BOM DIA, MUNDO!

Ontem foi domingo, e muita gente havia trabalhado durante a semana para ser feliz no final de semana. Ledo engano. Diante de uma minoria extremamente feliz, que foi a torcida do Nova Hamburgo, uma maioria esmagadora triste com a perda do Campeonato Estadual pelo Internacional.

E se você estiver triste, porque está trabalhando, lembre-se dos 14 milhões de brasileiros desempregados. Aprenda a gostar do que faz para fazer o que gosta. E sabe como se aprende a gostar do que se faz? Fazendo bem feito! Questão de autoestima, que é bem melhor do que vaidade. Autoestima é o prazer de aplaudir-se, vaidade é a procura de aplauso.

E para os desempregados, um conselho: empregue-se, ocupando-se. Triste não é estar desempregado, é estar desocupado. Vá lavar prato, ou fazer um poema, talvez. Há poesia nos afazeres domésticos, porém.

Nunca trabalhe durante a semana, marcando a felicidade para o domingo. Felicidade não tem hora marcada, felicidade pode ser agora. Portanto, busque confeccionar sua felicidade, seja o artesão de sua alegria.

Bom dia!

Sosígenes Bittencourt

Vanildo de Pombos

A inesquecível interpretação e a saudade da voz marcante de VANILDO DE POMBOS, cantando a música Vaquejada da Vitória, composta por Samuka VoiceBenedito de Cachoeirinha e Aldenisio Tavares.

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Aldenisio Tavares

Instituto Histórico mantém tradição, comemorando as datas cívicas da nossa Vitória de Santo Antão.

Conforme anunciado aconteceu na noite da sexta (05) o evento promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico da Vitória que teve por objetivo celebrar a passagem dos 174 anos da elevação à categoria de cidade, da nossa Vitória de Santo Antão.

Com pauta intensa o evento promoveu homenagens, efetivou novos sócios, iniciou a exposição do artista antonense, Bibiano Silva, e abriu espaço para uma conferência. Na qualidade de vitoriense ilustre, o repórter da Rede Globo de Televisão, Rembrandt Junior, na sua intervenção oral, realçou à memória afetiva que mantém com a cidade, lembrando também os passos iniciais na arte da comunicação. Veja o vídeo:

No contexto das homenagens a professora Adeilda Dias e os doutores José Luiz da Mota Menezes e Lamartine de Holanda, receberam as respectivas condecorações da instituição. Aliás, é oportuno dizer que foi do professor e arquiteto, Mota Menezes, o projeto da edificação do Teatro Silogeu, construído no início da década de 70 (1970). Veja o vídeo:

Com crise ou sem crise. Com dinheiro ou sem dinheiro, o nosso Instituto Histórico e Geográfico, ao longo dos seus sessenta e sete anos de existência, vem mantendo e difundindo as mais caras tradições da nossa polis. Celebrar e comemorar as datas cívicas, sem sombra de dúvida, deveria ser prioridade de todas as gestões públicas, sobretudo na Terra da Batalha das Tabocas. Portanto, parabéns a todos que compõe o nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Em noite concorrida, Raphael Gustavo lançou seu já premiado livro.

TRÊS FULÔS DE CONTAÇÃO” é o título do livro infanto-juvenil, idealizado pelo jovem e promissor escritor Raphael Gustavo.  Com talento comprovado nas mais diferentes expressões artísticas, Raphael também mostrou prestigio e capacidade de articulação, pois o evento de lançamento do seu primeiro livro, ocorrido na noite do sábado (06), no Teatro Silogeu, foi mais uma prova inconteste do seu talento.

Convenhamos que em tempos de redes sociais, jogos interativos e bate-papo online despertar no público adolescente – principal “consumidor” desse estilo de vida – o interesse para a leitura não deixa de ser uma tarefa hercúlea.

Pois bem, ao participa do evento e adquirir um exemplar da referida obra – que já  foi premiada – ao chegar em casa, na própria noite do sábado, de um só fôlego, li o livro. Não obstante o conteúdo ser direcionado ao público jovem, o mesmo, nas entrelinhas, sugere vários debates que vão muito além do lúdico e do imaginário. Aliás, uma forma inteligente que o autor encontrou para abordar temas importantes, tal como:  exercício de cidadania. Veja o vídeo:

Concluo essas linhas – que não tem por objetivo emitir nenhum juízo de valor sobre a obra – parabenizando o jovem escritor pelas palavras lúcidas e equilibradas, retratando com muita propriedade o sentimento das pessoas que procura enveredar pelo difícil e sinuoso caminho das letras. Parabéns Raphael Gustavo.

O amigo Lavoura continua seguindo os conselhos médicos…

Na noite fria e chuvosa do domingo (07) encontrei no Pátio da Matriz, mais precisamente no Quiosque do Bila, o amigo Lavoura. Animado como sempre e bem acompanhado, Lavoura continua seguindo a risca os conselhos do seu médico. Dentre eles, tem um que diz: se possível, não esquente com nada e dance, se puder, todos os dias… Veja o vídeo:

Momento Vitória Park Shopping

Sua mãe merece um momento de beleza! E o #VPSestará promovendo um evento gratuito para deixá-la ainda mais bela! Teremos uma equipe de maquiagem e sobrancelhas com Natália Noronha, fotografias profissionais com a Duo Studio Produções com impressão na hora!

De 11/05 a 13/05 das 17h às 21h, e das 15h às 19h no Dia das Mães, gratuito, vagas limitadas e por ordem de chegada!

#QueBelezadeMãe
#VitóriaParkShopping

Momento Cultural: A Alvorada – POR GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Gustavo Ferrer Carneiro

O sol se descortinava na praia
Brilhando em meus olhos
Caminho só
Ar imóvel, quente
Vento assobiando ardente
Com o som da minha respiração
Um monte de pensamentos
Um toque agudo sibilante
Suspirando com prazer
O nascer de um novo dia
Uma alvorada arredia
De momentos de introspecção

Um aroma gostoso de terra molhada
Ou maresia,
Um delicada lua ornamentando o amanhecer
Em uma fantasmagórica poesia,
Plenitude
O vento zunindo
Um sentimento de dignidade
Uma visão do encanto
Insondável graça no rosto
No perplexo momento
Da percepção da vida.

O que ele diz
estará dentro do seu peito
Todo tempo
Para sempre…

Seja longe, seja perto
Não sabemos o exato, o correto
Para tudo tem um tempo

Mas quando será esse tempo certo?

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 14).

SEM CORRUPÇÃO, NÃO FUNCIONA

O Brasil anda sentindo enorme dificuldade de funcionar sem a velhacorrupção funcional. Bastou a Justiça colocar o pezinho no freio, e nada funciona. É preciso aprender uma nova ética, os acostumados com a velha ética ou aética. Capitalistas e políticos estão desacostumados a sobreviver às próprias custas, capitalistas administrando seus negócios e políticos sobrevivendo de suas mordomias. Capitalistas perdem a competitividade por displicência e incompetência para cumprir a carga tributária da nação. Têm preguiça de se formar em Economia e Marketing para saber se são capitalistas ou pensam que são. Políticos não acreditam na próxima eleição, precisam enricar antes que percam a chance de administrar o dinheiro público, por isso danam-se a fazer transferência da coisa pública para a coisa privada, pensando que política foi feita para “servir-se” e não para servir. Ora, neste aprendizado, nesta mamata cultural, qualquer medida que os assombre e acabe o namoro entre a Política e oCapitalismo estanca o progresso de ambos e a precária manutenção do resto.

Sosígenes Bittencourt

Do Povoado à Cidade da Vitória de Santo Antão: 391 anos de história.

Amanhã, 06 de maio, nossa cidade, Vitória de Santo Antão,  completará 174 anos de nascimento. Sim! Não confundamos as datas: Há 391 anos aconteceu o nosso povoamento. Há 372 anos ocorreu a Batalha das Tabocas e há 205 anos conquistamos nossa autonomia política. Cada data tem sua importância e simbologia ao contexto local.

Antes, porém, de chegarmos à categoria de cidade existimos, inicialmente, 47 anos como povoado, 139 anos na categoria de freguesia, 31 anos sendo uma vila e nos últimos 174 anos ostentando o título de cidade (2017). Salientemos, então,  que como cidade,  no primeiro século, fomos apenas Vitória e, a partir de 1943, em função do decreto Lei-estadual nº 952, que proibia a existência da toponímia nacional, como Vitória de Santo Antão (74 anos).

A lei provincial que nos elevou à categoria de cidade, em 06 de maio de 1843, foi a 113, assinada pelo então Conde da Boa Vista. Na ocasião, ganhamos o nome de “Vitória” em homenagem à épica batalha ocorrida no Monte das Tabocas. Comemorar as datas cívicas importantes, no Brasil, não é algo comum. Certamente, isso ocorre, pelo fato de termos uma história nacional forjada inversamente, ou seja: de fora para dentro.

Quando me refiro às comemorações não quero dizer, necessariamente, com banda de forró ou pagode, em praça pública. Às datas cívicas sugerem promoções mais voltadas ao conhecimento histórico. Esses acontecimentos, indiscutivelmente, florescem e promovem frutos genuínos. Algo que será agregado ao individuo nativo e que, possivelmente, irradiará ganhos sociais e coletivos por toda sua existência.

As datas marcantes, se bem utilizadas, também nos servem como excelentes exercícios à memória histórica. Imaginar, porém, do ponto de vista sociológico, como as pessoas viviam à época dos acontecimentos, como pensavam, de que maneira se relacionavam, quais os costumes marcantes, quais os temores que mais lhes inquietavam, em que contexto ocorreram as mudanças e etc, de certa forma, nos ajudaria a entender muito mais os problemas sociais, hoje, vividos nacionalmente e, em particular na nossa polis.

Portanto, não me canso de dizer: o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória foi, e é o maior projeto cultural de todos os tempos, implantado na nossa cidade. A sua missão, atuação e compromisso social ultrapassam seu espaço físico. A preservação da memória de um povo é algo indelével. Sua história, seus costumes e seus vultos, por exemplo, são referências que nos apontam, com mais  segurança, um caminho na direção do futuro pois, os mesmos, foram  edificados nos acontecimentos,  prontos e concluídos, do tempo pretérito. Nesse momento cívico comemorativo, reacendo, mais uma vez,  minhas esperanças que um dia os nossos gestores municipais possam entender a grandiosidade do projeto aludido e, mesmo sem ser de alma, possam se despir da opaca armadura da indiferença. Alias: ESPERANÇA é o sonho real de quem se encontra sóbrio e acordado.

Parabéns Vitória de Santo Antão!! Viva o nosso Instituto Histórico!!!

Correspondente em Barcelona

A primeira coisa que nos faz sentir saudade quando estamos num lugar estranho é de ouvir nossa língua materna na boca das pessoas. De algum modo quando ouvimos o português brasileiro, sabemos que estamos um pouco em casa.

Dito isto, deu um bocado de alegria saber, e ouvi isso de um brasileiro em Barcelona, que saudade é uma palavra que só existe no português. Em castelhano a tradução mais parecida com saudade é extrañar (algo como perder ou estranhar). Portanto, nossa palavra carrega um sentido mais poético do que a tradução espanhola, uma vez que significa a “presença da ausência”. Mais sofisticado, né? Não é de graça que ela foi tema de tantos livros e canções portuguesas. Ora, saudade tem muitos particulares.

Saudade aumenta o tamanho das coisas, por exemplo. Veja o caso de uma simples tapioca: alguns pesquisadores nordestinos, que estão também estudando por aqui, realizaram uma intensa busca da torno da goma de tapioca (caríssima, por sinal). E a primeira a encontrar em Barcelona (uma paraibana) anunciou a descoberta com a felicidade de um bandeirante que encontrou ouro. Daí percebi o quanto cheiramos tapioca no café da manhã, nas ruas da cidade, no jantar e etc.

Saudade também diminui coisas grandes. A crise que atravessa o país (com reformas trabalhistas, previdenciárias, fiscais, empurradas goela abaixo do brasileiro, nem sequer sufragadas nas eleições) de repente fica um tanto menor desse lado. É que nossos problemas não parecem menos graves (e tento nunca esquecer disso), pois a vontade de ter presente o seu lugar é sempre maior.

A saudade lhe mostra com assustadora clareza o seu lugar. Se algum dia você se perder pode contar que ela te mostra o caminho de volta. Daqui até compreendi melhor Belchior (que agora virou saudade): “não precisam que me digam de que lado nasce o sol porque bate lá meu coração”.

Por último, é muito difícil acrescentar algo novo sobre saudade, tendo em vista que ela já foi cantada e explicada milhões de vezes. Mas fazer o quê? É que cada geração que nasce e que fenece acha que tem algo mais novo e verdadeiro a dizer sobre ela. E se isto é verdadeiro, se ela insiste em rejuvenescer em nossa língua, é que ela tem a um só tempo um pouco de vida (e por isso vibra nos corações moços a cada vez que é proferida) e de morte (pois a morte abre o caminho para a saudade, de modo que as duas só podem ser parentes).

Estou cheio de saudade do meu lugar e da nossa gente. Nunca viajo de mala vazia.

André Carvalho.
Vitoriense e atualmente realiza uma parte do doutorado em Barcelona.

CONVITE

O dia 6 de maio, data em que comemoramos a elevação de Vitóira à cidade

será festejada no Silogeu no dia 5. Repito dia 5, sexta feira.

Seguem fotos de 1943:

Foto 10 – José Aragão, Agamenon (óculos), Gercino de Pontes (Secretário de Obras de Agamenon).

Por trás, do secretário, de terno branco dr. Célio Meira (avô do sócio Cristiano Pilako);

Agamenon ladeado por José Aragão e dr. Euclides Ferraz, juiz de direito.

Da esquerda para a direita: José Costa Porto, dr. Gercino de Pontes, desconhecido (terno branco) , José Aragão,

Agamenon, dr. Euclides Ferraz, demais desconhecidos.

Até ao dia 5 de maio.

A Diretora do Instituto