Hoje, vamos voltar ao ano de 1989 – por história em retalhos

Naquele ano, o país vivia uma fase de transição política e, na pauta dos costumes, a emancipação feminina ainda era um tabu para a maioria das famílias brasileiras.

A jovem universitária Maristela era uma mulher dinâmica, que fazia planos para o futuro.

O seu marido, José Ramos, com quem se casara na década de 1980, tinha uma postura diferente, conservadora, e essa desarmonia de perspectivas gerou um choque de realidades entre o casal.

Aos 25 anos, Maristela decide separar-se, retornando com os dois filhos, Nathália (4 anos) e Zaldo (2 anos), para a casa de seus pais, em Jaboatão dos Guararapes/PE.

A decisão de Maristela provocou uma reação ainda muito comum no patriarcado brasileiro: a não aceitação por parte do ex-marido.

No dia 4 de abril, Ramos foi até a casa dos ex-sogros e pediu para reunir-se a portas fechadas com Maristela e os filhos.

O irmão de Maristela, Ulisses, desconfiou do ato e decidiu acompanhar a reunião.

Era o prenúncio da tragédia que se avizinhava.

Dentro do quarto, Ramos brincava com o filho, quando, inesperadamente, sacou uma arma e atirou na cabeça de Maristela, matando-a.

Ulisses interveio e também foi alvejado.

Nathália e Zaldo foram baleados, à queima-roupa, no ombro direito e na cabeça, ficando ambos com sequelas.

Depois de mais de 21 anos de espera, o caso foi a júri popular no ano de 2010.

O réu foi condenado a 79 anos de prisão, ficou foragido por 2 anos e 5 meses e, graças a uma denúncia anônima, foi capturado em 2012.

Em entrevista ao Fantástico, a filha Nathália disse aquela que é a grande verdade na vida dos filhos de um feminicídio:

“A minha sentença e a do meu irmão foi dada”.

“A gente vai viver sem a mãe da gente”.

Mas Nathália e Zaldo seguiram firmes.

Transformaram a dilacerante dor em luta.

Hoje, 37 anos depois, Zaldo lançará o livro “Além das cicatrizes”, às 19h, na Academia Pernambucana de Letras.

O menino que viu a mãe ser assassinada e que foi baleado pelo próprio pai decidiu ressignificar a ferida aberta, transformando-a em luta e conscientização contra o feminicídio.

Meus parabéns, Zaldo.

Essa luta

@hitória em retalhos

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Um domingo de vitórias e consolidações….

Inscrito nesse evento há mais de três meses, ontem, domingo (19), aconteceu a corrida do circuito nacional “Centauro Desbrava”, etapa Recife.

O local de concentração, largada e chegada, foi o Pátio do Shopping Center Recife. Todo processo  muito bem organizado. Desde a entrega dos kits, realizado no sábado (18), na loja Centauro.

Por assim dizer,  sou um corredor envolvido na causa.   Sempre que tenho oportunidade “receito” atividade física regular como forma de melhoramento de vida, em todos os sentidos. Há mais de uma década correndo, não sou daqueles que  sempre estão “brigando” com o relógio. Mas não podemos deixar de sublinhar  que essa é uma “boa briga”.

Pois bem, para essa corrida específica (Centauro Desbrava), incentivado pelo meu filho (Gabriel), que também participou, decidi aumentar o ritmo para baixar o meu pace nos 10km, distância para qual estava inscrito.

Meu melhor tempo nos 10km estava “estacionado”,  lá em  2022. Após largar bem  empolgado, vi que também poderia ultrapassar o meu melhor tempo nos 5km. Esse (5km), estacionado no ano de 2024. Acelerei e coloquei a máquina (corpo e mente)  para funcionar. Não foi fácil….

Ao final da prova, boas informações: não só que quebrei meu RP (recorde pessoal) nos 10km como também nos 5Km. Do conjunto dos participantes (não sei o número), conclui na posição 356º. Já na categoria por idade (55 a 59),mesmo sem almejar qualquer espaço,  consegui, ainda, beliscar  a 5ª colocação.

Corrida é isso: quem corre já venceu a si mesmo. Já  ficou  bem na  frente dos permaneceram deitados  no sofá.  Com o desejo de melhorar,  treino orientado  e constância nas atividades físicas, naturalmente,  todos   acabarão   melhorando sua  performance de maneira geral. Tudo isso  sem pressa, sem pressão e sem precisar provar nada para ninguém……..Vamos correr ? 

9ª Festa da Saudade – falta um mês – tá chegando……

Faltando um mês para acontecer o melhor encontro dançante da nossa cidade, que chega para a sua 9ª edição, A Festa da Saudade se configura num evento diferenciado, planejado e pensado, para as pessoas mais maduras, por assim dizer.

Embalado pelo o melhor do repertório nacional e internacional, o evento contará com duas atrações musicais: Banda Pinga Fogo e Orquestra Super OARA.

Aos que desejam participar, entrar em contato pelo 9.9188.3054.

Serviço:

9º Festa da Saudade

Dia 15 de agosto – 21h

Clube Abanadores O Leão

Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DaxdVrwussC/?igsh=bjYwbDZkbGN6MDc4

Copa da FIFA 2026: agora chegou a hora da verdade….

Mesmo sem apresentar um futebol brilhante,  nessa copa de 2026,  o selecionado argentino avançou para ser finalista. Disputa que ocorrerá no próximo domingo (19), contra o selecionado espanhol,  que na última partida contra o time francês apresentou uma aplicação tática quase perfeita.

Pois bem, não acompanho futebol no dia dia. Mas em se tratando de copa do mundo, que é algo muito maior do que apenas futebol, na medida do possível, procuro atualizar-me,   nas estatísticas e curiosidades.

Evidentemente que torci pela Seleção Brasileira. Torcemos e vibramos, também, por Cabo Verde, em virtude das nossas relações ancestrais, aqui, anteriormente,  já devidamente explicada e relacionada.

Com relação aos oito finalistas da Copa da FIFA 2016, soprei para os “deuses do futebol”  contemplar,   com o título de 1º lugar,  aqueles que nunca haviam levantado a taça de campeão do mundo. Não funcionou. A lógica prevaleceu.

Dos quatro semifinalistas, por assim dizer, usei uma razão lógica “protecionista”, isto é: uma final entre a Espanha e a Inglaterra, pois, cada qual, possui apenas um título de campeão do mundo. Minha torcida não funcionou: entrou água pela metade….

Nessa altura do campeonato é impossível não reconhecer que a Argentina possui um plantel de jogadores torcedores, ou seja: vestem a camisa como se estivessem na arquibancada. E isso, mesmo sem apresentar um futebol de excelência, dentro de campo, vem fazendo a diferença.

Apenas a título de comparação, na última década, no que se refere às disputas da Taça Libertadores, os times brasileiros, frente aos argentinos,  foram absolutos.

 No entanto, no que se refere às competições envolvendo as respectivas seleções (Brasil X Argentina), os nossos irmãos sul-americanos nos suplantaram com facilidade.

Apenas focando no futebol regional (América do Sul), fica-nos, pelo menos,  uma dúvida: por qual motivo, nos últimos tempos,  os times brasileiros seguem  avançando  na mesma proporção que a seleção  canarinha continua despencando?

Vida Passada… – Benvindo Amaral – por Célio Meira.

Benvindo Gurgel do Amaral, cearense, nasceu no dia 24 de abril 1835, no Aracatí, linda e velha cidade à margem direita do rio Jaguaribe. Muito moço, na terra natal, seguiu a vida do comercio, que era a do pai, transportando-se, mais tarde, para a cidade do Recife, onde os cenários eram mais largos para as suas lutas mercancia. E anos e anos se passaram. Benvindo, porém, nas horas vagas, e nas horas tranquilas de meditação. Via claro, que não era o comercio o seu destino, e que podia encontrar, noutras zonas de trabalho, triunfos e a glória.

Reparou, então, que andava já na casa dos vinte e oito anos de idade, podendo perfeitamente, moço e forte, dividir o tempo entre o balcão e o estudo. Matriculou-se, concluindo o curso de humanidade, na Faculdade de Direito do Recife. Atendia a freguesia durante o dia, e à noite, debruçava-se nos livros, aprendendo as ciências jurídicas e sociais. E cinco anos de decorridos, em 1867, naquele ano agitado da Vida acadêmica do Recife, quando Castro Alves dirigia os companheiros , nas praças públicas, em sinal de protesto, conta Clovis Bevilaqua, do estudante cearense Torres Portugal, declamando aqueles dois versos famosos:

“A lei sustenta o popular direito

Nós sustentamos o direito, em pé “.

Conquistou, Benvindo, a carta de bacharel. E teve, nessa época, na sua turma, a companhia de Generino dos Santos, Antônio Estevão de Oliveira, Gonsalves Ferreira, João Barbalho Uchôa Cavalcanti, Luiz Ferreira Maciel Pinheiro e de José Higino Duarte Pereira, vultos que, com o correr dos anos, se tornaram preeminentes nas ciências, nas terras, nas letras, na administração e na política.

Diplomado, fechou, Benvindo, as portas de sua casa comercial, e regressou à província onde nasceu. Dedicou-se ao jornalismo e ao funcionalismo público. Ao lado de Júlio César, conta o barão de Studart, eminente historiador brasileiro, escreveu no “Jornal de Aracatí”, e mais tarde, ombreando-se com Augusto Gurgel e José Avelino, colaborou no “ Jornal de Fortaleza”, alcançando aplausos.

Exerceu o cargo de procurador fiscal da Tesouraria do Ceará. E, um dia, cearense da gema, andarilho, sentiu o desejo de correr terras, e partiu no rumo da Amazônia, prestando serviços relevantes na secretaria de uma presidência, na província do Pará.

Honrou, Benvindo Gurgel do Amaral, o nome de sua terra, e os homens de Aracatí, habitantes felizes da zona jaguaribana, venera, ainda, sua memória.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira. 

AVLAC realizou reunião ordinária com a palestra do escritor Melchíades Montenegro.

Na manhã do domingo (12), em sua sede, localizada no bairro do Livramento, aconteceu mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. o evento foi comandado pela presidente da instituição, Christienne Marie Barnabé.

O ponto alto da pauta, além de lançamento de música e outras comemorações, materializou-se  na brilhante palestra do senhor Melchíades Montenegro – pernambucano da cidade de Catende.

Geógrafo de formação, acadêmico com sólida trajetória literária e escritor – autor de dezenas livros e premiado nacional e internacionalmente.

No  conteúdo da sua esclarecedora abordagem o mesmo, de maneira objetiva e inteligente,   jogou luz na origem e também no processo evolutivo das academias de letras, com foco na cultura ocidental.

Preparado e portador de uma memória fantástica, Montenegro, na ocasião, sublinhou as primeiras movimentações vividas em Atenas passando, também,  pelos primeiros passos no então Brasil-colônia até chegar às mais sofisticadas e irradiadoras confrarias literárias da atualidade, sem esquecer, claro,  dos grêmios estudantis e das academias de letras interioranas.

Ao final do evento, os presentes foram convidados a saborear os “comes e babes”.

Pedro Queiroz: um antonense que marcou época!!!

Na manhã de ontem (12), por intermédio de um amigo, fiquei sabendo do falecimento do amigo Pedro Queiroz (76 ANOS). Em virtude da minha primeira moradia, já que fomos vizinhos na Avenida Silva Jardim, desde sempre, já cresci conhecendo o filho mais novo de “Dona” Dora:  Pedro José Cavalcanti de Queiroz, ou mesmo,  Pedrinho, como  os mais velhos o  chamavam. 

Como o próprio Pedro passou a vida inteira reafirmando:

“não sou melhor nem pior que ninguém, sou,  apenas,  diferente”.

Agora, portanto, não seria nenhum absurdo, principalmente para as pessoas que conviveram mais de perto com ele, dizer: “ele foi uma pessoa amada e odiada, num só tempo”.

Pedro sempre foi uma pessoa que se destacou, nos mais diversos ambientes em que frequentou. Estudioso, gostava de mostrar e compartilhar seus conhecimentos. E ser destaque, quase sempre, atrai admiradores e invejosos.

Além de exibir uma cultura geral invejável, ele sabia, como ninguém,  transformar, com elegância retórica, objetividade cirúrgica  e eficiência  instantânea, informação em palavra. Sua eloquência, ferramenta poderosa no mundo moderno,  configurava-se  no seu  mais valioso  trunfo.

Professor, advogado e político o Doutor Pedro Queiroz ganhou fama na cidade através das campanhas políticas. Foi vereador por vários mandatos e também chegou a ocupar, interinamente, a chefia do Poder Executivo local, em função do afastamento, por questão de saúde, do então prefeito Ivo Queiroz.

Mas era na  tribuna da câmara que ele se sentia realizado. Foi, também, relator da Lei Orgânica do Munícipio,  no inicio dos aos 1990.

No mundo político, que normalmente é regido mais pelo ódio de que pelo amor, em momentos distintos, teve participações decisivas. As campanhas majoritárias,  em Vitória,  dos anos de 2000 e 2008,  são dois bons exemplos, mas também circulou por Brasília. Sabia e entendia das entranhas da política nacional.

Várias entrevistas para o Blog do Pilako. Veja o vídeo. 

Junto com os irmãos –  Antônio e Paulo -, Pedro também gostava de participar dos eventos sociaIs e carnavalescos. Era da turma do “Coelho” e do Clube Abanadores O Leão.

Várias entrevistas para o Blog do Pilako. Veja o vídeo. 

Identificado com os ensinamentos da religião católica, foi uma espécie de discípulo de Padre Renato. Em todas as ocasiões em que tinha oportunidade, gostava de sublinhar: “Padre Renato é um padre padre……..”

Várias entrevistas para o Blog do Pilako. Veja o vídeo. 

Pedro Queiroz sempre foi uma pessoa identificada com a comunidade local. Conhecia os fatos importantes e detalhes da história da formação da nossa cidade. Estabeleci com ele, em vários momentos,  bom dialogo sobre fatos e acontecimentos que marcaram época na nossa cidade. Nas  suas participações nas rádios locais,  gostava de relembrar de pessoas e fatos importantes, sobretudo os ligados à seara política.

Por ocasião de algumas dificuldades de saúde, nos últimos anos, Pedro foi se afastando, aos poucos, da sua vida cotidiana. Gostava de caminhar logo cedo, ir à missa e conversar no Pátio da Matriz. Tudo isso, coisas relativamente simples,  lhe enchia  de satisfação.

Portanto, essas são algumas palavras para lembrar a figura do amigo Pedro Queiroz, sepultado, na tarde de ontem (12), no Cemitério São Sebastião, aqui em Vitória.

Realcemos, contudo, que não é fácil resumir em um artigo informações e curiosidades sobre uma pessoa que viveu intensamente e que, sem sombra de dúvidas,  teria elementos de sobra para se preencher um livro inteiro.

Que Santo Antão continue a lhe guiar, amigo Pedro Queiroz…..

 

A história de um dos crimes mais chocantes do país – por @historia_em_retalhos.

O ano era 2012.

Marcos Matsunaga, um homem rico, herdeiro e diretor executivo da Yoki, e Elize Matsunaga conheceram-se alguns anos antes do crime, quando Elize trabalhava como garota de programa.

Os dois começaram um relacionamento, casaram-se e tiveram uma filha.

Nesta época, o casal vivia uma vida de luxo em um apartamento nobre da capital paulista.

Elize, porém, desconfiava que estava sendo traída e contratou um detetive particular para seguir o marido.

A investigação confirmou que Marcos mantinha um relacionamento com uma amante, o que a transtornou e a levou a planejar o crime.

Na noite do dia 19 de maio de 2012, Marcos voltava para casa carregando uma pizza nas mãos.

Ao entrar no apartamento, foi alvejado com um disparo de arma de fogo realizado pela esposa.

Já morto, todavia, vem a parte mais sórdida deste crime:

Elize esquartejou o corpo do marido, colocou os pedaços em malas e abandonou as partes em diferentes pontos da Grande São Paulo.

Uma das babás da família confirmou que Elize havia comprado uma serra elétrica na véspera do assassinato, o que foi usado pela promotoria para confirmar a tese da premeditação do crime.

A defesa de Elize ainda invocou a tese de uma suposta legítima defesa, que não prosperou.

O julgamento do homicídio de Marcos Matsunaga aconteceu em 2016 e durou sete dias, um dos mais longos da história de São Paulo.

Elize foi condenada a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão por homicídio, destruição e ocultação de cadáver.

Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena para 16 anos e 3 meses, levando em consideração o fato de ela ter confessado o crime.

Hoje, Elize está no regime aberto, após a Justiça conceder-lhe a liberdade condicional.
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Festa da Saudade – Super OARA – 15 de agosto.

No vídeo, um pouco do astral de uma das edições da Festa Saudade, evento dançante que celebra o bom repertório musical e o encontro de gerações: 

Serviço:

Evento –  9ª Festa da Saudade 

Dia – 15 de agosto

Local – Clube Abanadores O Leão

Atrações musicais: Banda Pinga Fogo e Orquestra Super OARA

R450, mesa para 4 pessoas – $800, camarote para 10 pessoas 

Reservas de mesas e camarotes: 9.9188.3054

Leonardo Edardna: uma obra para a eternidade….

Para marcar a passagem dos 400 anos de fundação do nosso torrão o produtor cultural Leonardo Edardna, mais conhecido por Bad Léo, concretizou  um “sonho” que em breve será compartilhado com toda comunidade antonense.

Com sensibilidade histórica e sentimento coletivo, após vários anos de pesquisa e muito trabalho, Edardna lançará um livro ilustrado em forma de  “álbum de figurinhas”.

No conteúdo, que aborda fatos históricos, monumentos e figuras de relevo da nossa história, um convite à navegação que,  de maneira lúdica e divertida, realça os  4 séculos da nossa linha do tempo, iniciada com  a chegada do português Diogo de Braga, em 1626, aos dias atuais. .

Desde o ano de 2022, Bad Léo vem se  dedicando à pesquisa local. Em 2023 e 2024, foi dando forma ao referido projeto que tem o requinte  do  pioneirismo. No transcorrer dos anos de  2025 e 2026 caiu em campo para tornar realidade a obra que consagrará seu nome para muito mais além da sua existência no mundo dos vivos.

Nessa caminhada cívica, coletiva e empreendedora encontrou muitas barreiras, mas, com perseverança e determinação,  venceu todas. Salientemos que um trabalho dessa envergadura seria quase impossível sem o acervo do nosso Instituto Histórico e Geográfico,  que aliás se configura no verdadeiro relicário da nossa história.

Além do  “álbum de figurinhas”, o conjunto do trabalho também reproduziu réplicas de figuras e monumentos históricos da nossa Vitória de Santo Antão que,  em breve,  estarão  disponíveis nas escolas públicas e privadas para serem adquiridas pelos alunos e também por todos aqueles que se identificam com a chamada educação patrimonial.

Fico feliz que esse empreendimento cultural tenha sido materializado. Ao longo dessa penosa e longa jornada de trabalho, quando procurado pelo produtor Edardna, tive a oportunidade de opinar e contribuir,  positivamente,  para efetivação dessa grande ferramenta de aprendizado coletivo, sobretudo para as crianças e adolescente da nossa Vitória de Santo Antão.

Eis aí, portanto, mais uma importante ação para celebrarmos a passagem dos nossos 400 anos de história. 

Vida Passada… – Sotero dos Reis – por Célio Meira.

No ano de 1800, na cidade de São Luiz, do Maranhão, nasceu, a 22 de abril, Francisco Sotero dos Reis. Foi aluno, na infância, de Frei Caetano de Vilhena, e quando se abriram, na sua vida, as estradas da mocidade, pensou, Francisco, no estudo da medicina, na velha França. Não lhe permitiu o destino essa aventura. A morte arrebatou-lhe o pai, e ele ficou no torrão nativo, triste e pobre.

Iniciou-se, então, no magistério particular, ensinando francês e latim, até que, em 1821, o general Bernardo Silveira, presidente da província, narra o padre Galanti, o nomeou professor dessa última disciplina, nu colégio, que vivia e prosperava nas graças do governo. Sotero obteve, em concurso, a cadeira de latim, no Liceu de sua província. Fundou o Instituto Literário Maranhense.

Político de convicções arraigadas, conservador, filiado ao partido dos cubanos ou saquaremas, teve, Sotero, atuação destaca e combativa nos anos de 1838 a39, no tempo da inditosa revolução dos “Bem´ti-vís”. Combatia-o o liberal Franco de Sá, “Bem-ti-vís” de boa linhagem, e amigo dedicado de João Francisco Lisboa, que era, na Côrte, o embaixador das ideias liberais. Nega-se a Sotero, nesse doloroso movimento armado, sentimentos de generosidade; atribue-se-lhe perseguição terrível aos adversários, e a historiadora Carlota Carvalho, nascida no Maranhão, o acusa de sanguinário. Outros historiógrafos exaltam-lhe a figura política e a obra patriótica. Há, ainda, nesses julgamentos, de lado a lado, afeições e ódios que se transmitiram de geração em geração.

Jornalista de linguagem elegante e vigorosa, armou, Sotero, várias tribunas de combate, e entre essas, o Maranhense, o Constitucional, o Observador e o Eclesiástico, informam biógrafos, foram aquelas em que, de melhor modo, ele se agigantou, na arena de luta, e aos olhos dos que o aplaudiam, tocados de idealismo.

Deputado à Assembleia da província nativa, homem de imprensa, político, não abandonou, nunca, a cátedra, ensinando a língua latina, num largo período de 43 anos, à mocidade da terra onde nasceu. Jubilou-se aos 66 anos de idade, publicando o “Postila de gramática geral”, o “Curso de literatura brasileira e portuguesa” e a famosa “Gramática Portuguesa”, consultada, ainda hoje, pelos estudiosos do vernáculo.

Morreu Sotero, aos 71 anos. Amado e odiado entre os políticos, queridos entre os discípulos, admirado no mundo dos intelectuais, pertence, esse brasileiro, à galeria dos filhos preclaros da gleba de Odorico Mendes, Gonsalves Dias, Joaquim Gomes de Sousa, Coêlho Neto e de Humberto de Campos, o príncipe dos escritores do Brasil.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira. 

Bola murcha para Trump…..

INDIANA, PENNSYLVANIA – SEPTEMBER 23: Republican presidential nominee, former U.S. President Donald Trump, dances on stage as he finishes speaking at a campaign rally at the Ed Fry Arena September 23, 2024 in Indiana, Pennsylvania. Trump is campaigning throughout western Pennsylvania today. (Photo by Win McNamee/Getty Images)

No micro universo  do futebol e no mundo das mais  diversas linguagens artísticas,  emolduradas pela imprescindível liberdade de expressão, toda atitude desproporcional de força, via de regra,  descamba para o deboche respeitoso.

Recentemente, o presidente  do EUA, Donald Trump,  “entrou em campo” para marcar aquilo que poderíamos chamar de um “gol contra”. Usando força oculta, mas poderosa, interferiu no regramento da FIFA, para anular um cartão vermelho, efetivado pelo um árbitro brasileiro, na direção de um atleta estadunidense.

Possivelmente,  motivados pela manobra tosca e esquisita do líder americano  os jogadores do selecionado da Bélgica, na noite de ontem (06), dentro de campo,  humilharam os donos da casa, ou seja: cantaram  de galo no terreiro alheio, com direito a dancinha provocativa…

Com essa resposta oportuna, eficiente e coreografada fica-nos uma dúvida: será   que os belgas, agora,  terão direito de seguir em frente na competição da FIFA (2026)?

Venceu o bom senso. Aguardemos as manifestações em forma de vaias  na partida final, se o Trump inventar de aparecer no dia da festa,  para entregar o  troféu de campeão.

A ópera ficaria  perfeita se o time da Bélgica terminasse a competição em primeiro lugar……..Segue o jogo….

Eliminação do Brasil: Ressaca futebolística…..

Além do Brasil, claro, também procuro acompanhar outros selecionados, toda vez que tem copa do mundo.  “Meu Uruguai, caiu na primeira fase.  Torci, também,  pelo Paraguai. Pelo Cabo Verde, vibrei bastante. Achei que o México chegaria mais longe.

Na peneira das oitavas, o nosso Brasil ficou. Uma pena! Mas á verdade deve ser dita: em 2026, o  time brasileiros não empolgou hora nenhuma….

Restou-me,  refazer a rota no quesito torcida alheia. Continuarei secando a França e a Argentina. Mas numa final entre as duas, acenderia velas para o selecionado sul-americano.

Não sou simpático ao fato do EUA avançar. Levando em consideração que apenas 8 países levantaram a taça de campeão na história das copas, doravante, irei torcer pelos países que nunca venceram. Com preferência pela Colômbia e Portugal, e Marrocos “jogando por fora”.

Tudo isso seria um uma espécie de “prêmio de consolação”. Até porque, convenhamos, a motivação maior (Brasil), naufragou no barco Norueguês. Sigamos, renovando as esperanças, na longa estrada do tempo, até 2030…….

Vitória – “3 deputados, mas é mesmo que num ter nenhum…..”

Alardeado pelas redes sociais tomamos conhecimento que hoje, sexta-feira (03), contaremos, em solo antonense,  com as ilustres presenças dos dois principais candidatos ao governo de Pernambuco (2026).  Agendas administrativas – como pano de fundo. Na prática, a campanha eleitoral já começou.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, capital da Zona da Mata, ocupa espaço destacado no cenário econômico do estado. Na seara política, há várias décadas,  também  ocupamos  pedaço consistente de representatividade na ALEPE. Nessa aritmética, por um calculo simples e elementar, deveríamos contar com  bastante força com qualquer governador que estivesse morando no  Campo das Princesas – independente de lado político. Mas por incrível que pareça acontece  justamente o contrário.

O sentimento da população antonense, na linguagem popular, assim se expressa: “temos três deputados, mas é mesmo que num ter nenhum….”.

Após o pleito, independente por qual partido os nossos ilustres representantes sejam eleitos, eles acabam virando  governistas de carteirinhas.

Doravante, esquecem de cuidar  dos problemas da cidade e passam a usar os seus respectivos “peso político”, outorgado pelos eleitores locais de boa fé, para cuidar apenas dos  interesses próprios, ou seja:  resolver a sua vida e a dos familiares.  Para os governadores a equação se torna  simples, já que inexiste oposição –    como se diz no jargão político, “ Vitória é uma cidade resolvida”.

Por aqui, o que não falta são  problemas crônicos: é COMPESA que não investe em melhorias. É delegacia sucateada, ostentamos o incomodo título de uma das cidades mais violenta do estado, é o presídio local com quase 300% (291%) de superlotação: aliás, hoje (sexta 03),  assassinaram uma pessoa logo pela manhã,  em via pública, no bairro da Bela Vista

Infelizmente, Vitória é uma cidade castigada pelos políticos. Por aqui, nossos três deputados – filhos de três ex-deputados –  repetem o sistema  de décadas, que aliás: sempre deu certo.

Os eleitores, coitados,  que poderiam inverter esse “destino”, convenhamos, é o elo mais frágil dessa lógica perversa,  que continua reproduzindo privilégios para poucos e ignorando às necessidades  da coletividade.

No Brasil a incoerência política parece ser a regra…..

Não existe democracia, sem partidos políticos. A sigla partidária, na sua essência, é um espaço, num só tempo,   para o pensamento construtivo e crítico. Na sua formatação cartorial, os partidos são instituições federativas, ou seja: fomentam (ou deveriam)  um “pensamento” nacional.

Apesar de algumas mudanças positivas no ambiente partidário brasileiro, ocorridas   na última década, na qualidade de povo e eleitor ainda continuamos desconfiados, isto é: os atos reais fomentam e alimentam o descredito.

Com efeito, ontem (1º), o PSD, que carrega o número 55, que tem como pré-candidato a presidência da República o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou o atual presidente da sigla e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab,  como candidato a vice. Aquilo que no jargão político atende pelo nome de “chapa puro-sangue”.

O curioso é que  os destaques da referida sigla (PSD), espalhados pelos estados,  não marcaram presença. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, também filiada ao PSD, não participou desse ato importante do partido.

Aqui na paróquia pernambucana, a governadora, candidata à reeleição, faltando menos de um mês para as convenções partidárias, ainda não disse em quem votará para presidente.

No andar de baixo, refiro-me às postulações com DNA antonense, também observamos certa falta de clareza no  que se refere ao posicionamento político partidário de alguns atores.  Algo que corrobora com essa esquizofrenia  e incoerência política/partidária nacional.

O deputado Joaquim Lira, por exemplo: é filiado ao Partido Verde. O mesmo (partido) integra uma federal juntamente com o PT e PC do B que, historicamente, no estado (PE), são ligados ao grupo liderado pelo opositor  João Campo (PSB). No enquadramento político partidário, o deputado Joaquim Lira teria obrigação de votar em Lula, João Campos, Marília Arraes e Humberto Costa. Mas, na prática, se coloca como um apoiador  e soldado da governadora Raquel Lyra.

Noutro exemplo que também confundi a cabeça do eleitor, joga o posicionamento do deputado Aglailson  Victor. Neto de Zé do Povo, historicamente ligado à família Arraes e ao presidente Lula, em 2026, segue no campo da governadora Raquel Lyra que, por outras circunstância,  poderá se “abraçar” com a candidatura do Flávio Bolsonaro, levando o jovem deputado consigo.

Já o atual prefeito Paulo Roberto, que em 2026 apoia dois familiares – a candidatura da deputada federal Iza Arruda e a postulação à ALEPE do Túlio Arruda – e sempre foi ligado à chamada “direita pernambucana” rompeu com a governadora Raquel Lyra e alinhou-se às tradicionais forças populares estaduais. Em 2026, já se declarou: vota em Lula e no palanque fechado de João Campos. O bônus ou ônus dessa equação, só será melhor apurada com a abertura das urnas.

Como falei inicialmente,  os partidos políticos, no Brasil, ainda são espaços frágeis na formação do pensamento  e na atuação eleitoral   política. Na prática, nos palácios – em Brasília, em Recife, em Vitória ou em qualquer outro lugar – continua em voga a famosa e mais usada regra. Ou seja: a da  conveniência política momentânea….. Segue o jogo….

Festa da Saudade – Super OARA – 15 de agosto.

No vídeo, um pouco do clima de um dos encontros da Festa Saudade, evento dançante que celebra o bom repertório musical e o encontro de gerações: 

Serviço:

Evento –  9ª Festa da Saudade 

Dia – 15 de agosto

Local – Clube Abanadores O Leão

Atrações musicais: Banda Pinga Fogo e Orquestra Super OARA

Reservas de mesas e camarotes: 9.9188.3054