“Receita” na voz de Serginho Farineli.

Ouça a música “Receita“, composta por Aldenisio Tavares e Wendell Nogueira, na interpretação de Serginho Farineli . A canção é  integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”, lançado pelo compositor no início deste mês, sendo uma homenagem dos compositores para o ECC (Encontro de Casais com Cristo).

Receita -Serginho Farineli

Aldenisio Tavares

130 anos da abolição: o que fizemos e o que faremos?

Em meio a um turbilhão de problemas,  o Brasil vivenciou, ontem, 13 de maio de 2018,  a passagem dos 130 do fim da escravidão. Fomos um dos últimos países do mundo a fazê-la. Fomos também a circunscrição territorial que mais recebeu nativos, oriundos  do continente africano,  para o chamado trabalho forçado. Se prestarmos bem atenção, todos nós,  somos, em grande ou pequena medida,  filhos da África.

Colocar luz nesse tema é percorrer por muitos espaços ainda não desvendados. À destruição de boa parte dos arquivos da escravidão, ocorrida no inicio da última década do século XIX,  nos deixou órfãos de fontes robustas, mas, nas últimas décadas, importantes estudos e novas leis tem incentivado pesquisas e olhares múltiplos sobre o tema aludido.

Não podemos nos referir ao ocorrido – escravidão na Brasil – com os conceitos sociais da atualidade, dessa forma, contudo,  estaríamos incorrendo no chamado anacronismo histórico. Se hoje temos leis e uma boa dose de bom senso coletivo, aquilo que chamamos de “politicamente correto”, antes, porém, a escravidão era algo institucionalizado. Nesse contexto, toda via, podemos afirmar, categoricamente, que toda sociedade brasileira é filha do preconceito racial. Políticas afirmativas são necessárias, mas sem radicalismo e  longe do sentimento de vingança.

A história tem nos mostrado, sobretudo aos mais atentos, que a divisão de raças, o ufanismo desmedido e o nacionalismo doentio não são bons conselheiros. Portanto, nesse momento de reflexão e amadurecimento sobre essa página da história brasileira,  o que mais me preocupa, na qualidade de historiador, não é com o tempo que nos separa do fim da escravidão ou mesmo quantas décadas ou séculos nos faltam para superar esse fantasma, é,  sim, o que fizemos e o que faremos, doravante, para romper com os velhos conceitos e promover o equilíbrio educacional e social,  pois, a meu juízo, essa, definitivamente,  seria a rota mais acertada  a ser  seguida, isto é:  o caminho sem volta!!

A “corriola da Matriz” promoveu mais uma “missão cultural”.

Em mais uma “missão cultural a “corriola da Matriz” marcou presença noutro mercado público da capital pernambucana. Agora –  a bola da vez –  foi o  Mercado da Encruzilhada. Com vários espaços e divididos em  ambientes diferentes, o mesmo agrega mais de 200 pontos comerciais, que negociam de “um tudo”.

Internamente, além do “vuco-vuco” da feira do sábado, existem pequenos restaurantes dotados de boa estrutura para servir uma vasta clientela, desde os frequentadores assíduos como também os turistas.

Na parte externa do centro de compras, no horário da tarde, grupos artísticos se apresentam. O repertório musical privilegia os que gostam de escutar a boa música de outrora. Veja o vídeo.

Em breve, dentro da programação estabelecida, uma nova “missão” para outro mercado público será realizada. Essa turma gosta de “molhar o bico”……..

 

Os brasileiros não estão nem aí para a convocação do Tite…….

Sou de um tempo em que o anuncio de uma convocação de jogadores para o selecionado  brasileiro disputar uma copa do mundo,  era o bastante para deixar o País com cara de feriado nacional.  Dizia-se: “todo brasileiro já tem a sua seleção escalada na cabeça”. Hoje, ninguém deu “bolas” para o Tite. Aliás, diga-se de passagem,  apesar dele está gozando  de boa credibilidade….

Será que o Brasil tá deixando  de ser o País do Futebol?  Entendidos na matéria,  dizem que sim!!

Mesmo sendo de longe o esporte mais popular da nação, segundo pesquisas, os números não lhes são favoráveis. Com o crescimento populacional e tudo, o numero de torcedores nos estádios vem caindo, ano após ano. Aliás, os jogadores mais “badalados” do mundo estão atuando em uma dúzia de equipes da Europa.

Tenho a percepção que os torcedores brasileiros mais jovens, em função da internet, estão, aos poucos, perdendo o interesse pelos times locais e regionais. Imagino que a última  Copa do Mundo no Brasil, ocorrida há quatro anos, onde, antecipadamente,  ocorreram  inúmeros debates e manifestações contrárias,  realçando que nossa saúde, educação, transporte e segurança não eram do Padrão FIFA, de qualquer forma, despertou na população em geral um sentimento inverso ao planejado.

Portanto, imagino que essa apatia nacional pelo selecionado brasileiro, seja mais um sinal que nosso país está mudando. Aliás, nos últimos anos, os dirigentes do futebol brasileiro estão sendo estampados constantemente nas páginas polícias. Assim como vem ocorrendo com as  gangues partidárias nacionais, no futebol os comandantes da CBF já estão atolados até o pescoço.

Um morto andando pela cidade.

Amanheço morto na cidade. Tomo conhecimento de que morri logo cedo. Sou um morto muito especial, porque posso negar a minha morte, abrir a porta e sair andando, respirando o ar, rever as ruas, os lugares antigos por onde passei quando criança e que o tempo foi modelando, ora para melhor, ora para pior. Posso perceber, agora, que alguns lugares é que morreram. Caminho com um ar importante pelas ruas, porque posso descrever o que desapareceu. O cheiro do Café São Miguel, as meninas do Colégio Municipal, picolé de mangaba, disco de vinil com o retrato de Carlos Gonzaga, sessões dominicais de cinema, com sabor de ping-pong, Rock Lane a cavalo. Sou um morto que pode contemplar o nojo, a paixão e o tédio dos que me rodeiam e me julgam. Tenho direito a mais um dia, um jantar, telefonar para marcar um encontro. Principalmente, ir ao encontro e praticar, meticulosamente, a arte de dar e receber amor, como na milenar receita de Vatsyayana, o Kama Sutra de todo dia. Sinto-me vaidoso de minha morte – sem esquife, castiçal, lampejo de vela, coro lúgubre de carpideiras e meu derradeiro desfile, horizontal, pela cidade.

Respondo a alguém que me telefona para saber a verdade:

Morrer na boca do povo faz mais sucesso do que morrer de verdade. Não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.

Sonho com alguém me perguntando: – Sosígenes, você andou morrendo ?

– Não, ando sem tempo para a morte.

Sosígenes Bittencourt

O que realmente representa a pirâmide da Pátio da Matriz?

Na nossa Vitória de Santo Antão, no tempo pretérito, um grupo de notáveis lideraram um movimento que teve como objetivo maior – para marcar a passagem do século XIX para o XX – a construção de um monumento homenageando o Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa narrativa está disponível nos livros que contam a nossa história. Até recentemente, nunca havia escutado outra versão.

Eis que, dias atrás, fiquei sabendo que existe outra versão, dando conta que o mesmo (obelisco) teve como principal  “articulador” o então prefeito da nossa polis – Coronel José Xavier Cavalcanti Wanderley – que tinha fortes ligações com a Maçonaria em nossa cidade. Não obstante, o mesmo, ser descrito pelos registros oficiais, por assim dizer, como “prestigiosa e venerada figura das classes conservadoras e membro de tradicional família pernambucana”.

A história é dinâmica! Em conversas outras já haviam me questionado que o obelisco em forma de  pirâmide não seria o formato mais acertado para  homenagear a figura singular do cristianismo. Na qualidade de pessoa identificada com a história e, consequentemente, com os fatos que construíram nossa sociedade, doravante, irei me aprofundar nesse contexto.

Doutor Fernando Verçosa: um santonense do Mundo!!!

Antigamente, em restritas parcelas sociais, circulava o prestigiado “cartão-postal”. Correspondência, que dispensava os envelopes, enviadas por pessoas que estavam em viagem  ou entre amigos que moravam em lugares distintos. O tempo passou e, com o advento e as facilidades das novas tecnologias, a comunicação entre pessoas, corporalmente distantes, virou letra morta.

Sobre a origem dos “cartões postais” há várias informações: oficialmente, o primeiro foi colocado à venda nos correios da Áustria, em primeiro de outubro de 1869 – “escrito na cor negra, sobre um cartão creme”, No Brasil, o mesmo foi instituído pelo Decreto nº 7695, de 28 de abril de 1880, proposto pelo Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, conselheiro Manuel Buarque de Macedo.

Pois bem, em mais uma circulada internacional,  o nosso conterrâneo santonense, Fernado Verçosa, através da sua pagina do Facebook, vem nos enviando vários “cartões-postais”. Aliás, o doutor é uma das pessoas mais “viajada” da nossa cidade. Diferentemente da maioria das pessoas, que buscam promoções para viajar, ele, primeiro, escolhe para o lugar que quer ir, depois,  compra o pacote. Mesmo não viajando a negócio, toda vez que ele retorna ao seu torrão, volta mais rico.

Momento Cultural: Assunção da Virgem – por Corina de Holanda.

Deve ter sido pela madrugada:
– Em torno da modesta sepultura,
Daquela dentre as puras a mais pura,
Anjos, em graciosa revoada,

Como a medir, de céu, a imensa altura,
Vão de estrelas formando a linda escada
Por onde subiria a Imaculada…
– Jamais se viu tão régia iluminada.

(Se Deus é o Autor de tão custosa tela…).
Rasga a morte seus véus! Eis que esplendente,
Surge Maria, a quem Gabriel conduz.

Astros se apagam diante da mais bela…
E todo o Céu saúda alegremente,
A que trouxe em seu seio a própria Luz.

1969

(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 33).

Momento Grau Técnico Vitória.

Atenção alunos do curso Técnico em Enfermagem, preparamos um super evento para vocês! A semana de Enfermagem Grau Técnico é a oportunidade perfeita de aprimorar seus conhecimentos e habilidades que são desenvolvidas diariamente em sala, com minicursos práticos sobre temas relevantes ao mercado. Um momento de estímulo e conscientização do surgimento da enfermagem como profissão.