Vida Passada… – Conselheiro Peretti – por Célio Meira.

Nasceu  Anselmo Francisco Peretti, a 21 de abril de 1812, na terra goianense, na atina província de Pernambuco. Inclinado, desde os primeiros anos, às letras literárias, o jovem Anselmo era calouro, aos 19 anos de idade. No Curso Jurídico de Olinda, o técto do famoso mosteiro de São Bento. E aos 23 anos, recebeu a láurea de bacharel. Rico, atravessou o atlântico, e viajou pelas civilizadas cidades da Europa, estudando literatura, conta Pereira da Costa, e afirmam historiadores numa Universidade de Paris.

Retornando à Pátria, ilustrado, e cheio de esperanças, ingressou na vida pública, aceitando o cargo de secretário dos presidentes das províncias do Maranhão e do Ceará. Contava, apenas 30 anos, quando, o governo do 2º Império lhe confiou a presidência da província de Sergipe. Dirigiu, decorridos dois anos, os destinos dos alagoanos, numa época de inquietação política, alcançando, nesse posto, simpatias e aplausos, pela serenidade de seus propósitos e de suas atitudes.

Pertenceu, Anselmo Peretti, honestamente, à magistratura pernambucana. Exerceu a judicatura na sua terra natal, a gloriosa e histórica cidade de Goiana, vinculada aos movimentos nativistas, e nas comarcas do Brejo-da-Madre-de-Deus, do Limoeiro, da Vitória de Santo Antão e do Recife. Galgou o ponto de Desembargador na Relação de Pernambuco, sentando-se, pela escolha unanime de seus pares, na cadeira na cadeira da presidência. Político liberal, independente, e austero mereceu a honra de representar na Câmara Geral, as províncias do Ceará e do Piauí. Representou, também, o povo do Recife, na Câmara Municipal, pugnando pelos interesses da cidade. Em 1860, foi eleito 1º provedor da Santa Casa de Misericórdia do Recife, e nesse cargo elevado, permaneceu durante 12 anos, servindo aos pobres, aos necessitados e aos aflitos, numa afirmação, nunca desmedida de caridade cristã.

Vice-presidente da província de Pernambuco, o eminente brasileiro à frente do governo, interinamente, de 1º de dezembro de 1864 a 24 de janeiro de 1865, na ausência do Barão de Vila-Bela. Faleceu o conselheiro Peretti, em 1877, aos 65 anos de idade.

Deputado, homem de governo, magistrado, o eminente goianense honrou o nome de Pernambuco. Ele foi na verdade, no julgamento de Epaminondas de Melo, citado por Pereira da Costa, “primus inter pares pela presidência do Tribunal, mas era também primus inter pares, pela inteligência, e pela ilustração jurídica e literária”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira. 

 

12º Encontro das Amigas da Vitória – 26 de setembro.

Já virou tradição. No último sábado do mês de setembro acontece, em Vitória de Santo Antão, uma celebração memorável. Pessoas, das variadas tribos que, na qualidade de jovens, viveram, juntas, seus sonhos juvenis resolvem reviver “os tempos que não voltam mais….”

Em 2026, mais uma vez coordenado pela vibrante Flávia Verçosa, o 12ª Encontro das Amigas da Vitória já está garantido. Acontecerá no Restaurante Gamela de Ouro, no sábado, 26 de setembro, com inicio previsto às 11h.

Para mais informações: Flávia: 9.8923.5675.

Seleção do Cabo Verde segue em frente…..

Surpreendendo,  mais uma vez, o terceiro empate do selecionado de Cabo Verde jogo-o para a próxima faze da Copa da FIFA 2026. Surpresa das surpresas, os “Tubarões Azuis”, como também são conhecidos, seguem fazendo história.

Daqui, da nossa Vitória de Santo Antão, sigo torcendo pelos nossos irmãos cabo-verdenses. Diogo de Braga, o fundador do nosso lugar, que aqui chegou com a sua família, em 1626, em espirito, também segue festejando. Aliás, na praça que carrega o seu nome, seu busto exibe um leve sorriso. Basta observar, bem direitinho………

 

O compositor Aldenisio Tavares segue festejando o sucesso da sua “música da copa”…

Embalado pelo sonho coletivo da sexta copa do mundo para a seleção brasileira o compositor antonense,  Aldenisio Tavares, além de já haver completado o seu álbum de figurinha  da copa (2026), segue festejando o sucesso da sua canção que, entre outros sentimentos, destaca a superação como elemento de força  motriz para o tão sonhado HEXA.

Já devidamente divulgada nas redes socias, rádios e plataformas de streaming, a música já despertou interesse dos programas do gênero da capital pernambucana.

Recentemente, o referido compositor concedeu entrevistas para a Rádio Jornal do Commercio do Recife. Para os que ainda não tiveram a oportunidade de ouvir, segue, o conteúdo no link, abaixo:

https://www.youtube.com/shorts/cBuKAfwHyAs

SARAU JUNINO – música, comida e fé….

Empunhando os elementos da nossa tradição festiva do mês de junho a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, juntamente com IHGVSA, realizaram,  na tarde do sábado (27),  um SARAU JUNINO. O evento aconteceu na sede do Instituto Histórico da Vitória.

Poesia, música, comidas típicas e o destaque dos três santos protagonistas dos nossos festejos juninos emolduraram o referido encontro. Até uma improvisada quadrilha, no formato de outrora, fez acender a fogueira das boas lembranças.

Representando o sentimento do grupo, a presidente da AVLAC – Christienne Marie, usou da palavra para agradecer a participação de todos,  sem esquecer de sublinhar a importância das tradições juninas para o povo do Nordeste brasileiro.

Festa da Saudade: o melhor do repertório musical….

Espaço pensado e programado para os que apreciam um bom repertório musical, a Festa da Saudade, que esse ano (2026) chega para sua 9ª edição, acontecerá na noite do sábado, 15 de agosto, no Clube Abanadores O Leão.

No palco, na qualidade de principal atração musical, a internacional Orquestra Super OARA. Para os que desejam viver uma noite dançante inesquecível, a Festa da Saudade é o espaço ideal.

Para mais informações: 9.9188.0437. 

vídeo de uma das edições: 

 

9ª Festa da Saudade: 15 de agosto – Super Oara.

No seu 9º ano, a Festa da Saudade, em 2026, acontecerá no dia 15 de agosto. O evento dançante, que contará com a apresentação de duas atrações musicais – Banda Pinga Fogo e Orquestra Super Oara – será realizado no Clube Abanadores ‘O Leão”. 

Para quem deseja desfrutar do melhor espaço dançante e romântico, contando com o  repertório musical, nacional e internacional, a Festa da Saudade é o roteiro certo. 

Para mais informações: 9.9188.3054. 

Vida Passada… – Tavares Bastos – por Célio Meira.

Há cem anos, no dia 20 de abril 1839, nasceu Aureliano Cândido Tavares Bastos, na cidade das Alagoas, a velha e sobranceira rainha das águas da Manguaba. Faz um século que se anunciou, na capital da província alagoana, o nascimento de uma criança, que trazia, na peregrinação apressada pela terra, o destino de um gênio.

Iniciou-se, Aureliano, no estudo das primeiras letras, ouvindo as lições do pai, José Tavares Bastos, e na cidade pernambucana de Olinda, terminou o curso dos preparatórios. Não fizera, ainda, quinze anos de idade, quando autorizado pelo governo, se matriculou, em 1854, na Faculdade de Direito do Recife, partindo, um ano depois, para a de São Paulo, onde, em 58, com uma vida acadêmica fascinante de vitórias, obteve a carta de bacharel. Defendeu tese, em 59, e conquistou o grau de doutor, aos 20 anos de idade.

Ingressou no funcionalismo público, na Secretaria da Marinha. Em 1862, pleiteou, na província natal, uma cadeira de deputado. Apoiado pelo partido dos “lisos”, a que pertencera o pai, e prestigiado, nobremente, pelo jovem Sinimbú, chefe liberal dos “cabeludos”, conseguiu o trinfo desejado. E logo nas primeiras refregas parlamentares, revelou-se Tavares Bastos, lidador corajoso. Enfrentou, a esse tempo, Joaquim José Inácio, ministro da Marinha, e, combatendo sua administração, mereceu, por esse “crime”, severo castigo. Demitiu-o da Secretária, aquele titular.

Voltou à bancada alagoana, em 64,  e nesse mesmo ano acompanhou Saraiva, no Rio da Prata, no alto posto de secretário. Fascinava-o extremo norte, e correu ao Amazonas, estudando os grandes problemas que se relacionam, ainda hoje, com o homem e a terra. Em 66, até os primeiros dias de Agosto, contam biógrafos, apoiou, ardorosamente, o gabinete do marquês de Olinda. Não conheceu o repouso, nesses 14 anos de luminosos combates espirituais, esse home de pequena estatura, e gigantesco pelas ideias, cuja “obra, no julgamento de Costa Rêgo, é como a dos pintores que toma valor intrínseco depois de iluminada pela passagem dos anos”.

Jornalista vigoroso, escritor erudito, traçou, no “Correio Mercantil”, as famosíssimas “Cartas do Solitário”, publicando, “ O Vale do Amazonas” e “ A Província”, livros admiráveis pela riqueza dos conceitos, que o colocaram na galeria reduzida, àquele tempo, dos pensadores brasileiros. E de sua passagem pelo mundo, diz bem alto, eloquente, e comovido, o historiador Carlos Pontes, abençoado espirito de beneditino, numa biografia impressionante.

Finou-se Tavares Bastos, longe da Pátria, aos 36 anos de idade. Morreu em Nice. E quando seu cadáver chegou ao Brasil, informa Carlos Pontes, o jornalista Ferreira de Menezes traçou, no “Jornal do Comércio”, entre outras, estas palavras:

“Os pensadores desaparecem, mas não morrem; a tribuna fica, muita vezes, vazia, mas os grandes oradores que a ocuparam, deixam-na assombrada com os seus vultos”.

Tavares Bastos é, no mundo da ciência das letras, o maior alagoano daqueles que foram arrebatados pela morte.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.

E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.

Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺

📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto

Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.

Pitú, um jeito pernambucano de ser

Fundada em 1938, a Pitú construiu uma relação afetiva que ultrapassa gerações, criando entre os pernambucanos um sentimento de identificação e orgulho pela sua história

Por Tarsila Castro, da Folha de Pernambuco

Referência quando o assunto é cachaça, a Pitú segue escrevendo sua história entrelaçada com a cultura e a identidade de Pernambuco. Fundada em 1938, a Engarrafamento Pitú soma hoje 88 anos de trajetória, consolidando-se não apenas como uma das maiores indústrias de cachaça do Brasil, mas como uma marca que representa o jeito de ser pernambucano.

Primeiro lugar na categoria Marca Que Representa o Estado de Pernambuco na premiação Marcas Que Eu Gosto, a empresa construiu uma relação afetiva que ultrapassa gerações. Os produtos fazem parte de histórias familiares, celebrações e de grandes eventos populares do Estado, como o Carnaval e o São João. A marca também venceu no segmento Aguardente, na categoria Bebidas.

“Existe entre os pernambucanos um sentimento de identificação e orgulho por compartilhar a mesma origem da Pitú — uma marca que, para muitos, é literalmente a cara de Pernambuco”, destaca a gerente de Marketing da Pitú, Maria Eduarda Ferrer (foto). 

Segundo a gerente, a empresa mantém uma escuta ativa e um relacionamento próximo com o público, entendendo o comportamento do consumidor e participando das experiências do dia a dia. “A proximidade vem da presença constante nos momentos de celebração e convivência, além de uma comunicação que valoriza o contato direto com o público”, afirma.

Com fábrica instalada em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, a empresa está inserida nas principais manifestações culturais do Estado, apoiando e participando de eventos populares. “A marca respeita e valoriza essas tradições, incorporando elementos da cultura local em suas ações e reforçando sua identidade regional”, reforça.

Comunicação 
A comunicação é um dos pontos fundamentais para fortalecer o sentimento de pertencimento local. Por isso, a Pitú preserva o sotaque, a linguagem e os símbolos de Pernambuco.

“Mesmo presente em outros mercados, a marca faz questão de destacar suas origens, o que fortalece o sentimento de pertencimento e orgulho entre os pernambucanos”, diz Maria Eduarda.

A marca equilibra tradição e inovação, investindo em novos produtos, acompanhando tendências de consumo e modernizando processos, mas sem abrir mão do DNA e da qualidade. Segundo Maria Eduarda Ferrer, a empresa vem ampliando o portfólio e fortalecendo a distribuição nacional.

“O lançamento recente das batidas prontas e das versões saborizadas, inicialmente no Nordeste, já está sendo expandido para todo o Brasil. Além disso, a Pitú segue investindo em logística, inovação e estratégias de marketing para consolidar sua presença em novos mercados”, destaca.

Produção 
Com produção anual de cerca de 100 milhões de litros, mantém posição de destaque: líder no Nordeste, vice-líder nacional e está entre as 20 bebidas destiladas mais produzidas do mundo. No exterior, tem forte presença na Europa, especialmente na Alemanha, além de mercados como Estados Unidos, Argentina, México e Japão.

A empresa, que está na quarta geração familiar, mantém como pilares a qualidade do produto, o investimento em tecnologia e sustentabilidade, além de estratégias de marketing que reforçam a conexão emocional com o público.

Para a gerente de Marketing, a Pitú segue como um dos maiores símbolos de Pernambuco, combinando tradição, inovação e um forte vínculo com suas origens. “Uma marca que não apenas nasceu no Estado, mas que ajudou a contar e a fazer parte da história de quem vive nele”, explica.

A Pitú é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40%. Este ano, lançou uma linha de batidas prontas e cremosas nos sabores coco, maracujá e morango, com distribuição nacional.

Diogo de Braga continua sorrindo……..

Ligado no Mundial da FIFA 2026, além do Brasil, sigo acompanhando e torcendo para o selecionado do Cabo Verde. Para minha surpresa, ontem (21),  o mesmo conseguiu sair de campo com mais um empate. Dessa vez, frente ao bicampeão mundial,  Uruguai.

Se bem estudado, todos nós, antonenses da terra da Vitória de Santo Antão, temos um pouco de sangue dos cabo-verdenses. Lembremos que, em 1626, juntos com familiares, Diogo de Braga, oriundo do Cabo Verde, levantou acampamento por aqui  e fundou o nosso lugar.

Na praça que carrega seu nome – Praça Diogo de Braga -, como já falei anteriormente, na face do seu busto um leve sorriso de alegria traduz o efusivo momento, vivenciado na sua terra natal. Mas tem que olhar bem direitinho para observar……(rs)

A hora da verdade se aproxima……

Em ano de eleições gerais a agenda política nacional ganha contornos mais realistas. Como diz o pensador: “o teatro é para todos, mas a verdade é para poucos”.

No plano nacional, o “caso Master” segue revelando que a corrupção não é exceção, é a regra. Comunga com o executivo, legislativo e o judiciário. Dos que alardeiam ideias conservadoras aos que levantam  bandeiras esquerdistas, passando, sem nenhum pudor,  pelos que deveriam pautar o regramento constitucional.

Com efeito, os atores políticos, de olho no voto,  sofrem  para manter-se equilibrados na sempre desafiadora  gangorra do poder.

Em Pernambuco, a hora da verdade da governadora Raquel Lyra chegou. Eleita em 2022 por um capricho dos deuses, em 2026,  não terá vida fácil, diante de um opositor – João Campos –  consistente e competitivo. A “caneta” da governadora continua sendo o seu maior cabo eleitoral, mas, mesmo assim,  ainda não  conseguiu calibrar o seu discurso político. Em algumas equações, a mesma vem adotando o caminho do silêncio, algo que funciona, quando o julgamento popular (urnas) não está na ordem do dia. Mesmo depois de 4 anos no poder, ainda não conseguiu ganhar corpo eleitoral próprio. Mas é  bom que se diga: já esteve em situação pior….

Na nossa Vitória de Santo Antão, o quadro político segue em marcha crescente de ebulição. Cada qual acelerando o motor,  nos seus respectivos ativos: quem tem discurso, fala. Quem tem estrutura,  arregimenta.

Com seis candidaturas consistentes à ALEPE, com domicilio eleitoral antonense, podemos dizer que nas rodas políticas locais  há um sentimento de expectativa. Dizem, com a faca nos dentes,  os que estão na folha de pagamento da prefeitura: “Túlio vai “engolir” os votos de Joaquim”. Já as “viúvas de Elias Lira”, rebatem: “o povo não tolera traidores”.

Já no o campo dos “Querálvares”,  a expectativa é que a “Pantera Cor de Rosa” (Socorrinho), como fala os mais antigos, suplante, na soma dos votos locais,  o sobrinho-neto, Aglailson Vitor.

Bem votado na cidade, no pleito de 2022, André Carvalho, é sempre uma aposta de futuro. Já na outra ponta, o deputado Henrique Filho, que deve renovar o mandato com certa facilidade, na Vitória, onde já foi vereador e vice-prefeito, dizem os entendidos, será o menos homenageado com os sufrágios antonenses.

Para finalizar, ainda segundo os “cientistas populares” da Vitória de Santo Antão, o palanque da governadora, em Vitória,  ficará pequeno para tantos apoios. Já para o palanque da Frente Popular, apenas o prefeito  Paulo Roberto se apresentou.  Fica a pergunta: qual candidato ao governo será mais votos na terra abençoada por  Santo Antão: João ou Raquel?

Vida Passada… – Figueira de Melo – por Célio Meira.

Na terra de Sobral, banhada pelo rio Acaraú, onde o romancista Domingos Olímpio e o arcebispo D. Jerônimo Tomé viram a luz do sol , nasceu, a 19 de abril de 1809, Jerônimo Martiniano Figueira de Melo, cearence preclaro, e de acentuada projeção no mundo político brasileiro.

Bacharelou-se em direito, no ano de 1832, pertencendo à primeira turma do Curso Jurídico de Olinda, figurando ao lado de Euzébio de Queiroz, de Nunes Machado, do sobralense José Antônio Pereira de Macedo, um dos vultos de relevo da política pernambucana, no 2º império bragantino.

Promotor público, na Côrte, aceitou, mais tarde, informa o barão de Studart, um juizado de direito, em Fortaleza. E depois, o cargo de secretário do barão da Bôa Vista, presidente da província de Pernambuco. Mereceu a honra de governar, aos 34 anos de idade, a província do Piauí.

Quando se desencadeou, em Pernambuco, no ano 48, a rebelião praieira, Figueira de Melo estava na chefia de polícia. Não se pode julgar, ainda, com serenidade, a ação dessa autoridade. Os jornais da época estão cheios de injúrias e de ódios recíprocos, e não podem conduzir o espirito a um julgamento imparcial. Louvando essa revolução política, escreveu Urbano Sabino Pessoa de Melo, liberal exaltado, e romântico, a “Apreciação da Revolta Praieira”, em cujas páginas fervilhava, o que é natural, a paixão partidária. Condenando-a, em nome da lei, publicou Figueira de Melo a “Cônica da Revolução Praieira”, em que defende, com ardor, sua intervenção nessa luta armada, e inglória. Os historiadores devem ocupar-se dêsse episódio sangrento da política de Pernambuco, afim de que se faça justiça àqueles que recorreram às  armas, na defesa de uma ideologia.

Três anos depois, em 1851, ingressou, Figueira de Melo, no Tribunal de Relação de Pernambuco. Exerceu, mais tarde, na Côrte, o cargo de chefe de polícia. Deputado à Câmara Geral por Pernambuco e pelo Ceará, obteve, em 1870, a cadeira de Senador do Império, pela província natal. E no ano seguinte dirigiu os destinos da terra gaúcha. Sentou-se, em 1873, na cadeira de ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Atingiu o mais alto posto, na sua agitada e honesta carreira de magistrado.

Jornalista vigoroso, e orador eloquente, defendeu os bispos D. Vital e D. Antônio da Costa, informa Studart, na famosa Questão Religiosa. Morreu, aos 69 anos de idade. Vinculado à vida politica, administrativa e jurídica de Pernambuco, bem merece as homenagens dos homens de pensamento.

Nunes Machado e Figueira de Melo, juntos, no dia da formatura, em 1832, tiveram, 16 anos decorridos, destinos opostos, na jornada áspera da vida. Este sustentou a lei, e aquele dirigiu a revolta. A história os julgará.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

Direitos Básicos: se a “moda” pega…..

Demorou, mas chegou! O processo teve inicio no ano de 2015. Um morador da comunidade de “Dois Leões”, vinculada à vizinha cidade de Pombos,  através dos seus advogados,  legalmente constituídos, ingressou na Justiça para cobrar o saneamento básico da comunidade em que reside. Resumo da ópera: sentença  indenizatória ao reclamante  e prazo de dois anos para a prefeitura reparar e resolver a situação do esgoto à céu aberto, objeto da ação.

Essa exitosa ação judicial (0000742-97.2015.8.17.150), que vai além de um roteiro meramente processual,  porque abre um clarão no sentido dos direitos básicos, quase sempre negados às camadas menos esclarecidas e mais sofridas da sociedade, chegou ao meu conhecimento pelo operador do direito Manoel Carlos do Nascimento.

No transcurso do processo, como é de costume, o ente público, no caso a Prefeitura de Pombos, segundo o Manoel, tentou “jogar a responsabilidade” para a COMPESA. Mas ao final, venceu a tese dos advogados que, de maneira firme e obstinada, jogaram luz nos princípios constitucionais.

Ainda sobre esse mesmo tipo de demanda, falou-me o Manoel, correm outras ações, inclusive aqui em Vitória de Santo Antão. Convenhamos: isso é uma ótima notícia. Tomara que essa “moda” pegue e as prefeituras do Brasil inteiro sejam obrigadas a efetivar o básico. Aliás, é bom que se diga: básico esse que muitas vezes são instrumentos e ferramentas poderosas de políticos,  em suas respectivas campanhas eleitorais. Bingo para a advocacia cidadã!

 

Seleção do Cabo Verde: também é um orgulho antonense!!!

Corria o ano de 2025 quando, empolgado com a classificação,  inédita,  da seleção do Cabo Verde para a Copa da FIFA, decidi que iria torcer por  duas “bandeiras”, ou seja: a brasileira e a cabo-verdense.

Ontem (15), o time do Cabo Verde pregou um susto no espanhol e se apresentou ao mundo de maneira empolgante. Um dos cotados  para levanta a taça de campeão,  o time da Espanha,  ficou sem entender nada.

Daqui, da nossa “aldeia antonense”, levantemos um sonoro “VIVA” ao feito. Se bem observado, hoje, até o Diogo de Braga, lá da Praça que carrega o seu nome, emite um leve sorriso de satisfação…….Será…?

Reunião da AVLC: apresentações e posse de novos sócios…

Em sua sede, localizada no bairro do Livramento, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –,  realizou, na manhã do domingo (14), mais uma reunião ordinária.

Na pauta, apresentações de trabalhos recém-concluídos pelos acadêmicos: Hérika Araújo, Aldenisio Tavares, Jones Pinheiro  e Débora Lima. Na sequência, novos sócios tomaram posse. Ao final, um lanche foi servido aos presentes.

Você sabia que Pernambuco tem a sua própria Guadalajara? – por @historia_em_retalhos.

Ela existe e é um distrito do município de Paudalho/PE!

Na euforia nacional durante a Copa de 1970, trabalhadores rurais do corte da cana-de-açúcar da então Vila da Sardinha em Paudalho/PE reuniam-se para assistir e vibrar com os jogos da seleção canarinha.

Era simplesmente um esquadrão: Pelé, Tostão, Rivelino, Gerson, Jairzinho, Clodoaldo, Carlos Alberto etc.

Isso impactou tão fortemente a comunidade local, que os próprios moradores da vila, sob a liderança de “Zé Galego”, fizeram um movimento para que fosse dado ao distrito o mesmo nome da cidade mexicana onde o Brasil mandou cinco das suas seis partidas no torneio.

Guadalajara no México foi a “casa” e o “QG” da seleção brasileira durante a vitoriosa campanha da Copa do Mundo de 1970!

Agora, pra você que não sabia, fique sabendo: nós temos uma Guadalajara pra chamar de nossa!

História em Retalhos na Copa!
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.Agradeço ao amigo @salustiano_bira e ao ex-prefeito de Paudalho Pereira pela troca valiosa de informações.

https://www.instagram.com/p/DZhUsvXHNfZ/?igsh=MXA5MzhiaW9seHl3bQ%3D%3D

.@historia_em_retalhos

Compositor Aldeniso Tavares: agora ataca de copa do mundo!!!

Compositor versátil e antenado nas transformações sociais, o compositor antonense,  Aldenisio Tavares, há mais de uma década, em música, precificava: “ O Nordeste Mudou”. Religioso, católico, já mergulhou, também, através das composições, no mundo  da musicalidade gospel.

No “planeta antonense” já imprimiu suas digitais compondo para as mais variadas agremiações carnavalescas: já gravou o hino dos “Monges em Folia” sem perder a inspiração para representar, também com música, os anseios da turma dos “Depravados”.

Para os festejos juninos, já fez par com um sem número de parceiros e parceiras, interpretes locais e regionais, para imprimir um selo próprio, ou seja: enquadrou-os no movimento MPV – Música Popular Vitoriense. 

Membro efetivo do Instituto Histórico da Vitória e acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência -,  “sentado” na cadeira do imortal Nestor de Holanda, o compositor Aldenisio Tavares, em clima de copa do mundo e sintonizado com o momento histórico do hexa campeonato da nossa seleção acaba de nos presentear com  mais um trabalho sonoro – a música da copa. Aliás, vale lembrar:  o mesmo  já ultrapassa  duzentas composições  gravadas.

Veja aqui a mais recente: 

https://www.youtube.com/shorts/c84Gmg2ih2M

Aldeniso Tavares é antonense da gema, hoje, aposentado do serviço público, continua ativo e enriquecendo o seu patrimônio musical,  que começou, com paixão e devoção às boas causas, nos tempos das ilusões juvenis.   Adenisio Tavares: um compositor  da Terra das Tabocas para todos os gostos e gêneros musicais…….

Hexa Brasil: esperanças renovadas!!!

Após muita expectativa, hoje, quinta-feira (11), começa mais uma copa do mundo. Única equipe a participar de todas as edições, o selecionado brasileiro é sempre festejado como candidato ao título. Aliás, não e para menos: na história das copas, é o único País que já levantou o cobiçado troféu 5 vezes.

Das bandas de lá, através das mais variadas plataformas, chegam notícias de toda ordem. Doravante, nas próximas semanas, o assunto – copa do mundo – ganhará escala.

Ao que parece, o chamado “fora de campo”, protagonizado por um dos três países sede, o  EUA, também ganhará os holofotes da notícia. Até o presente momento, atitudes catalogadas como extravagantes vem criando um ambiente pouco acolhedor e até, em alguns casos, hostil, aos olhos do mundo.

Mas independente das “trapalhadas” da maior potência mundial, copa do mundo, para os brasileiros, será sempre um espaço de convergência nacional. Nem sempre muito saudável, mas indiscutivelmente alegre. Partiu, HEXA DO BRASIL!!!