O Tal do Dinheiro – por Sosígenes Bittencourt.

Dinheiro é faca de dois gumes. Há quem use o dinheiro para destruir a própria vida. E ninguém é rico pelo que tem nem pobre pelo que não tem, mas pela noção que tem do que tem. Senão, não haveria milionários se suicidando e lavadeiras sorrindo.

Dinheiro só serve quando soma. Porque há dinheiro que subtrai, tira a esposa, os filhos, dissolve a família, expulsa os amigos do convívio. Geralmente, as pessoas que são infelizes porque não têm dinheiro, não têm noção do que é ter dinheiro. E as pessoas que invejam quem tem dinheiro, deveriam procurar saber se quem o tem, é feliz. O mundo melhorou por causa da injeção de dinheiro e progresso advindo, mas essa é uma mensuração objetiva. É preciso encarar que, numa mensuração subjetiva, o homem não tornou-se mais feliz.

Sosígenes Bittencourt

Victor, Joaquim e Henrique Filho teriam sido eleitos, mesmo sem computar, nas suas respectivas votações, nenhum voto da Vitória de Santo Antão.

Até a proclamação do resultado das  eleições,  ocorrida no último domingo (07),  não havia encontrado ninguém que tivesse  colocado a delegada Gleide Angelo na relação dos eleitos para a Assembleia Legislativa Pernambucana. Ela, em 2018, com a sua votação não só estourou a “boca do balão”: ELA ESTOUROU A FÁBRICA INTEIRA DE BALÃO. Só na nossa Vitória de Santo Antão Gleide obteve 2.560 sufrágios,  dos  mais de quatrocentos mil alcançados em todo estado.

Devemos  realçar, contudo, que essa eleição (2018) foi diferente. Dos vinte e cinco deputados estaduais reeleitos, salve engano, apenas um – Rodrigo Novaes (PSD) – obteve mais voto, em relação à última disputa (2014). Isso é um fato curioso. Ou seja: praticamente ninguém avançou na computação geral.

Na nossa Vitória de Santo Antão,  em 2018,  tivemos um total de oito candidaturas à ALEPE,  carimbadas como “filho da terra”. Foram os seguintes nomes: Aglailson Victor, Joaquim Lira, Henrique Filho, André Carvalho,  Edmo Neves, João Santos, Genário Rocha (Menino do Cavalo) e Carlos Alberto. Do total,  apenas três se elegeram.

O nosso amigo Genario, “O Menino do Cavalo”, certamente deverá continuar na estrada. Se oportunidade tiver deverá candidatar-se novamente a vereança no próximo pleito.

Na categoria de postulações  para cumprir missão partidária, por assim dizer, catalogamos os seguintes concorrentes:   João Santos, Edmo Neves e Carlos Alberto. Sem estruturas financeiras dificilmente teriam condições de avançar. Cada qual desempenhou  seus respectivos compromissos juntos às suas agremiações e certamente  desempenharão papeis importantes no xadrez político local que se avizinha (2016), uma vez que serão proibidas as chamadas coligações partidárias. Já com relação às outras quatro candidaturas,  temos condições de inferir algumas tendências e peculiaridades.

O jovem estudante André Carvalho, no meu modesto entendimento, do ponto de vista político, foi o grande vitorioso da cidade da Vitória. Mesmo ficando numa suplência distante, André, em relação a sua primeira postulação estadual (2014), cresceu sua votação dentro e fora do seu domicilio eleitoral. Em 2014 obteve na cidade da Vitória,  para deputado estadual,  1.392 votos. Agora,  5.991. Já no estado, saltou de 2.086 para 9.087. Nas duas situações multiplicou por quatro seu crescimento.

Vale salientar que a campanha do André Carvalho não contou com somas milionárias de recursos muito menos apadrinhamento político e, mesmo assim, no município,  bateu a votação de Henrique Filho,  e conseguiu mais de 40% da votação do Joaquim Lira e do Aglailson Victor, ambos “filhos” do apadrinhamento e de toda estrutura possível.

Na primeira disputa estadual do ex-vereador e vice-prefeito por dois mandatos,    Henrique Filho, cumpriu bem o seu papel. Montando numa estrutura partidária consistente  e contando com uma “gorda” contribuição financeira do chamado  “fundão” ele seguiu na rota dos dez mandatos consecutivos do seu pai,  deputado Henrique Queiroz Costa.

Se levarmos em consideração a última votação para deputado estadual do seu pai,  na cidade, ocorreu uma diminuição de quase dois mil sufrágios. Mas, independente de qualquer coisa, o grupo “verde” ganha novo fôlego com a sua efetivação na Alepe. Sua juventude e a possibilidade de novas práticas políticas lhe garante a manutenção  do espaço da família no cenário político pernambucano.

Já com relação à reeleição do deputado Joaquim Lira  poderíamos dizer que o mesmo manteve o seu capital  eleitoral estadual praticamente preservado. Mesmo com uma queda de quase 50% na sua principal base eleitoral (Vitória), ele  conseguiu uma boa votação global. É bem verdade que o seu partido avançou no estado e de maneira articulada trabalhou para manter o que já havia conquistado.

No tocante ao seu volume de votos na Vitória de Santo Antão – ao passo que desabou –  o mesmo mostrou força quando  disputou  voto a voto com a candidatura “abençoada”  pela máquina pública local, máquina essa que lhe fez majoritário na eleição de 2014. O grupo “amarelo”, com o resultado do pleito, mostrou que continua vivo para ir buscar a prefeitura de volta.

Não fosse a inimaginável votação da delegada Gleide Anglelo, o atual prefeito da Vitória teria consolidado o seu candidato como o primeiro lugar na coligação  do governador reeleito, Paulo Câmara, o que não é pouca coisa. Aliás, o prefeito deu ao seu filho algo que nunca teve, ou seja: 64.763 votos. Assim como quebrou o tabu local  de nunca haver vencido um candidato “amarelo” na disputa proporcional para ALEPE.

Já com relação à disputa no “seu terreiro” o prefeito Aglailson Junior ficou devendo. Especulava na cidade que a votação de Aglailson Victor por aqui seria bem mais elástica.  Para justificar, adiantou-se um dos  seus aliados mais próximos dizendo-me  que o atual prefeito não cometeu, em relação as finanças da prefeitura, a mesma irresponsabilidade que o seu antecessor, na ocasião  para eleger o  seu filho (Joaquim Lira). Essa justificativa será um bom atenuante na medida em que não houver, nos próximos meses, desligamentos em massa nos chamados cargos de confianças no Palácio Municipal.

Concluímos essas observações,  sobre o mais recente processo eleitoral, envolvendo os candidatos a deputado estaduais e seus atores mais importantes da nossa cidade,  chamando à atenção para dois dados:

Primeiro: os três deputados eleitos  com domicilio eleitoral na terra de João Cleofas de Oliveira – Aglailson Victor, Joaquim Lira e Henrique Filho – teriam sido eleitos, nas suas respectivas coligações, sem que fosse preciso computar nenhum voto da nossa cidade.

Segundo: Mesmo com toda essa “zuada” e movimentação nas ruas, anotamos que mais de 60% do eleitorado vitoriense NÃO HIPOTECOU VOTO EM NENHUM DOS TRÊS CANDIDATOS A DEPUTADO ESTADUAL “ELEITOS POR VITÓRIA”.

Resumo da ópera:  nós, antonenses,  continuamos pensando que eles nos representam e eles continuam tendo a absoluta certeza de que não fomos nós que os colocamos lá………

 

 

 

 

 

Momento Grau Técnico Vitória.

Aluna Jéssica Souza Brito, cursando técnico em RH, turma 02, estagiária no setor administrativo do LAR SÃO FRANCISCO. O estágio é uma etapa importante para o desenvolvimento da carreira de todo profissional. Mais do que ganhar experiência, ele possibilita para os estudantes conhecimento, competências e uma relação prática da teoria vista em sala de aula.

DEMOCRACIA E VOCÊ – por Sosígenes Bittencourt.

No dia da eleição, preste atenção. Não vá com ânsia ao período de vacância. Das 8 às 17h, ninguém manda no poder, ninguém governa, quem ocupa o poder é você. Não espere que a Justiça julgue os políticos, julgue-o, você.

O poder de absolver ou condenar um político foi concedido a você. O seu voto será martelo, será juiz. O seu voto fará justiça sem que ninguém possa julgar você. Quem educa político e postulante a cargo eletivo é você.

Democrático abraço!

Sosígenes Bittencourt

Paulo – Henrique – Saulo: Brasília não é algo inatingível para um “filho da terra”!!!!

Se para eleger um deputado estadual em Pernambuco já é uma equação difícil,  imaginar, portanto,  figurar entre os vinte e cinco deputados federais  pernambucanos que irão para Brasília, a partir de 2019, convenhamos, é mais complicado ainda. Os partidos e as coligações, diferentemente da intenção da maioria do eleitorado – trabalham e  fazem seus respectivos planejamentos  para justamente renovar o menos possível. Quando muito, investem na troca do pai pelo filho.

Pois bem, na qualidade de um dos maiores colégios eleitorais da interior de Pernambuco, nossa cidade, Vitória de Santo Antão, perdeu protagonismo na Câmara Federal (Brasília) nas últimas quatro décadas, justamente por priorizar os interesses “particulares/familiares” dos três principais grupos políticos locais: diga-se Elias, Henrique e Aglailson. Os “votos da cidade”, nas últimas eleições,  sempre foram “negociados” para empinar os projetos pessoais.  Aliás, meses atrás, postei aqui no blog que os deputados federais que foram bem votados na cidade, em 2014, destinaram nada, ou quase nada das suas emendas parlamentares para  contemplar o  nosso município.

Nessas  eleições –  2018 –  tivemos três postulantes locais na briga por uma cadeira em Brasília. Os três – Paulo, Henrique e Saulo –  não lograram êxito eleitoral, mas, de qualquer forma, suas postulações devem ter despertado no eleitorado antonense algumas reflexões positivas.

O que melhor pontuou eleitoralmente na cidade foi Paulo Roberto (17.232). Já o que mais conseguiu votos fora do município foi o Henrique Queiroz (28.815).  O atual vice-prefeito, Doutor Saulo, que fez uma campanha franciscana  na cidade, conseguiu ultrapassar a votação de Henrique. Ele obteve em Vitória,  6.910, do total de 11.142  alcançados em todo estado.

Numa leitura superficial podemos dizer que Paulo foi o mais competitivo (40.742). Levando em consideração que o seu objetivo maior é a prefeitura da Vitória acredito que se ele tivesse  disputado um mandato de deputado estadual teria tido amplas condições de efetivar-se  numa cadeira  na ALEPE, concretizando assim um espaço real de poder e ainda, na medida do possível,  provar ao eleitorado local que não depende de Elias Lira para ser político  até porque, convenhamos,  o mesmo (Elias) já tem herdeiro político  e, certamente,   o que puder fazer para lhe atrapalhar fará.

Ao se  “substituir” na ALEPE, em favor do seu primogênito (Henrique Filho), o velho Queiroz deu uma prova inequívoca do seu conhecimento político/biológico/empresarial. À nível estadual, sobretudo com a reeleição do governador Paulo Câmara, acredito que o seu espaço continuará vivíssimo. Em se tratando de política, Henrique Queiroz joga em  qualquer posição. Mas, para os mais atentos, saiu-se enfraquecido no plano local. Assim, para 2020, em Vitória, deverá ser uma espécie de “linha auxiliar” do primo prefeito.

Já com relação ao resultado político/eleitoral do ex-vereador e atual vice-prefeito,  Doutor Saulo Albuquerque, sua votação na cidade nos  sugere um fortalecimento político. Sem padrinho e sem estrutura partidária ou financeira o mesmo mostrou que tem um forte elo com praticamente todas as camadas sociais da cidade. Agora, tem dois anos para se cacifar na disputar à prefeitura local ou mesmo continuar na vice, já que o atual prefeito, Aglailson Junior,  nessas eleições, no plano local, não demonstrou a larga potencialidade e liderança que a liturgia do cargo deveria ter-lhe conferido.

Para concluir, portanto, se somarmos as votações totais dos três postulantes federais  – “filho da terra” – teríamos um somatório de votos (82.237)  que daria condições de elegermos um deputado federal em qualquer uma das  coligações. Sendo assim, fica provado, por “A” mais “B”, que Vitória de Santo Antão tem amplas condições de eleger um “filho da terra”,  para nos representar na Câmara Federal, lá em Brasília, no “Centro do Poder”.