“Um Passeio no Tempo” é o livro do antonense Erasmo Almeida.

Conforme anunciado, na noite da sexta (14), aconteceu mais um evento para apresentar o  livro – UM PASSEIO NO TEMPO – do eminente antonense,  Erasmo Almeida. Filho da terra, o professor Erasmo deixou a cidade, ainda jovem, para estudar no Recife e seguiu a vida sem nunca haver desatado os laços com o seu torrão.

Foi com dedicação aos estudos e com muita perseverança que ele ascendeu na profissão de engenheiro civil e professor da UFPE. Ocupou, também, importantes cargos públicos na esfera estadual e federal. Por onde passou, fez amigos e deixou a marca das suas digitais – honradez e eficiência. “Erasmo é uma cordilheira. E nos cumes, onde esteve, manteve sempre o olhar sereno dos abnegados”, afirmou o Luiz Otávio Cavalcanti,  ex presidente da fundação Joaquim Nabuco.

Sobre sua infância e até parte da juventude, a Rua da Paz é a sua referência maior. Mesmo após as mais de nove décadas vividas, grafou em detalhes acontecimentos festivos, religiosos e futebolísticos ocorridos na Vitória de Santo Antão do tempo pretérito. Do Campo do Dique, por exemplo,  fala como se estivesse se preparando para entrar  em campo,  para mais uma partida.

O livro “Um Passeio no Tempo” é uma celebração à memória dos bons vitorienses. Desde sempre fui estimulado a admirar o autor – Erasmo Almeida -, meu pai, Zito Mariano, foi amigo e admirador. Aliás, com o meu tio, Luiz Mariano,  o mesmo dividiu um quarto numa  pensão,  na Rua da Conceição (Recife), ainda na primeira metade do século XX. Nesse contexto, porém, seu livro é mais um  documento importante para todos aqueles que, de certa forma, estão ligados às boas causas da terra de Santo Antão que foi desbravadas pelo português Diogo de Braga. Boa leitura…….

Obs: os livros estão à venda no Instituto Histórico da Vitória, ao preço de R$ 50,00

8ª edição da “Caminhada da Família” lotou as ruas da Vitória.

 

Durante a tarde/noite do domingo (16) aconteceu a 8ª Caminhada da Família. O evento religioso, que teve como tema “Sal da Terra e Luz do Mundo” foi promoção do Vicariato Vitória. Vestidos com camisas padronizadas e animados por músicas e hinos católicos, o grupo desfilou pelas principais ruas da cidade.  Por ocasião da passagem pelo Pátio da Matriz, fizemos alguns registros:

Reunião da AVLAC – a preservação do sobradinho em debate.

Na manhã do domingo (16) aconteceu mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. Com uma pauta diversificada,  entre atos administrativos e planejamentos com vista aos próximos eventos, o encontro manteve o espaço do “momento acadêmico”.

Na ocasião, usei da palavra para realçar o abandono em se encontra o prédio que pertence ao governo pernambucano, localizado no Cabo de Santo Agostinho, que  serviu ao então governador do estado, o antonense José Rufino Bezerra – filho ilustre que foi governador  entre dezembro de 1919 até  março de 1922.

Na qualidade de visitante a estudante de Arquitetura e Urbanismo da UniFavip, Allana Ferraz, apresentou aos acadêmicos um trabalho técnico referente ao Sobradinho Mourisco – sede da AVLAC e único prédio remanescente da Vila de Santo Antão. O mesmo será apreciado e, em momento oportuno, será apresentado aos órgãos de preservação competentes.

Momento Cultural: LEI DE JUSTIÇA – por MELCHISEDEC.

No transcurso das existências, o Ser Humano desenvolve muitas qualidades boas e más. As boas são registradas no Corpo Causal, as más são gravadas nos veículos inferiores. A Lei da Justiça dá como herança cada Ser Humano, o fruto das suas próprias ações. Os efeitos das más ações se esgotam necessariamente nos planos inferiores, porque suas vibrações pertencem a matéria desses planos e não podem ser registradas no Corpo Causal. Por conseguinte, sua energia se atualiza por completo em seu próprio nível e se relaciona com a vida astral e física do Ser Humano, o que ocorre na presente existência ou nas vindouras.

Uma boa ação ou um bom pensamento produz também efeitos benéficos nos planos inferiores, porém, é no Corpo Causal que seu efeito se torna permanente e elevado, com poderosa influência na evolução do Ser Humano.

Toda vez que o Ego reencarna, encontra-se frente ao mal, até que consiga vencê-lo, eliminando dos seus corpos inferiores todos os resquícios do mal.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 14).

ABESTALHADO COM A VIDA – por Sosígenes Bittencourt

Desde menino que eu sou abestalhado com a vida. A vida é uma loucura. Vivemos como se não fôssemos apodrecer, solitariamente, um dia. Nutrimos a esperança de sair voando para o céu, em forma de alma, alvos como um capucho de nuvem, para sentar num jardim paradisíaco, onde não há agrotóxico e todas as frutas são doces.

Mas, por que tanto espanto em pensar que tudo isso pode ser verdade? Walt Disney sonhou fazendo um desenho caminhar e o fez. Sobretudo, para deixarem de chamá-lo de doido. Aliás, o próprio animador de desenho resumiu sua façanha: If you can dream it, you can do it – Se você pode sonhar, você pode realizar.

Por que aquilo que pensamos não pode ser verdade? Por que nossas ilusões não podem se concretizar um dia? Afinal, o homem já sonhou voando e inventou o avião. Não satisfeito, porque queria ser um pássaro, montou uma asa delta e foi dar uma voltinha, atirou-se no precipício, com cara de pássaro, fazendo munganga de pássaro.

Melhor estar iludido do que desiludido. A desilusão é a maior dor. A desilusão é uma depressão, como acocorar-se ante o Portal do Inferno de Dante: Lasciate ogni speranza, voi che entrate – Perdei toda esperança, vós que entrais.

Sosígenes Bittencourt

Redes sociais: um divã coletivo – um revelador de caráter!!

O conselho é abrangente: ao receber uma informação através dos grupos ou de algum contato do watsApp, antes de repassa-la, se certifique de que a informação é verdadeira, ou então apenas leia e faça seu juízo de valor,  sem passar para frente.

Vez por outra, quando entendo que a pessoa não o fez com maldade, no particular, procuro alertar sobre o referido conteúdo. O maior problema, se assim posso falar, é que nesse período de campanha eleitoral algumas pessoas amigas estão se revelando em algo perigo e danoso para a vida em sociedade. Explico:

As redes sociais, dentre tantas outras utilidades, também merece ser observada como uma espécie divã coletivo. Ou seja: ela também revela caráter. Como avaliar uma pessoa que repassa informações – mesmo  sabendo que as mesmas são falsas  ou com conteúdo duvidoso – apenas para empinar as ideias que corrobora ou que seu candidato defende?

Mais do que nunca, todos nós,  estamos sendo alvo desse tipo de  expediente. Na minha modesta avaliação algumas pessoas amigas estão se revelando. Diga-se de passagem, negativamente. Uma pena!! Decepção é algo desagradável, mas necessária, até porque isso iria acontecer mais adiante…….

8ª Caminhada da Família – domingo, 16 de setembro – concentração 15h

Com o tema “Sal da Terra e Luz do Mundo” a 8ª Caminhada da Família acontecerá nesse domingo, 16 de setembro. A concentração será em frente a Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, às 15hs. O evento será animado por trio elétrico e banda com uma missa no Pátio de Eventos Otoni Rodrigues.

As camisas do tradicional evento religioso – Caminhada da Família – estão sendo vendidas nas secretarias das paróquias e com os vendedores autorizados, ao preço de R$ 15,00. A realização é Pastoral Familiar e Vicariato Vitória.

Momento Cultural: A ILUSÃO – por José Miranda.

Para vivermos nós contentes pela vida
sem essa mágoa que tortura tanto a gente
da culpa de Eva no Édem, um dia nascia.
O Senhor deu-nos a ilusão constantemente./

Quanto seria: a alma por tudo entristecida
e o coração ensimesmado e até doente
se a ilusão fosse deste pélago banida
se não houvesse, não o sonho doce e ingente!/

De assalto sem se esperar conta do destino
a ilusão toma para nos dar prazer na dor
para nos fazer o espiamento pequenino./

Da nau de crença a vela enfuna com vigor
e fortifica quando sofre, o coração:
toda beleza está da vida na ilusão./

José Tiago de Miranda, vitoriense, nascido a 9 de junho de 1891 e faleceu a 29 de maio de 1960. Foi professor primário na Vitória, em Moreno e em Limoeiro, exercendo, em todas as cidades, o jornalismo. Foi proprietário e diretor de O LIDADOR a partir de 1932 até sua morte. Cronista, poeta e jornalista de alto valor. Seus filhos (Ceres, Péricles e Lígia) reúnem em volume muitas de suas crônicas e poesias, em livro “Antologia em Prosa e Verso”, comemorando o centenário de seu nascimento, aos 9 de junho de 1991. Do casamento, com D. Herundina Cavalcanti de Miranda, houve ainda um filho, Homero, falecido logo após a morte do Prof. Miranda.

Momento Vitória Park Shopping

Dos confins longínquos do espaço até às ruas de bairros residenciais, a caçada chega a todos os lugares na reinvenção explosiva assinada por Shane Black da série Predador. Agora os mais letais caçadores do universo estão mais fortes, mais inteligentes e mais mortais do que antes, tendo se aperfeiçoado com o DNA de outras espécies. Quando um jovem acidentalmente causa seu retorno à Terra, apenas uma equipe improvável de ex-soldados e um professor de ciências amargurado podem evitar o extermínio da raça humana.

RECEITA PARA ENCANTAR MÃE SOLTEIRA – por Sosígenes Bittencourt.

Um dia, eu conheci uma morena amamentando uma menininha. Era uma moça pobre, com cara de indígena, os olhos amendoados, o cabelo derramando-se em volta do rosto, rolando pelo pescoço. Era todinha uma índia, os seios sacolejando por trás da blusa, desprovidos de corpete. Eu só me lembrava dos irmãos Villas-Boas, dos acessos de malária, cara pintada, milho e mandioca.

Todavia, para conquistar mãe solteira, é preciso um certo talento, um certo jeito e muita paciência. Eu via aquela menininha que parecia uma indiazinha, nos braços daquela morena avermelhada, sugando-lhe as tetas com tanta ternura; ela, calada, olhando para dentro de si mesma. Ficava meio enxerido, querendo participar daquilo que não me pertencia.

Foi, foi, foi, um dia, devagarinho, movido pela ajuda, todo cuidadoso, peguei a menininha nos braços. A menininha pousou o cocãozinho no meu ombro, toda vazia da figura paterna, deu um suspiro e adormeceu. Juro que senti vontade de chorar, mas a alegria conteve minha lamúria. Fiquei todo invocado, parecendo que havia recebido um presente. Os olhos da moça brilharam, as escleróticas se umedeceram.
Aí, eu fui pegando gosto, botando a menininha no meu coração. Quando você bota filho de mãe solteira no coração, ela começa a se aproximar do seu coração. De sorte que, toda vez que a moça via a menininha aconchegada, começava a sentir frio. Estava criada a melhor receita para conquistar mãe solteira.

Sosígenes Bittencourt