
Ouça a música “DEIXA“, de Dorgival Soares.
Aldenisio Tavares

“Na briga entre o mar e o rochedo quem leva a pior é o marisco”. Diz um adágio popular. Nesse contexto, porém, poderíamos usar integralmente esse exemplo para retratar o tormento pelo qual a população em geral da nossa cidade, Vitória de Santo Antão, no que diz respeito ao pagamento da conta de luz, vem passando nos últimos dias.
Nos desencontros ocorridos entre a Caixa Econômica Federal e a direção da CELPE, no tocante ao convenio que estabelece à possibilidade de pagamento das faturas da “conta de luz” nas lotéricas, a população está levando a pior. Em Vitória, por exemplo, faltam informações e locais com estrutura adequada para realizar as operações, com a devida segurança e eficiência.
Por não optar pelo débito em conta, algo que a esmagadora maioria da população não tem interesse e até condições operacionais, desde a última segunda-feira, 14 de maio, que tento pagar minhas contas, emitidas pelo CELPE, e não consigo concluí-las.
Por conta de informações desencontradas acabei dirigindo-me até a loja da CELPE, localizado na Avenida Mariana Amália, para saber quais os pontos que estão autorizados a realizar as operações de recebimentos. Lá, uma moça me forneceu um “papelzinho” indicando os locais com os bairros correspondentes.

Aqui no centro, fui ao primeiro: FORA DO AR. Dirigi-se, então, ao segundo: FUI INFORMADO QUE JÁ HAVIA ULTRAPASSADO A QUOTA DO DIA. No outro dia, a mesma ladainha: FORA DO AR. Hoje pela manhã, ao chegar em um dos pontos, antes mesmo do estabelecimento abrir, juntamente com um grupo de pessoas, que lá já estavam, o funcionário fez, em voz alta, um anuncio geral : “CELPE, TÁ FORA DO AR!!”

Bom!! A CELPE, em Vitória, está precisando se pronunciar. Na qualidade de consumidores, devemos fazer algumas perguntas: à quem vai caber os juros, que virão na próxima na próxima conta por atraso nos pagamentos? Para os que já estão com as faturas em atraso, o senhor “Zé do Corte” vai chegar na porta? Esses pontos de recebimentos serão ampliados? A população precisa de respeito e o minimo de informações….
Com a palavra, a CELPE……….

Ao caminhar pela movimentada Avenida de Holanda, anteontem (14), ao cair da tarde, registrei uma cena muito comum, que ocorre constantemente naquele trecho viário (próximo ao Terminal Rodoviários). Os condutores de todo tipo de veículo, inclusive ônibus e vans, teimam em fazer uma manobra não regulamentada, arriscada e perigosa. Veja o vídeo.
Pois bem, a AGTRAN foi criada no inicio de 2013 – na segunda gestão do Governo de Todos – com a finalidade de melhorar (constantemente) a mobilidade no trânsito da nossa cidade. Ao longo desses quase seis anos de atuação (2013 a 2018), a mesma, demonstrou muito mais vocação à cobrança de impostos e multas do que propriamente sintonia e compromisso com a chamada mobilidade urbana.
Durante esse período – sob o comando de dois prefeitos de grupo políticos diferentes – o órgão (AGTRAN) não conseguiu ganhar o respeito da população. Continua figurando na cabeça dos motoristas como uma “máquina de multa”, não obstante haver, timidamente, avançado em alguns pontos isolados.
O caso aludido, realçado no inicio dessa matéria, é apenas um exemplo, entre tantos, que poderíamos estampar, resultante, diga-se de passagem, da inação da AGTRAN, até porque, esse problema – retorno proibido na Avenida Henrique de Holanda – já faz parte da “paisagem” do trânsito da nossa cidade, muito antes até do surgimento da AGTRAN.
Portanto, mesmo com quase seis anos de atuação, a AGTRAN não conseguiu estudar e, muito menos, propor alguma mudança no traçado dessa via. Aliás, se bem observado, existe até um bom espaço físico no entorno dessa via, para possíveis e necessárias mudanças.
Contudo, concluímos: Se os prefeitos, ao longo de todo esse tempo (6 anos) , tivessem apenas usado o dinheiro arrecadado pela AGTRAN, para aplica-lo integralmente na melhoria do nosso sistema viário como um todo, certamente estaríamos, do ponto de vista do trânsito, morando numa cidade mais civilizada.
Esse Erlen tira muita onda! Olha só ele provando pra gente que é profissional da resenha. Trabalhamos com isso, meu velho!

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Nossa quarta sessão de 2018 se aproxima com toda a força dos filmes escolhidos para ela: vamos exibir o curta-metragem “X-MANAS” (2017), da diretora carioca Clarissa Ribeiro, e “PARIAH”, primeiro longa-metragem da diretora estadunidense Dee Rees, a primeira mulher negra da história a disputar o Oscar de roteiro adaptado com filme “Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi” (2017).
Mulher negra e lésbica, a cineasta não deixa de abordar raça, gênero e classe em suas obras. “PARIAH” aborda tudo isso e ainda consegue ser incrível esteticamente. Definitivamente, um filme para ser lembrado.
SINOPSE: Quando forçada a escolher entre perder sua melhor amiga ou destruir sua família, uma adolescente lésbica do Bronx manipula identidades conflitantes e enfrenta a frustração e o desgosto em sua busca desesperada de afirmação sexual.
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“X-MANAS” é um curta metragem de ficção recifense de 2017 dirigido por Clarissa Ribeiro. A história se passa em um futuro distópico, no qual um grupo de resistência planeja a destruição da cisheteronormatividade.
SINOPSE: Recife, 2054. A população da cidade se divide em dois grandes estratos. No alto, a esterilidade e apatia dos moradores de grandes prédios e donos de empreendimentos comerciais. No submundo os dissidentes sexuais, bichas bandidas, travestis, sapatonas boladas e todos os corpos marginalizados perante a cisheteronormatividade. Perfomando suas identidades e indo contra todo tipo de opressão, os dissidentes se reúnem e bolam um plano.
O Cineclube Avalovara é um projeto aprovado no 10º Edital do Programa de Desenvolvimento da Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2016 – 2017), e tem apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão(IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).
SERVIÇO
Cineclube Avalovara exibe X-MANAS e PARIAH
Classificação indicativa: 16 anos
Data e hora: 27/05/2018 (dom), às 17h
Local: Silogeu do IHGVSA
Entrada Franca

Na restrição, pra mim, de desfavor,
destas quatorze linhas d’um soneto,
Eu nem de leve tocarei no amor;
a falar sobre sonhos não me atrevo.
Eis que se foi embora um bom quarteto!
quero falar do sol, no esplendor,
das estrelas, do mar; não intrometo
o coração, em cousas de valor.
Sei da história do mar apaixonado
por Diana que o fita com dulçor,
na ausência do sol, seu namorado.
Mas, já se viu que cérebro demente?
quero banir deste soneto o amor,
e um soneto fazer de amor somente!…
(Coleção do Prof. José Aragão)
Manoel de Holanda Cavalcanti, vitoriense nascido em 18.XI.1897 e falecido em 22.3.1978. Filho de Joaquim de H. Cavalcanti e de Olindina de H. Cavalcanti. Irmão dos também poetas Henrique e Corina. Exerceu por muitos anos o serviço cartorial, do registro civil. Cultor das letras tinha uma prosa amena e agradável, como também a sua poesia.
Além de ter uma variedade de tapiocas deliciosas! A Tapiocaria Tapera traz mais um lançamento direto de Minas Gerais, o Café Terrazza! Um café que vai agradar o seu paladar, e um excelente acompanhamento com uma tapioca ou um pedacinho de bolo. Venham experimentar toda essa delícia!


EM PÉ, DA ESQUERDA PARA DIREITA: CHICO, GILVAN, DJALMINHA, BIRAKA, SÉRGIO DE DEUS, TAMBA, CARLOS, CABEÇA DE CARNEIRO. EM BAIXO: DIDA, CARLINHO NEGUINHO, CILÓ, ZEZINHO, ANDRÉ DE DEUS E PLÍNIO – Acervo pessoal do Professor Zezinho.
As oportunidades não aparecem do nada, você precisa tomar a atitude e correr atrás delas. Conte com a gente para mudar o seu futuro.


Dá a impressão de que é um dia de Domingo. A igreja está sozinha, imponente, erguida para o alto. Impossível contemplar o templo sem sentir o tempo. Foi por trás desta Domus Dei que fiz o meu Curso Primário. Lembro-me até do meu corte de cabelo, camisa engomada e gravatinha pendurada no pescoço. A professora dava aula de tudo, até de boas maneiras. Qualquer erro era denunciado à genitora, qualquer desvio da cartilha moral era um pecado. Era proibido pensar nas tentações da carne por trás da Igreja. Profª. Luzinete Macedo ensinava a verbo amar, com todo amor do fundo da alma. Era o mais regular dos verbos, o verbo dos verbos, o mais conjugado. Prof. Luzinete Macedo era bonita, bem fardada, impecável. Falava explicado, com ênfase, uma lição de ser humano. Saíamos com sua aula na epiderme, na respiração, embalados pelo seu tom, seu gosto. Cheirávamos as páginas do livro, passávamos a mão na pele das páginas.
Impossível contemplar este templo sem pensar no tempo, sem pensar na vida, no vulto iconográfico de Padre Pita. Impossível não pensar no destino, nos meus idos e vindas de menino. Meu corpo era maneiro, meu sangue fino, desengordurado, desintoxicado, a morte estava longe. Minha infância evolou-se por trás deste templo, para além dos coqueiros, na penumbra da Hora do Ângelus. Ah! minha vida, nossas vidas, nossos templos, na correnteza fugaz do tempo. Lembra-me a palavra desesperada de Horácio, angustiado com a brevidade da vida: Eheu! fugaces labuntur anni! (Ai de nós! os anos passam ligeiro!).
Transitório abraço!
Sosígenes Bittencourt

Ouça a música “Deus é Poder“, composta por Aldenisio Tavares, na interpretação de Ricardo Rico. A canção é integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”, lançado pelo compositor no início deste mês.
Aldenisio Tavares

Para os atores políticos, o tempo urge! Os prazos do calendário eleitoral caminham a passos largos, nele, não existe sábado, domingo e feriado. Até o dia da convenção partidária a “peça teatral” do lançamento dos candidatos deverá está devidamente ensaiada e combinada para, logo em seguida, ocorrer os respectivos registros de candidaturas.
Em Pernambuco o quadro ainda é nebuloso! O governador Paulo Câmara se “mexe” para puxar o tapete da pré-candidata ao governo, Marília Arraes. Como uma espécie de “judas” o senador Humberto Costa trabalha contra o crescimento do seu próprio partido (PT). Aos olhos dos mais atentos, não obstante ser um ator importante no cenário nacional, o mesmo (Humberto), nesse pleito, corre o risco de ficar pendurado no pincel. Aliás, não faz tanto tempo assim, os petistas “largavam o pau” nos socialistas estaduais………Coisas do passado…….Na política, dizem os mais experientes, “o feio é perder”.

Assim como sempre acontece na nossa polis, na terra do Mestre Vitalino, os políticos, não menos experientes e até então ferrenhos adversários no plano local, em função da conjuntura, já estão trocando elogios e posando para fotos, com sorrisos na face. Lá, eles deverão se juntar, por conta de um inimigo comum.

Na nossa terra, Vitória de Santo Antão, mudar de lado é a regra, não a exceção. No plano estadual, as forças mais expressivas daqui, já estão “comendo no mesmo cocho”. Dividir-se no plano local é sempre a melhor estratégia. Para os Vereadores não existe vergonha alguma. Normalmente eles acompanham quem estiver com a chave do cofre da prefeitura na mão, não se importando com a cor partidária ou mesmo o palanque pelo qual se elegeu.
Já os caciques – Aglailson, Elias e Henrique – jogam o jogo do poder e reproduzem, para os eleitores, o discurso mais conveniente para a ocasião. Vejamos:

Pelo fato do seu primo, o então gestor José Aglailson (2001 – 2008), não haver lhe hipotecado apoia para prefeito, em 2008, o deputado Henrique Queiroz fez do seu filho vice na chapa oposta, encabeçada por Elias Lira. Em 2010, o então prefeito, Elias Lira, “apoiou” para deputado o candidato verde. Henrique, não custa lembrar, em 2010, rivalizou, no plano local, com o seu primo, Aglailson Junior.
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Concluída a reeleição de Elias e Henrique Filho, em 2012, o prefeito (Elias) cuidou de expurgar da sua administração os verdes, ficando livre para lançar, em 2014, o seu filho, Joaquim Lira, a deputado estadual. Na ocasião, o deputado Henrique Queiroz, bradou o discurso da traição.
Em 2016, numa parceria velada, a conveniência apontou para o retorno do deputado Henrique Queiroz ao ninho dos primos, antes, brigados por conta da emblemática “vias de fato”, lá na “Estrada Nova”, em 2008. Com a operação concluído – com sucesso – o deputado embarcou, novamente, de “mala e cuia”, no governo dos primos. Logo na posse do prefeito Aglailson Junior, ocorrida em primeiro de janeiro de 2017, o mesmo, já apontou em que direção a “maquina” iria “moer”, visando 2018.

Não se espantem!! Os políticos profissionais não tem partido nem coração, muito menos sentimento e emoção. Não se espantem, também, se por ventura, algum dia, aparecer um candidato a prefeito para nossa cidade, fora dessa “trinca”, com condições reais de vencer o pleito, terá como adversário, provavelmente, a união inusitada das três maiores forças políticas locais, ou seja: Aglailson, Elias e Henrique subiriam num mesmo palanque para defender o mesmo candidato. Essa é a regra no mundo próprio da política…..
O pituzeiro Fabio foi esses dias pra Serra Negra, em Pernambuco, aproveitar o friozinho que faz por lá e mandou esse registro pra gente.


Foi empossada na noite de ontem dia 13, às 19:30h no templo da Igreja Evangélica Congregacional a Diretoria do Escritório vitoriense dos Direitos Humanos nesta cidade. O pastor Eber Lucena da Igreja Congregacional, que é presidente de honra da entidade, durante a liturgia elogiou o trabalho desenvolvido pela equipe nesse enfrentamento as violações de direitos dos idosos e deficientes, na grande Vitória e região.
O Bel. José Carlos Marques da 1ª Igreja Batista, em nome da Diretoria agradeceu ao Pastor Eber, aos irmãos congregacionais o apoio moral e eclesiástico dos evangélicos a entidade.
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A Dra. Joseneide Adriana assumiu a presidência, em substituição ao Ex-presidente Pastor André Manoel, prometendo continuar com as campanhas educativas (palestras) sobre o Estatuto do Idoso Lei nº 10.741 de 01/10/2003, fiscalização educativa, ouvidoria para atendimento de reclamações e denuncias, parceria com os governos municipais, estaduais e Ministério Público.
O Dr. Arthur Membro do corpo docente da Faculdade Novo Horizonte, nesta cidade, visitou dia 04 do corrente a ouvidoria dos Direitos Humanos. O ilustre visitante recebeu do ouvidor Wilson Brito, o reconhecimento pelos relevantes serviços prestados na reconhecida Instituição de Ensino, que ofereceu entre outros cursos de pós-graduação em Direitos Humanos.
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O Escritório vitoriense de Direitos Humanos, solicitou parceria com a AGTRAN para um trabalho de fiscalização educativa, em defesa dos idosos e deficientes, no transporte coletivo. O Dr. Ricardo Corte Real do Departamento Jurídico, e o Ouvidor Wilson Brito do Escritório Vitoriense dos Direitos Humanos, dia 11 do corrente visitaram o Sr. Elmir diretor presidente da AGTRAN, em visita de cortesia, parabenizando o trabalho preventivo de trânsito exercido pela autarquia na grande vitória.
Diretoria dos Direitos Humanos para o Triênio 2018-2021
Presidente de Honra: Pastor Eber Lucena dos Santos (Igreja Congregacional)
Presidente Executiva: Dra. Joseneide Adriana da Silva (Psicóloga)
Vice Presidente: Sgt. Camerino Augusto Rodrigues (Ig. Congregacional)
Conselheiro: Dr. Pedro José Cavalcante Queiroz (Advogado)
Departamento Jurídico: Dr. Sueldo Sávio Cavalcanti Queiroz / Dr. Ricardo Corte Real Braga Filho
Departamento de Ensino: Bel. José Carlos Lourenço Marques (1ª Igreja Batista) e Pr. Cephas Reinaux de Barros Júnior (Ig. Presbiteriana)
Tesouraria: Silvio Marcone Pereira de Souza (Farmacêutico)
Depto. Informát. e Arquivo: José Ferreira da Silva (Téc. Informática)
Secretária: Jarbas do Monte Albuquerque (Educadora)
2º Secretário: José Ferreira da Silva (Instrutor)
Depto. Relações Públicas e Comunicação: Cristiano Bassan (Radialista) e Jota Domingos (Radialista)
Ouvidoria (Ouvidor): Wilson Albuquerque Brito (Igreja Congregacional)
Ouvidoria (Assessores): Arapuran Aprígio da Silva (Ig. Assembléia de Deus), José Amaro Lins da Silva (Ig. Assembléia de Deus) e Severino Cosmo Cavalcante.

Quem te conhece
Quem já te viu
Cabelo de sol
Vestido de anil
Caminhas bem lento
Com muita postura
Que corpo tão belo
De além formosura
Tens lindo sorriso
Teu rosto é perfeito
Lá longe te avisto
Me apertas o peito
Se olhas pra mim
Eu finjo não ver
Nome não tenho
Mas deves saber
Te amando calado
O sonho é só meu
Tu és uma princesa
E eu sou um plebeu
João do Livramento.
Essa vai para os colecionadores de plantão: na Lojas Americanas você encontra o álbum oficial da Copa da Rússia 2018. Além de comprar, você pode aproveitar nosso ponto de troca de figurinhas na praça de alimentação todos os sábados às 15h.


1972 – Festa de encerramento dos IV Jogos de Verão – Família Deus e Melo – campões gerais dos jogos pela 1ª. vez:
Atenção alunos do curso Técnico em Enfermagem, preparamos um super evento para vocês! A semana de Enfermagem Grau Técnico é a oportunidade perfeita de aprimorar seus conhecimentos e habilidades que são desenvolvidas diariamente em sala, com minicursos práticos sobre temas relevantes ao mercado. Um momento de estímulo e conscientização do surgimento da enfermagem como profissão.


Tudo que se faz por absoluta obrigação termina ficando absolutamente chato. Até a inspiração ameaça fugir, quando somos obrigados a nos inspirar. E a pressa de nosso mundo fast nos aniquila. Como aquele menino sonolento, detido na sala de aula, mirando o papel sobre o qual tem de escrever uma redação sobre o futuro do mundo. Como é tão jovem que não tem passado, e o futuro é cada vez mais incerto, o texto não passa de uma letra maiúscula, oscilando no início da folha, em busca da primeira oração e sonhando com um ponto final. O que escrever, e ainda rápido, nesta manhã fria de setembro, para chamar a atenção, prender o leitor, gerar comentários e ibope, captar aplausos e patrocinadores? Política, por exemplo, em tempo de Campanha? Não, isso reiniciaria a discussão, já enfadonha, sobre mensalão e propina, insultos, desculpas, amnésias, e nisso há pouca inspiração. Dá uma sensação de vazio, de que estamos perdendo tempo. Falar da poluição, da ganância rapace do progresso, dos universos étnicos, sem ética e sem paz, da arenga das religiões, de aviões trespassando edifícios, da aids e do medo, não resolve, já se foram rumas de papel. Até escrever sobre essa falta de vontade de realizar tão sublime ofício, talvez aborreça. Jorge Luis Borges sugeria que “talvez, seja uma imprudência escrever”. Ficamos à mercê dos olhares e pensamentos alheios. Não estamos juntos de nossos leitores, não nos telefonam – como podemos nos defender? Ademais, digitar para um mundo audiovisual, orientado para ouvir e ver, é arriscar-se a nos petrificar em indecifrável incógnita. Contudo, devo ter cumprido minha tarefa, defendido minha classe. Mesmo sem inspiração, a página já termina e – que pena! – ainda teria tanto o que dizer.
Sosígenes Bittencourt