Momento Grau Técnico Vitória.

 

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Zoológico do Alto do Reservatório: uma boa memória dos santonenses!!

Não obstante ser um blogueiro, que por oficio deveria ser totalmente ligado e adaptado às novas ferramentas sociais disponíveis, confesso, que ainda não consegui abrir espaço para que as mesmas assumam o “controle da minha vida”, tal qual ocorre, hoje,  com a maioria das pessoas, mesmo àquelas que possuem mais primaveras. É só uma questão de entendimento……nada contra!!!

Pois bem, eis que, de uns dias pra cá, venho observando os registros fotográficos do meu “amigo do face”, Josebias Bandeira de Oliveira. Simplesmente: extraordinários!!! Dentre tantas fotos postadas, na sua página, uma trás duas crianças (Dryton e Dayse Bandeira) brincando no Alto do Reservatório, no Parque Melo Verçosa – local que funcionou nosso zoológico.

Na referida postagem tem escrito:

Vitória De Santo Antão!
Sua história, sua glória e seu passado!
No Túnel do Tempo. . .
Parque, no Jardim Zoológico
“Alto do Reservatório”.
Palco de muita alegria e diversão,de todas as crianças vitorienses! Quantos de nós não fomos embalados neste “burrica”? Os passeios com nossas escolas . . . Especialmente no Dia das Crianças!
Recordo cada recanto…
Os animais, os pipoqueiros, o vendedor de algodão doce de doce japonês.
“Saudades da infância de nossa terra tão querida”

Com efeito, várias pessoas que se identificaram “desenterraram” das suas memórias outras inúmeras situações vividas, naquele pedaço de chão  santonense. Algo muito positivo, naquilo que chamamos de preservação da memória e do sentimento de pertencimento. Parabéns para Josebias Bandeira de Oliveira.

Prêmio Pedro Ferrer de Cultura – por Pedro Ferrer.

Os cães ladram e a caravana passa…

Passados dez dias da entrega do Prêmio Pedro Ferrer de Cultura na sua primeira edição. Gostaria de tecer algumas considerações.

Primeiro, que, o prêmio leva meu nome por sugestão de seu idealizador o professor Claudemir Coelho. Como falei no meu discurso de agradecimento, torno a repetir, sinto-me lisonjeado, bastante lisonjeado, ao ver o meu nome sendo utilizado em tão nobre causa. Existem pessoas que revestidas por uma falsa modesta, ou até mesmo por não reconhecer-se dentro de sua área de influência, questionaram a escolha do nome como se eu estivesse com isso querendo me promover. Ora, com quase 80 anos de vida isso não é mais prioridade para mim, no entanto, reafirmo: AS HOMENAGENS DEVEM SER FEITAS AINDA EM VIDA!!

E eu contribui ao longo de minha vida, e ainda contribuo muito para à educação e cultura de um modo em geral. Da presidência do Conselho Federal de Biologia à Criação e presidência da ADUFEPE (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco) de onde fui professor, Da co-fundação da Faculdade de professores da Vitória ao Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão, foram “muitas emoções”, como cantou Roberto Carlos. Olho para o meu passado e admiro a vida que soube fazer. Sim, qualquer um com a condição privilegiada que tive poderia fazer, mas há tantos que têm, por que não fazem? Não sou o supra sumo das artes em Vitória, sei que existem pessoas tão bem mais preparadas, envolvidas e engajadas nesta luta quanto eu. A questão não é sobre ter e sim sobre ser. Mas nessa vida nós estamos, nunca somos.
A repercussão em tono do evento foi muito positiva, para quem colocou em cheque a escolha dos homenageados solicito encarecidamente que olhe para alguma foto em que conste os 12 escolhidos e avalie bem, longe de falsas amarras. Desafio aos críticos de plantão, olhar em cada um deles e não ver a ”cara” do povo da Vitória, “De uma gente que rir quando deve chorar e não vive apenas aguenta…” a face de quem realmente faz a cidade.

Enfim, ninguém pode negar que diante do trabalho desenvolvido pelo grupo que está à frente do Instituto Histórico não tenhamos propriedade para escolher os homenageados/as. Se bem, que, por falta de atenção ou por mau caratismo mesmo, muitos não entenderam que a proposta é que o prêmio torne-se uma celebração anual, logo, quem eventualmente não tenha sido agraciado neste ano poderá ser nos próximos. Até porque só será escolhida uma pessoa e/ou Instituição por categoria. No mais, com a certeza de que não se pode agradar a Gregos e Troianos despeço-me grato e preparado para a luta que não é fácil, mas torna-se necessária quando temos um ideal.

Professor Pedro Ferrer

Lembrança do eterno Mestre Mário Bezerra…

Nossa página não poderia deixar de lembrar para todos os/as Antonenses, como fez o amigo Guilherme Pajé, que hoje (24) era o aniversário de nascimento do excelentíssimo professor Mário Bezerra, exímio educador a quem a História da educação em Vitória jamais esquecerá. Onde esteja, que esteja em paz professor. “Descanse o seu leito na floresta dos homens esquecida e escrevam à sombra de uma árvore, foi professor, sonhou e amou na vida.”

Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Momento Cultural – Célio Meira.

Vejo, de minhas janelas,
três coqueiros, que beleza!
parecem três sentinelas,
no Templo da Natureza.

Bençãos de Deus! Ano Novo!
Sossego, Luz e Bonança;
– Não perca, amigo, na vida,
a semente da esperança.

Um dia, vi uma estrada
algumas rosas de luz…
ouvindo, do Alto, esta voz:
– por aqui passou Jesus.

O avarento, sem bondade,
vive pobre na riqueza,
e quando chega o seu fim
morre rico na pobreza.

Os que passam pelo mundo,
sem amor, sem alegria,
são fugitivos da Fé,
numa triste romaria.

Célio Meira

De “Migalhas de Poesia”

(do livro: ANTOLOGIA DA POESIA VITORIENSE – Júlio Siqueira – 1843-1993  ANO DO SESQUICENTENÁRIO DA VITÓRIA – PÁG 55)

AMOR E PAIXÃO.

Se você se casa para fazer o outro feliz, você ama; quando você se casa para o outro fazer você feliz, você está apaixonado. A paixão é cega e egoísta. Você vê no outro o que o outro não é e exige o que ele não pode dar. Daí, você se torna escravo de um sentimento que pode levá-lo a grande sofrimento. Paixão é para quem tem juízo. O amor começa numa grande amizade, e a paixão termina numa grande separação.

Paixão é para quem impõe limites. Paixão sem rédea é trem descarrilhado. O limite preserva a paixão, o descomedimento (segundo os gregos: a HYBRIS) obriga à desistência ou provoca rejeição. Difícil é domá-la, já que o apaixonado é PASSIVO na relação. O apaixonado é um PACIENTE, não é ele que apaixona, é ele que se apaixona.

O psiquiatra Rubens Coura diz que “Paixão é doença e merece tratamento”. Já o teatrólogo Nelson Rodrigues dizia que “Sem paixão, não dá nem pra chupar picolé”. E um Autor Desconhecido disse que “Amor sem paixão é triste. Paixão sem amor é horrível.”

Penso que o homem é carente de explicação, e não saber o que está acontecendo consigo mesmo é sempre um inferno interior. Não sei se serviria a advertência da entrada do templo de Delfos que inspirou o filósofo Sócrates: CONHECE-TE A TI MESMO. 

Sosígenes Bittencourt

Apelidos Vitorienses:Professor Dodó ou Dodó Carvalho.

Dentro do projeto “Apelidos Vitorienses”, que tem por finalidade registrar a origem da alcunha dos conterrâneos  que são mais conhecidos pelo apelido do que pelo próprio nome, hoje, realçaremos o motivo pelo qual o senhor Severino Adroaldo de Carvalho ficou mais conhecido por Dodó.

Inicialmente, através do seu pai, ele recebeu o simpático apelido da maioria dos “Severinos” do Nordeste, ou seja: “Biu”. Aliás,  uma espécie de marca da família. Dodó também recebeu do “Seu”  “Sitonho do Posto”, aos seis anos de idade, em função do apelido do seu pai (Raposa),  o apelido de “Raposa Nova”. Esse,  não pegou.

Após a morte do pai, sua mãe, que nunca havia lhe chamado por “Biu”,  passou a “investir” no “Doda”, em função do apelido do cidadão que serviu de inspiração para o seu nome, “Seu” Adroaldo da Telpe, que também ficou bastante conhecido na cidade pelo apelido  “Doda”.

“Doda” pra lá,  “Doda” pra cá, o quer fato é que, desde a sua  juventude,  o amigo Severino Adroaldo de Carvalho  foi “rebatizado” por “Dodó” e foi, aos poucos,  gostando do seu nome social. O tempo passou e o seu apelido tornou-se uma marca registrada. Alguns lhe chamam por “Professor Dodó” e outros por “Dodó Carvalho”. Assim sendo catalogamos mais um vitoriense que ficou mais conhecido na cidade pelo apelido do que pelo próprio nome.

Em Vitória os produtos do Jair Bolsonaro tem lugar nas vitrines do comércio.

Na chamada livre iniciativa do mercado a nossa primeira grande referência é o economista e filósofo britânico, nascido na Escócia em 1732 – Adam Smith. Os seus princípios macroeconômicos, o que hoje nos parece tão óbvio, anunciavam um novo tempo para a então insipiente classe burguesa. “a riqueza das nações e dos indivíduos em geral eram frutos de seus interesses próprios”.

Após a Revolução Francesa, ocorrida no final do século XVIII, as ideias do liberalismo foram “implantadas” na cabeça de todos, sobretudo na “banda ocidental” . Queiram ou não queiram os juízes, hoje, o mundo é regido pelo capitalismo, apesar de haver correntes de pensamentos diversos apontando, inclusive, na direção, em um  determinado espaço de tempo,  no  seu esgotamento como sistema hegemônico.

Pois bem, enquanto esse “tempo” não chega, existe um grupo de sabidos na nossa aldeia – Vitória de Santo Antão – , sintonizados para aquilo que disse o Adam Smith, que vem se beneficiando da chama “Lei da Oferta e da Procura”.

Assim como no passado, onde existiram pessoas bem intencionadas que investiam seu dinheiro em camisas, broches e adereços com o símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT) que, com o passar das décadas  ascendeu ao poder central e veio a se tornar uma das maiores quadrilhas de bandidos desse País, hoje, assistimos outro grupo de brasileiros, distinto por ideologia,  investindo suas energias e recursos financeiros num “produto político” que já nasceu morto. Não do ponto de vista eleitoral, mas sim do ponto de vista da sua aplicabilidade, caso venham lograr êxito na disputa eleitoral vindoura.

Mas, independente de qualquer coisa, realcemos à liberdade de expressão, até mesmo para apregoarmos e divulgarmos  uma candidatura que,  num futuro próximo,  poderá até retirar o nosso mais caro direito, que atende pelo nome de  LIBERDADE!

Quem diria: hoje no Brasil a população sabe mais da escalação do Supremo (11 ministros) do que a da seleção brasileira (11 jogadores).

Desde os movimentos populares de rua, ocorridos em 2013, que ficaram catalogados como “as jornadas de junho”, que o Brasil não é mais um mesmo. Em várias ocasiões, aqui no blog e em rodas de amigos, sentenciei que o maior legado da Copa do Mundo, realizada no nosso País (2014) havia sido o entendimento dos brasileiros que os nossos sistemas públicos – saúde, educação, transporte e etc – não eram compatível ao exigido pelo tão propalado “Padrão FIFA”.

Pois bem, eis que quatro anos depois – faltando pouco mais de 60 dias para uma nova Copa do Mundo – a grande mídia consagra mais espaço nos seus telejornais e editoriais  a uma sessão do Supremo do que à partida futebolística amistosa entre o selecionado canarinho com os anfitriões do certame organizado pela FIFA.

Aliás, vou mais além: seria algo insano imaginar, há vinte anos, que a população em geral teriam mais condições de escalar – nominalmente – os onze ministros da suprema corte do que os titulares da seleção brasileira, em véspera de Copa do Mundo. Eis aí, portanto, um grande legado da Operação Lava-Jato

Cineclube Avalovara: Eles Não Usam Black-tae

Pessoas queridas, convidamos a todas e todos para nossa próxima sessão. Contamos com a presença e divulgação de vocês.  

Seguindo com nossa proposta de pensar o mundo e as políticas sociais através do cinema, no próximo dia 25 de março vamos exibir e discutir o filme “Eles não Usam Black-tie” (Leon Hirszman, 1981), uma joia do cinema nacional que chegou a receber o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cannes. O longa-metragem — baseado em peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri, que também atua no filme (Otávio) — explora os conflitos e anseios da classe trabalhadora nos anos finais da ditadura militar no Brasil.

“Eles não Usam Black-tie” propõe uma reflexão — importante e atualíssima — sobre as esperanças (e desesperanças), a importância das ações coletivas e os medos que circundam a luta pela sobrevivência num país como o nosso.

Vamos de novo unir nossas forças? Todas as pessoas estão convidadas. Divulguem!

O Cineclube Avalovara é um projeto aprovado no 10º Edital do Programa de Desenvolvimento da Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2016 – 2017), e tem apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão (IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).

SINOPSE
Tião, jovem operário, namora Maria, colega de fábrica. Quando toma conhecimento de que ela está grávida, resolve marcar o casamento. Mas as dificuldades financeiras do casal são imensas. Nisso eclode uma greve. Otávio, o pai de Tião, veterano líder sindical, que passou alguns anos na cadeia devido à militância política reprimida pela ditadura militar, adere à greve mesmo contrariado com a decisão da categoria, que lhe parece precipitada. Participando dos piquetes em frente à fábrica entra em choque com a polícia, é espancado e preso. O filho, indiferente ao drama do pai e dos colegas, fura a greve. Individualista, credita à militância do pai a miséria em que sempre viveram. O conflito explode no interior da família.

SERVIÇO
Cineclube Avalovara exibe ELES NÃO USAM BLACK-TIE
Classificação indicativa: 14 anos
Data e hora: 25/03/2018 (dom), às 17h
Local: Silogeu do IHGVSA
Entrada Franca

Link para evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/184304622349301/

Momento Cultural: INERTIA – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra (2)
Nas imagens dos sons inertes…

Inertia, inactivity, sloth.

Inércia dos sonhos coloridos…

Nas folhas brancas ao léu…

Momentos perdidos,

inércia desse vento nas paragens do tempo

de INTERROGAÇÕES ???????

Pára-tempo, tempo-pára.

Para, pára, o que não paro.

Inércia nos sons, nos sonhos coloridos,

Nas paragens desse tempo inertemente perdido…

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 25).