As bodas de prata da saudade – por José Aragão – há 76 anos.

Com o pseudônimo de Justino d Ávila, escreveu o mestre Aragão, para a edição do jornal “O Vitoriense”, em 23 de junho de 1947. há 76 anos. 

1922. Quase que se pode dizer: ontem. Entretanto, que diferença tão grande para este tempo junino?

Reporto-me aos meus catorze anos, para recordar as encantadoras noites consagradas aos três santos juninos, com as quais os vitorienses desse tempo enfeitavam a vida da mais delicada e enternecedora poesia.

À frente de quase todas as casas da cidade, ardiam as fogueiras, simetricamente erguidas, fazendo ressaltar entre as chamas crepitantes as palmas de dendê e as bandeiras de papel.

Raríssima a residência em cuja sala principal não estava imponentemente confeccionado o altar de São João! Altar cheio de flores, onde a tarlatana e o prateado da armação lhe davam uma imponência especial. Velas acesas, incenso e cânticos religiosos em louvor ao maior dos precursores. Depois do exercício religioso, os fogos de salão: o craveiro, o diabinho, o mosquito, o busca-pé, com a sua “faixa’ clássica e impressionante, os balões…

À noite, todas as mesas confraternizavam na mesma disposição e no mesmo aspecto. Pobres ou ricas, ninguém lhes distinguia o sabor, pois o tempo não lhes permitia distinções nos cardápios  e nem sequer nos paladares: canjica, pamonha, pé-de-moleque, tudo de milho, tudo ao coco, tudo em manteiga…

Nas casas da cidade, entretanto, os festejos se diferenciavam nas danças e “cantigas”. Tanto naquelas entre si, como nas modestas vivendas dos arrabaldes. De uma dessas residências urbanas, saía o vozeiro alegre da criançada:

“Capelinha de melão

É de São João,

É de cravo, é de rosa,

É de manjericão.”

E de outra casa contígua:

“No altar de São João

Nasceu uma rosa encarnada.

São João subiu ao céu

Foi pedir pela casada.”

E o estribilho, uníssono:

“São João!

Nosso pai, nosso doce, nosso bem

Quem não venera São João

Não venera mais ninguém.”

Já na residência fronteiriça, as moças e os rapazes, formando uma enorme roda, de mãos dadas, cantavam alvoroçadamente, estridente e animadamente:

“Lesou, lesou!

Ora vamos vadiar

Cavalheiro deixe a dama

Ora vamos vadiar

Que esta dama não é sua

Ora vamos vadiar!”

E nos subúrbios, nas casinhas humildes, eram o bomboleio  rítmico do “coco” na “cantiga” dolente da gente simples “do mato”:

“Vamos pegá e só cá mão

Qui hoje é dia de São João”

O resfolegar das sanfonas, as quadrilhas e os xotes…

25 anos de recordações ameníssimas. 25 anos de bondade e inocência, que passaram e que os asfaltos, a eletricidade, o “jazz”, os coquetéis e os “shows” não deixam mais voltar. 25 anos dos nossos avós, dos nossos pais, da nossa meninice!

25 anos atrás, quando São João era o santo do Brasil e o Brasil a terra de São João. 25 anos …25 anos!… Bodas de prata de saudade!”

Jornal “O Vitoriense”, em 23 de junho de 1947. há 76 anos. 

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião – por @historia_em_retalhos.

Há 96 anos, em junho de 1927, acontecia em Mossoró/RN o episódio mais heróico da história da cidade: a inédita vitória sobre o bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Naqueles tempos, Lampião já era o grande terror dos sertões, o cangaceiro mais temido do NE.

Conta-se que, impiedoso, costumava furar os seus inimigos próximo ao osso situado abaixo do pescoço, a chamada “saboneteira”, fazendo-os sangrar, mesmo que já se apresentassem rendidos e ajoelhados.

Habituado a não encontrar resistência por onde andava, Lampião decidiu invadir Mossoró, não ponderando, contudo, que a “capital do oeste potiguar” já era um dos municípios mais importantes do interior nordestino e um dos polos salineiros do país.

Com 20 mil habitantes e situada entre duas capitais (Natal e Fortaleza), Mossoró em nada assemelhava-se às pequenas povoações que Lampião costumava invadir sem dificuldade.

Mesmo assim, o capitão foi adiante.

Em 12.06, sequestrou um coronel da cidade e enviou uma mensagem ao prefeito Rodolfo Fernandes: exigia 400 contos de réis para não invadir o município e liberar o refém.

Em resposta, disse o prefeito:

“A cidade acha-se firmemente inabalável na sua defesa”.

Coube a Fernandes preparar a resistência: determinou que mulheres e crianças deixassem o município.

Recorreu aos comerciantes para obter recursos e comprar armamentos.

Inúmeros civis voluntariaram-se para lutar.

No entardecer do dia 13.06, parte das trincheiras da resistência foram posicionadas no alto da Igreja de São Vicente.

Tão logo o grupo de cangaceiros surgiu no horizonte, iniciou-se uma chuva de balas.

Logo de início, importantes cangaceiros foram alvejados.

Colchete foi morto com um tiro certeiro na cabeça.

Jararaca, homem forte de Lampião, também foi atingido e capturado.

Acuado e sem alternativas, o capitão partiu em retirada.

Este fato épico é considerado um divisor de águas na história do cangaço, marcando o início do seu declínio.

O prefeito Rodolfo Fernandes, tido como herói, dá nome a um outro município do RN.

Jararaca (foto) foi enterrado vivo e o seu túmulo, até hoje, é um dos mais visitados no cemitério local.
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As “almas” de Garanhuns tiveram mais sorte!!!

Por ocasião do tema – Caixa das Almas – da última edição do nosso quadro Corrida Com História, recebi bastante mensagens comentando o conteúda da mesma. Das perguntas mais recorrentes destacamos a seguinte: em que lugar ficavam as 5 caixas das almas?  Pois bem, no registro ao lado, enviado por um internauta, observamos a “caixa das almas” que ficava justamente no bairro do Dique  e que,  na gestão do prefeito Elias Lira,  foi condenada à morte. No seu lugar surgiu uma espécie de “Praça Vazia”. .
No texto, abaixo, segue uma informação da blogueira da cidade das flores – Garanhuns. De lá, a Amanda nos informa que o patrimônio da Irmandade das Almas permanece  “vivo” e ainda  na perspectiva de ser tombado pela FUNDARPE.
segue o texto da Amanda Maciel:
Você conhece a Casa das Almas?
Esse patrimônio também conhecido como Capela das Almas foi construído pelos negros escravizados em Garanhuns, mais precisamente no século XVIII para sepultamentos de seus ancestrais e práticas religiosas, ficando localizada na antiga estrada que dá acesso ao Quilombo Castainho. Devido a sua importância histórica, cultural e religiosa está em trâmite o seu tombamento pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe. Apesar de reconhecimento, muitos garanhuenses não conhecem o local e por isso, resolvi compartilhar com vocês esse
breve resumo com informações do local.
Amanda Maciel – Garanhuns. 

Cartões-Postais – por Marcus Prado.


Nas bancas de revistas (que ainda restam) por onde passo, quando me vem a vontade de saber sobre os novos cartões-postais, dizem que deixaram de vender. “Mataram”. Quem os matou? “As câmeras digitais”. Tornou-se um souvenir para os nostálgicos.

Nos correios, antes da era digital, era comum esse estilo generoso e simpático de comunicação, prática usada para celebrar ou compartilhar, entre parentes e amigos, instantes especiais marcados por sentimentos, quando não de pertencimento. Eles chegavam aonde os carteiros não tinham o hábito de chegar, tamanha a sua popularidade. Vale o prazer de conferir as coleções dos nossos antigos cartões-postais guardados no Cehibra/Fundação Joaquim Nabuco/Fundaj, a destacar a Coleção de Augusto Oliveira, a partir de imagens do começo dos séculos XIX e XX, e a de Josebias Bandeira, pernambucano da Vitória de Santo Antão, com mais de 40 anos dedicados a esse gênero de colecionador.

Somados: os cartões-postais do Cehibra, com a coleção particular de Josebias Bandeira, do Arquivo Público de Pernambuco, do Museu Estado de Pernambuco, do Museu da Cidade do Recife, da Fundarpe, do Museu da Imagem e do Som, com a coleção José Luiz Mota Menezes, são mais de 20 mil exemplares. Um precioso tesouro cultural pernambucano, objetos museológicos, arquivísticos e documentais, fonte de inesgotável importância para um capítulo da nossa história social – os valores historicamente atribuídos aos cartões-postais.

Ainda hoje não será difícil encontrar (inesperados) velhos cartões-postais de famílias pernambucanas nos Bouquinistes, à margem do Sena, em Paris. Estive mais de uma vez ali, lembrando-me da importância dada pelo fotógrafo Cartier Bresson ao fenômeno do cartão-postal decorado, “uma forma de integrar o mundo através de poucas palavras e imagens, se tornando um produto com valor de forte apelo sentimental”.

Grandes vultos da pintura e da Fotografia do início do século XX, entre os quais, integrantes do Movimento Dadaísta, no período fértil das imagens, formas e figuras associadas à criação de ideias e expressões estéticas, fizeram uso de cartões-postais, destacadamente, nas suas colagens.

Bilhetes-postais – como eram chamados os cartões-postais no início do século XX, estavam no primeiro olhar dos surrealistas, como Joan Miró, escultor, pintor, gravurista e ceramista espanhol. Tinha uma coleção de mais de 400 peças. Sabe-se que Pablo Picasso, durante muito tempo, manteve um constante diálogo com os cartões-postais. Não só Picasso: Picábia, Max Ernst, Man Ray. Mais detalhes sobre a presença dos cartões-postais nos movimentos de vanguarda europeia nos inícios do século XX serão vistos no livro, que recomendo, “O desafio do olhar”, da brasileira Annatereza Fabris (USP).

Ainda hoje não será difícil encontrar (inesperados) cartões-postais, cheios de surpresas, de famílias pernambucanas nos Bouquinistes. Como foi o caso de Josebias Bandeira (apontado como um dos maiores colecionadores brasileiros de cartões-postais) que teve a sorte de comprar, no tradicional refúgio parisiense de colecionadores, como se estivessem à sua espera, exemplares de cartões-postais centenários de certa família pernambucana, com a marca, imagens do Recife, carimbo e selo dos Correios do Brasil. Outra importante pesquisa, que recomendo, é a de autoria da pernambucana Cibele Barbosa (Fundaj/Cehibra): “De Orientes e Áfricas: visualidades coloniais nas imagens dos cartões-postais da coleção Augusto Oliveira.” Trata de um conjunto de mais de 300 cartões-postais endereçados ao colecionador Augusto Frederico de Oliveira, entre os anos de 1906 a 1908.

Marcus Prado – jornalista. 

O Riacho do Navio – por @historia_em_retalhos.

Esta grande pedra no lado esquerdo da foto é a “Pedra do Navio”, localizada na Fazenda Algodões, em Floresta-PE.

Tal formação rochosa em formato de uma embarcação situa-se no leito do riacho que leva o seu nome, o famoso “Riacho do Navio”, que inspirou a canção de Zé Dantas e Luiz Gonzaga, gravada em 1955.

O sempre cantado e festejado “Riacho do Navio”, de curso temporário, é um afluente do Rio Pajeú, encontrando-se com este último a 4km ao sul de Floresta/PE.

Mais adiante, na divisa entre Floresta e Itacuruba/PE, o Pajeú derrama as suas águas no São Francisco, que segue o seu curso até desaguar no Oceano Atlântico.

José de Sousa Dantas Filho foi um dos maiores parceiros do Rei do Baião e nasceu em Carnaíba/PE.

Porém, os seus pais tinham uma fazenda no município de Betânia/PE, que era cortada pelo Riacho do Navio, servindo-lhe de inspiração para criar a canção homônima.

Em verdade, essa obra-prima do cancioneiro popular revela a enorme sensibilidade do genial Zé Dantas.

De forma metaforizada, a música propõe a filosofia de voltar para o simples, quando sugere que “se fosse um peixe” trocaria a imensidão do mar pela simplicidade do Riacho do Navio.

Ao ir “direitinho pro Riacho do Navio”, teria vida singela, para ver o seu “Brejinho” (nome da fazenda de seus pais), onde encontraria a passarada, as caçadas, as pegas-de-boi etc.

Se observarmos, o tal peixe de Dantas transcende a figura do seu criador.

Esse peixe corajoso e lutador representa bem o homem do campo, sertanejo sofrido, que, na contramão do fluxo migratório, ou seja, “ao contrário do rio”, guarda no fundo da sua alma o desejo de retornar ao seu torrão natal, “saindo lá do mar, pro Riacho do Navio”, “sem rádio e sem notícias das terras civilizadas”.

Que linda poesia popular.

Salvem Zé Dantas e o Rei do Baião.

Um bom São João pra todo mundo, gente.
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6ª Festa da Saudade – Super OARA – 19 de agosto.

Já estamos fazendo as reservas de mesas e camarotes para a 6ª Edição da Festa da Saudade que acontecerá com no Clube Abanadores “O Leão” e terá com principal atração musical a Orquestra Super OARA.

SERVIÇO: 

Evento: 6ª Festa da Saudade.

Local: Clube Abanadores “O Leão”.

Data: 19 de agosto.

horário: a partir das 21h. 

Reservas de Mesas e Camarotes: PIlako – 9.9192.5094. 

 

Ariano Vilar Suassuna – por @historia_em_retalhos.

Em 16 de junho de 1927, nascia em João Pessoa/PB (Parahyba do Norte), Ariano Vilar Suassuna, um dos expoentes da cultura nordestina e principal idealizador do Movimento Armorial.

Se ainda estivesse entre nós, o mestre Ariano completaria, hoje, 96 anos de idade.

Escritor, dramaturgo, ensaísta, poeta e professor, Ariano Suassuna notabilizou-se pela defesa intransigente da cultura do Nordeste do Brasil.

O Movimento Armorial foi um espelho desta sua luta, na medida em que tinha como principal objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular nordestina.

Foi, seguramente, uma das personalidades públicas mais autênticas que este país já conheceu.

Verbalizava o que pensava e defendia o que acreditava, independente da plateia que estivesse a ouvi-lo.

Eu ouso afirmar que a cultura nordestina perdeu o seu mais vibrante defensor, o seu principal guardião.

A frase “não troco o meu ‘oxente’ pelo ‘ok’ de ninguém” virou uma marca registrada sua e diz muito da personalidade deste gigante.

Auto da Compadecida (1955) e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) são consideradas as suas obras-primas.

Ariano eterno e atemporal!
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Distrito de Pirituba – 115 anos….

HISTÓRICO DE PIRITUBA

Pirituba, 2° Distrito de Vitória de Santo Antão – PE. Tem uma População acima de 10 mil habitantes, está localizada na Zona Rural do município, há 12 Km do centro da cidade de Vitória de Santo Antão-PE.

O Distrito PERIPERI foi criado em 15 de Junho de 1908 pela lei 168 e denominado PIRITUBA pelo decreto estadual n° 235 de 09 de Dezembro de 1938. Pirituba, ex PeriPeri era conhecido como SÍTIO PERIPERI.

Sua origem é devido há muita vegetação nativa existente na LAGOA conhecido como Periperi, Pipiri, Taboa, Tambô Tabira, Periperiaçu,Peri e Capim de esteira.
O nome PIRITUBA, é uma junção das palavras tupi: PIRI+TUBA. A primeira significa VEGETAÇAO DE BREJO e a segunda é o mesmo que LUGAR CHEIO DE PALMEIRAS.

O Periperi é uma planta palustre da família da ciperácias. Suas folhas e colmos são utilizadas no fabrico de esteira, chapéu, camisa de garrafa entre outros tipos de artesanatos. Produzem fibra semelhante a do linho e fornece celulose de ótima qualidade. PeriPeri em Tupi Guarani, significa literalmente: REGIÃO DE MUITO JUNCO, VEGETAÇÃO ALTA NOS LUGARES ALAGADISSIMOS.

Josias de Pirituba. 

Chuvas: estado de alerta e tensão na Vitória de Santo Antão…

Durante todo o dia de ontem – quarta-feira, 14/06/2023 – autoridades e população,  de maneira geral,  vivenciaram uma dia tenso na nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão. Com as fortes chuvas, que caíram continuamente, um conjunto de transtornos foi instalado nos quatro cantos da cidade.

Nas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, os internautas postavam os mais variados problemas relacionados às chuvas. Ruas alagadas, moradores registrando suas casas sendo invadidas pelas águas, trânsito parado em alguns pontos, rio e córregos subindo de nível e etc. “Foi sufoco!”

Não obstante à previsão de mais chuvas para o dia de hoje, quinta-feira (15), agora, pela manha (10h) o tempo deu uma trégua. Mas o estado de alerta continua…..

Nossa cidade, sobretudo nas últimas décadas, sofreu um surto de crescimento urbanístico desordenado em que não se seguiu os mínimos critérios técnicos que se requer para um aglomerado populacional do porte do nosso.  Entre outras aberrações, muitos espaços verdes foram trocados por apoios políticos, muitas barreiras foram cortadas e cedidas aos “amigos do rei”, “vista grossa” às construções irregulares em ruas e por coma de canais e etc. Tudo isso, hoje, impacta fortemente no cotidiano da cidade.

A fatura de todos esses desmandos,  em troca da velha e mesquinha política,  no sentido de eleger e reeleger os respectivos filhos e aliados, demora, mas chega. Portanto, roguemos a São Pedro que – segundo a crendice popular –  é o todo poderoso que controla as “torneiras do céu”.

6ª Festa da Saudade – reserve sua mesa ou camarote!!!

Já programada para o próximo dia 19 de agosto, a 6ª edição da Festa da Saudade ocorrerá, mais uma vez, no Clube Abanadores “O Leão”. O já tradicional evento se configura numa noite para dançar e ouvir as verdadeiras músicas românticas. NO palco, a sempre vibrante Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Orquestra Super OARA. 

Com público cativo, a Festa da Saudade também é um encontro de gerações. Ou seja: famílias inteiras se confraternizando na pista de dança. Portanto, para os interessados, informamos que já iniciamos as reservas e vendas de mesas e camarotes.

Um santo vereador – por @historia_em_retalhos.

Fato inédito no Brasil e no mundo: um santo vereador!

Pois é, acredite se quiser: o santo casamenteiro do dia de hoje é representante perpétuo do parlamento municipal de Igarassu/PE, na região metropolitana do Recife.

Parece brincadeira, mas não é.

O título é real: textos de resoluções da Câmara Municipal referem-se ao santo como “vereador perpétuo”.

Mas, gente, convenhamos: como pagar salário a um santo?

Todo mês uma freira vai à casa legislativa receber em mãos o salário de Santo Antônio, aplicando o dinheiro na manutenção de uma escola e de um orfanato.

E quanto ganha o santo-vereador?

A quantia é de um salário mínimo.

Alguns defendem que Santo Antônio deveria receber o mesmo salário dos demais vereadores!

Justo, né?

Reajuste pra Santo Antônio já!

Pérolas de Igarassu/PE.
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Dia dos Namorados: “não é só com beijos que se prova o amor”!!!!

O Dia dos Namorados também é uma ótima oportunidade de aprender,  para impressionar a pessoal amada afinal, nem só de presentes se constrói uma relação duradoura. Essa comemoração, é bom que se diga, não ocorre em todos os países na mesma data. Em tempos de mundo globalizado, mensagens instantâneas e conferências “on-line” cuidado para a namorada virtual não ficar sabendo que você não sabe disso.

Pois bem, no Brasil a data comemorativa – Dia dos Namorados – não é tão antiga quanto se pensa. Foi o publicitário João Dória – pai do ex-governador de São Paulo – que, em 1949 (há 74 anos),  apresentou uma campanha comercial para empresários varejistas paulistas com a intenção de aquecer as vendas. O dia 12 de junho foi escolhido justamente por ser a véspera do dia de Santo Antônio – santo português com fama de casamenteiro. Daí para frente o movimento cresceu e ganhou o país.  Slogan da referida campanha:  “não é só com beijos que se prova o amor”.

Assim sendo, no dia de hoje – DIA DOS NAMORADOS – acrescente essa informação e marque –  de uma vez por todas –  esse dia dos namorados. Tenho a impressão que a esmagadora maioria dos casais não sabem  à origem desse dia tão interessante para o comércio e também, evidentemente, para os casais apaixonados.

Prêmio Nobel – por @historia_em_retalhos.

Gente, por que o Brasil nunca recebeu um Prêmio Nobel, a maior honraria científica, cultural, literária e tecnológica do planeta?

A Argentina tem cinco prêmios.

O Chile tem dois, assim como a Colômbia.

O México tem três. A Guatemala dois.

A Venezuela, um.

Finalmente, o que há com o Brasil?

A nossa lista de injustiçados é extensa:

– Carlos Chagas

– Alberto Santos Dumont

– Dom Hélder Câmara

– Josué de Castro

– Vital Brazil

– Oswaldo Cruz

– Adolfo Lutz

– César Lattes

– Irmãos Villas-Bôas

– Guimarães Rosa

– Carlos Drummond de Andrade

– Jorge Amado

– Chico Xavier

– Herbert de Souza (Betinho)

– Irmã Dulce

– Dom Paulo Evaristo Arns

– Zilda Arns

– Maria da Penha etc.

A resposta, talvez, esteja mais próxima de nós do que imaginemos.

Em 2018, o ex-presidente da Embraer Ozires Silva jantou com três membros do comitê responsável pela indicação dos Prêmios Nobel e lhes indagou o porquê de o Brasil jamais ter ganho a honraria.

No programa Roda Viva daquele ano, Ozires revelou a resposta que lhe foi dada naquela noite, por um dos integrantes, após umas doses de vodca.

O membro do comitê disse o seguinte:

“Vocês brasileiros são destruidores de heróis. Todos os candidatos brasileiros que apareceram, contrariamente aos dos outros países, todo mundo joga pedra do Brasil. Não tem apoio da população. Parece que o brasileiro desconfia do outro ou tem ciúmes do outro, sei lá o que acontece.”

Eis a resposta, para a nossa reflexão..

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Título de Cidadão Vitoriense: discurso oficial do Monsenhor Maurício Diniz.

Queridos  vitorienses!

Neste momento três sentimentos me vêm ao coração: dúvida, certeza e gratidão.

Dúvida. Será se sou digno desta honra que me é conferida? Se o for, mais honrada é a instituição que me honra: A Câmara de Vereadores,  Casa Diogo de Braga, que a pedido do ilustre vereador Dr. Saulo Barros de Albuquerque  que me concede o título de Cidadão Vitoriense.   São Tomás de Aquino, na Suma Teológica afirma  que  a honra se encontra mais no sujeito que confere a honra do que no honrado, pois o que presta a honra é quem é o virtuoso. O honrado participa desta virtude e recebe do que presta a honra um sinal nesta participação.

Certeza. Tenho amigos nesta cidade.  Segundo o grande filósofo, Aristóteles, uma tal amizade tem que se basear em uma certa semelhança, que exige um conhecimento mútuo, que não pode ocorrer senão quando tiverem “provado o sal juntos”. E este provar juntos é uma reciprocidade de parceria: Porque a amizade é uma parceria, e tal é um homem para si mesmo, tal é para seu amigo. As ações que  aqui foram elencadas, quando estive nesta querida cidade, são frutos de um esforço conjunto para servir o povo vitoriense, principalmente, nas pessoas mais vulneráveis, que o digam os moradores das comunidades de Dr. Alvinho e Primitivo de Miranda. A cidadania exige participação na sociedade e a dimensão mais bela da cidadania é a caridade. Cidadania é participação livre e solidária e ninguém é cidadão sozinho ou apenas para si.  Todo cidadão é responsável, pela justiça, liberdade e  verdade. Por isso  uma Paróquia não vive isolada na sua liturgia, mas dialoga, interage e colabora com todas instâncias da vida socio-cultural do entorno.

Gratidão.  O grande orador romano, Cícero, diz “ nenhum dever é mais importante que a gratidão. Na maior parte das outras línguas neo-latinas se agradece no nível intermediário. Ao falar “merci” em francês, “gracias” em espanhol ou “grazie” em italiano, estamos dando uma graça por aquilo que recebemos e, neste sentido, estamos sendo gratos.

Já a formulação portuguesa “obrigado” é a única que expressa o nível mais profundo de gratidão. Quando agradecemos, queremos dizer “fico obrigado perante vós”, então estamos nos vinculando, nos comprometendo a retribuir um favor. Percebemos aqui a singularidade e a beleza do agradecimento de nossa língua. Recordo-me de que o próprio Jesus Cristo, quando um dos dez leprosos curados veio até ele para agradecer-lhe o dom recebido, reclamou: “Apenas este estrangeiro voltou! E os outros nove, onde estão ? ” . E é neste espírito de  gratidão, que repito o hino de Nossa Senhora no Magnificat: “A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”.

Portanto, obrigado ao querido Povo Vitoriense, obrigado a todos vocês que se fizeram presentes a esta solenidade honorífica, obrigado  à Câmara Municipal, obrigado ao ilustre vereador e amigo, Dr. Saulo Barros de Albuquerque e aos demais vereadores, obrigado  ao Executivo e ao Judiciário, aos poderes militares e civis, à Paróquia de Santo Antão ao Vicariato Vitória e ao Instituto Histórico de Vitória-PE. Esta cidade é acolhedora, fraterna e hospitaleira, que Deus a conserve sempre assim.  Fiquemos  com a graça divina, a proteção de  Nossa Senhora da Vitória e a intercessão de Santo Antão Abade para continuarmos a missão de Jesus, que é anunciar o Reino de Deus e promover seu amor no mundo.

Mons. Mauricio Diniz

Vigário Episcopal de Olinda

Pároco da Paróquia São Pedro Mártir de Verona

 

 

                                           

               

Projeto sustentável leva o estudante vitoriense Marcus Matheus para os EUA.

Orientados pela professora de geografia do Colégio Militar do Recife, dois alunos (Marcus e Rento) desenvolveram um projeto totalmente sustentável que visa, inicialmente,  despoluir as águas dos  córregos do grande Recife.  Com mais de 10  premiações o projeto, agora, será fruto de apreciação na maior feira do gênero do Mundo, que acontecerá na cidade de Nova York, EUA.

O melhor dessa notícia, por assim dizer, é que um dos alunos envolvidos nesse projeto sustentável, promissor e já bastante premiado é um vitoriense. O jovem Marcus Matheus é nosso conterrâneo e merece todos os aplausos da comunidade antonense. Nesse contexto, desejamos o BOA SORTE para o Marcus, lá, na Terra do Tio Sam.

Veja a reportagem completa aqui: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/ne2/video/estudantes-do-recife-criam-projeto-que-ajuda-na-limpeza-dos-canais-11675767.ghtml

Tiro de Guerra – Solenidade – Boina Verde-Oliva e aposição de Braçais.

Após uma marcha de 8km, iniciada hoje, a partir  das 5h, os atiradores do nosso Tiro de Guerra foram recebidos na sede do TG  por familiares. O evento marcou a conclusão da primeira fase do ano de instrução.

 Após concurso interno para escolha dos auxiliares de instrução da turma 2023,  vinte atiradores foram promovidos à função de monitor.  Na ocasião, todos os atiradores receberam a Boina Verde-Oliva do Exército Brasileiro.

A Solenidade foi comandada pelo Chefe da Instrução do TG 07-004, S.Ten Wagner Pereira Barbosa.

 

PARATY – por Marcus Prado.

Estando em Paraty, gosto de fotografar à noite, atento ao mais ínfimo do cotidiano da cidade quando dorme, quando a flama do sol está longe de aquecer o céu nublado. Fiz essa Foto numa madrugada de Junho, a estação mais fria do local. Nessa rua morava a divina atriz de Teatro, Maria Della Costa, fui hóspede mais de uma vez de sua famosa pousada. Recordo-me do que ela dizia. Suas palavras davam frescor à alma.

Marcus Prado – jornalista. 

Flávio José apenas expôs o desmonte em curso……

Em recente acontecimento, ocorrido no palco do Parque do Povo, na cidade paraibana de Campina Grande, em que o renomado cantor nordestino,  Flávio José,  confirmou  o encurtamento do tempo do seu show em detrimento ao alongamento da apresentação da  atração musical seguinte –   um artista estranho à gênesis do forró –  apenas ratifica o que vem acontecendo  há várias décadas, ou seja:  o desmonte silencioso em curso da nossa principal e mais popular manifestação cultural.

Os festejos juninos, evento religioso e profano num só tempo, é uma espécie de perpetuação da satisfação do povo nordestino em comemoração à chegada das chuvas invernosas, no sentido da perspectiva da boa colheita e de um alento à seca que sempre castigou a região. Fé aos santos do mês de junho e o apego inegociável às suas raízes foram, por assim dizer, os principais ingredientes da construção, ao longo de tempo,  dessa mais pura manifestação popular chamada São João do Nordeste.

Diz o ditado: “ não se deve fazer cama para os outros deitar”. As nossas festas juninas viraram um grande negócio. Desfigura-las no contexto musical, dando espaço avantajado e sequenciado aos grupos de pagode, ao axé, às voláteis duplas sertanejas e até ao alienígena som eletrônico é simplesmente  sepultar os artistas regionais. É deixá-los, apenas, como moldura de uma obra em que os mesmos já foram protagonistas  em todos os seus quadrantes.

E o  pior dessa verdadeira inversão de valores, vale sublinhar, é que os artistas do lado rico do País (Sudeste e Centro-Oeste) que estão se apresentando no São João do Nordeste, além de muito dinheiro,  estão ampliando  exponencialmente seus horizontes artísticos justamente no lado empobrecido do País  financiados, ironicamente,  pelos pacos recursos públicos que deveriam alavancar a cultura nordestina. Ou seja:  além de “roubar” a cena musical e subtrair o quinhão financeiro dedicados à cultura nordestina estancam, de maneira impiedosa,  o processo de renovação  dos novos talentos que estão  brotando na região do Rei do Baião.

No meu modesto entendimento, certamente há de haver um grande movimento sincronizado por trás de toda essa megaestrutura, possivelmente “lubrificado” pelo lamaçal da sempre vantajosa corrupção,  perpetrado pelos senhores políticos, diga-se: boa parte dos governadores e dos prefeitos da Região do Nordeste.

Basta observar, por exemplo, a grade de apresentação para “suas majestades de fora”, isto é:  são milimetricamente pensadas  para o encaixe nos programas de televisão,  produzindo assim vantagens de toda ordem financeira. Racional seria se toda essa “ginástica logística” fosse para produzir e projetar,  ao grande público nacional,  os festejos locais (regionais) e, em ato contínuo,  os  verdadeiros artistas e “donos” da programação  junina. Diga-se: as atrações musicais nordestinas!

Pois bem, na música composta por João Silva e J.B. Aquino, gravada, entre outros, pelo Trio Nordestino, Luiz Gonzaga e Elba Ramalho,  intitulada de “Pic Plic Plá”, a mesma, ao seu tempo, vislumbrava um futuro privilegiado para o forró, dizendo: “ele veio do fundo dos quintais, hoje é maioral dos palhações, tá valendo milhões….Tá valendo milhões…..O forró tá valendo milhões…..”

O tempo passou….  E como a vida é dinâmica e muita vezes o sistema é perverso, os milhões que deveriam ser investidos no  forró para  alimentar, no bom sentido da palavra,  os artistas que  fizeram de suas respectivas vidas um verdadeiro sacerdócio à música genuína da sua região, infelizmente, são “cancelados” no seu próprio terreiro (São João). Portanto, ao mesmo tempo, no sentido figurado e real, lembremos do poeta Flávio Leandro:  “Eu não quero enchentes de caridades. Só quero chuvas de honestidade…………..” Viva o São João do Nordeste!!!

 

2ª Edição do Forró do ETSÃO…..

Com sua sequência interrompida pelos impedimentos sanitários provenientes da COVID-19, aconteceu, na noite do último sábado (03) a 2ª Edição do Forró do ETSÃO. O evento dançante contou com três atrações musicais: Trio Pé de Serra, Jorge Neto e Aninha e a Banda Brucelose.

Assim como na primeira edição, a versão forrozeira promovida pela Agremiação Carnavalesca ETSÃO ocorreu na Casa de Eventos “Espaço de Ouro”. Juntamente com a sua diretoria, na qualidade de presidente da agremiação, o sempre animado Elminho comandou a festa. O próximo encontro do ETSÃO com os seus fãs, agora, será nas ruas da Vitória,  no sábado do Carnaval 2024…