NÃO RIA SE PUDER – por Sosígenes Bittencourt

(Na fila do banco)

Falar a verdade sempre foi minha salvação e minha danação. Outro dia, eu estava numa agência bancária, e uma funcionária me orientou: – Cidadão, a fila de idosos é aqui.

Aí, eu: – Minha filha, eu não devo ficar no lugar de um idoso. Eu ainda danço forró até 4 horas da madrugada.

Sosígenes Bittencourt

Professor Pedro Ferrer foi reeleito para comandar o Instituto Histórico por mais dois anos.

Em meio ao turbilhão de informação sobre o processo eleitoral presidencial brasileiro, entre os postulantes Haddad e Bolsonaro onde,  além das notícias oficiais existem inúmeras fake news que, entre outras coisas, divide a nação, a sociedade,  grupos de amigos e até familiares, na manhã do domingo (14), após cumprir tudo que manda o estatuto, foi reeleito, por unanimidade, o presidente do nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, professor Pedro Humberto Ferrer de Moraes. Em ato continuo o sócio e comunicador,  Ednaldo Torres,  usou da palavra para dá posse à nova diretoria. Veja o vídeo.

O professor Pedro continua,  firme e forte, por mais dois anos  na condução do maior projeto cultural da nossa cidade. Aliás, vale salientar, o professor é identificado com a causa e totalmente envolvido com os propósitos da entidade. Ganha o Instituto, ganha a cultura e toda sociedade vitoriense. Parabéns Pedoca!!!!

Doutor Aristides: campanha com argumentos e por ideologia!!

Na qualidade de militante ideológico encontramos, na manhã do sábado (13), o amigo advogado Aristides Félix,  juntamente com sua família,  fazendo um ato público em favor da candidatura do presidenciável Fernando Haddad, candidato pelo Partido dos Trabalhadores.

Na ocasião, gravamos um vídeo com o amigo Aristides no qual foi taxativo em se pronunciar: “ essa eleição dos segundo turno é decisiva na vida de todos os brasileiros. Dois projetos muito claros. Um projeto que defende a democracia brasileira e um projeto autoritário que defende o ódio e estimula a violência”. Veja vídeo.

 

 

No feriado da sexta o Baby Alegria fez a festa da criançada!!!

Como já virou tradição na nossa cidade, no dia das crianças, a ABTV – Associação dos Blocos de Trio da Vitória – através do Bloco Infantil Baby Alegria, com p apoio da Prefeitura Municipal da Vitória  foi  quem faz festa da cidade. No feriado da sexta (12), dia das crianças, o Pátio da Matriz foi reservado ao evento que, esse ano teve como tema “O HALLOWEEN”.

Antes mesmo do desfile do bloco, pelas principais ruas da Vitória ao som do trio elétrico,  Asas da América, “puxado” pela talentosa artista antonense, Watuse Alves, a criançada, juntamente com seus pais assistiram uma encenação no palco da Matriz, produzida pelo grupo “Máquina Teatral”.

Durante o desfile, crianças de todas as idades se divertiram. Veja os vídeos.

Ao final do evento o amigo e diretor do Bloco Infantil Baby Alegria, Charles Romão, comemorou com a sua equipe mais um ano de sucesso!!

NOSTALGIA E MELANCOLIA – Sosígenes Bittencourt.

Os gregos designavam NOSTALGIA como a dor dos que viajam, a dor dos navegantes, de “nostós” e “algós” – viagem e dor. Ora, a nostalgia é a saudade que dói, mas a recordação de um prazer, a lembrança daquilo que se distanciou. Diferente da MELANCOLIA, que é a saudade que dói, mas uma recordação daquilo que poderia ter sido e não foi. Melancolia significa “tristeza”, “melané” “kholé” – “bile” “negra”, da qual originava-se a “dor”, produzida pelo baço. É uma imaginação e uma desilusão.

Ora, um encontro, em setembro, reunirá amigos da geração dos anos 60. Nosso encontro pode gerar NOSTALGIA, uma saudade de algo que efetivamente aconteceu, e uma MELANCOLIA, algo que deixou de acontecer.

Contudo, essas dores poderão ser suavizadas pela poesia que as envolverá. E da dor, brotará a beleza. O poeta alemão Wolghang Goethe dizia: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.

Sosígenes Bittencourt

Alessander Torres emite nota acusando o prefeito Doutor Marcos de perseguição política.

Recebemos do vereador da vizinha cidade de Pombos, Alessander Torres, denuncia alegando perseguição política praticada pelo prefeito Doutor Marcos, envolvendo à proibição do desfile do bloco “Abacaxi Elétrico”, em virtude da 33ª edição da Festa do Abacaxi, em Pombos.

Nota de Esclarecimento:

”O prefeito do município de Pombos Manoel Marcos Ferreira, vulgo, Dr Marcos, ingressou com um agravo de instrumento (liminar) para impedir a saída do Bloco Abacaxi Elétrico, Ano II. Alega em seu recurso que o município não tem segurança suficiente para cobrir o evento. Todavia,  a polícia militar e civil já haviam sido comunicadas e ofereceram o devido suporte. Ainda assim, foram contratados 12 (doze) seguranças, ficando evidente que a segurança dos foliões estaria garantida. Resta claro, que o motivo principal para o prefeito ter tanto interesse em vetar a saída do bloco, é de cunho político”.

Obs: fica o espaço aberto para as considerações do prefeito da cidade de Pombos, Doutor  Marcos, caso o mesmo queira se pronunciar sobre o fato.

Em Vitória existe um déficit de liderança política de Aglailson, Elias e Henrique!!!

Nos quatro cantos do País, no último domingo (07), ecoou das urnas um forte indicativo de desejo por mudança. Mudar nem sempre quer dizer acertar. Mas, ao que parece, o Congresso Nacional foi reconfigurado. Políticos, antes, senhores da situação, doravante na sarjeta do ostracismo e do esquecimento. É a vida! A fila anda, dizem os mais jovens…..

Na nossa Vitória de Santo Antão alguns “gritos” dos eleitores também saltaram das urnas, nesse domingo eleitoral. No tocante à liderança dos três principais grupos políticos na nossa cidade – Aglailson, Elias e Henrique – algo nos pareceu nítido  quando observamos à votação alcançada, na nossa cidade, pelo  governador Paulo Câmara, candidato à reeleição.

Por um  acanhado percentual o governado foi reeleito no primeiro turno. Algo em torno de 45 mil votos,  num universo de mais de seis milhões e meio em todo estado. Ou seja: 50,7% dos votos. No recorte eleitoral da Vitória de Santo Antão, o percentual do governador foi um pouco maior: 52,12%.

Pois bem, esses números, no meu modesto entendimento, por si só não quer dizer muito coisa. Poderíamos até dizer que na “Terra das Tabocas” o governador Paulo Câmara saiu-se até melhor que na média estadual. Isso é fato!

Mas se fizermos uma leitura mais apurada, aprofundada e tecnicamente isenta, levando em consideração que os três grupos políticos mais importantes da nossa cidade – Aglailson, Elias e Henrique – hipotecaram apoio público à reeleição do governador Paulo Câmara, logo  constataremos que a nossa Vitória de Santo Antão  encontra-se com um enorme déficit de lideranças.

Basta dizer que quase 70% do eleitorado da Vitória de Santo Antão NÃO ACOMPANHOU A INDICAÇÃO DOS CHEFES POLÍTICOS LOCAIS. Isso apenas prova, por “A” mais “B”,  que nossa cidade  está precisando de uma forte oposição em nível estadual, que possa questionar os desmandos e a indiferença da atual gestão com a população local.

Portanto, podemos dizer  com segurança que essa continuidade na gestão do PSB no Palácio do Campo das Princesas não foi e não será benéfica para a nossa pólis. É,  SIM!  Por demais,  positiva para os caciques locais que não precisam se preocupar em cuidar, como deveria,  do seu quintal, ou seja: da NOSSA CIDADE.

O apoio dos vereadores da Vitória é algo duvidoso!!!

Diz um ditado popular que “eleição é feito mineração, só se sabe depois da apuração”. Na fase de arrumação e até no transcorrer da campanha, para qualquer postulante, os apoios serão sempre bem vindos. Os políticos com mandatos – no caso prefeitos e vereadores –  são os mais cortejados para, na medida do possível e com base nos seu histórico eleitoral, empinarem  as campanhas dos candidatos a deputados, senadores e governador.

No caso da Vitória  de Santo Antão, ao que parece,  os vereadores não estão mais  se interessando em  apoiar candidaturas “de fora”, isso porque seriam automaticamente avaliados,  após o pleito,  pela quantidade de sufrágios por ele “conseguido” para o seu indicado.  Ou seja: o vereador que entrar numa  “embarcação de fora”  seria obrigado a “suar a camisa” para provar que é bom de urna e “entregar a mercadoria que ele  vendeu”.  Correndo o risco,  assim,  de passar por vexame!!

Assim sendo não há a menor dúvida que para os atuais vereadores antonenses a situação mais cômoda, tranquila e segura é  apoiar os candidatos “filho da terra”. O voto que aparecer no seu  respectivos redutos eleitoral, hipoteticamente, seriam os seus. Ou seja: ficariam “bem na fita” de todo jeito!!

Pois bem, em se tratando do recente pleito,  ocorrido no último dia 07 de outubro, parece-me que tanto o grupo do “amarelo” quanto o “vermelho”, diga-se candidaturas de Aglailson Victor e Joaquim Lira,   compraram “Gato por Lebre”.

Seria possível fazer vários tipos de aferição, mas se levarmos  em consideração apenas  o somatório de votos obtidos na eleição de 2016,  pelos vereadores antonenses,  que foram “contratados” pelo deputado Joaquim Lira  percebe-se que ultrapassa a quantidade de sufrágio recebido por ele  em Vitória. Isto é:  a soma dos votos dos vereadores juntos  que lhe hipotecaram apoio consagrou 15.693, no entanto, ao abrir as urnas e contar os votos o Joaquim só obteve 14.333.

Já no caso do “acerto” com  o grupo vermelho, liderando pelo atual prefeito Aglailson Junior,  que aliás juntou mais vereadores do  que  o oponente direto, a “entrega”  dos  votos  foi menor, em relação ao somatório aludido.  Isto é: a soma de todos os  votos dos vereadores  que apoiadores do projeto eleitoral  foi de 17.970,  enquanto que o seu candidato (Aglailson Victor), nesse caso  o  “contratante”,  extraiu das urnas locais um volume bem menor de sufrágios nominais (14.694). Nesse contexto, porém, devemos  levar  em consideração que o Elias Lira e o prefeito Aglailson Junior,  não foram indutores   voto algum para os seus respectivos filhos candidatos.

Na contramão desse raciocínio, por assim dizer, os votos conseguidos pela candidatura do Henrique filho,  na nossa cidade, com apenas o apoio de um vereador (Frazão) foi, digamos,  exponencialmente expressivo em consideração aos dois últimos casos apresentados.

Dentre os tantos apoios espontâneos e outras inúmeras trocas e acertos diversos, ocorridos nessa eleição,  na nossa cidade, podemos exemplificar pelo menos mais dois casos: um, teoricamente,  mal sucedido e o outro exitoso,  do ponto de vista do interesse e da fidelidade.

No primeiro caso, anotamos o pífio desempenho do candidato a deputado federal André de Paula (em Vitória) que recebeu o incondicional apoio dos amigos Ozias Valentim e Décio Filho, juntamente com o vereador Mano Holanda. Com esse grupo o  André conseguiu apenas 540 votos. Na outra ponta, contudo, exemplificamos  à expressiva votação do desconhecido deputado,  Everaldo Cabral,  na nossa cidade, fruto da articulação e do total empenho de um pequeno grupo,  capitaneado pelo cabo empolgado Edinho de Uma.

Como podemos observar, voto não é uma “mercadoria”  fácil. Existem muitas variáveis e inúmeras possibilidades, mas uma coisa é certa: sem empenho e com o apoio só da boca pra fora as coisas ficam ainda muito mais difíceis!!

Momento Cultural: Ser Filha de Maria – por Corina de Holanda.

Ser “Filha de Maria” é ser na terra,
Quase aquilo que os anjos são no céu;
Viver do amor que só pureza encerra
Contemplando a Jesus quase sem véu…

Ser d’Ele irmã, viver ao lado seu
Na intimidade que o pavor desterra;
Dizer: Meu bom Jesus, sois todo meu!
Ao pecado eu declaro guerra.

É possuir dos títulos o mais belo.
É ter, num traço azul, puro e singelo,
Fonte perene de eternal poesia…

Ser “Filha de Maria”, é tanta cousa
Sublime, tanta, que dizer não ousa,
Por ser bem pobre a minha fantasia.

(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 37).