porém, quatro grandes projetos deverão ser executados em breve e tudo deverá voltar ao normal. O Mestre Zé de Vina completou 80 anos de vida e muito há de ser feito em sua homenagem. É certo que esta Associação tem muito mais história para contar, no entanto, fica aqui um breve registro para festejar essa data. Viva o Mamulengo!
Diretoria da ACMAGG
Um 06 de maio único e emblemático que entrou para história……

Considerando que o nosso Brasil foi materializado há 520 anos – levando-se em consideração à chegada dos europeus em terras tupiniquins – a circunscrição territorial desbravadas (1626) pelo português da Ilha de Santo Antão, Diogo de Braga, em 2026, chegará à retumbante marca dos 400 anos. Desatento, algum internauta poderia indagar-me: oxente, e hoje num foi feriado municipal porque a cidade completou 177 anos?
Explico: foi em 06 de maio 1843 que a então “Vila de Santo Antão” recebeu o título honorífico de “cidade”, passando assim a se chamar Vitória. Só em 1943, 100 anos depois, é que ganhou o sobrenome “de Santo Antão”. Aliás, o nome “Vitória de Santo Antão” está totalmente interligada com outra data não menos importante, ou seja: 03 de agosto de 1645 – Batalha das Tabocas – data Magna da cidade e também feriado municipal.
Em sintonia com o nosso Instituto Histórico e Geográfico, havia programado, desde o ano passado, um movimento intitulado “Maio Antonense – o mês azul e branco” para sublinharmos os acontecimentos relevantes da nossa história ocorridos justamente no mês de maio – em anos diferentes. Evidentemente que por conta da pandemia do novo coronavirus o planejado foi suspenso.
Mas como a história é dinâmica e os fatos se entrelaçam, sobretudo aos olhos perceptíveis dos mais sensíveis, o “06 de maio” de hoje ficará impresso de maneira singular na mente de todos antonenses em função do incomum momento vivido pela comunidade planetária nos cinco continentes.

Tenho absoluta certeza que em nenhum momento da nossa história monumentos foram adornados com máscaras de pano justamente para reforçar uma recomendação sanitária realçada em decreto municipal, recomendando o uso das mesmas por toda população para que se possa atenuar o contagio viral entre os conterrâneos. Desconheço o autor da iniciativa, mas, desde já, louvo essa emblemática ação.

Registramos os monumentos que homenageiam “Diogo de Braga”, “Leão Coroado” e “Padre Felix Barreto”, mesmo que de maneira simbólica, compartilhando com todos os antonenses um momento difícil e de muitas incertezas. De concreto mesmo, apenas a certeza que tudo isso vai passar….Viva o 06 de maio……
O novo mundo pós pandemia e a velha utopia de sempre…..

Se você escapar dessa praga, mais adiante, como será o seu novo normal? Será que tudo voltará a ser como antes? Essa, portanto, é uma pergunta tão difícil de responder tal qual o dia e data que não mais estaremos sujeitos aos caprichos do coronavirus.
De uma coisa tenho certeza: na fila dos acontecimentos mercadológicos do nosso mundo globalizado muita coisa se apressou e outras estão dando adeus para nunca mais voltar – imagino.
Se o comercio varejista na internet avançava a passos, após a pandemia, o mesmo deve avançar numa velocidade tal qual o corredor jamaicano Usain Bolt. A telemedicina, por exemplo, antes algo despercebida pelos noticiários e tão distante da classe média, doravante, parece ganhar status de celebridade, pelo menos é o que estamos observando.
Ao que parece o teletrabalho ou home office – situação em que o profissional presta serviço fora do ambiente de trabalho da empresa – por uma necessidade pontual, definitivamente, chegou para ficar e modificará sem sombra de dúvidas os organogramas administrativos das grandes empresas, afinal é bom, prático, econômico e interessa aos dois lados da mesma moeda.
O mercado de turismo e o seu “ecossistema”, por assim dizer, na crise que atende pelo nome de coronavirus, foi o primeiro a sofrer e certamente será o último a entrar nos eixos. A grande pergunta que fica no ar é como tudo isso irá sobreviver aos impactos do seu esfacelamento inicial.

A única coisa que NÃO é estranha ao mundo – desde que o mundo começou – é à eterna e constante mudança. O problema ( ou não) é à velocidade como tudo vem acontecendo, ou seja, cada vez mais rápido e em menor recorte temporal. O avanço das ciências, cada qual num ritmo diferente, impõe aos habitantes planetários atuais uma agenda cada dia mais estressante e ansiosa.
Como em todo tempo na história houve espaço para as utopias imagino que, em se mantendo a estrutura atual (capitalismo), o mundo só avançará no sentido da civilização mais evoluída se houver um teto máximo para as riquezas e um mínimo estipulado para ninguém viver abaixo dele. Nesse sentido, inevitavelmente, alargaríamos a faixa do meio, ou seja: uma classe média planetária que seria os condutores do mundo…..Utopia e canja de galinha não faz mal a ninguém.
Live – Super Oara e Elaque Amaral – dia 1º – 14h – IMPERDÍVEL!!!!

RECADO DO DJ MARCONE: live em casa, não esqueça!!! SÁBADO – 15h!

Atenção Galera! Próximo sábado, dia 02, às 15h iremos entrar na sua casa com aquele repertório que vai fazer você e toda sua família sair do chão. Arrasta as cadeiras e o sofá, e vamos junto naquela live solidária com gesto de amor ao próximo.
Nossa live tem um o único objetivo de arrecadar doações para os profissionais de eventos de Vitória de Santo Antão e região! Vamos Simbora com DJ Marcone, dançar, curtir, se divertir e nessa vibe, ajudar ao próximo!
Live do DJ MARCONE em casa, não esqueça. SÁBADO, às 15h!
Recordando Guilherme Pajé: O Comunicador do Frevo da Vitória – por Bosco do Carmo
Quando o assunto é Frevo, não podemos esquecer, de uma figura humana que amava o ritmo pernambucano, e, toda raiz cultural que o contém. O dia 01 de abril de 2019, nos fez uma surpresa bem real, muito diferente do que é realizado todo ano por diversas pessoas, falando de fatos inexistentes. Completou quarta-feira, 01 de abril de 2020, um ano que o inesquecível e o inconfundível Guilherme Pajé, O Comunicador do Frevo, nos deixou fisicamente para sempre, no entanto, espiritualmente continuará vivo em nossas memórias. Descansa em paz, caríssimo amigo Guilherme Pajé, e, obrigado por suas contribuições, porque através de você, pude conhecer, estudar e tocar com o maestro Nunes – in memoriam – da cidade do Recife- PE. Descansa em paz amigo! OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO!
Bosco do Carmo
Ex-aluno do maestro Aderaldo Avelino da Silva – in memoriam – da Euterpe Musical 03 de Agosto da cidade da Vitória – PE, onde foi trombonista; Ex-aluno do maestro Nunes – in memoriam – da cidade do Recife – PE.
COVID-19: o mês de abril terminando sem muitas respostas…..

Chegamos ao final do mês de abril em meio a espessa fumaça da incerteza. A pandemia do novo coronavirus é uma realidade dura de engolir. Pior do que a realidade vivida hoje, dia 28 de abril de 2020, só mesmo a falta de respostas para tantas perguntas. Nem mesmo os números dos infetados pela COVID -19 são reais, muito menos os óbitos. Na qualidade de cidadão comum, nada a fazer. Apenas tentar se defender do planetário inimigo comum.
Na nossa aldeia, Vitória de Santo Antão, os casos de pessoas infectadas (74) até aqui – assim como os óbitos (15) – ganham relevo para nós por identificarmos o nome e o sobrenome com mais facilidade. A pergunta é inevitável: se fulano “pegou” e beltrano morreu infectado porquê eu não posso ser o próximo? Com o aumento dos casos, na mesma proporção, o medo e a ansiedade avançam…

Na prática, a parcela da população menos favorecida financeiramente sofre mais. O auxilio emergência federal tona-se um alento. Mas como fazê-lo chegar às mãos dos destinatários sem antes maltratar e humilhar? Noites, madrugadas e dias inteiro nas filas bancárias, intermináveis, apenas revela mais um déficit – entendimento – dos mais necessitados.
Com a pandemia dando as cartas, o mundo político local, mesmo em ano de eleição municipal, parece trafegar num ritmo mais lento e calmo. A Casa legislativa até se uniu – situação e oposição – em torno da adaptação e ampliação de parte do Hospital João Murilo, disponibilizado recursos para tal. Os caciques andam distantes dos embates. Certamente imaginam não sentir clima nem segurança para opinar com firmeza.
Ao longo das últimas décadas os grupos que se alternaram no poder local, juntos, “construíram” esse sistema frágil de saúde pública da nossa cidade. Por aqui, me parece, que sempre foi mais fácil e mais barato investir em ambulâncias – para pontuar o favor político – ao invés de estruturar o sistema, impondo aos governadores da província o ampliado capital eleitoral do município. Agora, somos obrigado a chorar o leite derramado!!!
De resto, cabe-nos rezar, orar e rogar ao Glorioso Santo Antão proteção divina. E se puder, se alimentar bem, se hidratar, lavar as mãos. Se precisar ir às ruas, usar máscara. No mais é ficar em casa até as coisas clarearem, lá no final do túnel do coronavirus…
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Se já não bastasse o IMPIEDOSO CORONAVIRUS…..

Se não bastasse o aprofundamento da pandemia global que “bate” na porta de todos os brasileiros, independente da estratificação social, cultural ou econômica a gestão do Presidente Bolsonaro, em se tratando de sobressaltos, continua não dando tréguas. Dessa vez, o “barraco” tem nome e sobrenome: Sérgio Moro.
Antes, porém, se faz necessário realçar que o agora ex-ministro Sérgio Moro – que pediu demissão do cargo hoje (24) – ascendeu ao patamar de celebridade mundial por méritos próprios. Da ponta da sua pena escorreu o primeiro sopro de esperança – no que se refere à construção de um país sonhado pela população de boa fé – ao jogar nos porões dos presídios poderosos de toda ordem. Ex-presidente da república, deputados, senadores e empresários de alta plumagem espiaram o sol nascer quadrado. Algo nunca visto, antes, nas terras desbravadas por Pedro Álvares Cabral. É bem verdade que nessa cruzada anticorrupção alguns dos expedientes do Paladino da ética, segundo alguns especialistas da área jurídica, extrapolaram sua competência.
Foi nesse ambiente de esperança verde/amarela coletiva e – ao mesmo tempo – mau-humor do eleitorado brasileiro, em virtude do lamaçal da corrupção que irrigou um sistema de poder fétido, posto até então por mais de uma década, que surgiu o improvável.
Um deputado federal do chamado baixo-clero, extremista declarado à direita, conseguiu, através das novas ferramentas tecnológicas, encaixar um discurso com figurino de salvador da pátria. Para completar, até um atentado – que quase custou a vida – lhe foi deferido, emoldurando assim um roteiro perfeito.

Como uma luva, o recém-eleito presidente Bolsonaro convida o “juiz herói” para a pasta da justiça, anunciando-lhe “carta branca”, ou seja: porteira fechada. Para tanto, o então juiz é obrigado a renunciar uma invejável carreira na magistratura para ficar livre e se abraçar com o mundo imponderável da política. Hoje, com pouco mais de um ano daquilo que seria a “união perfeita”, o “casamento” é desfeito e os cônjuges, após pronunciamentos públicos, entram em rota de colisão.
Pois bem, dezesseis meses em política é uma eternidade, diriam os especialistas na matéria. Passado esse tempo, os protagonistas da vez – Bolsonaro e Moro – descobriram que suas origens não lhes permitem conviver harmonicamente. Na toga, Moro não tinha chefe. Na guerra do bem contra o mal (justiça X corrupção ) montava pelotão ombro a ombro – um por todos e todos por um. Na esplanada dos ministérios, depois de alguns constrangimentos públicos, ao longo da sua jornada, Moro pula do “barco Bolsonaro”. Se o mesmo não se demitisse junto com sua tropa, hoje, não seria digno do conceito que galgou.
Em política, o terreno é pantanoso. Trair é a regra número um. O aliado de hoje é o inimigo de manhã e vice versa. Tudo é uma questão de tempo e conveniência. Aos poucos, Bolsonaro vai se isolado politicamente. Com efeito, cada dia que passa, para manter-se o Capitão é obrigado a contrariar os ideais de seu fiel eleitorado que, diga-se de passagem, aos poucos, começa pegar o caminho do afastamento. O Partido dos Trabalhadores, no poder, levou 14 anos para intoxicar a população. Por motivos diferentes, o atual, que nem chegou à metade do mandato, já dá os primeiros sinais de esgotamento.
“Eu sou a Constituição”, frase recente do Capitão. Ora, ninguém pode ser a Constituição. Aliás, todos estão abaixo dela. Inclusive o Presidente da República. Infelizmente, descortinam-se dias sombrios para a Nação Brasileira, se já não bastasse o IMPIEDOSO CORONAVIRUS…..
Pandemia Coronavirus: um mundo de histórias para ser contadas….

A frase do filósofo chinês Confúcio, que atribui à imagem um poder supremo de relatar/explicar/sintetizar uma complexa situação, continua imbatível: “uma imagem vale mais que mil palavras”. Quantas palavras, por exemplo, seriam necessárias para dá veracidade ao fato ocorrido em plena Primeira Guerra Mundial, onde alemães e britânicos – em território belga – deram uma trégua no fogo cruzado para e juntos celebrarem a magia de uma noite de Natal?

Já com idade avançada o meu avô Célio Meira, homem culto e de bem com a vida, quando questionado pela idade, ao invés de lamentar a velhice, dizia com toda segurança: “ eu? Eu sou um homem do século passado (nascera em 1895). Nesse contexto, porém, em tempos de pandemia e inflexão da humanidade que tal jogarmos um facho de luz diferente sobre o momento em que estamos vivenciando?
Apenas e tão somente pelas lentes da história estamos sendo – num só tempo – atores principais e coadjuvantes desse recorte temporal único da espécie humana. Independente da crença religiosa, nesse momento, navegamos num oceano de incertezas, mas com olhar diferente e uma fé única que se renova sempre nos momentos turbulentos.

Mais adiante, quando tudo isso passar, adentraremos num mundo novo e estaremos, com toda certeza, mais maduros e fortes. Dos mais velhos iremos escutar: “nunca imaginei que fosse viver um tempo desse!” Dos adultos, certamente, ouviremos frases do tipo: “eu pensei que não fosse ter a oportunidade de ver meus filhos crescerem”. Penso que para as crianças e para os mais jovens esse inusitado evento – pandemia – seja o maior de todos os seus aprendizados, afinal o desafio que terão pela frente – novas tecnologias e suas implicações – se faz mais que necessário um olhar holístico e plural do planeta que cada dia que passa, convenhamos, se torna uma aldeia.
Aliás, aos olhos da historiografia essa é a primeira pandemia totalmente registrada em vídeos e fotos. Narrativas pessoas e coletivas através das muitas plataformas de comunicação e principalmente pelas redes sociais serão uma fonte inesgotável aos pesquisadores do futuro. Que maravilha! Eles irão nos agradecer por dar-lhes a oportunidade de mergulhar na pandemia do corinavirus (2020) com tantas riquezas de detalhes e múltiplas visões. Bem diferente das poucas fontes que tivemos para beber em relação a tantos outros fatos históricos da humanidade. Viva a pandemia do coronavirus!!
Bolsonaro: o entendimento não é para amador….

Dizia Chacrinha: “eu não vim para explicar, eu vim para confundir”. A frase do “Velho Guerreiro” nunca esteve tão atualizada no figurino atual do nosso mundo político. Em se tratando da chamada “Nova República”, desde o obscuro e opaco tempo do PT (nós e eles), que as autoridades da tão sacolejada nação brasileira adotaram à divisão da população como uma espécie de projeto político de poder – longo prazo.
Ainda na condição de candidato a presidente da república, em 2018, o então deputado Jair Bolsonaro reiteradamente jogou a semente da dúvida em praticamente tudo. Com o processo eleitoral brasileiro não foi diferente. Elegeu as urnas eletrônicas como um sistema não confiável. Se não houvesse logrado êxito teria discurso para o resto da vida.
Com a faixa no peito, o Capitão inaugurou uma comunicação institucional temerária. Através das redes sociais chamou para o ringue os tradicionais canais de comunicação e sistematicamente tenta desqualifica-los como instrumentos democráticos. Todas as ideias extremistas – direta ou esquerda – carregam no seu balaio um punhado de fundamentalistas que patologicamente alardeiam “verdades absolutas” – acreditar em tudo, faz parte da “doença”. Imagino que pautar a mídia todos os dias tem sido o maior investimento do núcleo político da gestão comandada por Jair Bolsonaro.

Repara só: em plena pandemia do cornavirus, algo sem precedente na história recente do planeta, em que todos os dias se conta cadáveres no Brasil como se fosse laranja na feira, assim como se aguardava o pronunciamento do novo ministro da saúde, Nelson Teich, Bolsonaro “ressuscitou”, no domingo (20), um assunto carcomida por demais. Ou seja: AI-5 e golpe militar.
Com efeito, no dia de hoje (segunda, 21), transferiu para a porta do Palácio todas as expectativas da rotina governamental. Lá, defendeu, ao contrário do gesto de ontem, com veemência, as instituições democráticas e ainda, mais tarde, quando questionado pelas mortes do conavirus abriu outra polêmica: “… eu não sou coveiro…”
Pois bem, se até a semana passada o assunto que incomodava o presidente se chamava “Mandetta”, não pelas questões sanitárias e sim pelo seu crescimento político, até porque o novo ministro, Teich, mesmo anunciando “alinhamento” ao presidente segue a risca as orientações da OMS, tal qual seu sucessor, hoje, Bolsonaro abriu a semana com um assunto que domina totalmente. Aliás, diga-se de passagem: nesse tema, ninguém aparece mais do que ele.
Política não é coisa para amador. Continuo dizendo que Bolsonaro não enganou ninguém. Inocentes mesmo foram os que imaginaram – e ainda acreditam – que esse camarada, que tem três décadas na política e três filhos com mandatos eletivos, fosse um sujeito de fora desse grande teatro político.
COVID-19: “O DIFÍCIL É SER FÁCIL”

Apesar de todas as informações disponíveis nas mais variadas plataformas de comunicação, aqui e acolá, ainda encontramos pessoas altamente desinformadas no que se refere a toda essa enrascada que estamos mergulhados.
Desatar esse nó planetário – em curto, médio e longo prazo – tá difícil. Até para os estrategistas mais brilhantes qualquer desenho para o “ataque” faz-se necessário elementos seguros, dados e informações precisas algo que, convenhamos, até agora, não dispomos. Por enquanto, por assim dizer, não sabemos nem em qual estágio da “guerra” nós estamos. Ou seja: “cegos no meio do tiroteio”.
Diariamente o inimigo avança. Diuturnamente, anunciamos mais infectados e mortos. As construções de mais leitos hospitalares para cuidar das nossas baixas não param. Por enquanto não demos “um tiro” sequer – nem de raspão – nesse tal de coronavirus. É bem verdade que ele é invisível, mas pelo arsenal tecnológico que dispomos – em pleno século XXI – e tantos “agentes e reagentes” envolvidos nos nossos quartéis (laboratórios), com base nos cinco continentes e irmanados num só pensamento, convenhamos, já era pra termos dado pelo menos um “susto” nessa COVID-19.
Nessa quarentena meu tempo para leitura tem se dilatado. Estou virando quase um infectologista. Mesmo com opiniões díspares me parece que, fora o trabalho hercúleo dos profissionais de saúde, o movimento mais acertado nessa “batalha planetária” tem sido o isolamento social.
Explico: primeiro, por inibir/retardar o contágio em proporção geométrica, sobretudo pelos assintomáticos (que corresponde por mais de 80% dos casos). Segundo, por proporcionar um “tempo extra” para que as autoridades construam novos hospitais de campanhas e monte estruturas logísticas para atenuar os efeitos da parcela da população que precisará de internação, invariavelmente, muito acima da capacidade de atendimento da rede hospitalar, em qualquer país do mundo, diga-se de passagem!!

Em se tratando de Brasil, por exemplo, no que se refere à comunicação com a população, as autoridades, ao meu ver, deveriam ser mais pedagógicas. Ao invés de repetirem essas palavras todos os dias – “achatamento da curva”, “espiral de contagio”, “colapso de sistema” e “lockdown” – deveriam explicar o monumental problema para a população de maneira bem mais simples, dizendo:
“minha gente, é o seguinte: entenda bem porquê precisamos evitar a rapidez no contágio do vírus. Vamos imaginar que uma pessoal ganhe $ 1.000,00 por mês. E suas despesas com feira, água e luz somem $1.000,00 por mês. Ao final ano ela gastou $12.000,00”
“Vamos imaginar que no 3º mês do ano – março – ela fosse obrigada a pagar os $12.000,00 de uma vez? Daria tudo errado!! Você não teria condições de ter esse dinheiro no terceiro mês do ano. Né verdade?”
Voltemos ao problema da pandemia. É isso que o isolamento social horizontal tem por finalidade evitar. Que muitos precisem do internamento (respiradores) ao mesmo tempo!! Sem pandemia – em tempos “normais”- o sistema de saúde pública do Brasil já é um caos. Quem utiliza constantemente o sistema sabe exatamente do que estou falando!!
Não existe mágica. Em casos de epidemia e pandemia devemos nos guiar primordialmente por duas ciências: medicina e matemática. Deixemos a ciência política adormecida nesse momento. O período eleitoral já já chega! Isto é: se não morremos todos agarrados, antes…….Encerro essas linhas lembrando o professor, pensador e poeta antonense, Sosígenes Bittencourt: ” o difícil é ser fácil”.
COVID -19: em nossas terras, todos já conhecem um contaminado pelo NOVO CORONAVIRUS!!!

(Vitória de Santo Antão, 15 de abril de 2020 – 23:10) Aos céticos, nada como um dia atrás do outro. Em se tratando de Brasil, a tal curva de novos casos da COVID-19 continuam subindo. Os técnicos sanitaristas, lá atrás, alertaram para esse fenômeno. Em Pernambuco tivemos hoje – desde o inicio da pandemia – o maior número de casos confirmados e mortes pelo novo conavirus – 28 mortos e 200 novos casos.
Na nossa Vitória de Santo Antão, por força de um decreto municipal, as ruas centrais do comércio estarão interditadas para o trânsito de veículos amanhã (16), no sentido de uma grande desinfecção, por parte do poder público municipal. O Exército Brasileiro, em nossas terras representado pelo Tiro de Guerra 07-004, “entrou em campo” para contribuir na orientação e disciplinamento da população no locais em que há serviços essenciais em funcionamento – bancos, lotéricas e etc.

Estamos numa “encruzilhada”, por assim dizer. Com pouco mais de trinta dias em que a orientação é ficar em casa a população, sobretudo a menos favorecida, dá sinais de inquietação. Se no início da quarentena ocorreu um choque, aos poucos, o isolamento social foi sendo relaxado, mesmo em plena vigência dos decretos estadual e municipal proibindo aglomeração de pessoas e várias atividades classificadas como não essências.
Não é fácil manter confinados em casa pessoas que tem renda incerta. Invariavelmente essa faixa da população trabalham durante o dia para comer à noite. Apesar do “socorro” do governo federal, no chamado auxilio emergencial e nas ações realizadas por grupos religiosos com doação de cestas básicas, ainda paira na cabeça da população muitas angustia e principalmente incertezas. Há, também, necessidade real de sub-existência minima.
Em meio a tudo isso os casos de contágios confirmados e de mortes pela COVID-19 na nossa cidade também seguem em alta. Nas redes sociais já circulam notícias de conterrâneos contaminados e mesmo aniquilados pela doença. Se antes existiam pessoas que não acreditavam nessa pandemia, doravante o sentimento começa ser outro.
Com a proximidade territorial da capital e pelo inevitável fluxo constante de pessoas daqui com os que residem nos municípios da chamada região metropolitana – epicentro da pandemia em Pernambuco – a situação da nossa cidade não poderia ser outra. Aliás, as coisas por aqui, ao que parece, caminham para dias piores.
Não custa nada lembrar que temos uma rede de saúde pública precária que não possui a menor condição de atender a nossa população. Infelizmente o histórico de saúde da nossa cidade é baseado nos encaminhamento para a capital, tratando aqui os casos mais simples. Portanto, seguir as orientações das autoridades sanitárias – FICAR EM CASA – nos parecer ser, para o momento, num só tempo, a melhor prevenção e o melhor remédio na Terras das Tabocas!!
COVID-19: uma Páscoa diferente……

(Vitória de Santo Antão, 13 de abril de 2020 – 21:50h) Dos quatro cantos do mundo saltam notícias dos impactos da pandemia do Coronavirus. Da China, realçam que a vida começou voltar ao curso normal. Dos EUA, novo epicentro do vírus, a mortandade dá sinais de “estabilidade”. Na Europa, Itália e Espanha seguem mergulhados nos caos. No nosso país continental chamado Brasil afirmam as autoridades sanitárias que o pior ainda vai chegar.
Nas mais diferentes plataformas de comunicação, notícias desse feriado de Páscoa foram sublinhadas pela seguinte expressão: “pela primeira vez na história….” Nesse contexto, contudo, nossa aldeia – Vitória de Santo Antão – também celebrou o Domingo da Ressurreição de Jesus Cristo de maneira atípica.

Com as igrejas fechadas a peregrinação do Santíssimo Sacramento percorreu de carro os bairros que congregam as cinco paróquias do nosso município – Matriz de Santo Antão, Nossa Senhora do Livramento, São Vicente de Paulo, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima (Vicariato Vitória). Das calçadas e das janelas os católicos festejaram o encentro e renovaram a fé – “Uma páscoa diferente”.
A celebração mais importante e antiga do calendário litúrgico cristão (páscoa), que quer dizer passagem, marca, definitivamente, o inicio do século XX no mundo inteiro. Que tudo isso passe também, o mais rápido possível…
COVID-19: salvar vidas ou salvar a economia?

Submersa num oceano de incertezas, nesse momento, a raça humana agoniza. Desde os primeiros passos dos chamados nômades, invariavelmente, na direção do desconhecido, que somos desafiados à vida. Nossos ancestrais lutaram e venceram. A prova é tanta que aqui estamos! Apesar de toda evolução e transformação, ainda não inventaram um bem mais valioso do que a vida. Sem ela, nada mais tem sentido…
Dito isso, contudo, chamo a atenção para um debate tosco colocado no centro da discussão nacional em função das medidas de contenção social no sentido de evitar o avanço da pandemia em nossas terras. Eis a frase mais escutada: salvar vidas ou salvar a economia? Ora! Não existirá economia sem vidas, simples assim!
Não precisa ser nenhum gênio para saber que todo e qualquer esforço econômico realizado nesse momento, para controlar o contágio do vírus, terá sempre um custo menor do que o rastro de destruição que seremos submetidos se perdemos o controle da situação.
O Brasil não é uma ilha. Por incompetência, descuido ou teimosia poderemos virar um novo epicentro dessa praga e sermos isolado, mais adiante, pelo resto do mundo. Aí sim, do ponto de vista econômico, sucumbiremos às profundezas da chamada terra arrasada.
Na qualidade de país com uma das piores colocações do globo terrestre no ranking da chamada distribuição de renda, diante dos números apresentados até aqui pelo cadastro emergencial de socorro ao andar de baixo da roda econômica, fica claro que o “sistema” tributário brasileiro é perverso.

Desde sua formação o Brasil privilegia os ricos em detrimento aos mais pobres. Vivemos um fosso social sem precedentes, escancarado nessa pandemia. Diante das tantas e muitas “modernidades”, através das altas taxas de juros, comportamentos do consumo inútil e impostos governamentais que escravizam o cidadão, somos obrigado a reconhecer que o grande herói da Nação é o povo brasileiro.
Pelo menos 1/3 dos nossos irmãos tupiniquins vivem das migalhas que caem das mesas de uma parcela expressiva classe média. Aquela que consome e circula pelas ruas. Já a pequena parte que detém o grosso da renda nacional apenas “joga” nesse grande cassino chamado Brasil.
Na ultima década, tivemos governos à esquerda e à direita, mas nenhum deles teve coragem para taxar as grandes fortunas do país. Famílias de banqueiros e grandes conglomerados financeiros continuam mandando e desmandando por aqui. Quando será que o povo vai acordar para exigir a sua real fatia do”bolo Brasil”?