Outro movimento grevista: quem enganou quem? Prefeitura ou Sindicato?


No início da tarde de hoje (09), ao passar pela Praça 3 de Agosto – mais conhecida como “Praça do Anjo” – observei um movimento promovido pelos funcionários da prefeitura. Como todos sabem, dias atrás, uma grave foi convocada pela categoria. Vários movimentos públicos ocorreram na cidade, inclusive com uma a “ocupação” da sede do governo municipal.

Pois bem, ao que parece um novo conflito foi aberto entre a categoria e a gestão municipal, comandada pelo prefeito Aglailson Junior. O impasse, agora, segundo informações preliminares, gira em torno da alíquota do desconto no salário do funcionalismos, para a contribuição do  VitoriaPrev (fundo previdenciário do servidor municipal).

Aos olhos dos observadores atentos, dentre os quais me incluo, acredito que essa agenda já deveria ter sido tratada e resolvida,  no ato das últimas negociações. Ora! Não é nada lógico, muito menos produtivo, se fatiar discussões salariais! Nesse caso, fatalmente, quem sairá prejudicado é  a população, com mais um movimentos grevista.

Seria de imperiosa necessidade explicações de ambas as partes – prefeitura e sindicato – para sabermos o que realmente está acontecendo. Será que é a prefeitura que não está cumprindo com o acordado? Ou será que é o sindicato que está radicalizando nas negociações?

O munícipe, pagador dos impostos e usuário dos serviços públicos, não pode ser penalizado por possíveis amadorismos ou até, quem sabe, má fé de alguém, nessas negociações. De resto, entre tantas, fica apenas duas perguntas: Quem provocou o rombo no VitoriaPrev? Por que tem professor ganhando mais de R$ 20.000,00, enquanto outros servidores municipais ganham pouco mais de R$ 1.000,00?

Com a palavra os diretores dos sindicatos locais e os atuais gestores municipais.

Na mesa de bar, nem tudo é bebida…

“A praça é do povo, como o céu é do condor”. Certa vez, bradou Castro Alves. À mesa dos bares, nem sempre apenas se bebe. Outro dia, conversando com um escritor independente, disse-me ele: “Pilako, certa vez, numa sexta feira, fiz o lançamento de um dos meus livros numa academia. Só tinha intelectual. Ao final, vendi cinco exemplares. No outro dia – sábado – promovi um segundo lançamento, num bar. Vendi trinta e seis livros”.

“CORONELISMO E CANGAÇO NO IMAGINÁRIO POPULAR: um presente do amigo escritor vitoriense Erivam Felix Vieira.

Recentemente recebi na nossa redação o amigo e escritor vitoriense, Erivam Felix Vieira.  Com formação na sociologia, parapsicologia e antropologia ele é desses camaradas que “dá gosto se conversar”.  Calmo, sereno e bom ouvinte, Erivam enriquece o mundo, cada vez mais capitalista, sem precisar usar medidas financeiras –  ouro, dólar ou qualquer commodity. Ele é rico, justamente nas coisas que não se pode comprar ou vender.

Com vários livros publicados na área da natureza humana, trouxe-me, obsequiosamente, um dos seus títulos. “CORONELISMO E CANGAÇO NO IMAGINÁRIO SOCIAL”. Nessa obra ele procurou esmiuçar os elementos que compõe o imaginário popular na construção das figuras míticas, no caso em tela,  dos coronéis do Nordeste Brasileiro e do LAMPIÃO. (Virgulino Ferreira).

Com ilustrações, fotos e recortes dos jornais da época, ele nos faz uma leitura que vai além do policialesco, tão comum nas abordagens sobre o tema. Na literatura de cordel, uma das representações mais emblemáticas da nossa região, entre outras coisas, ele foi buscar a construção do imaginário popular para o tema, ainda permeado de muito mistério e controvérsia.

Em momento oportuno estaremos publicando recortes da  sua obra:

Resumo:

“Neste artigo analiso a dimensão construtivo-interpretativa do fenômeno social denominado cangaço, partindo de uma perspectiva baseada na Sociologia do imaginário. Proponho a busca para a compreensão do imaginário e o cotidiano do Sertão nordestino, sugerindo não apenas relacionar o contexto histórico em que tais manifestações se inserem e situá-lo à nossa realidade, como gerar um ponto de análise sobre as diferentes percepções dos atores em relação a si mesmos e de uns em relação aos outros, onde o paradoxo e o excêntrico se fizeram presentes em importante acontecimento sociológico nacional”. Escreveu o Erivam.

Pitú expõe na 37ª ABAD em São Paulo

A Pitú estará com estande na 37ª Convenção ABAD do Canal Indireto: Indústria, Agente de Distribuição e Varejo – Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento (ENACAB), entre os dias 07 e 09 de agosto, no espaço Expo Exhibittion & Convention Center, em São Paulo. Para a marca pernambucana de cachaça, que comercializa anualmente 95 milhões de litros e é líder no mercado de aguardente do Norte/Nordeste, o objetivo de participar da feira é estreitar o relacionamento com clientes de diversos estados do Brasil e fechar novos negócios.

República – Manoel Carlos

A “res-publica” coisa do povo alardeada pelo amigo pedro Ferrer pode até ter surgido nestas terras, porem, é algo de muito malgrado posto os desdobramentos políticos e ideológicos da mesma (falamos no sistema politico, meramente) redundaram pe tragedias inomináveis a este velho Brasil. Golpes de estado, corrupção endêmica, salvadores da pátria, e toda sorte de porcarias advinda do golpe de estado que destituiu nosso Imperador Dom Pedro II…

Hoje poderíamos dizer como Rui Barbosa a republica gerou o fracasso.

Ruy Barbosa é considerado um dos mais eminentes juristas e políticos que a república do Brasil já viu nascer… foi um dos articuladores do golpe de 15 de Novembro e ajudou a derrubar a Coroa e instaurar aquilo que ele acreditava ser, sabe-se lá o porquê, um regime melhor para o nosso país.

Pouco tempo depois fez um “mea culpa” da tribuna do Senado… Eis o pronunciamento:

“A falta de justiça, Senhores Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.

A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.

A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas.

Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade”.

Viva o Rei, Viva a Republica que só funciona no Brasil se for coroada.!

Manoel Carlos