Momento Cultural: Jesus Cristo – por João do Livramento

garanhuns 003-1

Para falar de Jesus Cristo

Nós precisamos entender

Que ele sofreu todo calvário

Pra nossa alma não perecer

Esta dívida da humanidade

Eu e você é quem produz

A cada dia nós pregamos

Jesus Cristo em nossa cruz

As cusparadas em sua face

São proferidas por rejeição

A filosofia do jesus homem

Que não adentra o coração

Gananciosos o esbofeteiam

E o açoitam todos mesquinhos

Cada aborto é o que terce

Sua coroa de espinhos

É flagelado pelos corruptos

E por mentirosos caluniado

Os violentos com suas lanças

Sempre o atingem abrindo o lado

No indigente as suas sedes

Com amargor são saciadas

Porém se a sede for de justiça

As suas pernas serão quebradas

Só cessará tal sofrimento

Se a humanidade compreender

Que quando fere seu semelhante

A Jesus Cristo faz padecer

João do Livramento.

Forró de Severina – Nordestinos do Forró

Ouça a música FORRÓ DE SEVERINA, composta por Aldenisio Tavares e Samuka Voice, na voz de “Nordestinos do Forró”.

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Aldenisio Tavares

Apelidos Vitorienses: BAIANO.

Sem haver nenhuma referência ao estado da federação que atende pelo nome da Bahia, o amigo vitoriense,  João Caetano Batista Filho, foi rebatizado pelo apelido de “Baiano”, aliás,  algo que o próprio não encontra uma explicação. Desse ele: “minha prima, do nada, na brincadeira, me chamou de João Baiano”.

Pois bem, contou-nos o senhor João Caetano Batista Filho –  atualmente com mais de  com sessenta anos –  que foi sua prima, que se chama Rosa e morava na cidade pernambucana de Igarassu, ao passar um final de semana na sua casa, em Vitória, que lhe “batizou” por baiano. “Na escola, as pessoas me chamavam por João ou Joãozinho”, falou o “Baiano”.

Desde pouco mais dos dez anos que o senhor João é chamado pela alcunha – Baiano. Ao servir o Exército Brasileiro, através do nosso Tiro de Guerra, seu nome de “guerra” passou a ser Caetano. Aliás, nos dias atuais,  só alguns companheiros dessa jornada é que não lhe chamam pelo apelido, tais como o instrutor, Major Eudes, e o companheiro de turma Ozias Valentim.

Portanto, eis aí um vitoriense que ficou mais conhecido na cidade pelo apelido de que pelo o  próprio nome. Assim sendo, o senhor João  Caetano Batista Filho é mais um que destacamos para fazer parte do nosso genuíno projeto,  que atende pelo nome de “APELIDOS VITORIENSES”.

Palestra sobre a história da Vitória na reunião festiva do Lions Clube.

Na categoria de palestrante participei, na noite de ontem (31), da reunião festiva do Lions Clube Vitória Centenário. Tendo como tema central a história da nossa Vitória de Santo Antão, durante os poucos mais de cinquenta minutos em que estive ao microfone, elencamos, entre outras coisas,  o sentido do surgimento da nossa cidade, suas datas importantes e os seus respectivos significados, o melhor e o pior momento da nossa história, nossas transformações econômicas e sociais, assim como o surgimento da “figura dos bichos” no secular carnaval vitoriense.

Após os informes regimentais da instituição o encerramento do encontro foi celebrado com  um lanche  reforçado. Aos diretores da instituição, agradeço pela oportunidade que me foi dada para falar sobre a história da nossa polis, afinal, O CENTRO DO MEU MUNDO É A MINHA CIDADE.

 

Batfino ou João Vitor: qual vai ser o “otário”?

Dias atrás, após o time colombiano vencer o Sport Clube Recife na Ilha do retiro, pela Copa Sul-Americana, testemunhei o debate futebolístico entre dois torcedores emblemático da Vitória de Santo Antão. Batfino e João Vitor, rubro-negro do Leão e Tricolor do Arruda, respectivamente, são amigos, independente de qualquer coisa, aliás, como deveriam ser todas as pessoas que gostam de futebol, mesmo que sejam torcedores de times  diferentes. Brigar por conta de futebol é algo descabido!

Pois bem, conversa pra lá, conversa pra cá, o amigo João Vitor, gozador por natureza, disse, em tom de deboche,  que era torcedor do Barranquilla desde criancinha. Batfino, sentiu-se ferido!! Cantou-lhe uma aposta, dizendo: “pego um gol e sou Sport no jogo da volta. Casa cem reais, otário!”.

Pois bem, eu, na qualidade de torcedor do  tipo “Paraguai” do timbu, fiquei no meio desse “fogo-cruzado”. Veja o vídeo e tire suas conclusões:

O internauta Manoel Carlos comenta postagem sobre os 500 anos da Reforma Protestante.

Em função da minha postagem de ontem (31), realçando os 500 anos da Reforma Protestante, o amigo e internauta Manoel Carlos, produziu um comentário que reproduzo abaixo. Entre outras coisas,  ele coloca: “o protestantismo é um primeiro e irreversível passo rumo ao ateísmo”. A frase é forte e polêmica. Boa leitura:

“Querido Pilako a dita “reforma protestante” é tida por muitos estudiosos como algo que não surgiu pronta, como pensam alguns, mas foi ao longo de décadas, séculos se moldando ao gosto de muitos teólogos, governos, etc.
Vários mitos são hoje propagandeados sobre a mesma. Alegam alguns que a dita “libertou” o homem da escravidão de verdades dogmáticas, e que nesta toada ajuda a fundar um estado moderno. Será mesmo?
O filosofo Olavo de Carvalho em artigo primoroso analisa os desdobramentos da dita reforma.
Veja:
“Um dos mitos preferidos da cultura americana é o de que a Reforma protestante foi uma das fontes principais da liberdade religiosa, dos direitos individuais e da proteção contra os abusos de um governo central. Some-se a isso a falsa crença weberiana (ou semiweberiana) de que a “ética protestante” gerou o capitalismo, e a única conclusão possível é que o cidadão de hoje em dia deve a Lutero e Calvino, no fim das contas, praticamente todos os benefícios legais, políticos e econômicos de viver numa democracia moderna. Mas tudo isso é propaganda, não História. Desde logo, a supressão da autoridade política da Igreja – um dos objetivos declarados da Reforma, que nisso concordava perfeitamente com Maquiavel – liquidava toda mediação espiritual institucionalizada entre o governo e o povo, reduzindo a sociedade a um campo de disputa entre duas forças apenas: de um lado, uma poeira dispersa de consciências individuais com suas crenças subjetivas infindavelmente variadas e variáveis; de outro, a vontade de ferro do governante, consolidada na doutrina da “Razão de Estado”, necessidade incontroversa à qual ninguém podia se furtar.
Não é preciso dizer qual dessas duas forças acabou por prevalecer. O clássico estudo de Bertrand de Jouvenel, Du Pouvoir, Histoire Naturelle de sa Croissance (1949), demonstrou de uma vez por todas que o crescimento do poder do Estado, com a consequente atrofia das liberdades individuais, é a mais nítida constante da História ocidental moderna, pouco importando se falamos de “democracias” ou de “ditaduras”.” (http://www.olavodecarvalho.org/heranca-e-confusoes/)
Caro amigo: moralmente os frutos da reforma protestante são fracos: os Luteranos de hoje nada lembram o próprio Lutero. O Lutero que rompeu com Roma (talvez num primeiro momento não tenha rompido com o catolicismo) manteve seu amor a Maria Santíssima, cria na Santa Eucaristia, reverenciava as Imagens Tridimensionais, pugnava pela Sucessão Apostólica dos seus Bispos e padres, e, inclusive, era dogmático.
Lutero aparenta ter querido mais romper com a submissão a um poder temporal do que com o catolicismo propriamente. Mas, de toda sorte, a evolução da dita reforma, se olhada pelos frutos modernos ver-se-á que é um fracasso retumbante, moralmente.
Alguns, caro pilako, querem pontuar que desde seu surgimento o capitalismo se instala. Veja esta análise:
“Em meados do século 18, decorridos nada menos do que dois séculos da Reforma protestante, a França católica ainda era o país mais próspero e culto da Europa, enquanto a Alemanha, berço de Lutero, jazia no atraso econômico e cultural mais abjeto, ao ponto de que o alemão não tinha sequer se consolidado como língua de alta cultura (os intelectuais escreviam em francês ou latim). Ainda em meados do século 19, foi em Paris que pela primeira vez um governante alemão, Otto von Bismarck, percebeu que era importante para cada nação ter uma classe média educada, modelo que ele então procurou implantar no seu país, apenas com signo religioso invertido, perseguindo os católicos e fomentando a educação protestante.”

Pilako “o protestantismo é um primeiro e irreversível passo rumo ao ateísmo”. Os países que primeiro foram engolidos pelo luteranismo e pelo calvinismo (e, no caso da Inglaterra, pelo Anglicanismo) são aqueles que, hoje, rejeitam os valores cristãos. Liberam antes de todos os demais países as drogas, equiparam uniões gay ao matrimônio, permitem a eutanásia e o aborto e possuem baixíssima natalidade.
A promoção do ateísmo pelo protestantismo foi intencional? Certamente que não. Mas foi uma consequência inevitável do esvaziamento da doutrina cristã ao bel prazer de cada teólogo e “paxtô” protestante. Dessa dita “reforma”, só pode resultar relativismo e descrença. Disso Lutero deu um eloquente testemunho, com seu desespero e suicídio.
Sempre, em todas as épocas e partes do mundo, existiram ateus. Mas o protestantismo, meio sem querer, incentivou e é, com certeza, o pai do ateísmo ocidental moderno, como ideologia, quaisquer que seja a forma que esse assuma”.

Manoel Carlos Junior.

Momento Cultural – GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Despercebidos

E inocentes

Lá vem os arrepios

Mexer com a alma da gente

Outra vez as sensações

A vontade de um carinho

Mais profundo

De um beijo guardado

De saudade do mundo

Que vivemos conscientemente

E que fica para sempre em nossas lembranças

Entre sussurros, recordo momentos

E não me arrependo

De atos ou fatos vividos

Mesmo que loucos ou transgredidos

Pois meu corpo em sintonia

Agradece ao teu em constante harmonia

E talvez por pura teimosia

Não paro de te amar

E de sentir tua falta

Não tenho pressa

Tenho calma

Quero conhecer não só teu corpo

Mas tua alma

Para isso, te imploro,

Me beija, teu beijo é um presente

Que adoro

E o teu abraço

Deixa meu corpo ardente

Te amando sem cansaço

Um beijo amado

Que vai subindo e vai descendo

Desliza no meio das nádegas

Sobe pelas costas

Até encontrar tua nuca

Teus cabelos afastando

Tuas orelhas volteando

Arrepiando e buscando

Teus lábios entreabertos

Com essa sede de viver

Aguenta, coração

Experimenta a sedução

Tenta e atenta

Nessa total imensidão

Abusa

Elambuza

Tiro a roupa

Te deixo louca

Sua

Suor salgado

Sal impregnado

Tua pele na minha

Minha carne na tua

Em meus lábios

Me matas a sede

Na fonte dos teus prazeres

Sede de meu tesão

Pura transgressão

Teu sexo

No meu sexo

Infringindo preconceitos

Ou regras

Braços e abraços

Bocas e línguas

Desejos hostis

Deixa correr

Deixa rolar

Na cama ou na lama

Na vontade de te amar

Vamos

Agora a sempre

Amar pensando no mundo

Um você e eu, juntos

Um gozo que seja profundo

No amor em um corpo único…

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 19).

Forró de Severina – Nordestinos do Forró

Ouça a música FORRÓ DE SEVERINA, composta por Aldenisio Tavares e Samuka Voice, na voz de “Nordestinos do Forró”.

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Aldenisio Tavares

500 anos da Reforma Protestante: estamos precisando de outra reforma ou voltar aos princípios dela?

Em 31 de outubro de 1517, há exatos 500 anos, o alemão, monge agostiniano, Martin Luther (Martinho Lutero) atuou como uma espécie de porta-voz de uma das mais importantes transformações estruturais da civilização. Com a publicação das suas 95 teses em meio a uma ebulição econômica e cientifica, precificada exatamente no contexto do sentimento da mudança – “tempos medievais para os tempos modernos -,   incentivada e efetivada pela  então classe burguesa,  antes às margens das decisões  políticas, funcionou como o alvorecer do mundo que hoje está desenhado e posto.

Separar a igreja da fé, entender a religião pelas lentes do poder político, naturalmente, não é tarefa das mais fáceis. Não se pode cobrar das pessoas em geral um raciocínio no sentido contrário às verdades dogmáticas. Pensar “fora da caixa”,  além de ser politicamente incorreto, dá trabalho e proporciona  exclusão social.

Se hoje, meio milênio depois, as denominações religiosas atuam como os pilares da sustentação do pensamento coletivo imaginemos, então, romper essa  “embalagem” lá no período  que os historiadores chamam de feudal, sob o véu e à hegemonia continua e perene – século V a XV – dos católicos medievais, cujo o conhecimento cientifico era guardado como trunfo, tal qual  uma das suas propriedades privada.

Antes de Lutero nascer, contudo, outros religiosos, no mesmo sentido,   já haviam enfrentado o poder soberano de Roma. John Wycliff e John Huss, em momentos  diferentes na linha do tempo,  também  se insurgiram, mas o contexto externo não sopravam na direção da mudança, tal qual no momento de Lutero (século XVI). Entre muitos outros fatores favoráveis às ideias do monge alemão estavam  as grandes navegações e a imprensa, inventada por Johann Gutenberg em 1430.

O dia 31 de outubro não foi escolhido por acaso para que  Martinho Lutero  divulgasse  suas ideias. Os dois primeiros dias do mês de novembro são representativos para os católicos. Dia de todos os santos (01) e dia de finados (02). Ocasiões, portanto, muita celebradas pelos fies católicos, momento oportuno para seus posicionamentos, lá em 1517.

Refletir sobre esses fatos e acontecimentos, quinhentos anos depois,  tentando estabelecer pontos de ligação  entre o passado e o presente, nos faz amadurece, nos inclina a  pensar e avançar,   sob todos os pontos de vista. Concluo, portanto, esse artigo alusivo à REFORMA PROTESTANTE sugerindo um dos ideais de Lutero: “Igreja reformada sempre se reformando”.

Apenas uma pergunta: será que já num passou da hora das igrejas se reformarem ou, quem sabe até, voltar ao ponto de partida, ou seja: aos princípios elencados por Lutero?

AGTRAN continua trabalhando em “marcha lenta”…

Mesmo após dez meses da nova gestão da AGTRAN, sob o comando do diretor Elmir Nogueira, o órgão continua trabalhando na “marcha lenta”. Até o presente momento nenhuma ação consistente, no que tange ao dinamismo da mobilidade urbana, saltou aos olhos dos observadores, muito menos da população.

Pois bem, recebido como herança da administração passada o problema de ordem técnica, no que diz respeito ao estacionamento impróprio, localizado ao lado do prédio da Assembleia de Deus, na Matriz, registramos, na manhã de  hoje, mais uma vez, que os condutores de veículos continuam “pagando o pato”, pela falta de capacidade e até interesse dos que deveriam se debruçar sobre o problema.

A bronca continua a mesma: os motoristas dos  veículos que circulam  pela Rua Dr José Rufino Bezerra (Matriz), nos dois sentidos, são obrigados a enfrentar um engarrafamento infernal, nas imediações da “Casa dos Pobres”, por conta de um estacionamento “sem noção”, que a AGTRAN insiste em manter.

Na nossa cidade, infelizmente, as coisas não funcionam como deveriam. A AGTRAN, ao que parece, tal qual na gestão passada, continua servindo como um ótimo cabide de emprego,  ao passo que se revela num péssimo prestador de serviço público. Enquanto os gestores não tomarem uma atitude, para sanar os velhos (atuais)  problemas de sempre a população segue  se virando como pode…