Com a radicalização das partes, quem mais perde é o contribuinte!!!

Em recente artigo escrito no blog A voz da Vitória, o consultor financeiro Elias Martins traduziu em números o descompasso do conjunto educacional gerido pelo poder público municipal. Sem querer comparar com o grande desastre nacional, nesse momento, fica-nos a nítida impressão de que, tanto no Brasil quanto no nosso município,  o caos educacional precisa ser enfrentado com seriedade, sem partidarismos ou ideologias políticas e, sobretudo, com determinação e sem demagogias.

Na maioria dos casos o problema não está na falta de recursos – retórica “socorrista” para todo mal nacional. Não! Na qualidade de Nação, somos um dos maiores pagadores de impostos do Planeta,  com um dos menores índices de retorno em serviços, em favor da população. Sobra-nos corrupção em abundância,  má gestão cíclica e obscuridade com a coisa pública.

Em se tratando do nosso município –   Vitória de Santo Antão – acho ser inadiável a aplicação de medidas administrativas amadurecida e abraçadas por todos,   tanto pelos atuais gestores quanto pelo corpo funcional e seus respectivos órgãos representativos  (sindicatos ). Medidas que possa moralizar a prestação do serviço público local. Dentre elas, por exemplo: a implantação do ponto presencial eletrônico.

Continuo a perguntar aos gestores, sindicalistas e funcionários públicos: por que tanto medo da adoção do ponto eletrônico de frequência? Apenas para ilustrar, professores estão totalmente adaptados ao referido sistema nos seus respectivos empregos, nas instituições de ensino particular……..

Nesse contexto, porém, registramos ontem (18) mais um movimento grevista,  promovido pelos sindicatos que representa os funcionários da categoria. Veja O vídeo.

 

ATENÇÃO JOVENS VITORIENSES QUE REALIZARAM O ALISTAMENTO PELA INTERNET E NA 37ª JUNTA DE SERVIÇO MILITAR.

O Primeiro Sargento PAIVA, Chefe da Instrução do Tiro de Guerra 07-004, de Vitória de Santo Antão INFORMA:

Que nos dias 24, 25 e 26 de setembro, a partir das 07:00 horas até as 11:00 horas, a Comissão de Seleção da 7ª Região Militar estará realizando a Seleção Geral do próximo contingente a ser matriculado, no ano de 2019, no Tiro de Guerra 07-004. Tal evento será realizado na sede do Tiro de Guerra 07-004, rua Alto do Reservatório, S/Nr, Centro, ao lado do Centro Acadêmico da Vitória (CAV/UFPE). Deverão comparecer a este evento todos os cidadãos alistados até o dia 30 de junho do corrente ano, bem como aqueles que se alistaram em anos anteriores e regularizaram sua situação militar junto à 37ª Junta de Serviço Militar.

Aqueles que fizeram o alistamento online, que ainda não receberam o e-mail com a data para apresentação deverão procurar a junta de serviço militar na prefeitura até 21 SET 18, para ter ciência da sua data de apresentação. Cabe ressaltar que o não comparecimento nas datas e horário divulgados, sujeita o cidadão à situação militar previsto no art. 24 da Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar), onde diz que: “O brasileiro que não se apresentar para a seleção durante a época de seleção do contingente de sua classe ou quê, tendo-o feito, se ausentar sem a ter completado, será considerado refratário”.

JOVENS VITORIENSES! JUNTEM-SE A NÓS E FAÇA PARTE DO TIRO DE GUERRA MAIS ATUANTE DO EXÉRCITO BRASILEIRO, A INSTITUIÇÃO DE MAIOR CREDIBILIDADE DO
BRASIL.

Momento Cultural: São João – Por Célio Meira (em 1977)

Crônica publicada na Revista do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão – Vol. 7º – em 1977.

SÃO JOÃO – Meu pai, falecido há 30 anos, gostava da festa de Santo Antonio. Adorava festejos de São João. Era devoto fervoroso de taumaturgo de Lisboa de Pádua, que pregara os peixes. Acendia velas no santuário, nas noites de 23 e 24 de junho, iluminando a estampa colorida de Batista.

Parece que estou a vê-lo, quando era menino, no quintal de nossa casa, na rua do Meio, ensinando-me a fazer fogueira de barrica. Enchia-se uma barrica velha de lenha seca e ateava-se fogo com papeis embebidos em álcool ou querosene. Subiam as labaredas, ouviam-se estálidos da lenha, e, decorrido pouco tempo, tudo era braseiro. Retirávamos tições, e quando a cinza os cobria, nós os soprávamos, a plenos pulmões, até que o fogo se tornasse vermelho.

Começava, então, o brinquedo de fogos. Acendiam-se as “estrelinhas”, queimavam-se os “mosquitos” e besouros “quebra-canela”, soltavam-se, com a mão a tremer, “pistolas” de quatro e cinco “balas”, “rodinhas” presas com um alfinete numa flecha, “chuveiros de ouro e prata” e “cartas” de traques debaixo de latas e panelas. Riscavam-se caraduras encarnado e verde e ajeitava-se a subida de balões de papel, para que, aos caprichos do vento, eles cabeceassem, sem destino, dentro da alvoroçada noite sanjoanesca. Nas ruas e nas praças prosseguiam, fagulhantes, batalhas de busca-pés. Chegavam, amortecidos, na cidade, estrondos de bacamartes, disparados nas propriedades agrícolas.

Nestes últimos tempos, no São João da minha terra, depois de olhar fogueiras sem mamoeiro “macho”, sem cordões de bandeiras de papel; de conversar com meia dúzia de pessoas do meu tempo de rapaz, e de espiar gente moça e desconhecida a dançar, nos clubes, procuro repousar o espírito, nas horas de silêncio. E na meditação, parece que estou ouvindo, a descer de mundos siderais, a voz amada do meu pai:

 – Está muito diferente o São João da nossa terra. Já não existe a casa onde, no quintal, fazíamos fogueira de barrica. Não maldigas os tempos novos: são passagens renovadas da vida, são as leis divinas na evolução do mundo.

Todo dia – por Sosígenes Bittencourt.

Todo dia, faz 1 ano que fazia 1 ano que havia feito 1 ano. O Passado e o Futuro são dois tempos que não existem. Como o Presente é fugaz, nós estamos indo viver no Futuro, e o passado é a nossa história. Portanto, nós não devemos pensar no Passado para temer o Futuro, mas para esperá-lo. O Passado é a nossa lembrança, e o Futuro, nossa Esperança.

Sosígenes Bittencourt

Apelidos Vitorienses: TERNURINHA

Foi  ainda na sua terra natal (Palmares) que o Carlos Ferreira da Silva, à época com quinze anos (1983),  resolveu vestir-se de palhaço para animar uma festinha de aniversário que o seu apelido começou a ser construído. Até então o mesmo trabalhava como artesão e era chamado apenas por Carlinhos.

Morando em Vitória há décadas e também onde encontrou sua cara metade – Dayse – o amigo Carlos Ferreira encontrou solo fértil para desenvolver seu ofício  de palhaço, ganhando assim  ainda mais projeção e fama artística.

Seu apelido “Ternurinha” – como assim é conhecido na Vitória de Santo Antão –  foi fruto da sua sensibilidade, após ler o livro “Pingo de Luz”,  da escritora  Clara Machado. Nele,  o “pingo de luz”, que acompanha o personagem principal,  chamava-se Ternurinha. Ele gostou e se auto intitulou  “Palhaço Ternurinha”.

Na atualidade, exercendo o ativismo artístico e fomentador de negócios, “Ternurinha” também se apresenta como Carlinhos Brasil. Portanto, eis aí mais um,  que é mais conhecido na cidade pelo apelido – Ternurinha – do que pelo próprio nome – Carlos Ferreira da Silva.

Assim, no grito, todos perderão……….

 

No atual momento nacional não sei se é mais difícil a escolha –  voto para presidente –   para quem tem maior ou menor grau de instrução. Ao que parece,  o que menos estar importando e interessando para parcela expressiva do eleitorado brasileiro, nesses dias que antecede o pleito,  é a avaliação do conjunto, ou seja: motivos, efeitos, causas e consequência para cada escolha.

Vez por outra fico com a impressão de que não existe saída: “se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come e se esconder o bicho acha!! É uma espiral sem fim. Parece faltar-nos capacidade coletiva de entendimento. Aliás, a democracia, mesmo imperfeita, nos permite buscar alternativas diferentes e caminhos diversos para um processo de correção constante, mas, os erros também são cíclicos e podem surgir a qualquer tempo.

Entendo perfeitamente que o desânimo, a decepção e à falta de perspectivas, muitas vezes, são indutores ao precipício. No caso em tela, estamos todos num mesmo barco, afinal, em algum momento da nossa história, lutamos para ser um país independente. Passamos por várias experiências negativas de comando assim como por surtos de de euforia,  entendimento e crescimento, mas ao invés de amadurecermos com sabedoria, na qualidade de nação,  parte do eleitorado para que quer brincar com fogo, novamente. Resumo da ópera: possivelmente sairemos todos feridos e muitos não terão a mesma “sorte”…..

Felicidade – por Sosígenes Bittencourt.

 

Um cidadão, aqui na rua, amanheceu botando Roberto Carlos pra tocar. Imagine a música que você quiser do repertório do Rei e o palco do evento. O dia amanhecendo, o céu nublado e os passarinhos alvoroçados e cantantes, saltitando sobre o telhado dos escombros da fábrica de bolacha. E imagine que ainda tem gente esperando a felicidade chegar.

Sosígenes Bittencourt